LPCC e ACP lançam iniciativa “Carros Sem Fumo” para alertar para o impacto nocivo de fumar no interior das viaturas, inclusive transportando crianças

Janeiro 11, 2018 às 6:00 am | Publicado em Campanhas em Defesa dos Direitos da Criança | Deixe um comentário
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A Liga Portuguesa Contra o Cancro em parceria com o Automóvel Clube de Portugal (ACP) lança a ação Carros Sem Fumo com o objetivo de alertar para o impacto nocivo de fumar no interior das viaturas.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) e o Automóvel Clube de Portugal (ACP) apresentaram dia 27 de novembro, pelas 10h, na Escola Básica António Rebelo de Andrade, em Oeiras, a ação CARROS SEM FUMO. O objetivo prioritário do projeto é a sensibilização dos portugueses, em geral, para um comportamento responsável no que respeita ao consumo do tabaco em deslocações de automóvel, com especial preocupação quanto ao impacto que este ato tem sobre crianças e idosos.

Após a realização de um estudo por parte do ACP junto dos seus associados – ver ficha técnica no final – as conclusões revelam que ainda há muito trabalho que pode e deve ser feito no que respeita à educação e sensibilização dos portugueses em torno dos hábitos de consumo de tabaco, em particular quando se deslocam de carro.

Os principais resultados do estudo indicam que:

90% dos inquiridos desconhece que o nível médio de partículas tóxicas libertadas pelo tabaco e respiradas numa viagem de carro é cinco vezes superior à média das partículas tóxicas no ar, mesmo em cidades muito poluídas;

Apenas 20% dos inquiridos sabe que 85% do fumo passivo é invisível e sem odor;

Mais de 50% dos inquiridos fumadores afirma fumar dentro da viatura;

Mais de 10% do total dos inquiridos afirma ter-se deslocado pelo menos uma vez nos 30 dias anteriores numa viatura em que estivesse alguém a fumar na presença de uma criança, adolescente, jovem ou idoso.

Para Vítor Veloso, Presidente da LPCC, “estes dados são preocupantes pelo que há necessidade de dar continuidade a uma das principais acções da Liga Portuguesa Contra o Cancro – a Prevenção Primária. “

“Cada cigarro contém mais de 4.800 substâncias químicas nocivas, sendo que destas, 60 são potencialmente causadoras de cancro. Se considerarmos que 85% do fumo passivo é invisível e inodoro, facilmente se percebe que fumar no interior do carro é um ato que se perpetua muito para lá dos breves minutos de consumo.”

Por estes motivos faz um apelo: – “Faça do seu carro um carro livre de fumo. Faça da sua família uma família livre de fumo.”
“Poder trabalhar com um parceiro como o ACP que tanto e tão bem representa o universo dos automobilistas nacional é um privilégio para nos fazer chegar a mais cidadãos e famílias do nosso país”, concluí o Presidente da LPCC.

“A associação do ACP a esta iniciativa era inevitável” afirma Carlos Barbosa, Presidente do ACP, acrescentando que, “enquanto associação de referência para os automobilistas nacionais que tem como fim último a prossecução da defesa dos interesses dos mesmos, os temas da educação para a saúde não nos são alheios. Especialmente quando têm impacto direto em crianças e idosos.”

Esta ação será levada a todo o país através de ações de sensibilização nas escolas, com a distribuição de 100 mil folhetos e autocolantes para carros nas escolas do ensino básico e ainda através dos canais de comunicação do ACP e da LPCC, focando-se nas crianças como veículos influenciadores junto dos pais.

A campanha de sensibilização do projeto tem como embaixadores o casal de atores Paula Lobo Antunes e Jorge Corrula.
O evento contou com a presença do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, do Presidente do ACP, Carlos Barbosa, do Presidente do Núcleo Sul da LPCC, Francisco Cavaleiro de Ferreira e ainda dos embaixadores da campanha.

 

Notícia do site da Liga Portuguesa Contra o Cancro em 27 de Dezembro de 2017

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Filhos de mães fumadoras com maior risco de ter tensão alta

Julho 7, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tvi24.iol.pt/ de 13 de junho de 2017.

Efeito é visível desde bem cedo, logo aos quatro anos de idade

As mães que fumam agravam o risco de pressão (ou tensão) arterial alta nos filhos. Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluiu que este efeito é logo visível aos quatro anos de idade.

Os autores do estudo, publicado na revista “Nicotine & Tobacco Research”, defendem que as mulheres devem deixar de fumar antes de engravidarem. Ao mesmo tempo, lembram que a pressão arterial sistólica alta está associada ao risco de doenças cardiovasculares, a principal causa de morte no nosso país.

A investigação envolveu 4.295 crianças nascidas em cinco maternidades da Área Metropolitana do Porto, pertencentes à coorte Geração 21 (projeto de investigação que acompanha mais oito mil crianças da cidade do Porto, desde o nascimento).

Num país como Portugal, onde a hipertensão é um problema major, onde muitas pessoas morrem de AVC [Acidente Vascular Cerebral] e muitas grávidas continuam a fumar durante a gravidez, estes resultados demonstram que começa bem cedo a programação da doença [hipertensão arterial] nas crianças. Portanto, a prevenção tem que começar antes”, alerta Henrique Barros, responsável do estudo.

