Poluição atmosférica ameaça causar danos cerebrais em 17 milhões de bebés

Dezembro 19, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://expresso.sapo.pt/ de 6 de dezembro de 2017.

Alexandre Costa

“Os poluentes não lesam somente os pulmões dos bebés – eles podem danificar definitivamente os seus cérebros em desenvolvimento e, por isso, os seus futuros”, declara o diretor da UNICEF Anthony Lake.

Dezassete milhões de bebés com menos de um ano vivem em zonas do planeta em que os níveis de poluição do ar são pelo menos seis vezes superiores ao limite recomendado, o que significa que o desenvolvimento dos seus cérebros está em risco, alertou esta quarta-feira a agência das Nações Unidas para as crianças.

A maioria destes bebés (mais de 12 milhões) vive no Sul da Ásia, refere ainda o estudo da UNICEF, que recorreu a imagens de satélites para identificar as regiões mais afetadas.

“Os poluentes não lesam somente os pulmões dos bebés – eles podem danificar definitivamente os seus cérebros em desenvolvimento e, por isso, os seus futuros”, declarou o diretor da UNICEF Anthony Lake.

O desenvolvimento do cérebro nos primeiros mil dias de vida é determinante para o crescimento das crianças, para o desenvolvimento de capacidades de aprendizagem e para que “possam fazer tudo o que eles queiram aspirar na vida”, declarou o autor do relatório, Nicholas Rees.

Apesar de a ligação entre a poluição e os problemas no desenvolvimento cerebral ainda não estar provada cientificamente, Reee diz que há cada vez mais dados que apontam nesse sentido.

“À medida que o mundo fica cada vez mais urbanizado, e sem a proteção adequada e medidas de redução da poluição, mais crianças ficarão em risco nos próximo anos”, adverte ainda o documento da UNICEF.

No mês passado, os níveis de poluição na capital indiana, Nova Deli, foram tão altos que algumas escolas da cidade encerraram. No norte da China estima-se que a poluição atmosférica cause uma redução em cerca de três anos da esperança da vida.

A UNICEF apela a que nas regiões mais afetadas se recorra mais a máscaras faciais e a sistemas de filtragem do ar e a que as crianças não viagem durante os períodos em que os níveis de poluição se tornam especialmente elevados.

mais informações na notícia da Unicef:

17 million babies under the age of 1 breathe toxic air, majority live in South Asia – UNICEF

 

 

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Crianças com asma não controlada custam 40 milhões em idas à urgência

Maio 16, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Asma é a doença crónica mais prevalente em crianças e jovens portugueses. Absentismo escolar das crianças e absentismo laboral dos pais é três vezes maior nos casos em que a doença não está estabilizada.

Corridas para os serviços de urgência e para os centros de saúde que poderiam ser evitadas e sucessivos agravamentos de uma condição que é controlável na esmagadora maioria dos casos. É um problema de saúde que é, em simultâneo, um problema económico: em Portugal, gastam-se 40 milhões de euros por ano com urgências e atendimentos não programados devido a crises de asma em crianças e adolescentes com a doença não controlada. São dados de um projecto da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), realizado pelo Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, que dão uma ideia do impacto da asma não controlada na infância.

É a primeira vez que em Portugal são divulgadas estimativas dos custos associados à asma nas crianças e adolescentes e os números vão ser divulgados nesta terça-feira, dia mundial da doença. Metade das cerca de 175 mil crianças e adolescentes asmáticos não têm a doença sob controlo e este é o principal factor que agrava os custos, acentuam os investigadores do projecto CASCA (Custo da Asma na Criança), que é financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e tem o apoio técnico do LabAIR do Instituto CUF Porto.

“O impacto económico médio por criança com asma não controlada é duas a três vezes superior ao de uma criança com a doença sob controlo”, explica João Fonseca, investigador do CINTESIS e da FMUP, entidades responsáveis pelo projecto. Por cada criança nesta situação, são gastos entre 400 a 700 euros por ano só devido às idas aos serviços de urgência, especifica.

