Consumo de drogas e bullying são os mais prevalentes nos Açores

Fevereiro 28, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Correio dos Açores de 10 de fevereiro de 2018.

Consumo de drogas e bullying são os mais prevalentes nos Açores

Polícia Judiciária revela que há mais detenções de presumíveis abusadores sexuais na Região “O consumo de estupefacientes é o mais prevalente nos Açores e o bullying também”, resumiu o superintendente José Poças Correia, que conjuntamente com João Manuel Alves de Oliveira, Coordenador de Investigação Criminal, responsável pela PJ na Região, reuniram ontem com o Grupo de Trabalho da Comissão de Assuntos Sociais. Para a Polícia Judiciária, “mais detenções fora do flagrante delito dos presumíveis abusadores sexuais é um dado estatístico real”.

O Grupo de Trabalho da Comissão de Assuntos Sociais reuniu ontem na Delegação da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, em Ponta Delgada, onde se procedeu à “Análise e Avaliação das Respostas Públicas Regionais na área da informação dos direitos e protecção das crianças e jovens com mais de 12 anos”.

Presentes estiveram o superintendente José Alves de Oliveira, do Comando Regional da PSP dos Açores e João Manuel Alves de Oliveira, Coordenador de Investigação Criminal, responsável pela Polícia Judiciária na Região Autónoma dos Açores.

A reunião decorreu à porta fechada, mas no final foi possível falar com as referidas entidades.

Da parte do superintendente José Poças Correia, do Comando Regional da PSP dos Açores, este teve oportunidade de dizer que na reunião falou-se de comportamentos aditivos, nomeadamente os que resultam por via do consumo de álcool, tabaco e substâncias ilícitas. “Aquilo que é um dado adquirido tem a ver com os consumos de drogas, a nível geral, ou seja, como aliás o relatório do SICAD aponta um bocado nesse sentido.

Naturalmente, se há ao nível dos consumidores em geral também haverá ao nível dos jovens. Poderá haver aqui alguma prevalência, a esse nível, nos jovens até aos oito anos, mas são comportamentos que têm de ser corrigidos de alguma maneira, por via da sensibilização, da actuação junto das escolas, dos encarregados de educação e das diversas entidades que pode de algum modo contribuir para isso. A Polícia é mais difícil porque a Polícia, naturalmente tem um contacto directo com essas situações de rua, ou então, por via dos conselhos directivos das escolas”.

Mais esclareceu que ao nível dos comportamentos aditivos, “a maioria dos casos são encaminhados para a Comissão de Dissuasão da Toxicodependência, o que quer dizer que a Polícia identifica as situações, reporta e depois a Comissão da Dissuasão da Toxicodependência é que faz o tratamento da situação, quer ao nível da aplicação, ou não, das coimas que estão associadas aos consumos, quer ao nível depois, do acompanhamento e das consultas que são dadas no sentido de haver alguma sensibilização para evitar que essas situações se repitam”.

Respostas eficazes

Da parte da Polícia Judiciária, na voz de João Manuel Alves de Oliveira, Coordenador de Investigação Criminal, responsável pela PJ na Região Autónoma dos Açores, este esclareceu que “a intervenção da Polícia Judiciária centra-se naquilo que são as suas competências na área dos crimes da autodeterminação sexual, aqui com enfoque, muito particular, no domínio dos abusos sexuais das crianças. O que tivemos aqui foi uma partilha de um conjunto de informações que nós passamos à Comissão, que tem a ver com aquilo que é o nosso conhecimento desta área, os números que são conhecidos, as dificuldades que temos e também algumas ideias de como ter respostas mais eficazes com vista, não a debelar completamente o fenómeno que é quase uma utopia, mas pelo menos a atenuá-lo expressivamente”.

Sem poder revelar que ideias são essas de como ter respostas mais eficazes arriscou apenas a dizer, “o facto de se debater publicamente estes assuntos e o facto de terem deixado de ser tabu, que foram até há relativamente pouco tempo atrás, é um primeiro passo importantíssimo para não dizer decisivo para efectivamente alcançarmos este objectivo que é, pelo menos uma diminuição muito significativa do número de casos. Informação, sensibilização e depois, a parte das instâncias formais de controlo, da parte da Polícia Judiciária, naturalmente e não só, uma capacidade de resposta, e um saber técnico em conformidade com a lei para que as nossas investigações tenham êxito. Mas, este é um problema mais vasto, está para além do jurídico porque todos juntos, somos poucos e é uma questão de cidadania, somos poucos para combater este problema. A nós, Polícia Judiciária compete-nos efectivamente fazer aquilo que estamos obrigados por lei a fazer e fazemo-lo com todo o gosto e temos o dever de o fazer com a máxima competência”.

