Sopa e peixe? Crianças consomem, adolescentes nem tanto

Outubro 10, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 22 de setembro de 2016.

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Um relatório do projeto “Almoço Virtual” mostra que mais de metade dos alunos dos seis aos 14 anos leva sopa nos tabuleiros, mas que a percentagem desce quando vão ficando mais velhos.

Novo relatório do projeto “Almoço Virtual” mostra que, à medida que envelhecem, as escolhas alimentares dos estudantes mudam e passam a consumir menos peixe e menos sopa.

O projeto “Almoço Virtual”, com a parceria da Direção-Geral da Saúde, monitorizou as escolhas alimentares em mais de 14.g00 crianças e adolescentes que frequentam escolas da Grande Lisboa durante o ano letivo 2015-2016. A análise mostra que maior parte dos estudantes analisados dava preferência a produtos excessivamente calóricos.

O estudo mostra que em mais de metade (57,5%) dos alunos entre os seis e os 14 anos levavam sopa nos tabuleiros. Na faixa etária seguinte, entre os 15 e os 18 anos, apenas 44% dos alunos escolhia levar sopa. No peixe, a frequência era maior nos alunos mais novos (23% escolheram peixe) do que nos mais velhos (21%).

Nos tabuleiros dos alunos mais velhos existe, por norma, mais carne e refrigerantes do que nos dos mais novos.

Na constituição da sua refeição, os adolescentes escolhem menos vezes sopa, peixe, água, legumes e fruta e mais vezes carne, cola e doces do que as crianças e do que os adultos, o que contribui para o facto de os adolescentes apresentarem um excesso calórico (67%) superior ao das crianças (62,6%).

João Martins, um dos responsáveis por este estudo, afirmou ao JN – na sua edição impressa – que os resultados “podem querer dizer que os mais novos ainda agem sob influência do que aprendem”.

O projeto “Almoço Virtual” promove a “informação e o espírito crítico das crianças e adolescentes” e pretende que estes façam escolhas alimentares saudáveis.

Depois do estudo, maior parte dos inquiridos revelaram querer mudar os hábitos alimentares, como se pode ver pelo gráfico abaixo.

A iniciativa do Almoço Virtual desenrola-se através da simulação de um self-service, disposto num autocarro, em que os inquiridos são convidados a escolher réplicas de silicone de alimentos comuns. O autocarro do Almoço Virtual vai rumar, durante o ano letivo 2016/2017, pelo Porto, Coimbra, Évora e Beja.

 

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Marca a Diferença por uma Internet Melhor! – 11 outubro Fundação Portuguesa das Comunicações em Lisboa

Outubro 10, 2016 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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Todos os interessados em se associar à iniciativa deverão registar antecipadamente a sua participação em: https://goo.gl/forms/Nl9G2egh96cIIbzg1.

mais informações:

http://www.internetsegura.pt/evento/marca-diferen%C3%A7a-por-uma-internet-melhor

Conferência online “Adição à internet e videjogos: a nova fronteira” 19 de outubro

Outubro 10, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://app.webinarjam.net/register/19579/b67376708e

Jovem investigadora vence prémio com trabalho sobre obesidade infantil

Outubro 10, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://p3.publico.pt/ de 22 de setembro de 2016.

John Vizcaino/Reuters

John Vizcaino/Reuters

Liane Costa recebeu 20.000 euros com um estudo sobre o impacto da obesidade na saúde de crianças em idade escolar. Em Portugal, 33,3% das crianças entre os dois e os 12 anos têm excesso de peso

Texto de Lusa

A investigadora Liane Costa, que este ano terminou o internato de formação específica em Pediatria, no Hospital de São João, no Porto, venceu o Prémio Banco Carregosa/SRNOM, no valor de 20.000 euros, com um trabalho na área da obesidade infantil.

Segundo a investigadora, o trabalho, denominado “Childhood Obesity – Related Inflammation and Vascular Injury Impact on the Kidney”, contribuiu “substancialmente para a compreensão do impacto da obesidade no rim e na vasculatura de crianças em idade escolar”.

Liane Costa explicou que “a maioria dos mecanismos envolvidos na associação entre obesidade, disfunção vascular e lesão renal são ainda largamente desconhecidos e têm sido muito pouco explorados em idade pediátrica”. Assim, “foi nosso objectivo contribuir para um melhor conhecimento destes mecanismos, através do estudo de uma amostra de crianças pré-púberes saudáveis, provenientes de uma coorte de nascimentos portuguesa (Geração XXI)”, acrescentou. No seu trabalho, a investigadora observou que “o consumo de álcool durante a gravidez e a obesidade materna contribuíram para o impacto da obesidade na função renal das crianças”, o que, em seu entender, “reforça a necessidade de estratégias preventivas em relação à obesidade, ainda antes do nascimento”.

“Propusemos uma nova forma de ajuste da função renal ao tamanho corporal, o que constitui um resultado com importantes implicações na investigação e prática clínica”, explicou. Para a jovem médica, de 32 anos, este prémio é “uma motivação suplementar para conjugar as duas vertentes — clínica assistencial e de investigação”.

“Espero que seja um bom exemplo, sobretudo, para os colegas mais novos que, de facto, é possível fazer clínica, sermos internos da especialidade e, ao mesmo tempo, fazermos investigação. Espero que sirva como motivação extra, sobretudo para os meus colegas mais novos”, sublinhou. Liane Costa pretende continuar com a sua formação, na área da nefrologia pediátrica, mantendo, em simultâneo, a investigação.

“Irei tentar aplicar este prémio na prossecução de objectivos nesta linha de investigação em que estou agora envolvida”, acrescentou. Segundo o estudo 2013-2014 da Associação Portuguesa contra a Obesidade Infantil (APCOI), que contou com 18.374 crianças (uma das maiores amostras neste tipo de investigação), 33,3% das crianças entre os dois e os 12 anos têm excesso de peso, das quais 16,8% são obesas. De acordo com a Comissão Europeia, Portugal está entre os países da Europa com maior número de crianças afectadas por esta epidemia.

O Prémio Banco Carregosa/ Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos tem um valor total de 25.000 euros — 20.000 euros para o projecto classificado em 1.º lugar e 5.000 euros a dividir por duas menções honrosas, e será entregue esta quinta-feira, 22 de Setembro, no Porto. A coordenação científica está a cargo de Sobrinho Simões.

 

 

 

Evolução do risco de pobreza em crianças e jovens e idosos 2003-2014 em Portugal

Outubro 10, 2016 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://portugaldesigual.ffms.pt/desigualdade-e-pobreza-sao-o-mesmo?share-area=risco_pobreza#risco_pobreza

Tendo em conta que as crianças não têm rendimentos, se estão em situação de pobreza é porque a família também está. Os números mostram que um quarto das crianças estava em situação de pobreza (24,8%) em 2014, uma proporção que foi crescendo a partir de 2011 e contrariando a tendência de queda que tinha desde 2009. Em 2014, volta a descer pela primeira vez em quatro anos.

Ao longo desse tempo também aumentou a intensidade dessa pobreza. Se o olhar se centrar na forma como o risco de pobreza evoluiu entre os jovens, a conclusão não é muito diferente. É até aos 34 anos, e especialmente entre os 18 e os 24 anos, que a pobreza mais aumentou.

 

 


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