É todo-o-terreno e só para crianças. Com esta cadeira, Manuel já vai à praia

Agosto 19, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Nuno Ferreira Santos

Notícia do Público de 16 de agosto de 2018.

Joana Gorjão Henriques (Texto) e Nuno Ferreira Santos (Fotografia)

A Associação More Moving Moments foi criada por pais que não aceitaram deixar o filho em casa nos dias de praia. Encontraram uma cadeira especial nos EUA e hoje já há nove praias em Portugal que a têm.

Nos dias de praia, Manuel costumava ir ao colo dos pais. Ainda relativamente pequeno, até aos cinco anos, a logística não era impossível, apesar de complicada.

Cresceu e, a dada altura, no ano passado, antes do Verão, os pais Rita Veloso Mendes e Carlos Machado Silva foram informar-se junto de fisioterapeutas sobre o que poderiam fazer para ir à praia em família. Manuel não tem mobilidade. “Disseram-nos que a adaptação teria de ser deixar de fazer praia”, conta a mãe de 39 anos. “É uma perda de autonomia gigante”, completa o pai Carlos Machado Silva, 42 anos.

Em pleno areal do Tamariz, no Estoril, cheiíssimo de crianças e adultos, Rita Veloso Mendes conta ao PÚBLICO que não aceitou a resposta. “Como é possível?”, interrogou-se na altura. “Isto não vai resultar connosco. Alguma vez vou deixar de ir à praia ou deixá-lo em casa?”

Depois de uma pesquisa pela Internet, Rita e Carlos encontraram uma organização chamada Stepping Stones for Stella, projecto norte-americano que partiu da mesma necessidade — foi o avô de uma menina chamada Stella que desenvolveu o protótipo de uma cadeira de rodas de praia especificamente para crianças, com mobilidade fácil na areia, rodas todo-o-terreno, material impermeável. Contactaram a organização, mandaram vir a cadeira e no Verão passado conseguiram fazer uma vida normal. “Uma família com uma criança como Manuel o que mais tem são obstáculos”, explica Rita Veloso Mendes.

Depois de uma gravidez e parto normais, aos seis meses de vida da criança a mãe começou a perceber que algo não estava bem. Só por volta dos dois é que seria “hasteada a bandeira do atraso”, diz. “Têm sido vários despistes, mas infelizmente ainda há coisas que não se conseguem identificar.” Manuel, hoje com sete anos, continua sem diagnóstico.

Lá ao fundo, junto à beira-mar, brinca agora dentro de água, orientado pelo pai.

A cadeira permite a Manuel molhar-se no mar, passear pela praia, acompanhar a irmã nos passeios pelas rochas, irem os quatro ao mesmo tempo ao café, jogar raquetes, entre tantas outras coisas. “Dá outra dignidade. Já viu o que é andar com um rapagão destes ao colo?”, pergunta a mãe.

Este será o segundo Verão em que usam a cadeira, essencialmente amarela, adaptada ao corpo de um rapaz de sete anos. O custo, porém, não é acessível a todos.

Apesar de o modelo da Stepping Stones for Stella passar pela doação, a maior despesa está no transporte — trazê-la para Portugal foi mais do dobro do custo de produção, estimado em pouco mais de 400 euros.

Foi então natural pensar no passo seguinte. “Sentimos uma obrigação para com os outros pais que têm crianças com dificuldade de mobilidade e criámos a associação para partilhar esta solução. Não queria que mais nenhuma mãe ouvisse a resposta que eu ouvi. É horrível.”

Reuniram-se ao jantar com amigos que têm apoiado a família, arranjaram os outros corpos constituintes da associação, fizeram um site, desenharam panfletos.

A 25 de Janeiro de 2018 estava criada a Associação More Moving Moments, presidida por Rita Veloso Mendes, assessora do conselho de administração da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, com Carlos Machado Silva, consultor de profissão, como primeiro secretário da assembleia geral.

Chegar a mais praias

Conseguiram depois o apoio financeiro para trazer as cadeiras, uma companhia de seguros e um banco associaram-se ao projecto. O objectivo: incentivar as famílias com filhos com problemas de mobilidade a perderem o medo de ir à praia.

Assim, formalmente, as cadeiras iguais à do Manuel estão em nove praias desde o dia 1 de Agosto: praia do Ouro (Sesimbra), do Tamariz, da Poça, das Moitas (em Cascais), de São Lourenço e Foz do Lizandro (em Mafra), da Comporta e de Tróia (em Grândola) e das Maçãs (em Sintra).

