Ação de formação sobre “Maus Tratos e Parentalidade Positiva” 15 de maio no Porto

Maio 11, 2019 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://www.facebook.com/cpcjportoriental/

Ação de formação “Maus Tratos e Parentalidade Positiva”, 15 de março nas Caldas da Rainha

Março 12, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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As inscrições são obrigatórias e gratuitas: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf1WrE9PE0NdwPtrHlolwjVa0nQUsuPPh0rsGAzSJcjHCep5Q/viewform?usp=sf_link

O irresistível Pinguim-de-Adélia – Rute Agulhas sobre parentalidade positiva

Fevereiro 20, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Rute Agulhas publicado no DN Life de 27 de janeiro de 2019.

O Pinguim-de-Adélia («Pygoscelis adeliae») é uma espécie de pinguim que habita a Antártida, e foi assim baptizado em homenagem à esposa do investigador que o descobriu, Jules d’Urville.

Estes animais são muito pequenos e, talvez por isso, esta é considerada a espécie de pinguins mais adorável e irresistivelmente fofa!

A sua época de reprodução ocorre durante o mês de Outubro e constroem os ninhos nas encostas rochosas, utilizando pedras. Tanto o macho como a fêmea tomam conta dos seus ovos, à vez, mantendo-os quentes e protegidos de possíveis predadores. Qualquer pequena pedra é muito importante, e são usadas também como galanteio ou até trocadas por alguns momentos de paixão!

Mas o que têm estes pinguins de tão especial, ao ponto de lhes ser dedicada uma crónica?

O Pinguim-de-Adélia, pela forma doce como interage com os seus pares, pelo cuidado que tem com os seus ovos e, mais tarde, com as suas crias e, ainda, pela partilha dos cuidados por ambos os pais, de forma coerente, que exercem uma verdadeira co-parentalidade (de fazer inveja a muitos seres humanos!), dá o nome a um projecto inovador da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens1.

Chamamos-lhe, portanto, «Adélia – Projecto Parentalidade Positiva». Porque os cuidados não se medem aos palmos, este pinguim tão pequenino é, em boa verdade, um gigante da parentalidade positiva.

De acordo com a Recomendação Rec (2006) 19 do Conselho da Europa – Comité Conselho de Ministros, a parentalidade positiva é definida como «um comportamento parental baseado no melhor interesse da criança e que assegura a satisfação das principais necessidades das crianças e a sua capacitação, sem violência, proporcionando-lhe o reconhecimento e a orientação necessários, o que implica a fixação de limites ao seu comportamento, para possibilitar o seu pleno desenvolvimento».

O que implica, então, este conceito de parentalidade positiva? O que devem, ou não devem, os pais fazer para conseguir exercer uma verdadeira parentalidade positiva?

Em primeiro lugar, promover uma comunicação adequada e saudável com os filhos. Uma comunicação clara e coerente é a chave do sucesso de qualquer relação e a relação entre pais e filhos não é excepção. Implica falar de forma clara e com coerência entre aquilo que é transmitido verbalmente e não verbalmente. Do que adianta dizer uma coisa com palavras, quando, tantas vezes, os olhos, o tom de voz, a postura ou os gestos dizem exactamente o contrário?

Uma parentalidade positiva implica também saber resolver problemas de forma ajustada. Em todas as relações surgem problemas e a adequação de uma relação não se avalia pela existência ou inexistência de problemas, mas sim pela forma como estes são geridos.

Saber resolver problemas envolve uma correcta identificação do problema e das várias alternativas de resolução, a identificação de vantagens e desvantagens de cada alternativa e a antecipação de possíveis consequências. Só então conseguiremos identificar a alternativa mais adequada e definir um plano para a operacionalizar. E não, não existem alternativas que apenas acarretem vantagens.

Nas relações pais e filhos importa também saber definir estratégias para lidar com os comportamentos adequados. Quer isto dizer que não devemos dar atenção apenas aos comportamentos desadequados das crianças. Se queremos que os comportamentos desejáveis se tornem mais frequentes, duradouros e intensos, é fundamental saber reforçá-los. Privilegiar o reforço social (elogio) ou com actividades que a criança goste e, se possível, que envolvam toda a família. Quando foi a última vez que elogiou o seu filho, só porque sim?

