‘Plano de ataque’ para crianças com falta de concentração

Abril 3, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto da http://activa.sapo.pt/ de 20 de março de 2017.

Sentam-se à frente do livro e… nada. Daí a cinco minutos, não se lembram de patavina. Os pais inquietam-se, os professores desesperam. Mas são as crianças as mais perdidas nisto tudo.

Quase todos os pais se queixam do mesmo: “Ai o meu filho é tão cabeça no ar… Ele até podia ter boas notas, mas não consigo que se concentre.” Uma das causas da falta de concentração é óbvia: eles têm, basicamente, muito mais distrações do que nós tínhamos. “Recebem tanta informação visual desde que nascem que o seu cérebro não está preparado para a gestão de tantos estímulos”, explica a psicóloga Ana Manta, no livro ‘Filho, presta atenção’ (Clube do Autor). “De certa forma, podemos dizer que as estamos a ‘deixar loucas’. O mais natural é que a sua capacidade de concentração se disperse para dar atenção a tanta coisa, não conseguindo focar-se no mais básico.” Paralelamente, há a valorização de um conjunto de competências que não são as mais importantes para o desenvolvimento das crianças. “É mais importante uma criança saber respeitar as regras de um jogo do que saber escrever o nome dos familiares aos 4 anos.” Mas a maioria de nós valoriza sobretudo as competências ‘escolares’.

Ou seja, muitas vezes não é que a criança não esteja concentrada: ela está é concentrada noutras coisas. “O número de solicitações tem um lado positivo, que é a diversidade de experiências”, nota Vítor Cruz, técnico de reabilitação e desenvolvimento especial do SEI (Centro de Desenvolvimento e Aprendizagem). “Mas se não for bem gerido arrisca-se a tomar conta de toda a vida da criança, que se perde em atividades muitas vezes sem interesse. Claro que este controlo é difícil de concretizar, mas é um dos desafios de hoje não só para os pais mas para a sociedade em geral, porque todos nós estamos a contribuir para que as crianças sejam mais superficiais e mais consumistas, para que se percam em coisas sem interesse. Está na nossa mão ajudar a travar isto.” E como? “Não é preciso nem desejável controlar tudo e estar sempre em cima, mas sim encontrar um equilíbrio através de horários e responsabilização da criança.”

Desconcentrado ou hiperativo?

Como distinguir se uma falta de concentração é ‘normal’ ou se há outros problemas por diagnosticar? Pode existir uma causa neurológica ligada ao défice de atenção. Mas saber se uma criança é hiperativa só se consegue com a ajuda de um técnico. “As crianças estão hoje mais agitadas, mas nem todas precisam de Ritalina [medicamento à base de metilfenidato usado para o Déficit de atenção e hiperatividade]”, afirma a pedopsiquiatra Ana Vasconcelos. “Esta agitação dos miúdos tem de ser contextualizada globalmente. Há hoje em dia uma insatisfação geral em que as pessoas julgam mais do que compreendem. Pensamos muito mais depressa e acabamos por desenvolver recursos motores para lidar com isto: há tantos estímulos visuais que o corpo tem de se mexer. É o caso daquelas pessoas que estão sentadas numa reunião mas não param de mexer o pé ou bater com a caneta na mesa. E as crianças também se tornam mais agitadas.”

Há uma lógica social por trás disto: a sociedade de consumo e de concorrência, em vez de nos orientar o cérebro para a paz, faz com que estejamos sempre na defensiva, ou seja, o cérebro é muito menos capaz de estar sossegado a aprender qualquer coisa. E isto passa para os miúdos? “Claro que passa. Os miúdos têm de ter positivas à força, os professores têm cada vez mais alunos e portanto têm menos paciência, os pais pressionam, e tudo se conjuga para que se procurem as soluções mais fáceis, como a Ritalina. Que também não é nenhum papão, há casos em que de facto ajuda.”

A partir de quando é que a receita? “Eu costumo pedir uma análise aos neurotransmissores. Mas o mais importante, quando se toma uma droga, é que as pessoas sejam donas dos seus efeitos, ou seja, a toma de uma droga tem de ser feita com consciência. Todos percebemos se um medicamento nos está a ajudar ou não. Tenho colegas que medicam ‘para despachar’. Mas a hiperatividade não é uma doença, é um sintoma de que algo não está ajustado como deveria. É como a crise (risos). É fundamental que se saiba o que andamos a fazer e porquê.”