São as autarquias que “tomam conta” delas. Na praia do Tamariz, onde está disponível há pouco mais de uma semana, ainda não tinha sido requisitada.

A escolha foi feita a partir de uma base de dados com as praias acessíveis (segundo o Instituto Nacional para a Reabilitação, as que têm balneários, passadiço com acesso ao areal, lugares de estacionamento próprios…). Depois escolheram algumas das que já têm veículos anfíbios para adultos com acesso ao mar, as cadeiras chamadas “tiralô”, isto porque queriam ter o apoio que já existe dos nadadores-salvadores. Mas não querem ficar por aqui. A médio e longo prazo a intenção é tê-las em todas as praias.

Em Portugal, o modelo da associação norte-americana de doar uma cadeira por família “não funciona tão bem”. A cadeira não se desmonta, “a única coisa que sai são as rodas”, por isso é mais prático tê-la nas praias.

No futuro, Rita e Carlos querem passar a produzir as cadeiras em Portugal, já têm um acordo com a associação americana para fazer um protocolo de cedência do modelo. A ideia é ainda apostar num tamanho acima daquele que têm porque este modelo só suporta até 27 quilos — para isso têm planos de desenvolver um projecto com universidades para se responsabilizarem pela sua concepção.

Manuel frequenta uma escola de ensino integrado, o Externato Grão Vasco. Este ano, segundo a mãe, a cadeira permitiu que, pela primeira vez, levassem à praia um dos meninos da escola que não tem mobilidade.

https://moremovingmoments.pt/

 

Por um verão mais seguro – Mário Cordeiro

Agosto 1, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Mário Cordeiro publicado no i de 31 de julho de 2018.

Todos os verões morrem muitas crianças (e pessoas, no geral), vítimas de acidentes evitáveis. Ficam aqui algumas ideias que vos poderão ajuda a conferir se tudo o que aqui se diz já faz parte da vossa cultura de segurança e das vossas rotinas ou se precisam de “mudar de hábitos”. Tenhamos respeito pelos que morreram por traumatismos, lesões e ferimentos decorrentes de acidentes evitáveis, e tornemos as suas mortes úteis se aprendermos a lição, para não repetir os mesmos erros.

Afogamentos

Portugal continua a ser um país onde as medidas de segurança são frequentemente esquecidas e onde o “facilitismo” acaba por ser a regra. Só que o Diabo não dorme. Quando abrimos os jornais ou ouvimos os telejornais – como tem acontecido ultimamente -, as crianças mortas e feridas devido a acidentes estúpidos e evitáveis entram-nos pela casa dentro.

Desde o início da época balnear, e apesar de o tempo ter estado péssimo para idas à praia e piscina, já são muitos os casos de afogamentos e quase-afogamentos, para lá de todos os casos que tiveram de ir ao hospital por queimaduras solares, golpes de calor e outras coisas no género… e isto, repito, com mau tempo. Se, desta vez, foi uma criança desconhecida, para a próxima poderá ser o nosso filho, se não tomarmos as precauções devidas e continuarmos a considerar que “a nós nada acontece” e que a preocupação com a segurança é “excesso de zelo”.

Podemos mudar isto, ou melhor, temos de mudar isto! Não chega horrorizarmo-nos com os mortos de Pedrógão se, nas piscinas e praias portuguesas, morrem silenciosamente crianças, adolescentes e adultos. Convém relembrar que os afogamentos podem surgir em água doce (piscinas, poços, lagos, albufeiras, rios, praias fluviais) ou salgada e praias de mar. Felizmente, o número só não é maior porque os surfistas, todos os anos, salvam dezenas e dezenas de pessoas.

Há fatores que contribuem para um afogamento: não saber nadar ou, mesmo sabendo, incapacidade para se aguentar numa situação de perigo e de medo; inexperiência; comportamentos de excessivo risco (como nadar para longe); má utilização das boias ou outros elementos; falta de cuidado e de atenção; ignorância do perigo (muitas vezes agravada por uma má avaliação da situação e das condições ambientais); outro tipo de acidentes (como pancadas na cabeça ao mergulhar, traumatismos com remos ou mastros de barcos, etc.); incapacidade de coordenação e atrapalhação na altura da queda à água, ou o desrespeito pelas indicações do nadador-salvador e das bandeiras. Convém relembrar que uma criança de pouca idade pode afogar-se num palmo de água. Sim… em 20 cm de altura!

