Comer bem fica caro e, por isso, as crianças comem mal

Outubro 28, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://lifestyle.publico.pt/ de 11 de outubro de 2016.

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Por Lusa

Consumo infantil de alimentos com maior densidade energética é 80% mais barato

A alimentação das crianças em idade escolar que comem produtos com maior densidade energética, como bolos, é cerca de 80% mais barata, embora mais prejudicial para a saúde, indica um estudo da Universidade do Porto.

A densidade energética (relação entre a energia por unidade de peso – uma quilocaloria equivale a um grama) é considerada “um indicador da qualidade da alimentação e, quanto mais reduzida for, mais fácil é controlar o peso, contribuindo assim para uma melhor saúde”, explica a investigadora Patrícia Padrão.

Este é um dos resultados de um trabalho desenvolvido pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP), com o objectivo de estimar a densidade energética e avaliar como esta se associa com o custo da alimentação em crianças portuguesas.

Considerando que os alimentos com “elevada densidade energética tendem a ser nutricionalmente mais pobres, os alimentos de baixa densidade energética fornecem mais nutrientes em relação à energia”, explicou a professora.

É o caso das carnes magras, do peixe, dos produtos lácteos com baixo teor de gordura, dos cereais integrais, dos produtos hortícolas e da fruta.

Produtos de pastelaria, charcutaria e grande parte das opções de fast food são alimentos ricos em gordura e açúcar, devendo por isso ser evitados. “As dietas de baixa densidade energética e nutricionalmente ricas têm sido associadas a um menor ganho de peso e menor ocorrência de obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro”.

Neste que é o Dia Nacional da Prevenção da Obesidade, Pedro Moreira, também investigador da FCNAUP, referiu que, de um modo geral, “a obesidade é, na esmagadora maioria das vezes, o resultado do que escolhemos para comer e beber e, muitas vezes, a culpa incide sobre alimentos gordos e/ou açucarados, com elevada densidade energética”.

“Um dos objectivos da prevenção da obesidade é estruturar as refeições em episódios organizados de ingestão balanceada, que privilegie alimentos com volume elevado, baixa densidade energética e elevada riqueza vitamínica e mineral”, acrescentou.

Para obtenção dos dados, foram incluídas no estudo 464 crianças, com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos, de sete escolas públicas do concelho de Guimarães, com recurso ao método de recordação dos alimentos ingeridos nas 24 horas anteriores.

Segundo Patrícia Padrão, “comer bem fica caro” e “é importante que a disponibilidade dos alimentos mais interessantes ao nível dos nutrientes, como as frutas, as hortícolas e as leguminosas, tenham um preço acessível para que as pessoas para possam, de facto, cumprir as recomendações em termos do que é a alimentação saudável”.

De acordo com os investigadores, este é o primeiro estudo realizado num país mediterrâneo, que confirma a associação inversa entre densidade energética e o custo da alimentação.

 

 

Número de crianças que chega sozinha a Itália bate recordes

Outubro 28, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da http://www.unicef.pt/ de 18 de outubro de 2016.

Ahmed, 13, at an unaccompanied minor shelter in Trabia, Italy, on May 19, 2016. The boys live at Rainbow, a government administered center for unaccompanied boys that provides shelter, food, education and legal help for unaccompanied asylum seekers in Trabia, Sicily. Of the 150,000 migrants and refugees who arrived in Italy in 2015, the vast majority of people are coming from West Africa. In May 2016, since the beginning of 2016, almost 184,500 people have crossed the Mediterranean to seek safety and protection in Europe. Following the significant change in the situation in south-eastern Europe, UNICEF is revising its funding needs and programmatic response to adapt to the needs of refugee and migrant children in Greece, Turkey, Italy and other European countries. One of the main challenges in the current situation is reaching ”invisible” refugee and migrant children, taking dangerous illegal routes and facing heightened risks of abuse, exploitation and trafficking.

