Cerca de 10 por cento dos alunos do secundário nunca leu um livro até ao fim

Outubro 31, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 10 de julho de 2015.

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Lusa

Estudo da Universidade do Minho revela ainda que 14 por cento das famílias dos alunos participantes no inquérito não têm livros em casa

Cerca de 10 por cento dos alunos do secundário nunca leram um livro até ao fim, revela um estudo realizado em 15 escolas secundárias integradas no programa Ler+Jovem, que foi apresentado esta sexta-feira, em Lisboa.

“No ensino secundário, num nível de ensino em que muitos pretendem aceder ao ensino superior, 10 por cento dos alunos nunca leu um livro até ao fim. É um dado que nos deve por a pensar”, disse hoje à agência Lusa Leopoldina Viana, da Universidade do Minho e responsável pelo estudo.

O estudo decorre desde 2013 no âmbito da iniciativa Ler+Jovem e foi apresentado estar sexta-feira , em Lisboa, no primeiro encontro nacional de escolas participantes neste programa. A ideia é, segundo a responsável, perceber o que é que os alunos lêem, onde lêem e quais as suas preferências. Globalmente, adiantou Leopoldina Viana, os alunos lêem e, desde que é feito o estudo, não se têm registado grandes variações em termos de leitura.

O estudo revela ainda que 14 por cento das famílias dos alunos participantes no inquérito não têm livros em casa e que um quarto dos alunos afirma que não gostava de ler em criança porque tinham dificuldade de compreender o que liam. “É um dado importante para investir mais na compreensão da leitura nos anos iniciais”, disse Leopoldina Viana.

Leopoldina Viana manifestou ainda preocupação pelo facto de o professor como motivador de leitura aparecer em último lugar entre as motivações dos alunos para lerem. “Dá-nos a entender que há trabalho a fazer e que o professor tem que ter um papel mais activo nesta área”, considerou.

A procura do conhecimento e de actualização são as principais motivações apontadas pelos alunos para ler, bem como a influência do grupo de amigos. Os alunos do secundário lêem literatura sobretudo dos tempos livres e nas férias, conclui ainda o estudo, que revela, contudo, um “uso intensivo das bibliotecas escolares”.

O livro continua a ser o suporte preferencial de leitura e, entre 2013 e 2014, registou-se uma diminuição do número de alunos que acede à Internet e que tem computador. “Provavelmente tem que ver com a crise e as dificuldades económicas”, disse Leopoldina Viana.

Leopoldina Viana sublinhou ainda que os alunos escolhem por vezes um tipo de literatura que não é aconselhada pela escola o que leva os professores a pensarem que os alunos não são leitores. “Há muitos jovens que lêem bastante, lêem um tipo de literatura que não é muito consagrada do ponto de vista académico e relativamente à qual os professores fazem tábua rasa. Se calhar é preciso que a escola pense nesta leitura e possa integrar este tipo de leitura para seduzir o leitor”, disse.

Professores, alunos e professores bibliotecários de todo o país estão, esta sexta-feira, reunidos em Lisboa no I Encontro de Escolas Ler+Jovem, uma iniciativa do Plano Nacional de Leitura e da Rede de Bibliotecas Escolares, que visa fomentar a leitura nos alunos do ensino secundário.

 

 

 

Apenas uma em cada seis crianças até aos dois anos recebe nutrientes suficientes

Outubro 31, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 14 de outubro de 2016.

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Lusa

Relatório da Unicef adverte que as práticas nutricionais, uma vez melhoradas, salvariam a vida a 100 mil crianças. No entanto ainda se verificam grandes discrepâncias na quantidade e qualidade do que é consumido pelas crianças em idade pré-escolar.

Apenas uma em cada seis crianças com menos de dois anos recebe alimentos em quantidade e diversidade suficientes para a sua idade, o que deixa as restantes em risco de danos físicos e mentais irreversíveis.

A conclusão é de um relatório da agência das Nações Unidas para a infância, a Unicef, hoje divulgado. Intitulado “Desde a primeira hora de vida”, o relatório revela um mundo onde uma dieta saudável está fora do alcance da maioria.

