Bem-estar de crianças e adolescentes sob ameaça em todo o mundo, alerta estudo

Fevereiro 21, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 18 de fevereiro de 2020.

Dos países lusófonos, Portugal é o melhor posicionado em índice de sobrevivência e bem-estar, mas ocupa último lugar em nível de emissores de CO2 por pessoa; já Brasil é destacado por fortalecer sistema de informações de saúde; novo estudo adverte para excessos de emissões de carbono em economias mais ricas.

Nenhum país protege de forma adequada a saúde, o ambiente e o futuro das crianças, segundo um relatório de 40 especialistas em saúde infantil e de adolescentes em todo o mundo.

A publicação A Future for the World’s Children? ou Um Futuro para Crianças do Mundo?, em tradução livre, mostra que menores de idade na Noruega, na Coreia do Sul e na Holanda têm maior chance de sobrevivência e bem-estar.

Língua Portuguesa

Dentre as nações de língua portuguesa, Portugal figura na posição 22 do índice que compara indicadores como saúde, educação e nutrição. A seguir estão Brasil em 90º, Cabo Verde em 109º e São Tomé e Príncipe em 125.  Já Timor-Leste aparece na posição 135, Angola em 161º, Guiné-Bissau em 166º e Moçambique na posição 170.

Nos piores cenários entre os 180 Estados analisados estão República Centro-Africana, Chade, Somália, Níger e Mali.

O estudo inclui o índice de sustentabilidade revelando que cada pessoa dos países mais desenvolvidos emite mais dióxido de carbono, CO2, do que o objetivo nacional definido para 2030. Entre as questões avaliadas estão equidade e diferenças de rendimentos.

Entre os países lusófonos, Portugal está em 129º lugar no ranking de sustentabilidade, Brasil vem em 89, Angola 63, Cabo Verde 59 e São Tomé e Príncipe em 41. Timor-Leste está em 33º lugar, Moçambique em 29º e Guiné-Bissau em 16º.

Países ricos

Entre os maiores países emissores de gás carbônico estão Estados Unidos, Austrália e Arábia Saudita. O documento destaca que as emissões nas economias mais ricas são feitas de forma desproporcional.

A Comissão formada pela Organização Mundial da Saúde, OMS,  o Fundo da ONU para a Infância Unicef, e a revista médica The Lancet destacam que a saúde e o futuro de crianças e adolescentes em todo o mundo estão sob ameaça.

Entre os  fatores que agravam essa situação estão  a degradação ecológica, a mudança climática e as práticas de marketing prejudiciais que promovem alimentos processados, bebidas açucaradas, álcool e tabaco.

O Brasil é destacado entre os países de renda média por investir no reforço do seu sistema de informações de saúde de rotina como parte da reforma do sistema de saúde.

Crianças

Aos países em desenvolvimento, o documento recomenda mais ações para que suas crianças vivam de forma mais saudável por causa da ameaça das emissões excessivas de carbono para seu futuro.

O estudo alerta para consequências arrasadoras para a saúde infantil se o aquecimento global ultrapassar os 4 °C até 2100, de acordo com as projeções atuais. A consequência incluem ondas de calor extremo e proliferação de doenças como a malária o dengue além de condições como a subnutrição.

Mais informações nos links:

https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(19)32540-1/fulltext

https://www.who.int/news-room/detail/19-02-2020-world-failing-to-provide-children-with-a-healthy-life-and-a-climate-fit-for-their-future-who-unicef-lancet

Ciclo de debates em Serviço Social : “Proteção da Criança e Bem-Estar. Investimento na proteção até aos 21 anos e depois?” 20 fevereiro no ISCTE

Fevereiro 12, 2020 às 6:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Inscrições em: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfzINrix4DrrqAqLc5h3ybiJrJksEql02L6y_WRVoyTcr80Sw/viewform

Seminário: “Direitos e Bem-estar das Crianças, Acolhimento Familiar & Serviço Social” 12 e 13 dezembro em Lisboa

Novembro 22, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://fch.lisboa.ucp.pt/pt-pt/eventos/xi-seminario-internacional-de-servico-social-40446

Seminário: “Direitos e Bem-estar das Crianças, Acolhimento Familiar & Serviço Social” 12 dezembro em Lisboa

Novembro 1, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/401392400537134/?active_tab=discussion

Crianças e Famílias num Portugal em Mudança – livro de Mário Cordeiro

Julho 26, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Neste livro traça-se um perfil da situação de saúde e de bem-estar da criança em Portugal, focando especialmente o grupo etário dos 0-9 anos. Com base em diversos indicadores existentes, e na sua evolução, avaliam-se as necessidades de saúde e de bem-estar, bem como as causas de mortalidade, doença e o sucesso das estratégias preventivas, depois de definida a população infantil em termos demográficos e sociais.