Ao nível dos abusos de menores, destacou dois patamares: “Um número de casos de investigações que nós abrimos e que nos chegaram ao nosso conhecimento e aquilo que é a criminalidade real. Ou seja, os indicadores que temos, é que para além dos casos que nos são reportados e que nós investigamos, há ainda um outro número de abusos dos quais nós não temos conhecimento.

São as chamadas cifras negras. É possível percebermos, aqui nos Açores, que a partir de 2014 houve um incremento de investigações abertas, quer do número de detenções fora do flagrante delito dos presumíveis abusadores sexuais. Isto sim, é um dado estatístico objectivo”.

Sem se revelar números, ficou entendido que de todos os comportamentos desviantes e os comportamentos aditivos que foram elencados, o consumo de estupefacientes é o mais prevalente e ao nível do bullying também, nomeadamente em ambiente escolar onde se registam por vezes algumas ocorrências.

Marco Sousa

Crianças diferentes – Múltiplos olhares sobre como avaliar e intervir

Março 4, 2014 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Os trabalhos de reflexão, investigação e aplicação que compõem este livro ilustram como esta abordagem nos pode ajudar a mudar de um conceito tradicional de diferença para um conceito dinâmico e multidimensional da(s) diferenças(s), em que:

1.O foco na “reparação” da criança, se desloque para o foco da formação e da qualificação dos professores e demais técnicos de educação, para promoverem o desenvolvimento do potencial da criança.

2. O foco sobre o que “não funciona” na criança (dificuldades, deficiências, défices), se redirecione para o que funciona na criança (capacidades e potencial)

3.O foco centrado nos problemas e no diagnóstico, ceda lugar ao foco nos recursos e na apreciação da modificabilidade da criança.

4.O foco na avaliação estática do desempenho da criança, mude para o foco na avaliação dinâmica do potencial e da capacidade de modificabilidade da criança.

5.O foco na função do professor que ensina, se transfira para o foco na função do professor mediador de desenvolvimento e de aprendizagem.

6.O foco na sala de aula, se alargue ao foco na relação sala de aula-escola-família-comunidade.

Neste, livro conjugámos oito respostas possíveis para esta mudança. Estas respostas, traduzem múltiplos olhares sobre a assimetria de SER DIFERENTE. Estes múltiplos olhares cruzam perspectivas de investigadores e práticos de formação multidisciplinar de vários países e estão organizados em duas partes, a primeira, mais orientada para a avaliação e, a segunda, mais direccionada para a intervenção. As temáticas seleccionadas não pretendem abarcar todo o espectro da(s) diferença(s), seleccionámos algumas das que mais preocupam a comunidade educativa no nosso país. Em termos globais, abordamos múltiplos olhares sobre a avaliação e intervenção nas dificuldades de aprendizagem e as necessidades educativas especiais. Em torno destas temáticas, incide-se mais directamente sobre os factores de risco e de protecção associados ao sucesso educativo, a importância das percepções dos professores no desempenho dos alunos, a necessidade de olhar os alunos em função dos seus talentos e não só das suas dificuldades, e a necessidade de olhar as altas capacidades/sobredotação e os talentos no espectro da diferença. De seguida, ilustramos brevemente como se desenvolve a apresentação dessas temáticas ao longo do livro.

Escolas podem não ter sinalizado todos os alunos com carência alimentar

Julho 19, 2013 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 19 de Julho de 2013.

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, admitiu que as escolas possam não ter tido este ano letivo a capacidade de identificar todos os alunos com necessidades alimentares, mas garantiu que, dos identificados, nenhum ficou sem apoio.

No final de uma conferência de imprensa para apresentar o balanço do primeiro ano de aplicação, nas escolas, do Programa Escolar de Reforço Alimentar (PERA), o ministro Nuno Crato admitiu também que, com maior vigilância, outros casos de necessidades alimentares entre os alunos podem ser detetados, garantindo apoio para todos.

“Não estou a prever maiores dificuldades para o próximo ano letivo, mas sabemos que há dificuldades que ainda não estão satisfeitas. Portanto, a maior colaboração de todos será essencial para alargar o programa a mais pontos do país. Nós esperamos que as escolas detetem essas necessidades e que haja sempre empresas que possam colaborar”, afirmou Nuno Crato.

