A sua filha tem vergonha de ir à praia? Não é o fim do mundo, é só a adolescência

Setembro 9, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Diário de Notícias de 13 de agosto de 2020.

Catarina Pires

O verão e a exposição do corpo é motivo de angústia para muitos pré-adolescentes e adolescentes. Porquê?
A puberdade interfere não só na imagem corporal, mas também na autoestima. À medida que os adolescentes amadurecem cognitiva e emocionalmente, desenvolvem uma autoimagem mais complexa – que incorpora os seus interesses, talentos, valores, aspirações e relacionamentos. Mas, durante o início da adolescência, a imagem que veem no espelho constitui grande parte de sua autoimagem, sendo muito natural e comum o foco na aparência corporal.

A fase da adolescência é marcada por alterações no corpo, associadas à puberdade, mudanças essas que ocorrem a ritmos e de formas diferentes, e que são aceites de forma distinta pelos adolescentes. As mudanças são muitas vezes vividas com estranheza, e os jovens necessitam de algum tempo de adaptação a uma imagem nova que, muitas vezes e de modo transitório, não surge de forma harmoniosa. Quando este é o caso, o verão e a consequente exposição do corpo, é experienciada com alguma vulnerabilidade, pois a causa do desconforto torna-se mais visível, aumentando também o receio de que os outros olhem com crítica para a sua imagem corporal.

Faz parte do desenvolvimento que os miúdos nestas idades sejam mais pudicos ou reservados relativamente ao seu corpo?
Quando dizemos que cada criança é uma criança diferente é mesmo verdade! E por isso, a maneira como vivenciam as mudanças inerentes ao crescer depende de muitos fatores, nomeadamente do seu desenvolvimento cognitivo, emocional e social. Em todo o caso, a presença de uma maior reserva em expor o corpo prende-se com uma espécie de janela temporal de que aquele miúdo necessita para ele próprio se relacionar com as transformações corporais que estão a ocorrer, para se adaptar e para estabelecer uma autoimagem (neste caso corporal) positiva.

A partir de que ponto é que isso pode tornar-se um problema?
Na adolescência, o corpo é frequentemente associado ao valor da pessoa e à maior ou menor aceitação por parte dos pares; colocando-se uma pressão desajustada que condiciona, muitas vezes, a relação saudável do jovem com o seu corpo.

Assim, a forma como o adolescente desenvolve a relação com a sua autoimagem corporal é muitas vezes influenciada pela fase de desenvolvimento global que está a operar-se, em que tende a existir uma sobrevalorização de modelos (que tanto podem ser os amigos ou vir dos media), com a necessidade ou pressão de ser igual para ser aceite e maior sensibilidade às opiniões dos pares, que decorre de uma importante tarefa de desenvolvimento da adolescência em que o adolescente vai estruturando a sua identidade.

A verdade é que muitos adolescentes passam por um período de maior dificuldade em aceitar que o seu corpo em transformação não corresponde ao “protótipo idealizado”, sentindo-se tristes, envergonhados, ansiosos, frustrados… Esta insatisfação corporal e, em certos casos, distorção da imagem, pode afetar negativamente o comportamento alimentar, a autoestima, o envolvimento em atividades físicas e sociais.

A que sinais é que os pais devem estar atentos?
Precisamente por ser um período de muitas mudanças e de necessidade de adaptação, a expressão pontual de desconforto com a autoimagem corporal pode ser normativa. Contudo, os pais devem estar atentos a verbalizações persistentes de auto desvalorização e crítica face à aparência; preocupação persistente com peso e calorias; alterações no humor; isolamento social; comportamentos que podem visar “disfarçar” ou corrigir de forma obsessiva aspetos corporais, como o uso de roupa larga, a prática de exercício físico excessivo ou a constante maquilhagem.

Quando pensamos nestes comportamentos, pensamos sobretudo em raparigas e excesso de peso, mas também pode afetar os rapazes e ter que ver com outras questões, não é?
Para além do tema do peso, podem surgir preocupações exacerbadas com corpos musculados, com o aparecimento de pelos, com a estatura, com a forma do corpo, com o tamanho das mamas [uma questão que afeta muitos rapazes na adolescência].

O que pode fazer-se para ajudar o adolescente a ter uma relação mais saudável com o seu corpo?
A compreensão dos pais, o apoio e diálogo são fundamentais nesta fase. Para incentivar uma imagem corporal saudável, é importante que os pais reconheçam que esta preocupação com a aparência física faz parte da adolescência e que pode causar sofrimento acentuado. Neste sentido, importa ajudar os filhos a aceitar e apreciar as mudanças físicas, elogiar e mostrar orgulho nas qualidades de personalidade, colocando a importância da aparência corporal em perspetiva. Além disso, tentar ser um bom modelo, pois quando os pais cuidam e apreciam os seus próprios corpos, aceitando as suas imperfeições, ensinam os filhos a fazer o mesmo.

