Crianças e Famílias num Portugal em Mudança – livro de Mário Cordeiro

Julho 26, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Neste livro traça-se um perfil da situação de saúde e de bem-estar da criança em Portugal, focando especialmente o grupo etário dos 0-9 anos. Com base em diversos indicadores existentes, e na sua evolução, avaliam-se as necessidades de saúde e de bem-estar, bem como as causas de mortalidade, doença e o sucesso das estratégias preventivas, depois de definida a população infantil em termos demográficos e sociais.

Mais informações sobre o livro no link:

https://www.ffms.pt/publicacoes/detalhe/1081/criancas-e-familias-num-portugal-em-mudanca

 

As crianças aprendem o que vivem: texto de Dorothy Law Nolte

Janeiro 10, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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As crianças aprendem o que vivem

São cadas vez mais novas as crianças cuja felicidade depende do número de “gostos” nas redes sociais

Janeiro 5, 2018 às 2:30 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://visao.sapo.pt/ de 4 de janeiro de 2017.

Cátia Leitão

Novo estudo realizado no Reino Unido sugere que as crianças entre os 8 e os 12 anos estão a tornar-se viciadas nas redes sociais e que os ‘gostos’ no Facebook e Instagram funcionam como uma validação social para elas

Entre outubro e novembro, Anne Longfield, comissária das crianças em Inglaterra, desenvolveu uma pesquisa com o objetivo de perceber o impacto que as redes sociais têm atualmente no bem-estar de uma criança entre os 8 e os 12 anos, especialmente no que diz respeito à autoestima. Esta investigação analisou 8 grupos com 32 crianças e concluíu que apesar da idade mínima para um indivíduo se registar numa rede social ser de 13 anos, há um número cada vez maior de crianças com menos de 12 anos que já têm uma conta própria e que procuram aprovação social através dos ‘gostos’.

Esta investigação foi realizada com base em entrevistas feitas às crianças. Para que estas se sentissem à vontade e mais disponíveis para responder às perguntas colocadas, os investigadores juntaram todas as crianças em pares com alguém que estas já conhecessem, como por exemplo um amigo ou colega de escola. Mas antes disso, tanto as crianças como os respetivos pais teriam de completar um conjunto de tarefas para que os autores ficassem a saber mais sobre o estilo de vida, comportamento e relação de cada família com as redes sociais.

Os investigadores chegaram à conclusão que existiam vantagens e desvantagens no uso das redes sociais por parte das crianças. Por um lado, “percebeu-se que as redes sociais têm um efeito positivo no bem-estar das crianças e permite-lhes fazer coisas que elas gostam como de se manter em contacto com os amigos e estar ocupado”, segundo o estudo. Mas, por outro lado, “tem um efeito negativo porque leva as crianças a preocuparem-se com coisas sobre as quais não têm qualquer controlo” como explica Anne Longfield ao dizer que “as redes sociais providenciam grandes benefícios, no entanto, também expõem as crianças a riscos emocionais muito significantes”.

3 em cada 4 crianças com menos de 12 anos tem uma conta própria numa rede social apesar de a idade mínima de registo seja de 13 anos. O estudo descobriu também que as redes sociais mais utilizadas por esta faixa etária são o Snapchat, Instagram e Whatsapp. As crianças entre os 8 e os 10 anos ainda estão a descobrir como funcionam as redes sociais e por isso mesmo ainda não desenvolveram o hábito de verificar estas aplicações frequentemente. Nestas idades, os mais novos ainda acedem à internet a partir dos dispositivos móveis e das contas dos pais e admitem ter um tempo limite para usar as mesmas. Mas, os mais pequenos revelam que usam a internet para jogar com os amigos, explorar as surpresas das redes sociais – como os filtros – e ver vídeos para descobrir coisas para fazer.

Na faixa etária entre os 10 e os 12 anos o caso muda completamente de figura. Nestas idades as crianças já têm mais noção de como usar as redes sociais e começam a fazê-lo a partir dos seus próprios dispositivos móveis. Enquanto os mais novos apenas usam a internet depois da escola, neste grupo as crianças passam a usá-la quando querem mesmo durante o período escolar. É nesta idade que começam a sentir pressão social para usar as redes sociais com o objetivo de se tornarem populares e passam a dar mais importância aos ‘gostos’ e à aprovação social que estes trazem.