O ministro sublinhou que “há uma ligação muito direta” entre uma má alimentação e os maus resultados escolares, referindo que um aluno mal alimentado é um aluno que “não está na posse de todas as suas faculdades”, nomeadamente a capacidade de concentração.

De acordo com os números apresentados pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC), 79% dos alunos apoiados este ano letivo pelo PERA transitaram de ano, 50% dos alunos melhoraram o seu aproveitamento escolar e 42% tiveram melhorias ao nível do comportamento na sala de aula.

O programa que abrange o território continental de Portugal, que vai ter continuidade no próximo ano letivo, envolve parcerias entre o Ministério e diversas empresas de produção e distribuição alimentar, assim como empresas de transporte.

No ano letivo de 2012-2013 foram apoiados pelo PERA 10186 alunos de 387 agrupamentos e escolas.

O programa foi criado para colmatar situações de emergência de crianças que chegam à escola sem tomar o pequeno-almoço.

Alunos em risco levam a reforço das comissões de menores

Janeiro 12, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 5 de Janeiro de 2013.

Abandono. Novo estatuto do aluno prevê maior articulação das escolas com as CPCJ na prevenção do abandono. Ministério da Educação confirma possível reforço de professores nas comissões. Mas instituições e pais avisam que as escolas têm de ser a primeira linha da prevenção

PEDRO SOUSA TAVARES

As Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) estão a ser reforçadas para dar resposta ao reforço da intervenção que lhes é pedida no novo estatuto do aluno. Nomeadamente na intervenção que se espera destas em situações de estudantes em risco de abandono escolar e cujas famílias não colaboram com as escolas.

A informação foi dada ao DN por Armando Leandro, presidente da Comissão Nacional das Crianças e Jovens em Risco (CNCJR), a propósito das dúvidas que se têm colocado em relação à capacidade de resposta destas instituições para as solicitações das escolas. Sobretudo numa altura em que todos os alunos passaram a ter a obrigatoriedade de ficar na escola até aos 18 anos.

“É evidente que algumas [CPCJ] têm deficiência de meios e de tempo dos representantes que ali trabalham, mas isso está a ser colmatado com mais tempo de afetação dos representantes que estão nas comissões”, contou.

As CPCJ incluem representantes de várias áreas, de docentes a funcionários da Segurança Social e da Saúde, que ali trabalham em regime de afetação pelos seus serviços de origem. Geralmente a tempo parcial. E os professores, recordou Armando Leandro, têm vindo a reforçar o seu papel nestas instituições: “A Educação tem, a tempo parcial, um representante e por vezes um representante tutor. O aprofundamento do sistema vai também estreitar essa cooperação”, disse.

Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), acrescentou que o Ministério da Educação e Ciência já demonstrou disponibilidade “para um aumento do numero de professores destacados nas CPCJ”.

Uma informação confirmada pela tutela: “Está a ser estudada uma alteração ao protocolo existente entre o MEC e o MSSS [Ministério da Solidariedade e Segurança Social] no âmbito das CPCJ, tendo em vista uma mudança no processo de afetação de docentes a estas comissões”, confirmou ao DN o gabinete do ministro Nuno Crato. O certo é que, mesmo concordando nos benefícios deste reforço, tanto Armando Leandro como Albino Almeida lembram que as CPCJ não devem ser encaradas como a solução para os problemas.

“O estatuto do aluno é um dos objetos da formação que se vai implementar e se está a fazer nas CPCJ”, admitiu Armando Leandro. “Mas a primeira intervenção pertence à escola, em articulação com as instituições de primeira linha, como a Segurança Social”, alertou.

Também para Albino Almeida, é nas escolas que as questões devem ser resolvidas sempre que possível: “Antes de recorrer às CPCJ, as escolas deveriam esgotar o trabalho com as famílias, trabalhando com os seus próprios técnicos, nomeadamente com psicólogos”, disse, admitindo que já atualmente o recurso às comissões “acontece mais vezes do que seria desejável”. Opinião idêntica tem Diogo Simões Pereira, presidente dos Empresários para a Inclusão Social (EPIS), uma organização que atualmente apoia cerca de dez mil crianças em risco de abandono, através de uma rede de mediadores que ajudou a implementar no País. Para este empresário, que já foi diretor-geral dos Recursos Humanos da Educação, seria mesmo “um erro” atribuir às CPCJ responsabilidades das escolas (ver entrevista).