E o que não fazer? Por exemplo, se a adolescente ou o adolescente se recusam a tirar a t-shirt na praia, podemos obrigar?
Forçar alguém a fazer algo com o qual não se sente confiante pode aumentar ainda mais a resistência e a necessidade de “fuga”. Antes de obrigar os filhos a fazer seja o que for, os pais devem procurar através do diálogo compreender o que está na génese do comportamento do filho, aquilo que o preocupa ou incomoda, aquilo que sente e, em conjunto, encontrarem alternativas que possam ser mais apaziguadoras. Por exemplo, propor que em vez de um biquíni, use um fato de banho. Importante é nunca humilhar ou ridicularizar. Fazer uma brincadeira sobre uma mudança corporal do adolescente pode ser sentido por ele como algo muito penoso para ele. Nunca desvalorizar aquilo que a criança ou o jovem diz sentir ou pensar. Evitar a voz crítica em relação à imagem corporal, seja a sua, a de alguém da família ou a de quem quer que seja.

Uma boa relação com o corpo assenta num boa autoestima, que pode ser fomentada desde a infância.

Pistas para os pais:

» Encoraje a assertividade. Ensine o seu filho a expressar as suas necessidades aos adultos e a exprimir os seus pontos de vista junto dos seus pares;

» Saliente os esforços do seu filho e a forma como ele se estará a sentir. Seja realista quando elogia.

» Encoraje a competência. Não se ofereça para fazer as coisas pela criança, nem se apresse a oferecer ajuda.

» Apoie e incentive o seu filho em novos desafios e experiências. Isso diz-lhe que confia nele e nas suas capacidades;

» Assuma o papel de modelo, mas simultaneamente de “intérprete” da realidade, apoiando o seu filho na tradução que faz sobre o funcionamento do mundo;

» Incentive o seu filho a assumir a responsabilidade em escolhas ajustadas à sua idade (qual o filme que vão ver, qual o sabor do iogurte que vai comer, qual a camisola que vai vestir, quais os amigos com quem vai ao cinema, que comida escolhe no refeitório…);

» Reforce positivamente o seu filho. Os comportamentos, as atitudes e os gestos aos quais damos mais atenção tendem a repetir-se, de forma mais intrinsecamente motivada. O seu filho sentir-se-á mais validado, apoiado e valorizado sempre que o reforça positivamente;

» Não assuma que domina todas as forças e fraquezas do seu filho.

Para promover a autoestima e autoconfiança precisa de dar oportunidades ao seu filho para ele experimentar e se desafiar, e manter-se por perto para o apoiar, caso seja necessário. E isto, pode implicar “dar um passo atrás”, ceder à tentação de se substituir a ele, observar e incentivar, para ele dar muitos passos em frente. Aquilo que acredito pode ser mais desafiante para si, mas que é muito necessário neste processo, é conseguir tranquilizar-se. Converse com os seus próprios medos (que a criança chore, que erre, que se magoe…), fortalecendo a sua própria tolerância, dando tempo, espaço e oportunidade para que o seu filho se descubra a ele próprio, aprenda a resolver problemas e desenvolva um autoconceito positivo.

Brincar na areia é bom para as crianças e até há especialistas que aconselham os pais a ter um caixote de areia em casa

Agosto 26, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Sapo Lifestyle

Para além do desenvolvimento sensorial, motor e intelectual que proporciona, esta atividade também tem reflexos no plano social e até a nível afetivo. Existem, no entanto, cuidados a ter para salvaguardar a saúde dos mais pequenos.

A partir dos 18 meses, brincar na areia é uma das melhores formas das crianças descobrirem o que as rodeia. É por volta dessa altura que começam a fazer experiências sensoriais mais interativas que contribuem para o seu desnvolvimento cognitivo. Muitas, para além de lhe tocarem e de esfregarem as mãos na areia, sentindo-a deslizar por entre os dedos, também gostam de a provar. Entre os 12 meses e os três anos, segundo estimativas internacionais, cerca de um quinto das crianças ingere areia.

