Comissão Europeia preocupada com equidade na educação, em Portugal

Fevereiro 12, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia https://www.educare.pt/ de 5 de janeiro de 2018.

Progressos na participação no pré-escolar, nos resultados obtidos no PISA, na redução do abandono escolar precoce e na luta contra o insucesso escolar. Ainda assim, Portugal precisa estar atento ao impacto das desigualdades sociais nos resultados dos alunos.

Andreia Lobo

Os alunos portugueses estão a conseguir melhores resultados. Há menos jovens, entre os 18 e os 24 anos, a abandonar a escola. Portugal vai conseguir assegurar até 2019 que o ensino pré-escolar público possa atender a todas as crianças entre os três e os cinco anos. A aposta na educação de adultos será “crucial” para aumentar a qualificação da população. O “Monitor da Educação e da Formação 2017” aponta os progressos alcançados e o que ainda pode melhorar no sistema educativo nacional.

Baixam os fracos aproveitamentos e aumentam as boas classificações dos alunos portugueses nas avaliações internacionais. Exemplo disso são as pontuações obtidas no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) 2015 que testa os conhecimentos de literacia, matemática e ciências dos jovens de 15 anos e é realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Desde a avaliação feita em 2012, as pontuações dos alunos portugueses aumentaram doze pontos nas ciências, dez pontos na leitura e cinco na matemática. A percentagem de alunos com fraco aproveitamento em Portugal diminuiu em todas as áreas testadas, situando-se abaixo da média da União Europeia (UE) na leitura (17,2%) e nas ciências (17,4%), mas acima da média na matemática (23,8%). Por outro lado, aumentou a percentagem de alunos que demonstram competências de elevada complexidade, estando mais próxima da média da UE.

Apesar da tendência positiva, a Comissão Europeia, entidade responsável pela publicação do relatório – que contém indicadores sobre os sistemas educativos dos 28 países União Europeia -, alerta que relativamente a Portugal “subsistem preocupações em relação à equidade”. A percentagem de alunos com fraco aproveitamento entre os mais carenciados é 25 pontos superior à dos alunos com estatuto socioeconómico mais favorecido (29,9% contra 4,5%).

Além disso, o relatório confirma que Portugal terá ainda de lidar com o facto de registar a terceira taxa mais elevada de repetições de ano na UE: 31 % dos estudantes portugueses chumbam. “O fosso social a este respeito é significativo, com taxas superiores a 52% entre estudantes desfavorecidos e inferiores a 9% entre os mais favorecidos.”

Já as diferenças entre alunos não migrantes e imigrantes de primeira e segunda geração ao nível do abandono escolar precoce, do desempenho no PISA e da taxa de repetições “são comparativamente pequenas”, lê-se.

A análise por país do “Monitor da Educação e da Formação 2017” refere o Plano Nacional de Promoção do Sucesso Escolar (PNPSE) – que prevê o sistema de provas de aferição no 2.º, 5.º e 8.º anos, o acompanhamento por um tutor dos alunos repetentes e a afetação de recursos suplementares às escolas que apresentem ao Ministério da Educação planos para melhorar o aproveitamento dos alunos – como uma “iniciativa emblemática” na prevenção do insucesso escolar e na redução dos chumbos em todos os níveis de ensino. Durante o primeiro ano de aplicação, aderiram ao PNPSE um total de 663 centros educativos, representando 80% das escolas portuguesas.

A redução do abandono escolar precoce, entendido como a percentagem de jovens entre os 18 e os 24 anos que não completaram o 12.º ano e não estão em ações de educação e formação, é outro dos indicadores em que Portugal se destaca. A taxa desceu de 34% em 2008 para 14% em 2016. Caso se mantenha a tendência, o país cumprirá o objetivo nacional de 10% previsto na  Estratégia Europa 2020.

