10 coisas que devemos dizer aos nossos filhos todos os dias

Setembro 14, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: ,

Texto do http://www.noticiasmagazine.pt/ de 9 de agosto de 2017.

Muitos pais limitam-se a bombardeá-los com ordens o tempo todo, porque o cansaço dos dias não lhes chega para mais, e depois admiram-se de ver os filhos ansiosos, revoltados, sempre do contra. Muitas vezes, dizer a frase certa na altura exata – e querer verdadeiramente ouvir a resposta – pode operar autênticos milagres na dinâmica familiar.

Texto Ana Pago | Fotografias Shutterstock

«Vai-te vestir. Vai lavar os dentes. Vai para a cama. Já viste as horas? Hoje não há tempo para história. Entra no carro e põe o cinto. Não faças barulho que eu quero telefonar. Vê lá se te entreténs um bocado. Estás-me outra vez a chamar? O que é que foi agora?» São muitas as frases que os pais repetem aos filhos no dia-a-dia, alguns fazendo mais disso a regra do que a exceção, mal se apercebendo do poder que têm de ferir com palavras os seres pequeninos que juraram proteger. A boa notícia é que as mesmas palavras que magoam também podem ajudá-los a crescer em amor, se soubermos o que dizer.

Ler o texto completo no link:

http://www.noticiasmagazine.pt/2017/10-coisas-que-devemos-dizer-aos-nossos-filhos-todos-os-dias/

 

Anúncios

Adolescentes : Estar perto sem controlar

Setembro 6, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Ler o artigo de Magda Gomes Dias nos links:

http://baby-blogs.com/pt/adolescentes-estar-perto-sem-controlar/

https://drive.google.com/file/d/0B03I9t2cyMpicjFCTlhENHpKWTQ/view

20 táticas simples para evitares gritar com os teus filhos

Julho 16, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Texto do site http://uptokids.pt/ de 4 de julho de 2017.

Antes de perderes a calma, usa uma destas 20 táticas simples para evitares gritar com os teus filhos e manteres a paz em tua casa.

Eu tinha chegado ao meu limite. O meu filho de 5 anos tinha finalmente acabado com a minha paciência. Foi um dia terrível desde o momento em que acordou a exigir o pequeno almoço até à segunda vez que empurrou o irmão. Todos nós temos dias em que queremos vender os nossos filhos ao Jardim zoológico (os meus filhos iram adorar, de certeza). No entanto, eu odeio gritar. Gostava de dizer que é porque eu sei que gritar é mau para os meus anjinhos, mas a verdade é que quando grito sinto-me uma má mãe.

Há uma maneira melhor. Aliás, vou sugerir 20 maneiras melhores.

Aqui estão 20 coisas que pedes fazer da próxima vez que perderes a calma com os teus filhos sem gritar.

1. Ter um tempo juntos

Esta alternativa ao tempo em separado (castigo) envolve abraçares o teu filho até que ambos estejam calmos o suficiente para lidar com o problema.

2. Rir

As palhaçadas das crianças ou te fazem rir ou tem pões doida. Escolhe rir. Vais viver mais tempo.

3. Cantar

Cantar é uma formal vocal e sem gritaria de extravasar a raiva e agressão. Aumenta o som e cante bem alto. (eu sei, parece maluqueira, mas sabe bem e resulta)

4. Afastares-te

Às vezes, o melhor plano de acção é saires de cena até conseguires lidar com o mau comportamento de uma forma proativa.

5. Contar até 10

Parece parvo, mas este truque diminui o teu ritmo cardíaco e consegues pensar mais claramente.

6. Exercício físico

Sai e dá uma caminhada, faz uma aula de ioga ou põe um vídeo de exercícios e faz em casa. O exercício faz libertar endorfinas.

7. Ouvir

Antes de atribuires um castigo, pergunta ao teu filho o seu lado da história e ouve à séria a sua resposta. Às vezes nem tudo é o que parece.

8. Respirar

Enche os pulmões de ar e faz algumas respirações purificadoras. Oxigenar o cérebro permite pensar mais claramente.

9. Afastar as crianças

Tira as crianças de cima de ti e manda-as brincar noutro quarto ou no quintal. Não há vergonha nenhuma em precisar de estar um bocadinho sozinho. Pela tua sanidade.