Aprender a ensinar melhor

Ora então, se o meu filho não é hiperativo, vamos saber que outras coisas podem estar a correr mal. Às vezes eles estão simplesmente… cansados. E desmotivados. Por volta dos 10 anos, a curiosidade da infância já foi destruída. “Na maior parte das vezes, estamos a ensinar à criança coisas que ela não quer aprender e que não percebe porque é que tem de aprender. É estar a remar contra a maré”, nota Vítor Cruz. “O esforço intelectual é muito desgastante, e além disso raramente este esforço é feito de maneira divertida e integrada no quotidiano. Se houvesse possibilidade de a criança aprender indo ao supermercado com os pais, lendo qualquer coisa para a mãe ou mesmo vendo televisão, em vez de sentada e quieta, a aprendizagem seria mais efetiva, porque o nosso cérebro aprende mais pela experiência do que passivamente. Essa aprendizagem não é uma perda de tempo. E não é por estar sentado duas horas com o manual de matemática que ele vai aprender efetivamente.”

Os TPCs exaustivos não ajudam. “Mas tudo pode ser discutido, podemos encontrar um consenso. Perpetuam-se muitos comportamentos só porque sempre foi assim, sem se pensar se estão ou não a ser efetivos. Mas há muitos professores abertos à mudança. Portanto, com boa vontade, até se pode chegar a um acordo.”

O que os pais podem fazer: em vez de os massacrar com mais aprendizagens sentadas, tirá-los de casa e tentar que haja mais atividades ao ar livre, por exemplo. “Aprende-se imenso a jogar à bola, que é a vida experienciada e não memorizada, mas nós não consideramos isso uma competência”, explica Vítor Cruz. “Aprende-se sempre mais pelo fazer do que pelo ouvir, temos de nos lembrar sempre disso e sempre que possível, incorporá-lo na vida da criança. Agora, quando a criança apenas faz mais do mesmo, que é ficar sentada à mesa, por um lado estamos a negligenciar a experiência corporal e a nossa ligação com o mundo, e por outro esquecemos o ditado ‘mente sã em corpo são’. Como podemos aprender se somos frágeis, temos pouco oxigénio e músculos pouco desenvolvidos?”

Menos telemóveis e mais recompensas

Lembra-se dos tais ‘muitos estímulos’ e da forma como se podiam controlar? Até podemos achar que isso dá muito trabalho: mas o importante é ir com calma.

“Fez-se um estudo em que algumas crianças foram privadas de ir à Internet durante um dia”, conta Vítor Cruz. “Tiveram comportamentos de medo, de insegurança e de privação. Depois, uns foram fazer os trabalhos, outros foram ler, outros procuraram outras atividades. Portanto, o facto de ter menos net, menos telemóveis, etc., obriga a procurar alternativas.” O segredo para isto funcionar: não ser radical. Se proibir a net durante a semana toda, isto não vai funcionar. Mas se o fizer durante duas horas, talvez eles encontrem mais com que se entreter.

Outra via, algo polémica, é a da recompensa: “Podemos dizer ‘se tu fizeres isto, tens aquilo’. Isto é estar a comprá-los? Não é: ficamos todos a ganhar. O prémio pode ser imediato, mas se ele aprender, é uma mais-valia para o futuro. Eles devem aprender apenas por aprender? Isso é muito bonito mas não faz sentido. Pense lá: quantos de nós trabalham sem serem pagos? Se nós não trabalhamos de graça, a criança também pode ser recompensada, e quanto mais novas são, maior a necessidade deste reforço imediato, para vincular a recompensa à ação.” Se já a está a dizer ‘ai comigo ninguém fez isso’, tem muita razão. Mas também o mundo deles é muitíssimo diferente do que foi o nosso. “Se eu não conseguir colocar-me no lugar do meu filho, não vou perceber as dificuldades dele. Isto é um desafio tremendo. Assim como ensinar-lhes a eles a pôr-se no lugar dos outros. Valorizamos muito a inteligência escolar e muito pouco a emocional. Não só não nos preocupamos em que o nosso filho se torne uma ‘boa pessoa’ como até nos orgulhamos quando ele bate nos outros.”