Falta de instalações dificulta acolhimento dos zero aos 3 anos
É de esperar que até 2019 estejam criadas as condições para que em Portugal todas as crianças entre os 3 e os 5 anos possam frequentar o pré-escolar. Segundo dados do instituto de estatística europeu Eurostat, em 2015, 95,6% das crianças de cinco anos frequentavam o ensino pré-escolar.

A participação nas idades entre os 4 e os 6 era de 93,6%, ligeiramente abaixo da média da UE de 94,8%. No entanto, a Comissão Europeia lança um alerta para algumas falhas existentes ao nível dos cuidados para a infância: “A falta de instalações disponíveis faz com que seja mais difícil alargar a provisão universal de acolhimento na primeira infância, que está sob a responsabilidade dos serviços sociais, a crianças com idades entre os zero e os três anos”.

Novos cursos técnicos nos politécnicos
A Comissão Europeia, entidade que publica este relatório, reconhece ainda melhorias ao nível da taxa de conclusão do ensino superior: de 14,9% em 2003 para 34,6% em 2016, aproximando-se da média da UE de 39,1%. Ainda assim, “cumprir o ambicioso objetivo nacional da Europa 2020 será difícil”, lê-se no documento. A meta definida na Estratégia Europa 2020, recorde-se, é de conseguir pelo menos 40% de diplomados até esse ano.

A análise ao sistema educativo português destaca a iniciativa do Governo de pôr em prática medidas para ajudar a simplificar a oferta neste nível de ensino e acabar com a sobreposição de programas oferecidos nas universidades e politécnicos. Num cenário, onde prosseguem estudos superiores apenas 6%  dos alunos do ensino secundário profissional, contra 78% dos da via geral, recebe parecer positivo a criação dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CteSPs). Funcionam no ensino politécnico e reservam até 50% das vagas para os alunos provenientes do ensino profissional, estando abertos a estudantes de diferentes vias e graus de ensino. Só em abril deste ano foram aprovados 598 cursos, no ano letivo de 2015/2016 estavam inscritos 6430 estudantes, na sua maioria no ensino público.

Educação para adultos é “determinante”
A promoção da educação de adultos, escreve a Comissão Europeia, “desempenha um papel crucial na política de educação atual, com o objetivo de combater o nível baixo de competências básicas da população adulta”. A participação de adultos, entre os 25 e os 64 anos, na aprendizagem ao longo da vida diminuiu ligeiramente, de 9,7% em 2013 para 9,6% em 2016, e permanece abaixo da média europeia de 10,8%.

De acordo com o relatório da Comissão Europeia, a recém-lançado Programa Qualifica – destinado à requalificação da população adulta, mas também dos jovens que não estudam, nem trabalham (NEET, na sigla inglesa) – “é um elemento determinante da estratégia do Governo para fomentar a educação de adultos”. A iniciativa pretende assegurar que 50% da população ativa conclua o 12.º ano e que 40% dos jovens entre os 30 e os 34 anos possam obter um diploma de ensino superior. Atualmente, existem cerca de 300 Centros Qualifica.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Education and Training Monitor 2017

mais informações no link:

http://ec.europa.eu/education/policy/strategic-framework/et-monitor_en

Três Histórias para Crianças – Concerto para Famílias, 17 fevereiro no Teatro Nacional de São Carlos

Fevereiro 12, 2018 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://tnsc.pt/temporada-2017-2018-jovens-compositores-portugueses/

MONSTRINHA 2018 – cinema de animação para publico infantil e juvenil e programas para escolas – 8-18 março

Fevereiro 12, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Em 2018 queremos continuar este trabalho de disseminação do cinema de animação junto do publico infantil e juvenil, criando ou aumentado o hábito de ver cinema de animação alternativo aos das televisões e cinemas comerciais.

Para além de sessões de cinema a MONSTRINHA vai levar às escolas ações de formação para crianças, jovens e professores de forma a que todos possam, também, aprender as bases da arte de bem animar.

