Os piores países do mundo para ser criança

Março 7, 2018 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.tsf.pt/ de 15 de fevereiro de 2018.

Lusa

Seis nações africanas estão entre as 10 piores do mundo para se ser uma criança numa zona de guerra, indica um relatório da organização Save the Children divulgado esta quinta-feira.

A Síria encabeça a lista, seguida do Afeganistão, Somália, Iémen, Nigéria, Sudão do Sul, Iraque, República Democrática do Congo, Sudão e República Centro Africana.

O relatório, baseado em dados do Instituto Internacional para a Investigação da Paz de Estocolmo, analisa fatores como ataques contra escolas, o recrutamento de crianças soldados, violações, assassínios e falta de acesso humanitário.

Perto de 360 milhões de crianças em todo o mundo, ou seja, uma em seis, vivem em zonas afetadas por conflitos, segundo o relatório divulgado na véspera da Conferência de Segurança de Munique, no âmbito da qual líderes globais vão discutir políticas de segurança até domingo.

A Save the Children apela aos dirigentes mundiais para fazerem mais no sentido de responsabilizar os autores dos crimes contra as crianças.

“Crimes como estes contra crianças são o pior tipo de abuso imaginável e são uma violação flagrante do direito internacional”, disse Carolyn Miles, presidente da Save the Children.

descarregar o relatório da Save the Children em baixo:

The War on Children: Time to End Violations Against Children in Armed Conflict 

Um sexto das crianças de todo o mundo vivem em zonas de conflito

Março 5, 2018 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Crianças sírias encurraladas em Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco
ABDULMONAM EASSA

Notícia do http://expresso.sapo.pt/ de 15 de fevereiro de 2018.

JOANA AZEVEDO VIANA

Save the Children diz que menores de idade estão hoje mais em risco do que em qualquer outro momento nos últimos 20 anos.

ma em cada seis crianças do mundo vive atualmente em zonas de conflito, apurou a Save the Children, num estudo em que a organização britânica sublinha que as crianças estão hoje mais em risco por causa de conflitos armados do que nos últimos 20 anos.

Na sua investigação, com base em dados disponibilizados pela ONU e por outros grupos, a Save the Children diz ter apurado que mais de 357 milhões de crianças estão hoje a viver em zonas de conflito ou perto de zonas de conflito, um aumento de 75% em relação aos 200 milhões de menores que estavam mais vulneráveis em 1995.

A lista de países mais perigosos para as crianças é encabeçada pela Síria, seguida do Afeganistão e da Somália. No geral, as crianças nascidas e criadas no Médio Oriente têm mais probabilidade de viverem em zonas de conflito, com duas em cada cinco instaladas num raio de 50 quilómetros ao redor de uma zona de combates ou de outros ataques mortíferos. Em África, a proporção é de uma em cada cinco crianças.

Menos de metade das crianças em risco, cerca de 165 milhões, estão a viver em zonas de conflito de “alta intensidade”, expostas ao que as Nações Unidas classificam como “graves violações” dos seus direitos, impedidas de acederem a ajuda humanitária, sujeitas a serem mortas ou feridas, a serem recrutadas por Exércitos ou grupos armados não-estatais, a sofrerem violência sexual, a serem raptadas ou a serem vitimadas em ataques a escolas e hospitais.

No relatório, a Save the Children critica as “grandes lacunas” da informação que é recolhida e disponibilizada por forças que estão em guerra, isto face ao aumento de 300% no número de crianças mortas ou feridas em cenários de conflito desde 2010, segundo dados verificados pelas Nações Unidas. De notar também que os dados relativos a 2017, quando eclodiram conflitos como a perseguição da minoria muçulmana Rohingya em Myanmar, estão incompletos.

Segundo o grupo de caridade do Reino Unido, este aumento do número de crianças que vivem em zonas perigosas do mundo deve-se à “tendência crescente” de guerras urbanas em vilas e cidades, a par do facto de os conflitos armados se estarem a alargar mais no tempo e de serem hoje mais complexos. Em países como a Síria e o Iémen, há ainda a apontar o bloqueio deliberado de ajuda humanitária por grupos extremistas, bem como cercos a cidades que se prolongam no tempo.