Para resumir, eu tenho uma criança cabeça-no-ar. Qual é o plano de ataque imediato? “Perceber como é a vida dela, como ela se dá com os professores e os colegas, de que é que gosta mais, como aprende melhor, se precisa de ir dar uma volta antes de fazer os trabalhos ou prefere atacá-los logo. Perceber se há situações emocionais pontuais, uma mudança na escola, um problema em casa. E depois, ter calma e não a stressar como nós stressamos.”

Estamos a fazer demasiada pressão?

Será que a origem da falta de concentração deles é o nosso próprio stresse? “Às vezes, a nossa pressão sobre eles é que prejudica a concentração”, explica o técnico Vítor Cruz. “Eles estão tão conscientes das expectativas dos pais que desistem por vezes antes mesmo de tentar, porque têm medo à partida de não conseguir. Porque se alguém não faz qualquer coisa bem feita, não é porque não quer, não faz porque não sabe ou não consegue. Portanto, temos de descobrir a razão por trás disto.”

4 ideias Para Motivar

Segundo a Psicóloga Ana Manta, autora do livro ‘Filho, Presta Atenção’

1. Pôr um relógio de ponteiros na mesa dos trabalhos de casa, negociando um período de tempo para os fazer. Se terminar mais cedo, o resto do tempo é passado a praticar uma atividade de que a criança goste.
2. Ter tudo pronto para trabalhar: assim ela não tem de se levantar para ir buscar nada.
3. Criar um cartão em que os pais fazem uma rubrica de cada vez que os trabalhos forem feitos sem reclamar. Completado o cartão, ganham tempo para atividades com os pais.
4. Jogar jogos de tabuleiro com eles. É uma das melhores formas de treinar a concentração.

 

 

 

Venham +5 e podemos ser todos bons alunos

Março 20, 2017 às 12:02 pm | Publicado em Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt/ de 17 de março de 2017.

Métodos de estudo, dicas para controlar a ansiedade e ajuda para elaborar o currículo — tudo junto no mesmo blogue. É o Venham +5

Texto de Diana Barros

Venham +5 (segredos de estudante) é um projecto que promete dar solução às dores de cabeça de todos os estudantes. Criado pela mão de Soraia Rodrigues, é um blogue onde se podem ler dicas acerca de quais os melhores métodos de estudo, tirar dúvidas sobre as melhores formas para contornar a ansiedade e até ter ajuda personalizada para elaborar o currículo.

A ideia surgiu da experiência de Soraia ao ver a irmã enfrentar algumas dificuldades ao lidar com a pressão dos exames. Soraia explica que na altura idealizou “um projecto que ajudasse os estudantes nestas situações”, mas como não tinha capacidade para financiar um projecto físico decidiu criar algo online, “o que também me permitiu atingir um maior número de pessoas”, acrescenta.

O intuito do projecto não é substituir os gabinetes de apoio que já existem nas faculdades e escolas de ensino secundário, mas dar mais armas aos alunos para combaterem o insucesso escolar. Soraia explica a importância do Venham +5, alertando para uma realidade pouco conhecida: o insucesso tem mais impacto no abandono escolar a nível do Ensino Superior que as dificuldades económicas.

A formação de Soraia na área da psicologia deixou-a com uma ideia de quais as causas principais do insucesso escolar. “O insucesso escolar, numa frase precoce, é condicionado por três aspectos: a auto-eficácia que é a capacidade que temos de confiar nas nossas próprias capacidade é determinante, o factor comportamental e emocional também tem um papel relevante e por fim, o contexto familiar”, diz Soraia. Ainda que estes sejam os motivos do insucesso escolar numa fase precoce, podem influenciar o sucesso escolar em fases mais avançadas, Soraia acrescenta  “as experiências vividas na escola primária reflectem-se adiante no percurso escolar”.