A MONSTRINHA regressa mais uma vez com o melhor da animação mundial em programas para todos os níveis de ensino:
3 aos 6 anos | 7 aos 12 anos | mais de 13

LOCAIS E PARCEIROS DESTA EDIÇÃO:
Cinema São Jorge | Teatro Meridional | Museu Nacional de Etnologia | Centro Cultural de Carnide |Junta de Freguesia laranjeiro e Feijó | Academia Almadense | Escolas de Lisboa, Almada e Barreiro

Sr.(a) Professor(a) INSCREVA JÁ A SUA TURMA, A SUA ESCOLA antes que esgote!

ESPERAMOS POR SI e pelos seus alunos…na MONSTRINHA, entre 8 e 18 de MARÇO de 2018.

mais informações:

http://www.monstrafestival.com/apresentacao/

“Não estamos a ensinar às crianças o suficiente sobre comida e exercício físico”

Fevereiro 12, 2018 às 6:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Entrevista da http://visao.sapo.pt/visaomais/ a Joe Wicks no dia 25 de janeiro de 2018.

Sónia Calheiros

Com dois livros publicados em Portugal, Joe Wicks é o personal trainer do momento, com dois milhões de seguidores no Instagram. Entrevista com o britânico The Body Coach, cujo plano de emagrecimento de 90 dias é comprado todos os dias por 500 pessoas.

O jornal britânico The Times chamou-o “Jamie Oliver do mundo do fitness” e não está longe da verdade. Há dois anos que Joe Wicks anda a dar conselhos práticos de receitas rápidas e saudáveis, juntando sempre os exercícios adequados para um estilo de vida mais mexido. E se Jamie Oliver tem o mérito de ter iniciado um movimento de refeições escolares saudáveis no Reino Unido, Joe Wicks, 31 anos, quer fazer algo semelhante mas com o exercício físico. Só no Reino Unido, o antigo professor de Educação Física, já vendeu mais de 2,5 milhões de exemplares dos seus livros, dois deles editados em Portugal, Elegante em 15 Minutos e, mais recentemente, Cozinha Fitness,com uma centena de receitas que incluem guloseimas ou hambúrgueres. Graças às suas dicas, partilhadas nas redes sociais e no canal do Youtube, e ao plano de emagrecimento, a venda de brócolos terá aumentado 25 por cento no Reino Unido.

Como é que um miúdo problemático passou a infância em Epsom, a uma hora de Londres?

Não acho que tenha sido problemático, diria mais que não sabia de que é que gostava e como havia de ocupar a minha mente. Em criança adorava estar com os meus irmãos, mas à medida que cheguei à adolescência dediquei-me ao exercício físico e encontrei a minha verdadeira paixão e em que é que queria pôr toda a minha energia.

A sua mãe não sabia cozinhar e servia muita junk food. Como eram as rotinas das refeições lá em casa?

Na verdade, não tínhamos rotinas definidas. A minha mãe era a primeira a admitir que não era a melhor na cozinha, por isso foi sempre engraçado ver o que era servido na hora das refeições. Sou muito chegado à minha mãe e à medida que fui crescendo e aprendendo a cozinhar, ela também passou a preparar refeições muito saborosas.

Foi uma sorte não ter sido um jovem obeso, não acha?

Sempre corri muito e na escola adorava Educação Física, enquanto em casa brincava com os meus irmãos. Tinha muita energia!

Que memórias gastronómicas guarda da sua avó Kath?

A minha avó é uma lenda. Na infância, costumava fazer um guisado incrível para mim e prometi-lhe que iria incluir a receita num dos meus livros, ela nem queria acreditar. É uma receita muito saborosa e é bom pensar que outras pessoas provam o sabor delicioso da sua receita.

 

As receitas dos seus livros devem ser deliciosas e têm um aspeto maravilhoso. Com quem aprendeu a cozinhar?

