10.000 Missing Children – Campanha alerta para as crianças não acompanhadas que desaparecem na Europa

Outubro 14, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Petição disponível no link:

https://you.wemove.eu/campaigns/10000-missing-children

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“Uma criança traficada já seria demais.” Em Portugal, houve 177 nos últimos oito anos

Outubro 14, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação, Relatório, Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt/ de 13 de outubro de 2016.

Texto de Mariana Correia Pinto

Campanha governamental vai estar nas televisões, rádios, jornais e “muppies” para alertar para o tráfico de crianças. Em 2015, houve 18 menores sinalizados, diz o Observatório do Tráfico de Seres Humanos

“Uma criança traficada já seria demais” — mas não é de uma criança que a nova campanha do Governo lançada esta quinta-feira no metro do Chiado, em Lisboa, quer falar. Nos últimos oito anos, entre 2008 e 2015, foram sinalizados 177 menores como vítimas de tráfico. Só em 2015, foram 18. “São muitos e têm de nos preocupar seriamente. Se os adultos traficados estão completamente desprotegidos, as crianças estão ainda mais”, comentou a secretária de estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, que esteve no lançamento oficial da iniciativa.

 Apesar de a situação estar “bastante controlada” em Portugal, os socialistas prometem ficar atentos ao “fenómeno”, sobretudo no actual contexto europeu, de uma grave crise de refugiados. “Não digo que haja crianças refugiadas em Portugal a serem traficadas, longe disso. Mas há um conjunto de fenómenos à nossa volta que têm de nos tornar mais atentos para este fenómeno.”

Segundo o Observatório do Tráfico de Seres Humanos, do Ministério da Administração Interna, entre os 18 menores sinalizados como vítimas, foram confirmados seis, todas “vítimas do sexo feminino, de nacionalidade estrangeira”, sendo cinco delas angolanas. Em três desses casos, Portugal era o país de destino, nos restantes apenas local de trânsito. “Vivemos numa Europa de fronteiras abertas onde as pessoas circulam. Temos de ter essa atenção”, sublinha a governante em conversa com o P3.

A escolha do metro do Chiado para a divulgação da campanha não foi aleatória. Os “locais de trânsito” são “zonas onde estas coisas acontecem à nossa frente mas são invisíveis”, alerta. Nos cartazes — com o apelo “tráfico de crianças: mude a história e dê-lhes uma infância” — divulga-se um número nacional (808 257 257) para denunciar casos de tráfico e ainda o contacto telefónico das equipas multidisciplinares que procuram combater o fenómeno, em articulação com a Polícia Judiciária e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

Desde que entraram em funções, os socialistas criaram uma equipa no Algarve, tendo agora cinco núcleos de acção distribuídos pelo país: além do Sul, já havia um no Norte, um no Centro, um em Lisboa e Vale do Tejo e outro no Alentejo. Num trabalho feito em parceria com ONG especializadas, há ainda três casas abrigo onde vítimas de tráfico podem ser alojadas: no Porto e no Sul do país há espaços para mulheres e crianças, no distrito de Coimbra um local para homens. 

Nas contas gerais — e a partir do momento em que a contabilidade começou a ser feita, em 2008 — houve “mais de 1300 pessoas [adultas] sinalizadas”. “São muitas”, lamenta Catarina Marcelino. O padrão, esse, tem-se alterado. Se em 2008 o tráfico de seres humanos era feito essencialmente para fins sexuais, agora tem a ver com fins laborais. Tem havido “um conjunto de redes desmanteladas”, congratula-se a socialista, e isso tem surtido “um efeito preventivo”.

Além dos cartazes espalhados por todo o país, a campanha — lançada pouco antes do Dia Europeu de Combate ao Tráfico de Seres Humanos, assinalado a 18 de Outubro — conta com um vídeo que irá passar nas televisões e marcará presença nas rádios e jornais.  

 mais informações:

Trafico de Seres Humanos: Relatório sobre 2015

traficrip

 

Música para Bebés – 15 de outubro na Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves

Outubro 14, 2016 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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bebes

mais informações no link:

https://a-par.org/

Potencie as competências sociais das crianças

Outubro 14, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://www.noticiasmagazine.pt/ de 18 de agosto de 2016.

