Contacto com germes pode ajudar a prevenir cancro infantil

Junho 11, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da Euronews de 23 de maio de 2018.

Promover as interações físicas com os outros e com o ambiente circundante, não se preocupar excessivamente com a higiene de uma criança, nem tentar isolá-la de qualquer contacto com germes e bactérias, poderão ajudar a prevenir a leucemia linfoblástica aguda, a forma mais comum de cancro infantil.

Quem o diz é o professor Mel Greaves, do Instituto de Investigação do Cancro, no Reino Unido, um dos principais especialistas da matéria. Num estudo publicado na Nature Reviews Cancer, Greaves compila mais de três décadas de investigação, para sugerir que a tendência para um modo de vida cada vez mais asséptico – característico das sociedades mais desenvolvidas – pode facilitar o aparecimento da doença. Ao contrário, o contacto com determinados micróbios numa fase inicial da vida pode preparar melhor o sistema imunitário para lidar mais tarde contra as infeções.

 

 

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Bons livros para temas difíceis

Outubro 19, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site https://portcast.net/ de 14 de setembro de 2017.

por Catarina Stichini

Ainda a escrita não tinha sido inventada, já as pessoas passavam conhecimentos e aspetos culturais de geração em geração contando estórias. A tradição oral sempre ocupou um lugar fundamental na nossa sociedade, sendo os donos da oratória fonte de grande apreço e admiração. Ainda hoje, um evento especial é marcado com um discurso. E quem não se lembra das histórias contadas pelos avós?

Nos últimos anos, a arte do story telling, Hora do Conto em Portugal ou Contação de Histórias no Brasil, desenvolveu-se exponencialmente, tendo sido criado um novo espaço para os contadores. Se, por um lado, se verifica a necessidade de levar a leitura a mais crianças e assim promover um mundo mais justo e mais rico para todos, por outro lado não é raro encontrar eventos que a promovam, em bibliotecas ou livrarias, que assim atraem miúdos e graúdos até si.

O encanto e a magia que caracterizam estes encontros permitem a todos deixar-se levar pelas histórias e pela imaginação, contribuindo para a formação do indivíduo que, de uma forma ou de outra, se vê espelhado na narrativa.

Além de possuir este aspeto fantasioso, a literatura é também um veículo privilegiado para abordar assuntos complexos, uma vez que oferece aos interlocutores a possibilidade de projetarem na história o que não querem ou não conseguem discutir diretamente.

Existem, sem dúvida, aos milhares livros sobre todos os temas possíveis e imaginários, mas o que se passa nos nossos países? Que querem dizer os contadores de língua portuguesa? Em que livros transmitem o que sucede atualmente nas nossas famílias? Foi com esta ideia em mente que decidimos elaborar uma pequena lista de livros de autores de expressão portuguesa ideais para abordar temas difíceis.

Dez livros de que gostamos muito!

 

  1. Adoção – Flávia e o bolo de chocolate, de Míriam Leitão e Bruna Assis Abril (ilustração), Editora Rocco

Este livro fantástico e doce de Míriam Leitão aborda a adoção através de uma perspectiva diferente, simples e amável.

Rita sempre quis ter um filho ou filha e quando encontrou Flávia, foi amor à primeira vista. Rita sabia que Flávia seria sua filha e pronto, descomplicado assim. Flávia cresce bonita e feliz mas passa a não gostar da cor “marrom” de sua pele por não ser parecida com a de sua mãe. Ela passa a não gostar de nada que seja marrom. Então a mãe com delicadeza e amor vai mostrando e explicando que as pessoas possuem características próprias e diferentes e que este fator torna o mundo rico e cheio de beleza. A mãe também vai ensinando a sua filha que muitas coisas belas e boas têm a cor marrom, inclusive a cor da menina.