É a curiosidade inata do ser humano que as leva a isso. Apesar da quantidade levada à boca ser, por norma, mínima, não ultrapassando, em média, meia colher de chá, convém estar atento. Nessa situação, o melhor é obrigar a criança a cuspir e, de seguida, lavar-lhe a boca com água corrente, explicando-lhe que, ao contrário dos alimentos, a areia, tal como sucede com a maioria dos objetos, não é para levar à boca. Tem, logo aqui, uma oportunidade de aprendizagem que vai, futuramente, proteger a criança.

São vários os benefícios de levar os mais pequenos a (re)descobrir o areal. Ao brincar na areia e ao sentir uma nova textura granulosa, que lhe escorre por entre os dedos, a criança estimula o toque e, de certa forma, a visão, ao procurar seguir os movimentos dos pequenos grãos. Para além do desenvolvimento sensorial que proporciona, esta atividade lúdica também desenvolve a motricidade dos mais pequenos. Como passam, a maioria das vezes, horas agachados no areal, têm de desenvolver estratégias para manter o equilíbrio ao mesmo tempo que vão enchendo e despejando baldes, construindo castelos e/ou desenhando na areia.

A imaginação é o limite e, no caso de sentirem que estão a cair, ao levarem as mãos ao chão, percebem que essa é a melhor forma de se defenderem. No plano intelectual, todas essas brincadeiras são positivas para o desenvolvimento cognitivo da criança. A capacidade de raciocínio é estimulada e a inventiva também, uma vez que tem de encontrar formas de ocupar o tempo entre as idas ao banho. A possibilidade de enterrar e de desenterrar os brinquedos que leva também lhe permite ter noção diferente.

Alguns especialistas chamam-lhe o conceito de permanência dos objetos, que também é desenvolvido durante estas brincadeiras. Muitas crianças brincam sozinhas na areia, sob a supervisão dos pais, que preferem, em grande parte dos casos, observar à distância. Nessa situação, são os mais pequenos que comandam os seus próprios jogos, assumindo o comando. As iniciativas que tomam contribuem para o desenvolvimento da sua autonomia, melhorando, em última análise, a autoestima dos mais novos.

As competências sociais que se desenvolvem na praia

Quando a criança não está sozinha no areal, vê-se confrontada com a necessidade de ter de partilhar espaço, brinquedos e brincadeiras. Ao fazê-lo, para além de aprenderem inconscientemente a negociar, para não afastarem os companheiros de diversão, também desenvolvem competências sociais, que acabam por ter depois reflexos nos comportamentos quotidianos. As vantagens são muitas e não faltam especialistas que aconselham os pais a ter um caixote de areia em casa para ocupar os filhos.

Para além de os afastar da televisão, dos tablets e dos telemóveis, é também uma forma de estimular a sua habilidade manual. Nesse caso, o melhor é escolher um local com sombra para o instalar. Antes e depois das brincadeiras, cubra-o com uma tampa que permita a circulação do ar, para não criar humidade na areia e evitar, assim, a criação de condições que favoreçam o desenvolvimento de bactérias e de larvas de insetos. Remexa a areia diariamente, com as mãos, com gestos suaves, para a arejar.

Desinfete-a de 15 em 15 dias. Para o fazer convenientemente, utilize uma porção de lixívia por cada nove de água, num vaporizador. Vaporize a caixa, aguarde 10 minutos, lave a areia com água corrente e aguarde 24 horas antes da criança poder brincar novamente. Deve mudá-la uma vez por ano. Desinfete todas as semanas os brinquedos com que o(s) seu(s) filho(s) brinca(m) na areia e faça-os interiorizar a ideia de que devem lavar sempre as mãos, com água e sabão, no fim das brincadeiras.

A criança aflita na água raramente faz barulho e o seu afogamento ocorre em silêncio – Orientações da DGS para prevenir afogamentos com crianças

Agosto 13, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Imagem e texto da DGS

🔺Tome atenção ao mar🏖
🔺Nunca deixe uma criança sozinha quando ela estiver
próxima de água.
🔺A criança aflita na água raramente faz barulho e o seu afogamento ocorre em silêncio.
Previna os afogamentos, nunca perca de vista as crianças.

Praia, coronavírus e crianças: como gerir?

Julho 21, 2020 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto de opinião de Hugo Rodrigues publicado na Visão de 7 de julho de 2020.

Os conselhos e advertências do pediatra Hugo Rodrigues.

Com a chegada do tempo quente, este acaba por ser um dos temas do momento. E, como é lógico, os argumentos a favor e contra a ida à praia com crianças surgem rapidamente, pelo que importa pensar neles de forma objectiva e imparcial. Assim, aqui ficam algumas reflexões:

  • Mantenha as regras de distanciamento social

Os ajuntamentos de pessoas devem continuar a ser evitados e isso é algo que tem mesmo que ser respeitado. E, se com adultos isso é importante, com crianças mais ainda, porque é inevitável que elas se toquem e partilhem brinquedos e objectos.

