Facebook lança Messenger para crianças abaixo dos 13

Dezembro 14, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://tag.jn.pt/

É um passo de gigante para a rede social mais famosa do mundo: pela primeira vez, o Facebook decidiu não só permitir como encorajar crianças com menos de 13 anos a usar o Messenger, e criou para isso uma app própria. A decisão vem com muita pesquisa, estudos, acarreta uma enorme responsabilidade e começou a ser testada esta segunda-feira nos Estados Unidos: está a chegar o Messenger Kids.

O Facebook vai disponibilizar, gradualmente em todo o mundo nos próximos meses (se os testes americanos correrem bem), um Messenger para crianças abaixo dos 13 anos. A empresa vai avisando, e deixando bem claro: com os perigos que a internet e as redes sociais trazem ou podem trazer para crianças, esta não foi uma decisão tomada de forma leve, e foi baseada e testada nos consultores mais importantes: os pais, os educadores, especialistas e claro, crianças.

Esta segunda-feira, nos EUA, foi disponibilizada então a versão prévia da nova aplicação que pretende, sobretudo tornar fácil para as crianças falarem por vídeo chat e mensagem com família e amigos quando não podem estar juntos em pessoa – e isto com segurança.

A empresa diz ter falado com milhares de pais, associações e concluído haver a necessidade de uma app de mensagens que permitisse às crianças ligarem-se a quem gostam mas com um nível de controle à altura das preocupações dos familiares.

E como funcionará o Messenger Kids? Como uma app independente instalada nos iPads ou smartphones das crianças, que mas pode ser controlado a partir da conta do Facebook dos pais. A app estará disponível na App Store para iPad, iPod touch e iPhone e permite, diz a empresa, que a criança tenha a hipótese de se ligar via vídeo chat aos avós, primos, amigos, à mãe que ficou a trabalhar…

As crianças poderão trocar vídeos, mensagens, selfies, GIFs e afins, com contactos de uma lista pré-aprovada pelos pais. Estes receberão, por seu turno, todas as mensagens através do seu aplicativo Messenger regular.

Para tornar a coisa mais divertida, no Messenger Kids há uma enorme variedade de máscaras, filtros, GIFs, adesivos, efeitos sonoros, capturas de tela e ferramentas de desenho apropriadas a crianças.

A conta só poderá ser configurada por um pai, que primeiro faz o download para o aparelho do filho; depois o autentica com a sua própria conta do Facebook; e de seguida cria uma sub conta do filho associada à sua. Ainda aprova uma lista fechada de contactos e além desta segurança haverá softwares adicionais para garantir mais controle, e estão proibidas vendas e afins.

O teste dirá se os perigos ficam controlados e se avança, como previsto, para todo o mundo e todas as lojas de apps nos próximos meses.

mais informações na notícia do Facebook:

Introducing Messenger Kids, a New App For Families to Connect

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Solidão na era digital: nunca estivemos tão conectados e tão sós

Novembro 19, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do http://observador.pt/ de 5 de novembro de 2017.

Ana Cristina Marques

O que veio primeiro, a internet ou o isolamento social? Numa era em que estamos cada vez mais conectáveis há quem, no final do dia, se sinta sozinho e conte os “gostos” que vêm do ecrã.

A partir desta segunda-feira estão 60 mil pessoas em Lisboa para falar de tecnologia mas, o mais provável, é que nunca tenhamos estado tão sozinhos como agora. Às portas da Web Summit, a maior conferência de empreendedorismo, tecnologia e inovação da Europa, questionamo-nos se o futuro da solidão não será online.

Filipa Jardim da Silva e João Faria já receberam casos de “solidão digital” nos respetivos consultórios, em Lisboa. Apesar de ambos os psicólogos trabalharem muito com adolescentes, esta não é uma questão com balizas etárias, antes uma espécie de “epidemia” dos tempos modernos. A chegada e a expansão da internet trouxeram consigo a promessa do contacto e do fim da solidão, mas o ritmo de vida e as novas formas de falar uns com os outros vieram impactar o dia a dia. Se um individuo se consegue sentir sozinho no coração de uma multidão, o que garante que isso não aconteça à frente de um computador ou de smarpthone na mão?

Um estudo recente mostrou que passar mais de duas horas por dia em redes como Facebook, Twitter ou Snapchat duplica a probabilidade de alguém se sentir isolado. “Não sabemos o que veio antes, se o uso de redes sociais ou a sensação de isolamento social”, chegou a dizer Elizabeth Miller, professora de Pediatria da Universidade de Pittsburgh, à BBC. Para a coautora do estudo, que envolveu 2 mil adultos com idades compreendidas entre os 19 e os 32 anos, talvez seja o uso cada vez mais intenso das redes sociais o responsável por um crescente isolamento face ao mundo real.

A preocupação não é propriamente recente, mas está na ordem do dia. A título de exemplo, a revista The Atlantic lembrou-se de perguntar, em maio de 2012, se o Facebook nos estava a deixar solitários e, três anos depois, o The Guardian tentou descobrir se era possível encontrar intimidade em identidades online cada vez mais mutáveis e num ambiente de permanente vigilância. Em Portugal, as mais recentes investigações orientadas por Ivone Patrão, psicóloga na consulta de comportamentos e dependências online da Clínica ISPA (Instituto Superior de Psicologia Aplicada), mostram que 25% dos jovens portugueses, entre os 12 e os 30 anos, estão viciados em tecnologia e 14% são dependentes dos smartphones.