Chapéus

De preferência um de abas largas, arejado, que proteja o rosto e as orelhas. As radiações solares que se apanham nos primeiros anos de vida são determinantes para o aparecimento de cancros da pele e para o envelhecimento precoce dos tecidos cutâneos, para além das lesões nos olhos que podem causar futuras cataratas. Atenção, pois, às crianças. Ter bom senso aprende-se desde pequenino, sobretudo se as razões forem explicadas às crianças.

Cremes

Relativamente aos mais novos, sempre com fator elevado, de preferência superior a 50 e renovado várias vezes ao longo do dia. Quanto mais clara e sardenta a pele e mais ruivos os cabelos, maior deve ser o fator.

Escolham um creme à prova de água, fácil de aplicar, em spray. Depois da praia, e tomado o banho de água doce, convém aplicar um creme hidratante.

Gastroenterites

O tempo quente é um factor de risco para as gastroenterites provocadas por alimentos deteriorados. Vale a pena, pois, tomar alguns pequenos cuidados: abastecer-se em estabelecimentos com boas condições de limpeza e onde não haja mistura de alimentos, ver os prazos de validade inscritos nas embalagens e o seu estado de conservação, especialmente a carne, peixe, ovos. Não é aconselhável comprar produtos congelados que se apresentem moles ou deformados, pois é sinal que já foram descongelados e voltados a congelar.

Relativamente aos alimentos que sobram, convém conservá-los no frigorífico logo que arrefeçam, de preferência em recipientes herméticos.

Igualmente importante é cozinhar sempre com as mãos bem lavadas e evitar confecionar com ovos crus ou mal passados, por exemplo maioneses e mousses. As saladas e a fruta crua são excelentes alimentos, especialmente apetecíveis nesta época do ano; no entanto, para não se tornarem nocivos, devem sempre ser lavados em água potável e corrente.

Mosquitos, Melgas, etc.

Há crianças que fazem grandes reacções alérgicas às picadas e que, por vezes, têm de ser medicadas no serviço de urgência. Há vários produtos no mercado para o “antes” (sprays, aparelhos de ligar à electricidade, etc.) e para o “depois” (cremes, pomadas). Leve consigo um carregamento e, já agora, não deixe a janela aberta enquanto tem as luzes acesas, nem as tenha no exterior da casa, junto às portas e janelas. É um autêntico convite para os insetos…

Óculos escuros

Os pais usam, as crianças não tanto. Mas as radiações ultravioleta estão na luz, e a luz entra pelos olhos dentro. Além disso, o cristalino dos olhos da criança não filtra estas radiações, até aos 15 anos, tendo como resultado queimaduras irreversíveis da retina.

Se os pais se protegem, então as crianças também deveriam, por maioria de razão, estar protegidas. Não é fácil, requer paciência e persistência, mas que hábito se adquire na infância sem estas virtudes?!

Há várias lojas e farmácias que vendem os óculos. Insistam com as crianças, com convicção. Não se trata de uma moda, apenas de bom senso.

Sol

Um amigo que às vezes é quase um “amigo-da-onça”. A culpa não é dele, mas da estupidez humana que levou à destruição da camada de ozono.

Cremes protetores, fuga às horas com mais radiação (a “hora vermelha” anda pelas 12-16h, mas varia conforme as praias, claro, e há praias onde não se pode estar nas chamadas “horas dos bebés”), enfim, temos de aprender a “dormir com o inimigo”.

Transportes

É obrigatório transportar as crianças corretamente, ou seja, em dispositivos de segurança – cadeiras, assentos, cinto de segurança. Agora também nos transportes coletivos.

Já que vivemos num país que, em termos de estradas e de trânsito, é quase tresloucado, porque não começar já hoje? Transporte o seu filho em segurança. Vai ver que não se arrepende!

Se tomarmos alguns cuidados, as férias vão parecer (e ser) mais tranquilas e a saúde das crianças promovida, em vez de acabarmos num hospital por uma incúria ou um desleixo ao qual só sabemos responder “se eu tivesse feito isto ou aquilo”. Façamos então esse “isto e aquilo” já!