  • Escolha uma praia pouco movimentada, mas segura

Ao escolher a praia, deve ter em atenção dois aspetos importantes: a sua lotação e a segurança. A primeira é importante para garantir o distanciamento social referido acima, mas a segunda deve também ser uma prioridade. Deve ir para praias vigiadas, com nadador-salvador, pois assim estará muito mais seguro e os seus filhos também.

  • Combine idas à praia com outras crianças que já convivam com os seus filhos

As crianças gostam naturalmente de socializar e brincar umas com as outras. Assim, uma vez que pode ser difícil manter algum afastamento se virem outras crianças, combine ir à praia com amigos ou familiares com quem já convivam de forma mais próxima, para ajudar a minimizar a vontade de estar com outras crianças.

  • Não se esqueça dos cuidados “normais” a ter com o sol

Os cuidados a ter com o sol não devem ser esquecidos devido a este contexto. Devem continuar a ser seguidos escrupulosamente, principalmente em relação às crianças.

Como conclusão, penso que o ideal mesmo é aproveitar as idas à praia, com o cumprimento das respectivas normas de segurança. Essa é, sem dúvida, a melhor forma de se usufruir desta altura do ano, mesmo no contexto particular que vivemos.

Devemos evitar a transmissão do coronavirus, como é lógico, mas isso não implica que as crianças continuem fechadas em casa. Devem andar na rua, em contacto com a natureza, porque isso é fundamental para elas e para os pais também! Veja mais sobre este e outros assuntos em www.pediatriaparatodos.com

(Re)descubra 5 jogos em família para fazer na praia em tempos de pandemia

Julho 14, 2020 às 8:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Notícias de Coimbra de 13 de julho de 2020.

A pandemia trouxe novos desafios à vida quotidiana e nem os dias de férias escapam às medidas de segurança, no sentido de evitar a propagação do novo coronavírus. Será um verão diferente, com a limitação do número de pessoas nas praias, com a distância social imposta e sem os jogos de futebol ou raquetes à beira-mar. Quem poderá sofrer mais com isto são as crianças, sempre inquietas e sempre à procura de novas amizades para brincar.

Melanie Tavares, psicóloga do Instituto de Apoio à Criança, recorda que “para as crianças, brincar é algo espontâneo e natural e contribui para o crescimento em todas as áreas do seu desenvolvimento: psicológico, cognitivo, motor e social”. Contudo, com a pandemia, a liberdade no brincar ficou limitada. É por isso que o #MovimentoViverIntensamente quer ajudar as famílias nos seus momentos de ludicidade e  deixa, no âmbito do desafio desta semana, #JogarIntensamente, cinco sugestões de jogos para fazer na praia em segurança.

1. Construções na areia 

Esta é uma atividade típica dos dias de praia e que não fica comprometida com a atual situação. Castelos, cidades completas, carros, bonecos…a imaginação comanda a construção, numa atividade que pode, e deve, ser feita em família.

2. Jogo da cadeira…neste caso, da toalha

Todos nós conhecemos este jogo. Para um determinado número de jogadores, por exemplo cinco, apenas existem quatro cadeiras. O objetivo? Dançar em torno das cadeiras ao som de uma música. Quando esta pára, os jogadores devem ocupar um lugar, sendo que aquele que não conseguir sentar-se perde. O processo repete-se até encontrar-se o vencedor. Na praia, basta substituir as cadeiras pelas toalhas e a diversão em família está garantida.

3. Jogos de cartas

As cartas já são um clássico da praia e permitem jogar vários jogos em família. O Jogo do Peixinho ou Copas, são dos mais conhecidos, mas há outros, como o jogo do Polícia e Ladrão. Por exemplo, o rei de copas representa o polícia e o às de espadas o ladrão. Para os restantes jogadores escolhem-se cartas aleatórias que todos devem conhecer como representando as vítimas. Depois de baralhadas, estas cartas devem ser distribuídas pelos jogadores, sendo que o objetivo é que o jogador com a carta do ladrão pisque discretamente o olho aos jogadores que julgue serem as vítimas, que por sua vez, ao receberem este sinal, devem dizer “morri”. O Polícia deve tentar identificar o ladrão e tentar a sua sorte dizendo “estás preso em nome da lei”. Os desfechos podem ser vários: se o polícia disser isto a uma vítima, o ladrão ganha dizendo “fugi para Roma!”, por exemplo. O outro cenário é, efetivamente, o jogador que representa o polícia acertar no jogador com a carta do ladrão, saindo assim a ganhar do jogo. Também pode acontecer o ladrão piscar o olho ao polícia, julgando tratar-se de uma vítima. Aqui o polícia deve fazer justiça, dizendo a sua frase e ganhando o jogo. O último desfecho possível é o ladrão conseguir piscar o olho a todas as vítimas e dizer rapidamente a frase “Fugi para Roma!” antes de ser identificado pelo jogador com a carta que representa o polícia. Prontos para jogar?