10. Revezar-se

Eu sei que muitas vezes não é possível, mas se tiveres essa oportunidade, reveza-te com o teu marido, a avó ou uma ama para conseguires aliviar o stress.

11. Perguntar

Faz perguntas aos teus filhos sobre o seu comportamento. Vê se eles conseguem identificar uma forma melhor de agir em relação a determinada situação, no futuro.

12. Limpar

Esfregar o chão, aspirar ou acabar com aquela montanha de roupa suja, dá-te um sentimento de realização num mau dia. (E as coisas têm de ser feitas na mesma, por isso…)

13. Sair de casa

Ar fresco faz sempre bem. Uma caminhada pode ser a diferença entre um dia desastroso e um agradável. Se for preciso, leva os miúdos. Verás que também a eles lhes faz bem.

14. Põe-te nos sapatos do teu filho

Tenta ver o mundo do ponto de vista do teu filho. Ele provavelmente também está a ter um dia mau.

15. Conectar-se com os filhos

Faz algo que todos gostem para voltarem a encontrar o equilibrio como uma família.

16. Lembra-te que é que manda

Tu és o pai/mãe e tens a capacidade de definir as energias da tua família. Estás a deixar o humor do teu filho influenciar o teu? Reverte isso.

17. Cumprir o prometido

Se passas a vida a dizer “a próxima vez que fizeres isso…” então está na hora de cumprir e impor as consequências, mesmo que implique mais trabalho para ti.

18. Ligar a um amigo

Às vezes precisas de desabafar. Pega  no telefone e liga a um amigo ou membro da família para nem que seja para desabafares.

19. Procura soluções

Não vale a pena combater sempre as mesmas batalhas. Senta-te e pensa em soluções permanentes que evitem os conflitos mais usuais.

20. Sonhar acordado

Às vezes só precisas de viajar um pouco mentalmente. E fazes bem, desde que todos estejam em segurança e não te percas no tempo.

A parentalidade positiva consiste em refletir um pouco mais antes de agir. Reflete um minuto extra antes de gritares e pensa na melhor maneira de lidares com a situação. Mesmo que atribuas um castigo tardiamente para evitar gritar, lembra-te que um pai ou mãe controlado consegue sempre obter uma melhor resposta dos filhos do que um que grita compulsivamente. Dá um exemplo positivo, e trata os teus filhos com o mesmo respeito que pretendes que te tratem.

imagem@vix

Por Heather Hale, Familyshare.com

 

 

 

Pais Sem Pressa? Sim, é possível

Junho 28, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

texto do http://www.noticiasmagazine.pt/ de 8 de junho de 2017.

A psicóloga Inês Marques dá alguns conselhos aos pais para uma vida mais calma em família: criar um momento de atenção plena à criança todos os dias. Uma brincadeira escolhida por ela em que o que interessa é estar em interação e sintonia emocional com o pai, a mãe ou ambos. Tudo o resto pode esperar. Percorra a galeria para conhecer os outros.

Mais tempo em família, menos tecnologia, brincar até fartar, são algumas bases do movimento norte-americano Slow Parenting [Pais Sem Pressa]. Por cá, as ideias fazem eco. Há pais que tentam desacelerar a vida dos filhos, esticar o tempo para estarem juntos, viver mais devagar. Pais sem pressa? É complicado, mas não impossível.

Texto Sara Dias Oliveira

De um lado para o outro e o tempo não estica. Tentar chegar a horas. Casa, escola, trabalho, escola, casa e sempre a correr. O movimento Slow Parentig, Pais sem Pressa em português, tem raízes nos Estados Unidos e defende que é possível abrandar a rotina dos pais para desacelerar a dos filhos. Em nome do equilíbrio. Em nome da felicidade. A ideia não passa despercebida em Portugal. Não há um movimento organizado, mas há famílias que pensam no assunto. E que fazem o que podem.

Helena Gonçalves Rocha, terapeuta familiar, licenciada em Educação Especial e Reabilitação, é mãe do Guilherme de 17 anos e da Mariana de 12. Quando os filhos eram mais pequenos, fazia questão de não preencher os horários com atividades extra. No final do dia, chegavam a casa, punham a música bem alto e dançavam como se ninguém estivesse a vê-los.

