Os pais devem estudar com os filhos: sim ou não?

Abril 8, 2018 às 6:33 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do https://www.noticiasmagazine.pt/ de 2 de abril de 2018.

O terceiro período está a chegar e é decisivo para o sucesso escolar dos seus filhos. Ver o desastre iminente e não fazer nada é difícil, mas devem os pais ajudar os miúdos a fazer os trabalhos de casa e estudar com eles para os testes ou deixá-los por conta própria? A resposta pode resumir-se com um «no meio está a virtude», sendo certo que esse meio-termo nem sempre é fácil de encontrar.

Texto de Sofia Teixeira | Ilustração de Sérigio Condeço/WHO

Andreia Reis senta-se algumas vezes por semana ao lado de Tomás, de 6 anos, para supervisionar os trabalhos de casa. Tomás ainda tem poucos trabalhos e a mãe costuma deixar que ele escolha quando quer fazê-los, tentando apenas que não adie demasiado.

O pequeno é despachado e a mãe acompanha-o lendo o que é solicitado e pedindo uma correção aqui e outra ali, sobretudo para o incentivar a melhorar a letra. O filho entrou no primeiro ciclo e a única dificuldade que Andreia lhe deteta é a de conseguir ficar sentado.

«Sempre tive uma imagem muito idílica do início da escola, dele a fazer os trabalhos comigo ao pé e tudo a correr muito bem. Mas a verdade é que às vezes eu própria fico impaciente, porque ele está sempre a querer levantar-se, não se concentra, arranja mil e uma desculpas para dispersar a atenção.»

Até ver, e apesar da agitação na altura de fazer os trabalhos, o filho está a sair-se bem. A mãe gosta de puxar por ele de forma lúdica: «Sentamo-nos à mesa e leio um livro com ele, fazemos jogos de palavras, brincamos com os números, fazemos contas de cabeça. Acho que isso vale mais do que estar sentado a escrever “P” e “L” vezes sem conta.»

O apoio que é necessário ou desejável por parte dos pais no que respeita ao estudo tem uma relação direta com a idade e com a maturidade: a autonomia na realização de qualquer tarefa é um processo gradual que, de início, tem de ser ensinado e treinado.

«Tal como uma criança não aprende a arrumar o quarto se não for ensinada e ajudada, o mesmo acontece com o estudar», defende Magda Gomes Dias, formadora certificada na área da inteligência emocional, educação positiva e coaching e conhecida pelo blogue Mum’s the Boss.

«É natural que quando a criança começa a escola ainda não saiba como fazer isso, pelo que é importante ajuda, de forma a criar bases de estudo, organização e disciplina.» Ou seja: ajudar nos estudos faz sentido antes de lhes ensinarmos estas competências, mas também é importante perceber quando é altura de parar. «Quando as competências estão apreendidas, devemos assumir que é responsabilidade deles», explica a coach.

Como em quase todos os temas que envolvem a educação dos filhos, há alguns extremos. Num deles, os pais que chegam a casa e veem todos os dias com os miúdos o que eles deram na escola, vigiam os TPC, ajudam a fazer trabalhos que contam para a nota e estudam com eles para os testes.

A estes, há quem chame os pais-helicópteros, aqueles que estão sempre a girar em torno dos miúdos e que frequentemente, com a melhor das intenções, acabam por lhes comprometer a capacidade de ser autónomos.

Por outro lado, há os que se distanciam e declaram: «Eu já fiz a escola, agora esse é o teu trabalho, eu também tenho o meu.» E a estes há quem chame desleixados e os responsabilize pelo insucesso dos miúdos.

Como aconselha o bom senso, é no meio-termo que está a virtude: não é benéfico assumir as responsabilidades deles, mas é importante acompanhar, perceber as dificuldades e motivar.

«Todo o apoio deve ser pensado para não pecar por excesso, o que provoca um alhear dos alunos no processo porque há sempre alguém a ajudar, nem por défice, fazendo o estudante sentir-se desamparado», defende Renato Paiva, diretor da Clínica da Educação e da Academia de Alto Rendimento Escolar WOWSTUDY, autor de vários livros sobre o estudo dos mais novos. Ainda assim, o autor defende que estudar com eles ou ajudar a fazer os TPC, passada a fase de adaptação à escola, não é boa opção.

«Os pais podem ser um auxílio em alguma dúvida, dar orientação, mas nunca serem companheiro de estudo. O estudo é, e deve ser, um ato individual que depois se socorre de auxílios, como o livro, a calculadora, a internet ou os pais», defende o autor.

Não só porque é necessário fomentar desde cedo a autonomia no estudo, como por razões de ordem mais prática: «Os pais não sabem todas as matérias nem são capazes de acompanhar todos os anos. Além disso, não é só preciso saber da matéria, mas também saber explicar de forma correta.»

A segunda atitude, de «não querer saber», defende que já esbarra no desleixo, porque a autonomia é, antes de mais, dar condições para o desenvolvimento dessa mesma autonomia.

E isso passa pela necessidade inicial de algum apoio e, sobretudo, pelo interesse.
Marta Simões, mãe de Diogo, de 11 anos e Joana, de 9 anos, alinha neste equilíbrio. «Eles sabem que a responsabilidade é deles e a minha participação funciona como uma “supervisão”.»