“As táticas de cerco e de fome provocada também estão a ser cada vez mais usadas como armas de guerra contra civis, para forçar um grupo armado ou toda uma comunidade a render-se”, é apontado no relatório. Para além disso, e como já tem sido referido por uma série de grupos de Direitos Humanos, os ataques a escolas e a hospitais estão a tornar-se “o novo normal” em guerras e conflitos.

Estas “táticas brutais” que estão a ser “cada vez mais usadas” em várias partes do mundo contrariam a melhoria dos estatutos internacionais legais de proteção de crianças que tem sido registada ao longo dos anos. Entre elas conta-se o recrutamento de crianças-soldado e a violência sexual contra menores.

A sublinhar ainda que, apesar de hoje haver menos crianças a morrerem ou a ficarem feridas em ataques com armas químicas, minas anti-pessoal ou bombas de fragmentação, estas continuam a enfrentar outras ameaças graves — citando-se o cada vez mais frequente uso de crianças como bombistas-suicidas e o contínuo recurso a bombas-barril e a engenhos explosivos improvisados, que matam soldados e civis indiscriminadamente.

Nas zonas de conflito, as crianças não só enfrentam riscos de morte e ferimentos como, na sua maioria, não têm acesso aos serviços mais básicos, como saneamento, educação e boa alimentação. A isto junta-se o que o grupo tinha ressaltado no ano passado, quando alertou para os elevados níveis de crianças sírias que estão a sofrer de “stress tóxico” por causa da sua exposição prolongada aos horrores da guerra — no caso da Síria, uma que está em marcha desde março de 2011, há quase oito anos.

“As crianças estão a sofrer coisas que nenhuma criança deveria sofrer, desde violência sexual até serem usadas como bombistas-suicidas”, refere a diretora da Save the Children, Helle Thorning Schmidt. “As suas casas, escolas e recreios tornaram-se campos de batalha. Crimes como estes cometidos contra as crianças são o tipo de abuso mais tenebroso que se pode imaginar e representam uma flagrante violação da lei internacional.”

O relatório em causa, apresentado esta quinta-feira e intitulado “The War on Children” (“A Guerra Contra as Crianças”), surge na véspera da Conferência de Segurança em Munique, que começa esta sexta-feira e que representa, para o grupo, uma boa oportunidade de os líderes mundiais discutirem mais medidas de proteção das crianças.

descarregar o relatório da Save the Children em baixo:

The War on Children: Time to End Violations Against Children in Armed Conflict 

 

 

Duas em cada três crianças sírias viram morrer um familiar ou um conhecido

Março 13, 2017 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 7 de março de 2017.

LUSA

Duas em cada três crianças sírias presenciaram a morte violenta de um familiar ou de uma pessoa conhecida, revelou um estudo sobre os graves efeitos psicológicos provocados pela guerra na Síria.

Duas em cada três crianças sírias presenciaram a morte violenta de um familiar ou de uma pessoa conhecida, revelou um estudo divulgado, esta terça-feira, sobre os graves efeitos psicológicos provocados pela guerra na Síria.

O estudo, da responsabilidade da organização não-governamental Save the Children, ouviu o testemunho de mais de 450 crianças e adultos em sete das 14 regiões da Síria entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017.

O documento revelou dados qualificados como chocantes pelo diretor para a Cooperação Internacional e Ajuda Humanitária da Save the Children, David del Campo, e pelo psiquiatra sírio Nabil Sayed Ahmad, que divulgaram, esta terça-feira, o estudo na cidade espanhola de Sevilha.

Segundo David del Campo, o estudo revelou que duas em cada três crianças sírias presenciaram a morte violenta de um familiar ou de uma pessoa que conheciam, mas também mostrou que 84% dos adultos inquiridos e quase todas as crianças ouvidas descreveram os bombardeamentos contínuos e o fogo de artilharia como uma “banda sonora diária“.

Metade dos seis milhões de crianças sírias nunca ou raramente se sentem seguras na escola e muitas abandonaram as salas de aula. Cerca de 40% dos menores entrevistados confessaram que não se sentem seguros para brincar ao ar livre.