P&R

> De que forma as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) se relacionam com as escolas?

Por definição, as CPCJ são instituições de segunda linha na proteção das crianças e jovens. Ou seja: a sua função não é prevenir comportamentos e situações mas atuar quando estes são um facto. Nesse sentido, a relação com as escolas tem se baseado na resposta a denúncias da parte destas de situações de perigo para as crianças. Por exemplo, o perigo de má alimentação ou comportamentos sugestivos de maus tratos.

> Em que muda esse papel com o novo estatuto do aluno?

O novo estatuto do aluno reforça essa ligação das CPCJ às escolas. Por exemplo, referindo expressamente que os estabelecimentos devem recorrer a estas comissões quando os alunos ultrapassam determinados limites de faltas e as famílias não demonstram interesse em resolver o problema. Além disso, embora caiba às escolas criar as suas próprias “equipas multidisciplinares”, com técnicos como psicólogos, para trabalharem com os alunos, o estatuto também delega essa responsabilidade nas CPCJ nos casos em que essas equipas não existem nas escolas.

> As CPCJ estão vocacionadas para intervir emquestões educativas?

AS comissões são constituídas por técnicos de várias áreas, como a saúde, a segurança social e a educação. O Ministério da Educação, sobretudo desde 2006, tem destacado professores para estas unidades. Em alguns casos estes professores são “tutores” dos alunos cujas famílias têm dificuldade para participar na sua vida escolar. Mas os especialistas avisam que , por mais meios que lhes sejam dados, as CPCJ nunca se poderão substituir às escolas no trabalho com os alunos.

“É utópico” esperar que as CPCJ resolvam o abandono escolar

– O reforço do papel das comissões de menores no combate ao abandono escolar é uma boa solução?

– É preciso clarificar posições. O Estatuto do aluno diz que os agrupamentos de escolas têm liberdade para criar, lançar adotar medidas com vista ao combate ao insucesso e abandono escolar. Criar equipas de apoio aos alunos em risco e capacitação dos alunos e das famílias. Como a EPIS faz e como fazem outras organizações. Em Portugal há um modelo de intervenção que e baseia em três níveis. As CPCJ são o segundo nível de recurso sendo que o terceiro são os tribunais. Não foram desenhadas na lei para serem entidades no terreno.

– Mas o Estatuto refere o recurso às CPCJ quando há excesso de faltas e os pais não cooperam com a escola…

– As CPCJ estão sempre presentes. Mas não acredito que a intenção seja fazer delas intervenientes de primeira linha. Até porque isso seria um erro. NA EPIS, sinalizamos 30% dos alunos que avaliamos como tendo risco de insucesso e abandono mas, desses, só uns 3% são encaminhados para as CPCJ. E mesmo esses 3% são suficientes para entupir as CPCJ. É utópico achar- se que vão ter capacidade para trabalhar com muito mais alunos. E também não é isso que acontece. Muitas das situações resolvem-se chamando os pais à escola.

– Mas as escolas têm meios, até com o alargamento da escolaridade obrigatória para 18 anos, para dar resposta a todas as situações?

– Quando existe motivação – incluindo a nível local, das autarquias – porque o abandono não é apenas um problema da educação, é um problema social -os meios surgem. NA EPIS trabalhamos com vários técnicos, como psicólogos, cedidos pelas autarquias ou pelas escolas. O problema muitas vezes não é de meios mas da forma como são utilizados.

Relatório Mundial da UNESCO 2012 – Os jovens e as competências : pôr a educação a trabalhar

Novembro 27, 2012 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Apresentação pública do relatório no CNE no dia 16 de Outubro de 2012 – Os jovens e as competências : pôr a educação a trabalhar

EFA Global Monitoring Report 2012 Youth and skills: Putting education to work

Youth Version of the 2012 Global Monitoring Report: Youth and skills: Putting education to Work

Orquestra Geração no cinema

Outubro 12, 2012 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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retrato de um grupo de alunos que faz parte do projeto da Orquestra Geração desde o seu arranque em Portugal, em 2007