“Desligava o telefone e chorava muito”

Em abril deste ano, a psicóloga Rosário Carmona e Costa alertava para o facto de as redes sociais estarem não só a mudar o que fazemos, mas também quem somos. Para fazer crescer o ponto de vista, Carmona e Costa cita no seu livro, “iAgora? Liberte os seus Filhos da Dependência dos Ecrãs”, a apresentação “The Innovation of Loneliness” de Shimi Cohen: “Usamos a tecnologia para nos definir, compartilhando pensamentos e sentimentos à medida que eles acontecem, e chegamos a criar experiências para termos o que partilhar, como se acreditássemos que estar sempre ligados nos fará sentir menos sós”.

Nem mais. Segundo diz Filipa Jardim da Silva ao Observador, a “solidão na era digital é uma forma de solidão acompanhada”. Em causa está uma mesma premissa, isto é, a insatisfação pessoal com o tipo de suporte que se tem a nível social, mas também as interações superficiais que mantemos diariamente, ainda que estejamos rodeados de pessoas (física ou virtualmente falando). Mas há mais. As identidades mutáveis fazem parte da equação: nas redes sociais é fácil mostrarmos apenas o que queremos, uma versão otimizada de quem somos, o que, em última análise, impossibilita a criação de relações autênticas. “Uma relação social só é verdadeira se acedermos à pessoa num todo”, continua a psicóloga, referindo que, atualmente, corremos o risco de viver a vida em permanente modo personagem. “No fundo, sou aquilo que as pessoas à minha volta querem que eu seja. No final do dia há uma sensação de vazio. Há solidão.”

Vânia Duarte que o diga. Ultrapassada a barreira dos 30 passou por uma fase em que esteve dependente dos elogios virtuais e dos “gostos” que ia recebendo na conta de Instagram, como se estes funcionassem como uma espécie de aprovação social. Era importante mostrar a barriga inexistente e os abdominais definidos, conseguidos à custa de uma dieta rigorosa e restrita — peixe, batata doce, frango, bróculos e omeletes de claras –, mas também de muitas horas dedicadas ao ginásio. Para isso, chegava a tirar mais de 20 fotografias até encontrar aquela que, depois de muitos filtros, corresponderia ao seu ideal de beleza.

A designer digital chegou a acreditar que assim combateria os complexos corporais de que há muito era vítima. “Recebia muitos elogios, muitos likes, mas nunca me sentia assim, como eles me viam. Desligava o telefone e chorava muito. Não me identificava. Sentia-me muito incompleta, apesar de as pessoas me elogiarem muito”, conta ao Observador. Vânia sentia-se sozinha e foi preciso ir parar à cama de hospital com uma anemia severa para perceber que, neste caso, as redes sociais eram suas inimigas ao possibilitarem comparações constantes e irrealistas. “Estamos constantemente sujeitos a estímulos, a acharmos que o outro é melhor, sobretudo na área de fitness. Há cada vez pessoas mais infelizes.”

Curiosamente, um inquérito realizado recentemente pela britânica Royal Society for Public Health, feito a 1.500 adolescentes e jovens adultos, mostrou que o Instagram é a “pior rede social considerando saúde mental e bem-estar”. Apesar de somar pontos por promover a expressão individual e a identidade em si, a plataforma de fotografia está a associada a elevados níveis de ansiedade, depressão, bullying e até FOMO — sigla inglesa para “fear of missing out”. Mas é importante não diabolizar as redes sociais, que tantas barreiras da comunicação já destronaram, até porque também há estudos que sugerem que o Instagram é muito utilizado para partilhar histórias sobre depressão e inseguranças pessoais.

Considerando o culto da imagem descrito, quase parece que vivemos uma adolescência tardia, no sentido em que queremos constantemente agradar o outro. Filipa Jardim da Silva concorda: “Quando o número de gostos começa a ser sinónimo de aceitação é quando começamos a perder o chão. É uma armadilha que não é assim tão óbvia quanto isso”.

Ao relato de Vânia, que atualmente vai contando a sua história no blogue Lolly Taste, junta-se o de Constança Portugal, hoje com 21 anos, que tentou como muitas pessoas, antes e depois dela, criar um blogue de sucesso. A pressão para ter milhares de seguidores era tanta — e tão cobiçada por marcas que assim mediam o sucesso de uma determinada página — que a estudante de gestão começou a prestar demasiada atenção ao Instagram. “Senti que tinha de criar uma imagem de Instagram muito cuidada e cheguei ao ponto em que transmitia uma falsa felicidade muito grande”, conta. Certo dia, e para contrariar a tendência, decidiu fotografar-se mal acordou: descabelada, com unhas por arranjar e maquilhagem por aplicar. “Ao contrário do que poderia pensar, tive uma receção muito positiva e recebi muitas mensagens.” A experiência de Constança, que garante existirem vários casos semelhantes ao seu no mundo da blogosfera, trouxe-lhe um ensinamento: “Sentimo-nos muito mais sozinhos quando transmitimos essa falsa felicidade”.

Comunicação, ansiedade e hostilidade online

Em 1995, Sherry Turkle, professora na área dos estudos sociais sobre ciência e tecnologia no MIT, publicava um livro que a colocaria na capa da revista Wire: “Life on Screen” era um retrato positivo do impacto do digital nas nossas vidas. Mais de 15 anos depois, Turkle mudou de opinião e a Wire virou-lhe as costas, quando em 2011 o livro “Alone Together: Why We Expect More from Technology and Less from Each Other” chegou ao mercado. Na obra a autora escreve que, hoje em dia, o facto de sermos inseguros nas nossas relações e ansiosos perante o conceito de intimidade faz com que procuremos na tecnologia formas de estar em relações e, ao mesmo tempo, formas de nos proteger dessas mesmas relações. O problema da intimidade digital, garante, é que ela é incompleta: “Os laços que formamos através da Internet não são, no final, os laços que nos unem”.