E os banhos eram aproveitados para brincar e ouvir o que os filhos tinham para contar. «Ainda hoje um dos programas preferidos que nos ajuda a reforçar lados e a aprender são os passeios na natureza, observando as pequenas alterações, os animais que se movimentam, quanto tempo passámos nós a ver as formigas a trabalhar», conta.

filhos cresceram, as estratégias foram sendo afinadas. Uma vez por ano, vão para um sítio sem telemóveis, fazem campismo, apreciam um belo nascer do sol. «Temos o cuidado de construir memórias», diz. E como moram ao pé da praia, na margem sul do Tejo, com o mar à porta, e o marido, Rui Rocha, tem uma escola de surf na Costa de Caparica, miúdos e pai praticam surf. Helena fica na areia a tirar fotos das acrobacias no mar.

Descomplicar não é assim tão difícil e, na sua perspetiva, é importante. Usufruir das relações, das emoções, saber esperar e apreciar as pequenas coisas. É certo que os relógios não param e as rotinas têm horas marcadas. «Hoje em dia a pressão da perfeição faz que os pais queiram preparar os seus filhos o melhor possível. Preenchem os seus horários com todas as atividades possíveis para serem os melhores», diz.

Mas para a terapeuta familiar, que conhece o conceito dos Pais sem Pressa, não é difícil eliminar elementos de stress e criar momentos de maior prazer. «Os miúdos são muito mais simples e muito menos exigentes do que possamos pensar. Eles querem o adulto efetivamente com eles, sem hora marcada, sem tecnologia no meio, apenas apreciando.» E fica um conselho. «Experimentem a riqueza de se deitarem na relva e ver as nuvens correrem, parece simples, mas para os mais pequenos é todo um mundo.»

A felicidade é um pilar importante do movimento Pais sem Pressa. Aproveitar os pequenos prazeres da vida e passar o máximo de tempo em família também. Há pormenores que ajudam a desacelerar a rotina. Menos tecnologia e mais tempo em família, incentivar os filhos a fazer novas amizades, saber ouvir e saber observar, brincar até fartar, aprender sem compromissos e de forma espontânea, estabelecer limites e saber dizer não, encontrar tempo para esvaziar a mente, dar tempo aos filhos. Menos às vezes é mais.

Rebelo tem três filhos. Maria de 17 anos, Tomás de 15 e Matilde de 12. Criou o blogue «A Mãe da Maria» e foi aí que partilhou algumas considerações sobre o Slow Parenting. «Penso muitas vezes em como seria bom ter menos pressa quando estou com os meus filhos. Gostaria de ter o tempo suficiente, para não estar sempre a puxar por eles. Ou porque temos de sair a correr para o colégio, ou porque temos de ir jantar, que já é tarde, ou porque têm de ir dormir, que já passou a hora», escreveu no blogue.

Há 17 anos, quando a Maria nasceu, com uma deficiência única no mundo, a vida foi virada do avesso. Ana percebeu que não valia a pena fazer grandes planos, que o tempo é para ser vivido e aproveitado gota a gota. Teve mais dois filhos e, sempre que possível, tenta abrandar as rotinas mesmo com horários preenchidos. Maria anda na hipoterapia, Matilde no voleibol, Tomás deixou o judo e quer experimentar outro desporto.

Ana, que se diz uma «mãe cheia de pressa», executiva de profissão, que está a liderar a criação do Dia Nacional da Inclusão, em análise na Assembleia da República e lançou o livro A Mãe da Maria no ano passado, valoriza o tempo em família. Todos à mesa ao jantar, conversas durante a refeição, menos tempo com os olhos nas tecnologias. Quer que as suas crianças sejam felizes. «Olhar para eles com calma e serenidade, cada um tem o seu ritmo de desenvolvimento, a sua forma de estar na vida. Queremos estar mais tempo com eles e fazer aquilo de que gostam.»

O dia começa pouco antes das sete da manhã, à noite estão todos em casa pelas 19h30. Os textos e as fotografias para o blogue são, por vezes, tema de conversa às refeições. O que há para fazer e o que se quer fazer é sempre colocado à consideração da família. «A agenda é posta em avaliação e eles já sabem que a última decisão é dos pais», revela.