A premiada jornalista Míriam Leitão aborda temas delicados como adoção e questões raciais de forma delicada e suave para os pequenos. O livro é uma beleza e ainda conta com belas ilustrações de Bruna Assis Brasil, a autora ganhadora do Prêmio FNLIJ 2014 na categoria Escritor Revelação por seu livro infantil de estreia, A perigosa vida dos passarinhos pequenos, que também mostra que o mundo é feito de diferentes cores, pessoas e sabores.

 

  1. Autismo – Tom, de André Neves, Projeto Editora, 2012

Em Tom, Andre Néves nos presenteia com uma bela história de extraordinária sensibilidade. Tom é um menino que vive no silêncio de seus pensamentos e, por este motivo, todos tentam entendê-lo e querem saber o que se passa com ele, principalmente seu irmão. Durante a história, o irmão se questiona sobre o motivo de Tom não brincar, não falar, não reagir à vida a sua volta. Até que um dia, Tom convida seu irmão para dançar e conhecer seu mundo.

Linda e talvez um pouco melancólica, esta história nos abre inúmeras possibilidades de interpretações e troca de ideias. Uma delas é o universo do autismo.

  1. Cancro – A Matilde está careca, vários autores, José Souto Moura (ilustração), Prime Books, 2017

Livro dedicado ao cancro infantil, escrito por antigos alunos da Faculdade de Medicina de Lisboa. Conta a história de Pedro e de Matilde, colegas inseparáveis na escola até ao dia em que Matilde não aparece e Pedro descobre que ela tem uma doença com um nome muito estranho.

Texto escrito numa linguagem acessível e fatual, que transmite o afeto entre as crianças, as dificuldades desta doença e a esperança na cura.

O livro faz parte do Plano Nacional de Leitura em Portugal e pode encontrar sugestões da Operação Nariz Vermelho para o abordar na escola, com crianças do Ensino Básico (1º ao 9º ano de escolaridade), aqui.

  1. Doença e superação – Dulce a abelha, de Bartolomeu Campos de Queirós e Mariana Newlands (ilustração), Editora Alfaguara, 2015

Esta fábula encantadora e poética nos conta a história de Dulce, uma abelha que não nasceu para fabricar mel e não por culpa dela. Era diabética. Foi proibida – pela natureza – de comer açúcar. O que era doce lhe dava tonteiras e causava desmaios. Dulce sonhava em ser tantas coisas, formiga, borboleta, apenas para não parecer preguiçosa e desobediente aos olhos das outras abelhas. Ela tenta até o fim vencer suas limitações.

Uma história sobre o desenrolar da vida e da morte, com suas certezas e incertezas, onde Bartolomeu Campos de Queirós trata de temas muito importantes como aceitação, superação e perda com lirismo e a simplicidade de uma criança.

  1. Emigração e adaptação – A Rainha do Norte, Joana Estrela, Planeta Tangerina, 2017

Ser estrangeiro não é fácil.

Joana Estrela parte da lenda das amendoeiras e escreve a estória de uma jovem que se muda para um país muito diferente do seu. Refletindo a realidade de muitas famílias nos dias de hoje, o livro aborda os desafios e dificuldades que esta experiência representa, da língua e da comida às saudades dos que se deixam para trás, mas também o amor e a vontade de crescer e mudar. Uma história muito bonita e bem conseguida, quer a nível verbal quer a nível gráfico.

  1. Guerra – Que luz estarias a ler?, de Ana Biscaia (ilustração) e Pedro Mésseder (texto), Xerefé edições, 2014

Um livro que começou ao contrário, com os desenhos de Ana Biscaia (Prémio Nacional de Ilustração 2013) baseados em fotografias de uma menina a apanhar livros no meio de escombros num cenário de guerra. Seriam esses desenhos que serviriam de base ao texto de Pedro Mésseder, que assim acaba por ilustrar ilustrações com as suas palavras.

No livro, a menina é Aysha e procura livros para a escola que sonha ter no fim da guerra, altura em que se dedicará a pensar no que o seu amigo Kalil estaria a ler quando morreu.

Um livro forte e belo, tanto a nível textual como visual, que nos permite abordar temas tão difíceis como a guerra e a morte infantil através da discussão do amor aos livros e do papel da literatura neste mundo às avessas.