© 20160519_UNICEF_ITALY_0019 Ahmed, 13, at an unaccompanied minor shelter in Trabia, Italy, on May 19, 2016.

 

Número de crianças que chega sozinha a Itália bate recordes

ROMA/GENEBRA, 18 de Outubro de 2016 – Três recém-nascidos, duas crianças que nasceram em barcos da guarda costeira italiana no Mediterrâneo Central e uma terceira que nasceu num porto estão entre as mais recentes chegadas de crianças refugiadas e migrantes a Itália, numa altura em que o número de crianças bate todos os recordes, segundo a UNICEF.

Nos primeiros nove meses de 2016 chegaram mais crianças por mar a Itália do que durante todo o ano anterior. Este ano, mais de 90 por cento das crianças viajaram sozinhas enquanto em 2015 a percentagem de crianças não acompanhadas era de 75 por cento. Durante estes nove meses registou-se também um aumento das crianças vindas do Egipto, mas a maioria continua a chegar da África Ocidental.

Entre Janeiro e Outubro deste ano, mais de 20.000 crianças não acompanhadas e separadas das suas famílias chegaram por mar a Itália. Este número já ultrapassa o total de 2015, ano em que chegaram 16.500 crianças, das quais 12.300 não acompanhadas ou separadas das suas famílias.*

Segundo uma equipa da UNICEF no terreno, a situação das crianças refugiadas e migrantes em Itália é cada vez mais desesperante e o sistema de protecção infantil nacional está sobrecarregado.

“Todas as semanas centenas de crianças chegam aqui, cada uma delas com necessidades muito urgentes, desde recém-nascidos frágeis a adolescentes que viajam sozinhos e que não fazem a menor ideia do que esperar num país estrangeiro,” afirmou Sabrina Avakian, especialista de protecção infantil da UNICEF, actualmente na Calábria, Itália, onde se encontra com o objectivo de fazer um levantamento das necessidades das crianças refugiadas e migrantes, em particular das recém-chegadas.

“Algumas das crianças estão extremamente traumatizadas devido à viagem. Elas assistiram a afogamentos, algumas têm terríveis queimaduras químicas causadas pelo combustível das embarcações, os bebés e as suas mães precisam de cuidados específicos no aleitamento, e todos eles precisam de protecção adequada e alojamento. E todo este processo está a demorar demasiado tempo.”

Neste drama diário da vida e da morte no mar, uma mãe nigeriana continua em estado de choque depois dos dois filhos, com três e quatro anos, terem morrido afogados durante a travessia do Mediterrâneo a partir da Líbia. Mais de 3.100 pessoas morreram afogadas só nos primeiros nove meses deste ano no Mediterrâneo, um número que estabelece o recorde mais perigoso do ano. O número de crianças que morreram no mar é desconhecido.

Os três bebés da Eritreia recém-nascidos e a jovem mãe encontram-se bem, tendo as crianças sido registadas e estão actualmente a receber cuidados de saúde na Catânia.

A UNICEF estabeleceu espaços amigos das crianças destinados às crianças mais pequenas em barcos da guarda costeira italiana enquanto uma equipa da agência das Nações Unidas está a prestar apoio psicológico a jovens rapazes e raparigas no momento em que estes chegam àquele país. Juntamente com parceiros como o ACNUR e os serviços sociais italianos, a UNICEF está a trabalhar para acelerar a nomeação de tutores e para melhorar as condições de recepção. O elevado número de crianças estrangeiras levou a atrasos significativos – alguns casos chegam a demorar cerca de um ano – na nomeação de tutores ou na prestação de apoio legal.

* Nota: Até 12 de Outubro, chegaram a Itália 144.000 refugiados e migrantes, segundo as autoridades daquele país. De acordo com OIM e o ACNUR, um total estimado de 20.000 crianças não acompanhadas e separadas chegaram por mar. O total de todas as crianças está ainda por definir. Este ano, as crianças não acompanhadas e separadas contabilizam cerca de 91% de todas as chegas a Itália. Em 2015 chegaram a este país 16.478 crianças, das quais 12.360 (ou seja, 75%) não acompanhadas ou separadas.