Em análise, esteve a associação entre o tabagismo materno (antes da gravidez, durante a gravidez e quatro anos após o parto) e a pressão arterial das crianças, que foram avaliadas à nascença e aos quatro anos.

A conclusão fala por si: observou-se que os filhos de mães que fumavam apresentavam níveis de pressão arterial sistólica mais elevados, com um um percentil da pressão arterial sistólica superior. Mais de 22% têm já aos quatro anos uma pressão arterial sistólica considerada elevada.

O estudo designado “Maternal smoking: a life course blood pressure determinant?”  tem como principal autora Maria Cabral e é também assinado por Maria João Fonseca, Camila González-Beiras, Ana Cristina Santos e Liane Correia-Costa.

Maternal smoking: a life course blood pressure determinant?

 

 

Fumar na praia ou nos parques infantis com os dias contados?

Março 24, 2017 às 7:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://rr.sapo.pt/ de 24 de março de 2017.

O discurso de Vytenis Andriukaitis  pode ser consultado em baixo:

EUROPEAN CONFERENCE ON TOBACCO OR HEALTH: TOWARDS A TOBACCO-FREE EUROPE – PORTO, PORTUGAL – 23 MARCH 2017

EPA

Bruxelas defende a proibição do consumo de tabaco em todos os espaços públicos, entre os quais praia, parques infantis e equipamentos desportivos. O anúncio foi feito pelo comissário europeu da Saúde e Segurança Alimentar no Porto, onde participou na VII Conferência Tabaco e Saúde, organizada pela Liga Portuguesa contra o Cancro.

A ideia é que a proibição seja implementada em todos os Estados-membros.

O comissário defendeu ainda, na quinta-feira, a definição de uma idade mínima para se fumar e aumentar a consciencialização nas escolas.

Vytenis Andriukaitis pretende que, com estas medidas, possa ser reduzido o número de mortes devido ao consumo do tabaco. Fumar mata seis milhões de pessoas, por ano, em todo o mundo. Em Portugal, 30 pessoas morrem por dia, vítimas de doenças relacionadas com o tabaco.

O governante europeu alertou também ser necessário seguir com atenção o mercado dos cigarros electrónicos, vistos como uma alternativa para deixar de fumar, afirmando que estes “não se podem tornar numa porta de entrada para novos fumadores”.

“Se os cigarros electrónicos são considerados como uma ferramenta que permite deixar de fumar, então devem ser autorizados como produtos farmacêuticos e vendidos em farmácias”, sublinhou.

Para o responsável, “o tabaco deve parecer e saber a tabaco, não deve parecer um perfume ou um bâton”, sendo que “tudo isto torna [o tabaco] atraente para as crianças começarem a fumar”.

Vantagens de uma embalagem limpa

Vytenis Andriukaitis referiu que “as evidências mostram que as pessoas têm menos probabilidade de fumar” se os maços exibirem mensagens e imagens que alertam para os riscos do tabaco, bem como se não tiverem marcas, logotipos e design de marketing”.

“Este é o motivo pelo qual cinco Estados-membros decidiram tornar obrigatória a embalagem ‘limpa’ nos respectivos países, e é um excelente exemplo para o resto da Europa”, disse.

Para o comissário europeu, ainda há um longo caminho a percorrer no combate ao tabagismo e é necessário que os estados-membros “juntem forças e trabalhem em conjunto” para tornar a Europa numa zona livre de tabaco.

Perante as “consequências devastadoras” do acto de fumar, quer de saúde quer económicas, o comissário desejou ainda que a legislação comunitária ajude os adolescentes “a fazerem a escolha certa de dizer não ao primeiro cigarro”.

Esta conferência é organizada pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, em parceria com a associação europeia das ligas contra o cancro, com o Alto Patrocínio da Presidência da República.

No evento, cuja sessão de abertura contou com a rainha de Espanha, estarão presentes até sábado médicos e peritos de Portugal, Espanha e outros países europeus, bem como delegados de toda a União Europeia.

 

 

 

Estudo revela que fumar na gravidez pode causar problemas na visão dos filhos

Março 23, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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As mulheres que fumam durante a gravidez, aumentam a probabilidade de os filhos desenvolverem um determinam tipo de problema na retina.

Este dano também foi verificado quando os bebes nasciam com menos peso do que o normal.

Foi um estudo publicado na revista JAMA Ophthalmology quem revelou o problema. Este estudo foi levado a cabo por várias universidades e institutos da Dinamarca, onde foram analisadas 1406 crianças dinamarquesas que ou tinham nascido com peso a menos ou que tinham sido expostas ao fumo do tabaco ingerido pela mãe durante a gravidez.

Segundo o estudo, 80% das mães não fumavam durante a gravidez, 2% tinham deixado de fumar quando engravidaram e 18% continuaram a fumar no período de gestação.

O fumo do tabaco fez com que a camada de fibra nervosa da retina fosse 5,7 micrómetros mais fina do que a das crianças cujas mães não fumavam. Quanto ao peso, as crianças que tinham um menor peso apresentavam uma camada de fibra nervosa da retina 3,5 micrómetros mais fina.

