Um quarto das raparigas de 14 anos automutila-se ou quer fazê-lo

Setembro 18, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 29 de agosto de 2018.

Dois estudos separados, um de cada lado do Atlântico, chegaram à mesma preocupante conclusão: uma em cada quatro adolescentes automutilou-se no ano passado, segundo a investigação britânica, ou vai fazê-lo, segundo a norte-americana.

Achei que a automutilação era o que eu queria fazer e o que tinha de fazer porque não havia mais nada que pudesse fazer”. As palavras de uma jovem à Children’s Society, a organização britânica que conduziu o estudo, traduzem, provavelmente, o pensamento de uma grande parte das raparigas que se automutilam. “Não me sentir tão bonita ou tão boa como as outras raparigas contribuiu para a minha automutilação”, explica ainda a jovem.

O relatório estima que cerca de 110 mil menores, com 14 anos, se automutilaram no Reino Unido durante o ano passado, em números bem desiguais entre géneros: 76 mil raparigas e 33 mil rapazes. Também foram elas que se mostraram menos felizes, no geral, com a vida, mas com grande ênfase na aparência.

Mais números: quase metade dos adolescentes que se disseram atraídos por pessoas do mesmo sexo ou dos dois sexos levaram a cabo atos de automutilação. Os oriundos de lares com menos rendimentos também se mostraram mais propensos à prática.

Em outubro do ano passado, um estudo da Universidade de Manchester descobriu que a automutilação por raparigas entre os 10 e os 19 anos aumentou 68% em três anos.

“É fundamental que o bem estar das crianças seja levado mais a sério e que se faça mais para atacar a raiz da sua infelicidade e apoiar a sua saúde mental”, considera Matthew Reed, responsável da Children’s Society, destacando o papel das escolas, com a presença, inclusivamente, de um conselheiro, e a inclusão dos temas da aparência e dos esterotipos de género no currículo da Educação Sexual.

Nos Estados Unidos, um estudo publicado em julho no American Journal of Public Health, chegou a conclusões semelhantes: uma em cada quatro raparigas das escolas secundárias do país e um em cada 10 rapazes tentam magoar-se a si próprios (com cortes e/ou queimaduras), mesmo quando não têm intenção suicida.

Fatores como ser vítima de violação ou bullying aumentam o risco: Os adolescentes que relataram ter tido relações sexuais forçadas tinham 56% mais probabilidade de se ter automutilado e no caso de ter sofrido bullying online o risco duplicava. Jovens homossexuais ou bissexuais também apresentaram maior tendência para a automutilação.

Os investigadores inquiriram mais de 64 mil estudantes em 11 estados – quase 18% relatou pelo menos um episódio de automutilação no ano anterior.

“A automutilação é surpreendentemente comum entre adolescentes”, conclui Martin Monto, da Universidade de Portland, que liderou o estudo.

 

 

A cada três minutos uma rapariga foi infetada com VIH em 2017

Agosto 7, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do site Sapo24 de 25 de julho de 2018.

Cerca de 30 jovens entre os 15 e os 19 anos foram infetados com VIH/Sida em cada hora de 2017, dois terços raparigas, pelo que a cada três minutos uma adolescente foi infetada, segundo um relatório hoje divulgado.

Intitulado “Mulheres: No centro da resposta ao VIH para crianças”, o documento é o mais recente relatório da UNICEF sobre a sida e foi hoje apresentado em Amesterdão, onde decorre uma conferência internacional sobre o tema.

A UNICEF considera que o facto de não se ter conseguido chegar a estes jovens está a desacelerar o progresso alcançado no mundo nas últimas décadas na luta contra a epidemia.

Henrietta Fore, diretora executiva da UNICEF, diz que os números identificam “uma crise de saúde mas também uma crise de ação”, e acrescenta que, “na maioria dos países, mulheres e raparigas não têm acesso a informação, a serviços ou até mesmo o poder de dizer ‘não’ a sexo desprotegido”.

De acordo com os números do relatório, só no ano passado morreram de sida 130.000 crianças e adolescentes com 19 anos ou menos, enquanto 430.000 foram infetados.

O documento precisa que os adolescentes entre os 10 e os 19 anos são quase dois terços dos três milhões de crianças e jovens (entre os 0 e os 19 anos) que vivem com VIH, e salienta que o número de mortes tem diminuído em todos os grupos etários, menos entre os adolescentes dos 15 aos 19 anos.

A propagação da epidemia entre raparigas, diz a UNICEF, está a ser impulsionada pela prática de sexo precoce, relações sexuais forçadas, “a incapacidade de ter uma voz em assuntos relacionados com sexo e a falta de acesso a aconselhamento e serviços de despistagem confidenciais”.