Baseadas nos dados dos estudos Impacto e controlo da asma e rinite e do inquérito nacional sobre asma, as estimativas permitem concluir que, em geral, a doença é causa de mais de meio milhão de dias de faltas à escola. “São crianças que faltam à escola, não fazem actividades, não deixam dormir os pais”, enumera o especialista em imunoalergologia. Ao impacto financeiro juntam-se, assim, os custos sociais. “O absentismo escolar das crianças e o absentismo laboral dos pais ou outros cuidadores é, aproximadamente, três vezes maior nas crianças com asma cuja doença não esteja estabilizada. Em média, faltam à escola seis dias por ano”, acrescenta. Uma situação que poderia ser facilmente evitada, dado que “a asma pode ser controlada com terapêutica em 90 a 95% dos casos”, precisa.

Sendo a asma a doença crónica mais prevalente em crianças e jovens (até 17 anos), no total, de acordo com as estimativas do projecto, as que têm a patologia não estabilizada custam mais de 80 milhões de euros, enquanto aquelas que têm a doença controlada dão origem a uma despesa da ordem dos 40 milhões de euros. A investigação permitiu ainda perceber que são as crianças com obesidade ou sintomas de rinite as que apresentam quadros clínicos piores.

Controlar a doença implica, além de uma boa prescrição, um acompanhamento adequado. O ideal é conseguir o equilíbrio entre dar medicação segura na dose mínima em vez de fazer picos de medicação quando há crises, explica João Fonseca. “O que não podemos é tolerar esta normalidade com que se vai à urgência. Medica-se, diz-se que a criança vai melhorar quando crescer e, assim, está-se a perder capacidade respiratória. É a complacência com esta situação que leva a estes resultados”, lamenta.

Quanto à situação epidemiológica, essa melhorou muito no que se refere à mortalidade (cerca de uma centena de óbitos por ano), mas ainda há demasiados internamentos — basta ver que um terço das crianças portuguesas com asma são hospitalizadas por causa desta patologia respiratória, pelo menos uma vez na vida.

Alerta para sobrediagnóstico
É importante fazer provas de função respiratória e testes alérgicos durante a primeira infância para se ter uma ideia precisa das características do doente, destaca o imunoalergologista Mário Morais de Almeida, que lamenta também que haja tantas pessoas a recorrer às urgências por não terem a doença controlada e não estarem bem diagnosticadas.

Os dados disponíveis reforçam, de facto, a importância de um diagnóstico precoce e apontam para a necessidade de considerar outras patologias na altura de perceber como pode evoluir a doença. “Se o pulmão está constantemente a ser agredido e inflamado sem ser tratado, vai começar a defender-se e fica mais rijo, com uma estrutura mais espessada, e as obstruções deixam de ser reversíveis”, explica o presidente cessante da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica.

Mas, ao problema do diagnóstico tardio, o especialista acrescenta um fenómeno mais recente e que também o preocupa — o sobrediagnóstico. “Começa a haver um excesso de diagnóstico. Na obesidade, a dificuldade respiratória pode dar origem a um diagnóstico de asma”, exemplifica. Para ajudar os profissionais, em breve vai ser divulgada, pela Direcção-Geral da Saúde, uma nova norma de abordagem de tratamento.

Há um problema suplementar destacado por Mário Morais de Almeida: o da confusão, que por vezes ocorre nos adultos, entre asma e doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), quando há diferenças substanciais no tratamento e no prognóstico. “Há pessoas que só porque fumaram são catalogadas como tendo DPOC”, diz.

Se a doença pulmonar obstrutiva crónica é, em geral, causada pelo tabagismo, a asma pode estar presente em qualquer idade, afectando habitualmente as crianças e adolescentes. Mas na asma é possível reverter uma obstrução nos brônquios, enquanto na DPOC só parcialmente isso é possível.

Numa altura em que o Governo anunciou que pretende que todos os agrupamentos de centros de saúde realizem espirometrias, um teste essencial para diagnosticar estes problemas, o especialista espera que a promessa se concretize, porque há profissionais de cardiopneumologia em número suficiente para realizar estes exames, que são baratos e fundamentais. Fazer espirometrias é como fazer electrocardiogramas, compara.

 

Alexandra Campos, para o Público, em 2 de maio de 2016

Mais de 50% das creches e escolas do Porto e Bragança têm níveis elevados de CO2

Setembro 27, 2015 às 10:22 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 23 de setembro de 2015.