“Os bebés e as crianças pequenas têm maior necessidade de nutrientes do que em qualquer outra fase da vida. Mas milhões de crianças pequenas não desenvolvem todo o seu potencial físico e intelectual porque recebem pouca comida e demasiado tarde”, disse France Begin, conselheira sénior para os assuntos de Nutrição da Unicef, citada num comunicado da organização.

O relatório adverte, ainda, que apenas 52% das crianças de entre os seis e os 23 meses recebem o número mínimo de refeições diárias para a sua idade e a diversidade alimentar é outro problema: menos de metade das crianças recebe diariamente alimentos de pelo menos quatro grupos alimentares diferentes.

Entre os seis e os 11 meses, a faixa etária em que a nutrição é mais importante, a situação é ainda mais preocupante: apenas 20% estão a receber alimentos de quatro grupos diferentes por dia, o que provoca carências de vitaminas e minerais.

As consequências da introdução tardia de alimentos sólidos na faixa etária correspondente são, invariavelmente, o atraso no desenvolvimento físico e intelectual das crianças.

A importância da amamentação na primeira hora de vida

No relatório, a Unicef frisa que, em 2015, apenas 45% dos 140 milhões de bebés que nasceram foram amamentados na sua primeira hora de vida, e três em cada cinco bebés com menos de seis meses não recebem os benefícios da amamentação exclusiva.

Segundo as recomendações da Organização Mundial de Saúde, a amamentação deveria de ser a forma exclusiva de alimentação dos bebés até aos seis meses de idade. No entanto, quase metade das crianças em idade pré-escolar sofre de anemia e metade das crianças entre os seis e os 11 meses não recebe qualquer tipo de alimento de origem animal.

A Unicef alerta ainda para as desigualdades. Na África subsaariana e no Sul da Ásia, apenas uma em cada seis crianças dos agregados familiares mais pobres com idades entre os seis e os 11 meses têm uma dieta minimamente diversificada, comparando com uma em cada três dos agregados mais ricos.

Esforço para garantir uma dieta saudável

Uma melhoria das condições de nutrição das crianças poderia salvar 100 mil vidas, sublinha a organização, mas será necessário haver um esforço conjunto de várias entidades, uma vez que as famílias, embora façam o seu melhor com os recursos a que têm acesso, não podem fazer tudo sozinhas.

É precisa a liderança dos governos e os contributos de sectores-chave da sociedade para fornecer uma dieta saudável às crianças, pode ler-se no relatório.

“Não podemos permitir-nos falhar nesta nossa luta para melhorar a nutrição das crianças pequenas. A sua capacidade para crescer, aprender e contribuir para o futuro dos seus países depende disso”, concluiu France Begin.

Tornar os alimentos nutritivos mais baratos e acessíveis para as crianças mais pobres exige investimentos mais consistentes e direccionados por parte dos governos e do sector privado.

Transferências em dinheiro ou em géneros para as famílias vulneráveis; programas de diversificação de colheitas; e o enriquecimento de alimentos básicos são essenciais para a melhorar a nutrição das crianças pequenas.

Serviços de saúde comunitários com capacidade para ajudar a ensinar aos cuidadores melhores práticas alimentares, bem como a água e o saneamento adequados – essenciais para a prevenção de doenças diarreicas nas crianças – são igualmente cruciais.

 

 

IV Seminário “Servir o Superior Interesse da Criança” 8 de novembro, no Auditório do Museu Municipal de Penafiel

Outubro 31, 2016 às 6:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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A inscrição é gratuita, mas obrigatória e a sua confirmação, estará dependente da lotação do auditório do Museu Municipal de Penafiel. O registo desta inscrição deverá formalizar-se  até ao dia 05 de novembro, através da ficha de inscrição.

Para obter outras informações relacionadas com as condições de participação poderá contactar a CPCJ/PNF através do seguinte endereço de e-mail: cpcj.penafiel@cm-penafiel.pt ou através do contacto telefónico: 255 710 714.

mais informações:

http://comarca-portoeste.ministeriopublico.pt/pagina/seminario-servir-o-superior-interesse-da-crianca


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