Ambos os fatores se mostraram determinantes, ainda que de forma independente, para o desenvolvimento de problemas na camada de fibra nervosa da retina, sendo que esta apresentava ser mais fina entre os 11 e os 12 anos.

 

Jornal i em 9 de março de 2017

Olhar pela saúde nas escolas

Janeiro 18, 2017 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.educare.pt/de 6 de janeiro de 2017.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Relatório Técnico de Avaliação do Programa Nacional de Saúde Escolar do Ano Letivo 2014/2015

educare

Programa de Saúde Escolar revela hábitos de alunos e investe em ações que abordam assuntos como a alimentação, os afetos, a sexualidade, a saúde mental. O relatório do ano letivo 2014/2015 foi divulgado pela Direção-Geral da Saúde e mostra o trabalho feito nas cinco regiões do país.

Sara R. Oliveira

Não havia muitos alunos que escovavam os dentes na escola no ano letivo 2014/2015 e nem todos tinham o boletim de vacinas atualizado. Nesse ano, foram sinalizados 2060 casos de maus tratos e registados 50 590 acidentes escolares. Oitenta por cento das escolas cumpriam a restrição de fumar e 15% tinham coberturas de fibrocimento. O Norte e o Algarve investiram na educação para os afetos e a sexualidade. O Alentejo dedicou-se sobretudo à educação alimentar e Lisboa e Vale do Tejo à prevenção do consumo de tabaco. Estes são alguns dos resultados do relatório técnico do Programa de Saúde Escolar do ano letivo 2014/2015, elaborado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Ao todo, 73% dos alunos matriculados nesse ano letivo foram alvo desse programa, ou seja, 886 490 dos 1 219 652. Uma maior percentagem, 80%, no 1.º ciclo do Ensino Básico e, com menor incidência, 54%, no Secundário. O programa teve mais expressão nos primeiros níveis de ensino. E existem diferenças regionais que, não sendo significativas, revelam prioridades nesta intervenção escolar. O Norte e o Alentejo privilegiaram as escolas do 1.º ciclo. O Centro e o Algarve o 2.º ciclo. Lisboa e Vale do Tejo abrangeu de forma equilibrada todos os níveis de ensino. E o Algarve foi a região que, proporcionalmente, mais trabalhou com os alunos do Secundário.

A análise feita revela que 31% dos alunos abrangidos pelo programa escovavam os dentes na escola, 66% estavam vacinados, 85% cumpriam a vigilância em saúde e 58% tinham um plano de saúde individual. O Norte foi a região que mais contribuiu para a melhoria da vigilância da saúde dos mais novos, o Algarve sobressaiu na melhoria da vacinação. O apoio a crianças e jovens com necessidades de saúde especiais (com doenças crónicas complexas, doenças neuromusculares, diabetes, asma e doenças alérgicas, entre outras) foi mais significativo no Norte e no Algarve. Seja como for, o programa ajudou a melhorar os indicadores de saúde das crianças e jovens, bem como o cumprimento da vacinação e vigilância da saúde.

Segundo o relatório da DGS, a saúde escolar sinalizou 2060 crianças e jovens vítimas ou suspeitas de maus tratos: 631 no 1.º ciclo, 532 no 3.º ciclo, 482 no 2.º ciclo, 267 no pré-escolar e 147 no Secundário. O maior número de sinalizações verificou-se no Norte, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo e a região Centro. O Alentejo e o Algarve tiveram menos situações reportadas. Os casos de maus tratos ou suspeitas sinalizados nas escolas são encaminhados para os Núcleos de Apoio a Crianças e Jovens em Risco.

Oitenta por cento das escolas cumpriam a restrição de fumar no ano 2014/2015. A evolução tem sido positiva. No ano 2013/2014, a percentagem era de 79%, no ano letivo anterior de 76% e em 2011/2012 de 75%. “Apesar da boa evolução, nem todas as escolas cumprem a restrição de fumar e ainda há queixas sobre o desrespeito da lei”, lê-se no relatório. Em 2014/2015, contaram-se nove queixas por alunos fumarem.

O relatório dá ainda conta de 50 590 acidentes escolares: 2726 no pré-escolar, 14 380 no 1.º ciclo, 12 020 no 2.º ciclo, 14 868 no 3.º ciclo e 6 596 no Secundário. Todas as escolas avaliadas tinham sistema de recolha de resíduos sólidos, 98% da água para consumo humano era da rede pública e 90% tinham ligação à rede pública de esgotos. Quinze por cento tinham cobertura em chapa de fibrocimento, a maior percentagem estava situada na região de Lisboa e Vale do Tejo.

A DGS refere que a intervenção no âmbito da saúde escolar tem contribuído para a melhoria da saúde oral e redução da cárie dentária, através da implementação da escovagem dos dentes, de forma correta e precoce. “As crianças e jovens com necessidades de saúde especiais, isto é, problemas de saúde que podem comprometer, ou não, as aprendizagens é outra área de preocupação que as equipas de saúde escolar procuram eliminar/minimizar através da elaboração de planos de saúde individuais”, sublinha a DGS.