E o que fazer face aos comportamentos desadequados da criança? Pois, se queremos exercer a nossa parentalidade de uma forma positiva, então temos mesmo de eliminar as estratégias de natureza punitiva. E por punição não se entenda apenas a punição física, mas também outros comportamentos que são psicologicamente agressivos. Como dar ordens sem explicação, «porque aqui mando eu» e «é não, porque não». Ou, ainda, humilhar ou ameaçar a criança de qualquer forma, intimidando-a ou fazendo-a sentir que não é amada, desejada ou aceite de forma incondicional.

No fundo, pretende-se ajudar os pais a encontrar estratégias alternativas para lidar com os comportamentos negativos como, por exemplo, ignorar, reforçar comportamentos que sejam incompatíveis com aqueles que se pretendem eliminar ou, ainda, retirar privilégios como consequência da sua exibição.

As crianças precisam ainda de limites, de um amor firme com balizas que as orientem e encaminhem. Ouvir um «não», ou até muitos «nãos», não traumatiza as crianças. Contrariamente ao que tantos pais pensam, crescer com um modelo parental de baixo controlo gera mais dificuldades de regulação emocional e comportamental, maior imaturidade e dificuldade na relação com os outros.

Promover a auto-estima da criança é também uma forma de exercer uma parentalidade positiva. Ajudar a criança a identificar os seus pontos fortes e áreas de competência, valorizando-se por aquilo que consegue fazer, mas, acima de tudo, por quem é.

Por fim, importa também partilhar momentos lúdicos e de lazer. Momentos em que brincadeira e divertimento sejam as palavras de ordem, sem que exista, necessariamente, uma agenda de aprendizagens associada a essas actividades. Brincar livremente, deixando fluir a capacidade simbólica da criança, é de uma riqueza sem tamanho. E quando essas brincadeiras são partilhadas em família… tudo ganha uma nova cor!

O nosso Pinguim-de-Adélia tem já um primeiro material a circular pelas famílias de Portugal! Um «quantos-queres» (quem é que ainda se lembra como se faz?) dedicado às várias dimensões da parentalidade positiva. E não é que as crianças de hoje, tal como as do nosso tempo, adoram o «quantos-queres», mesmo com tecnologia zero?

 

 

 

10 Maneiras de Impedir que o seu Filho se Torne um Pequeno Ditador

Janeiro 25, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto e imagem da Activa de 24 de agosto de 2018.

Em ‘O Pequeno Ditador’ (Ed. Esfera dos Livros), o psicólogo Javier Urra mostra como impedir que o amor pelo nossos filhos lhes estrague a vida: a deles e a nossa. Saiba como.

Os nossos filhos são pequenos ditadores? Não, que ideia. São uns amores de umas crianças, e afinal não se pode exigir a uma criança que seja perfeita… Pois não, mas também há coisas que, segundo o psicólogo Javier Urra, nem a uma criança se admitem.

1. Saber o que são – Afinal, o que é um pequeno ditador? “São crianças caprichosas, sem limites, que dão ordens aos pais, organizam a vida familiar e chantageiam quem tenta travá-los. São crianças com insensibilidade emocional, escassa responsabilidade perante um castigo, e dificuldades para desenvolver sentimentos de culpa, bem como escasso apego aos pais ou a outros membros da família.”

2. Educá-lo desde pequeno – Os pequenos ditadores não nascem, fazem-se. Como é que isto se impede? “Educando-se as crianças desde pequenas para a autodisciplina, o altruísmo, a generosidade, a compaixão, o perdão e a empatia, e transmitir uma vivência positiva das intenções alheias”. Isto dá trabalho? Talvez não tanto como isso…

Com 3 anos já se nota um tirano. “Não só porque atira os brinquedos mas porque se sente feliz quando os apanhamos. Não porque seja caprichoso, porque todas as crianças são, mas porque se sente bem mantendo o outro esmagado. Mais, vai experimentar que coisas nos pode fazer para ver que é ele que tem o controlo.”

3. Abolir a ‘educação analgésica’ – Ou seja, as crianças, desde muito pequenas, devem aceitar o que significa um não, e assumir frustrações sem reconvertê-las em violência ou agressividade. “São os pais que devem moldar os filhos, não os filhos que devem moldar os pais – agradar aos filhos para evitar contradizê-los causa-lhes confusão.”