A UNICEF, com a agência das Nações Unidas de combate à sida, ONUSIDA, e outros parceiros, lançou iniciativas destinadas aos adolescentes, uma delas destinada a jovens de 25 países com mais casos de infeções e outra destinada a reduzir o número de novas infeções.

Estas iniciativas, e outras antes, levaram a um “sucesso significativo na prevenção da transmissão do VIH de mãe-para-filho”, indica o relatório, segundo o qual o número de novas infeções entre crianças dos 0 aos 04 anos caiu um terço entre 2010 e 2017.

Hoje, quatro em cada cinco mulheres grávidas com VIH têm acesso a tratamentos. Na região da África Austral, durante muito tempo das zonas mais afetadas, o Botsuana e a África do Sul têm agora taxas de transmissão de mãe-para-filho de apenas de 5%, e mais de 90% das mulheres com VIH estão em tratamento.

Descarregar o relatório Women: At the Heart of the HIV Response for Children nos seguintes links:

https://www.unicef.pt/actualidade/noticias/aids-report-2018/

https://www.unicef.org/hiv/hiv-women-heart-of-response

 

 

 

 

A Bebedeira Passa, o Resto Não 2

Julho 27, 2018 às 5:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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De onde vem a ideia de que as meninas são mais próximas dos pais e os rapazes das mães

Julho 8, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site MAGG de 13 de abril de 2018.

por Catarina da Eira Ballestero

Duas mães concordam com esta ideia, mas os especialistas acreditam que a aproximação com os pais depende da relação que têm com os filhos.

A ideia de que as filhas são mais ligadas aos pais, enquanto os rapazes têm uma melhor relação com as mães, é antiga e tem origem na teoria clássica freudiana. Hoje em dia, quase ninguém parece ter dúvidas disso.

“Esta foi uma teoria que revolucionou o modo de conhecer a sexualidade”, afirma à MAGG Beatriz Matoso, psicóloga clínica e psicanalista. “Efetivamente, o conceito de ‘complexo de Édipo’, que explica como as meninas são mais atraídas pelo pai e os meninos pela mãe, veio demonstrar que a sexualidade não tinha início na puberdade mas sim numa fase mais precoce do desenvolvimento.”

“O meu filho é completamente obcecado por mim”

Joana Pratas é consultora de comunicação, tem 36 anos e é mãe de duas crianças: Maria Teresa, de cinco anos, e António Maria, de três. “A minha filha é mais neutra em relação aos pais, embora tenha uma forte ligação com o avô materno. Já o meu filho é completamente obcecado por mim”, confessa à MAGG.

Embora o filho mais novo de Joana e do marido, João, recorra ao pai para brincadeiras e atividades relacionados com o exterior, o pequeno António Maria tem uma ligação muitíssimo forte com a mãe — tanto que já causa algum desconforto à filha do casal.

Estávamos a tentar perceber como gerir esta situação quando a minha filha me diz ‘Mãe, o mano está sempre colado a ti. Se vou para o teu colo, começa a chorar e vais logo ter com ele’.”

“Lembro-me de uma semana em que eles ficaram os dois doentes, o António primeiro e a Teresinha a seguir. Ele já estava a recuperar e tive de pedir ao meu marido para arranjar atividades para fazer com o António, dado que estava a chover e as brincadeiras habituais fora de casa não eram possíveis. Estávamos a tentar perceber como gerir esta situação quando a minha filha me diz: ‘Mãe, o mano está sempre colado a ti. Se vou para o teu colo, começa a chorar e vais logo ter com ele’.”

Joana conta que esta frase da filha foi um alerta e que, desde então, tem feito um esforço para ser mais neutra e equilibrar-se entre os dois filhos. “Ele também é mais novo, precisa mais de mim e é muito mais mimoso que a irmã. Mas é tudo comigo. Sou eu que adormeço, que dou banho, que dou de comer. Recusa-se mesmo a que seja o pai a realizar essas tarefas”, explica a consultora de comunicação.

A exigência constante da presença da mãe é desgastante e suga a energia de Joana, que admite que há alturas em que chega a ter guerrilhas tontas com o filho para que este permita que seja o pai a dar-lhe de comer, por exemplo — o que é raro acontecer. Mas a mãe de António e Maria Teresa, apesar do cansaço, confessa que não preferia outra situação.

“É desgastante sim, mas cada vez mais quero ter isto. O tempo passa muito depressa, tudo isto é demasiado rápido. É verdade que às vezes sinto que o meu filho me suga toda a atenção, mas prefiro assim. Até porque quando tiverem 10 anos já não vão querer dormir na cama dos pais.”