Pediatra

Escreve à terça-feira

 

A praia e a natação. Os riscos de uma criança não saber nadar

Julho 24, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto e imagem do site Sapolifestyle

Segundo a UNICEF, o afogamento ainda é responsável por meio milhão de mortes por ano, em todo o mundo, continuando a ser a segunda causa de morte acidental nas crianças, apenas ultrapassada pelos acidentes rodoviários.

O facto de a criança não saber nadar é um dos contributos para que este acidente seja mortal. Uma das recomendações da APSI (Associação para a Promoção da Segurança Infantil) para o Governo é que as escolas introduzam um programa de aulas de natação.

A natação para bebés já é recomendada a partir dos três meses, desde que existam condições adequadas para a sua prática. Este contacto antecipado com a água, vai permitir ao bebé ter à vontade, conseguindo também precaver alguns dos comportamentos fóbicos que se adquirem posteriormente, tornando a água um meio cada vez mais natural e de contentamento para se estar.

Depois desta fase, de criar uma relação mais natural com o meio, é instintivo que a fase seguinte de AMA (Adaptação ao Meio Aquático) seja mais espontânea e enriquecedora. Aqui, a criança começa a ter um contacto com a água de maneira mais metodológica, e aprende a adquirir competências de sobrevivência em determinadas situações, sobretudo quando depende só dele, sem ajuda de materiais para se deslocar na água.

É nesta fase que se introduzem algumas das bases fundamentais para uma melhor adaptação ao meio aquático e também para o ensino das técnicas de nado, sendo elas: a flutuação (dorsal e ventral), batimentos de pernas e a respiração com imersão da cara na água. Sem dúvida que a aquisição progressiva destas competências vão dar confiança para que a criança consiga deslocar-se e manter-se à superfície da água.

É essencial nesta fase que a criança aprenda a respeitar e a conhecer alguns perigos que o meio apresenta, quer seja em piscina ou mar, permitindo um controlo maior por parte da criança no meio e perto dele.

Daqui para a frente a evolução tende a ser também técnica, seguindo uma linha metodológica que permite à criança/jovem ter um conhecimento mais aprofundado dos diferentes estilos (crol, costas, mariposa e bruços).

O desconhecimento do meio, e o facto da criança não ter competências base de natação, aumenta muito o risco de acontecerem incidentes no meio aquático.

A natação, e tudo o que a sua aprendizagem envolve, é uma excelente base para a prevenção de riscos ligados ao meio aquático.

Milene Faustino – Personal Trainer Holmes Place Parque das Nações

 

Já está disponível para download o InfoCEDI n.º 71 Segurança Infantil em Meio Aquático

Agosto 24, 2017 às 12:00 pm | Publicado em CEDI | Deixe um comentário
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Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 71. Esta é uma compilação abrangente e atualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre Segurança Infantil em Meio Aquático.

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line. Pode aceder a esta publicação AQUI.

Brincar e nadar em segurança! Procedimentos que salvam vidas!

Agosto 7, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Brochura e flyers no link:

http://www.dge.mec.pt/noticias/educacao-para-cidadania/brincar-e-nadar-em-seguranca-e-folhetos-seguranca-das-criancas

Dicas de Segurança Infantil da Campanha “Estou aqui” 2016

Junho 6, 2016 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Aqui ficam as dicas sobre segurança infantil de um folheto da Campanha “Estou aqui” 2016 da PSP, que tem como parceiros o Instituto de Apoio à Criança e a Missing Children Europe.

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Saiba mais AQUI.

Basta haver água para uma criança se afogar

Abril 21, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 7 de abril de 2016.

Global Imagens

Global Imagens

Não é preciso mar ou piscina. Um balde ou um alguidar representam um risco para as crianças.

Um menino de dois anos morreu na terça-feira, no Porto, depois de cair na piscina de casa dos avós. A criança estaria a dormir e ninguém se terá apercebido de que acordara e de que fora para a rua. O perigo estava à espreita: uma piscina. Mas para uma tragédia acontecer basta que haja água, alerta Sandra Nascimento, presidente da direção da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI).

“Recordo-me de um caso de uma criança que morreu na água da demolha do bacalhau”, diz a responsável, para salientar que o perigo está em todo o lado e não apenas na praia ou nas piscinas. Basta um balde ou um alguidar com água. Tudo depende da idade da criança.

As estatísticas comprovam-no: o afogamento é a segunda causa de morte de crianças em Portugal, atrás dos acidentes rodoviários e à frente das quedas. Entre 2002 e 2013, segundo a APSI, morreram 207 crianças e jovens em ambiente aquático e 482 foram internadas na sequência de um afogamento.