4. Não colocar a criança num pedestal – Os filhos não devem ‘estar primeiro’, defende Javier Urra, e “não se deve considerar o filho um tesouro que nunca se deve contrariar e nunca deve sofrer”. Claro que a nossa sociedade de filhos únicos tornados preciosos não ajuda: queremos que eles tenham tudo, e que não sofram nada. Achamos que isso é que é ser bom pai ou boa mãe. Problema: as consequências podem ser um ‘pequeno ditador’. Portanto, afirma Urra, a criança tem de entender desde bebé que a vontade dos pais é mais forte que os seus impulsos.

5. Pôr a relação de casal em primeiro lugar – A mãe ensina que o mais importante da casa é o filho e não o casal, e isto é um erro. A criança é apenas mais um”, defende Javier Urra. Portanto, não tem de renunciar à sua vida nem às necessidades de casal, e não faz mal nenhum que as crianças passem algum tempo sozinhas. “Há que educar a criança para ter independência emocional: tem de aprender a entreter-se sozinha, a desenvolver a imaginação, a saber que em alguns momentos tem de brincar no seu quarto sem a presença dos adultos.”

6. Não o encher de brinquedos – “Os melhores brinquedos são pais disponíveis para brincar, amigos, tempo e um lugar para se poder sujar”. Não tem de abolir a televisão, mas veja com eles de forma crítica, vacinando-os contra a avalanche publicitária e as mensagens sexistas.

7. Educar para a empatia – Stressamos porque ele não tem boas notas, mas nunca nos preocupamos com o facto de não ser boa pessoa, talvez porque achamos que isso está garantido. Mas não está. Também é preciso educar para a empatia, para a solidariedade e para estar atento aos outros. “É essencial formar na empatia, ensinando-os para que aprendam a pôr-se no lugar do outro, naquilo que sente, naquilo que pensa”, aconselha Urra. “A empatia é o grande antídoto contra a violência.”

8. Ensiná-lo a pensar – O que está bem e mal? Porque é que as coisas acontecem como acontecem, porque é que as pessoas fazem o que fazem? De que forma ele pode ser útil aos outros? Habitue-o não a julgar os outros mas a pôr-se no lugar deles. “É necessário instaurar um modelo de ética utilizando o raciocínio, a capacidade crítica e a explicação das consequências que o seu comportamento terá para os outros”, explica Urra. “E aumentar a sua capacidade de diferir as gratificações, de tolerar frustrações, de controlar os impulsos, de relacionar-se com os outros. Devemos fomentar a reflexão como contrapeso da acção.”

9. Educá-lo na alegria e no otimismo – Tenha um bom ambiente em casa, caloroso, descontraído e criativo: não devolvemos o amor que não recebemos.

10. “Não devemos prestar atenção à criança apenas quando tem comportamentos inadequados. Pode fomentar um comportamento positivo com uma recompensa e um elogio. Os sermões só servem para aborrecer. Quando os filhos se portam mal, ralhar-lhes, criticá-los, bater, gritar ou discutir só reforça o mau comportamento.” Portanto, dê-lhe mostras de que gosta dele, elogiando os seus esforços. “É contraproducente não lhe explicar as coisas, permitir-lhe que desobedeça, gritar-lhe, bater-lhe ou desprezá-la, e enervar-se.”

Trate-o com respeito, amor e consideração: e exija o mesmo da parte dele. É simples, não é?

 

 

 

Palestra “Parentalidade Positiva” – 14 março em Mafra

Março 7, 2018 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Os pais têm de aprender a educar os filhos para o riso

Fevereiro 27, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/

O bom humor também ajuda os filhos a serem perseverantes com os seus objetivos e a ter uma visão mais realista das pessoas e da vida em geral.

As famílias precisam de aprender a educar os filhos para o riso. Saber sorrir e ter sentido de humor é fundamental para aumentar a alegria de viver dos nossos filhos.

Neurologicamente falando, estudos do Jornal de Neurociência e de Psicologia da Universidade de North Carolina mostraram que a gargalhada é uma grande libertadora de endorfina no cérebro através dos receptores opioides para os neurotransmissores.

De acordo com reportagem publicada no jornal Estadão, o riso tem um efeito benéfico  e transporta-nos para uma euforia saudável , e por isso é que é tão contagioso socialmente.

RIR É O MELHOR REMÉDIO

Quando uma pessoa começa a rir, as outras à sua volta também tendem a abrir um sorriso ou a rir. Através do riso, as conexões sociais no grupo melhoram, porque gera uma sensação de segurança e proximidade.