Mais informações sobre o livro no link:

https://www.ffms.pt/publicacoes/detalhe/1081/criancas-e-familias-num-portugal-em-mudanca

 

As crianças aprendem o que vivem: texto de Dorothy Law Nolte

Janeiro 10, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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As crianças aprendem o que vivem

São cadas vez mais novas as crianças cuja felicidade depende do número de “gostos” nas redes sociais

Janeiro 5, 2018 às 2:30 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://visao.sapo.pt/ de 4 de janeiro de 2017.

Cátia Leitão

Novo estudo realizado no Reino Unido sugere que as crianças entre os 8 e os 12 anos estão a tornar-se viciadas nas redes sociais e que os ‘gostos’ no Facebook e Instagram funcionam como uma validação social para elas

Entre outubro e novembro, Anne Longfield, comissária das crianças em Inglaterra, desenvolveu uma pesquisa com o objetivo de perceber o impacto que as redes sociais têm atualmente no bem-estar de uma criança entre os 8 e os 12 anos, especialmente no que diz respeito à autoestima. Esta investigação analisou 8 grupos com 32 crianças e concluíu que apesar da idade mínima para um indivíduo se registar numa rede social ser de 13 anos, há um número cada vez maior de crianças com menos de 12 anos que já têm uma conta própria e que procuram aprovação social através dos ‘gostos’.

Esta investigação foi realizada com base em entrevistas feitas às crianças. Para que estas se sentissem à vontade e mais disponíveis para responder às perguntas colocadas, os investigadores juntaram todas as crianças em pares com alguém que estas já conhecessem, como por exemplo um amigo ou colega de escola. Mas antes disso, tanto as crianças como os respetivos pais teriam de completar um conjunto de tarefas para que os autores ficassem a saber mais sobre o estilo de vida, comportamento e relação de cada família com as redes sociais.

Os investigadores chegaram à conclusão que existiam vantagens e desvantagens no uso das redes sociais por parte das crianças. Por um lado, “percebeu-se que as redes sociais têm um efeito positivo no bem-estar das crianças e permite-lhes fazer coisas que elas gostam como de se manter em contacto com os amigos e estar ocupado”, segundo o estudo. Mas, por outro lado, “tem um efeito negativo porque leva as crianças a preocuparem-se com coisas sobre as quais não têm qualquer controlo” como explica Anne Longfield ao dizer que “as redes sociais providenciam grandes benefícios, no entanto, também expõem as crianças a riscos emocionais muito significantes”.

3 em cada 4 crianças com menos de 12 anos tem uma conta própria numa rede social apesar de a idade mínima de registo seja de 13 anos. O estudo descobriu também que as redes sociais mais utilizadas por esta faixa etária são o Snapchat, Instagram e Whatsapp. As crianças entre os 8 e os 10 anos ainda estão a descobrir como funcionam as redes sociais e por isso mesmo ainda não desenvolveram o hábito de verificar estas aplicações frequentemente. Nestas idades, os mais novos ainda acedem à internet a partir dos dispositivos móveis e das contas dos pais e admitem ter um tempo limite para usar as mesmas. Mas, os mais pequenos revelam que usam a internet para jogar com os amigos, explorar as surpresas das redes sociais – como os filtros – e ver vídeos para descobrir coisas para fazer.

Na faixa etária entre os 10 e os 12 anos o caso muda completamente de figura. Nestas idades as crianças já têm mais noção de como usar as redes sociais e começam a fazê-lo a partir dos seus próprios dispositivos móveis. Enquanto os mais novos apenas usam a internet depois da escola, neste grupo as crianças passam a usá-la quando querem mesmo durante o período escolar. É nesta idade que começam a sentir pressão social para usar as redes sociais com o objetivo de se tornarem populares e passam a dar mais importância aos ‘gostos’ e à aprovação social que estes trazem.