Que luz estarias a ler? está atualmente a ser trabalhado com alunos de Português, do Ensino Básico (1º – 6º ano), na Suécia.

  1. Identidade – Como tu, de Ana Luísa Amaral e Elsa Navarro (ilustração), Quid Novi, 2012

Tudo muda e se transforma. Como tu.

Escrito numa linguagem poética e do quotidiano, com a bondade e pureza a que nos habitua Ana Luísa Amaral, este livro mostra-nos como tudo cresce, muda e passa, como tudo deve ser respeitado, tal como a borboleta e o pé de feijão. Uma conversa com uma criança sobre o mundo que a rodeia, um belíssimo ponto de partida para discutir a amizade, a família, a solidão, a sexualidade, a vergonha, os medos que nos assombram, e muito mais.

Livro acompanhado por um CD com música original de António Pinho Vargas e interpretação de Gilberto Oliveira e Margarida Gonçalves.

  1. Paixão e desilusão amorosa – Eu gosto de ti. E tu?, de Inês Almeida e Nicholas Carvalho, Livros Horizonte, 2016

A primeira paixão, o primeiro desgosto, a primeira lição para aprender a dar tempo ao tempo, ultrapassar medos e confiar em nós mesmos. Um livro numa linguagem delicada, como é o tema, com bonitas ilustrações.

  1. Síndrome do X Frágil – Olá! Eu sou o Alexandre – Alexandre, o Ágil, de Ana Zanatti e Madalena Bastos (ilustração), Pais em Rede, 2016

O Alexandre é um menino curioso e irrequieto, que vive rodeado de amor, entrega e preserverança. Vive com a síndrome do X Frágil, caracterizada por sintomas como a hiperatividade, problemas de atenção e concentração, ansiedade e timidez social. A estória de Alexandre é verídica, e aqui é contada num tom lúdico e em verso, pensada quase para ser cantada a outros meninos; faz parte da coleção Meninos Especiais, que visa contar a estória de crianças com deficiências, nem sempre visíveis ou conhecidas do público geral, e alertar para as suas necessidades especiais.

Este livro foi financiado pela Associação Portuguesa da Síndrome X Frágil, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

  1. Um novo irmão – Eu só só eu, de Ana Saldanha e Yara Kono (ilustração), Editora Peirópolis, 2014

Um livro cheio de amor sobre tudo o que faz parte do mundo de um filho único: os seus brinquedos, os seus espaços, os seus afetos. E como tudo isso muda com um irmão, só seu.

Texto e ilustrações ideais para abordar o tema com crianças até aos 3 anos.

Sugerimos também:

  • Alice Beija-Flor, um PortCast da autoria de Jorge Reis, com exercícios de Catarina Stichini, para ler e ouvir e discutir a infância, a família e distúrbios alimentares. Versão lenta e grátis, aqui. Versão com exercícios, aqui.

Diga-nos o que acha e sugira outros livros!

 

Catarina Stichini é professora há mais de vinte anos, tendo já lecionado do ensino infantil ao universitário. Em 2014, foi nomeada para o Prémio de Melhor Professor da Universidade de Estocolmo, na Suécia, país onde é atualmente professora de Português Língua de Herança. Dedica parte do seu tempo ao www.portcast.net, uma plataforma para a aprendizagem de português através de podcasts. Tem um filho luso-sueco com 6 anos.

Gabriella Teixeira é formada em Comunicação Social e trabalha como professora de Português como Língua de Herança na Suécia. Apaixonada por literatura infantojuvenil, em 2015, criou o projeto, Cantinho da história na Suécia, onde realiza diversas contações de histórias em português nas bibliotecas de Estocolmo e também em Uppsala.

 

 

 

“Surpresa” é uma curta sobre ter cancro aos quatro anos

Agosto 5, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt/ de 17 de julho de 2017.