Shutterstock

Mais de 50% das salas de creches, jardins-de-infância e escolas primárias do Porto e Bragança têm níveis de concentração de dióxido de carbono acima dos limiares legislados, aumentando a probabilidade dos bebés e crianças contraírem asma.

Durante os últimos três anos, foi realizada uma investigação científica pela Universidade do Porto em 58 salas de 25 creches, jardins-de-infância e escolas primárias da Área Metropolitana do Porto e do distrito de Bragança, demonstrando que “mais de 50% das salas destinadas a bebés e crianças estão com concentrações de dióxido de carbono (C02) acima dos limiares legislados em Portugal”, revelou hoje à Lusa Sofia Sousa.

Sofia Sousa, professora e investigadora na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), doutorada em engenharia do Ambiente, adiantou ainda que 84% das salas avaliadas registaram níveis de partículas finas (poeiras) acima da legislação recomendada pela Organização Mundial da Saúde.

As concentrações de radão (gás radioativo natural, poluente cancerígeno) encontradas estiveram também muitas vezes acima dos limiares legislados, especialmente no distrito de Bragança, revela o estudo, embora não se possa deduzir que as concentrações do radão vão provocar cancro, observou a investigadora.

Os dados recolhidos são “preocupantes, mas não alarmantes”, considera a investigadora, explicando que uma medida simples e económica, como o arejamento do ar, pode diminuir consideravelmente os níveis de concentração destes poluentes e contribuir para que diminua a probabilidade de as crianças contraírem asma.

A inalação de um ar com os elevados níveis de concentração de CO2 e partículas finas “pode aumentar a probabilidade do desenvolvimento de asma infantil”, indica a investigação.

“Quanto mais se arejar os espaços, melhor”, considera a investigadora, reconhecendo que há edifícios mais modernos em que o simples arejamento do ar se transforma numa tarefa complicada devido à sua construção.

A investigação demonstra que as fontes interiores foram as principais causas das elevadas concentrações encontradas, nomeadamente ventilação inadequada, ocupação excessiva e atividades de limpeza desadequadas.

A equipa que realizou o estudo transmitiu os resultados específicos a cada uma das instituições envolvidas, construindo em conjunto algumas ações de mitigação, bem como comunicou aos encarregados de educação das crianças envolvidas no estudo os resultados dos testes médicos efetuados.

A Lusa, a investigadora admitiu que as instituições se “mostraram preocupadas em alterar as situações”.

Lusa/SOL

notícia da Universidade do Porto no link:

http://noticias.up.pt/u-porto-lanca-estudo-sobre-a-qualidade-do-ar-dos-infantarios-e-escolas/

 

Só 30% das crianças com asma chegam à adolescência sem sintomas da doença

Abril 1, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 26 de março de 2015.

Miguel Madeira

Romana Borja-Santos

Estudo acompanhou mais de 300 crianças portuguesas com asma ao longo de 13 anos. Além da genética, há factores como as alergias e a rinite que condicionam a evolução da doença e que devem levar a abordagens diferentes.

Lourenço tem sete anos, Francisco 16 meses e Afonso seis meses. São os três irmãos, mas só o mais velho e o mais novo partilham uma doença que veio sob a forma de herança genética dos pais André Tarrafa e Joana Pereira: asma. Tal como estes meninos, mais de 10% das crianças portuguesas têm a mesma patologia. Porém, só em 30% dos casos chegam à adolescência já sem sinais da doença, de acordo com os dados de um estudo agora conhecido, que acompanhou mais de 300 crianças portuguesas com asma ao longo de 13 anos para perceber como evoluem os sintomas com o tempo, e que será premiado nesta quinta-feira pela Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa/MSD em Epidemiologia Clínica.

No caso de Lourenço e de Afonso, o historial familiar associado à presença de alergias, eczema e rinite contribui para um cenário desfavorável. Mas, segundo o imunoalergologista Mário Morais de Almeida, o facto de se conhecerem cedo todas as peças do puzzle contribui para um melhor controlo da asma. O coordenador do estudo vencedor da quinta edição deste prémio, que contou ainda com os investigadores Helena Pité, Ana Margarida Pereira, e Ângela Gaspar, explica ao PÚBLICO que o principal objectivo do trabalho foi precisamente perceber a influência das características iniciais das crianças na persistência da asma na adolescência. As conclusões permitem agora tratar de forma mais eficaz os novos doentes, como estes meninos de sete anos e seis meses.