4. Uno

Este jogo é também um clássico que dispensa apresentações e que pode ser jogado em família e à sombra do chapéu. Nunca é demais andar com ele atrás, para uma bela partida a qualquer altura do dia, entre banhos.

5. Jogos de tabuleiro em versão portátil

Se a sua família é fã de jogos de tabuleiro, então não pode deixar de adquirir pelo menos um em versão portátil. Existem várias opções e para todos os gostos, entre Quem é quem, 4 em Linha, Cluedo ou Monopólio.

Qualquer que seja o jogo pelo qual a sua família opte, o importante é registar o momento e partilhar nas redes sociais com os hashtags #JogarIntensamente e #MovimentoViverIntensamente, fazendo assim parte desta iniciativa social, promovida pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC), a AstraZeneca, a Metacriações e a Guess What, com o objetivo de devolver às crianças e às suas famílias o recreio e a ludicidade nestes tempos que limitam as nossas atividades. O desafio #JogarIntensamente é apenas um dos desafios, que semanalmente são lançados no site do movimento, onde as famílias podem registar-se e receber estas atividades diretamente no seu email.

O #MovimentoViverIntensamente conta com uma série de parceiros, entre sociedades médicas, ordens profissionais, associações de doentes, entre outras. Além do site, www.viverintensamente.com, o movimento conta com uma página de Facebook e Instagram.

Inspirações de verão: 9 livros para ler na praia entre um e outro mergulho

Julho 12, 2020 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Sapo Lifestyle de 23 de junho de 2020.

Visitar faróis, descobrir praias e florestas, explorar o fundo do mar, proteger o ambiente, fazer experiências, jogos e passatempos, conhecer o património português e entrar em aventuras fantásticas. Em pleno verão, avance sobre estas propostas de leituras e de atividades para crianças e jovens.

Olá, Farol!

Uma viagem inesquecível ao imaginário dos faróis, da autoria de Sophie Blackall, ilustradora multipremiada. A constância, a mudança e a passagem do tempo num tributo luminoso a um farol intemporal e ao seu guardião.

Galardoado com a Caldecott Medal, prestigiado prémio de ilustração, o livro inclui no final uma nota pessoal da autora acerca da sua relação com os faróis e o que a inspirou a escrever esta história. Primeiras páginas aqui.

O Reino de Coral

Das mesmas autoras de Começa numa Semente, vencedor do prestigiado prémio Margaret Mallett para não-ficção infantil, este livro é um mergulho poético num ecossistema em perigo.

Através de rimas suaves e belas ilustrações, a história explora o ciclo da vida, a diversidade e a cor do ecossistema de recifes de coral, bem como as ameaças que estes enfrentam e o que podemos fazer para os salvar. O texto é de Laura Knowles e as ilustrações de Jennie Webber.

O Clube dos Cientistas 9: Alerta no Mar

A coleção ideal para quem gosta de ler e de fazer experiências. Neste volume, os três irmãos vêem-se envolvidos num perigoso caso passado em alto mar: serão eles capazes de ajudar a Polícia Marítima a apanhar o bando de ladrões de corais vermelhos? Primeiras páginas aqui.

Será o Mar o Meu Lugar?

Este livro ilustrado lança um alerta acerca dos perigos do plástico para todas as criaturas dos mares. Através da viagem de um saco de plástico pelas águas, e do risco que correm os seres marinhos que com ele se cruzam, as crianças aprendem a importância de manter o oceano limpo e a salvo das terríveis investidas do plástico.

As ilustrações divertidas e a história cativante fazem despertar a consciência ecológica dos mais pequenos. Primeiras páginas aqui.

À Descoberta da Praia

Tudo a postos para descobrir os segredos da praia? Este é o livro perfeito para jovens aventureiros. Inclui dicas sobre surf e mergulho, observação de criaturas marinhas, divertidos jogos de praia, e até como construir um incrível arco de pedras. Também alerta para os perigos, desde comer mexilhões partidos a ser apanhado num agueiro. 