Afetos, tabaco, alimentação

As ações sobre alimentação saudável e atividade física foram as que chegaram a mais alunos, 386 383 ao todo. A seguir surgem as ações de educação para os afetos e a sexualidade com 378 400 alunos e as dedicadas ao ambiente e saúde com 270 672. Questões ligadas à saúde mental e à promoção de competências socioemocionais abrangeram 143 014 crianças e jovens, e a prevenção do consumo do tabaco chegou a 122 443 alunos. A prevenção do consumo de bebidas alcoólicas e de substâncias psicoativas ilícitas envolveu menos de 100 mil alunos. No pré-escolar, todos os assuntos são abordados, à exceção da saúde mental e do consumo do tabaco e de substâncias psicoativas ilícitas.

O Norte e o Algarve destacaram-se pelo investimento em educação para os afetos e sexualidade. O Alentejo deu preferência à educação alimentar e o Centro à educação para o ambiente e saúde e à alimentação. Lisboa e Vale do Tejo sobressaiu na prevenção do consumo de tabaco.

O relatório indica que, no futuro, é necessário promover uma maior intervenção em saúde mental e competências socioemocionais. “Melhorar o nível de literacia para a saúde dos alunos é muito mais do que informar sobre os riscos associados a determinados comportamentos e doenças. É motivar, é compreender a informação de saúde, é saber aceder e utilizar essa informação para promover e manter uma boa saúde”. O programa pode virar-se para outras direções. “Outras áreas novas como os hábitos de sono e repouso, a educação postural e a prevenção de comportamentos aditivos sem substância não foram intervencionadas de forma expressiva na escola. No entanto, elas são de capital importância para a saúde das crianças e dos jovens que a frequentam”, realça-se.

No ano letivo 2014/2015, foram avaliados 2230 estabelecimentos de ensino quanto à segurança, higiene e saúde. A maior parte das escolas tem boa segurança e higiene no seu meio envolvente. As escolas do Algarve eram as mais seguras no recinto, no edifício e na zona de alimentação coletiva. A segurança do meio envolvente da escola era maior no Alentejo. O Algarve e o Centro tinham uma maior percentagem de escolas com boas condições de higiene nos diversos espaços escolares. E, como se sabe, a boa higiene do ambiente escolar implica a limpeza geral do espaço, do mobiliário urbano, a boa conservação das salas de aula, balneários, vestiários, instalações sanitárias, remoção de resíduos em todas as áreas do estabelecimento, cantinas incluídas.

Literacia de alunos e docentes

O relatório focou-se no ano letivo em que mudou o paradigma de intervenção da saúde escolar e o seu sistema de informação. No ano em que foi elaborado um referencial de educação para a saúde, em que se operacionalizaram projetos para a promoção de estilos de vida saudáveis, do pré-escolar ao secundário, e se investiu em materiais pedagógicos.

Ao todo, 53 557 educadores de infância e docentes foram alvo do programa. Tal como acontece com os alunos, os professores dos primeiros níveis de educação, em especial os educadores de infância, são os que têm maior apoio no âmbito da saúde escolar. Situação que se repete e que a DGS avisa que é preciso inverter. “O principal trabalho das equipas de saúde escolar, especialmente no que à promoção da saúde diz respeito, é junto dos docentes e não docentes”, lê-se no relatório. O Alentejo, o Centro e o Norte trabalharam com cerca de 80% dos educadores de infância e professores do 1.º ciclo.

O programa melhora a literacia para a saúde de alunos e docentes. Quanto mais cedo se passar à ação, melhor. “Obter ganhos em saúde, a médio e longo prazo, passa por olhar para o perfil de saúde da população portuguesa e trabalhar desde cedo em prol da promoção e educação para a saúde, e da redução dos determinantes das doenças crónicas como a obesidade, o tabaco, a diabetes e a hipertensão arterial que condicionam a esperança de vida saudável”. E não se pode esquecer a formação. A DGS defende que “investir em promoção da saúde na escola é dar prioridade aos docentes, capacitando-os para que os determinantes da saúde sejam integrados nos currículos das mais diversas áreas do saber e a sua ‘transmissão’ aos alunos seja pedagogicamente adequada ao nível de desenvolvimento do grupo escolar”.

 

 

Quatro em cada dez jovens começam a beber aos 13 anos

Setembro 23, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://ionline.sapo.pt/de 21 de setembro de 2016.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

ESPAD Report 2015 Results from the European School Survey Project on Alcohol and Other Drugs

Dados Portugal

http://www.espad.org/report/country-summaries#portugal

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Marta F. Reis

Inquérito conclui que há menos jovens a fumar e a beber em Portugal, mas muitos ainda começam cedo demais. 16% admitem ter problemas.

As notícias são mais boas do que más: nos últimos 20 anos tem diminuído a percentagem de jovens que fumam e bebem álcool e há mesmo uma fatia sem precedentes de adolescentes que nunca tiveram consumos problemáticos: no ano passado, 23% dos adolescentes com 16 anos garantia nunca ter tocado em tabaco, álcool ou drogas ilícitas. Resultados do inquérito internacional ESPAD, que desde 1995 tira o pulso à juventude em 35 países europeus, revelam, porém, que ainda são muitos os jovens que começam a explorar os limites numa idade precoce e há comportamentos de risco significativos. Mais de quatro em cada dez adolescentes portugueses admitem que aos 13 anos, ou antes, já tinham experimentado álcool e 5% já tinham apanhado uma bebedeira. Em relação ao tabaco, um quarto (24%) também já tinham fumado os primeiros cigarros e 5% começaram nesta idade a fumar diariamente.