Tomás só teve permissão para ter Facebook no dia em que fez 14 anos. O mesmo acontecerá com Matilde. No entanto, há realidades que se impregnam, que fazem parte do sistema. «Os pedidos que as escolas fazem hoje em dia são inacreditáveis. Exigem mais horas de trabalho. Há aquela pressão para serem os melhores alunos e as escolas esquecem-se de lhes lembrar que têm de ser felizes», comenta.

sem pressa? Tentamos ser, mas é difícil, é quase como remar contra a maré», observa Ana, professora na Universidade de Aveiro. Ana, Brian, o marido inglês e professor na mesma universidade, e a filha Sara, de 13 anos, no 8º ano no ensino articulado, que toca harpa e pratica remo, levantam-se e deitam-se cedo – hábito importado do país de Brian. Jantam sempre juntos, não veem muita televisão.

«Tentamos não ter pressa de manhã, comer devagarinho, não ir a correr para a escola», conta. Mas Ana sabe que isso não acontece em muitas casas. «É muito fácil os miúdos não terem nenhum contacto com os pais durante a semana. De repente, não se conversou sobre nada. É preciso ter um bocadinho de tempo para estar e começar a falar», diz.

O tempo em família é fundamental. Vão ao cinema de vez em quando, a espetáculos culturais em Aveiro e no Porto, a feiras de antiguidades aos domingos perto de casa, passeiam a pé, andam muito de bicicleta. Os horários de professores universitários ajudam nesta desaceleração. «Temos um emprego que nos dá uma certa flexibilidade. Não temos de trabalhar das 09h00 às 19h00, como a maioria dos pais», comenta Brian.

Quando a Sara estava na creche, iam buscá-la o mais cedo possível, e desde pequena, até terminar a escola primária, liam livros de poesia depois do jantar. Em português e em inglês. E, enquanto a Sara ainda não sabia ler, faziam teatros para acompanhar os poemas. «Temos experiência de outra realidade que não é a portuguesa. Temos de descomplicar a vida», diz Brian.

Sara faz agora remo, depois de ter praticado natação durante vários anos. O regime de competição e os treinos que passaram a ser diários pesavam no horário e Sara saiu. «Devia haver uma articulação entre as escolas e as atividades extracurriculares, nomeadamente no desporto», comenta Brian. Como acontece no seu país.

No ano passado, viveram os três um ano em Cambridge. Ana e Brian focados nas suas investigações académicas, Sara na escola que começava às 08h30 e terminava às 15h30 todos os dias. Sobrava-lhe tempo para teatro e coro dentro da escola, atividades gratuitas. E ainda tocava harpa em algumas orquestras. Sara gostou desse ano em Cambridge.

«A minha vida não é muito agitada. Em Inglaterra, era mais tranquila», adianta. Ana nunca tinha ouvido falar no Movimento Pais sem Pressa e não tardou a pesquisar. «É uma ideia maravilhosa», comenta. «Todos os pais fazem o melhor que podem dentro dos parâmetros que têm», acrescenta Brian.

A opinião dos especialistas

O pediatra Mário Cordeiro está a escrever um livro sobre o assunto que se chamará precisamente Pais sem Pressa e será publicado em setembro, depois das férias escolares e antes da lufa-lufa do próximo ano letivo. Um livro com conselhos para os pais alterarem pequenas coisas que têm um enorme impacto na criação de momentos tranquilos, felizes, e mais adequados aos ritmos próprios da condição humana.

«Esta questão é fundamental atualmente. O problema desta desaceleração e agitação constante em tudo, designadamente na vida dos pais e das crianças, gera um enorme stress e, consequentemente, mal-estar psicológico, social e físico», diz o pediatra. Os dias dos mais pequenos são um grande exemplo. «No caso das crianças, desde que se levantam até que se deitam, atrevia-me a dizer que na maioria dos casos a pressão é enorme e constante. Na escola, onde chegam cansadas porque já tiveram horas de stress, de transportes, de arenga dos pais, o sistema de ensino-aprendizagem é cada vez mais desfasado do que deveria ser e mais ineficaz no sentido de desenvolver pessoas assertivas, competentes, solidárias, com inteligência emocional desenvolvida e felizes», diz Mário Cordeiro.

No entanto, não é possível reinventar a vida de um momento para o outro. O busílis da questão está nos estilos de vida, nas exigências no trabalho e na escola, nas condicionantes dos transportes e da habitação. Na própria organização social. «Muitas famílias têm uma vida infeliz e isso não tem que ver apenas com questões financeiras. É tempo de parar para pensar, para refletir, para questionar o que é que desejamos desta sociedade, e até que ponto a parentalidade não está a ser devorada pelo “mais do mesmo” ou pelo “gerir a crise”.»