“Estou a pensar no sistema do iPhone, naquela nuvem que aparece quando alguém está a responder a uma mensagem”, diz João Faria ao Observador. “Só esse mecanismo, que permite ver se a outra pessoa está a escrever, se demora ou não, desencadeia mecanismos negativos nas pessoas.” A imagem criada permite ao psicólogo especializado em perturbações da ansiedade associadas à utilização da internet, que trabalha no Centro para as Perturbações do Desenvolvimento (PIN), traçar uma comparação com o passado, numa altura em que um telefonema simplesmente não era atendido. O assunto ficava arrumado.

João Faria considera que os jovens vivem uma ansiedade muitas vezes potenciada pelas novas formas de comunicar, eles que chegam a trocar “milhares de mensagens por dia”. É o caso de um paciente seu que, aos 15 anos, tem uma “fortíssima dificuldade” em se desligar das redes sociais. Por ser particularmente insatisfeito com a sua versão offline, procura no universo online uma espécie de consolo e bem-estar. O maior receio, por mais ilógico que possa parecer, é perder o quer que seja de todas as vezes que não está conectado — voltamos ao FOMO. “Nestes casos, a ansiedade torna-se quase patológica”.

Um artigo publicado no The Guardian em abril de 2015 explorava a ideia de que a solidão no futuro possa estar precisamente na forma como hoje estabelecemos e mantemos relações. Uma pessoa sozinha sente necessidade de ser “vista, aceite e desejada”, ao mesmo tempo que se torna extremamente cautelosa com a exposição pessoal. O mesmo artigo citava uma investigação da Universidade de Chicago, que mostra que o sentimento de solidão é capaz de desencadear a “hipervigilancia do tecido social”. Quer isto dizer que uma pessoa nestas circunstâncias fica muito alerta à rejeição e suscetível de entender as interações sociais de uma forma hostil.

“A ansiedade pode, de facto, ser gerada pela ideia da avaliação permanente”, reitera Filipa Jardim da Silva. A psicóloga clínica não tem dúvidas de que a internet fomenta fenómenos de ampliação, ao mesmo tempo que garante que as partilhas online são “o novo cadastro vitalício”. João Faria partilha da mesma opinião, quando diz que a Internet aumenta exponencialmente as experiências negativas que um indivíduo possa ter e que, por isso, é mais fácil encontrar círculos de rejeição. Nem de propósito, a Linha Internet Segura, que funciona de forma gratuita desde 2011, existe para entrar e sair do universo online de forma segura (800 21 90 90).

A “hostilidade online” é uma realidade cada vez mais presente, tanto que até existe uma campanha do Conselho da Europa nesse sentido. A “No Hate Speech”, cujo nome também funciona como um slogan, não deixa grande margem para dúvidas: a ideia é combater o discurso de ódio na internet. “Os comentários negativos são os que proliferam mais. Nós somos particularmente atentos à crítica, ao rebaixar. É também uma questão cultural”, argumenta João Faria.

Ao ritmo (louco) da solidão

Algures na imprensa internacional encontramos a frase “a solidão tornou-se na ‘doença’ mais comum do mundo moderno”, uma ideia que o psicólogo João Faria não só entende, como aceita — embora não considere a solidão uma doença, antes um sintoma de condições tão graves como a depressão. “As pessoas estão mais sozinhas do que nunca e, ao mesmo tempo, têm muita facilidade em comunicar umas com as outras”, diz como se ainda lhe custasse a acreditar. Para ele, o sentimento de solidão é exacerbado pelo mundo cada vez mais rápido em que vivemos, no qual não há tempo para sentir saudades ou para nos encontrarmos cara a cara. A isso alia-se o facto de estarmos a perder a capacidade de esperar.

Ao telefone com o Observador, João Faria conta um exercício que fez numa sala de aula com miúdos a chegar aos 5 anos de idade. O psicólogo pediu aos alunos que levantassem a mão quando estivessem aborrecidos, enquanto João ligava um antigo jogo de computador, da sua infância. “O jogo demora 4 minutos a carregar. Os miúdos meteram a mão no ar ao fim de um minuto. Estavam aborrecidos.

A vida cada vez mais imediata está a roubar-nos a capacidade de gerirmos as nossas emoções, bem como a tolerância em lidar com o que sentimos, e ao consultório de João Faria chegam cada vez mais pessoas que se sentem sozinhas, embora não saibam reconhecer essa mesma solidão. “O marcador de quem não sabe que está a sentir-se sozinho é, por exemplo, o facto de procurar incessantemente conexão virtual.”

Ivone Patrão, coordenadora de estudos sobre dependências tecnológicas com o cunho do ISPA, tem um discurso semelhante. Considerando a investigação que a permitiu perceber que 14% dos jovens, entre os 12 e os 30 anos, estão dependentes do smartphone, a psicóloga garante que as pessoas mais dependentes da internet sentem-se isoladas socialmente, mas não emocionalmente. “Nestes casos, se lhes retirarmos a internet, estas pessoas deixam de ter apoio emocional, ficam sem nada”, explica ao Observador, ao mesmo tempo que deixa ficar a seguinte ideia: apesar de se sentirem acompanhadas, são pessoas que não se apercebem que dependem de uma ferramenta para comunicar e que há um interesse mútuo por detrás dos likes no Facebook e dos jogos online.