Ler os textos disponíveis no blogue é gratuito, mas ter apoio personalizado ou orientação na construção de um currículo custa dinheiro. Soraia explica que o preço “nunca será tão caro como uma clínica de psicologia por exemplo” e acrescenta “estou a lidar com um público de estudantes, a maior parte não tem rendimentos, mas preciso de algum retorno”.

Contudo, os estudantes – quer do ensino secundário, quer do ensino superior – não são os únicos que beneficiaram da ajuda de Soraia, que também já chegou a quem se encontra desempregado à procura de trabalho. Saber o que colocar e não colocar no currículo, qual o modelo a adoptar e que competências sublinhar são dúvidas que vêm à cabeça de quem está a escrever o currículo e o Venham +5 pode indicar o melhor caminho.

Os planos para o futuro incluem a criação de um espaço físico no Porto, mas ainda falta dinheiro, para conseguir financiamento Soraia organizou uma campanha de crowdfunding. O dinheiro angariado na campanha vai servir “para poder ter um site mais trabalhado, organizado e traduzido em várias línguas e para conseguir criar o espaço físico”, explica Soraia. Divulgar o projecto não tem sido fácil, mas os comentários no blogue do Venham +5 já são alguns. “Falei com algumas associações de estudantes – e claro houve de tudo – umas responderam-me, foram receptivas e divulgaram o projecto e outras não se mostraram interessadas”, explica Soraia, mas acrescenta também que acredita que este trabalho de divulgação tenha que ser feito no campo, “ir a uma escola e explicar em que consiste o projecto.”

A psicologia de não dizer psicologia

Os textos do Venham +5 são o resultado de experiência pessoal e pesquisa de Soraia. “O enquadramento dos textos sou eu que escrevo, mas no caso específico de uma actividade para treinar determinada competência, vou buscar informações a fontes externas e referencio-as”, explica a fundadora do projecto.

A formação na área da psicologia também tem peso, mas Soraia prefere manter a palavra longe dos textos que escreve. “Tento sempre escrever os textos do ponto de vista da psicologia, mas oculto a palavra psicologia do meu projecto porque acho que ainda está muito estigmatizada”, explica.

Para Soraia, o fundo científico dos conteúdos do Venham +5 é muito importante, mas categorizá-los como apoio psicológico teria um efeito repelente para o público do seu blogue. “As pessoas ainda não vêm o apoio psicológico como uma necessidade básica.”

Para os de cá e para os que vêm

Além dos conteúdos já disponíveis no blogue, Soraia pretende alargar o Venham +5 a estudantes de Erasmus ou outros programas de mobilidade que venham para Portugal. O objectivo é facilitar a integração dos estudantes estrangeiros, quer na vida cotidiana da cidade, quer na vida académica, onde entraves linguísticos e falta de apoio personalizado podem ser barreiras à aprendizagem.

Soraia explica que o apoio vai ser, sobretudo, em duas vertentes: “pequenos livrinhos digitais que sirvam de introdução à vida académica e à vida na cidade: o preço de um café, como funciona a faculdade entre outras informações” e a criação de parcerias entre alunos da cidade e os que vão para lá estudar “vou contactar alunos que estão cá e já conhecem a cidade para poderem ajudar os outros”, explica Soraia.

 

 

 

Como incentivar o seu filho a estudar

Outubro 21, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://observador.pt/ de 5 de outubro de 2015.

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Ana Cristina Marques

Pouca vontade para estudar pode não ser uma questão de aprendizagem, antes falta de motivação. Para combater a inércia, reunimos alguns conselhos para pais e filhos.

“Não quero ir à escola” e “estudar é uma seca” são duas das frases mais temidas pelos pais. Em tempo de regresso às aulas, é importante saber como motivar os filhos a estudar e a empenharem-se mais. E como falar — ou, neste caso, escrever — é fácil, o espanhol El País reuniu um conjunto de conselhos com ajuda de David Calle, professor e autor do livro No te rindas nunca (Nunca te rendas) e da professora Cristina Conde, do site Pedagogía. Feitas as apresentações, estas são as ideias principais.