«As tecnologias, ecrãs e internet, que são tão preciosos, dão-nos facilidade e tempo. Usar esse tempo para continuar numa parafernália vivencial, num redemoinho constante, numa exigência de “mais e mais”, é um autêntico tiro no pé, que se pagará muito caro – já se está a pagar – em termos de saúde física, mental e social», realça o pediatra.

Inês Afonso Marques, psicóloga clínica da Oficina de Psicologia, concorda que o tempo anda depressa de mais para as famílias. As crianças vivem a uma grande velocidade, com pouco tempo para sonharem, serem crianças, estarem sintonizadas com os pais. Na sua opinião, é fundamental desligar o piloto automático das rotinas semanais, entre escola, atividades extracurriculares, explicações, festas de aniversário.

«Exigir que as crianças vivam agendas apertadas como as dos pais é potenciar ansiedade. É, muitas vezes, exigir-lhes competências para as quais não estão, à partida, preparadas. Apressar as crianças é, muitas vezes, impossibilitá-las de sonhar. É tirar-lhes tempo para as verdadeiras brincadeiras da infância. E principalmente é fortalecer o distanciamento emocional», diz.

E é preciso não esquecer que a infância é uma espécie de tubo de ensaio em que se absorve tudo, experimenta-se, treinam-se competências e recursos essenciais ao longo da vida. «Viver em correria permanente é não ter possibilidade de assimilar experiências. É apressar sem se respeitar a individualidade.» E o movimento Pais sem Pressa defende exatamente uma educação com momentos de pausa, propícios à reflexão e à descoberta. O caminho é por aí.

 

 

O que dizer aos mais novos quando há um atentado em que morrem crianças e adolescentes?

Maio 26, 2017 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Texto do http://lifestyle.publico.pt/ de 23 de maio de 2017.

Bárbara Wong

Atentado em Manchester fez pelo menos 22 mortos, entre eles crianças.

Era uma festa sobretudo para crianças e adolescentes, que são o público que segue e assiste aos concertos de Ariana Grande. A Arena de Manchester tornou-se notícia devido ao já reivindicado atentado em que morreram, pelo menos, 22 pessoas e dezenas ficaram feridas. Entre estas estão crianças e jovens.

É inevitável que os mais novos vejam a notícia, seja num site, na televisão ou numa rede social. Eles gostam e acompanham a carreira de Ariana Grande — esperavam que a cantora viesse a Lisboa proximamente, mas entretanto todos os concertos foram cancelados — e não há como lhes esconder o que se passa no mundo. Assim, o que dizer-lhes?

Informar, mas sem ir muito longe
José Morgado, professor no ISPA — Instituto Universitário, defende que os pais devem falar sobre o tema e responder a todas as perguntas que forem feitas. Contudo, “não dar mais informação do que a que eles pedem”, aconselha, alertando para que os filhos não vejam as imagens sozinhos, mas sempre com mediação dos pais, para que expliquem o que se passa.

“Se não perguntarem mais, não dizemos mais para não instalar a dúvida”, defende.

E é importante “desconstruir”, diz por seu lado o pedagogo Renato Paiva, autor do livro Queridos Pais, Odeio-vos, editado recentemente pela Esfera dos Livros. Dizer aos filhos que nem todas as pessoas de determinada etnia ou religião são terroristas, para que os filhos não façam generalizações.

Falar sobre a morte
Não é fácil falar sobre a morte de crianças com outras crianças, reconhece José Morgado. “É algo que não se prevê, que é pontual, que é residual”, acrescenta Renato Paiva. Por isso, mais uma vez, é preciso não entrar em generalizações, porque as crianças e os jovens morrem e noutras circunstâncias que não num atentado, sublinha o pedagogo.

Mais uma vez, para José Morgado, falar da morte é responder às perguntas que são feitas, contextualizando-as, explicando porque aconteceu. “Começamos por introduzir uma leitura do mundo, porque é tão importante a morte de uma criança síria por causa das armas químicas como a morte de uma criança em Manchester”, defende Morgado.

Transmitir segurança
Situações como esta devem servir para falar também sobre segurança, considera Renato Paiva. Os pais devem aproveitar para falar sobre as preocupações que os jovens devem ter quando vão a um concerto. “O que podes evitar? O que podes fazer se ouvires um estrondo?”, exemplifica. “O esmagamento [devido às pessoas que estão em fuga] pode ser mais preocupante do que o atentado em si”, acrescenta.