Os mesmos dados indicaram que cerca de 78% dos inquiridos afirmaram que sentem, quase de forma permanente, pena e uma tristeza extrema. Quase todos os adultos ouvidos (89%) indicaram que as crianças sírias estão mais nervosas e temerosas à medida que a guerra, que afeta aquele país há seis anos, persiste.

O psiquiatra sírio Nabil Sayed Ahmad destacou que o medo da guerra está a provocar casos de incontinência urinária entre as crianças, incluindo naquelas que têm mais de 14 anos. O especialista advertiu que este stress “tóxico” que está a afetar as crianças sírias pode ter efeitos irreversíveis.

Insónias, perda da fala, reações bruscas face a qualquer ruído inesperado ou irritabilidade e mau humor são outros dos efeitos identificados nas crianças sírias. Às vezes, e em casos de crianças sírias que chegam à Europa, estes sinais comportamentais são muitas vezes confundidos com uma falsa agressividade.

Não podemos parar uma guerra que pensávamos que iria durar, no máximo, um ano, uma vez que isso está nas mãos das grandes potências que estão a desenhar um novo mapa político da zona, mas podemos fazer alguma coisa (…) pelos refugiados, especialmente pelas crianças”, referiu o psiquiatra sírio.

A organização Save the Children apelou às fações envolvidas no conflito sírio para não usarem armas explosivas contra civis, nem para atacarem locais como escolas ou hospitais, porque estas situações são os principias motores da angústia e do medo das crianças sírias.

A entidade também pediu o fim “imediato” do cerco a cidades e defendeu o acesso das organizações não-governamentais humanitárias às zonas mais vulneráveis do país. A guerra na Síria já fez mais de 310.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Invisible wounds : impact of six years of war on the mental health of Syria’s children

 

Save the Children indica Cuba como melhor país para ser menina na América Latina

Novembro 23, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação, Relatório | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.hypeness.com.br/

nina

Em outubro deste ano, a ONG Save The Children divulgou um relatório intitulado Hasta la Última Niña (“Até a última menina”, em espanhol) em que aponta os países que oferecem melhores oportunidades para o desenvolvimento das meninas. Enquanto a Suécia foi a primeira colocada no mundo segundo a instituição, seguida por Finlândia e Noruega, Cuba foi o país com melhor desempenho entre todos os localizados na América Latina e no Caribe.

No índice criado pela organização, Cuba ficou em 34º lugar geral em termos de oportunidades para meninas – o Brasil ficou com a 102ª posição. Entre os pontos levados em consideração para compor o ranking estão os índices de casamento infantil, gravidez na adolescência, mortalidade materna, mulheres na política e acesso à educação.

Na comparação com outros países, Cuba ficou na frente do Japão e apenas duas posições atrás dos Estados Unidos. Com a conquista, o país se torna um modelo para outros países em desenvolvimento em termos de igualdade e oportunidade para as mulheres.

De acordo com a agência EFE, a assessora de governabilidade para América Latina e o Caribe da Save the Children, Teresa Carpio, teria lembrado que a violência é a principal barreira para o desenvolvimento das meninas na América Latina. O problema afeta de maneira ainda pior as meninas descendentes de povos originários e negras.

O ranking analisou um total de 144 países. O Haiti foi o país com o pior desempenho entre os que estão localizados na região da América Latina e Caribe, enquanto a República Centro-africana, o Chade e o Níger ocupam as três últimas posições do ranking mundial. Para ver o relatório completo, clique aqui.

Texto da Save the Children no link:

https://www.savethechildren.es/publicaciones/hasta-la-ultima-nina

 

 

Portugal é um dos melhores países do mundo para se ser rapariga

Outubro 28, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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notícia do https://www.publico.pt/ de 11 de outubro de 2016.

nfactos-fernando-veludo

Portugal está entre os dez países do mundo em que as jovens mulheres têm mais oportunidades, de acordo com um ranking publicado esta terça-feira por uma organização não-governamental.