O que leva uma criança a aproximar-se do pai ou da mãe é a qualidade da relação

Beatriz Matoso acredita que o conceito dos filhos se ligarem mais aos pais consoante o género sexual está ultrapassado e evoluiu bastante da teoria original de Freud.

“O conceito de parentalidade tem cada vez mais importância para compreendermos as relações entre pais e filhos”, afirma a especialista, que acrescenta que este é um processo evolutivo de realização humana, que se inicia no desejo de ter um filho e se constrói pela experiência de “serem pais”.

O que leva uma criança a aproximar-se mais de um ou outro progenitor é a qualidade de relação, isto é, a capacidade de compreender e procurar satisfazer as necessidades dos filhos, de acordo com a sua fase de crescimento.”

“Esta experiência consiste em ir ao encontro da satisfação das necessidades físicas e emocionais do filho, de acordo com o seu grau de crescimento e a fase de vida em que se encontra.”

Se os pais são capazes de descodificar as necessidades do bebé e de as satisfazer de uma forma adequada, a criança sente-se satisfeita e segura, reforça a psicóloga clínica, que acredita que “o que leva uma criança a aproximar-se mais de um ou outro progenitor é a qualidade de relação, isto é, a capacidade de compreender e procurar satisfazer as necessidades dos filhos, de acordo com a sua fase de crescimento. ”

As mães são para as regras, os pais para as brincadeiras

Carolina, de 30 anos, é jornalista e mãe de Clara, de apenas um ano. E apesar da tenra idade da filha, é notória uma clara aproximação ao pai.

“Sempre ouvi dizer que as meninas eram mais apegadas aos pais e, no nosso caso, isso tem-se verificado. A Clara é completamente pai. Mas acho que também tem muito a ver com o tempo que passam juntos, que acaba por ser superior ao meu”, salienta a jornalista.

Devido aos horários do casal, é o companheiro de Carolina que acorda a bebé de um ano e a leva para casa dos pais antes de ir trabalhar, rotina que repete por volta das 18h30, quando apanha Clara e a leva de regresso para casa, lhe dá banho, brinca e, na grande maioria das vezes, dá jantar durante a semana.

“Num dia bom, consigo chegar a casa por volta das 19h30, ainda ajudo no banho ou dou a comida. Mas na grande maioria das vezes, quando chego já tudo isso está feito. A Clara tem horários que devem ser cumpridos, caso contrário fica completamente desrregulada e birrenta. E também já chegou a acontecer chegar a casa e ela já estar a dormir.”

Para além de ser menos presente durante a semana, Carolina acaba por ter uma postura mais rígida com a filha do que o companheiro.

Os pais são mais direcionados para as brincadeiras, enquanto as mães não são tão liberais.”

“Não sou nada dura, não se é dura com uma criança de um ano. Mas ela está numa fase em que adora explorar, que já começa a tentar ficar de pé, a abrir gavetas. E claro que se pode magoar e eu digo não, ela fica magoada e faz birra. Já o pai é mais desligado dessas coisas e, apesar de ter mil cuidados, é mais permissivo, deixa-a mexer em coisas que pode estragar, como os comandos da TV, por exemplo. Mas é um bocadinho frustrante, já passo imenso tempo sem ela e, quando estou, parece que é para lhe ralhar.”

Margarida Alegria, psicóloga clínica, também concorda com a ideia de que as mães, muitas vezes, são vistas como a figura que impõe as regras. “Os pais são mais direcionados para as brincadeiras, enquanto as mães não são tão liberais e costumam apertar mais com as rotinas e regras. No entanto, tem a ver muito com cada caso”, conclui a especialista.

 

Quando a menstruação chega antes dos 12, a saúde fica em risco

Fevereiro 21, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.dn.pt/ de 5 de fevereiro de 2018.

Joana Capucho

As raparigas que têm a primeira menstruação antes dos 12 anos têm mais riscos de desenvolver doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais na idade adulta, diz estudo

“Lembro-me perfeitamente de que o meu período veio num dia de agosto, quando eu tinha 9 anos, a dois meses de fazer 10.” Como a mãe ainda não tinha abordado o tema da menstruação, Susana, agora com 30 anos, não sabia o que estava a acontecer-lhe. “Recordo-me de ficar muito aflita ao ver aquele sangue.” Fartou-se de chorar, porque tinha combinado ir à praia com a tia e achava que já não ia poder ir. Não se lembra se acabou por ir ou não. “A minha mãe explicou-me o que era e foi de imediato comprar um livro para eu ler, adequado à minha idade, sobre o assunto.”