Desistir está fora de questão

A motivação está para a educação como uma folha quadriculada está para a matemática — uma não existe sem a outra. É por isso que a professora Cristina Conde salienta a ideia do reforço positivo: “O reforço positivo consiste em valorizar tudo aquilo que eles fazem bem e reconhecê-lo com frases como ‘muito bem’, ‘é isso’, ‘estás a melhorar muito’, ‘continua assim’.” E aponta o dedo: às vezes criticamos  e esquecemo-nos de dar a tradicional palmadinha nas costas (quando necessário).

É necessária uma nova forma de educar

A mesma professora esclarece que um dos motivos por que alguns alunos encaram as tarefas escolares sem motivação é o facto de assumirem os trabalhos como uma obrigatoriedade. Mais, é fácil perceber que, muitas das vezes, os mais pequenos estudam por motivos externos à sua aprendizagem ou de modo a evitar castigos: “É quando um aluno estuda com motivação intrínseca, ou seja, por ele próprio, que aprende de verdade.”

A isso acrescenta-se ainda a necessidade de uma outra forma de educar, com recurso às novas tecnologias — tablets, plataformas educativas ou jogos online –, ferramentas capazes de captar a atenção dos mais novos que ficam, assim, sujeitos a uma aprendizagem mais dinâmica e atraente. “Seja qual for a metodologia eleita, deve-se sempre procurar a participação dos alunos”, acrescenta Cristina Conde.

David Calle, por seu turno, lembra uma frase atribuída ao poeta William Butler Yeats — “educação não é encher um vaso, mas acender um fogo” — para explicar que aos professores cabe ensinar em período de aulas e são os pais, em casa, que devem acender as tais fogueiras do conhecimento.

“Os pais deviam ser a verdadeira entidade reguladora das escolas. Há pais que se anulam perante algumas atitudes muito pouco sensatas de professores, seja em relação aos trabalhos de casa, a comentários ou até estratégias pedagógicas. Não gosto de pais que se intrometem de forma abusiva na vida da escola, mas também parece grave que haja aqueles que se anulem. É importante que nós assumamos que a escola tem um tempo que deve ser gerido, no essencial, pelos professores e deve ter nos pais uma entidade reguladora fantástica.” Eduardo Sá em entrevista ao Observador, setembro de 2014”

O segredo também está na atitude dos pais

“Os pais devem ser exigentes, um equilíbrio entre serem firmes e carinhosos”, assegura Calle, explicando que repreender com afeto e respeito ajuda as crianças a tolerar o fracasso e a aceitar a crítica. O professor e escritor convida ainda os leitores de palmo e meio (mas não só) a refletirem sobre a seguinte frase: “Se os teus pais fossem os teus amigos, serias órfão.”

Já Cristina Conde aborda a falta de paciência de muitos progenitores e deixa-lhes uma última recomendação: pensem na forma como gostariam que lhes fossem explicadas as coisas, sobretudo considerando a idade dos filhos.

 

 

Sessão informativa “A escola em casa : estratégias de estudo com o seu filho” 25 de Outubro na Casa da Juventude de Odivelas

Outubro 19, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/events/1137704072984770/

3 técnicas simples para estudar e render mais

Março 18, 2016 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Os estudos costumam ser cercados de ansiedade e estresse. Como se organizar para estudar melhor? Um dado que parece claro na sociedade de hoje é que somos obrigados a “armazenar uma série de dados e de conhecimentos teóricos”, para obter um título, para escalar níveis e aspirar uma conquista pessoal e profissional determinada.

Entretanto, são poucos os currículos acadêmicos onde são incluídos o ato de ensinar os alunos a estudar, a saber gerenciar seu tempo, e, inclusive, a sua ansiedade. Todos nós já sofremos de estresse diante de uma situação de prova, e é comum que existam alunos que não saibam como enfrentar essas situações para poder demonstrar com efetividade todos os seus conhecimentos.

Em primeiro lugar, temos que ter claro que estudar não significa exclusivamente memorizar. As pessoas possuem essa capacidade de retenção, mas tendem a esquecer grande parte do que memorizam.

Só nos lembraremos daquilo que nos seja significativo, por isso é necessário estabelecer, primeiro, um nível de compreensão, de manejo da informação, de transformação, de forma que o que foi lido se instaure significativamente em nosso cérebro. Vamos ver melhor cada um dos passos.

1. Organização e planejamento do estudo
– É necessário estabelecer um horário. Saber quanto tempo você terá diariamente para realizar o seu estudo.