Segundo o índice elaborado pela ONG Save The Children, Portugal aparece no oitavo lugar a nível mundial, entre os países que mais oportunidades apresentam para as raparigas. As jovens portuguesas têm a possibilidade de terem um futuro melhor do que as suíças, italianas, espanholas ou alemãs.

O índice junta uma série de indicadores que tentam mostrar uma “imagem da situação das raparigas nos países de todo o mundo”.

Os indicadores medidos pela Save The Children são o “casamento infantil”, “gravidez na adolescência”, “mortalidade maternal”, “mulheres no Parlamento” e “conclusão do ensino secundário”. Cada país recebe pontos cumulativos consoante a falta de progresso em cada área – o que faz com que pontuações mais altas correspondam a piores situações para as mulheres.

A pontuação atribuída a Portugal depende quase em exclusivo da pouca representatividade das mulheres no Parlamento. Nas últimas eleições legislativas foram eleitas 76 deputadas, que preenchem um terço do hemiciclo. Este indicador é aquele em que a generalidade dos países mais falha. A sua inclusão é justificada pela premissa de que “uma proporção mais elevada de deputadas no Parlamento corresponde a maior atenção dada a questões que afectam os direitos das raparigas”.

A Suécia é o país que mais oportunidades garante às raparigas, seguido da Finlândia, Noruega e Holanda, enquanto o pior é o Níger, atrás do Chade e da República Centro-Africana.

Apesar de ser notória uma relação entre o desenvolvimento económico e as oportunidades dadas às jovens mulheres, há algumas surpresas. Os EUA, por exemplo, aparecem abaixo do top-30, ao nível de países como o Cazaquistão ou a Argélia. A posição das mulheres é fragilizada por causa da grande prevalência de mães adolescentes e do elevado nível de mortes durante a gravidez. Segundo o relatório, morreram 14 mulheres norte-americanas por cada cem mil nascimentos em 2015.

Por outro lado, países menos desenvolvidos, como o Ruanda, Cuba e Bolívia, apresentam os maiores índices de paridade nos parlamentos nacionais.

O Brasil apresenta dados preocupantes, ocupando o 102.º lugar do ranking, muito por causa dos elevados índices de adolescentes grávidas e casamentos de crianças.

“Não é uma inevitabilidade que os países de baixos rendimentos produzam desigualdade de género”, conclui Lisa Wise, uma das autoras do relatório.

 

Casamento infantil : a triste realidade de uma boda a cada 7 segundos

Outubro 12, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Texto do http://pt.euronews.com/ de 11 de outubro de 2016.

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Dulce Dias

Durante o tempo que vai levar a ler este parágrafo, já uma menina de menos de 15 anos foi obrigada a casar-se. Segundo a ONG Save The children, a cada 7 segundos, uma rapariga de menos de 15 anos é forçada ao matrimónio – na maior parte dos casos, com um homem muito mais velho.

As meninas oriundas de zonas de guerra ou refugiadas por causa dos conflitos são particularmente vulneráveis – mas não são as únicas. Países como o Afeganistão, o Iémen ou a Somália são particularmente apontados do dedo pela ONG mas outros que não estão em guerra, como a Índia, também praticam o casamento infantil.

Sahar*, 14 anos, grávida de dois meses

Sahar casou-se há um ano, no Líbano. Hoje tem 14 anos e está grávida de dois meses. Do dia do casamento recorda: “Tinha-o imaginado um dia de festa – mas foi miserável. Sentia-me mal, estava muito triste”.

Sahar é oriunda da Síria mas a guerra levou-a a fugir para o Líbano e foi, oficialmente, com o objetivo de a proteger que o pai a forçou a casar-se aos 13 anos.

Infelizmente, esta história não é única. Em 2013, uma em cada quatro adolescentes sírias entre os 15 e os 17 anos refugiadas na Jordânia estava casada, segundo um relatório da ONG Save the Children (em inglês).

Um relatório publicado propositadamente neste 11 de outubro, primeiro Dia Internacional das Meninas, decretado pela ONU para fazer avançar a condição feminina no mundo.