Há quatro meses, Mark Zuckerberg escrevia na rede social que criou que a comunidade do Facebook contava oficialmente com 2 mil milhões de pessoas mensalmente. Em setembro de 2017, o site Techcrunch escrevia que o Instagram alcançara os 800 milhões de utilizadores mensais e os 500 milhões de utilizadores diários. E quantas aplicações existem para conhecer pessoas em contextos mais e menos românticos?

“Recebo sobretudo crianças e jovens”, conta João Faria. “Mas garantidamente que a situação não se esgota nesta faixa etária. É expetável que se alastre até aos idosos. De qualquer maneira, as crianças de hoje serão os adultos e os idosos de amanhã. Não sou nada otimista nisto, para ser sincero.”

 

 

O mais recente (e perigoso) desafio para jovens no Facebook consiste em estar desaparecido durante 48 horas

Outubro 25, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 24 de outubro de 2017.

Tiago Palma

Quanto mais alertas de desaparecimento o “jogador” tiver no Facebook durante este período mais pontos receberá no final. Facebook garante que “está a investigar e tomará medidas”.

Os desafios que amiúde surgem no Facebook são, no mínimo, disparatados — e cada vez mais perigosos para os “competidores”: desde tentar debulhar uma maçaroca de milho (presa num berbequim a rodar) com os dentes a engolir uma colher de canela de enfiada, passando por colocar um preservativo na cabeça (e rebentá-lo apenas exalando pelo nariz) ou, sendo este o mais perigo de todos, a “Baleia Azul” — tendo resultado o desafio no suicídio de muitos adolescentes um pouco por todo o mundo.

Agora, o desafio “da moda” da rede social não é mortal mas preocupante para pais, familiares e amigos de quem o aceita. Este desafio, o “48 horas”, consiste precisamente em desaparecer de casa durante este período, desligando o telemóvel e perdendo o contacto com quem for próximo. Quanto mais alertas de desaparecimento o “jogador” tiver no Facebook durante este período mais pontos receberá no final.

É certo que o jogo poderá até não ser mortal ou tão perigoso quanto outros mas, em última análise, este “falso alarme” resulta em desnecessárias denúncias e buscas policiais, dispersando as autoridades de casos verdadeiros de pessoas desaparecidas, perdidas ou sequestradas.

Entretanto, o Facebook já reagiu em comunicado ao desafio “48 horas” e pede aos utilizadores que “denunciem” toda e qualquer página na rede social que faça a apologia do mesmo, garantido que “está a investigar e tomará medidas”. E acrescenta: “A segurança dos utilizadores jovens do Facebook é uma responsabilidade que levamos muito a sério. Esperamos reunir os links relevantes para investigar e garantir que possamos tomar medidas rápidas se for necessário”.

 

 

‘Bullying’: Instagram torna-se a pior rede social e destrona o Facebook

Julho 26, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jornaleconomico.sapo.pt/ de 19 de julho de 2017.

Estudo britânico analisou casos de cyber-bullying, abuso e dependência das redes sociais e concluiu que 42% dos casos acontecem no Instagram, em comparação com 37% no Facebook.

O Facebook deixou de ser a pior rede social no que diz respeito a bullying online. O lugar é agora ocupado pelo Instagram, uma rede de partilha de imagens que conta com mais de 10 mil jovens apenas no Reino Unido, de acordo com um estudo divulgado esta quarta-feira pela organização anti-bullying Ditch The Label (ou Abandonar o Rótulo, em português).

O estudo analisou casos de cyber-bullying, abuso e dependência das redes sociais e concluiu que 42% dos casos acontecem no Instagram, segundo noticia o Mashable. O valor compara com 37% no Facebook e 31% no Snapchat, outra rede social focada na partilha de fotografias e vídeos predominantemente usada por jovens.

Os dados revelam uma migração do Facebook para o Instagram, de acordo com a organização britânica, já que estudos anteriores mostravam que a primeira era a rede social que contabilizava o maior número de casos de bullying. As formas mais comuns de cyber-bullying incluem comentários ofensivos em perfis e fotografias, mensagens indesejadas e denúncias faltas de fotografias como abusivas.

“Sabemos que os comentários ‘postados’ por outras pessoas podem ter um grande impacto e é por isso que recentemente investimos fortemente em novas tecnologias para ajudar a fazer o Instagram um lugar seguro e solidário”, disse em comunicado o responsável pela política do Instagram, Michelle Napchan, citado pelo Mashable.

“Através do uso de tecnologias de aprendizagem, comentários ofensivos no Instagram são agora automaticamente bloqueados para que não aparecem nas contas das pessoas. Nós também damos às pessoas a opção de desativar os comentários ou de fazerem as suas próprias listas de palavras ou emojis proibidos”, acrescentou.

O estudo mencionado na notícia é o Annual Bullying Survey 

mais informações:

https://www.ditchthelabel.org/69-people-done-something-abusive-towards-another-person-online/

 

 

Crianças no Facebook? Seja um exemplo para os mais novos

Julho 13, 2017 às 7:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://www.jn.pt/de 30 de junho de 2017.

Há algumas técnicas que o podem ajudar a manter os seus filhos seguros nas redes sociais
Foto: EPA/DIEGO AZUBEL

São os utilizadores mais vulneráveis nas redes sociais e os relatos de crianças aliciadas nestes espaços não param de aumentar.

