Comunicado do Instituto de Apoio à Criança sobre anúncio da “Moche”

Fevereiro 16, 2018 às 11:59 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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COMUNICADO

O Instituto de Apoio à Criança, fundado em Março de 1983 com o objetivo da Defesa dos Direitos da Criança, ao tomar conhecimento de que está a ser exibido, designadamente nas televisões um anúncio da “Moche” que utiliza imagens de uma criança associadas a linguagem agressiva, decidiu solicitar à Direção-Geral do Consumidor que providenciasse no sentido de dar início a processo contra-ordenacional.

Na verdade, tais imagens acompanhadas da expressão “ Destrói os teus amigos sem gastar Net” , são susceptíveis de prejudicar o desenvolvimento saudável da criança, na medida em que veiculam mensagens que atentam contra o princípio fundamental da inviolabilidade da vida humana e os sentimentos positivos associados à amizade.

Em particular, se num anúncio publicitário dirigido à faixa etária da infância e da pré- adolescência se desvalorizar a importância da vida e da amizade, há valores que queremos transmitir de cidadania que poderão ser comprometidos.

Acresce que, só o risco dessa menorização, sendo certo que se pretende através da Educação, justamente o oposto, criando pela aquisição da cultura, um sentimento de apreço pela harmonia e pela paz, é só por si, violador do Código da Publicidade.

Este anúncio, porém, atenta contra a dignidade humana e ao apelar à destruição dos amigos, acaba por incitar à violência em vez de combatê-la, o que é proibido pelo artº 7º als. b) e c) do Código da Publicidade.

Nesta conformidade, o IAC requereu processo de contra – ordenacão, dado que considera estarem a ser violados, em elevado grau, os direitos que pretendemos defender numa sociedade democrática, em que o respeito pelos direitos humanos e pela dignidade humana são pilares fundamentais do Estado de Direito.

 

A Direção

 

A geração Y

Fevereiro 16, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt/ de 30 de janeiro de 2018.

Iludem-nos dizendo que os “millennials” não têm os sonhos que os seus pais tiveram quando, na realidade, não têm como comportar esses mesmos sonhos

Texto de Mafalda G. Moutinho

Chamam-lhes millennials, geração Y, também já os apelidaram de geração à rasca, ainda que pudessem ser a geração dos desenrascados: são a geração dos runners, nascidos entre 1980 e 2000, esses impulsionadores da Economia da Partilha, por obrigação, diga-se.

Eles são esta geração, cujas borbulhas, segundo recentes estudos, permanecem até aos 24 anos de idade, arrastando a adolescência para desculpar a edificação de uma vida adulta que é cada vez mais tardia. São esta geração, muitas vezes sem carro nem casa própria, que dizem que preferem ver o seu dinheiro gasto em experiências e viagens, numa altura em que o dia de amanhã é tão incerto como o hoje.

Iludem-nos dizendo que os millennials não têm os sonhos que os seus pais tiveram quando, na realidade, não têm como comportar esses mesmos sonhos. São adultos depois dos 30, numa época em que ainda são jovens, mas deixam de ser tão jovens como foram os seus pais, e são biologicamente maduros, pensando na idade ideal reprodutiva. No fundo deixam de ser tão jovens assim quando tentam iniciar as suas vidas adultas.

O custo de vida tornou-se insuportável para os mais jovens, bem como a oferta de emprego. No entanto, outros estudos recentes referem que não teremos mão-de-obra suficiente, apropriadamente qualificada para todas as necessidades do país. Bom aqui o problema não vem de hoje. Os mais antigos e experientes provavelmente recordam as escolas industriais, repletas de cursos profissionais com créditos seguramente ao nível universitário dos nossos dias, que formavam profissionais e pessoas para aquela que é a verdadeira realidade laboral. Hoje educamos estes nossos adolescentes até aos 24 anos para frequentarem uma universidade, mesmo que o seu curso tenha uma empregabilidade reduzida.