Em comparação com as quedas, os afogamentos “não são tão frequentes, mas são mais mortais”, diz Sandra Nascimento. “O afogamento é muito rápido. Acontece em pouca água, em silêncio. Há menos possibilidades de as pessoas reagirem. Quando acontece, muitas vezes é fatal”, repara a responsável da APSI.

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O peso da cabeça da criança é algo em que não se costuma pensar, mas que é essencial num afogamento. A criança pode até já ter alguma mobilidade, mas na água tem muita dificuldade em levantar-se e perde a consciência muito rapidamente. “Ela tem de ser literalmente resgatada”, alerta Sandra Nascimento.

Até a criança ter alguma mobilidade é muito comum o afogamento ser em ambiente de casa. “Uma criança pequena pode afogar-se em menos de um palmo de água”, alerta Sandra Nascimento. Por isso, todo o cuidado é pouco e há que garantir que não se deixam recipientes com água acessíveis à criança. E nunca se deve deixar uma criança pequena sozinha na banheira, por pouco tempo que seja.

“À medida que a criança ganha mais mobilidade começa a ter acesso a outros locais”, salienta Sandra Nascimento. Daí a importância de colocar barreiras físicas (vedações) que impeçam que esta chegue a piscinas, tanques ou a poços, por exemplo. “Entendemos que a proteção mais eficaz são as barreiras verticais. As coberturas das piscinas são complementares à vedação”, afirma a responsável da APSI, lembrando que os poços devem ter tampa e as piscinas insufláveis devem ser despejadas e viradas ao contrário, para impedir a acumulação de águas da chuva.

Ao contrário do que aconteceu entre 2005 e 2010, com uma média de 19,8 mortes por ano, o número de óbitos por afogamento diminuiu no triénio 2011-2013, com uma média anual de 9. E se em 2002, ano em que estes dados começaram a ser monitorizados, se registaram 28 mortes, em 2013, último ano para os quais a APSI tem dados, registaram-se apenas 5.

Segundo os dados da APSI, compilados a partir de informação recolhida na comunicação social, dos 125 casos de afogamentos de crianças e jovens até aos 18 anos noticiados entre 2005 e 2012, a maioria (43) deu-se com crianças entre os zero e os quatro anos. No que se refere ao ambiente em que ocorreu o afogamento, 56 deram-se em planos de água construídos, como tanques, poços e piscinas; e 62 em planos de água naturais, como praias, rios e lagoas. Existem ainda 7 casos de afogamentos que ocorreram em outros locais, como fonte, mina, vala, caixa de esgoto, tina de água, balde e bidão de água.

Ao contrário do que se poderia pensar, a praia não é o perigo n.º1. Quando se desagregam os diferentes locais incluídos em cada ambiente aquático, os rios/ribeiras/lagoas são os planos de água com maior registo de afogamentos (34) seguidos dos tanques e poços (28) e das piscinas (28). A praia é o plano de água com menos registos de afogamentos (28).

Sandra Nascimento não tem dúvidas de que as campanhas da APSI tem contribuído para alertar a população e para a diminuição do número de casos, mas defende que é preciso mais. Mudar a legislação seria o ideal, mas não o conseguindo, fica satisfeita por ver as pessoas mais conscientes dos perigos e do que podem fazer para prevenir afogamentos

 

 

Ortopedistas lançam campanha nas praias contra mergulhos perigosos

Agosto 12, 2014 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do Público de 11 de agosto de 2014.

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Pedro Sales Dias

Acção de sensibilização, entre Agosto e Setembro, estará em 100 praias e alertará os veraneantes para a possibilidade de mergulhos perigosos resultarem em traumatismos vertebro-medulares.

Durante dois meses as praias do país vão receber ortopedistas e vários voluntários numa campanha que visa sensibilizar os veraneantes para os perigos de mergulhar em águas baixas ou junto a rochas. A campanha “Mergulho Seguro”, em marcha entre Agosto e Setembro, “pretende prevenir os traumatismos vertebro-medulares provocados por acidentes relacionados com o mergulho”, adiantou ao PÚBLICO Jorge Mineiro, o presidente da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT), entidade responsável pela acção em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

A campanha estará presente em 100 praias do país com cartazes e folhetos de sensibilização. “Estima-se que 43% dos acidentes de mergulho aconteceram a jovens entre os 10 e os 19 anos e que 73% dos acidentados tinham menos de 29 anos. É nos meses de Julho e Setembro que se verifica mais de 90% destas ocorrências”, apontou também Jorge Mineiro com base num estudo relativo à época balnear de 2012.