Maria M., de 14 anos, tinha ido dormir a casa de uma amiga quando teve a menstruação pela primeira vez. Tinha 10 anos. “Acordei de manhã com o pijama sujo”, recorda. Sabia que aquilo era a menstruação, mas “estava à espera de que viesse mais tarde”. Tal como Susana, era caso único na turma e, embora isso não tivesse obrigado a grandes mudanças, o corpo transformou-se. “Cresci imenso e o meu peito aumentou”, conta ao DN. Susana recorda-se de que isso também lhe causava algum “embaraço, principalmente no balneário, nas aulas de educação física, porque durante uns dois anos era a única que tinha peito”.

Esta não é a regra. A idade média da primeira menstruação – a menarca – situa-se por volta dos 12 anos. Contudo, por diversas razões, há casos em que aparece mais cedo, o que pode ter implicações no desenvolvimento físico, psicológico e na saúde global da mulher. Depois de vários estudos que a associavam à obesidade , a menarca precoce foi agora relacionada com um maior risco de doenças cardiovasculares e acidentes vasculares cerebrais.

De acordo com um estudo observacional do The George Institute for Global Health (da Universidade de Oxford), quando a primeira menstruação surge antes dos 12 anos, agravam-se os riscos de problemas cardiovasculares, tal como quando a mulher passa por um aborto espontâneo ou menopausa precoce. Margarida Dias, coordenadora de Medicina Familiar no Hospital CUF Descobertas, diz que é sabido que a menarca precoce “pode influenciar vários aspetos do desenvolvimento físico e psicológico harmonioso e, por isso, pode ter impacto significativo na saúde global da rapariga”.

Uma das consequências mais evidentes, adianta a médica, “é uma estatura mais baixa quando adulta, pela alteração do crescimento do esqueleto, condição que pode implicar tratamento hormonal.” Outros aspetos importantes são “a maior incidência de obesidade infantil, que tenderá a persistir pela idade adulta, bem como risco aumentado de hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral, pela exposição precoce aos estrogénios”.

Existem também implicações na esfera psicológica. Quando a menstruação surge demasiado cedo, o corpo também se altera antes do que estava previsto e numa altura em que os colegas ainda não têm sinais sexuais secundários. Marcela Forjaz, especialista em ginecologia/obstetrícia, diz que “se fisicamente a rapariga se sente diferente dos amigos, psicologicamente não está no entanto preparada para “enturmar” com crianças mais velhas, e isso causa alguns desajustes”.

Segundo a ginecologista, “a idade em que aparece a primeira menstruação depende de vários fatores como a geografia, a luminosidade do país e da estação em curso, o estado de nutrição, a prática de desporto, a genética”. Por cá, a idade média é 12,88 anos, mas, lembra Margarida Dias, tem vindo a diminuir. Na Europa, no século XIX, situava-se nos 16/17 anos. De acordo com a médica, os casos de menarca antes dos 9 anos têm uma incidência de uma em cada cinco a dez mil raparigas.

Como não é uma situação frequente, Margarida Dias não sabe se os pais estão “suficientemente alertados para a globalidade das consequências da menarca precoce, sobretudo para a necessidade de avaliação médica da causa possível”. O que mais preocupa a família, frisa, são questões “relacionadas com a sexualidade e a prevenção da gravidez e com o mal-estar físico decorrente da experiência da menstruação”.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Women’s reproductive factors and incident cardiovascular disease in the UK Biobank

 

Aumenta o fosso entre rapazes e raparigas no sucesso escolar

Fevereiro 2, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 12 de janeiro de 2018.

O género e o contexto socioeconómico continuam a marcar fortemente o desempenho dos alunos. Ministério divulga resultados do indicador que mede quantos conseguem ao longo da escolaridade um percurso “limpo” de chumbos.

CLARA VIANA

É sabido que em média as raparigas têm melhores desempenhos escolares do que os rapazes, mas em Portugal esta tendência está a acentuar-se no 3.º ciclo e no ensino secundário. É o que mostram os dados sobre os chamados percursos directos de sucesso divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Educação (ME).

Para o ME, um aluno com um percurso directo de sucesso é aquele que, cumulativamente, não chumbou em nenhum dos anos do seu ciclo de escolaridade e que obteve positiva nos principais exames. No conjunto dos alunos, estes casos de “percursos limpos” ainda são a minoria, embora estejam a aumentar. Como também aumentou o fosso entre rapazes e raparigas neste indicador.

No ensino secundário a diferença entre eles e elas passou de sete pontos percentuais em 2015/2016 para 10 pontos em 2016/2017. No 3.º ciclo, a diferença que separa uns e outros subiu, num ano, de nove pontos percentuais para também 10. No concreto: 47% das raparigas conseguiram, em 2016/2017, concluir o 12.º ano com um percurso directo de sucesso — ou seja, não chumbaram nem no 10.º, nem no 11.º ano e tiveram positiva nas principais provas finais no 12.º. Os rapazes saíram-se pior: apenas 37% conseguiram um percurso livre de chumbos.