Sou um autodidata. Nunca me quis afirmar como um cozinheiro profissional, sou mais de refeições práticas, rápidas e saudáveis que ajudem as pessoas a ficarem magras. Obviamente, tenho sempre presente a questão nutricional de cada receita, mas também do que vai ficar bem no prato e levar os outros a quererem cozinhar.

Concorda que a educação alimentar tem de ser incutida desde a infância?

Acho que não estamos a ensinar o suficiente às crianças sobre comida e exercício e de como devemos alimentar o nosso corpo. Houve, realmente, mudanças desde a minha infância, mas ainda há muitas crianças a crescerem sem entenderem como se trata do seu corpo.

O jornal The Times apelidou-o de “Jamie Oliver do mundo do fitness”. Não podia ter tido melhor publicidade, não acha?

Para mim, o Jamie é um verdadeiro herói e tive a sorte de o conhecer melhor nos últimos anos. O seu movimento de refeições escolares saudáveis no Reino Unido foi inspirador e quero fazer algo semelhante com o exercício físico nas escolas. É vital que as crianças se mexam e gostem de educação física para serem mais produtivas na escola, tenham mais concentração e desenvolvam uma paixão pelo hábito de praticar exercício regularmente.

Já disse que sempre quis mudar a vida das pessoas. Algum dia imaginou que as suas dicas chegariam a milhões de pessoas em todo o mundo?

Não, e continuo a lembrar-me do tempo em que era apenas eu na minha cozinha a publicar pequenos vídeos para meia dúzia de pessoas. É uma loucura, mas estou muito agradecido por isso.

Porque é que a palavra “dieta” o irrita tanto?

Simplesmente porque acho que as dietas não funcionam. As metas de curta duração, que, normalmente, obrigam a privações, já todos sabemos que não resultam a longo prazo. Ficar magro e tonificado é uma opção de um estilo de vida, é uma questão de fazer boas escolhas alimentares e praticar exercício quatro a cinco vezes por semana para depois dar-se ao luxo de fazer algumas asneiras.

Os hidratos de carbono são o novo inimigo?

De todo, as pessoas não devem ter medo dos hidratos de carbono. O nosso corpo precisa deles para repor os níveis depois do exercício, por isso aconselho sempre uma refeição rica em hidratos no pós-treino em todos os meus livros.

Cooking with @jamieoliver today from his new book #5Ingredients 😝 #Leanin15

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Porque é que hábitos como comer em casa são tão importantes para ter uma alimentação saudável?

É uma questão de mentalidade. Se comermos em casa a probabilidade de fazer escolhas mais saudáveis é maior do que se formos a um restaurante. Digo a toda a gente para preparar as refeições como se fosse um chefe, o que inclui um plano de refeições semanal – se se fizer isso terão menos tentações de picar snacks.

Mas beber água, dormir bem e praticar exercícios de alta intensidade também são fundamentais?

É muito importante para nos sentirmos bem no nosso corpo. Costumo dizer que quatro a cinco treinos de alta intensidade (HIIT) por semana é um bom caminho para se emagrecer e todos temos 20 minutos por dia para nos exercitarmos.

Ao lembrar-se da sua juventude, compreende que nem todas as pessoas podem comprar carne e peixe todos os dias.

Não é necessariamente caro fazer refeições saudáveis, porque, na verdade, as frutas e os legumes custam muito menos do que a comida de plástico e os take-aways. Planear as refeições com antecedência permite também poupar no orçamento.

Qual é o seu plano para salvar as pessoas da indústria das dietas, com tantos batidos a substituírem as refeições?

Estou determinado a continuar a espalhar a minha mensagem em todo o mundo, com conteúdos gratuitos nas redes sociais, entre exercícios, receitas e dicas. A minha missão é emagrecer o mundo.

https://www.instagram.com/p/BeNYhwXnGji/?utm_source=ig_embed&utm_campaign=embed_ufi_test

 


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