O filme Orquestra Geração vai estar em exibição até ao final do mês de Outubro em exclusivo no Cinema City Classic Alvalade, em Lisboa.
Aos fins de semana, as sessões vão ser acompanhadas por um programa de debates e de curtos concertos.
Rodado durante um estágio de verão da Orquestra Geração com músicos da Orquestra Gulbenkian, em 2010, o filme retrata um grupo de alunos “avançados”, que faz parte do projeto da Orquestra Geração desde o seu arranque em Portugal, em 2007. “Foi emocionante ver a interação deles com músicos profissionais”, dizem os realizadores Filipa Reis e João Miller Guerra.
No filme podemos ver os alunos a ensaiar no Grande Auditório da Fundação e a tocar com a Orquestra Gulbenkian num concerto em Almada. Ana Manzanilla, violino na Orquestra Gulbenkian, é aliás uma das coordenadoras nacionais do projeto da Orquestra Geração. Ela própria é formada pelo Sistema de Orquestras Infantis e Juvenis da Venezuela, em que se inspira o projeto social da Orquestra Geração.
Para animar a programação paralela às projeções durante o mês, os protagonistas do filme vão juntarse a outros alunos da Orquestra Geração, no foyer do cinema, para performances de cerca de 20 minutos antes do início de algumas sessões. De acordo com a organização, pretende-se com isso “promover uma aproximação entre o espectador e as personagens” proporcionando “uma experiência nova na da ao cinema”. Os debates, por outro lado, realizam-se no final das sessões e tomam o filme como ponto de partida para a discussão de temas como Adolescência”, “A Arte na Educação”, “Inovação Social”, ou ainda “Identidades e Pertenças”.
Orquestra Geração foi produzido pela Vende-se Filmes, com o apoio da Fundação Gulbenkian.
Mais informação em: Vende-se Filmes

1200 alunos com más notas ajudados a passar de ano

Setembro 14, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 20 de Agosto de 2012.

1200 alunos com más notas ajudados a passar de ano

 

Crise económica agrava desmotivação e abandono escolar

Setembro 3, 2012 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Reportagem do Porto Canal de 26 de Agosto de 2012.

A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora do IAC – Mediação Escolar, é entrevistada na reportagem.

PIVÔ
Há cada vez mais alunos com falta de concentração e dificuldades de aprendizagem. São problemas que resultam das dificuldades económico-sociais das famílias e que têm vindo a aumentar o número de casos sinalizados pelo Instituto de Apoio à Criança.

ORÁCULO
Dificuldades financeiras das famílias têm provocado aumento do número de alunos com problemas de aprendizagem e abandono escolar.

VIVOS.
– Melanie Tavares — psicóloga coordenadora do Instituto Apoio à Criança

Porto Canal – delegação Lisboa
Jornalista: Salomé Pinto
Imagem: Valter Lopes

Mais de 400 crianças pediram ajuda telefónica por situação de perigo ou maus tratos

Agosto 24, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 22 de Agosto de 2012.

Por Lusa

Mais de 400 crianças pediram este ano ajuda telefónica ao Instituto de Apoio à Criança (IAC), por se encontrarem em situação de perigo ou por existência de maus tratos físicos na família.

Este serviço do IAC, que tem como princípio básico ouvir e dar voz à criança e ao jovem, recebeu, desde o início do ano até agora, 2222 chamadas, 11% das quais relacionadas com crianças em situação de perigo e 9% por maus tratos físicos na família, divulgou esta quarta-feira o instituto.

O IAC destaca ainda as chamadas feitas por crianças que sentem necessidade de desabafar e de falar sobre si próprias (12%), assim como os apelos relacionados com negligência (9%).

A juntar aos dados da linha estão os casos sinalizados aos gabinetes de apoio ao aluno e à família, no ano lectivo 2011/2012.

De acordo com os dados do IAC, foram sinalizados 3610 alunos, o que representa oito por cento do total dos 40.062 alunos que integram os 30 agrupamentos de escolas analisados.

Segundo o relatório de actividades 2011/2012 da Rede de Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF), a maioria dos alunos (31%) pertence ao primeiro ciclo, seguindo-se o terceiro ciclo (28%) e o segundo ciclo (27%).

Os rapazes constituem a maioria (55%) dos alunos encaminhados, o que poderá estar relacionado com “algum determinismo biológico e alguma modelação social e cultural”, que os leva a exteriorizar mais facilmente a sua agressividade do que as raparigas.

Os dados indicam que foram identificadas 5742 situações – uma média de 1,6 por aluno sinalizado -, das quais 3304 relacionadas com problemáticas escolares, e 2438 com problemas de comportamento.