– Deve ser feita, também, uma escala de avaliação das matérias que sejam mais difíceis, dedicando mais tempo a elas.

– É imprescindível que, a cada dia, seja estabelecido também um tempo de descanso. Quando estudamos, é muito bom praticarmos algum esporte, como sair para correr, por exemplo.

– Você precisa ser realista, estabelecendo um horário que saiba que poderá ser cumprido.

2. Estratégias para cumprir o horário estabelecido
– Você deve compreender que o local que escolheu para realizar seus estudos deverá ser respeitado. Não deixe que amigos ou familiares lhe incomodem, não coloque coisas que o distraia, deixe o celular de lado e em silêncio.

– O normal é que se estabeleça momentos de 40 minutos. Nosso nível de atenção costuma baixar quando levamos três quartos de horas trabalhando, por isso você pode se organizar de 40 em 40 minutos, deixando 15 minutos de descanso entre eles.

– E o que fazer nesses 15 minutos de descanso, você vai se perguntar. Há três modos de relaxamento que serão muito úteis para recuperar novamente um bom nível de atenção. A primeira é olhar durante 10 minutos para alguma coisa que esteja a uma distância de 2 ou mais metros. Faça com tranquilidade, respirando suavemente, relaxando…

Depois, relaxe os músculos da sua cabeça, eleve suas sobrancelhas umas cinco vezes, mantendo-as alguns segundos tensionadas, depois relaxe. A terceira forma de relaxamento é bem simples. Basta respirar profunda e lentamente, durante dois minutos. É muito fácil e você irá recuperar a energia imediatamente.

3. O método L.S.E.R.M
Trata-se de um método fácil que nos ajudará a conseguir uma aprendizagem muito mais significativa, distanciando-se da simples repetição para memorizar.

L= Ler

O primeiro passo para o estudo é realizar a leitura do texto que deverá ser apreendido. É uma leitura exploratória e, depois, compreensiva. Precisaremos entender o que o texto nos diz, e refletir um pouco sobre o que ele nos deseja transmitir.

S= Sublinhar

Um clássico. Todos nós o fazemos, mas fazemos bem? Há quem sublinhe tudo, ou quem não sabe identificar o que é importante no texto. Assim, a leitura prévia é essencial. Se você não sabe o que sublinhar, o que podemos fazer é estabelecer perguntas. Diante de cada parágrafo, pense em uma pergunta e sublinhe qual poderia ser a resposta. O sublinhado deve nos dar, numa simples olhada, a informação realmente importante.

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E = Esquematizar

Você sabia que a memória registra melhor os desenhos do que as palavras? Se organizarmos a informação em um esquema, a lembrança será muito mais rápida e significativa. O esquema é uma técnica perfeita que permite a representação gráfica do resumo do texto, para que, só dando uma olhada, possamos ver o conteúdo e a organização das ideias do material de estudo.

R = Resumir e Repassar

É preciso ter claro que um bom resumo não deve superar 30% do total do texto. Precisaremos refletir somente as ideias importantes com as nossas próprias palavras, demonstrando que entendemos o tema. Não use trechos do texto, expresse-o de forma que o resultado seja inteiramente seu.

Depois disso, revise. Fale em voz alta, diga o que entendeu, reforce a informação com dados que possam estar faltando.

M = Memorizar

É o último passo, mas por ter realizado com êxito os anteriores, deverá ser fácil lembrar-se de tudo o que trabalhou. A finalidade é criar dados significativos. Se começarmos a querer memorizar desde o começo da primeira leitura, será um esforço exagerado e, no dia seguinte, não lembraremos de quase nada.

O melhor é memorizar um pouco a cada dia; olhe os seus esquemas, seus resumos, fale em voz alta, memorize de forma que o que introduzir em sua memória lhe seja familiar e útil.

Revista Pazes – 4 de março de 2016

Sessão informativa “A Escola em Casa: Estratégias de Estudo com o seu Filho” em Odivelas

Fevereiro 19, 2016 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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odivelas

No dia 23 de fevereiro, das 18:00h às 19:00h, irá decorrer na Casa da Juventude em Odivelas, a sessão informativa “A Escola em Casa: Estratégias de Estudo com o seu Filho”, no âmbito do Gabinete Orienta-te!