Diogo e Joana fazem os TPC sozinhos, mas sabem que podem tirar dúvidas com a mãe, que está sempre por perto, e em relação ao estudo gostam apenas que a mãe lhes faça perguntas sobre a matéria. «Opto sempre por lhes pedir que estudem sossegados no quarto, e quando acharem que já estão preparados tiro uma hora para estar com eles a fazer perguntas.»

Até hoje tem dado bons resultados e funcionado bem, são os dois responsáveis e bons alunos. Marta está ciente que de futuro não vai poder tirar-lhes dúvidas nem estudar com eles, à medida que o nível de exigência for subindo, mas acredita que, até lá, conseguirão adquirir em pleno os métodos e os instrumentos necessários para a sua autonomia e, um dia, o papel dela vai acabar por passar para os colegas dos filhos.

Os pais mais zelosos estão a ser bem intencionados, mas nem sempre estão a seguir o melhor caminho. Fazer os resumos para os filhos, por exemplo, pode parecer uma ajuda, mas é na realidade complicar-lhes a vida, pelo menos a médio prazo.

«Entendo o objetivo – que é poupar algum trabalho aos filhos para eles poderem brincar ou fazer outras coisas –, mas é estar a tirar-lhes a melhor forma que têm de aprender: resumir é mais de cinquenta por cento da aprendizagem, se os pais assumem essa tarefa, estão a tirar à criança a capacidade de aprender por ela própria», explica Magda Gomes Dias, Maria João Tavares está familiarizada com essa teoria, mas não concorda com ela.

Perante a desmotivação da filha Estela, de 10 anos, que está numa fase em que acha a escola uma seca e não gosta de estudar, acaba por se sentar junto dela para a ajudar a fazer resumos, sobretudo ao fim de semana. «Os TPC faz sozinha, mas o estudo tenho sempre de acompanhar, não tem motivação para o fazer sozinha.»

Nunca equacionou deixar a filha por sua própria conta, de forma a confrontá-la com a necessidade de estudar mais porque entende que ela com 10 anos ainda não tem maturidade para isso.

«Não receio criar uma dependência, um dia irá estudar sozinha: todos temos ritmos diferentes. Procuro encontrar formas de a motivar e acho que não devo desresponsabilizar-me», diz Maria João, que entretanto pôs também a filha num centro de estudos três tardes por semana.

Renato Paiva garante que uma das principais questões dos filhos é a do sentido da escola. «Há muitos alunos que não perceberam para que serve a escola. Porque devem estudar Físico-Química, ou Filosofia, ou Matemática se o interesse deles é outro», já os pais, garante, esperam demasiado desta.

«Delegam na escola grande parte do trabalho. Em parte com razão, mas também têm uma responsabilidade inerente da qual não devem alhear-se.» O tal meio-termo, tantas vezes difícil de alcançar.

A motivação é, de resto, um dos aspetos essenciais da relação dos miúdos com a escola e, muitas vezes, as dificuldades são consequência da sensação que têm de que aquilo que estão a aprender não serve para nada. Mas o que podem os pais fazer para combater isto?

«A motivação é uma porta que abre por dentro», diz Magda Gomes Dias. «Não consigo motivar ninguém que não queira ser motivado, mas é importante interessar-me e tentar ajudar a tornar a matéria interessante integrando-a, quando é possível, no dia-a-dia: ir dar um passeio para ver onde o escritor escreveu aquele livro, procurar um filme relacionado com a matéria e vê-lo com os miúdos», exemplifica.

Já as coisas abstratas, não integráveis no dia-a-dia, mas que têm de ser sabidas, permitem, de acordo com a coach, outra aprendizagem – penosa, mas importante: a do espírito de sacrifício, que vamos ter de usar tantas vezes pela vida fora.

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.

 

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5 técnicas de estudo recomendadas por Harvard

Agosto 3, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.educacionyculturaaz.com/

Qué estudiante nunca quiso estudiar un libro por ósmosis? Lamentablemente no existe una solución mágica para aprender algo en un segundo. Pero sí existen técnicas y consejos para que el tiempo que le dedicás al estudio te rinda de verdad.

Las pruebas y los exámenes son de las cosas más temidas en la vida académica de los estudiantes. Son un verdadero mal necesario que precisan de mucha dedicación y estudio para salir con éxito. Conoce los 5 mejores consejos que sí funcionan a la hora de ponerte a estudiar.

Lejos de ser un método universal, los siguientes consejos si funcionan mejor que otros. Forman parte de un nuevo libro de Peter C. Brown, Henry L. Roediger III y Mark A. McDaniel, de la prestigiosa Universidad de Harvard. Se titula “Make It Stick: the Science of Succesful Learning”, y se focaliza en la manera de aprender y cómo retener los datos importantes que tarde o temprano necesitaremos. Los responsables del texto condenan técnicas como el subrayado, destacar con colores fluorescentes y la repetición sin parar, como técnicas inútiles y contraproducentes. A cambio, señalan las siguientes recomendaciones como 100% efectivas:

1.Toma apuntes a mano

Si, ya sabemos que escribir en tu laptop, en tu Tablet o en tu celular es mil veces más rápido. ¿Pero adiviná qué? Los especialistas de Harvard aseguran que ese tiempo extra que te lleva escribir a mano, influye en qué tanto logras retener el conocimiento. Al escribir con lápiz y papel demoras más pero te obliga a reflexionar sobre lo que escribes en la página. Esa primera instancia te ayuda a pensar y visualizar la información; por el contrario, cuando solo traspasas la información a tu dispositivo electrónico no la analizas mientras lo haces.