“É o único estudo prospectivo que existe. Nele foram referenciados 17 acidentes, dos quais seis resultaram em lesões medulares e três em lesão total”, explicou o médico interno autor do estudo, Ricardo Prata. No âmbito da campanha deverá ainda ocorrer a realização de acções de sensibilização em escolas de surf e a colocação de outdoors nas praias, indicou Ricardo Prata.

Com base nesses números, o presidente da SPOT defende que “os jovens devem conhecer a profundidade do local antes de mergulharem e não devem mergulhar a partir de rochas, margens de lagos ou rios ou em águas rasas”. Correr esse risco, poderá resultar na morte ou deixar os jovens “gravemente incapacitados”, alerta o especialista.

“Não mergulhes no escuro. O local onde mergulhas pode não ser tão fundo como pensas. A água às vezes não é o que parece”, lê-se num dos folhetos que serão distribuídos nas praias.

Segundo a SPOT “os traumatismos vertebro-medulares apresentam elevadas taxas de morbilidade e mortalidade particularmente elevada em Portugal face ao panorama europeu, no contexto dos acidentes em praias”. Aquela sociedade não conseguiu, porém, adiantar,  para efeitos de comparação, as taxas médias de mortalidade devido a este tipo de acidentes na Europa.

recomendações

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Sugestões de livros infantis para ler na praia

Julho 17, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do site http://www.pumpkin.PT

Ler na praia, quem não gosta?!? À beira mar, sob o som das ondas, respirando a brisa marítima, e com um livro divertido para completar um dia perfeito de praia!

Os livros são sempre uma boa companhia. E na praia tornam-se mesmo um ótimo aliado, na hora em que queremos os nossos pequenotes à sombra do chapéu. 🙂

A pensar nisso, a Sofia Baltazar Knapič deixou-nos sugestões de livros para levar na sacola da mamã e desfrutar de leituras animadas na praia.

livros

Vejam aqui a sipnose dos livros: Viva o Peixinho!Miffy vai a PraiaA Bruxa Mimi Vai à PraiaAdivinha Quanto Eu Gosto de Ti no VerãoAnita na Praia | O Senhor Cavalo-Marinho | Uma Onda Pequenina | Nadadorzinho | Onda 

Viva o Peixinho! de Lucy Cousins

O Peixinho tem cardumes e cardumes de amigos, que desfilam um após outro neste livro encantador – um verdadeiro mar de cores e rimas.

Editor: Editorial Caminho

Faixa etária: dos 4 aos 6 anos.

Miffy vai a Praia de Dick Bruna

Com a publicação destes seis títulos, a ASA dá início ao relançamento, em Portugal, da simpática coelhinha Miffy, porventura a mais internacional de todas as personagens da literatura para a primeira infância.

Nascida em 1955 pela mão de Dick Bruna e publicada em todo o mundo em mais de 40 línguas, o seu sucesso fica a dever-se à sua simplicidade…

As imagens são reduzidas à sua essência, transformando-se em pictogramas reconhecíveis por todos em qualquer parte do mundo, e as cores utilizadas são exclusivamente cores primárias, atrativas até para os mais pequenos… As histórias são escritas em rima, também por aí se assegurando a atenção da criança, e os livros apresentam-se com capa dura e em formato quadrado, adequado ao intenso manuseamento pelas mãos irrequietas dos pequenos leitores.

Editor: Edições Asa

A Bruxa Mimi Vai à Praia de Valerie Thomas, Korky Paul

Com tanto calor, a Bruxa Mimi não consegue ficar em casa, e decide partir com o Rogério rumo à beira-mar. Mal chega à praia, estende a toalha na areia e corre para o mar para dar um mergulho – ao contrário de Rogério, que odeia água! Mas à medida que a maré vai subindo, as ondas vão-se aproximando do sítio onde a Mimi deixou as suas coisas – e levam-lhe a vassoura. Ela bem tenta que a vassoura responda ao seu «Abracadabra», mas nem tudo corre como previsto…

Livro recomendado para o 1º ano de escolaridade destinado a leitura orientada na sala de aula. Grau de Dificuldade II.