À Descoberta da Floresta

Guia com jogos divertidos, dicas valiosas sobre como proteger a floresta, e informações sobre o que fazer em caso de emergências. Este livro explica como construir um abrigo, fazer nós especiais, preparar uma fogueira e até conseguir obter água a partir da tua urina! Também diz o que não fazer: desde comer cogumelos venenosos a atear um fogo florestal.

Caderno (da Natureza) do Bicho do Mato

Diana Oliveira desafia as famílias a tirar partido das experiências ao ar livre e do contacto com a natureza, os animais, as plantas, as formações naturais. Este Guia para Explorar e Experimentar a Natureza, ilustrado e com muitas informações úteis e práticas, convida a partir à aventura mesmo à porta de casa. Primeiras páginas aqui.

Viagem ao Património Português

A propósito de férias cá dentro e da campanha #euficoemportugal, este livro de Rita Jerónimo (texto) e Alberto Faria (ilustrações) sugere passeios em família à descoberta do património cultural, material e imaterial português classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.

Uma viagem inesquecível para leitores de todas as idades à descoberta de lugares e experiências ímpares, do Alto Douro Vinhateiro à Dieta Mediterrânica. Primeiras páginas aqui.

As Viagens de Gulliver

Relato das famosas peripécias das quatro viagens de Lemuel Gulliver que o levaram a conhecer lugares e seres improváveis, desde os pequenos liliputianos até aos gigantes altivos e gananciosos de Brobdingnag.

Um livro de aventuras fantásticas que se tornou um clássico da literatura universal. Primeiras páginas aqui.

Afogamento em idade pediátrica: verão após verão a tragédia repete-se

Setembro 18, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site Educare de 16 de agosto de 2019.

Estamos no verão! A pior época do ano no que respeita aos afogamentos.

Afogamento, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), define-se por um processo que condiciona insuficiência respiratória em resultado da imersão (pelo menos da face e da abertura da via aérea) ou submersão (todo o corpo) em água/outro líquido, independentemente da sobrevida ou não. Desde o nascimento que o contacto com água torna-se rotineiro e, para a maioria das crianças a água é uma diversão atrativa. Contudo, esta interação acarreta risco e a vulnerabilidade das crianças varia de acordo com a idade, género e estádio de desenvolvimento.

O afogamento é um acontecimento trágico, muito rápido (segundos são suficientes), silencioso (a criança não faz barulho e não pede ajuda) e que pode ocorrer em pequenas quantidades de água (menos de um palmo de água).

Apesar das campanhas anuais de prevenção da morbi-mortalidade por afogamento, as situações fatais ou com consequências devastadoras permanecem.

Em Portugal, o afogamento é a segunda causa de morte acidental nas crianças (depois dos acidentes de viação) e a grande maioria poderia ser prevenida. De acordo com o último relatório da Associação para a Promoção e Segurança Infantil (APSI), nos últimos 16 anos ocorreram 247 afogamentos com desfecho fatal e 586 internamentos na sequência de afogamento e, desde há 7 anos que estes números têm vindo a diminuir. Nas crianças hospitalizadas, o prognóstico é geralmente reservado, e as que sobrevivem podem apresentar sequelas neurológicas permanentes. No entanto, estes números não devem subestimar este problema de saúde pública. A maioria das crianças e jovens com necessidade de internamento ocorre dos 0 aos 4 anos e a maioria das mortes por afogamento dos 15 aos 19 anos. O género masculino associa-se à maioria dos afogamentos (66%). Quanto aos locais, as piscinas são os planos de água com maior registo de afogamentos, sobretudo na primeira década de vida, seguido das praias e dos rios/ribeiras/lagoas com crianças e jovens mais velhos. Em todos os meses do ano há registo de afogamento, no entanto Junho, Julho e Agosto são os meses onde se verificam mais casos.

É importante conhecer os riscos:
– Vulnerabilidade da idade;
– Género (sobretudo masculino);
– Acessibilidade a planos de água (piscina, praia, rios/ribeiras/lagoas e poços) e ausência de barreiras físicas que impossibilitem o acesso livre à água ou dispositivos de flutuação adequados (braçadeiras e/ou coletes salva-vidas essenciais em ambientes aquáticos). De alertar que as boias e os colchões são falsamente seguros, uma vez que facilmente são deslocados quer pelo vento quer pela ondulação.
– Ausência ou inadequada vigilância (mesmo na banheira): devendo evitar-se qualquer elemento distrativo como exemplo o uso do telemóvel;
– Consumo de álcool e drogas e exposição simultânea a banhos;
– Incumprimento das regras de segurança do local;
– Patologias de base como por exemplo epilepsia.