2. Dedica tiempo a estudiar varias materias a la vez

Tienes que aprender a organizarte de manera que consigas aprender diferentes asignaturas al mismo tiempo. Los autores aseguran que esta manera de estudiar, alternando entre una materia y otra, favorece la retención y facilita la comprensión de lo leído. Al principio puede hacerte pensar que estudiaste menos de lo que realmente estudiaste, pero te llevarás una grata sorpresa cuando te des cuenta de lo efectivo de este método.

3.Deja pasar tiempo entre tus horas de estúdio

Aprender todo en una sesión eterna de 9 horas seguidas no sirve. Esa información desaparecerá días u horas después del examen. Para retener lo aprendido, tienes que dejar pasar un par de horas en tus momentos de estudio para dejar reposar la información y evitar el atracón innecesario.

4.No leas las cosas mil veces

No te confundas: pasar horas y horas releyendo un mismo libro de texto no te grabará las líneas en el cerebro. Es mejor dedicar menos tiempo a la lectura y más al recuerdo mental; de esta manera podrás enfocarte en la retención y lo recordarás luego.

5.Enfréntate a desafíos

Estudiar siempre ejercicios sencillos y conocidos puede ser más cómodo, pero la verdadera manera de aprender es cuando te ves obligado a resolver un problema o responder una pregunta nueva. De este modo facilitarás posteriormente el aprendizaje. Para ello es muy útil estudiar en grupo para realizarse mutuamente preguntas para recordar lo aprendido.

Fuente: El Confidencial

 

 

Preparar os exames nacionais com o Ensina

Junho 22, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação, Recursos educativos, Site ou blogue recomendado, Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do blogue http://blogue.rbe.mec.pt/ de 20 de junho de 2017.

O Ensina oferece um conjunto de recursos que podem ajudar o estudante a compreender melhor a matéria. Biografias de autores, documentários históricos, infografias ou comentários de especialistas são uma mais-valia para quem se prepara para um dos momentos mais importantes do ano letivo.

No RTP Ensina encontra recursos para diversas disciplinas que podem ser úteis durante todo o ano e numa altura de exames ainda mais.

Não esquecer que para além de ser relevante conhecer as matérias é importante descansar e saber estudar para tirar o máximo rendimento desse trabalho… Depois é aproveitar os recursos que estão disponíveis, entre outras, nas seguintes disciplinas:

História

Português

Geografia

Ciência

Artes

Filosofia

Texto replicado da fonte com pequenas alterações.

 

 

Época de exames – 7 dicas para acalmar os nossos filhos

Junho 21, 2017 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do site http://uptokids.pt/ de 16 de junho de 2017.

A época de exames já começou para muitos alunos. Dos mais novos aos mais velhos todos estudam, todos se preparam para prestar provas sobre o que aprenderam

Muitos pais já se esqueceram do que sentiram quando eles próprios passaram por isso, outros não sabem como ajudar nesta fase.

Para mim, como irmã de uma finalista do 12º ano, acho que há coisas básicas que todos podemos fazer e que por vezes são suficientes para que os nossos “alunos” se sintam mais calmos.

– Desdramatizar. Por mais importantes que os exames sejam, por mais ponderação que tenham na nota ou até na média, é preciso não fazer um bicho de sete cabeças – um exame é, no fundo, uma recapitulação do que foi dado. E eles estiveram nas aulas. Estudaram.

– Aceitar as suas dúvidas. É natural que elas existam e podemos orientá-los sobre como conseguir ultrapassá-las. Muitas vezes eles precisam de se sentir acompanhados, apenas isso.

– Ser companheiros no que respeita a espantar os nervos. Trocar experiências, dar dicas, fazer com eles exercícios de relaxamento ou simplesmente ajudá-los a encontrar uma forma de fazer uma pausa no meio de tanto estudo.

– Valorizar o que nos dizem. Por mais que achemos descabido, devemos ouvir. Desabafar é essencial para nos ouvirmos a nós próprios, porque expressamos os nossos pensamentos em voz alta. Sistematizar o que sentem pode ser a chave para que entendam onde precisam de trabalhar mais ou por qaue motivo estão a ter mais dificuldades numa matéria que noutra.

– Ter muita paciência.

– Não deixar os nossos próprios nervos transparecerem. Eles já têm os deles e basta.

– Ir acompanhando, mas dar-lhes espaço. Não fazer perguntas a toda a hora (já estudaste? Não devias estar a estudar? Como assim vais ter com os teus amigos com o exame daqui a 144 horas???), não exigir que eles tenham as respostas todas na ponta da língua.