Uma condição que começa pela educação – algo que, normalmente é negado às meninas que são forçadas ao casamento.

Khadra* fugiu do marido aos 16 anos

Khadra queria ser médica. Aos 15 anos, quando estava no secundário, o pai casou-a com um homem com o dobro da idade dela. Obviamente, Khadra abandonou os estudos e, ao final de um ano de maus tratos físicos conseguiu fugir do marido. Foi então que soube que estava grávida.

A uma gravidez complicada seguiu-se um parto de cesariana e Khadra esteve três dias sem recuperar a consciência.

Com um filho nos braços, voltar para os bancos da escola já não era uma opção.

“O casamento infantil é o início de um ciclo de desvantagens que nega às meninas os direitos básicos de aprenderem, de se desenvolverem e de serem simplesmente crianças”, explica Helle Thorning-Schmidt.

A directora da Save the Children continua: “As raparigas que se casam demasiado jovens têm mais probabilidade de serem confrontadas à violência doméstica, aos abusos e às violações. Engravidam e estão expostas a doenças sexualmente transmissíveis, incluindo a sida. Como geram crianças antes de o corpo estar completamente preparado para a maternidade, enfrentam consequências devastadoras para a própria saúde e a dos respetivos bebés.”

700.000.000 de casamentos infantis

Entre as mulheres adultas de hoje, a ONU calcula que 400 milhões de mulheres entre 20 e 49 anos já foram casadas ou tiveram uma união informal quando eram meninas.

Ao todo, atualmente, há cerca de 700 mulheres e raparigas que foram forçadas ao casamento infantil, um número que, segundo a UNICEF, alcançará os 950 milhões em 2030, se nada for feito para contrariar a tendência.

Inverter a tendência

Cinco grande factores – casamento precoce, nível de educação, gravidez adolescente, mortalidade materna e proporção de mulheres nos respetivos parlamentos – contribuem para o desenvolvimento ou não das raparigas, que contabilizam, actualmente, 1100 milhões de seres humanos.

São esses fatores que a Save the Children destaca no indíce de oportunidades das raparigas, que comporta 144 países e no qual Portugal aparece muito bem posicionado em 8.° lugar, à frente de pa’ises como a Suiça, a Alemanha ou a França. O primeiro lugar é ocupado pela Suécia.

* Sahar e Khadra são nomes fictivos, para proteger a identidade das duas meninas

 

Relembrar as crianças inocentes vítimas de agressão

Junho 7, 2016 às 11:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 4 de junho de 2016.

Charles Mcquillan

Maria João Bourbon

Quase 20% das mulheres e entre 5% e 10% dos homens do mundo inteiro foram abusados sexualmente na infância. A associação Save the Children quer ver o Código Penal alterado de modo a que os crimes sexuais contra as crianças possam ser incluídos naqueles que não prescrevem. Hoje é o Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão

dimensão da violência contra as crianças não é totalmente conhecida. Por vergonha, medo ou inexistência de mecanismos adequados não é denunciada na sua dimensão. E estes abusos sexuais contra menores representam uma violação enorme dos direitos elementares das crianças, segundo sublinha a organização não-governamental (ONG) Save the Children.

No Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão, importa não esquecer os números que compõem esta realidade escondida. Segundo a ONG, quase 20% das mulheres e entre 5% e 10% dos homens no mundo inteiro foram vítimas de abusos sexuais na infância, um número que deverá ser inferior ao real, uma vez que muitos destes casos não chegam a ser sequer denunciados.

Para a Save the Children, é “inaceitável” que qualquer crime deste tipo possa ficar impune. Desde 1999, a vítima tem – a partir do momento em que completa 18 anos – um prazo que pode ir desde cinco a 15 anos para denunciar o abuso, dependendo da sua gravidade. Depois disso, o crime prescreve e a vítima fica sem meios para levar o seu agressor à justiça, o que acontece em muitas situações.

Segundo a agência Lusa, a Save the Children quer ver o Código Penal alterado, de modo a que os crimes sexuais contra as crianças possam ser incluídos naqueles que não prescrevem e apelou aos políticos e poderes públicos para que aprovem uma lei orgânica no sentido de acabar com a violência infantil. A criação de mecanismos de denúncia mais acessíveis também é outra das suas reivindicações.

