Lançado programa para prevenir obesidade em crianças dos 5 e 6 anos em Alenquer

Dezembro 9, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 2 de dezembro de 2019.

O plano é acompanhar as crianças entre os 5 os 6 anos durante dois anos. As referenciadas terão médico de família, consultas de nutrição, acompanhamento médico e uma aula de natação semanal gratuita.

Um programa integrado de prevenção da obesidade infantil vai ser implementado nos próximos dois anos junto de crianças de 5 e 6 anos de Alenquer, no distrito de Lisboa, foi segunda-feira anunciado.

O município de Alenquer, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, o Hospital de Vila Franca de Xira e a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa estabeleceram segunda-feira uma parceria com vista à implementação do projeto nos próximos dois anos.

As crianças vão ser referenciadas pelo centro de saúde local, podendo beneficiar de consultas de nutrição e uma aula por semana de natação gratuita. A unidade vai reforçar as consultas de saúde infantil, atribuir médico de família a todas as crianças que integrarem o projeto, promover sessões de esclarecimento junto das famílias e encaminhar casos patológicos de obesidade para o Hospital de Vila Franca de Xira que, por sua vez, é responsável pelo diagnóstico e terapêutica desses casos.

A autarquia assegura a nutricionista e as aulas de natação, assim como a promoção de ações de educação para a saúde e a distribuição de fruta aos alunos do pré-escolar e primeiro ciclo para incentivar a uma alimentação saudável. À Escola Superior compete reforçar as consultas de nutricionismo, participar na organização de atividades para a comunidade e organizar dados estatísticos resultantes do projeto.

Entre 2018 e 2019, os parceiros desenvolveram um projeto-piloto, no âmbito do qual foram avaliadas 88% das crianças do primeiro ciclo do concelho e 89,8% dos alunos entre o ensino pré-escolar e o ensino secundário.

Os resultados segunda-feira apresentados revelaram que 64,5% tinham peso normal, 9,3% das crianças tinham excesso de peso, 12,5% obesidade, 10,4% baixo peso e 2% apresentavam sinais de magreza. Dezassete crianças, entre os 5 e os 6 anos com excesso de peso ou obesas, acabaram por integrar o projeto, após autorização dos pais, tendo beneficiado de acompanhamento e consulta nutricionais, avaliação médica e uma aula semanal de natação.

Nenhuma delas foi encaminhada para o Hospital de Vila Franca de Xira por não apresentarem casos graves de obesidade, mas, após sujeitas às sessões do projeto, cinco baixaram o peso, três normalizaram o peso e dois aumentaram. Na Europa, 29,6% das crianças entre os 6 e os 8 anos apresentam indicadores de excesso de peso e 12% de obesidade, de acordo com dados científicos revelados durante a sessão.

Notícia do Município de Alenquer no link:

http://www.cm-alenquer.pt/News/newsdetail.aspx?news=0fe40b41-c21b-46b7-8ce0-5623effc7502

Escolas e famílias devem ser envolvidas na educação para conter obesidade

Setembro 27, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Relatório, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 12 de setembro de 2018.

FAO destaca que mais de 672 milhões de pessoas vivem com a doença; representante da agência em Nova Iorque revela que debates de Alto Nível da Assembleia Geral incluem eventos paralelos sobre impactos do problema.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, defende que a ação para prevenir a obesidade deve envolver instituições que educam as crianças desde cedo.

O relatório Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo, Sofi, revela que uma em cada oito habitantes do planeta sofre desta doença. São mais de 672 milhões de pessoas, a maioria vivendo na América do Norte.  Em África e na Ásia a tendência aumenta.

Prevenção

Falando à ONU News, em Nova Iorque, a diretora do escritório da agência junto às Nações Unidas, Carla Mucavi, disse que é preciso aumentar a prevenção.

“Tem de haver mais consciencialização, tem de haver também políticas que possam levar, de facto, com que estes alimentos, refrigerantes, fritos, e tudo aquilo que é fast food, portanto, não apareça em primeiro plano em detrimento daquilo que seria uma alimentação saudável. Nós temos alguns problemas que educam, a partir das escolas, isto também tem de partir das famílias. Portanto, é toda a sociedade, que deve se consciencializar que uma alimentação saudável nem sempre é aquela que parece ser a mais próxima a nós. ”

Durante os Debates de Alto Nível da Assembleia Geral, a FAO terá eventos paralelos para falar de impactos da obesidade. Líderes mundiais envolvidos na discussão da situação que tem impacto nas economias.