A comissária Longfield avisa os pais que “lá porque as crianças aprenderam algumas coisas sobre segurança na escola primária não significa que estejam preparadas para os desafios que as redes sociais apresentam” e acrescenta ainda que as escolas têm de se “certificar que as crianças estão preparadas para as exigências emocionais das redes sociais. O que significa que as companhias das redes sociais também têm de assumir uma maior responsabilidade”. Anne Longfield acredita que se os pais, as escolas e as companhias não tomarem medidas, existe um grande risco de “deixar crescer uma geração de crianças que persegue ‘gostos’ para se sentir feliz e apenas se preocupa com a aparência e imagem devido ao estilo de vida irrealista que vê nas plataformas como o Instagram e Snapchat”. Além disso Anne alerta ainda que isto tudo pode aumentar significativamente os estados de ansiedade nas crianças caso estas não consigam responder às exigências das redes.

O estudo inclui ainda frases das crianças inquiridas com o objetivo de alertar os pais para os pensamentos dos filhos. Harry tem 11 anos e diz que “se não usarmos coisas caras e de designer as pessoas gozam” mas “quando chegamos aos 50 ‘gostos’ começamos a sentir-nos bem porque isso significa que as pessoas acham que ficámos bem naquela fotografia”. Bridie, também com 11 anos, admite que usa as redes sociais cerca de 18 horas por dia e acrescenta ainda que “vi uma rapariga muito bonita e quero tudo o que ela tem, quem me dera ser como ela. Quero as coisas dela, a casa dela e a maquilhagem da MAC que ela tem. Vê-la faz me sentir aconchegada”.

As redes sociais fazem com que as crianças criem uma ideia de um mundo irreal onde podem ter tudo aquilo que desejam. Para chegar a esse ponto, acreditam que têm de ser aceites no mundo social da internet e que os ‘gostos’ são o meio para ter a validação que tanto procuram. Para evitar este tipo de ilusões nas crianças, a investigação sugere algumas medidas para os pais como falar com as crianças sobre os aspetos positivos e negativos das redes sociais e fazê-las entender as diferenças entre a aparência e a realidade para tentar combater a pressão que as crianças colocam nelas próprias.

Esta pesquisa integra o relatório “Life in Likes” publicado hoje por Anne Longfield, comissária das crianças de Inglaterra – um cargo independente do Governo com o objetivo de ajudar a melhorar a vida das crianças a longo prazo, principalmente das mais vulneráveis.

 

 

“As crianças não votam”, mas têm de estar no centro das decisões

Novembro 28, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do https://www.publico.pt/ a Joshua Sparrow no dia 9 de novembro de 2017.

Joshua Sparrow, sucessor de Brazelton, o famoso pediatra norte-americano, esteve em Lisboa para dar formação a profissionais que têm como objectivo o bem-estar dos mais novos.

Bárbara Wong

O pedopsiquiatra Joshua Sparrow concorda que é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança, mas vai mais longe: são precisas políticas económicas, sociais e ambientais para que uma criança nasça e cresça saudável. A ideia de que todas as especialidades, da medicina à assistência social, passando pela economia e política, devem pensar em conjunto a saúde e o bem-estar das crianças e das suas famílias é o que T. Berry Brazelton advogou desde a década de 1960 e Sparrow, como sucessor do famoso pediatra norte-americano à frente do Brazelton Touchpoints Center, em Boston, veio dizer a Lisboa, durante a conferência Pelo Bem-estar da criança e da família, promovida pela Fundação Brazelton/Gomes-Pedro, que decorreu nesta quinta-feira.

O famoso livro de Brazelton, cuja primeira edição é de 1995, chama-se Touchpoints, mas quando foi traduzido para português, ganhou o nome de Grande Livro da Criança porque não se sabia como traduzir a palavra, conta Ana Teresa Brito, da Fundação Brazelton/Gomes-Pedro.

Pode falar-se em “pontos de toque”, “pontos de contacto” ou “pontos de relação”, mas nenhuma das expressões tem o mesmo sentido, continua. Também o professor e pediatra João Gomes-Pedro, que no próximo ano celebra 50 anos de prática clínica, lançou neste dia o livro Pensar a Criança, Sentir o Bebé, onde confirma a importância de todas as ciências para o desenvolvimento da criança e Joshua Sparrow, em entrevista ao PÚBLICO, procura explicar o que são os touchpoints: “É uma proposta de investigação que visa construir fortes relações entre pediatras e outros especialistas na área da saúde e do bem-estar das crianças e das famílias.”