Também o riso e o sorriso fazem parte do bom humor.

Quanto mais bem-humorados os nossos filhos forem, melhor conseguirão levar a bom porto as adversidades da vida e de transformar as obrigações diárias e convivências em momentos mais leves ou alegres, através de sorrisos refrescantes.

Ao bom humor estão associadas a diversão, os jogos e a brincadeira; todas são manifestações afetivas de amizade e amabilidade.

FELICIDADE

Segundo Hugo de Azevedo, escritor do livro: “O bom humor”, uma pessoa que não aprecia uma piada ou não se sabe rir de si própria, não sabe “brincar” e nunca poderá alcançar a plena felicidade.

Contrariamente, uma pessoa com bom humor sabe relativizar as coisas e não se leva tão a sério. Os nossos filhos precisam de aprender a conhecer-se e a aceitar as próprias limitações.

Uma inteligência emocional bem desenvolvida leva ao realismo e a uma escala de valores equilibrada. As crianças aprendem a relevar pequenas adversidades e a não fazerem “tempestades em copo de água”.

SOLUCIONAR PROBLEMAS

O bom humor também ajuda os filhos a serem perseverantes com os seus objetivos e a ter uma visão mais realista das pessoas e da vida em geral, o que permite que descubram melhor as causas de eventuais problemas e, consequentemente, possíveis soluções.

O bom humor está unido ao espírito desportivo, ao desporto e ao jogo, à virtude da eutrapelia, ou seja, de saber divertir-se mas saber moderar quando preciso.

Brincar é uma coisa séria e é uma coisa mais séria ainda para os adultos que jamais devem desaprender a brincar.

SUGESTÕES PARA OS PAIS

  1. Aprenda a rir-se de si próprio.
  2. Seja sempre grato pelo que tem.
  3. Evite focar-se em problemas e pensamentos negativos.
  4. Habitue-se a fazer pausas, a desfrutar de uma boa música, uma dança, um bom filme, um livro, um passeio no parque ou contemplar a natureza.
  5. Brinque e tenha momentos de diversão com os seus filhos e dêem umas gargalhadas em família
  6. Aprenda a não dramatizar.
  7. Sorria sempre para as pessoas, o que é uma forma de demonstrar carinho por elas.
  8. Aprenda a alegrar-se com cada minuto desse precioso dom que é a vida.

 

Publicado em O estadão, adaptado por Up To Kids®

 

I Jornadas sobre Parentalidade da Figueira da Foz – 2 de fevereiro

Janeiro 14, 2018 às 5:36 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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As inscrições gratuitas, obrigatórias e limitadas aos lugares disponíveis, terminam no dia 31 de janeiro

mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/197014550848605/

Por que as crianças da Dinamarca são mais felizes?

Novembro 17, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Livros | Deixe um comentário
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Notícia do http://revistacrescer.globo.com/ de 6 de novembro de 2017.

Por Juliana Malacarne

No recém-lançado Crianças Dinamarquesas, autoras mostram que a maneira como elas são criadas talvez esteja por trás dos altos índices de felicidade do país nórdico. Veja como colocar tais descobertas em prática na sua casa também.

Abrir a janela de casa e encontrar a rua coberta de neve é uma visão comum para os dinamarqueses. Na maioria das cidades do país, que fica no norte da Europa em uma região conhecida como Escandinávia, as temperaturas ficam abaixo de zero no inverno. O clima pouco convidativo e a baixa incidência de luz solar, porém, não abatem o espírito do povo dinamarquês. Desde que a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OECD, na sigla em inglês) criou uma lista para eleger o país mais feliz do mundo, em 1973, a Dinamarca esteve em seu topo quase todos os anos. O que poderia explicar esse resultado? A terapeuta dinamarquesa Iben Sandhal e a psicóloga norte-americana Jessica Alexander apostam que a resposta está na maneira como as crianças dali são educadas.