Empresas que tentam impingir produtos ou utilizadores mais velhos com intenções perversas deixam as autoridades em alerta. Proibir o uso não é a solução, mas há alguns truques que o ajudarão a estar mais descansado:

1- Não mentir na idade: A idade mínima para a criação de uma conta no Facebook é de 13 anos. Mas os vários estudos publicados pela EuroKidsOnline apontam para um elevado número de crianças na rede. O melhor é mesmo respeitar esta regra ou controlar o uso;

2- Evite publicar fotos dos seus filhos: São aos milhares as fotografias de crianças que vão parar à Internet publicadas pelos próprios pais. Essas fotos são facilmente partilhadas por outros utilizadores que até as podem guardar nos computadores pessoais. Esta é uma das regras de ouro que depende só dos pais;

3- Manter o computador num local central da casa: Quando o uso das redes sociais é feito num computador, é possível controlar a utilização. Por isso, o melhor mesmo é deixar o computador num local onde pode facilmente ver o seu filho ou filha.

4- Alerta para os anúncios perigosos: Abre uma janela pop-up com a promessa de um iPad a troco de umas respostas a perguntas simples. Se há adultos que caem nestes truques, as crianças são ainda mais vulneráveis.

5- Seja um exemplo, até nas redes sociais: Se publica tudo o que faz no Facebook, com fotografias pouco aconselháveis, e troca mensagens com desconhecidos, o mais provável é que o seu filho o imite. Sendo prudente nestes espaços, vai dar um bom exemplo aos mais novos.

 

 

 

Baleia-Azul. O jogo na internet que está a levar jovens no Brasil a suicidar-se

Maio 7, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 24 de abril de 2017.

Através de grupos no facebook, jovens são desafiados pelo “curador” a cumprir tarefas
| Pedro Correia / Global Imagens

Desafio do mundo virtual tem 50 níveis e incentiva ao suicídio e à automutilação. Já originou vítimas em oito estados do país. Polícia investiga origem do jogo que surgiu primeiro numa rede social russa

O casal de namorados Luís Kafru-ne e Kaena Maciel, de 19 e 18 anos respetivamente, hospedou-se no Maksoud Plaza, hotel de luxo na região da Avenida Paulista, em São Paulo. Horas depois, Luís matou Kaena com um tiro na cabeça e suicidou-se. As autoridades suspeitam que este crime é mais um episódio do macabro Baleia-Azul, jogo na internet que já levou ao suicídio ou à automutilação adolescentes em oito estados do Brasil.

“A culpa é da baleia”, escreveu no Facebook um rapaz de 17 anos de Bauru, cidade do interior do estado de São Paulo, minutos antes de se tentar atirar de um viaduto. Casos semelhantes aconteceram nos estados do Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraíba.

A origem do Baleia-Azul, um jogo com 50 níveis de dificuldade que tem o suicídio como etapa final, é controversa. As primeiras informações datam de 2015 e estavam na rede social Vkontakte, o equivalente russo do Facebook. Os participantes são selecionados de madrugada por um administrador – chamado de “curador” – que vai lançando desafios, cada vez mais difíceis e perigosos. Além do Brasil, há casos relacionados com o jogo, cujo nome deriva do mamífero dos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico que procura praias para morrer por vontade, na Rússia, Ucrânia, Roménia, Espanha e França.

Além dos casos citados, também em Jaú (estado de São Paulo), um rapaz de 13 anos tentou matar-se cortando os braços com uma lâmina de barbear, após ser excluído da família das redes sociais por suposta determinação do curador. O site G1 teve acesso a um trecho do diálogo em que o curador começa por perguntar ao adolescente se quer jogar e se está disposto a ir até ao fim, para depois determinar a primeira de 50 tarefas que consistia em listar aquilo que o fazia sentir triste.

Uma jovem de 25 anos, do Paraná, estava preocupada com o comportamento da irmã, de 11, e resolveu investigar o computador dela. Contou ao O Estado de S. Paulo que não conseguiu chegar ao fim das mensagens enviadas pelo curador: “Incitam-nos a fazer o mal às pessoas que amamos, é agressivo, intenso, perigoso.” Ainda no Paraná, oito adolescentes dos 13 aos 17 anos deram entrada em hospitais da capital Curitiba após tentativas de suicídio por medicamentos e automutilação. Um deles admitiu à polícia jogar Baleia-Azul. “Vamos procurar os responsáveis por incitação ao suicídio”, disse o secretário estadual de segurança. A pena prevista pelo Código Penal para esse tipo de crime é de dois a seis anos de prisão.

A Polícia Militar da Paraíba identificou 20 participantes no Baleia–Azul que se tentaram mutilar ou matar na capital estadual João Pessoa e noutras cidades. Há dois casos de aliciamento ao jogo no Rio de Janeiro e nove de mutilações juvenis em Santa Catarina. No Mato Grosso, a polícia suspeita que o suicídio de Maria Olívia, de 16 anos, se deveu ao Baleia-Azul, identificando na sequência uma comunidade de 350 participantes do jogo. Em Minas Gerais, registaram-se mais dois casos de suicídio nas últimas semanas. Maria de Fátima, mãe de Gabriel (19 anos), um dos jovens que morreu, disse que ele “não aguentou a pressão. Dizia que eles têm os dados das famílias de quem tenta sair e fazem ameaças. Quem for mãe ou pai dê umas palmadas, mas olhe o telemóvel dos seus filhos, não quero que mais nenhuma mãe passe pelo que estou passando”.