É fundamental criar ambientes seguros, minimizando os acidentes:

1.  Vigilância ativa: o cuidador deve vigiar as crianças na água ou na sua proximidade, sem distrações (como por exemplo o telemóvel) e de forma atenta e permanente para que possa intervir de imediato sempre que necessário. Com ressalva de que o cuidador deverá saber nadar de forma a evitar colocar a sua vida e das crianças em risco.
2.  Nas férias, vigilância redobrada, com reconhecimento do local e dos planos de água.
3.  Quando em ambiente de festa, com muita gente, estabelecer um sistema rotativo de vigilância, havendo sempre um adulto responsável pelo ambiente aquático.
4.  Esvaziar baldes, alguidares e banheiras, logo após a sua utilização. Não deixar a criança sozinha no banho, sem supervisão e esconder a tampa da banheira para evitar que a criança a encha sozinha.
5.  Colocar barreiras físicas que impossibilitem o acesso à água (piscinas, poços, fossas e tanques). O uso de barreiras não deve substituir a supervisão do cuidador. Outros sistemas de proteção para a piscina existentes no mercado não mostraram benefício. Não deixar brinquedos atrativos perto e/ou na piscina.
6.  Optar por praias e piscinas vigiadas, localizar o nadador salvador e cumprir as regras de segurança e sinalização do local.
7.  Equipamento de flutuação (braçadeiras/coletes salva-vidas ajustados ao corpo) devem ser sempre colocados nas crianças junto aos ambientes aquáticos. No entanto, esta medida não substitui as supramencionadas.
8.  Formação em suporte básico de vida, sobretudo para quem tem piscina no domicílio.
9.  Iniciar aulas de natação e promover comportamentos seguros o mais precocemente possível.
10.  Fortalecer a consciencialização pública e advertir para a vulnerabilidade das crianças.
11.  Alertar para os riscos de mergulhar em zonas com profundidade da água desconhecida ou onde existam rochas submersas ou desníveis.
12.  Incentivar as crianças a permanecerem perto das margens e a nunca entrarem na água sem vigilância.

Prevenir o afogamento está nas nossas mãos!

Ana Ribeiro, com a colaboração de Clara Machado, Pediatra do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga.

Os cuidados a ter com os bebés antes de os levar para a praia

Agosto 21, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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thumbs.web.sapo.io

Texto e imagem do site Sapo Lifestyle

Cerca de 22% das crianças com menos de 24 meses tem uma pele muito sensível, apresentando mesmo 8% uma pele atópica. Para proteger os mais pequenos nos meses de maior calor, siga os conselhos do dermatologista David Serra.

Suave, macia, delicada mas… frágil! A estrutura da pele do bebé é muito semelhante à de um adulto, mas a camada córnea é mais fina e as células da epiderme são menos aderentes entre elas. A pele do bebé tem também menos gordura. Por isso, a diminuição de produção de sebo limita a resistência contra o quente ou frio. Mas as diferenças não se ficam por aqui. A pele do bebé tem uma capacidade muito elevada de absorção.

O peso da área da superfície da pele é três a cinco vezes maior em recém-nascidos do que em adultos. Esta diferença significativa implica que o organismo de um recém-nascido absorva concentrações muito mais elevadas do que um produto para adultos para a mesma zona de aplicação. Qualquer produto que entre em contacto com a pele do recém-nascido será, assim, facilmente absorvido, o que não é benéfico.

Desta forma, o risco de toxicidade nesta fase da vida da criança, é elevado e requer o máximo de cuidado na escolha de um cuidado adaptado.

O pH da pele do bebé é diferente do pH da pele do adulto.

Os recém-nascidos têm um pH próximo de 7, neutro, enquanto o pH do adulto é ácido (oscila entre 5,5 e 6,5) proporcionando uma boa proteção da pele contra as bactérias. Esta é a razão pela qual a pele do bebé fica sujeita a infeções, e é mais frágil e delicada.

A pele do bebé é mais suscetível a alergias do que a pele dos adultos. A epiderme do recém-nascido absorve substâncias com mais facilidade. Por isso, os produtos que utilizar, nesta ou em qualquer outra altura do ano, devem ser hipoalergénicos e adaptados à pele sensível do bebé, como recomendam os especialistas. No mercado, são muitas as marcas que investiram em fórmulas que garantem essa segurança.