Ao falar disso, os pais não estão a incutir o medo nas crianças e nos jovens? “Não, estão a incutir-lhes cuidado e atenção”, responde, dando outros exemplos, como pedir aos filhos para terem cuidado quando andam na rua e vão atravesssar uma estrada; ou os cuidados a terem para não serem assaltados.

Crescer para a paz
Situações como estas podem gerar incompreensão, revolta, vontade de responder na mesma moeda. No entanto, devem servir para “aprender a crescer e a não magoar os outros”, defende José Morgado.

É preciso explicar aos mais novos que há pessoas que estão a ser educadas para uma forma de viver violenta, para a autodestruição e o extermínio, mas que “a pior coisa que podemos fazer é responder com ódio”, declara Helena Marujo, psicóloga e professora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), da Universidade de Lisboa.

Helena Marujo defende que é preciso “criar uma nova geração crítica” e para isso é preciso centrar menos a educação nos conteúdos escolares e mais em aspectos humanistas, nas expressões artísticas, na filosofia, na possibilidade de debater ideias, continua a professora, precursora da Psicologia para a Felicidade.

A investigadora lembra que quem estava no concerto estava a celebrar e que o ataque terrorista tem como objectivo destruir a alegria. “Os bombistas foram treinados para dar sentido à morte, nós temos de ensinar as novas gerações a dar sentido à vida”, conclui.

 

 

Workshop “Promoção de Competências Parentais Positivas” 23 abril no Porto

Março 19, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

mdc

Objetivos:

Os formandos no final da formação deverão ser capazes de:

Desenvolver competências para trabalhar junto das famílias no âmbito da educação parental positiva.

Conteúdos:

Parentalidade bem sucedida

Estilos parentais

Comunicação eficaz com os filhos

Gestão e modificação de comportamentos negativos

Discussão de casos

mais informações:

http://www.mdcpsicologia.pt/formacao/catalogo/action-detail/promocao-de-competencias-parentais-positivas-239/

 

Ciclo de Workshops sobre Parentalidade – 23 nov., 6 dez. e 13 dez. em Coimbra

Novembro 21, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

14937300_1129041173811712_515079074432391588_n

mais informações:

https://www.facebook.com/info.gabinetedepsicologia

 

Crianças com pai participativo demonstram mais cooperação e autocontrole, diz estudo

Outubro 27, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

texto do site http://revistacrescer.globo.com/ de 12 de agosto de 2016.

Os estudos citados são os seguintes:

Child behavior problems: Mothers’ and fathers’ mental health matters today and tomorrow

More than Just the Breadwinner: The Effects of Fathers’ Parenting Stress on Children’s Language and Cognitive Development

 

thinkstock

Pesquisa da Universidade de Michigan analisou dados de 730 famílias

Por Juliana Malacarne

Por muito tempo, acreditou-se que a mãe tinha mais impacto na formação dos filhos do que o pai, mas a ciência vem mostrando que isso não é verdade. Os dois exercem um papel igualmente importante para o desenvolvimento da criança, como mostra um novo estudo da Universidade de Michigan.

Os cientistas analisaram dados de 730 famílias norte-americanas de 17 regiões do país, para descobrir os efeitos de pais com problemas como estresse e depressão no desenvolvimento dos filhos. O estudo descobriu que a saúde mental de pai e mãe tinha um efeito similar nos problemas de comportamento de bebês.

Quando o pai era participativo e não tinha nenhuma doença mental, as crianças tiveram um impacto positivo em longo prazo, demonstrando mais autocontrole e cooperação ao chegarem à quinta série.

Já quando o pai tinha estresse ou alguma doença mental, isso teve um impacto negativo no desenvolvimento cognitivo e de linguagem nas crianças de 2 e 3  anos, mesmo quando a interação da mãe era positiva. A influência afetou mais o desenvolvimento linguístico dos meninos do que das meninas.

Na conclusão, os pesquisadores defendem que a qualidade da relação que o pai tem com o filho e suas características pessoais têm muita influência no desenvolvimento social da criança. Para a psicóloga e presidente executiva da Solace Institute, Paula Emerick, o estudo comprova o que é possível perceber clinicamente no dia-a-dia. “Para existir equilíbrio, a criança necessita estar sob a influência dos dois modelos, de pai e de mãe”, afirma. “Eles são complementares e fundamentais para que o filho seja lançado na vida adulta, de forma mais estruturada, funcional e feliz”.