A comissária Longfield avisa os pais que “lá porque as crianças aprenderam algumas coisas sobre segurança na escola primária não significa que estejam preparadas para os desafios que as redes sociais apresentam” e acrescenta ainda que as escolas têm de se “certificar que as crianças estão preparadas para as exigências emocionais das redes sociais. O que significa que as companhias das redes sociais também têm de assumir uma maior responsabilidade”. Anne Longfield acredita que se os pais, as escolas e as companhias não tomarem medidas, existe um grande risco de “deixar crescer uma geração de crianças que persegue ‘gostos’ para se sentir feliz e apenas se preocupa com a aparência e imagem devido ao estilo de vida irrealista que vê nas plataformas como o Instagram e Snapchat”. Além disso Anne alerta ainda que isto tudo pode aumentar significativamente os estados de ansiedade nas crianças caso estas não consigam responder às exigências das redes.

O estudo inclui ainda frases das crianças inquiridas com o objetivo de alertar os pais para os pensamentos dos filhos. Harry tem 11 anos e diz que “se não usarmos coisas caras e de designer as pessoas gozam” mas “quando chegamos aos 50 ‘gostos’ começamos a sentir-nos bem porque isso significa que as pessoas acham que ficámos bem naquela fotografia”. Bridie, também com 11 anos, admite que usa as redes sociais cerca de 18 horas por dia e acrescenta ainda que “vi uma rapariga muito bonita e quero tudo o que ela tem, quem me dera ser como ela. Quero as coisas dela, a casa dela e a maquilhagem da MAC que ela tem. Vê-la faz me sentir aconchegada”.

As redes sociais fazem com que as crianças criem uma ideia de um mundo irreal onde podem ter tudo aquilo que desejam. Para chegar a esse ponto, acreditam que têm de ser aceites no mundo social da internet e que os ‘gostos’ são o meio para ter a validação que tanto procuram. Para evitar este tipo de ilusões nas crianças, a investigação sugere algumas medidas para os pais como falar com as crianças sobre os aspetos positivos e negativos das redes sociais e fazê-las entender as diferenças entre a aparência e a realidade para tentar combater a pressão que as crianças colocam nelas próprias.

Esta pesquisa integra o relatório “Life in Likes” publicado hoje por Anne Longfield, comissária das crianças de Inglaterra – um cargo independente do Governo com o objetivo de ajudar a melhorar a vida das crianças a longo prazo, principalmente das mais vulneráveis.

 

 

“As crianças não votam”, mas têm de estar no centro das decisões

Novembro 28, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do https://www.publico.pt/ a Joshua Sparrow no dia 9 de novembro de 2017.

Joshua Sparrow, sucessor de Brazelton, o famoso pediatra norte-americano, esteve em Lisboa para dar formação a profissionais que têm como objectivo o bem-estar dos mais novos.

Bárbara Wong

O pedopsiquiatra Joshua Sparrow concorda que é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança, mas vai mais longe: são precisas políticas económicas, sociais e ambientais para que uma criança nasça e cresça saudável. A ideia de que todas as especialidades, da medicina à assistência social, passando pela economia e política, devem pensar em conjunto a saúde e o bem-estar das crianças e das suas famílias é o que T. Berry Brazelton advogou desde a década de 1960 e Sparrow, como sucessor do famoso pediatra norte-americano à frente do Brazelton Touchpoints Center, em Boston, veio dizer a Lisboa, durante a conferência Pelo Bem-estar da criança e da família, promovida pela Fundação Brazelton/Gomes-Pedro, que decorreu nesta quinta-feira.

O famoso livro de Brazelton, cuja primeira edição é de 1995, chama-se Touchpoints, mas quando foi traduzido para português, ganhou o nome de Grande Livro da Criança porque não se sabia como traduzir a palavra, conta Ana Teresa Brito, da Fundação Brazelton/Gomes-Pedro.

Pode falar-se em “pontos de toque”, “pontos de contacto” ou “pontos de relação”, mas nenhuma das expressões tem o mesmo sentido, continua. Também o professor e pediatra João Gomes-Pedro, que no próximo ano celebra 50 anos de prática clínica, lançou neste dia o livro Pensar a Criança, Sentir o Bebé, onde confirma a importância de todas as ciências para o desenvolvimento da criança e Joshua Sparrow, em entrevista ao PÚBLICO, procura explicar o que são os touchpoints: “É uma proposta de investigação que visa construir fortes relações entre pediatras e outros especialistas na área da saúde e do bem-estar das crianças e das famílias.”