Em Pernambuco, a polícia aposta na prevenção, com vídeos na internet e visitas a escolas. A Escola de Comércio Álvares Penteado (São Paulo), lançou o Coelho Branco, que consiste em 15 tarefas “do bem”, e a psicóloga Tamara Camargo, com dois publicitários, lançou o site Baleia Rosa, onde adolescentes podem desabafar. “Cerca de 20% são utilizadores de Baleia-Azul e outros sites”.

 

 

 

 

Fatiga informativa: la nueva enfermedad de la era digital

Maio 3, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto do site http://ethic.es/

Por Luis Meyer

La primera voz de alarma se produjo en 1996, justo antes de que Facebook, Google, Twitter, Instagram, Snapchat, Apple, Android o los diarios en papel se sumaran al atiborramiento informativo multidireccional de la web. El psicólogo Davis Lewis recibió el encargo de la agencia Reuters para un informe de título clarividente: Dying for information? (¿morir de información?). Así, realizó numerosos análisis sobre más de mil directivos de lugares tan dispares como Estados Unidos, Hong Kong o Reino Unido. En todos ellos percibió el mismo patrón de fatiga informativa. El filósofo coreano afincado en Alemania, Byung-Chul Han, recoge y concreta estas conclusiones en su ensayo En el enjambre: «Parálisis de la capacidad analítica, perturbación de la atención, inquietud general e incapacidad de asumir responsabilidades».

En aquella época, esto es, en los noventa, las redes sociales aún estaban germinando, eran un exotismo por definir, igual que internet en general. Se reducían a unos cuantos servicios de chat en los que se creaban foros, de una forma muy rudimentaria y para una minoría. El año pasado, Facebook alcanzó los 1.860 millones de usuarios, casi un 20% más que en 2015. Más de 1.200 millones son activos a diario, esto es: envían y reciben información, señalan sus preferencias sobre infinidad de temas con solo un clic de ratón por medio de la herramienta ‘like’, comparten y expanden contenidos en todos los formatos imaginables, textos, audios, fotografías y vídeos. A día de hoy, en torno a una cuarta parte de la población mundial usa Facebook activamente. Según un estudio de la publicación The Verge sobre ciencia e innovación, en 2030 el porcentaje podría superar el 60% de los habitantes del planeta. Hay que tener en cuenta que, para entonces, habremos subido de los 7.000 millones actuales a casi 9.000.

Uno de los últimos estudios realizados en España sobre el uso del correo electrónico data de 2009. Lo llevó a cabo la consultora Contactlab, y desveló que al día, en España, se recibían 350 millones de e-mails. Si tenemos en cuenta que ese año, en nuestro país, se contabilizaban algo más de 15 millones usuarios habituales de la web, esto significaba en torno a 20 correos cada 24 horas por persona. Casi uno por hora. El periódico más leído de España, El País, asiste en los últimos años a un desangramiento de los lectores de su edición impresa. Pero al mismo tiempo, quienes acceden a su web, crecen en número cada año: más de un millón de usuarios únicos diarios. Este trasvase en los periódicos por parte de quienes renuncian a la información pausada y reflexiva a la que invita el papel y saltan a la información actualizada a cada minuto de sus páginas web, es similar en todas las cabeceras.

Cuando Lewis dio la voz de alarma en 1996 sobre el síndrome de la fatiga informativa, que definió con las siglas IFS y catalogó de enfermedad psíquica, no imaginaba que la realidad iba a ser tan apabullante. El filósofo Byung-Chul Han trata en su obra En el enjambre la desideologización y tecnificación de las estructuras sociales, en las que los políticos se separan de la ciudadanía para convertirse en eso ajeno que llamamos ‘establishment’ y los ciudadanos se van convirtiendo en meros consumidores. Y señala como principal patología la sobrecomunicación. También alerta sobre la fatiga informativa: «El principal síntoma es la parálisis de la capacidad analítica. Que es lo que precisamente constituye el pensamiento. El exceso de información atrofia el pensamiento, la capacidad de distinguir lo esencial de lo no esencial». Y va más allá: «El cansancio de la información incluye también síntomas característicos de la depresión que, ante todo, una enfermedad narcisista. El sujeto se ahoga en su propio yo, agotado y fatigado de sí mismo. Nuestra sociedad se hace cada vez más narcisista. Redes sociales como Twitter o Facebook agudizan esta evolución, pues son medios narcisistas».

Una derivada de la fatiga informativa es otra nueva patología, definida por los psicólogos como tecnoestrés. Y se da tanto por déficit como por exceso: por un lado, quienes se ven incapaces de sumarse y aceptar los nuevos usos impuestos por la era digital; por otro, quienes son incapaces de hacerlo de una manera saludable, y se identifican en exceso con la tecnología, perdiendo la perspectiva de su propio yo. El equipo de Investigación WANT Prevenció Psicosocial de la Universitat Jaume I de Castellón ha elaborado recientemente un cuestionario para predecir sus síntomas: incluye aspectos como ansiedad y riesgos psicosociales.

Pero los riesgos, según expone Byung-Chul Han, va más allá de los efectos directos en el usuario, su relación con el entorno o su pérdida de capacidad analítica. La sobreinformación nos lleva, en su opinión, a una nueva protocolización general de la vida, y la ingente cantidad de información que dejamos a nuestro paso por la red, reunida en eso inabarcable llamado big data, lleva a un nuevo concepto de Big brother: «Cada uno observa y vigila al otro, y cada uno es observado y vigilado».

Los beneficiados reales de toda esta recopilación de información en la red no son los propios usuarios, sino las empresas y los Estados. En muchos casos, actúan como un solo ente. Un claro ejemplo es la agencia Acxiom, que posee datos relevantes de más de 300 millones de estadounidenses, esto es, casi toda la población, y los vende a las empresas que los solicitan. Tiene más información que el FBI, prueba de ello es que han recurrido muchas veces a la agencia para sus operaciones de investigación.