Porém, isso não significa que toda família que não tenha um pai presente, criará filhos desestruturados e com problemas emocionais. A figura paterna não necessariamente precisa ser o pai biológico, um tio, avô ou padrasto, pode desempenhar essa função, de acordo com a psicóloga. O importante é que ele esteja presente no dia-a-dia da criança, estabelecendo limites, e é claro, dando muito carinho e amor.

 

 

 

7 coisas que podemos fazer para nossos filhos serem bem sucedidos

Outubro 15, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Texto do site http://www.paisefilhos.com.br/ de 17 de junho de 2015.

paisfilhos

Redação Pais&Filhos

Querer o melhor para os filhos é um desejo quase universal dos pais. Seja a melhor casa, o melhor emprego, as melhores viagens, os melhores amigos ou o melhor namorado (ou namorada), estamos sempre desejando que eles alcancem o sucesso. Mas o segredo disso está, principalmente, no que nós ensinamos para as crianças desde pequenas. Confira 7 valores que você pode ensinar e mudarão a vida do seu filho no futuro:

1) Ensine respeito: Não apenas respeito pelas pessoas, mas respeito por tudo aquilo que ele conquistou, pelo seu próprio trabalho, pelo meio ambiente, pelo que ganha e pelo que perde.

2) Ensine tolerância: as crianças precisam aprender desde cedo que as diferenças fazem parte do mundo que vivemos e que não há nada mais bonito do que ajudar alguém que precisa. Precisamos ensinar nossos filhos também a tolerarem aquilo com o que não concordam.

3) Ensine responsabilidade: nós temos a obrigação de ensinar nossos filhos como assumir a responsabilidade por suas ações. É importante que eles entendam que tudo o que fazem tem consequências negativas ou positivas e que podem afetar outras pessoas. Pode ser difícil disciplinar as crianças, mas não desista!

4) Ensine autocontrole: crianças que sabem como se controlar vão se tornar adultos independentes. Crianças que precisam ser o tempo todo mandadas podem se sentir perdidas mesmo depois de adultas, quando estiverem sozinhas pela primeira vez. Saber seu próprio limite e conseguir se controlar vai fazer uma diferença enorme na vida do seu filho, até mesmo na vida financeira.

5) Ensine honestidade: crianças precisam ser honestas com os outros e com elas mesmas. Isso não significa serem mal-educadas e falarem sempre o que pensam de forma grosseira. Isso significa admitir seus erros, ajudar os outros e principalmente não criar o hábito de mentir por medo ou por conveniência. Depois que as crianças crescem, honestidade com elas mesmas vai fazê-las irem muito mais longe.

6) Ensine habilidades básicas: todo mundo precisa aprender a arrumar a própria cama, colocar seu prato na pia, ajudar a secar a louça e colocar o lixo para fora. Não é colocar seu filho para trabalhar, mas mostrar para ele que ajudar em casa é importante e que, quando ele for mais velho, algumas habilidades básicas serão necessárias para a vida toda.

7) Seja o modelo para seu filho: nada disso vai funcionar se você e sua família não mostrarem que valorizam essas qualidades e que agem de forma coerente. Seu exemplo também vai educar, junto com as conversas, as brincadeiras, tudo o que você fizer pelo seu filho.

 

 

 

Filhos perfeitos, crianças tristes: a pressão da exigência

Setembro 20, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Texto do site http://www.contioutra.com/ de 7 de setembro de 2016.

contioutra

Os filhos perfeitos nem sempre sabem sorrir, nem conhecem o som da felicidade: temem cometer erros e nunca alcançam as elevadas expectativas que os seus pais têm. A sua educação não está baseada na liberdade, nem no reconhecimento, e sim na autoridade de uma voz rígida e exigente.

Segundo a APA (American Psychological Association) a depressão nos adolescentes já é um problema muito grave na atualidade, e uma exigência desmedida por parte dos pais pode derivar facilmente na falta de autoestima, ansiedade, e em um elevado mal-estar emocional.

A educação sempre deve ser a base da felicidade, do autoconhecimento, e não uma diretriz baseada unicamente no perfeccionismo onde os direitos da criança são completamente vetados.