O contexto universitário também merece reflexão. Por estes dias perguntavam-me como estava a educação em Portugal — por momentos veio-me à cabeça pensar nos próximos anos e se, efectivamente, estamos a ensinar para aquilo que serão os empregos ou se preferimos o trabalho do futuro. Claramente que a resposta é não, até porque o nosso mundo parece querer substituir-nos a todos por tecnologia quando esta deve servir para nos servirmos dela, ou seja, facilitar e melhorar as capacidades, bem como a nossa qualidade de vida. Não queremos trabalhar menos ou ver os empregos desaparecer, queremos trabalhar melhor. Não queremos algoritmos para tudo e mais alguma coisa como se as nossas vidas se medissem por padrões e amostras eliminando a unicidade e a imprevisibilidade que faz da vida uma passagem desafiante, bonita e mentalmente duradoura.

Os runners são jovens que tiveram e têm que aprender a correr contra o tempo, porque estarão sempre a viver num tempo que já não é o seu, já passou com alguns anos de distância. Os runners são jovens desenrascados e é nessa medida que muitos exploram o empreendedorismo porque as oportunidades do mundo real já não são as do passado. Já no mundo dos sonhos e das ideias as hipóteses são infindáveis e em muitos casos dão certo. Os runners gostam de percorrer maratonas, porque o tempo em que correm não é o seu. Qualquer Iron Man é um desafio fácil para os desafios que cada um dos filhos dos dias de hoje tem de enfrentar. Voltemos a ser adolescentes na altura certa antes que substituam as nossas corridas por corridas de robots.

 

 

 

Já está disponível para download o InfoCEDI n.º 74 sobre Retenção Escolar das Crianças

Fevereiro 16, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Publicações IAC-CEDI | Deixe um comentário
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Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 74. Esta é uma compilação abrangente e atualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre Retenção Escolar das Crianças.

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line. Pode aceder a esta publicação AQUI.

Agir para Incluir: Gestão Comportamental em Contexto Escolar – (21 de fevereiro) na Escola Secundária D. Dinis, Lisboa

Fevereiro 16, 2018 às 9:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScsbcnkAKEKe9WpJ_dy9GZJ1nLVm8U9aLx2nGnICsdceu8yJg/viewform

Consumo de álcool na adolescência pode causar problemas no fígado em adulto

Fevereiro 16, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Correio dos Açores de 28 de janeiro de 2018.

O consumo de bebidas alcoólicas na adolescência pode provocar doenças hepáticas, como cirrose, numa idade mais avançada, sugere um estudo recente.

Para o estudo que foi conduzido por uma equipa de investigadores do Hospital Universitário Karolinska, Estocolmo, Suécia, foram analisados dados recolhidos de um estudo populacional sueco, conduzido em 1969 e 1970, que abrangia mais de 49.000 homens, com 18 a 20 anos de idade na altura, e recrutados para o serviço militar obrigatório.

A equipa associou os números pessoais de identidade dos participantes recrutados aos dados do registo nacional de pacientes e ao registo de causas de morte na Suécia até ao fim de 2009, ou seja, durante 39 anos.

Os resultados foram ajustados relativamente ao índice de massa corporal (IMC), capacidade cardiovascular, capacidade cognitiva, hábito de fumar e uso de narcóticos.

Como resultado, foi verificado que 383 homens tinham desenvolvido doenças graves no fígado, durante o período de acompanhamento, como cirrose hepática, encefalopatia hepática, insuficiência renal, ascite e morte por doença renal, sendo que o consumo de álcool na fase do fim da adolescência foi associado a um maior risco de doenças hepáticas graves numa altura posterior.

O risco era dependente da dose de álcool consumido, sem sinais de efeito de limiar, revelando-se mais pronunciado em homens que consumiam duas bebidas por dia (que equivaliam a 20 gramas de álcool) ou mais. Foi observado ainda que o risco era já significativo com o consumo diário de 6 gramas de bebidas alcoólicas.

Estes resultados foram apenas validados para homens e requerem validação para as mulheres.

Alexandre Louvet, especialista em doenças hepáticas observou, num editorial que acompanhou o estudo, que “o presente estudo aumenta o nosso conhecimento sobre o risco do consumo crónico de bebidas alcoólicas numa idade precoce”.

“Deve-se rever os níveis seguros de consumo de álcool na população geral e deve-se adaptar adequadamente as diretrizes de saúde pública”.

o estudo citado na notícia é o seguinte:

Alcohol consumption in late adolescence is associated with an increased risk of severe liver disease later in life


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