Destina-se a pais, educadores, professores, associações de pais e outros elementos com especial interesse nesta matéria.

A entrada é livre, mediante inscrição prévia.

Para mais informações e inscrição, basta contactar o Setor da Juventude, através do nº telefone: 21 932 04 80 ou email: juventude@cm-odivelas.pt

https://www.facebook.com/Casajuventudeodivelas/?fref=nf

 

Criar hábitos de estudo – artigo de Mário Cordeiro

Fevereiro 3, 2016 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Mário Cordeiro publicado no i  no dia 26 de janeiro de 2016.

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As crianças devem ser autónomas no seu quotidiano, designadamente no estudar. Todavia, ensinar, apoiar e estar disponível não é “fazer a papinha” mas sim ajudar os filhos, precisamente, a adquirirem essa autonomia.

Uma das tarefas mais difíceis para um pai é convencer um filho a estudar e a criar hábitos de estudo.

Estudar é muitas vezes visto como um frete porque a questão é mal apresentada – não se estuda para passar nos exames, mas sim para conseguir um dos maiores objetivos do ser humano: o aperfeiçoamento, que dá gozo, prazer, é estimulante, criativo e torna-nos mais livre, porque nos permite mais soluções e opções. Se estudar for assim visto, as crianças estudarão com gosto, pese algumas matérias serem mais interessantes do que outras, ou a criança ter mais apetência para umas ou outras.

Um outro desafio que se apresenta aos pais é explicar aos filhos que estudar não é uma “seca”. Mas… será possível tornar o estudo divertido?

É. É possível, desde que se ensine (e se aprenda), desde muito cedo, a ser organizado e metódico, e que uma pessoa será tanto melhor estudante, no sentido lato do termo, e como ser humano, se for completa, eclética e pluripotencial. A tarefa começa, pois, no infantário! Se o estudo for visto como um desafio, como um jogo em que se pretende saber mais, para constatar que menos se sabe e que mais há para aprender, então as crianças gostarão de estudar, mesmo que estejamos perante um paradoxo. É verdade que é um paradoxo, mas um paradoxo gostoso, porque substitui o «só sei que nada sei», num «vou sabendo mais, mas sabendo que há muito mais para saber do que eu pensava». Pelo contrário, se o estudo for visto como um trabalho forçado que visa apenas os quadros de honra ou “ter 5 por ter 5”, então ninguém estudará com interesse.

Os pais devem, assim, ensinar os filhos a ser metódicos e organizados, rigorosos e exigentes consigo próprios, mas a darem o melhor de si e não a compararem-se com os outros ou a serem bons para eles, pais, poderem dizer que têm um filho no quadro de excelência ou de honra, ou seja lá o que for. O bom planeamento está em ver qual a matéria, dividi-la, racioná-la, estabelecer objetivos e ver qual a melhor estratégia para os atingir. É bom todos os dias ler a matéria que foi dada (20 minutos serão o suficiente), não como forma de estudo mas para “puxar” a matéria que foi dada de manhã novamente para o consciente, ir tendo uma ideia, passo a passo, do que se vai dando, e na altura dos testes será muito menor o esforço e mais fácil o estudo, sem ter de prescindir de tudo o resto.

Alguns alunos podem precisar de espaços de calma e vocacionados para estudar, quando os pais e a escola não lhes ensinaram a metodologia do ensino/aprendizagem. Todavia, creio que explicações, no sentido de “mais do mesmo”, é pura perda de tempo e de dinheiro, entedia as crianças, enfurece os pais e desilude os explicadores. Uma criança, desde pequena, deve adquirir autonomia no estudo, o que não quer dizer que os pais não estejam sempre lá para apoio final, revisões, perguntas avulsas, ensinar pequenos truques, averiguar fragilidades, desdramatizar stresses… mas o estudo deve ser pessoal, com boas condições, sem televisão, playstations ou o que seja a interferir e a distrair. Será que os próprios pais sabem ter momentos de calma, rigor e objetividade assim?