En su carrera por monetizar el nuevo modelo de periodismo digital, los periódicos buscan, por encima de todo, aumentar el número de lectores, su permanencia en sus páginas webs y los clics. Lo mismo puede decirse de las redes sociales o de casi cualquier aplicación gratuita de móvil. La publicidad tradicional deja de ser la vía de financiación principal y deja paso a las bases de datos, cada vez más hinchadas, con las que poder comercializar. La información, por tanto, deja de tener sentido en sí misma, y pasa a ser un mero vehículo para obtener datos del usuario. Cada vez importa menos qué se cuenta, sino cuánta aceptación (cuántos clics) tendrá lo que se cuenta.

Y mientras tanto, como opina Byung-Chul Han, el efecto pernicioso en el ciudadano de a pie es cada vez mayor: «La hipercomunicación digital destruye el silencio que necesita el alma para reflexionar y para ser ella misma. Se percibe solo ruido, sin sentido ni coherencia. Todo ello impide la formación de un contrapoder que pudiera cuestionar el orden establecido que adquiere así rasgos totalitarios»

 

 

Brasil: Polícia investiga jogo online que provoca suicídio de adolescentes

Maio 1, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jornaleconomico.sapo.pt/ de 18 de abril de 2017.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está a investigar um jogo de Internet que poderá levar jovens a mutilações corporais e até ao suicídio. Conhecido como Baleia Azul, o jogo é praticado em comunidades fechadas de Facebook e Whatsapp. Os jogadores, na sua grande maioria adolescentes, cumprem 50 tarefas no âmbito deste jogo, a última das quais é o suicídio.

A delegada Fernanda Fernandes, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), acredita que o jogo, já identificado em outros países e outros estados do Brasil, esteja sendo praticado no Rio. Ela já tem, pelo menos, quatro casos suspeitos, todos envolvendo adolescentes.

“Não parece se tratar de um boato.Temos várias comunidades que estamos rastreando sobre o jogo, algumas falando diretamente o nome Baleia Azul, outras com codinomes. O jogo existe, é real”, disse a delegada à Agência Brasil.

Fernanda ouviu, na tarde desta segunda-feira (17), o pai de uma estudante de 14 anos, de um colégio do interior do estado, que relatou a sua preocupação de que a adolescente possa estar envolvida no jogo, pois ela teria riscado a baleia, com um objeto cortante, no antebraço, no que é uma das fases do Baleia Azul.

Nesta terça-feira (18), a delegada irá, com o pai da jovem, ao seu encontro. O objetivo da investigação, segundo ela, é evitar que os jovens se suicidem, mais do que encontrar os mentores dos grupos, o que será feito no decorrer dos trabalhos. “Temos esta vítima que vamos tentar ouvir. Os indícios, as fotos e postagens no Facebook, levam-nos a crer que tem envolvimento com o jogo. Ela tem o desenho da baleia azul no antebraço, embora não tenhamos contato com ela para confirmar isso. Nós já vimos cortes no corpo dela e postagens insinuando suicídio”, disse.

Fernanda Fernandes fez uma apelo aos familiares e amigos de possíveis vítimas para procurarem as autoridades e relatarem os factos. “O apelo para os pais é que verifiquem qualquer mudança, alteração de comportamento dos jovens e qualquer comportamento depressivo, mais introspectivo. Se têm hábitos mais noturnos e de madrugada na internet. Os pais têm que ter controle do que os filhos fazem nas redes sociais. E prestar atenção se têm indícios de lesão no corpo dos filhos. Também é preciso entrar em contato com a escola. O adolescente, quando vira vítima do jogo, muda o comportamento”, disse.

Os mentores dos jogos, que surgiu na Rússia, podem ser indiciados por crimes de associação criminosa, lesão corporal, ameaça e até homicídio. Segundo relatos, os mentores ameaçam as vítimas se elas deixarem o jogo.

Fonte: Agência Brasil

 

 

 

O que os adolescentes consideram cool

Abril 23, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do  http://blitz.sapo.pt/ de 8 de abril de 2017.

Zoran Ivanovich (Creative Commons)

Um estudo da Google indica onde se encontram as preferências dos adolescentes de hoje em dia

Todas as gerações são distintas. As preferências dos adolescentes de há meio século são, hoje, muito diferentes das preferências dos adolescentes de hoje. E assim vai variando, de década para década, de época para época. Traduzido por miúdos: o que ontem era “fixe” hoje é “uma seca”.

A Google elaborou, recentemente, um estudo que visa, precisamente, apontar onde se situam as preferências dos adolescentes de hoje em dia, a denominada Geração Z – a que nasceu em meados da década de 90, já com o uso da Internet disseminado por todo o mundo. No entanto, foram apenas considerados os jovens com idades compreendidas entre os 13 e os 17 anos.

Segundo o estudo, aquilo que é considerado “fixe” para a Geração Z é, também, uma representação dos seus valores, das expetativas que guardam para si próprios, dos seus amigos, e das marcas que mais apoiam. Neste grupo estão, por exemplo, o YouTube, a Netflix, a Nike e a própria Google.

E quais são, então as preferências musicais desta geração? Segundo o estudo, são mais variadas do que qualquer preconceito poderia ditar. Entre os artistas mais “votados” pelos inquiridos estão gigantes da pop atual, como Drake e Beyoncé, mas também bandas como os Coldplay, Fall Out Boy, ou Panic! At The Disco – e até os Beatles encontraram espaço nos corações, e ouvidos, da Geração Z.