Para isso, em 1993 começaram a reunir uma amostra de mais de 300 crianças com menos de sete anos de idade e que no ano anterior à observação tivessem tido pelo menos três crises de dificuldade respiratória grave e cuja asma foi confirmada pelo médico. As crianças foram avaliadas ao fim de três anos, de seis anos, de oito anos e de 13 anos para perceber o caminho até à adolescência. No percurso os autores perderam o rasto de alguns dos participantes, mas garantem que a amostra final não ficou comprometida.

Para Mário Morais de Almeida, médico do Centro de Alergia dos Hospitais Cuf, “a principal conclusão do estudo é que se identificam claramente três conjuntos de crianças”. “Há um conjunto que vai continuar a ter sempre queixas até à adolescência, em que a parte da alergia é muito importante e que representam metade de todos os casos”, diz o também presidente cessante da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, mas reforça que também há mais dois grupos. “Um quarto das crianças continua [com asma] até à adolescência mas com menos queixas e sem alergias na idade escolar. Noutro quarto as queixas desaparecem na idade escolar”, acrescenta, referindo que neste último grupo estamos quase sempre perante casos em que os pais não tinham asma e em que não foram detectadas alergias, rinite ou eczemas nas crianças.

A divisão das crianças por grupos, explica Morais de Almeida, permite que os médicos percebam os casos em que vale a pena fazer, por exemplo, medicação preventiva ou aqueles em que basta dar tratamentos só em situação de crise. O médico afirma ainda que o trabalho permitiu demonstrar a importância de se fazerem testes alérgicos e provas de função respiratória ainda durante a primeira infância para ter uma noção exacta do doente. Mas deixa um alerta: tanto as vacinas que existem para algumas alergias como os medicamentos para a asma continuam com um preço que pode ser uma barreira para as famílias.

Outro dos problemas está no diagnóstico tardio. André Tarrafa e Joana Pereira contam ao PÚBLICO que não passaram por essa situação pois viviam a doença na própria pele e perceberam rapidamente que a tosse, a pieira, a falta de ar e as constipações constantes dos filhos tinham um nome. No caso de Lourenço, a doença antes de ser controlada levava a que nem conseguisse fazer as brincadeiras próprias da idade. Mas Morais de Almeida diz que ainda há muitos casos em que os sintomas se arrastam e que são desvalorizados levando a que o contacto com os serviços de saúde aconteça em situações de urgência – apesar de poucas vezes o desfecho ser mortal.

O Estudo de Análise Preliminar dos Indicadores Nacionais de Asma – 2014 do Programa Nacional para as Doenças Respiratórias, publicado em Janeiro pela Direcção-Geral da Saúde, alertava precisamente para alguns problemas no acompanhamento, com os cuidados de saúde primários a não conseguirem controlar os doentes com asma e a levarem a que muitos cheguem aos hospitais em situações que exigem internamento. Apesar dos problemas, o relatório salientava que o número de mortes associadas à asma tem sido “razoavelmente estável ao longo dos anos, oscilando entre 17 e 32”.

No que diz respeito aos internamentos directamente relacionados com asma, de 2012 para 2013 houve uma ligeira descida, de 3033 para 2762 episódios – o que representa 3,4% do total de internamentos por doença respiratória. Na maior parte dos casos os doentes tinham menos de 18 anos. Os dados permitem também identificar que “uma percentagem elevada (13% em 2013) dos internamentos associados à asma, corresponde a um segundo episódio, sugerindo um risco aumentado de reinternamento hospitalar”.

Para o alergologista todos os dados reforçam a importância de um diagnóstico precoce e a apontam para a necessidade de se valorizarem outras doenças na altura de perceber como pode evoluir a asma. “Se o pulmão está constantemente a ser agredido e inflamado sem ser tratado vai começar a defender-se e fica mais rijo, com uma estrutura mais espessada e as obstruções deixam de ser reversíveis”, explica Morais de Almeida.