Editor: Gradiva Publicações

Coleção: Gradiva Júnior

Adivinha Quanto Eu Gosto de Ti no Verão de Sam McBratney

A Pequena Lebre Castanha adora brincar no Verão, quando há cores por toda a parte. Mas de que cor é que ela gosta mais? Dos criadores de Adivinha Quanto Eu Gosto de Ti, quatro novas histórias encantadoras, perfeitas para partilhar com os seus filhos!

Editorial Caminho

Anita na Praia de Gilbert Delahaye, Marcel Marlier

Os livros da Anita percorrem, desde há 50 anos, as mãos de todas as crianças portuguesas. Não há Avó que não se lembre da Anita, como não há neta que não deseje ler as histórias desta pequena criança desenhada desde sempre por Marcel Marlier.

Editor: PI

O Senhor Cavalo-Marinho de Eric Carle

Na maior parte das famílias de peixes, depois de a mãe pôr os ovos e de o pai os fertelizar, ninguém fica de guarda aos ovos. Mas há excepções, como o cavalo-marinho, o peixe-espinho, a tilápia, o kurtus gulliveri, o peixe-cachimbo, o peixe-gato e outros quantos. Nesses casos, não só um dos progenitores fica a tomar conta dos ovos, com grande esmero, como – surpresa das surpresas – esse progenitor é o pai. Por estranho que pareça, isto é mesmo verdade: acontecem de facto coisas maravilhosas no fundo do mar. E esta é a história desta obra, através do ponto de vista e do percurso do Sr. Cavalo-Marinho.  Dono de um estilo inconfundível, Eric Carle opta aqui por uma proposta que tem o seu maior relevo na utilização de folhas de acetato, intercaladas entre o espaço central das duplas páginas do livro, e que, sobrepondo-se sempre à página da direita, vão escondendo diferentes tipos de peixe. Essas folhas, coloridas com algas, corais ou rochas, cumprem assim uma importante função – a da camuflagem -, quer no desenrolar da história, pelo efeito de surpresa e descoberta que provocam no leitor; quer na própria transposição da história para a vida quotidiana dos animais: camuflados, eles podem efectivamente esconder-se dos predadores, e não só os peixes.

Editor: Kalandraka

Uma Onda Pequenina de Isabel Minhós Martins e Yara Kono

Todos os leitores sabem como as histórias podem ajudar-nos a vencer o medo. Depois de lermos um livro é como se ganhássemos super poderes para derrotar bruxas, dragões, lobos, tempestades… tubarões! Neste livro acontece uma situação parecida, mas ao contrário: há um menino que nada tranquilamente no mar até ser perturbado por uma dessas palavras assustadoras que nos fazem recuar (neste caso, uma palavra com muitos dentes terminada em ÃO!). E agora, o que acontecerá? É que o menino não quer voltar ao mar e precisa muito da ajuda de um leitor para vencer o medo. Será que os leitores se atrevem a mergulhar? Será que a coragem passa não só das personagens para os leitores mas também dos leitores para as personagens dos livros? É isso que vamos ver…

Editor: Planeta Tangerina

Nadadorzinho de Leo Lionni Algures, num cantinho no mar, vivia um cardume de peixinhos. Todos eram vermelhos, excepto um deles, que era tão preto, como a casca de um mexilhão. Nadava mais depressa do que os seus irmãos e irmãs e o seu nome era Nadadorzinho.  A história de Nadadorzinho, como todos os livros de Leo Lionni, convida a pensar e a aprender valiosas lições de vida. O valor da diferença e o respeito que se deve a quem -por cultura ou aspecto físico -não partilha das características comuns, reflecte-se nas primeiras páginas deste clássico da literatura infantil de todos os tempos.

Livro recomendado para Educação Pré-Escolar, destinado a leitura em voz alta.

Editor: Kalandraka

Onda de Suzy Lee

Um dia cheio de sol. Uma menina curiosa. Uma onda brincalhona Apenas com estes três elementos, Suzy Lee criou este belíssimo livro em que as imagens puxam pelas palavras. E o texto surge espontaneamente na cabeça de cada leitor.  Tudo tão simples, tudo tão belo!  Sem palavras. Assim é contada a história em Onda, livro-imagem da jovem coreana Suzy Lee. Livro dos verões (e invernos) em diversos países, publicado originalmente nos Estados Unidos, já foi publicado em vários países pelo mundo. Ao todo, são 100 mil exemplares vendidos, em apenas um ano. Universal como o mar, as imagens relatam o primeiro encontro da menina com o mar. Com traços a carvão, Lee ilustrou em azul, preto e branco o ruído das águas, o bater de asas das gaivotas, o vento que balança o vestido da criança e a conversa silenciosa que se estabelece ao longo da narrativa. Porque cuida de todos os pormenores, a autora manuscreveu o título das edições estrangeiras, inclusive o da edição portuguesa.