No 9.º ano as taxas de sucesso (zero chumbos no 7.º e no 8.º e positiva nos exames do 9.º) foram, respectivamente, de 51% e 41% para raparigas e rapazes.

“Existem mais repetências entre os rapazes”, confirma o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima que, no entanto, afasta a questão do comportamento como sendo actualmente uma das razões para que tal aconteça. “Posso dizer por experiência que hoje já não é verdade que as raparigas sejam mais bem comportadas que os rapazes”, refere.

O que poderá explicar então a diferença? “As raparigas amadurecem mais cedo e talvez estejam mais predispostas para os estudos do que os rapazes”, admite.

Ainda uma minoria

O indicador sobre os percursos directos de sucesso foi lançado pela primeira vez no ano passado pela Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC). Ficou a saber-se então que tanto no 3.º ciclo do básico como no secundário os alunos com “percursos limpos” de chumbos e que, cumulativamente, tinham nota positiva nos exames nacionais constituíam uma minoria.

Os dados agora divulgados confirmam este retrato, embora se tenha registado uma evolução positiva. Em 2016/2017, 42% dos alunos do 3.º ciclo tiveram percursos de sucesso, quando no ano anterior eram 37%. No secundário, o mesmo aconteceu com 46%. Em 2015/2016 eram 40%.

Em declarações aos jornalistas, durante a apresentação destes resultados, o secretário de Estado da Educação João Costa considerou que estas subidas se poderiam justificar pela “ligeira subida da média dos exames nacionais” registada no ano passado em quase todas as disciplinas e por algum impacto das acções entretanto adoptadas pelas escolas no âmbito do programa de promoção do sucesso escolar, lançado em 2016/2017. O governante frisou, contudo, que esta evolução deve ser “olhada com cautela” porque em educação dois anos não são tempo suficiente para identificar tendências.

“Penso que ainda é prematuro atribuir-se ao programa de sucesso escolar. Estamos só no segundo ano deste programa que, na maioria das escolas, tem incidido sobretudo no 1.º ano de escolaridade”, comenta Filinto Lima, em declarações ao PÚBLICO. Para o presidente da ANDAEP, esta evolução poderá reflectir sobretudo a preocupação das escolas em conseguir que “os bons alunos atinjam outros patamares”. “A par do combate ao insucesso escolar, existe hoje uma forte sensibilização das escolas para com os alunos que, estando já com notas positivas, podem melhorar ainda mais as suas aprendizagens.”

O peso do meio

O que os novos dados também mostram é que esta tendência de subida é transversal a todo o tipo de estudantes, independentemente do contexto socioeconómico de origem, embora o peso do meio continue a marcar profundamente o desempenho.

Para avaliar este impacto, a DGEEC foi saber qual a percentagem de alunos com Acção Social Escolar (ASE) que conseguiram ter percursos de sucesso e também a dos que não beneficiam destes apoios, que só são atribuídos a estudantes oriundos de agregados com rendimentos iguais ou inferiores ao salário mínimo nacional.

Os beneficiários da ASE estão divididos em dois escalões: A e B, sendo o primeiro o dos mais carenciados. Em 2016/2017, 28% dos alunos do escalão A e 35% do escalão B que concluíram o 12.º ano estavam entre os estudantes com percursos de sucesso. Em 2015/2016, estes valores tinham sido, respectivamente, de 23% e 30%.

Já entre os alunos de meios mais favorecidos, ou seja, sem apoios do Estado, esta proporção passou de 39% em 2015/2016 para 44% no ano lectivo passado.

No 3.º ciclo, 54% dos estudantes que não estão abrangidos pela ASE tiveram percursos de sucesso em 2016/2017. No ano anterior tinham sido 47%. Entre os alunos do escalão A da ASE a evolução foi de 18% para 22% e no escalão B passou-se de 28% para 34%.

É uma evolução que Filinto Lima vê com “muita satisfação”. “Significa que as escolas estão a cumprir o seu papel de elevador social.” Apesar disso não tem dúvidas de que a diferença a favor dos alunos mais favorecidos será “uma tendência que vai continuar”.

Também a nível distrital a tendência é de subida. No secundário as maiores subidas neste indicador de sucesso escolar (sete pontos percentuais) registaram-se em Aveiro, Beja, Castelo Branco e Porto. Braga e Viana do Castelo são os distritos que mais se distanciaram pela positiva: tiveram 48% de alunos com percursos de sucesso quando a média nacional foi de 42%. Braga volta a destacar-se no 3.º ciclo com 50% de estudantes nesta situação, mas a campeã é Coimbra que atingiu os 56%.