Na amostra portuguesa percebeu-se que há uma relação directa entre o eczema e a presença de sintomas de asma na adolescência. Mas muito mais peso tem a rinite. “Demonstrámos que desde a idade pré-escolar que a rinite é muito importante e mais de 30% das crianças nessas idades apresentam sintomas de rinite que se traduz em nariz tapado, muita secreção, coçar o nariz e espirrar com frequência. A maior parte das crianças que continuavam a ter queixas na adolescência já tinham rinite na idade pré-escolar ou alergias, sendo a alergia aos pólenes a mais conhecida”. De fora ficou uma análise aprofundada sobre a influência do tabaco, diz Morais de Almeida, que garante que hoje ganharia mais expressão, até por ser uma das principais causas de internamento nestas crianças.

 

 

 

Amamentação diminui risco de asma nas crianças

Maio 14, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site Boas Notícias de 7 de maio de 2014.

boas notícias

Uma equipa de investigadores britânicos acaba de confirmar mais um benefício da amamentação para a saúde das crianças. De acordo com os cientistas, esta prática protege-as do desenvolvimento de doenças respiratórias, nomeadamente da asma e da pieira.

A conclusão é de um grupo de especialistas da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade de Suffolk, no Reino Unido, que, coordenados pelo investigador Cristian M. Dogaru, analisaram mais de 100 artigos científicos publicados ao longo de 30 anos e envolvendo cerca de 250.000 mil bebés.

“A asma e a pieira são problemas de saúde crónica comuns na infância. A amamentação proporciona benefícios, mas ainda não se sabia se ou como esta prática diminuía o risco de desenvolver asma”, explicam os investigadores.

Esta incerteza levou os cientistas britânicos a desenvolver “uma revisão sistemática e uma meta-análise de estudos publicados entre 1983 e 2012 sobre a amamentação e a asma em crianças da população em geral”.

Conforme revelaram no relatório publicado, em Abril, na revista científica American Journal of Epidemiology, Dogaru e os colegas descobriram que a amamentação regular diminui o risco de asma em 37% em crianças com idade inferior a três anos.

Além disso, os cientistas concluíram também que o efeito protetor da amamentação para a saúde se prolonga no tempo, já que as crianças com mais de sete anos que tinham sido amamentadas com leite materno em bebés e que também foram analisadas no âmbito destes estudos apresentavam um risco 17% inferior de vir a sofrer de asma.

“As evidências combinadas dos vários estudos existentes apoiam uma associação positiva entre a amamentação e a menor incidência de asma e de pieira”, finalizam.

Clique AQUI para aceder às conclusões da revisão dos estudos publicadas na revista científica American Journal of Epidemiology (em inglês).

Apenas 5% das crianças em idade pré-escolar está correctamente diagnosticada com asma

Janeiro 1, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site RCM pharma de 5 de Dezembro de 2013.

Estima-se que mais de 300 mil portugueses tiveram um ataque de falta de ar no último ano, incluindo uma em cada quatro crianças com idade entre os 3 e os 5 anos. Dados nacionais sobre a prevalência da asma revelam que apenas cerca de 5 por cento das crianças em idade pré-escolar está correctamente diagnosticada com a doença quando se demonstrou que cerca de 10 por cento tiveram 4 ou mais ataques de falta de ar no último ano. O estudo adianta ainda que a taxa de internamento pediátrico continua muito elevada, avança comunicado de imprensa.

“A asma está ainda pouco diagnosticada e continua incorrectamente tratada. Não existe também uma perspectiva preventiva instituída em todo o sistema de saúde. É inexplicável, e injustificável, por exemplo, que continue sem comparticipação a vacinação anti-alérgica, a qual criteriosamente prescrita por especialistas permite interferir significativamente na evolução desta doença, ou seja, na sua história natural”, explica o médico Mário Morais de Almeida.

A investigação sobre asma revela ainda que mais de 700 mil pessoas com asma tiveram queixas no último ano e que mais de 500 mil doentes fazem regularmente medicação para esta doença inflamatória crónica. A asma afecta 1 milhão de pessoas e mais de 10 por cento dos idosos em Portugal.