A música ainda detém um papel importante na “fixeza”; para estes adolescentes, as celebridades mais importantes são, quase todas, músicos, destacando-se Selena Gomez, Chance the Rapper e Ariana Grande. O seu nível de popularidade mede-se, também, pelas suas ações: os mais “genuínos” e filantrópicos são considerados os “mais fixes”.

Por ter crescido rodeada de computadores e, mais importante ainda, pela Internet, não é de estranhar que esta geração mostre, também, um forte apego pela novidade tecnológica. De todos os inquiridos, 24% (14% rapazes, 10% raparigas) disseram que aquilo que é “mais fixe” são as novas tecnologias.

(Talvez) Por isso, são poucos os que afirmaram não possuir um smartphone: apenas 9,6% dos inquiridos, sendo que neste campo a Apple suplanta ligeiramente a Microsoft, com 42,3% a preferirem o Iphone aos Androids.

No que diz respeito às redes sociais, plataformas de partilha de imagens e vídeos, como o Snapchat e o Instagram, são rainhas. O Facebook ainda é utilizado, mas apenas para consumo diário – partilhar algo através desta rede já não é “fixe”.

E se, novamente, o preconceito ditar velhos adágios como “os jovens de hoje já não se interessam pela leitura”, saiba que nada se encontra mais longe da verdade: ler é uma atividade indispensável e “fixe”, lado a lado com os videojogos. Afinal de contas, estamos a falar de uma geração que não conheceu o mundo sem Internet – e que, por causa dela, se tornou na mais informada de sempre.

 

Hiperatividade, ciência versus facebook

Abril 11, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto de Mário Cordeiro http://www.paisefilhos.pt/ publicado na a 7 de fevereiro de 2017.

Nem tudo o que mexe é hiperativo, nem todos os que sonham têm défice de atenção. Mas destruir um fármaco com “cultura de facebook” é demasiadamente leviano

Houve um aumento na prescrição de metilfenidato para o dobro, entre 2010 e 2014. Podem existir várias explicações, desde exagero de prescrições até melhor diagnóstico e medicação de crianças e jovens que necessitavam mas não o estavam a tomar. Por outro lado, o melhor conhecimento dos problemas de dispersão, falta de concentração e atenção, e de hiperatividade pode justificar o aumento. Especulação à parte, o que se sabe, sim, é que embora haja crianças medicadas inutilmente, é grande o número das que precisam e não estão medicadas e, entre as que estão, a esmagadora maioria colhe benefícios.

Recomenda-se este fármaco quando há uma perturbação da concentração e atenção que afete a vida das crianças de forma significativa, para lá do normal cansaço, má gestão dos estímulos artificiais que desviam a atenção ou da irrequietude natural das crianças e jovens, sobretudo do sexo masculino. Nem tudo o que mexe é hiperativo, nem todos os que sonham têm défice de atenção! As crianças, vivendo num mundo “entre quatro paredes”, precisam de se expandir, de se mexer. No entanto, a incapacidade de concentração num estímulo, sobretudo abstrato, desviando–se para “qualquer mosca que passe” faz com que a criança retire muito pouco das aulas, se sinta mais distante do “filme” que está a passar na sala de aula e invente outras coisas, mexendo-se, perturbe os outros e se comporte de modo hiperativo, sendo disruptivo para a aula e prejudicando gravemente o seu próprio processo de aprendizagem, ou então mergulhe na sua vida interior e se abstraia. Acresce que estar constantemente a ser admoestado e de castigo, ver as notas aquém do que sabe ser possível, ler apenas metade do cabeçalho e responder impulsivamente de modo incompleto, diminuem a autoestima, causam tristeza e geram problemas sociais e psicológicos.
Os benefícios da terapêutica, que pode ser instituída por um pediatra ou neuropediatra e que não necessita de ser baseada em testes e exames, vão ajudar o processo de aprendizagem e permitir à criança o desenvolvimento das suas capacidades.

O argumento de que “é um químico” é anedótico porque o cérebro funciona, exatamente, com mediadores químicos, e nos casos de hiperatividade e défice de atenção, dispersão e impulsividade, esse mediador está em falta. Com o crescimento o cérebro arranjará outras formas de funcionamento e não é precisa medicação para a vida toda, como alguns ignorantes dizem. Além disso, é boa prática as crianças interromperem a medicação nas férias letivas; a ideia de que se fica “preso a uma droga” é mais um dos mitos urbanos veiculados na Internet.
Quanto a contraindicações, nas redes sociais há pessoas que gostam muito de dizer que “é veneno”. Dá vontade de rir – leiam a bula do ibuprofeno ou do paracetamol, que dão aos vossos filhos e verão a “galeria de horrores”. Com o metilfenidato os efeitos colaterais são raros e, salvo exceções, resumem-se a situações transitórias e breves de baixa de apetite ou pequenas insónias.

O metilfenidato não dá “superpoderes”, apenas faz render melhor as capacidades naturais a estas crianças. Não ficarão engenheiros, pianistas ou escritores com o medicamento se não tiverem esses talentos, mas podem nunca vir a ser engenheiros, escritores ou pianistas, tendo esses talentos, por não conseguirem estudar, concentrar-se e andarem toda a escolaridade a saltitar de “mosca para mosca”, irritando os professores, enervando os pais e diminuindo a sua autoestima. E se pensássemos numa coisa chamada Ciência? Talvez valha mais do que o diz-que-diz das redes sociais…

 

 

 

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