Geração de 1999 O inquérito ESPAD (sigla inglesa para European School Survey Project on Alcohol and Other Drugs) abrangeu, em 2015, 96 042 jovens, incluindo 3456 rapazes e raparigas portugueses. A metodologia do projeto consiste em avaliar regularmente os comportamentos de risco aos 16 anos, pelo que nesta ronda de dados está em causa a geração nascida em 1999.

Se tem filhos nesta idade, eis alguns resultados que importa ter em conta, até se quiser ter uma intervenção proativa. Aos 16 anos, mesmo sendo proibido legalmente, 42% dos jovens portugueses dizem beber regularmente e 20% declaram ter tido pelo menos um episódio em que beberam mais do que a conta nos 30 dias anteriores ao inquérito – conceito de “consumo intenso” definido como ter ingerido cinco bebidas ou mais numa única ocasião.

Se os comportamentos a nível nacional surgem quase sempre dentro da média ou mesmo um pouco menos problemáticos do que noutros países, há um dado singular. Portugal é o segundo país, depois de Malta, onde as preferências dos adolescentes em matéria de álcool recaem sobre as chamadas bebidas brancas, como o vodca ou o absinto que alimentam os shots. Não obstante a tradição vitivinícola do país, é na Ucrânia ou na Moldávia que os jovens preferem o vinho, enquanto na Albânia ou na Bélgica a cerveja lidera.

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Em relação às bebidas, há ainda outro aspeto a destacar. Um terço dos jovens inquiridos a nível europeu admitem ter tido algum incidente enquanto estavam sob o efeito de álcool. Em Portugal, apenas 16% dos jovens admitem problemas, mas os dados põem a nu os riscos: 9% dizem ter perdido algum pertence, 4% envolveram-se em discussões e 3% em confrontos físicos. Sendo percentagens menores, é ainda possível perceber que 2% dos adolescentes portugueses reconhecem ter tido relações sexuais desprotegidas associadas ao álcool. Na mesma percentagem, dizem terem-se magoado a si próprios e terem tido comportamentos perigosos como nadar em zonas sem pé.

Raparigas começam a fumar mais No que diz respeito ao tabaco, aos 16 anos 9% fumam diariamente e 19% regularmente (declaram ter fumado no mês anterior ao inquérito). Se durante muito tempo os rapazes fumavam mais do que as raparigas, a situação tem estado a inverter-se e Portugal não foge à regra: entre a geração de 1999, a percentagem de raparigas que fumam ocasionalmente (21%) já supera a dos rapazes (18%).

O consumo de drogas ilícitas surge igualmente dentro da média internacional. Aos 16 anos, 16% dos jovens já experimentaram, a maioria canábis. O Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), estrutura do Ministério da Saúde responsável pela área das dependências que promove o estudo em Portugal, destacou como um dos elementos positivos o facto de haver um consumo residual das chamadas das novas substâncias psicoativas. Recorde-se que, em Portugal, o fenómeno das smartshops, que vendiam drogas quimicamente parecidas com medicamentos controlados ou drogas ilegais mas sem estarem reguladas como substâncias ilícitas, foi travado em 2013, proibindo-se a venda de substâncias psicoativas à medida que estas eram do conhecimento das autoridades, o que levou ao encerramento de muitos estabelecimentos. Na altura começava a haver registo de jovens nas urgências com psicoses relacionadas com o consumo. O alerta mantém-se, porém, para a canábis, cujo consumo também pode desencadear crises e não tem diminuído.

Cuidado com os ansiolíticos

Porque os medicamentos são drogas e têm riscos, sobretudo quando tomados sem vigilância, o inquérito ESPAD apresenta também dados sobre o consumo de alguma medicação sem receita médica por parte dos jovens. Em Portugal não se verificam consumos de opioides, mas 5% dos jovens admitem tomar sedativos e tranquilizantes sem indicação de um médico – percentagem abaixo da média europeia, mas em que existe ainda assim uma chamada de atenção: este consumo sem supervisão parece ter uma incidência quatro vezes maior entre as raparigas. O SICAD destacou ainda que no país há um consumo deste tipo de medicamentos, mesmo com receita, acima do que acontece nos outros países, com 13% dos jovens portugueses medicados com ansiolíticos contra uma média de 8%. Estes dados não foram trabalhados no relatório internacional, mas o SICAD considera que é nesta vertente que os indicadores nacionais se afastam de forma mais negativa. Uma última matéria em que os comportamentos dos adolescentes portugueses não geram, por agora, particular preocupação é o vício dos jogos e da internet. Um quinto dos jovens dizem passar o tempo na net a jogar e 2% admitem apostas a dinheiro, percentagens ligeiramente abaixo da média europeia.