Com base em pesquisas e observações cotidianas (Iben mora em Copenhague e Jessica é casada com um dinamarquês), as duas escreveram o livro Crianças DinamarquesasO que as Pessoas Mais Felizes do Mundo Sabem Sobre Criar Filhos Confiantes e Capazes (Ed. Fontanar, R$ 34,90). O livro descreve as atitudes de pais e mães daquele gelado país que geram resultados positivos sobre as crianças. E, o que é melhor, como aplicá-las em qualquer lugar do mundo. Em entrevista exclusiva à CRESCER, as autoras ressaltam a importância de elogiar os esforços dos pequenos, sem exagero, e sobre por que ensiná-los a ter empatia desde cedo, entre outras dicas. A seguir, destacamos alguns pontos da conversa.

Elas aprendem a ter empatia

A hora da brincadeira é uma ótima oportunidade também para transmitir lições de empatia, um dos pilares da educação dinamarquesa, de acordo com Iben e Jessica. É comum que surjam conflitos na convivência entre crianças pequenas. Mesmo assim, por aqui, quando o filho se queixa do comportamento de um dos colegas, a primeira reação dos pais é tirar satisfação, seja com a escola, seja com os pais do “briguento”, não? Outros acreditam que é “coisa de criança” e falam para o filho deixar para lá. Na Dinamarca, entretanto, as famílias preferem fazer com que as crianças entendam (ou ao menos tentem entender) as emoções do outro. Sendo assim, dizer: “Ele parece irritado, você sabe o que aconteceu?”, traz resultados melhores do que “Ele está com raiva de quê? Que ridículo!”. “Nem sempre as reações e emoções das crianças fazem sentido para os adultos, mas mostrando que as reconhece, você evita julgamentos e ensina seu filho a lidar melhor mesmo com os sentimento considerados ‘inapropriados’”, diz Jessica.

Elas recebem elogios “reais”

Isso não significa, porém, exagerar na positividade e aplaudir cada conta de adição que seu filho resolve corretamente como se estivesse em frente ao trabalho de um novo Einstein. “Se as crianças são constantemente elogiadas por serem naturalmente talentosas ou dotadas, passam a crer que sua inteligência é fixa e nada pode ser feito para modificá-la”, explica Iben.
Para evitar esse tipo de pensamento, o segredo é valorizar o esforço e não o resultado. Se você disser que um desenho que seu filho terminou rapidamente está incrível (mesmo que note que ele não tenha se concentrado nos detalhes), o elogio não trará nenhum benefício para a percepção que ele tem de seu próprio esforço. Uma saída melhor é perguntar sobre o desenho, ou seja, o que ele estava pensando ou sentindo quando decidiu fazê-lo. Diga: “Adorei como você manteve a concentração e o foco para deixar o desenho lindo”, em vez de “Uau, como você desenha bem!”.

Elas podem brincar livremente

No país onde foi criado um dos brinquedos mais populares da história, o Lego, as crianças não precisam ir à escola antes dos 6 anos, o que mostra o quanto o tempo “gasto” com atividades não estruturadas é reconhecido. Um dos principais desafios de Jessica, acostumada às agendas atribuladas das crianças norte-americanas, foi adotar essa mudança na rotina com os filhos Sophia, 7, e Sebastian, 4. “Me considerava uma mãe preguiçosa por não estar levando as crianças para 1 milhão de cursos ou atividades onde estavam ‘aprendendo’”, afirma. “Mas agora não me sinto mais assim e isso fez muita diferença no meu dia a dia. Não só meus filhos estão mais felizes com a liberdade de poder escolher as brincadeiras como também estou mais contente porque é muito menos estressante.”

Um estudo realizado com crianças em idade pré-escolar em Massachussets (EUA), citado pelas autoras no livro, mostrou que existe uma correlação positiva entre a quantidade de brincadeiras que as crianças participam e sua habilidade de resolver problemas. Por isso, a dica delas é levar os filhos para ambientes abertos, que eles possam explorar livremente, como praias e parques. Outra recomendação nesse sentido é estimular o encontro com crianças de diferentes idades para que umas possam aprender com as outras – e deixar para fazer intervenções somente quando necessário. “Outro dia, meu filho estava correndo a toda velocidade por uma rampa, fiquei me encolhendo de tensão e comecei a gritar para ele parar”, conta Jessica. “Mas meu marido pegou em meu braço e disse: ‘Crianças têm que correr. Se ele cair, caiu, mas crianças têm que correr’. No fim, Sebastian não caiu e ficou exultante consigo mesmo. Temos de confiar nas crianças para que elas aprendam a confiar em si próprias.”