“Actualmente é indiscutível que esta doença crónica, muito frequente, transversal a todos os grupos etários, deve merecer uma atenção particular, quer nos aspectos de diagnóstico, quer nas acções que podem permitir melhorar o seu controlo. Mais de 40 por cento das pessoas com asma continuam mal controladas e a maioria delas não tem consciência em quanto a sua qualidade de vida está afectada”, explica Mário Morais de Almeida.

Por este conjunto de razões, para possibilitar um aumento da notoriedade desta doença ainda associada a muitos mitos e crenças, a SPAIC, por decisão dos seus sócios e à semelhança de sociedades científicas internacionais similares, adoptou um novo nome, passando a incluir ASMA na sua designação: Sociedade Portuguesa de Alergologia, Asma e Imunologia Clínica – SPA2IC.

Nos últimos anos foi esta a sociedade científica que no nosso país mais contribuiu para a investigação e conhecimento sobre a asma. Para além de vários estudos publicados e de múltiplas iniciativas de educação médica e sensibilização para o público em geral, a SPA2IC esteve sempre empenhada com o objectivo de promover a saúde dos portugueses, ao melhor custo possível, sem desperdícios, defendendo a causa e os interesses das pessoas com asma e outras manifestações de alergia.

A asma é uma doença inflamatória crónica dos brônquios que se inicia, habitualmente, na infância, mas que pode surgir em qualquer idade. Os sintomas típicos desta doença são a tosse, chiadeira no peito ou pieira, falta de ar, aperto no peito, que se podem agravar com o esforço físico, e cansaço ao fazer as actividades do dia-a-dia.

Os doentes com asma, se estiverem controlados, podem fazer as suas actividades, quer profissionais ou escolares, quer desportivas, sem qualquer limitação da vida diária. O tratamento adequado é fundamental para uma melhoria da qualidade de vida.

14% dos casos de asma na infância devem-se a poluição rodoviária

Março 27, 2013 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 22 de Março de 2012.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Chronic burden of near-roadway traffic pollution in 10 European cities (APHEKOM network)

Lusa

O estudo centrou-se em dez cidades europeias.

14% dos casos de asma crónica na infância devem-se à exposição à poluição existente em estradas com muito tráfego, indica um estudo realizado em dez cidades europeias, divulgado esta sexta-feira.

O estudo, divulgado na edição online da revista da Sociedade Europeia Respiratória, compara dados de saúde com a exposição à poluição do tráfego rodoviário em Barcelona, Bilbau, Bruxelas, Estocolmo, Granada, Liubliana, Roma, Sevilha, Valência e Viena. Para a análise foi considerada a proximidade a estradas com mais de dez mil veículos por dia.

“Calculamos que uma média de 33.200 casos de asma (14% de todas as crianças asmáticas) são atribuíveis a poluentes relacionados com o tráfego rodoviário”, escrevem os investigadores, citados pela agência France Presse. “Ou seja, estes casos não existiriam se ninguém habitasse na ‘zona-tampão’ ou se aqueles poluentes não existissem”, adiantam os investigadores dirigidos por Laura Perez, do Instituto de Saúde Pública suíço.

Um terço da população total daquelas cidades habita a 75 metros de uma estrada com muito tráfego e mais de metade num raio de 150 metros. A percentagem de casos de asma associados à poluição é mais elevada em Barcelona (23%) e em Valência (19%) e menos em Granada e em Estocolmo (7%).

Fast food pode provocar asma nas crianças e jovens

Janeiro 21, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 14 de Janeiro de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Do fast foods cause asthma, rhinoconjunctivitis and eczema? Global findings from the International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) Phase Three

Lusa

O consumo de “comida rápida” pelo menos três vezes por semana pode provocar doenças como asma e eczema em crianças e adolescentes, segundo as conclusões de um estudo do boletim especializado britânico “Thorax”

O consumo de “comida rápida” pelo menos três vezes por semana pode provocar doenças como asma e eczema em crianças e adolescentes, segundo as conclusões de um estudo do boletim especializado britânico “Thorax”.

Um grupo de cientistas das universidades de Auckland, na Nova Zelândia, e de Nottingham, no Reino Unido, responsáveis pelo estudo, concluiu ainda que o consumo abundante de fruta tem um efeito preventivo no aparecimento daquelas doenças.