Sem conseguir compreender, nomear e enfrentar o abuso

O abuso sexual de crianças corresponde, de acordo com a definição da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), ao “envolvimento de crianças ou adolescentes em atos cuja finalidade visa a satisfação sexual de um adulto ou outra pessoa mais velha”, constituindo assim “uma relação assimétrica, na qual o poder do agressor é determinante”, com consequências físicas e/ou psicológicas para a vítima. Nestes casos, a vítima não tem capacidade de “compreender que está a ser vitimada”, nem de nomear o abuso sexual, enfrentá-lo ou dar o seu consentimento “livre e esclarecido”.

Em 2015, a APAV apoiou 102 casos de crianças com idade inferior a 14 anos que foram abusadas sexualmente, além de um caso que envolvia pornografia de menores. No total, a associação apoiou três crianças e jovens por dia vítimas de crime (num total de 1084), mais de 92 que em 2014, de acordo com as estatísticas divulgadas em março. Destas vítimas, 54,6% são raparigas com uma média de idade de 9,9 anos.

Esta quarta-feira foi apresentado o relatório “As crianças em perigo no concelho de Lisboa”, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, que conclui que o principal dificuldade encontrada é “a exposição a comportamentos que possam comprometer o bem-estar e desenvolvimento da criança”, que correspondem a 36% dos casos sinalizados, nos quais se inclui a violência doméstica. O abuso sexual, entre outros problemas, estão incluídos na lista daqueles que a Universidade de Coimbra considera “preocupantes”.

O Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão, que tem como propósito promover os direitos das crianças no mundo inteiro, foi criado na Assembleia-Geral Extraordinária das Nações Unidas (ONU), a 19 de agosto de 1982. Celebra-se a 4 de junho de cada ano

 

 

 

Save the Children lança a sequela do vídeo sobre crianças refugiadas

Maio 26, 2016 às 11:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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mais informações na notícia do blog https://karenmetssave.wordpress.com de 11 de maio de 2016 :

Save the Children launches new campaign for refugee children

On 10 May Save the Children launched its ‘still the most shocking second a day’ video, the sequel to the powerful video that was released to draw attention to the conflict in Syria. The video follows the story of a young girl forced to leave behind everything she’s known after a hypothetical war breaks out in the streets of London. The video highlights the terrifying reality for thousands of children fleeing conflict, as seen through a child’s eyes, following the 11-year old Lily as she escapes the UK to embark on a dangerous journey in search of a new life.

Lily is not alone. A total of over 325,000 children now crossed the Mediterranean and Aegean, fleeing war, poverty and persecution in search of a better, safer life. An estimated 340 children have drowned since September, that’s an average of two children a day.  In 2015, one third of over a million asylum applications in the EU came from children. Almost all children use illegal routes to reach Europe. Most of them cross the Mediterranean on small boats, mainly from Turkey or Greece, but also from Northern Africa to Italy. According to IOM, about one third of migrants drowning are children. In 2015, over 88,000 unaccompanied children reached Europe, four times as much as in 2013.

After a terrible boat tragedy killed 800 people last year the EU implemented an agenda on migration. Sadly, since then, the situation has not improved. By the end of April nearly 200,000 people had reached Europe, of which 35% were children and 20% were women. Due to restrictions on family reunification laws, women and children often travel alone, making them extremely vulnerable.

Currently about 55,000 refugees are stranded in Greece. Women and children make up the majority of refugees in all the camps in Greece. The proposed relocation and resettlement schemes, meant to ensure protection to the most vulnerable and a fair distribution of asylum-seekers among member states, have failed. Only 1145 out of 160,000 refugees have been relocated from Greece and Italy, while between 35,000 and 40,000 people in Greece are eligible for relocation. 5 677 people have been resettled, out of 22 504 agreed.  Austria, Croatia, Hungary and Slovakia have still not submitted any pledge. Czech Republic, Poland, and Slovenia have no yet delivered on their pledges

Children on the move face huge risks, including separation from their parents, sexual abuse and exploitation, extortion by smugglers, violence and trafficking. They experience a severe education gap. Many children go under the radar because they have not been properly identified and registered. Some children burn their fingerprints in order to avoid being registered in the EURODAC system. They run away from the facility centres they are placed in, choosing instead to make the journey on their own. These children are at high risk of becoming victims of exploitation, trafficking and other forms of abuse. A lot of unaccompanied children go missing right before they reach the age of 18. Not only unaccompanied minors are at risk, children travelling with their families often become invisible, and do not receive appropriate services.