Editor: Gatafunho

 

Proteja o seu filho do sol

Agosto 28, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto publicado no site crescer.sapo.pt

Todos os cuidados para que os dias de calor à beira-mar deixem apenas boas recordações

A pele das crianças é mais fina e delicada do que a tez de um adulto. Tem, na verdade, uma menor capacidade de produzir melanina, a substância que produz a pigmentação e é responsável pela protecção natural do nosso organismo contra os raios solares.

Por isso bronzeia-se menos, com mais dificuldade. Os cuidados a ter com a exposição solar devem assim ser redobrados face à proteção de um adulto. Para saber mais sobre os cuidados a ter na praia, clique aqui.

Raios perigosos

Os raios ultravioleta UVA e UVB não são totalmente absorvidos pela camada do ozono. Os que atingem as crianças, ainda com uma pele vulnerável, podem ter consequências graves para a sua saúde a longo prazo. Aliás, é logo na infância que começa a contar o relógio biológico em termos do número de escaldões que o indivíduo apanhou ou vai apanhar e que o torna mais susceptível a vir a desenvolver um melanoma.

A quantidade de raios ultravioleta é maior no verão do que no inverno, devido à latitude e forma como incidem sobre a terra. São também mais intensos a meio do dia do que logo pela manhã ou à tarde. Na prática, a avaliação da intensidade dos raios ultravioleta é possível graças a um indicador, o índice ultravioleta que assenta numa escala entre 0 e 12.

Em Portugal, durante o verão, o índice varia consoante as regiões do pais, entre 4 (risco moderado) e 9 (risco muito alto). Assim, no que toca à prevenção é também importante ter em conta o grau de radiação, cuja informação pode ser encontrada no site do Instituto de Meteorologia.

Cuidados com o sol

As crianças têm maior facilidade em apanhar um escaldão, sendo que a queimadura solar origina sintomas perigosos como a dermite, uma inflamação aguda causada pela exposição excessiva.

Para além de garantir que o seu filho não apanha sol entre as 11 e as 16 horas, deve ter em conta que, depois do inverno, o corpo precisa de se voltar a adaptar ao sol.

Nos primeiros dias de praia, aconselha-se o uso de uma camisola de algodão, de um chapéu (de abas largas ou boné com a pala para a frente), para além do fato de banho. Lembre-se que a luz é reflectida também na areia, na água e neve. Por isso, mesmo estando à sombra, ou em dias nublados, a radiação também atinge a pele (as nuvens deixam passar cerca de 80 por cento da radiação).

Assim, quando o seu filho brinca na rua ou jardim não está livre dos efeitos nefastos dos raios solares, sendo importante que use um protetor solar, para além de roupas leves e frescas. Por outro lado, como as estruturas da retina estão incompletas até à adolescência, é fundamental que use óculos escuros quando está ao sol. Escolha um modelo que indique proteção total contra raios UVA e UVB.

Fórmulas infantis

Atualmente encontra à venda protectores solares infantis. Como explica Manuela Cochito, dermatologista, estes «são, sobretudo, feitos com protetores físicos (óxido de zinco e dióxido de titânio) que, sendo protetores minerais, refletem a luz como microespelhos, protegendo assim a pele da criança».

«Como são minerais, envolvem menos riscos de alergias, sendo portanto as fórmulas ideais para crianças, apesar de, por vezes, serem cosmeticamente um pouco pastosos (o que tem vindo a melhorar muito nos últimos anos)», acrescenta ainda.

Na hora de escolher um protetor solar para o seu filho tenha em conta que «os filtros solares devem ter sempre índices superiores a 30, uma vez que os testes que são feitos para determinar o índice ocorrem com quantidades muito superiores aquelas que se colocam habitualmente na pele. Para as crianças com menos de 10 anos devem ser sempre com rotulagem para crianças».

Texto: Mariana Correia de Barros com Manuela Cochito (dermatologista)

 

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