É uma fase que é ansiada o ano todo e que passa num instante. Pode ser determinante para a definição do futuro deles, como pode também significar ficar mais um ano à espera.

Vejam as férias à espera no fundo do túnel.

Os miúdos vão ser capazes e vocês também!

Marta Coelho

 

 

 

‘Plano de ataque’ para crianças com falta de concentração

Abril 3, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto da http://activa.sapo.pt/ de 20 de março de 2017.

Sentam-se à frente do livro e… nada. Daí a cinco minutos, não se lembram de patavina. Os pais inquietam-se, os professores desesperam. Mas são as crianças as mais perdidas nisto tudo.

Quase todos os pais se queixam do mesmo: “Ai o meu filho é tão cabeça no ar… Ele até podia ter boas notas, mas não consigo que se concentre.” Uma das causas da falta de concentração é óbvia: eles têm, basicamente, muito mais distrações do que nós tínhamos. “Recebem tanta informação visual desde que nascem que o seu cérebro não está preparado para a gestão de tantos estímulos”, explica a psicóloga Ana Manta, no livro ‘Filho, presta atenção’ (Clube do Autor). “De certa forma, podemos dizer que as estamos a ‘deixar loucas’. O mais natural é que a sua capacidade de concentração se disperse para dar atenção a tanta coisa, não conseguindo focar-se no mais básico.” Paralelamente, há a valorização de um conjunto de competências que não são as mais importantes para o desenvolvimento das crianças. “É mais importante uma criança saber respeitar as regras de um jogo do que saber escrever o nome dos familiares aos 4 anos.” Mas a maioria de nós valoriza sobretudo as competências ‘escolares’.

Ou seja, muitas vezes não é que a criança não esteja concentrada: ela está é concentrada noutras coisas. “O número de solicitações tem um lado positivo, que é a diversidade de experiências”, nota Vítor Cruz, técnico de reabilitação e desenvolvimento especial do SEI (Centro de Desenvolvimento e Aprendizagem). “Mas se não for bem gerido arrisca-se a tomar conta de toda a vida da criança, que se perde em atividades muitas vezes sem interesse. Claro que este controlo é difícil de concretizar, mas é um dos desafios de hoje não só para os pais mas para a sociedade em geral, porque todos nós estamos a contribuir para que as crianças sejam mais superficiais e mais consumistas, para que se percam em coisas sem interesse. Está na nossa mão ajudar a travar isto.” E como? “Não é preciso nem desejável controlar tudo e estar sempre em cima, mas sim encontrar um equilíbrio através de horários e responsabilização da criança.”

Desconcentrado ou hiperativo?

Como distinguir se uma falta de concentração é ‘normal’ ou se há outros problemas por diagnosticar? Pode existir uma causa neurológica ligada ao défice de atenção. Mas saber se uma criança é hiperativa só se consegue com a ajuda de um técnico. “As crianças estão hoje mais agitadas, mas nem todas precisam de Ritalina [medicamento à base de metilfenidato usado para o Déficit de atenção e hiperatividade]”, afirma a pedopsiquiatra Ana Vasconcelos. “Esta agitação dos miúdos tem de ser contextualizada globalmente. Há hoje em dia uma insatisfação geral em que as pessoas julgam mais do que compreendem. Pensamos muito mais depressa e acabamos por desenvolver recursos motores para lidar com isto: há tantos estímulos visuais que o corpo tem de se mexer. É o caso daquelas pessoas que estão sentadas numa reunião mas não param de mexer o pé ou bater com a caneta na mesa. E as crianças também se tornam mais agitadas.”

Há uma lógica social por trás disto: a sociedade de consumo e de concorrência, em vez de nos orientar o cérebro para a paz, faz com que estejamos sempre na defensiva, ou seja, o cérebro é muito menos capaz de estar sossegado a aprender qualquer coisa. E isto passa para os miúdos? “Claro que passa. Os miúdos têm de ter positivas à força, os professores têm cada vez mais alunos e portanto têm menos paciência, os pais pressionam, e tudo se conjuga para que se procurem as soluções mais fáceis, como a Ritalina. Que também não é nenhum papão, há casos em que de facto ajuda.”

A partir de quando é que a receita? “Eu costumo pedir uma análise aos neurotransmissores. Mas o mais importante, quando se toma uma droga, é que as pessoas sejam donas dos seus efeitos, ou seja, a toma de uma droga tem de ser feita com consciência. Todos percebemos se um medicamento nos está a ajudar ou não. Tenho colegas que medicam ‘para despachar’. Mas a hiperatividade não é uma doença, é um sintoma de que algo não está ajustado como deveria. É como a crise (risos). É fundamental que se saiba o que andamos a fazer e porquê.”