Para João Costa, a avaliação com base nos percursos de sucesso “permite contrariar análises simplistas e não induzir algumas más práticas educativas” nas escolas, ao contrário do que sucede com os rankings tradicionais, elaborados só com base nas notas dos exames. Um exemplo: este indicador, quando usado para comparar escolas, “penaliza as que estão a chutar alunos para fora para não ficarem mal” nos rankings. Mais: ele permite uma avaliação mais séria do trabalho realizado, acredita. “Uma escola é boa pelo progresso que os alunos fazem”, sublinha.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Provas Finais e Exames Nacionais 2017 – Principais Indicadores Ensino Básico e Secundário

 

 

 

Raparigas partilham fotos íntimas porque são pressionadas por eles

Janeiro 8, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 8 de janeiro de 2017.

Pressão, manipulação e ameaças são as estratégias adoptadas pelos rapazes adolescentes para obter fotografias íntimas das raparigas. As jovens sabem que devem dizer não mas muitas vezes cedem, diz estudo. Especialistas avisam que a prática é cada vez mais comum entre os jovens portugueses, que muitas vezes não estão conscientes dos perigos.

Rita Marques Costa

“Por favor, ajudem-me… Eu gosto mesmo deste rapaz, mas ele usa-me. Está sempre a falar de sexo, quer fotos minhas e fica chateado quando não o faço. O que devo fazer? Estou tão confusa…” Este é um dos excertos publicados no estudo de uma investigadora norte-americana da Northwestern University, Sara Thomas, que avalia as razões que levam as raparigas adolescentes a enviar fotografias íntimas de si próprias ou a optar por não fazê-lo.

Os 462 depoimentos analisados foram deixados no site A Thin Line – uma iniciativa do canal MTV para combater o bullying digital e outros abusos entre adolescentes – entre 2010 e 2016, por raparigas que tinham, em média, 15 anos.

Quase 40% das jovens que recorreram à plataforma para partilhar a sua experiência justificaram o envio de fotos íntimas com a coerção exercida pelos rapazes. Na maior parte das vezes, na forma de pressão e ameaças.

A vontade de agradar o namorado ou conquistar um potencial parceiro e a persistência dos remetentes também figuram como motivações para estas jovens.

Em Portugal, apesar do fenómeno ainda ser pouco estudado, alguns psicólogos e investigadores que trabalham a área do ciberbullying arriscam dizer que a realidade não será muito diferente da descrita no estudo.

Quanto às motivações para a partilha, em muitos casos, “não o fazer é demonstrar fraqueza”, diz Tito de Morais, responsável pelo projecto Miúdos Seguros na Net. Luís Fernandes, psicólogo na Associação Sementes de Vida, reforça que há uma grande “vontade de agradar”.

 

Desejo também conta

O fenómeno é tão comum “que os pais nem imaginam”, nota Luís Fernandes. O psicólogo adianta que, por enquanto, esta será uma tendência “crescente”.

Porém, se é verdade que existe este lado negro da exposição e abuso, também há que ter atenção para não “diabolizar” a prática, nota Tito de Morais. O especialista detalha que esta é “uma forma dos jovens expressarem a sua sexualidade”, cada vez mais comum e na maior parte das vezes “não tem consequências”.

Para Sónia Seixas, doutorada em psicologia pediátrica pela Universidade de Coimbra, as experiências com a sexualidade e o corpo do outro, comuns na adolescência, passam a “deixar um rasto digital, quando antes eram estritamente presenciais”. Isto faz com que partilhas, neste caso de fotos íntimas, que inicialmente eram inocentes podem tornar-se abusivas com o fim de uma relação.

A psicóloga admite que quando as imagens são divulgadas publicamente, a situação é vista como “humilhante” para as raparigas. Já para os rapazes esse não é o caso. “Ainda se nota esta dinâmica”, mas “as mentalidades estão a mudar”, comenta Sónia Seixas.

Aceitam termos impostos pelos rapazes

Ainda assim, no estudo da investigadora norte-americana, só em 8% dos depoimentos analisados as raparigas disseram ter enviado as suas fotografias íntimas por desejo.

A investigadora resume no seu estudo: “quando confrontadas com este tipo de pressão, as raparigas aquiescem aos termos impostos pelos rapazes no que diz respeito ao envolvimento romântico e sexual”. Contudo, “se bem que a maioria das raparigas assume a responsabilidade de negociar e gerir todas estas pressões, também reportam alguma confusão e insuficiência de recursos para lidar com este tipo de questões”.