10% acham fácil arranjar coca

Não há consumo sem acesso e os resultados sugerem que ainda há muito a fazer. Quase 80% consideram ser fácil ou muito fácil ter acesso a álcool e 60% dizem o mesmo em relação ao tabaco, apesar de a legislação proibir a compra antes dos 18 anos. A perceção dos jovens sobre a facilidade com que conseguem arranjar droga é, contudo, mais surpreendente. Três em cada dez admitem ser fácil ter acesso a canábis e 10% têm a mesma ideia sobre arranjar ecstasy ou cocaína, drogas que, ainda assim, 2% dizem já ter consumido aos 16 anos.

Perguntas&Respostas

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Mário Cordeiro – Pediatra

“As escolas deviam estar mais empenhadas na promoção da saúde”

Passam-lhe pelo consultório casos de adolescentes a tomar sedativos e tranquilizantes? Quais são os motivos?

Não muitos. Creio que temos de olhar para estes dados com algum espírito crítico, não apenas para uma análise da amostra e sua significância e representatividade, mas para os possíveis vieses das respostas e a própria definição de caso. O que é “tomar um ansiolítico”? Todos os dias? Antes dos testes? De vez em quando? Receitados? Homeopáticos de venda livre? Se admitirmos que sim, que tomam mais do que antes, pode ter a ver com a informação, acesso, venda através da net, moda, e também necessidade face ao stresse. O mais importante é saber se os que tomam são os que necessitam e se os que necessitam são os que tomam.

Que tipo de intervenção seria necessária?

Informação, mas transformada em conhecimento, ou seja, dada por pais, professores, profissionais de saúde, e não nas redes sociais. É preciso falar verdade, explicar o que são drogas e medicamentos, e ser-se sério, rigoroso e científico na abordagem da questão quando se fala com um adolescente. No livro que publicarei em outubro, intitulado “Os Nossos Adolescentes e as Drogas – Realidades, Mitos e Verdades”, abordo este assunto, dirigido a um público juvenil, mas também aos educadores em geral. As escolas deviam estar mais empenhadas nesta promoção da saúde, mais do que em sobrecarregar os alunos de matéria exclusivamente académica. Aliás, é uma matéria que poderia ser dada transversalmente, em Língua Portuguesa, Matemática, História, Ciências, tal e qual a sexualidade deveria ser.

Os dados revelam que, não obstante tendências positivas, aos 13 anos, 24% dos jovens já fumaram e 41% já beberam. A esmagadora maioria acha fácil ter acesso a álcool e tabaco, e 10% a ecstasy ou cocaína. Os pais estão atentos ou são apanhados de surpresa por consumos, mesmo ocasionais?

As drogas já cá estão há muito tempo, vieram para ficar e ficarão. É por isso que, “deste lado”, há um grande trabalho a fazer de modo a que uma pessoa que sempre terá droga à sua disposição (incluindo tabaco, álcool e medicamentos legais, já sem falar nas ilegais) possa não a querer, recusá-la e dela não necessitar, porque tem uma boa autoestima, autoconceito, um percurso de vida de que gosta e objetivos de vida, para lá de amigos, família e uma rede social (que não as virtuais) de qualidade afetiva.

Que estratégias recomenda em termos de prevenção aos pais que fiquem preocupados?

A melhor prevenção é a informação, mas transformando-a em conhecimento e em sabedoria. Criar resiliência através de prática desportiva, cultural, artes, sentido ético, viver com frugalidade, e não estar sempre a vitimizar-se e a sentir-se com péssima vida, valorizar o que se tem em termos de círculo humano e também de bens materiais. Tudo isto leva a que a droga passe a ser dispensável e até um obstáculo à felicidade, mesmo que esteja ao virar da esquina. É nisto que temos de investir e, mais uma vez, creio que a escola deveria ter um programa transversal que tocasse em todas as disciplinas.

Perante que sinais devem procurar ajuda especializada? 

Se um adolescente começa a desinvestir na escola, nos amigos, nas relações pessoais, se se isola demasiadamente, perde a noção do mundo, está deprimido e tenta reagir enganando-se com curtos momentos de prazer e de esquecimento da realidade, se se torna violento, rouba, só pensa nisso, é urgente dar-lhe ajuda. Como me disse um inspetor da polícia em Oxford, “se encontrarem um papel de prata no quarto do vosso filho. não é certo que tenha sido para fumar heroína… pode ter estado apenas a comer uma tablete de chocolate…”. Mas há que estar atento e apoiar, mesmo que as coisas aconteçam e a situação seja dura. Os toxicodependentes são doentes e não estão nessa situação “por gozo” – chegaram lá por um percurso de vida de falta de objetivos, de luta, de fuga à realidade. Compete-nos, enquanto sociedade organizada, ser solidários com eles e tentar fazê-los sair desse estado de degradação humana, sejam drogas ilegais, seja o álcool ou o tabaco, que ainda são as drogas mais usadas em Portugal.

 

 

 

No Alentejo bebe-se e fuma-se mais, no Algarve os jovens preferem a cannabis

Junho 14, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Público de 2 de junho de 2016.fernando Veludo

Natália Faria

Inquérito feito a mais de 70 mil jovens que completaram 18 anos em 2015 espelha variações regionais nos consumos aditivos.