Aprender a ensinar melhor

Ora então, se o meu filho não é hiperativo, vamos saber que outras coisas podem estar a correr mal. Às vezes eles estão simplesmente… cansados. E desmotivados. Por volta dos 10 anos, a curiosidade da infância já foi destruída. “Na maior parte das vezes, estamos a ensinar à criança coisas que ela não quer aprender e que não percebe porque é que tem de aprender. É estar a remar contra a maré”, nota Vítor Cruz. “O esforço intelectual é muito desgastante, e além disso raramente este esforço é feito de maneira divertida e integrada no quotidiano. Se houvesse possibilidade de a criança aprender indo ao supermercado com os pais, lendo qualquer coisa para a mãe ou mesmo vendo televisão, em vez de sentada e quieta, a aprendizagem seria mais efetiva, porque o nosso cérebro aprende mais pela experiência do que passivamente. Essa aprendizagem não é uma perda de tempo. E não é por estar sentado duas horas com o manual de matemática que ele vai aprender efetivamente.”

Os TPCs exaustivos não ajudam. “Mas tudo pode ser discutido, podemos encontrar um consenso. Perpetuam-se muitos comportamentos só porque sempre foi assim, sem se pensar se estão ou não a ser efetivos. Mas há muitos professores abertos à mudança. Portanto, com boa vontade, até se pode chegar a um acordo.”

O que os pais podem fazer: em vez de os massacrar com mais aprendizagens sentadas, tirá-los de casa e tentar que haja mais atividades ao ar livre, por exemplo. “Aprende-se imenso a jogar à bola, que é a vida experienciada e não memorizada, mas nós não consideramos isso uma competência”, explica Vítor Cruz. “Aprende-se sempre mais pelo fazer do que pelo ouvir, temos de nos lembrar sempre disso e sempre que possível, incorporá-lo na vida da criança. Agora, quando a criança apenas faz mais do mesmo, que é ficar sentada à mesa, por um lado estamos a negligenciar a experiência corporal e a nossa ligação com o mundo, e por outro esquecemos o ditado ‘mente sã em corpo são’. Como podemos aprender se somos frágeis, temos pouco oxigénio e músculos pouco desenvolvidos?”

Menos telemóveis e mais recompensas

Lembra-se dos tais ‘muitos estímulos’ e da forma como se podiam controlar? Até podemos achar que isso dá muito trabalho: mas o importante é ir com calma.

“Fez-se um estudo em que algumas crianças foram privadas de ir à Internet durante um dia”, conta Vítor Cruz. “Tiveram comportamentos de medo, de insegurança e de privação. Depois, uns foram fazer os trabalhos, outros foram ler, outros procuraram outras atividades. Portanto, o facto de ter menos net, menos telemóveis, etc., obriga a procurar alternativas.” O segredo para isto funcionar: não ser radical. Se proibir a net durante a semana toda, isto não vai funcionar. Mas se o fizer durante duas horas, talvez eles encontrem mais com que se entreter.

Outra via, algo polémica, é a da recompensa: “Podemos dizer ‘se tu fizeres isto, tens aquilo’. Isto é estar a comprá-los? Não é: ficamos todos a ganhar. O prémio pode ser imediato, mas se ele aprender, é uma mais-valia para o futuro. Eles devem aprender apenas por aprender? Isso é muito bonito mas não faz sentido. Pense lá: quantos de nós trabalham sem serem pagos? Se nós não trabalhamos de graça, a criança também pode ser recompensada, e quanto mais novas são, maior a necessidade deste reforço imediato, para vincular a recompensa à ação.” Se já a está a dizer ‘ai comigo ninguém fez isso’, tem muita razão. Mas também o mundo deles é muitíssimo diferente do que foi o nosso. “Se eu não conseguir colocar-me no lugar do meu filho, não vou perceber as dificuldades dele. Isto é um desafio tremendo. Assim como ensinar-lhes a eles a pôr-se no lugar dos outros. Valorizamos muito a inteligência escolar e muito pouco a emocional. Não só não nos preocupamos em que o nosso filho se torne uma ‘boa pessoa’ como até nos orgulhamos quando ele bate nos outros.”

Para resumir, eu tenho uma criança cabeça-no-ar. Qual é o plano de ataque imediato? “Perceber como é a vida dela, como ela se dá com os professores e os colegas, de que é que gosta mais, como aprende melhor, se precisa de ir dar uma volta antes de fazer os trabalhos ou prefere atacá-los logo. Perceber se há situações emocionais pontuais, uma mudança na escola, um problema em casa. E depois, ter calma e não a stressar como nós stressamos.”

Estamos a fazer demasiada pressão?

Será que a origem da falta de concentração deles é o nosso próprio stresse? “Às vezes, a nossa pressão sobre eles é que prejudica a concentração”, explica o técnico Vítor Cruz. “Eles estão tão conscientes das expectativas dos pais que desistem por vezes antes mesmo de tentar, porque têm medo à partida de não conseguir. Porque se alguém não faz qualquer coisa bem feita, não é porque não quer, não faz porque não sabe ou não consegue. Portanto, temos de descobrir a razão por trás disto.”

4 ideias Para Motivar

Segundo a Psicóloga Ana Manta, autora do livro ‘Filho, Presta Atenção’

1. Pôr um relógio de ponteiros na mesa dos trabalhos de casa, negociando um período de tempo para os fazer. Se terminar mais cedo, o resto do tempo é passado a praticar uma atividade de que a criança goste.
2. Ter tudo pronto para trabalhar: assim ela não tem de se levantar para ir buscar nada.
3. Criar um cartão em que os pais fazem uma rubrica de cada vez que os trabalhos forem feitos sem reclamar. Completado o cartão, ganham tempo para atividades com os pais.
4. Jogar jogos de tabuleiro com eles. É uma das melhores formas de treinar a concentração.