Quanto à intensidade dos fenómenos de coerção noutros países, Sara Thomas comenta ao PÚBLICO que “há mais países que têm de lidar com este fenómeno”. Contudo, não é algo exclusivo de uma faixa etária. “Se acontece entre adultos, também vai acontecer entre jovens.”

Estratégias para os pais e adolescentes

Apesar das estratégias de “sexting seguro” que alguns sugerem, como não captar o rosto ao tirar este tipo de fotografias ou utilizar plataformas onde o período de vida das imagens é limitado, ainda é possível ver o remetente das imagens ou fazer uma captura de ecrã. Tito de Morais diz que compreende esta prática, mas não a recomenda “nem a jovens nem a adultos”.

A educação ocupa um papel importante na prevenção deste tipo de comportamentos.  Especialmente no sentido da “assertividade” para que os jovens percebam que não devem fazer aquilo que não querem ou não acham correcto.

Mas quando o mal está feito e as vítimas são os jovens, há várias coisas que podem ser feitas. Para já, “a comunicação é essencial”. Os jovens devem saber com quem contar e quando já há um canal de comunicação “é mais fácil”, diz Luís Fernandes.

Os pais também devem estar atentos aos comportamentos dos jovens. “Quando os miúdos começam a evitar as tecnologias, mostram-se nervosos e manifestam alterações de comportamento” há motivos para desconfiar. O facto dos pais serem pouco conhecedores do mundo digital não ajuda.

 

 

100 Women: ‘We can’t teach girls of the future with books of the past’

Outubro 26, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da http://www.bbc.com/ de 9 de outubro de 2017.

Valeria Perasso

Social Affairs correspondent, WS Languages

In a textbook for students in Tanzania, boys are strong and athletic, while girls just look proud of their pretty frilly dresses.

In a primary school reader in Haiti, pupils learn that mothers “take care of the kids and prepare the food” as fathers work “in an office”.

There’s a Pakistani illustrated book where all politicians, authoritative and powerful, are male.

In Turkey, a cartoon of a boy shows him dreaming of becoming a doctor.

Meanwhile a girl imagines herself as a future bride in white gown.

The list goes on – and knows no geographical boundaries.

Gender bias is rife in primary school learning books and can be found, in a strikingly similar form, on every continent, various experts say.

It is a problem “hidden in plain sight”.

“There are stereotypes of males and females camouflaged in what seems to be well-established roles for each gender,” says sociologist Rae Lesser Blumberg.

Prof Blumberg, from the University of Virginia, has been studying textbooks from around the world for over a decade, and says she has seen women systematically written out, or portrayed in subservient roles.

“Gender bias is a low-profile education issue, not one that makes headlines when millions of children remain unschooled,” she says.

What is 100 Women?

BBC 100 Women names 100 influential and inspirational women around the world every year. In 2017, we’re challenging them to tackle four of the biggest problems facing women today – the glass ceiling, female illiteracy, harassment in public spaces and sexism in sport.

With your help, they’ll be coming up with real-life solutions and we want you to get involved with your ideas. Find us on Facebook, Instagram and Twitter and use #100Women

Although school enrolment has increased dramatically since 2000, Unesco estimates that over 60 million children still never set foot in a classroom – 54% of them are girls.

“These books perpetuate gender imbalance,” says Prof Blumberg. “We cannot educate the children of the future with books from the past.”

A Tunisian primary textbook portrays women cooking and cleaning UNESCO / GEM Report

 

Invisible or stereotyped

Last year, the UN’s education agency Unesco issued a stark warning.

Sexist attitudes are so pervasive that textbooks end up undermining the education of girls and limiting their career and life expectations, Unesco says – and they represent a “hidden obstacle” to achieving gender equality.

Whether measured in lines of text, proportion of named characters, mentions in titles, citations in indexes or other criteria, “surveys show that females are overwhelmingly underrepresented in textbooks and curricula”, says University of Albany’s Aaron Benavot, former director of Unesco’s 2016 Global Education Monitoring (GEM) report.

The problem is threefold, experts say.

The most evident aspect is the use of gender-biased language, as often male words are chosen to mean all of humanity.

Then there’s an issue of invisibility, as women are often absent from the texts, their roles in history and everyday life subsumed by male characters.

“There was one textbook about scientists I particularly remember, and the only woman in it was Marie Curie,” says Prof Blumberg.

“But was she shown discovering radium? No, she was timidly peeking over her husband’s shoulder as he spoke to somebody else, a man who looked elegant and distinguished.”

Thirdly, there are traditional stereotypes in use about the jobs that men and women perform, both in the household and outside, as well as cliched social expectations and traits assigned to each gender.

An Italian textbook provides a striking example in a chapter that teaches vocabulary for different occupations, with 10 different options for men, from fireman to dentist, and none for women.