Os jovens do Alentejo consomem mais álcool e tabaco, enquanto os residentes no Algarve recorrem mais a substâncias como a cannabis e os dos Açores aos tranquilizantes e sedativos sem prescrição médica.

Estas variações regionais estão espelhadas no estudo Comportamentos Aditivos aos 18 Anos, que é apresentado nesta quinta-feira pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD).

O inquérito a 70.646 jovens que completaram 18 anos em 2015 apontou a embriaguez ligeira como o comportamento de maior nocividade mais declarado nos 12 meses anteriores ao dia do inquérito, que coincidiu com o Dia da Defesa Nacional: 63% declararam ter-se embriagado ligeiramente, 47% assumiram o comportamento binge (consumo esporádico excessivo) e 30% declararam ter-se embriagado severamente.

O álcool surgiu como a substância mais consumida entre os jovens. Seguiram-se o tabaco, as drogas ilícitas e os tranquilizantes ou sedativos sem prescrição médica; em linha, de resto, com as conclusões dos estudos mais recentes sobre consumos entre jovens.

O último destes estudos, apresentado em Março também pelo SICAD, e elaborado a partir dos inquéritos a 18 mil alunos entre os 13 e os 18 anos, mostrava que os consumos de álcool, tabaco e drogas estavam em queda, comparativamente a 2011. Em todos os grupos etários, à excepção dos 18 anos.

A crise foi então aventada como possível explicação, mas, como admitiu na altura a responsável pela análise, Fernanda Feijão, “se fosse só a crise, os de 18 anos também estariam a beber menos”.

As dificuldades levantadas pela lei do álcool (que, em 2013, interditou a venda de bebidas espirituosas a menores de 18 anos e de cerveja e vinho a menores de 16 anos, e que, entretanto, foi alterada no sentido de alargar a interdição de venda de todos os tipos de álcool a menores) foram outra das hipóteses admitidas como explicação para a diminuição dos consumos.

Metade fuma

Como os jovens de 18 anos ficaram de fora desta tendência (e também porque a amostra deste estudo abarca jovens que já deixaram a escola e começaram a trabalhar, dispondo, por isso, de mais dinheiro), os consumos atingem neste estudo percentagens mais elevadas. Nos 30 dias anteriores ao inquérito, 65% dos jovens declararam ter consumido álcool, 43% tabaco, 15% substâncias ilícitas e 3% tranquilizantes ou sedativos.

Entre as drogas ilícitas, a cannabis é, de longe, a substância mais consumida (15%), o que confirma as conclusões do Relatório Europeu sobre Drogas apresentado na terça-feira e que aponta para um aumento no consumo desta substância na generalidade dos 28 países da União Europeia. O tabaco é, porém, de todas as substâncias psicoactivas analisadas, aquela de consumo mais frequente: perto de metade (47%) dos consumidores tem um consumo tabágico diário ou quase diário. O álcool, ao contrário, destaca-se como a substância com menor percentagem de consumo diário ou quase diário (14%).

Quando a pergunta era se alguma vez tinha experimentado qualquer uma daquelas substâncias, 88% dos jovens responderam “sim” para o álcool, 62% para o tabaco, 31% para as substâncias ilícitas e 7% para os tranquilizantes ou sedativos.

Curiosamente, apenas uma minoria declarou ter tido problemas no ano anterior ao inquérito decorrentes daqueles consumos. Entre os que reportaram algum tipo de problema, o consumo do álcool apareceu mais associado a questões relacionadas com a condução sob embriaguez, a actos de violência ou conduta desordeira e a relações sexuais desprotegidas. Já o consumo de drogas ilícitas surgiu mais associado a problemas financeiros, condutas em casa ou a quebras no rendimento na escola ou no trabalho.

mais informações no link:

http://www.sicad.pt/pt/Paginas/detalhe.aspx?itemId=105&lista=SICAD_NOVIDADES&bkUrl=/BK

 

Metade dos jovens admite fumar

Junho 6, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 3 de junho de 2016.

mais informações sobre o estudo citado na notícia no link:

http://www.sicad.pt/pt/Paginas/detalhe.aspx?itemId=105&lista=SICAD_NOVIDADES&bkUrl=/BK

clicar na imagem

metade

Tabaco na adolescência: Fumar é ridículo, larga a chupeta! – Dia Mundial Sem Tabaco

Maio 31, 2016 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto da Visão de 18 de maio de 2016.

chupeta

Sónia Calheiros

Campanha da Sociedade Portuguesa de Pneumologia e do Corpo Nacional de Escutas ridiculariza os jovens que fumam e assinala o Dia Mundial Sem Tabaco, a 31 de maio

Fumar cigarros é tão ridículo como usar uma chupeta em idades impróprias. Através desta comparação a Comissão de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e o Corpo Nacional de Escutas (com 72 500 membros) visa alertar os fumadores mais novos para adotarem uma postura diferente perante os cigarros, lançando um movimento nacional de combate ao tabagismo na adolescência.