As crianças precisam de brincar, de estar com os outros e de aprender a lidar com situações de conflito e imprevistos. Veja na galeria de imagens o que pode fazer para potenciar as competências sociais do seu filho. (Ilustração Filipa Viana/Who) Leia mais: Potencie as competências sociais das crianças

As crianças precisam de brincar, de estar com os outros e de aprender a lidar com situações de conflito e imprevistos. (Ilustração Filipa Viana/Who)

Por: Leonor Ribeiro, Luís Ferraz e Magda Alves*

É essencial que as crianças desenvolvam competências sociais. Saiba como ajudá-las.

As competências sociais são fundamentais para o desenvolvimento e para o bem-estar da criança, do adolescente e do adulto, contribuindo para a autoestima, a confiança e a capacidade de comunicação. Estão muitas vezes correlacionadas com o sucesso, seja ele académico ou profissional.

A nossa habilidade social é o que nos permite a criação de amizades e o desejo de mantê-las. É importante, por isso, poder conhecer e estar com o outro, através da experiência, da partilha, da brincadeira. A educação, a assimilação de regras, assim como a noção de respeito e adequação ao contexto também partem daqui. Na relação com os outros temos a oportunidade de experimentar e desenvolver as nossas competências sociais, seja em situações de cooperação e intimidade seja de competição.

Família

A família é o primeiro agente socializador da criança, atuando através dos seus próprios exemplos, da transmissão de valores, regras e formas de estar com o próximo. Desde cedo, a interação do bebé com os seus pais promove a aprendizagem da regulação emocional. Com o progressivo afastamento destes como únicas pessoas de referência, o contacto com terceiros permite explorar outras relações e oportunidade de aprender pela imitação, pelo jogo e por interações formais ou informais a lidar com situações do dia-a-dia.

Amigos

Os pares permitem o acesso a novas experiências, ajudam a definir valores morais, assim como a dialogar, a expressar afetos, a competir e também a lidar com diferentes pontos de vista. Esta partilha alimenta a noção de reciprocidade, o que permite à criança ou jovem descentrar-se de si própria e aprender a ser mais flexível e tolerante.

Escola

A escola assume um papel central, pois é caraterizada pela aprendizagem de regras em contexto de grupo, o que oferece à criança possibilidades de afirmação e adequação de condutas. Permite também o contacto com professores e outros adultos «com maior poder e conhecimento», a quem se deve respeito, alimenta relações assimétricas, oferecendo, ao mesmo tempo, proteção e segurança, importantes enquanto ainda não está adquirida a autonomia. A criança ou jovem precisa de brincar, de estar com os outros, de ir para a rua, de aprender a lidar com o imprevisto e de se confrontar com vontades que não são as suas. O isolamento leva à falta de aptidão nesta área, pois se não se observa não se aprende nem se pratica. A sua regulação emocional também parte das experiências sociais. Não é de esperar que o acesso, hoje tão fácil, ao mundo virtual contribua para ajudar a resolver dificuldades nesta área. Jovens com timidez excessiva ou fraca tolerância à frustração, por exemplo, poderão sentir-se menos motivados para estar com os outros se tiverem a todo o momento a facilidade de se entreterem sozinhos, acabando por não ter experiências que os ajudem a superar estas dificuldades. Na verdade, os ecrãs podem adiar aquilo que todos temos de aprender para funcionar bem no mundo real. É perante o aparecimento de caraterísticas de isolamento, frustração, zanga, intolerância ou timidez acentuada que pais e professores devem estar atentos ao comportamento da criança ou do jovem, procurando se necessário um acompanhamento especializado, na tentativa de compreender o porquê dessa sua inaptidão e do insucesso na relação com os outros.

*Parceria NM/CADIn – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil. Leonor Ribeiro é técnica superior de educação especial e reabilitação e Luís ferraz e Magda Alves são psicólogos clínicos do CADIn.

 

 


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