Meanwhile, women are often portrayed in domestic tasks, from cooking and washing to caring for the children and elderly.

“The concern is also that women are portrayed as passive, submissive, fulfilling these gender stereotypical roles,” says education specialist Catherine Jere, a lecturer at the University of East Anglia who was also involved in the GEM report.

continuar a ler o texto no link:

http://www.bbc.com/news/world-41421406

 

 

 

 

Dia Internacional da Rapariga 2017

Outubro 11, 2017 às 3:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.un.org/en/events/girlchild/index.shtml

O que precisam as raparigas de saber para crescerem seguras e independentes

Maio 19, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://lifestyle.publico.pt/ de 10 de maio de 2017.

Steve Biddulph é um psicólogo australiano que escreve sobre as diferenças entre rapazes e raparigas.

Como é que os pais podem garantir que as suas filhas se tornam mulheres fortes, independentes e confiantes? O australiano Steve Biddulph, perito em educação e psicólogo infantil, escreveu o livro 10 Things Girls Need Most to Grow up Strong and Free (“As 10 coisas de que as raparigas mais precisam para crescerem fortes e livres”). De acordo com este australiano, estas dez coisas são: um início de vida seguro e com amor, tempo para ser criança, competências para as amizades, o respeito e amor de um pai, uma faísca, tias, uma sexualidade feliz e saudável, coragem, feminismo e espírito.

Quando estava a decidir quais eram os dez componentes, Biddulph reflectiu sobre os aspectos que, segundo os estudos, reforçam o desenvolvimento das raparigas e falou com mulheres sobre aquilo que sentiam que tinha prejudicado a sua infância e o seu desenvolvimento.

Biddulph aconselha os pais a livrarem-se das “pressões mediáticas loucas sobre a aparência” e a não transmitirem nenhum dos seus problemas e inseguranças com o corpo em frente às filhas. Do mesmo modo, enfatiza a importância de ter modelos femininos fortes, incluindo tias, tal como a necessidade de falar sobre sexo de forma positiva, ao mesmo tempo que se enfatiza que a rapariga, e mais ninguém, é dona do seu corpo.

No livro, Biddulph explica que muitos dos problemas individuais das raparigas e das mulheres não são de todo individuais. Muitas vezes, eles resultam das forças, pressões, desigualdades, estigmas e abusos que afectam as mulheres ao longo dos anos. É por isso que o feminismo é apresentado como um dos dez componentes para educar uma rapariga forte. “O feminismo é importante porque muitas vezes uma rapariga individualiza,” explica o psicólogo ao jornal britânico The Independent.  “Descobrir que esta luta decorre há mais de um século em todas as partes do mundo e que não é só ela melhora a saúde mental, porque nos deixa zangados em vez de assustados ou inseguros. Sentimo-nos parte de algo maior.”

Antes deste livro, o australiano já tinha escrito outros dois, um sobre cada género, porque defende que não é igual educar um rapaz e uma rapariga. Assim, os seus bestsellers anteriores chamam-se Educar Rapazes e Educar Raparigas. Mas, um dia, Biddulph espera que as diferenças desapareçam.

Alguns dos conteúdos deste novo livro podem aplicar-se aos rapazes, mas, salvaguarda o especialista, são elas que têm maior propensão para sofrer de ansiedade, depressão e distúrbios alimentares. “Os rapazes têm mais probabilidade, em termos estatísticos, de morrer, de ser violentos ou de acabar na prisão”, acrescenta.

“A pressa é inimiga do amor”

“Desde bebés, as pessoas não têm tempo para estar em paz e estar perto da família”, explica o autor. “Não protegemos nem tomamos conta dos jovens pais, de forma a que eles consigam ser pais. Os governos neoconservadores querem que toda a gente faça parte do mercado de trabalho e fazem-nos sentir que ser pai é uma actividade inferior… eu defendo que ‘a pressa é inimiga do amor’ e que o nosso reflexo para estar ocupado se descontrolou. Somos um animal de manada e é difícil remar contra a maré, mas as pessoas começam a fazer essa escolha. Quando as pessoas estão ocupadas, as ligações enfraquecem, as crianças não nos contam os seus problemas, as mães e os pais começam a ficar tensos e infelizes devido à falta de paz e de intimidade e as crianças são geridas e tratadas como uma manada, em vez de serem realmente cuidadas e acarinhadas. Acontece o mesmo na escola, quando os professores em todo o mundo me dizem que não têm tempo para se preocupar.”

O resultado é que as crianças crescem no meio do stress e com inúmeras pressões, como ser o melhor na escola. Segundo o especialista, no Reino Unido, uma em cada cinco crianças foram diagnosticadas com ansiedade; e uma em cada três automutila-se.

 

 

 

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