Elas têm tempo de qualidade com a família

Os dinamarqueses têm uma palavra específica no dicionário para definir os momentos aconchegantes compartilhados em família: hygge (pronuncia-se ruga). Nesse período, existem regras bem interessantes, como desligar celulares e tablets, não reclamar à toa, evitar assuntos polêmicos e pensar em jogos em que todos os presentes possam participar independentemente da idade.

Segundo Iben, o hygge é uma escolha consciente que você faz para ter a sensação de estar conectado, de fato, com seus filhos. “Durante muitos anos, tive a oportunidade de pegar minhas filhas na saída da escola. Chegávamos em casa e sentávamos à mesa, comendo lanchinhos e conversando sobre o dia delas. Se fosse inverno, acendia velas e, às vezes, fazia chocolate quente ou chá. Depois disso, lia um conto, até que elas ficassem ‘cheias’ da minha atenção e fossem brincar por conta própria. Aquilo era muito ‘hyggeano!’”, conta a dinamarquesa.

A magia do hygge, uma das tradições mais importantes da cultura dinamarquesa, é que ele não precisa de espaço nem de alguma ocasião específica – e assim como as demais percepções das autoras, pode ser implementado por aqui também. Ainda que dar uma pausa na rotina acelerada para se entregar plenamente aos momentos com aqueles que mais ama não seja tão simples quanto pareça, o povo mais feliz do mundo garante: vale a pena.

Elas não são rotuladas

Um dos principais pontos positivos na maneira dinamarquesa de ver o mundo, de acordo com as autoras, é a importância que dão à linguagem. “As palavras têm poder e, por isso, adoto uma perspectiva otimista/realista sempre”, diz Iben, que é mãe de duas meninas, Ida, 16, e Julie, 14. “Não é ignorar as coisas ruins, e sim reconhecer que o mundo possui várias nuances de cinza além do preto e branco.”

Por exemplo, se depois de tirar uma nota baixa em geografia a criança diz que é péssima na matéria, lembre-a de uma tarefa específica que tenha gostado de fazer, como pintar um mapa, ou algum conteúdo em que tenha ficado interessada. Não negue que ela foi mal na prova nem diga que está tudo bem, mas ressalte que há coisas que podem ser feitas para melhorar o desempenho nas próximas avaliações, como estudar por mais tempo ou focar em exercícios práticos. Além disso, esteja sempre atento para evitar o uso de palavras limitadoras, como “meu filho odeia isso” ou “ele é assim”, pois esse tipo de postura não deixa espaço para a possibilidade de mudança.

 

 

Seminário para professores “Educação e práticas parentais positivas” – 26 outubro em Lagos com Melanie Tavares do IAC

Outubro 18, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança, é uma das formadoras do seminário para professores “Educação e práticas parentais positivas”.

Inscrição:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfhOsOhu1Hd1xZ-aL9QpZIkJKRI9YRLCdUSJ4Qqmuq82T1UwA/viewform

mais informações:

https://www.facebook.com/CFAERuiGracio/

10 coisas que devemos dizer aos nossos filhos todos os dias

Setembro 14, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://www.noticiasmagazine.pt/ de 9 de agosto de 2017.

Muitos pais limitam-se a bombardeá-los com ordens o tempo todo, porque o cansaço dos dias não lhes chega para mais, e depois admiram-se de ver os filhos ansiosos, revoltados, sempre do contra. Muitas vezes, dizer a frase certa na altura exata – e querer verdadeiramente ouvir a resposta – pode operar autênticos milagres na dinâmica familiar.

Texto Ana Pago | Fotografias Shutterstock

«Vai-te vestir. Vai lavar os dentes. Vai para a cama. Já viste as horas? Hoje não há tempo para história. Entra no carro e põe o cinto. Não faças barulho que eu quero telefonar. Vê lá se te entreténs um bocado. Estás-me outra vez a chamar? O que é que foi agora?» São muitas as frases que os pais repetem aos filhos no dia-a-dia, alguns fazendo mais disso a regra do que a exceção, mal se apercebendo do poder que têm de ferir com palavras os seres pequeninos que juraram proteger. A boa notícia é que as mesmas palavras que magoam também podem ajudá-los a crescer em amor, se soubermos o que dizer.

Ler o texto completo no link:

http://www.noticiasmagazine.pt/2017/10-coisas-que-devemos-dizer-aos-nossos-filhos-todos-os-dias/

 

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