 

 

 

Venham +5 e podemos ser todos bons alunos

Março 20, 2017 às 12:02 pm | Publicado em Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt/ de 17 de março de 2017.

Métodos de estudo, dicas para controlar a ansiedade e ajuda para elaborar o currículo — tudo junto no mesmo blogue. É o Venham +5

Texto de Diana Barros

Venham +5 (segredos de estudante) é um projecto que promete dar solução às dores de cabeça de todos os estudantes. Criado pela mão de Soraia Rodrigues, é um blogue onde se podem ler dicas acerca de quais os melhores métodos de estudo, tirar dúvidas sobre as melhores formas para contornar a ansiedade e até ter ajuda personalizada para elaborar o currículo.

A ideia surgiu da experiência de Soraia ao ver a irmã enfrentar algumas dificuldades ao lidar com a pressão dos exames. Soraia explica que na altura idealizou “um projecto que ajudasse os estudantes nestas situações”, mas como não tinha capacidade para financiar um projecto físico decidiu criar algo online, “o que também me permitiu atingir um maior número de pessoas”, acrescenta.

O intuito do projecto não é substituir os gabinetes de apoio que já existem nas faculdades e escolas de ensino secundário, mas dar mais armas aos alunos para combaterem o insucesso escolar. Soraia explica a importância do Venham +5, alertando para uma realidade pouco conhecida: o insucesso tem mais impacto no abandono escolar a nível do Ensino Superior que as dificuldades económicas.

A formação de Soraia na área da psicologia deixou-a com uma ideia de quais as causas principais do insucesso escolar. “O insucesso escolar, numa frase precoce, é condicionado por três aspectos: a auto-eficácia que é a capacidade que temos de confiar nas nossas próprias capacidade é determinante, o factor comportamental e emocional também tem um papel relevante e por fim, o contexto familiar”, diz Soraia. Ainda que estes sejam os motivos do insucesso escolar numa fase precoce, podem influenciar o sucesso escolar em fases mais avançadas, Soraia acrescenta  “as experiências vividas na escola primária reflectem-se adiante no percurso escolar”.

Ler os textos disponíveis no blogue é gratuito, mas ter apoio personalizado ou orientação na construção de um currículo custa dinheiro. Soraia explica que o preço “nunca será tão caro como uma clínica de psicologia por exemplo” e acrescenta “estou a lidar com um público de estudantes, a maior parte não tem rendimentos, mas preciso de algum retorno”.

Contudo, os estudantes – quer do ensino secundário, quer do ensino superior – não são os únicos que beneficiaram da ajuda de Soraia, que também já chegou a quem se encontra desempregado à procura de trabalho. Saber o que colocar e não colocar no currículo, qual o modelo a adoptar e que competências sublinhar são dúvidas que vêm à cabeça de quem está a escrever o currículo e o Venham +5 pode indicar o melhor caminho.

Os planos para o futuro incluem a criação de um espaço físico no Porto, mas ainda falta dinheiro, para conseguir financiamento Soraia organizou uma campanha de crowdfunding. O dinheiro angariado na campanha vai servir “para poder ter um site mais trabalhado, organizado e traduzido em várias línguas e para conseguir criar o espaço físico”, explica Soraia. Divulgar o projecto não tem sido fácil, mas os comentários no blogue do Venham +5 já são alguns. “Falei com algumas associações de estudantes – e claro houve de tudo – umas responderam-me, foram receptivas e divulgaram o projecto e outras não se mostraram interessadas”, explica Soraia, mas acrescenta também que acredita que este trabalho de divulgação tenha que ser feito no campo, “ir a uma escola e explicar em que consiste o projecto.”

A psicologia de não dizer psicologia

Os textos do Venham +5 são o resultado de experiência pessoal e pesquisa de Soraia. “O enquadramento dos textos sou eu que escrevo, mas no caso específico de uma actividade para treinar determinada competência, vou buscar informações a fontes externas e referencio-as”, explica a fundadora do projecto.

A formação na área da psicologia também tem peso, mas Soraia prefere manter a palavra longe dos textos que escreve. “Tento sempre escrever os textos do ponto de vista da psicologia, mas oculto a palavra psicologia do meu projecto porque acho que ainda está muito estigmatizada”, explica.

Para Soraia, o fundo científico dos conteúdos do Venham +5 é muito importante, mas categorizá-los como apoio psicológico teria um efeito repelente para o público do seu blogue. “As pessoas ainda não vêm o apoio psicológico como uma necessidade básica.”

Para os de cá e para os que vêm

Além dos conteúdos já disponíveis no blogue, Soraia pretende alargar o Venham +5 a estudantes de Erasmus ou outros programas de mobilidade que venham para Portugal. O objectivo é facilitar a integração dos estudantes estrangeiros, quer na vida cotidiana da cidade, quer na vida académica, onde entraves linguísticos e falta de apoio personalizado podem ser barreiras à aprendizagem.