As conclusões do estudo resultam da análise de padrões de alimentação de mais de 500 mil crianças de 50 países e fazem parte de um documento mais vasto, o Estudo Internacional de Asma e Alergias na Infância.

Os cientistas verificaram que os jovens que comem mais refeições como hambúrgueres preparados e servidos em cadeia internacionais e restauração correm mais risco de desenvolver doenças como asma, eczema e irritações oculares e das vias respiratórias.

Entre os pré-adolescentes que consomem esses alimentos três ou mais vezes por semana, o risco de asma aumenta 39 por cento. Nas crianças de seis a sete anos, o risco aumenta 27 por cento.

No sentido inverso, o consumo de fruta três ou mais vezes por semana reduz entre 11 e 14 por cento o risco de sofrer de asma, de eczemas e de rinoconjuntivites

Em alguns casos, alimentos como o leite de vaca, ovos, peixe, marisco, leveduras, frutos secos e alguns corantes e conservantes podem agravar os sintomas, assinalaram os especialistas.

“Se a relação entre a comida rápida e a prevalência dos sintomas de asma, rinoconjuntivite e eczema é causal, as conclusões têm um grande impacto na saúde pública devido ao crescente consumo de comida rápida a nível global”, assinalaram Innes Asher, da Universidade de Auckland, e Hywel Williams, da Universidade de Nottingham.

 

Três em cada dez crianças em infantários têm asma

Janeiro 1, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 20 de Dezembro de 2012.

LUSA

Estudo investiga problemas de saúde associados a deficiente ventilação em estabelecimentos com crianças dos zero aos cinco anos.

Três em cada dez crianças que frequentam infantários têm asma, segundo um estudo que avaliou os impactos da ventilação em mais de 40 instituições de Lisboa e Porto.

A investigação, realizada por peritos da Faculdade de Ciências Médicas e do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), está quase em fase de conclusão e os primeiros resultados obtidos vão ser discutidos no próximo mês num seminário em Lisboa.

Em entrevista à agência Lusa, os investigadores Nuno Neuparth e João Vaz revelaram que uma das conclusões é a necessidade de melhorar as formas de ventilação dos espaços.

Quando as janelas das salas dos infantários se encontram encerradas, a qualidade do ar tem níveis piores, mostrando maior saturação, nalguns casos com níveis “relativamente elevados”. Esta realidade foi testada medindo os níveis de CO2 (dióxido de carbono) que, por seu lado, surgem também associados a manifestações de asma, como a pieira.

“Quanto maior o nível de CO2, maior é o nível de pieira”, explicou Nuno Neuparth, alergologista e professor na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, adiantando que o CO2 foi utilizado apenas como indicador de viciação do ar ambiente.

Para atestar a condição de saúde das crianças, os investigadores começaram por realizar questionários às famílias dos meninos das 46 instituições particulares de solidariedade social de Lisboa e Porto, todas frequentadas por menores dos zero aos cinco anos.

Foram os resultados destes inquéritos que permitiram concluir que quase 30% destas crianças apresentam asma, tendo tido pelo menos um episódio de pieira no último ano.

Esta prevalência é maior do que a registada na população geral, refere Nuno Neuparth, lembrando que um estudo mundial com uma componente portuguesa demonstrou uma prevalência de 15% em adolescentes de 13 e 14 anos.

Depois de analisadas crianças e condições ambientais nos 46 infantários, o estudo centrou-se, numa segunda fase, em 20 instituições, tendo sido escolhidas as que apresentaram piores e melhores níveis de viciação do ar.

Além da importância de ter sistemas de ventilação nos edifícios, os investigadores dizem que a alteração de procedimentos nas creches é importante, apontando como exemplo a abertura das portas das salas durante os intervalos das actividades.

Este projecto, que recebeu 180 mil euros de financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia, vai culminar com um livro com recomendações para os infantários.

“Estes meninos estão mais expostos a infecções virais do que os que não estão no infantário. Podemos ajudar a resolver o problema recomendando que se melhorem as condições de vida nas creches. Certos de que para melhorar a qualidade do ar interior, é preciso melhorar a ventilação”, resume Nuno Neuparth.

 

 

São as mães que mais castigam as crianças da Geração 21

Dezembro 25, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de Dezembro de 2012.

são as mães que mais castigam as crianças da Geração 21

 

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