 

Portugal é um dos melhores países do mundo para se ser rapariga

Outubro 28, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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notícia do https://www.publico.pt/ de 11 de outubro de 2016.

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Portugal está entre os dez países do mundo em que as jovens mulheres têm mais oportunidades, de acordo com um ranking publicado esta terça-feira por uma organização não-governamental.

Segundo o índice elaborado pela ONG Save The Children, Portugal aparece no oitavo lugar a nível mundial, entre os países que mais oportunidades apresentam para as raparigas. As jovens portuguesas têm a possibilidade de terem um futuro melhor do que as suíças, italianas, espanholas ou alemãs.

O índice junta uma série de indicadores que tentam mostrar uma “imagem da situação das raparigas nos países de todo o mundo”.

Os indicadores medidos pela Save The Children são o “casamento infantil”, “gravidez na adolescência”, “mortalidade maternal”, “mulheres no Parlamento” e “conclusão do ensino secundário”. Cada país recebe pontos cumulativos consoante a falta de progresso em cada área – o que faz com que pontuações mais altas correspondam a piores situações para as mulheres.

A pontuação atribuída a Portugal depende quase em exclusivo da pouca representatividade das mulheres no Parlamento. Nas últimas eleições legislativas foram eleitas 76 deputadas, que preenchem um terço do hemiciclo. Este indicador é aquele em que a generalidade dos países mais falha. A sua inclusão é justificada pela premissa de que “uma proporção mais elevada de deputadas no Parlamento corresponde a maior atenção dada a questões que afectam os direitos das raparigas”.

A Suécia é o país que mais oportunidades garante às raparigas, seguido da Finlândia, Noruega e Holanda, enquanto o pior é o Níger, atrás do Chade e da República Centro-Africana.

Apesar de ser notória uma relação entre o desenvolvimento económico e as oportunidades dadas às jovens mulheres, há algumas surpresas. Os EUA, por exemplo, aparecem abaixo do top-30, ao nível de países como o Cazaquistão ou a Argélia. A posição das mulheres é fragilizada por causa da grande prevalência de mães adolescentes e do elevado nível de mortes durante a gravidez. Segundo o relatório, morreram 14 mulheres norte-americanas por cada cem mil nascimentos em 2015.

Por outro lado, países menos desenvolvidos, como o Ruanda, Cuba e Bolívia, apresentam os maiores índices de paridade nos parlamentos nacionais.

O Brasil apresenta dados preocupantes, ocupando o 102.º lugar do ranking, muito por causa dos elevados índices de adolescentes grávidas e casamentos de crianças.

“Não é uma inevitabilidade que os países de baixos rendimentos produzam desigualdade de género”, conclui Lisa Wise, uma das autoras do relatório.

 

Projeto Viver na Incerteza: pedido de colaboração

Outubro 28, 2016 às 10:18 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Instituto de Apoio à Criança está a colaborar com a Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa no âmbito do projeto de doutoramento da mestre Ana Tavares. O Projeto Viver na Incerteza pretende estudar como é que pais e  restantes familiares vivem após experienciarem o desaparecimento de uma criança ou jovem da sua família.

Neste sentido, solicitamos a colaboração de pais, irmãos ou outros familiares de crianças desaparecidas no preenchimento do questionário e /ou solicitação de entrevista, através do link  http://projetovivernaincerteza.psicologia.ulisboa.pt/

Obrigado

VII Congresso Internacional da ASPESM “Evidência e Prática Clínica em Saúde Mental” 3 e 4 novembro na ESS do Instituto Politécnico de Viana do Castelo

Outubro 28, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações nos links:

http://www.aspesm.org/index.php/vii-congresso-aspesm-2016

https://www.facebook.com/Sociedade-Portuguesa-de-Enfermagem-de-Sa%C3%BAde-Mental-138171732918315/


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