Paulo Patrício animou um diálogo entre Joana e Alice, mãe e filha que falam sobre a doença que mudou a vida familiar. “Surpresa” estreou-se no Curtas Vila do Conde e venceu o prémio do público na competição nacional

Texto de Ana Maria Henriques

Ouvimos um lápis a riscar no papel, mas não vemos quem o empunha. Só existe o som e umas manchas negras que fazem lembrar um teste de Rorschach. “E o que é que aconteceu ao teu corpo quando ficaste doente?”, pergunta a mãe Joana. A filha Alice responde: “Só tinha um rim”. São assim os primeiros 20 segundos de Surpresa, curta-metragem de Paulo Patrício que se estreou, na semana passada, no Curtas Vila do Conde e acabou por vencer o prémio do público na competição nacional deste festival que celebrou 25 anos. “Quando ouvi um pedaço da conversa entre mãe e filha percebi que estava ali uma história. Do princípio ao fim”, diz o realizador ao P3. Alice tinha cancro no rim, passava por uma das fases mais duras da doença, o cabelo estava a voltar a nascer.

A conversa entre mãe e filha foi gravada em 2011, tinha a menina quatro anos, e ficou perdida no arquivo do computador de Paulo. Em limpezas digitais, resolveu pegar no registo áudio, gravado a propósito de um anterior projecto de série infantil, e fazer dele uma curta de animação. “Acredito que o desenho é democracia e a Alice está sempre a desenhar”, recorda. “É isso que a deixa feliz: estar viva, desenhar e estar com a mãe.” A ideia deste português nascido em Angola, a viver no Porto, “não foi fazer um filme sobre a Alice, mas sim sobre meninos e meninas que estão nas mesmas circunstâncias”. Daí a simplicidade do desenho que a representa: tanto pode ser um menino como uma menina. Pode acontecer a qualquer um.

Abordar o cancro na infância é algo “muito raro”, continua Paulo, de 43 anos. “Mexeu muito comigo, custou-me ouvir milhares de vezes [o diálogo].” A Alice de quatro anos tinha uma “desenvoltura a falar” pouco comum, mas não deixava de ser uma criança. Sabia que tinha perdido um rim, mas custava entender o que tinha acontecido a esse órgão: “Quando é que voltam a pôr o outro?” Não faltam porquês.

Durante o período em que se dedicou à pintura, “muito orgânica” — a animação ficou a cargo da Animais —, Paulo não se encontrou com Alice, que só viu o filme quando esteve foi finalizado. “Não queria criar uma grande relação afectiva com ela para não perder a distância”, admite. O assunto, “super delicado”, pedia alguma “objectividade”.

Ao longo de Surpresa, Alice atropela-se em questões, recorda alguns momentos dos internamentos por que passou. “É uma conversa muito honesta. Não é uma mãe e uma filha, um adulto e uma criança, são duas pessoas a falar”, descreve. Nada foi escrito ou ensaiado, garante. Na curta-metragem, com música de Yasuaki Shimizu & Saxophonettes, “acontecem coisas um bocadinho estranhas”, tal como no corpo e na vida de quem tem uma doença como a de Alice. “Queria que passasse para a animação a forma como a vida muda, de um momento para o outro. Daí que a pintura seja orgânica.” As feições mudam, o nariz “dá um giro e cresce”, os olhos e os braços ficam de tamanhos diferentes, há problemas para resolver num minuto. “Nada é perfeito”, justifica. “Nós damos muito importância ao aspecto do nosso corpo, mas só com uma doença é que percebemos, de facto, o nosso corpo e olhamos com mais atenção.”

“Chateou-te muito estares doente?”, perguntava a mãe. “Um bocadinho”, admite Alice, agora com quase dez anos. Na estreia de Surpresa, no Curtas, “algumas pessoas ficaram ligeiramente comovidas”. “O filme é positivo, mas há umas partes mais cruas”, diz Paulo. A curta, de quase oito minutos, foi também seleccionada para o festival brasileiro Anima Mundi. O realizador, designer e ilustrador já arrancou com um novo filme, chamado O teu nome é, voltado para a violência transgénero. Um “trabalho de memória sobre o caso da Gisberta”.