E o trabalho que veio fazer a Lisboa foi esse mesmo. Além da conferência, o investigador da Faculdade de Medicina de Harvard esteve também a dar formação a médicos, enfermeiros, educadores de infância, assistentes sociais, psicólogos, terapeutas.

E voltamos à aldeia. Todos são precisos. Contudo são necessárias também políticas que ponham a criança no centro, o que não acontece porque “as crianças não votam”. Sparrow fala do seu país: com eleições de quatro em quatro anos, o objectivo dos políticos é serem reeleitos, logo, “há falta de incentivos para fazer uma política a pensar no futuro”, no longo prazo.

“Estamos distraídos do papel central que têm as crianças”, lamenta o especialista, lembrando ainda que são a “indústria, a economia e os interesses financeiros que influenciam as decisões políticas”. “Não põem a sobrevivência humana no centro do seu interesse, mas os seus produtos”, alerta.

“Não perder a esperança”

O médico defende que um dos “ingredientes” para promover o bem-estar e a saúde das crianças é “não perder a esperança”. “O não ter esperança é uma desculpa para não fazer nada”, justifica, citando Nelson Mandela quando o prémio Nobel disse, em Harvard, em 1998, que qualquer coisa “parece sempre ser impossível até estar feito”.

E quais são os outros ingredientes? “O primeiro é ter uma visão partilhada”, para a qual todos possam contribuir, mesmo que tenham opiniões diferentes; depois há que manter o contacto entre os diferentes serviços e “continuar a comunicar”; de seguida é importante “partilhar dados”, de maneira a que se possam fazer escolhas e tomar decisões com base em toda a informação que existe. Sparrow lamenta que ainda existam sectores da sociedade que não comunicam entre si, por exemplo, a saúde de um lado e o ambiente do outro; ou a assistência social de costas voltadas com a justiça. “É preciso ter uma visão partilhada, pelas crianças e pelo futuro”, apela.

O modelo de Touchpoints é um, mas existem outros, reconhece o médico que já vem a Portugal desde 2012 e está envolvido noutros projectos não só no seu país – “tenho ido ao Capitólio, sensibilizar democratas e republicanos”, diz –, mas à volta do mundo. “Onde quer que vá descubro sempre bons programas e fico sempre surpreso: ‘Como é que ainda não tinha ouvido falar deles?'”

Preocupação com o bem-estar das crianças

Em Portugal reconhece que há uma preocupação com o bem-estar das crianças e que houve uma grande evolução, do tempo da ditadura à última crise económica. Contudo ainda “há muitos desafios”. Por exemplo, a Fundação Brazelton/Gomes-Pedro vai associar-se a outras organizações e municípios para, no terreno, ter projectos de apoio às famílias, conta Ana Teresa Brito.

Se há toda uma comunidade que deve preocupar-se com cada uma das crianças que nasce, os pais são os primeiros a quem o desafio é colocado. Ter um filho, criá-lo e educá-lo “não é um desafio técnico”, reflecte o pedopsiquiatra, lembrando a sua experiência como pai. Nem sequer a muda da fralda é uma parte técnica porque depende de muitas variáveis – da idade da criança, do seu estado de espírito e de quem vai fazer a muda, da hora do dia, do conteúdo da fralda… “Portanto, é um desafio constante em que estamos sempre a adaptarmo-nos”. “É preciso ouvir e observar a criança desde que nasce, assim como ter atenção a nós próprios. Não existe um livro de instruções.”

 

 

Building the Future: Children and the Sustainable Development Goals in Rich Countries : Report Card 14 – novo relatório da Unicef

Julho 5, 2017 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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descarregar o relatório e mais informações no link:

https://www.unicef-irc.org/article/1620/

informações em português no link:

http://www.unicef.pt/Report-Card-14-Construir-o-futuro/

 

Infografia Dia da Criança 1 de junho – INE

Julho 3, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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descarregar o PDF da infografia no link:

https://www.ine.pt/xurl/doc/294859809

 

 

Unicef diz que Portugal lidera em “saúde de qualidade” e “bem-estar” das crianças

Junho 16, 2017 às 7:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 15 de junho de 2017.