Voltarei um dia destes ao tema, com os inefáveis TPCs e os exames. Até lá, estimulem a autonomia dos vossos filhos, mas não se esqueçam que autonomia não é deixar desamparados, é deixar errar para corrigir, é apoiar, é estar disponível e presente, é fazer “sabatinas” e perguntas, sem stresse. Somos pais. Sem sermos “galinhas” temos de estar ao lado das nossas crias. Só assim poderão crescer, ter gosto pelo aperfeiçoamento e pelo saber. Autonomia anda a par e responsabilidade. Direitos andam a par de deveres… mas voltaremos ao tema Educação… porque é pano para mangas. Uma boa semana!

 

 

 

 

 

Workshop “Como Motivar o meu Filho para o Estudo”

Setembro 23, 2015 às 9:10 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Red Apple

Porto: 26 de Setembro Lisboa: 3 de Outubro

As horas de estudo e dos trabalhos de casa são quase sempre uma dor de cabeça para pais…porque será? Porque perdemos facilmente a paciência e tornamos os fins de dia tão turbulentos? Ficará a relação pais /filhos prejudicada por esta luta diaria? Será que por algum momento nos lembramos que a auto-estima das nossas crianças deverá sempre sobrepôr-se às notas escolares. Afinal que memórias queremos que os nosso filhos guardem da escola? Já pensaram nisso? Neste workshop vamos trocar experiências e vamos partilhar estratégias divertidas para ajudar e motivar os filhos para o estudo e transformar um momento temido num momento divertido! Sim é possível!

mais informações:

http://www.red-apple.pt/index.php/-workshops/268-motivarestudo

 

Menino sem-abrigo que estuda à luz do McDonalds ganhou bolsa de estudo

Julho 13, 2015 às 10:08 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 12 de julho de 2015.

Joyce Torrefranca

O menino que se vê na fotografia tem apenas nove anos. Chama-se Daniel Cabrera, vive nas Filipinas e é um bom aluno. A família não tem casa e por isso todos os dias aproveita a luz de um restaurante McDonalds e com um pequeno banco ergue o seu pequeno escritório na rua, onde faz os trabalhos de casa.

Joyce Torrefranca, uma aluna de Medicina que vive na mesma cidade filipina, Mandaue, passou por Daniel e não resistiu a tirar uma fotografia ao menino, que partilhou na sua página de Facebook. “Fiquei inspirada por este miúdo” escreveu, nunca pensado que o seu post teria mais de 9 mil partilhas até agora (continuam a aumentar).

A imagem correu mundo e gerou-se uma onda de solidariedade em torno de Daniel. Resultado: conseguiu angariar dinheiro para uma bolsa de estudo para o menino. Até a polícia local se juntou para comprar alimentos e outros bens de necessidade para Daniel e a sua família.

“Nunca pensei que uma fotografia fizesse tanta diferença. Obrigada a todos por partilharem a imagem. Com isso, fomos capazes de ajudar o Daniel a alcançar os seus sonhos. Espero que a história de Daniel continue a sensibilizar os nossos corações para que sejamos sempre inspirados e motivados em todas as situações que enfrentarmos nas nossas vidas”, escreveu entretanto Joyce.

 

 

 

 

Criança que estuda na rua comove o Mundo

Julho 9, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 1 de julho de 2015.

Foto Facebook

Daniel aproveita a luz da rua para estudar, porque não tem eletricidade em casa

C.L.

É mais uma imagem a dar a volta ao planeta pelas redes sociais. Um menino que não tem eletricidade em casa, aproveita a da rua para estudar. Um exemplo de força quando não se tem quase nada.

A imagem foi publicada na página de Facebook de Joyce Gilos, que disse sentir-se inspirada pelo menino, que se chama Daniel. A partir daí, sucederam-se as partilhas e o caso chegou à Imprensa.

Daniel foi fotografado numa rua de Cebú, nas Filipinas, um país onde 17% da população não tem acesso à rede de eletricidade, segundo dados de 2010 do Banco Mundial.

Ao jornal “El Comercio”, Joyce Gilos disse que “como estudante, ele foi uma inspiração para trabalhar mais. Tenho a sorte de os meus pais me terem podido mandar para a escola. Eu vou estudar para cafés. Este menino mexeu comigo”.

 

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