 

 

Hoje é dia Internacional da Criança com Cancro. E se puder fazer a diferença?

Fevereiro 15, 2017 às 4:08 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://sol.sapo.pt/ de 15 de fevereiro de 2017.

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Marta F. Reis

Cerca de 200 mil crianças são todos os anos diagnosticadas com a doença. Em Portugal surgem 350 novos casos. Saiba como ajudar.

Hoje assinala-se o Dia Internacional da Criança com Cancro. Os tumores na infância são raros mas afetam todos os anos 200 mil famílias. Em Portugal surgem 350 novos casos de cancro anualmente antes dos 18 anos de idade.

Eis cinco formas de ajudar:

IPO de Lisboa

O apelo foi feito esta semana e pode ajudar crianças mas também adultos. O IPO de Lisboa apela à dádiva de sangue. De segunda a sexta, entre as 9h e as 16h, aos sábados entre as 9h e as 11h. “Temos estacionamento reservado e gratuito. A sua ausência ao trabalho é justificada, sem perda de direitos”, informa a instituição. Deve dirigir-se ao 2.º andar do Pavilhão Central e se juntar um grupo de amigos pode marcar uma hora para a dádiva através do telefone 217200479.

Acreditar

A primeira associação de pais e amigos de crianças com cancro no país começou a apoiar famílias em 1994 e tem três casas que recebem crianças e pais deslocados em tratamentos em Lisboa, Coimbra e Porto. Pode contribuir tornando-se sócio com donativos através do número 760 01 060. O custo de cada chamada é de 0,60€ + iva, dos quais 0,48€ revertem a favor da associação.

Fundação Rui Osório de Castro

Esta fundação trabalha com profissionais de saúde e com as famílias. Foi criada em 2009 para apoiar crianças com cancro e promover o seu bem-estar físico e emocional, através da divulgação de informação sobre a temática e promoção da investigação científica nesta área. Este ano lançaram um peluche “xi-coração”, cujas vendas revertem para a instituição. Está por exemplo à venda na loja Paez shoes no Chiado, na Rua do Alecrim, em Lisboa.

Associação Terra dos Sonhos

Trabalham com crianças e jovens diagnosticados com doenças crónicas e/ou em estado avançado de doença e ajudam a realizar sonhos. Para a Associação Terra dos Sonhos, não há impossíveis. Pode patrocinar o sonho de uma criança, seja uma ida à Disney ou nadar com golfinhos. Pode contactar a instituição no site http://www.terradossonhos.org. Aceitam também donativos através do número 760 305 306. O custo de cada chamada é de 0,60€ + iva, dos quais 0,48€ revertem a favor da associação.

#TogetherWeCan

É o mote da campanha lançada este pela organização World Child Cancer. A ideia é tornar esta hastag viral nas redes sociais, com uma fotografia de um punho erguido em sinal de vitória ou de solidariedade entre duas pessoas. Também pode fazer um donativo através do site http://www.worldchildcancer.ogr. Cinco libras garantem apoio nutricional a cinco crianças e famílias em tratamento nos Camarões. Dez libras pagam uma semana de cuidados paliativos a quatro crianças no Malawi e 25 libras garantem o acesso a diagnóstico a 10 crianças no Bangladesh.

 

Operação Nariz Vermelho

http://www.narizvermelho.pt/

 

 

Os Abraços do Xi-Coração” iniciativa da Fundação Rui Osório de Castro

Maio 21, 2016 às 7:54 pm | Publicado em Divulgação, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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O nosso Xi- heart emoticon tornou-se num herói de banda desenhada e é a personagem principal de “Os Abraços do Xi-Coração”, um blogue de histórias originais em banda desenhada que promovem a esperança e o otimismo para quem vive uma situação de cancro infantil. Este é um novo projeto de informação e esclarecimento na área da oncologia pediátrica que surge de uma iniciativa da Fundação Rui Osório de Castro com o apoio da Fundação Montepio, criatividade da Ogilvy Portugal e ilustrações de Carlos Antunes. A primeira história será lançada a 22 de maio, no Dia do Abraço, e duas vezes por mês serão adicionados novos capítulos à aventura do Xi-Coração. Tudo curioso?