No critério “erradicar a fome” entre as crianças o país sai-se mal. Mas aparece em primeiro lugar em matéria de saúde e “bem-estar”, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira.

Lusa

Portugal é o país que apresenta melhores índices de saúde de qualidade e bem-estar das crianças entre os Estados mais desenvolvidos, embora na classificação geral sobre situação das crianças apareça na 18.ª posição.

Os números fazem parte do último relatório da Unicef sobre a situação das crianças nos 41 países considerados mais ricos, incluindo os da União Europeia e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Construir o Futuro: As crianças e os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável nos países ricos é o tema do relatório, o primeiro que avalia a situação das crianças nesses 41 países relativamente aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável identificados como os mais importantes para o bem-estar das crianças.

Na posição 18 em termos gerais, Portugal aparece quase sempre em posições de pouco destaque, sendo a posição 32 a mais baixa, no critério “erradicar a fome”. Já nos critérios “saúde de qualidade” e “bem-estar”, e ainda no critério “consumo e produção responsáveis” o país está em 1.º.

A posição cimeira é justificada por uma taxa de mortalidade neonatal baixa, uma taxa de suicídio de adolescentes também baixa e poucos casos de crianças entre 11 e 15 anos com problemas psicológicos.

E depois tem também das taxas mais baixas (a segunda mais baixa) de crianças que consomem álcool e uma taxa a baixar acentuadamente de casos de gravidez na adolescência.

Excesso de obesidade

De acordo com o documento, a 32.ª posição no critério “erradicar a fome e garantir uma alimentação de qualidade” indica que no país 18,2% das crianças menores de 15 anos vivem com um adulto que enfrenta insegurança alimentar. Portugal tem também a quinta taxa de obesidade infantil mais elevada.

No critério “erradicar a pobreza” o país aparece também baixo na tabela, com uma em cada quatro crianças a viver em pobreza de rendimentos relativa, diz-se no documento.

Na “produção e consumo sustentáveis” Portugal é também país de topo, sendo aquele entre os 41 em que há maior proporção de jovens de 15 anos familiarizados com pelo menos cinco ou mais problemas ambientais.

Sem liderar, o país tem também boa prestação em matérias como “igualdade do género” (6.ª percentagem mais baixa de mulheres jovens que dizem ter sofrido violência sexual), ou “cidades seguras e sustentáveis” (7.ª posição quanto à qualidade do ar).

Nem estudam, nem trabalham

Mas Portugal cai depois para meio da tabela no critério “educação”, avaliadas as competências em leitura, matemática e ciências, e na promoção de um “trabalho digno e crescimento económico” (26.º lugar), com 6,1% dos jovens entre 15-19 anos que não estudam nem trabalham.

Na “redução das desigualdades” o 27.º lugar indica grandes diferenças entre os salários mais altos e mais baixos do país, e na “promoção da paz, justiça e instituições eficazes” o mesmo lugar deve-se muito a actos de violência física ou psicológica.

Portugal tem uma boa classificação (12.º lugar) quanto à taxa de suicídio de crianças (das mais baixas, 0,25 por cada 100.000 habitantes), mas a taxa dos que dizem ser alvo de bullying é a oitava mais elevada.

Em termos gerais, e sempre sobre os países mais ricos, o relatório da Unicef mostra por exemplo que uma em cada cinco crianças vive em pobreza relativa e que uma em cada oito enfrenta insegurança alimentar. Ou que mesmo em países como Japão e Finlândia cerca de um quinto dos adolescentes com 15 anos não tem níveis mínimos de competências em leitura, matemática e ciências.

A tabela é positiva para os países nórdicos, a Alemanha e a Suíça, e menos positivos para os países mais pobres do grupo, como a Roménia, a Bulgária e o Chile.