Soraia explica que o apoio vai ser, sobretudo, em duas vertentes: “pequenos livrinhos digitais que sirvam de introdução à vida académica e à vida na cidade: o preço de um café, como funciona a faculdade entre outras informações” e a criação de parcerias entre alunos da cidade e os que vão para lá estudar “vou contactar alunos que estão cá e já conhecem a cidade para poderem ajudar os outros”, explica Soraia.

 

 

 

Como incentivar o seu filho a estudar

Outubro 21, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://observador.pt/ de 5 de outubro de 2015.

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Ana Cristina Marques

Pouca vontade para estudar pode não ser uma questão de aprendizagem, antes falta de motivação. Para combater a inércia, reunimos alguns conselhos para pais e filhos.

“Não quero ir à escola” e “estudar é uma seca” são duas das frases mais temidas pelos pais. Em tempo de regresso às aulas, é importante saber como motivar os filhos a estudar e a empenharem-se mais. E como falar — ou, neste caso, escrever — é fácil, o espanhol El País reuniu um conjunto de conselhos com ajuda de David Calle, professor e autor do livro No te rindas nunca (Nunca te rendas) e da professora Cristina Conde, do site Pedagogía. Feitas as apresentações, estas são as ideias principais.

Desistir está fora de questão

A motivação está para a educação como uma folha quadriculada está para a matemática — uma não existe sem a outra. É por isso que a professora Cristina Conde salienta a ideia do reforço positivo: “O reforço positivo consiste em valorizar tudo aquilo que eles fazem bem e reconhecê-lo com frases como ‘muito bem’, ‘é isso’, ‘estás a melhorar muito’, ‘continua assim’.” E aponta o dedo: às vezes criticamos  e esquecemo-nos de dar a tradicional palmadinha nas costas (quando necessário).

É necessária uma nova forma de educar

A mesma professora esclarece que um dos motivos por que alguns alunos encaram as tarefas escolares sem motivação é o facto de assumirem os trabalhos como uma obrigatoriedade. Mais, é fácil perceber que, muitas das vezes, os mais pequenos estudam por motivos externos à sua aprendizagem ou de modo a evitar castigos: “É quando um aluno estuda com motivação intrínseca, ou seja, por ele próprio, que aprende de verdade.”

A isso acrescenta-se ainda a necessidade de uma outra forma de educar, com recurso às novas tecnologias — tablets, plataformas educativas ou jogos online –, ferramentas capazes de captar a atenção dos mais novos que ficam, assim, sujeitos a uma aprendizagem mais dinâmica e atraente. “Seja qual for a metodologia eleita, deve-se sempre procurar a participação dos alunos”, acrescenta Cristina Conde.

David Calle, por seu turno, lembra uma frase atribuída ao poeta William Butler Yeats — “educação não é encher um vaso, mas acender um fogo” — para explicar que aos professores cabe ensinar em período de aulas e são os pais, em casa, que devem acender as tais fogueiras do conhecimento.

“Os pais deviam ser a verdadeira entidade reguladora das escolas. Há pais que se anulam perante algumas atitudes muito pouco sensatas de professores, seja em relação aos trabalhos de casa, a comentários ou até estratégias pedagógicas. Não gosto de pais que se intrometem de forma abusiva na vida da escola, mas também parece grave que haja aqueles que se anulem. É importante que nós assumamos que a escola tem um tempo que deve ser gerido, no essencial, pelos professores e deve ter nos pais uma entidade reguladora fantástica.” Eduardo Sá em entrevista ao Observador, setembro de 2014”

O segredo também está na atitude dos pais

“Os pais devem ser exigentes, um equilíbrio entre serem firmes e carinhosos”, assegura Calle, explicando que repreender com afeto e respeito ajuda as crianças a tolerar o fracasso e a aceitar a crítica. O professor e escritor convida ainda os leitores de palmo e meio (mas não só) a refletirem sobre a seguinte frase: “Se os teus pais fossem os teus amigos, serias órfão.”

Já Cristina Conde aborda a falta de paciência de muitos progenitores e deixa-lhes uma última recomendação: pensem na forma como gostariam que lhes fossem explicadas as coisas, sobretudo considerando a idade dos filhos.

 

 

Sessão informativa “A escola em casa : estratégias de estudo com o seu filho” 25 de Outubro na Casa da Juventude de Odivelas

Outubro 19, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/events/1137704072984770/

3 técnicas simples para estudar e render mais

Março 18, 2016 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Os estudos costumam ser cercados de ansiedade e estresse. Como se organizar para estudar melhor? Um dado que parece claro na sociedade de hoje é que somos obrigados a “armazenar uma série de dados e de conhecimentos teóricos”, para obter um título, para escalar níveis e aspirar uma conquista pessoal e profissional determinada.

Entretanto, são poucos os currículos acadêmicos onde são incluídos o ato de ensinar os alunos a estudar, a saber gerenciar seu tempo, e, inclusive, a sua ansiedade. Todos nós já sofremos de estresse diante de uma situação de prova, e é comum que existam alunos que não saibam como enfrentar essas situações para poder demonstrar com efetividade todos os seus conhecimentos.