Transit and reception centres are often badly equipped with little or no facilities for children. Upon arrival, unaccompanied children are not always automatically assigned a legal guardian or are placed in detention. Detention can amount from a few hours to days or even months, depending on the country. Methods to assess children’s age differ widely between the countries and do not always take the child’s best interests to heart. A lot of countries have problems catching up with the amount of new arrivals, who end up staying in large halls, having a detrimental effect on families, who do not have the privacy required, and especially children who have experienced multiple traumas. Psychosocial care is often lacking. Generally, children are allowed to attend school in EU member states, but newly arrived children have to wait a long time before they can access education, and schools do not have the right systems in place to accommodate large groups of refugee children. Children are often unaware of their rights, and few countries apply child-friendly methods to inform children of their rights and listen to their needs.

In its policy proposals to address the refugee crisis, the EU barely pays any attention to children, while they make up a third of all asylum-seekers reaching Europe. No child should go through the hardships endured by Lily in this video. We are working to make children a top priority for the EU. We cannot afford another lost generation of child refugees. Children should be protected equally wherever they go, so they can grow up to be confident citizens of this world. For more information, read our briefing on the impact of border closures on children, our five point plan, and the report for our Every Last Child campaign.

 

Minimum Standards for Child Protection in Humanitarian Action

Abril 8, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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action

descarregar o documento no link:

http://cpwg.net/?get=006914|2014/03/CP-Minimum-Standards-English-2013.pdf

 

Ikea, Unicef e Save The Children já ajudaram 12 milhões de crianças

Janeiro 26, 2016 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://lifestyle.publico.pt de 19 de janeiro de 2016.

DR

Por Life&Style

Ikea angariou 88 milhões de euros para a educação infantil desde a sua primeira campanha solidária, em 2003.

A cadeia sueca Ikea lança, há 13 anos, a campanha “Peluches para a Educação”, em parceria com a Unicef e a organização Save The Children. Por cada peluche vendido, doa um euro para financier programas de educação infantil – em 2015 angariaram 1,1 milhões de euros mas, no total, já conseguiram juntar 88 milhões de euros que possibilitaram o acesso à escola a mais de 12 milhões de crianças de 46 países, revela a empresa em comunicado à imprensa.

Em Portugal, a 13.ª campanha – que materializou em peluches os desenhos de dez crianças de todo o mundo – juntou 136 mil euros entre 1 de Novembro e 31 de Dezembro de 2015.

“A educação é o caminho mais sólido para sair da pobreza. Todas as crianças têm o direito à educação, mas sabemos que muitas ainda ficam para trás”, reconhece Per Heggenes, presidente executivo da Fundação Ikea, que agradece a colaboradores e clientes por se esforçarem “para que o direito à educação seja uma realidade para mais de 12 milhões de crianças”.

O dinheiro angariado pela Ikea já foi utilizado na Etiópia, onde a Unicef lançou um modelo escolar flexível ou na China, onde os fundos foram aplicados no desenvolvimento de centros para crianças desfavorecidas.

“Vamos dar continuidade aos progressos já alcançados para multiplicar o número de crianças que, de entre as mais vulneráveis e marginalizadas, passarão a ter a oportunidade de construir um futuro melhor para si e para as suas famílias através da educação”, agradece a responsável global da Unicef para a Educação, Josephine Bourne.

Actualmente está em curso o financiamento nas áreas de educação, cuidados e desenvolvimento na primeira infância, protecção infantil, adolescência e resposta humanitária na Europa, África Subsariana e Ásia.

 

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