E o trabalho que veio fazer a Lisboa foi esse mesmo. Além da conferência, o investigador da Faculdade de Medicina de Harvard esteve também a dar formação a médicos, enfermeiros, educadores de infância, assistentes sociais, psicólogos, terapeutas.

E voltamos à aldeia. Todos são precisos. Contudo são necessárias também políticas que ponham a criança no centro, o que não acontece porque “as crianças não votam”. Sparrow fala do seu país: com eleições de quatro em quatro anos, o objectivo dos políticos é serem reeleitos, logo, “há falta de incentivos para fazer uma política a pensar no futuro”, no longo prazo.

“Estamos distraídos do papel central que têm as crianças”, lamenta o especialista, lembrando ainda que são a “indústria, a economia e os interesses financeiros que influenciam as decisões políticas”. “Não põem a sobrevivência humana no centro do seu interesse, mas os seus produtos”, alerta.

“Não perder a esperança”

O médico defende que um dos “ingredientes” para promover o bem-estar e a saúde das crianças é “não perder a esperança”. “O não ter esperança é uma desculpa para não fazer nada”, justifica, citando Nelson Mandela quando o prémio Nobel disse, em Harvard, em 1998, que qualquer coisa “parece sempre ser impossível até estar feito”.

E quais são os outros ingredientes? “O primeiro é ter uma visão partilhada”, para a qual todos possam contribuir, mesmo que tenham opiniões diferentes; depois há que manter o contacto entre os diferentes serviços e “continuar a comunicar”; de seguida é importante “partilhar dados”, de maneira a que se possam fazer escolhas e tomar decisões com base em toda a informação que existe. Sparrow lamenta que ainda existam sectores da sociedade que não comunicam entre si, por exemplo, a saúde de um lado e o ambiente do outro; ou a assistência social de costas voltadas com a justiça. “É preciso ter uma visão partilhada, pelas crianças e pelo futuro”, apela.

O modelo de Touchpoints é um, mas existem outros, reconhece o médico que já vem a Portugal desde 2012 e está envolvido noutros projectos não só no seu país – “tenho ido ao Capitólio, sensibilizar democratas e republicanos”, diz –, mas à volta do mundo. “Onde quer que vá descubro sempre bons programas e fico sempre surpreso: ‘Como é que ainda não tinha ouvido falar deles?'”

Preocupação com o bem-estar das crianças

Em Portugal reconhece que há uma preocupação com o bem-estar das crianças e que houve uma grande evolução, do tempo da ditadura à última crise económica. Contudo ainda “há muitos desafios”. Por exemplo, a Fundação Brazelton/Gomes-Pedro vai associar-se a outras organizações e municípios para, no terreno, ter projectos de apoio às famílias, conta Ana Teresa Brito.

Se há toda uma comunidade que deve preocupar-se com cada uma das crianças que nasce, os pais são os primeiros a quem o desafio é colocado. Ter um filho, criá-lo e educá-lo “não é um desafio técnico”, reflecte o pedopsiquiatra, lembrando a sua experiência como pai. Nem sequer a muda da fralda é uma parte técnica porque depende de muitas variáveis – da idade da criança, do seu estado de espírito e de quem vai fazer a muda, da hora do dia, do conteúdo da fralda… “Portanto, é um desafio constante em que estamos sempre a adaptarmo-nos”. “É preciso ouvir e observar a criança desde que nasce, assim como ter atenção a nós próprios. Não existe um livro de instruções.”

 

 

Building the Future: Children and the Sustainable Development Goals in Rich Countries : Report Card 14 – novo relatório da Unicef

Julho 5, 2017 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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descarregar o relatório e mais informações no link:

https://www.unicef-irc.org/article/1620/

informações em português no link:

http://www.unicef.pt/Report-Card-14-Construir-o-futuro/

 

Infografia Dia da Criança 1 de junho – INE

Julho 3, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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descarregar o PDF da infografia no link:

https://www.ine.pt/xurl/doc/294859809

 

 

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