Em primeiro lugar, temos que ter claro que estudar não significa exclusivamente memorizar. As pessoas possuem essa capacidade de retenção, mas tendem a esquecer grande parte do que memorizam.

Só nos lembraremos daquilo que nos seja significativo, por isso é necessário estabelecer, primeiro, um nível de compreensão, de manejo da informação, de transformação, de forma que o que foi lido se instaure significativamente em nosso cérebro. Vamos ver melhor cada um dos passos.

1. Organização e planejamento do estudo
– É necessário estabelecer um horário. Saber quanto tempo você terá diariamente para realizar o seu estudo.

– Deve ser feita, também, uma escala de avaliação das matérias que sejam mais difíceis, dedicando mais tempo a elas.

– É imprescindível que, a cada dia, seja estabelecido também um tempo de descanso. Quando estudamos, é muito bom praticarmos algum esporte, como sair para correr, por exemplo.

– Você precisa ser realista, estabelecendo um horário que saiba que poderá ser cumprido.

2. Estratégias para cumprir o horário estabelecido
– Você deve compreender que o local que escolheu para realizar seus estudos deverá ser respeitado. Não deixe que amigos ou familiares lhe incomodem, não coloque coisas que o distraia, deixe o celular de lado e em silêncio.

– O normal é que se estabeleça momentos de 40 minutos. Nosso nível de atenção costuma baixar quando levamos três quartos de horas trabalhando, por isso você pode se organizar de 40 em 40 minutos, deixando 15 minutos de descanso entre eles.

– E o que fazer nesses 15 minutos de descanso, você vai se perguntar. Há três modos de relaxamento que serão muito úteis para recuperar novamente um bom nível de atenção. A primeira é olhar durante 10 minutos para alguma coisa que esteja a uma distância de 2 ou mais metros. Faça com tranquilidade, respirando suavemente, relaxando…

Depois, relaxe os músculos da sua cabeça, eleve suas sobrancelhas umas cinco vezes, mantendo-as alguns segundos tensionadas, depois relaxe. A terceira forma de relaxamento é bem simples. Basta respirar profunda e lentamente, durante dois minutos. É muito fácil e você irá recuperar a energia imediatamente.

3. O método L.S.E.R.M
Trata-se de um método fácil que nos ajudará a conseguir uma aprendizagem muito mais significativa, distanciando-se da simples repetição para memorizar.

L= Ler

O primeiro passo para o estudo é realizar a leitura do texto que deverá ser apreendido. É uma leitura exploratória e, depois, compreensiva. Precisaremos entender o que o texto nos diz, e refletir um pouco sobre o que ele nos deseja transmitir.

S= Sublinhar

Um clássico. Todos nós o fazemos, mas fazemos bem? Há quem sublinhe tudo, ou quem não sabe identificar o que é importante no texto. Assim, a leitura prévia é essencial. Se você não sabe o que sublinhar, o que podemos fazer é estabelecer perguntas. Diante de cada parágrafo, pense em uma pergunta e sublinhe qual poderia ser a resposta. O sublinhado deve nos dar, numa simples olhada, a informação realmente importante.

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E = Esquematizar

Você sabia que a memória registra melhor os desenhos do que as palavras? Se organizarmos a informação em um esquema, a lembrança será muito mais rápida e significativa. O esquema é uma técnica perfeita que permite a representação gráfica do resumo do texto, para que, só dando uma olhada, possamos ver o conteúdo e a organização das ideias do material de estudo.

R = Resumir e Repassar

É preciso ter claro que um bom resumo não deve superar 30% do total do texto. Precisaremos refletir somente as ideias importantes com as nossas próprias palavras, demonstrando que entendemos o tema. Não use trechos do texto, expresse-o de forma que o resultado seja inteiramente seu.

Depois disso, revise. Fale em voz alta, diga o que entendeu, reforce a informação com dados que possam estar faltando.

M = Memorizar

É o último passo, mas por ter realizado com êxito os anteriores, deverá ser fácil lembrar-se de tudo o que trabalhou. A finalidade é criar dados significativos. Se começarmos a querer memorizar desde o começo da primeira leitura, será um esforço exagerado e, no dia seguinte, não lembraremos de quase nada.

O melhor é memorizar um pouco a cada dia; olhe os seus esquemas, seus resumos, fale em voz alta, memorize de forma que o que introduzir em sua memória lhe seja familiar e útil.

Revista Pazes – 4 de março de 2016

Sessão informativa “A Escola em Casa: Estratégias de Estudo com o seu Filho” em Odivelas

Fevereiro 19, 2016 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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odivelas

No dia 23 de fevereiro, das 18:00h às 19:00h, irá decorrer na Casa da Juventude em Odivelas, a sessão informativa “A Escola em Casa: Estratégias de Estudo com o seu Filho”, no âmbito do Gabinete Orienta-te!

Destina-se a pais, educadores, professores, associações de pais e outros elementos com especial interesse nesta matéria.

A entrada é livre, mediante inscrição prévia.

Para mais informações e inscrição, basta contactar o Setor da Juventude, através do nº telefone: 21 932 04 80 ou email: juventude@cm-odivelas.pt

https://www.facebook.com/Casajuventudeodivelas/?fref=nf

 

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