Guia prático para proteger a pele dos mais pequenos na praia

Para preparar a pele para a praia, David Serra, dermatologista, sugere quais os hábitos que os pais devem abraçar para protegerem a pele dos seus filhos e ainda identifica o tipo de produtos de proteção solar que é mais indicado para a pele infantil. Até aos 12 meses, “é desaconselhada a exposição solar direta prolongada”, começa por referir o especialista. Entre as 11h00 e as 16h00, os mais pequenos não devem apanhar sol.

Esse cuidado deve ser mantido, sempre, “com crianças de pele muito clara, cabelos louros, ruivos ou castanhos-claros, olhos azuis ou verdes e com história familiar de cancro de pele ou com pais com muitos sinais”, acrescenta o especialista. Até aos dois anos, “o protetor solar deve conter apenas filtros físicos”, sublinha ainda David Serra. Filtros que não reagem quimicamente com a pele para proteger a criança.

Antes, formam uma barreira que reflete tanto as radiações UVA, como as UVB, protegendo a pele da criança. No momento de sair de casa, há uma lista de objetos fundamentais a não esquecer antes de ir para a praia, que deve conferir. Deve incluir, além do chapéu, óculos de sol e um guarda-sol. “O vestuário é a forma mais eficaz de proteger a pele do sol”, justifica o dermatologista David Serra

“O protetor solar deve ser aplicado antes de sair de casa e renovado regularmente, em função da atividade da criança e se toma banho. A aplicação deve ser uniforme e abranger toda a pele exposta”, recomenda ainda o especialista. No momento de escolher, prefira leites ou loções aos protetores em spray, visto que “obrigam à utilização de maior quantidade de produto e hidratam mais”, refere ainda.

Escolha sempre produtos com fator de proteção “SPF 50+ e o símbolo UVA também deve estar presente”, aconselha David Serra. Depois de saírem da praia ou se os seus filhos estiveram a chapinhar numa piscina com água salgada, lave sempre a pele com água doce. “A exposição ao sol deve ser gradual e não súbita. Deve ser de pouco tempo nos primeiros dias de exposição”, alerta ainda o dermatologista.

Texto: Filipa Basílio da Silva

O meu filho apanhou um escaldão. O que fazer? Como prevenir?

Agosto 20, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto publicado no site Up to Kids

Publicado por Hugo Rodrigues

O meu filho apanhou um escaldão (queimadura solar). O que fazer? Como prevenir?

O primeiro aspeto a reforçar é que todos as queimaduras solares devem ser evitadas. Isso pode conseguir-se através de uma série de medidas de proteção.

Assim, aqui ficam alguns princípios a seguir para ajudar o seu filho a aproveitar o Sol de uma forma mais saudável:

  • Evite as horas de maior intensidade de radiação (11:00 – 16:00)
  • Coloque-lhe sempre um chapéu, de preferência com abas que lhe protejam as orelhas
  • Vista-lhe uma t-shirt para estar mais protegido
  • Experimente colocar-lhe uns óculos de Sol
  • Use um protetor solar com factor de proteção 50+ (se o seu filho tiver menos de 2 anos, esse protetor deve ser com filtros 100% físicos ou minerais) e aplique-o antes da exposição ao Sol
  • Dê-lhe muita água, para repor os líquidos que ele perde com a transpiração
  • Reponha o protetor solar sempre que saia da água

No entanto, se mesmo assim o seu filho apanhar um escaldão, deve tomar as seguintes precauções:

  • Aplicar um creme pós-solar, que geralmente tem um efeito calmante e reparador
  • Passadas algumas horas pode começar a aplicar um creme restaurador hidratante, de preferência com bastante vitamina A e E (e também zinco); deve aplicá-lo, pelo menos, 2-3 vezes por dia
  • Dar medicação para as dores e/ou comichão, se necessário
  • Usar roupas leves e de algodão (de preferência brancas), para não “irritarem” a pele
  • Dar banhos mais curtos e com água mais tépida (pouco quente)

Mesmo depois de passar a queimadura deve continuar a a hidratar bem a pele, para ajudar na sua regeneração. Lembre-se que um escaldão pode ser bastante doloroso (acho que já todos passamos por isso) por isso seja compreensivo com o seu filho quando este se queixar.

Pediatra na Unidade Local de Saúde do Alto Minho, em Viana do Castelo.

Hugo Rodrigues

Já está disponível para download o InfoCEDI n.º 82 sobre Perigos da Exposição Solar

Agosto 12, 2019 às 2:33 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Publicações IAC-CEDI | Deixe um comentário
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Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 82. Esta é uma compilação abrangente e atualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre Perigos da Exposição Solar.

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line. Pode aceder a esta publicação AQUI.

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