Apesar de Portugal ter registado, entre 2005 e 2014, uma redução global do consumo de tabaco, é preciso continuar a mudar consciências. Em Portugal há 1,78 milhões de fumadores, cuja prevalência, com 15 ou mais anos, diminuiu ligeiramente, de 20,9% para 20%, segundo o mais recente relatório “Portugal – Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015”, apresentado pela Direção-Geral da Saúde. Os dados recolhidos no âmbito do estudo colaborativo entre países da Organização Mundial da Saúde – Health Behaviour in School-aged Children – cerca de 77,8% dos jovens a frequentar o 8.º e o 10.º anos disseram nunca ter experimentado tabaco. Dos alunos a frequentar o 8.º ano, cerca de um terço começou a fumar com 13 anos e cerca de um quinto com 11 ou menos anos de idade. Dos alunos a frequentar o 10.º ano, cerca de metade iniciou o consumo com mais de 14 anos. No conjunto dos alunos inquiridos fumadores (8.º e 10.º anos), disseram fumar diariamente cerca de 2,6% e ocasionalmente 4,9%. A grande maioria disse não fumar (92,5%).

«Sabe-se que a maior parte dos jovens inicia o consumo por curiosidade e influência de amigos ou de grupos. Trata-se de uma forma de afirmação e integração que se querem evidenciar pela ousadia ou rebeldia de fumar. A campanha deste ano não faz mais que ridicularizar o ato de fumar, incutindo nos jovens uma postura de afirmação positiva dizendo não ao tabaco», diz José Pedro Boléo-Tomé, coordenador da Comissão da Tabagismo da SPP.

 mais informações e imagens no link:

http://www.sppneumologia.pt/noticias/1

 

Oito em cada dez adolescentes querem deixar de fumar, mas não pedem ajuda

Abril 24, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do http://lifestyle.publico.pt/ de 12  de abril de 2016.

público

Por Lusa

Amostra de quatro mil alunos do 3.º ciclo e secundário é representativa da população portuguesa.

Quatro em cada cinco alunos que fumam querem deixar o hábito, mas não procuram activamente ajuda, revela um estudo que analisou os comportamentos tabágicos dos jovens portugueses do 3.º ciclo e do secundário.

O estudo, apoiado pela Direcção-Geral da Saúde, decorreu no ano lectivo 2013/2014 e envolveu cerca de 4000 alunos de 31 escolas, numa amostra representativa da população portuguesa.

Quando questionados sobre se pensam deixar de fumar, 20% dos jovens disse que não, “dados muito próximos dos que encontramos nos adultos, onde, em geral, os estudos indicam que cerca de 70% dos fumadores querem deixar de fumar”, explica Paulo Vitória, coordenador do estudo e professor da Universidade da Beira Interior.

Os dados, que serão apresentados na quarta-feira no VII Congresso Internacional de Psicologia da Criança e Adolescente, apontam também que apenas 15% dos jovens disseram que nunca tentaram reduzir ou deixar de fumar, “o que sugere que existe potencial em termos de ajuda”.

“Os jovens precocemente manifestam descontentamento com o facto de fumarem e manifestam a intenção de reduzir ou deixar de fumar”, mas “não partem para a acção, não procuram ajuda, mas isso é normal nesta faixa etária”, disse o investigador.

Mesmo que os jovens pensem deixar de fumar, não lhes ocorre que possam pedir ajuda a um médico, uma situação que exige “mais proactividade dos profissionais de saúde”, que devem ir às escolas e explicar aos jovens que podem beneficiar de ajuda médica, “uma coisa que não se faz”.

“Quando muito vamos à escola fazer prevenção na perspectiva de evitar ou atrasar a iniciação, mas raramente vamos com o objectivo de ajudar os jovens a deixar de fumar”, frisou.

Segundo Paulo Vitória, “os profissionais de saúde, em geral, quando trabalham na cessação tabágica desistem desta faixa etária com o argumento de que os jovens nesta faixa etária não procuram ajuda”, um preconceito que é preciso combater.

O estudo demonstrou também a necessidade de encontrar estratégias mais eficazes para a prevenção do tabagismo. “Quando perguntamos coisas simples aos jovens como se está de acordo com a afirmação que ‘fumar prejudica a saúde’”, cerca de 10% disseram estar em total desacordo.

Estes jovens podiam responder ‘não sei’, mas respondem estar em desacordo, o que quer dizer que têm “uma opinião formada”, baseada “em crenças erradas, mas que para os jovens são crenças definidas”.

Para Paulo Vitória, estes dados reforçam a necessidade de um trabalho de “prevenção de continuidade a iniciar precocemente, o mais tardar no 3.º ciclo”, que deve ser realizado por professores e profissionais da saúde.

Os resultados do estudo confirmam ainda que a iniciação tabágica dispara entre o 7.º e o 9.º ano. No 7.º ano, cerca 70 a 80% dos jovens nunca fumaram um cigarro, uma percentagem que baixa para os 40% no 9.º ano.

Estes dados demonstram que “é fundamental colocar barreiras à iniciação tabágica”, disse Paulo Vitória, lembrando que a iniciação precoce é uma “forte determinante do comportamento, do hábito e da dependência que pode verificar-se dois, três, quatro anos mais tarde”.

 

 

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