Sigam aqui:
http://os-abracos-do-xi-coracao.tumblr.com/

 

Alta mortalidade por câncer em crianças nos países pobres

Fevereiro 29, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do site http://www.swissinfo.ch/por/ de 15 de fevereiro de 2016.

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Muitas crianças morrem em decorrência de câncer nos países mais pobres por falta de acesso aos tratamentos, lamentou nesta segunda-feira o Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (CIRC) – por ocasião do dia mundial do câncer infantil.

“O câncer é raro nas crianças. Nos países desenvolvidos, ele representa menos de 1% do total dos cânceres. Mas nos países com baixa renda, onde as crianças podem representar até metade da população, a proporção do câncer pediátrico pode ser cinco vezes mais alta”, ressaltou o CIRC em comunicado.

“A proporção de crianças que morrem de um câncer nos países mais pobres é inaceitável quando sabemos o que podemos fazer a esse respeito (como taxa de sobrevida) nos países ricos graças ao acesso aos tratamentos”, comentou o médico Christopher Wild, diretor do CIRC.

Embora a taxa de sobrevivência seja de cerca de 80% nos países ricos, chega semente a 10% em alguns outros países, segundo o CIRC, ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o CIRC, “o câncer pediátrico é um problema de saúde pública nos países em desenvolvimento” e salientou a necessidade de alocar mais recursos para melhorar o diagnóstico, tratamento e infra-estrutura.

Cerca de 215.000 crianças menores de 15 anos e 85.000 de 15 a 19 anos são diagnosticadas com câncer todos os anos no mundo, um número muito mais alto do que o previsto, segundo novas estimativas baseadas em dados coletados pelos registros de 68 países entre 2001 e 2010.

Inúmeros cânceres podem ser tratados, mas a doença continua sendo uma grande causa de mortalidade com cerca de 80.000 óbitos no mundo.

Quase metade dos cânceres infantis são leucemias ou linfomas, seguidos dos tumores do sistema nervoso central.

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 mais informações na notícia da OMS:

International Childhood Cancer Day: 15 February 2016

 

 

2º Seminário de Oncologia Pediátrica : Viver desafiando a doença – 20-Fev na FCG

Fevereiro 12, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Fundação Rui Osório de Castro, instituição de solidariedade social sem fins lucrativos que apoia a oncologia pediátrica nas áreas da informação e da investigação científica, organiza o 2º Seminário de Oncologia Pediátrica. Subordinado ao tema “Viver Desafiando a Doença” o evento acontece dia 20 de fevereiro, na Fundação Calouste Gulbenkian direcionado a pais, familiares, amigos de crianças com cancro e à população em geral. A edição é marcada pela apresentação da primeira edição do Prémio Rui Osório de Castro / Millenium bcp, no valor de 15.000€.

 A sessão de abertura conta com as intervenções do Professor Doutor António Gentil Martins, Doutor Francisco George (Direção Geral de Saúde), Doutor João Bragança (Acreditar) e da Engenheira Karla Osório de Castro (Fundação Rui Osório de Castro).

O fim da tarde é marcado pela apresentação do Prémio Rui Osório de Castro / Millenium bcp explicado pelo Dr Fernando Nogueira, Presidente da Fundação Milennium bcp, e pelo Dr Filipe Osório de Castro, Administrador da Fundação Rui Osório de Castro. No valor de 15.000€, esta atribuição pretende distinguir projetos capazes de incentivar e promover a melhoria dos cuidados prestados às crianças com doença oncológica.

A participação no seminário é aberta ao público e de cariz gratuito exigindo uma inscrição prévia que deverá ser efetuadas através dos seguintes contatos:

 Lisboa

http://goo.gl/forms/U6ls1zq0bQ

cristinapotier@froc.pt / 21 791 50 07

Para os interessados que se façam acompanhar de crianças (entre os 3 e os 12 anos), o Espaço Kids promove um programa especial com oficinas, animações e jogos.