Na lista dos 41 países os Estados Unidos ocupam o lugar 37.

mais informações no comunicado de imprensa da Unicef Portugal:

Nos países ricos, 1 cada 5 crianças vive em pobreza de rendimento relativa, 1 em cada 8 enfrenta insegurança alimentar – UNICEF

 

 

 

Conferência Internacional “Addressing and Supporting Family and Child Wellbeing” 15 years of Touchpoints in Portugal – Call for papers até 9 de Julho

Junho 14, 2017 às 12:59 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://fundacaobgp.com/pt/formacao-conferencia-internacional-2017

Crianças têm melhor desempenho se viverem com o pai biológico

Abril 24, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site https://zap.aeiou.pt/ de 10 de abril de 2017.

As conclusões podem parecer polémicas, mas o estudo nasceu apenas da intenção de perceber a realidade social das famílias britânicas.

Ou melhor, da possibilidade de ‘fracasso’ dos padrastos em ajudar as famílias às quais passam a pertencer, e que foi baseada nos registos de vida de mais de mil crianças nascidas de mães solteiras na viragem do Milénio.

Se o pai biológico viver com elas, as crianças são mais saudáveis e mais propensas a crescer com uma boa educação e a obter um desempenho melhor na escola, conclui o estudo, realizado por três investigadores da LSE – London School of Economics.

Segundo o estudo, que verificou relatórios de saúde, inteligência e habilidades sociais de crianças até aos 7 anos, os mesmos benefícios não se aplicam no caso do padrasto.

“As mães solteiras, quando acompanhadas pelo pai biológico, conseguem que as crianças tenham um desempenho tão estável como as que vivem com os dois pais”, diz Elena Mariani, investigadora da London School of Economics e co-autora do estudo, publicado o mês passado no European Journal of Population.

“Já quando um padrasto se junta a uma família dirigida por uma mãe solteira, então os menores são susceptíveis a crescer com os mesmos problemas que as crianças de famílias que continuam a ser lideradas por uma progenitora sozinha”, acrescenta a investigadora.

“Além de serem menos propensos a ter um bom rendimento na escola ou a manter um emprego, as crianças são mais propensas a engravidar na adolescência ou a entrar no mundo do crime quando o pai biológico não está presente”, conclui a investigadora.

O estudo, o primeiro a usar evidências de um levantamento em grande escala para analisar a influência dos padrastos no Reino Unido, segue uma série de apontadores menos académicos que sugeriram que as famílias podem enfrentar problemas quando os pais não biológicos mudam de residência.

O ano passado, uma pesquisa para o serviço de aconselhamento ‘Relate’ disse que mais de 30% dos padrastos e mais de 40% das madrastas duvidam da força dos seus laços com as crianças que estão ajudando a criar.

Segundo o ‘Relate’, as suas conclusões “indicam alguns dos desafios que as famílias podem enfrentar após a rutura de um relacionamento e durante a união de diferentes famílias.”

“Este relatório mostra como os pais biológicos são importantes para o desenvolvimento dos seus filhos”, disse Laura Perrins, editora do site da Mulher Conservadora, ao Daily Mail.

Não são só as figuras paternas que importam, mas os pais em si. A constante destruição da família nuclear por parte dos governos teve um impacto negativo sobre as crianças e deve parar agora”, salientou Perrins.

 

 

 

Divulgação de estudo “Empoderar Famílias Adotivas” recrutamento de pais/mães adotivos para participar num estudo nacional online sobre parentalidade e desenvolvimento crianças e adolescentes adotados

Março 21, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Estamos a contactá-lo/a para pedir a sua colaboração na divulgação de um estudo e recrutamento de pais/mães adotivos.

Este estudo foca-se no bem-estar de crianças e adolescentes em famílias adotivas, com o principal objetivo de avaliar como a adoção, a história pré-adotiva da criança, o comportamento e as práticas parentais podem promover o desenvolvimento e o bem-estar da criança e do adolescente. Estamos interessados ​​em recrutar pais/mães de diferentes configurações e estruturas familiares adotivas (adotantes singulares, casais de sexo diferente, casais do mesmo sexo, entre outras)  para melhor compreender o que funciona para diferentes famílias, quais são os fatores de risco e dificuldades em diferentes famílias e quais são os principais fatores protetores para a família e o bem-estar da criança.

A participação neste estudo consiste no preenchimento de um questionário online por pais/mães de crianças / adolescentes em idade escolar (6-18 anos de idade), e que tenha sido adotada há pelo menos 1 ano. As crianças não serão convidadas a participar neste estudo.

Link para o questionário: bit.ly/2kjXzqB

 

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