É preciso ter em mente que essa exigência na infância deixa a sua marca irreversível no cérebro adulto: a pessoa nunca se acha suficientemente competente, nem perfeita com base naqueles ideais que lhe foram incutidos. É preciso cortar esse vínculo limitante que veta a nossa capacidade de sermos felizes.

Filhos perfeitos: quando a cultura do esforço é levada ao limite

Frequentemente ouvimos que vivemos em uma cultura que baseia a sua educação na falta de esforço, na permissividade e na pouca resistência à frustração. Contudo, isso não é totalmente verdade: em geral, e mais ainda em tempos de crise, os pais procuram a “excelência” em seus filhos.

Se uma criança tira um 7 em matemática, é pressionado para alcançar um 10. As suas tardes são preenchidas com aulas extracurriculares e seus momentos de ócio são limitados à busca por mais competências, resultando em estresse, esgotamento e vulnerabilidade.

The Price of Privilege” é um livro interessante publicado pela doutora Madeleine Levine, onde ela explica como, na nossa necessidade de pais em educar filhos perfeitos e aptos para o futuro, o que estamos conseguindo é criar filhos “desconectados da felicidade”.

Educar é ser capaz de exercer a autoridade com amor, guiando seus passos com segurança e afeto porque a infância é um fundo de reserva para a vida toda.

Consequências de exigir demais das crianças

Existe uma coisa que precisamos considerar muito bem. Podemos educar nossos filhos na cultura do esforço, podemos e devemos exigir, sem dúvida, mas tudo tem um limite. Essa barreira, que deveria ser intransponível, é a de acompanhar a exigência a um colchão afetivo incondicional.

Do contrário, nossos filhos perfeitos serão crianças tristes que evidenciarão as seguintes dimensões:

-Dependência e passividade: uma criança acostumada a ser mandada deixa de decidir por conta própria. Assim, sempre procura a aprovação externa e perde a sua espontaneidade, a sua liberdade pessoal.

– Falta de emotividade: os filhos perfeitos inibem suas emoções para se ajustarem ao que “tem que ser feito”, e toda essa repressão emocional traz graves conseqüências a curto e longo prazo.

– Baixa autoestima: uma criança ou um adolescente acostumado à exigência externa não tem autonomia nem capacidade de decisão. Tudo isso cria uma autoestima muito negativa.

– A frustração, o rancor e o mal-estar interior podem se traduzir muito bem em instantes de agressividade.

– A ansiedade é outro fator característico das crianças educadas na exigência: qualquer mudança ou uma nova situação gera insegurança pessoal e uma elevada ansiedade.

Pais exigentes frente a pais compreensivos

A necessidade de educar “filhos perfeitos” é uma forma sutil e direta de dar ao mundo crianças infelizes. A pressão da exigência irá acompanhá-las sempre, e mais ainda se a sua educação for baseada na ausência de estímulos positivos e de afeto.

Fica claro que como mães, como pais, desejamos que nossos filhos tenham sucesso, mas acima de tudo está a sua felicidade. Ninguém deseja que na adolescência desenvolvam uma depressão ou que sejam tão exigentes com eles mesmos que não saibam o que é se permitir aproveitar, sorrir ou cometer erros.

Características gerais

Neste ponto, é preciso saber diferenciar entre a educação baseada na exigência mais rigorosa e aquela criação baseada na compreensão e na conexão emocional com nossos filhos.

Os pais muito exigentes e críticos costumam apresentar uma personalidade insegura que precisa ter sob controle cada detalhe.

– Os pais compreensivos “impulsionam” seus filhos para a conquista, permitindo explorar coisas, sentir e descobrir. São guias e não colocam fios nos seus filhos para movê-los como marionetes.

– O pai exigente é autoritário e leva um estilo de vida que está sempre seguindo o relógio. Indica regras e decisões para economizar tempo através do “porque eu sei que é melhor para você”, ou “porque eu sou seu pai/mãe”.

Para concluir: educar é exercer a autoridade, mas com bom senso. É usar o afeto como antídoto e a comunicação como estratégia.

Nossos filhos não são “nossos”, são crianças do mundo que deverão ser capazes de escolher por si próprios, com direito de errar e aprender, com a obrigação de chegar à maturidade sendo livres de coração e com seus próprios sonhos para realizar.

 

 

 

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.