O 2º Seminário de Oncologia Pediátrica acontece como uma plataforma de sensibilização e debate para o cancro infantil – primeira causa de morte não acidental na população infantojuvenil, com cerca de 350 novos casos a surgirem em Portugal.

O evento ocorre durante a “Semana Dourada”, uma iniciativa da Fundação Rui Osório de Castro e da Acreditar no âmbito do Dia Internacional da Criança com Cancro, assinalado a 15 de fevereiro. A “Semana Dourada” decorre de 15 a 20 de fevereiro e conta com dois seminários e iniciativas de norte a sul do país.

 mais informações:

http://www.fund-ruiosoriodecastro.org/content.aspx?menuid=14&eid=597&bl=1

 

Semana Dourada – Semana Internacional da Criança com Cancro

Fevereiro 10, 2016 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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semana

mais informações:

https://www.facebook.com/fundacao.rui.osorio.castro/

 

Cuidar do Seu Filho Doente : um guia da Unidade de Oncologia Pediátrica

Janeiro 23, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Livros, Recursos educativos | Deixe um comentário
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descarregar o guia no link:

http://pipop.info/fotos/editor2/cuidardoseufilhodoente.pdf

Perante a doença oncológica de um filho as famílias deparam-se com muitas questões, ainda mais quando a doença se mostra incurável. No entanto, a necessidade de informação, a dificuldade em prestar os cuidados, os problemas económicos e sociais, bem como as sobrecargas emocionais e espirituais, poderão ser atenuados com a ajuda dos profissionais de saúde.

Este guia deve servir como orientação e não como uma verdade absoluta. Sabemos que cada situação é única e confiamos que cada família saberá reencontrar o seu equilíbrio.

A ideia deste guia, que vai agora na sua 3ª edição, surgiu em 2005 da necessidade sentida pelos profissionais do Serviço de Pediatria do Instituto Português de Oncologia de Lisboa de melhorar o apoio à criança / adolescente e sua família, quando se reconhece não ser possível curar a doença.

Nesta altura, os cuidados paliativos sobrepõem-se aos curativos, numa abordagem global e pró-activa dosproblemas existentes e previsíveis.

O objectivo fundamental é ir ao encontro das vossas necessidades e desejos, procurando assegurar conforto e a manutenção da melhor qualidade de vida possível, no local preferido para a prestação de cuidados.

Muitas crianças com cancro nascem com genes que as tornam mais suscetíveis a desenvolver a doença

Dezembro 2, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site http://www.pipop.info de 23 de novembro de 2015.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Germline Mutations in Predisposition Genes in Pediatric Cancer

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Fonte: Reuters

Um estudo realizado nos Estados Unidos que avaliou 1 120 crianças e adolescentes conclui que 8,5% destas crianças nascem com genes que aumentam o risco de desenvolver cancro.

As conclusões surgem de um sequenciamento genético realizado pelo Hospital de Pesquisa Pediátrica St. Jude aos tecidos tumorais e tecidos saudáveis daquelas crianças.

James Downing, um dos investigadores, explica que entre as crianças que detinham os referidos genes promotores de cancro, apenas 40% apresentavam histórico familiar conhecido de cancro, o que sugere que este não é um fator preditor de cancro infantil.

Do total de crianças avaliadas, 8,5% possuíam no seu código genético determinados genes que as tornavam mais suscetíveis de virem a desenvolver cancro nos tecidos saudáveis, segundo as conclusões publicadas na revista New England Journal of Medicine.

Os cientistas consideram que o estudo representa “um importante ponto de viragem” na “compreensão do risco de cancro pediátrico” e provavelmente vai mudar a forma como os pacientes são avaliados e como os dados podem ser geridos a fim de melhor acompanhar e aconselhar outros membros da família, como irmãos, que também possam estar em maior risco.

 


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