Mais de metade das situações (58%) relaciona-se com problemas escolares: desmotivação (14%), fraco aproveitamento escolar (14%), absentismo escolar (11%), dificuldades de aprendizagem (11%), retenções recorrentes (5%) e abandono escolar (3%).

Os problemas de comportamento abrangem 42% dos casos, dos quais 11% na sala de aula, 8% no pátio, 8% participações disciplinares, 6% agressividade, 5% violência verbal e 4% violência física.

O relatório analisou a “problemática individual”, a nível de “comportamentos desviantes, “exposições a situações de risco”, “problemas de saúde” e ainda 21 casos de gravidez na adolescência e 32 problemas de legalização.

As situações de risco são as mais prevalentes (1.993 num total de 3.448 problemáticas assinaladas), sendo as mais relevantes a negligência escolar e a negligência afectiva (ambas com 12%).

3.610 alunos sinalizados em 2011/2012

Agosto 8, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 7 de Agosto de 2012.

por Texto da Agência Lusa, publicado por Joana Capucho

Mais de 3.600 alunos de trinta agrupamentos foram sinalizados aos gabinetes de apoio ao aluno e à família no ano letivo 2011/2012 por apresentarem diversos problemas escolares e de comportamento, revela um relatório do Instituto de Apoio à Criança.

Segundo o relatório de atividades 2011/2012 da Rede de Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF), a que a Lusa teve hoje acesso, foram sinalizados 3.610 alunos, que representam oito por cento do total dos 40.062 alunos que integram os 30 agrupamentos de escolas analisados.

A maioria dos alunos (31%) pertence ao primeiro ciclo, seguindo-se o terceiro ciclo (28%) e o segundo ciclo (27%).

Esta situação poderá estar relacionada com a “forte aposta na prevenção primária” e com uma maior exposição das crianças a fatores de risco nesta fase de transição de ciclo, encontrando-se “mais desprotegidas e sujeitas a consideráveis níveis de stress escolar”, refere o documento.

Os autores do relatório referem que esta situação desencadeia uma “diminuição significativa do seu desempenho e do seu autoconceito escolar”, uma condição que pode ser agravada pelo facto de muitas famílias “não estarem suficientemente atentas para as reais dificuldades dos seus filhos”.

A maioria (55%) dos alunos encaminhados são rapazes, o que poderá estar relacionado com “algum determinismo biológico e alguma modelação social e cultural”, que os leva a exteriorizar mais facilmente a sua agressividade do que as raparigas.

Os dados indicam que foram identificadas 5.742 situações – uma média de 1,6 por aluno sinalizado -, das quais 3.304 relacionadas com problemáticas escolares e 2.438 com problemas de comportamento.

Mais de metade das situações (58%) relaciona-se com problemas escolares: desmotivação (14%), fraco aproveitamento escolar (14%), absentismo escolar (11%), dificuldades de aprendizagem (11%), retenções recorrentes (5%) e abandono escolar (3%).

Os problemas de comportamento abrangem 42% dos casos, dos quais 11% na sala de aula, 8% no pátio, 8% participações disciplinares, 6% agressividade, 5% violência verbal e 4% violência física.

“O abandono escolar apresenta-se como a problemática com menor incidência, o que poderá ser explicado pela constante intervenção junto das famílias e posterior articulação com os parceiros, nomeadamente com as comissões de proteção de crianças e jovens em perigo”, explica o documento.

O relatório analisou a “problemática individual”, a nível de “comportamentos desviantes, “exposições a situações de risco”, “problemas de saúde” e ainda 21 casos de gravidez na adolescência e 32 problemas de legalização.

As situações de risco são as mais prevalentes (1.993 num total de 3.448 problemáticas assinaladas), sendo as mais relevantes a negligência escolar e a negligência afetivas (ambas com 12%).

Os “comportamentos desviantes” representaram 734 situações, num total de 3.448, destacando-se o consumo de tabaco (5%), seguido do consumo de álcool (3%) e do bullying agressor (3%).

Os problemas de saúde representam 20% das situações (728), com as perturbações do foro psicológico a terem maior peso (10%).

Mais de metade destas situações (51%) teve “acompanhamento sistemático” e 49% “acompanhamento pontual”.

O relatório analisou também a situação das famílias, tendo verificado que “uma percentagem significativa”, sobretudo a mãe, está em situação de carência socioeconómica e desemprego.

“A ausência da figura paterna é manifestamente evidente e transversal a quase todas as famílias”.

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