Atenção

“Eu creio que, de facto, é alarmante o peso, o impacto que isso tem, sobretudo na saúde, na saúde das próprias pessoas, mas mesmo no sistema de saúde dos países, uma vez que encarece uma vez que temos pessoas com doenças, portanto, difíceis. Estamos a falar até de uma conferência mundial que vai ter lugar mesmo cá, aqui nas Nações Unidas, que é as doenças não-comunicáveis. Portanto, tudo isto tem também efeitos sob a forma como nos alimentamos. Portanto, eu chamaria a atenção para dar maior responsabilidade a todos os níveis, da sociedade, dos próprios governos, a nível global, em termos de políticas, mas também em termos de como é que nós nos alimentamos. ”

De acordo com a FAO, a desnutrição e a obesidade coexistem em muitos países e podem até ser observadas no mesmo lar.

Os riscos do sobrepeso e da obesidade envolvem o fraco acesso a alimentos nutritivos pelo seu alto custo, o estresse de viver com insegurança alimentar e as adaptações fisiológicas à privação alimentar.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

The State of Food Security and Nutrition in the World 2018

Obesidade infantil. “Para ter sucesso vamos ter de taxar”

Março 1, 2018 às 6:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.tsf.pt/ de 28 de fevereiro de 2018.

Rita Costa

“Esta história dos refrigerantes e de aumentar as taxas nos produtos açucarados teve impacto”, afirma Margarida Lobo Antunes, que lamenta as dificuldades no combate à obesidade infantil e o facto de ser necessário aplicar taxas.

A pediatra refere que o combate à obesidade infantil é uma área com uma taxa de sucesso muito reduzida e afirma que é muito difícil sensibilizar as pessoas.

“Vamos tem que tomar medidas muito concretas nas escolas, na alimentação nas escolas” defende Margarida Lobo Antunes, que considera que, “para ter um sucesso, provavelmente, vamos de ter de taxar”.

A pediatra dá o exemplo de Inglaterra como um país com projetos interessantes para combater a obesidade. “Tinha um sistema de autocarro a pé, os pais iam todos a pé e levavam as pessoas às compras para mostrar o que é que podem comprar”, conta Margarida Lobo Antunes que lamenta: “há muitas medidas que têm um impacto a curto prazo, mas a longo prazo as pessoas não mudam. As únicas coisas que têm mostrado eficácia, são de facto taxas”.

Ouvir as declarações de Margarida Lobo Antunes no link:

https://www.tsf.pt/sociedade/saude/interior/obesidade-infantil-para-ter-sucesso-vamos-ter-de-taxar-9147105.html

A Obesidade Infantil ensina às crianças coisas que elas nunca deveriam saber

Outubro 12, 2017 às 7:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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20º Congresso Português de Obesidade – 18 a 20 novembro no Porto

Novembro 14, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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informações no link:

http://www.speo-obesidade.pt/CDA/CONinformacao.aspx

Comer bem fica caro e, por isso, as crianças comem mal

Outubro 28, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://lifestyle.publico.pt/ de 11 de outubro de 2016.

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Por Lusa

Consumo infantil de alimentos com maior densidade energética é 80% mais barato

A alimentação das crianças em idade escolar que comem produtos com maior densidade energética, como bolos, é cerca de 80% mais barata, embora mais prejudicial para a saúde, indica um estudo da Universidade do Porto.

A densidade energética (relação entre a energia por unidade de peso – uma quilocaloria equivale a um grama) é considerada “um indicador da qualidade da alimentação e, quanto mais reduzida for, mais fácil é controlar o peso, contribuindo assim para uma melhor saúde”, explica a investigadora Patrícia Padrão.

Este é um dos resultados de um trabalho desenvolvido pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP), com o objectivo de estimar a densidade energética e avaliar como esta se associa com o custo da alimentação em crianças portuguesas.

Considerando que os alimentos com “elevada densidade energética tendem a ser nutricionalmente mais pobres, os alimentos de baixa densidade energética fornecem mais nutrientes em relação à energia”, explicou a professora.

É o caso das carnes magras, do peixe, dos produtos lácteos com baixo teor de gordura, dos cereais integrais, dos produtos hortícolas e da fruta.

Produtos de pastelaria, charcutaria e grande parte das opções de fast food são alimentos ricos em gordura e açúcar, devendo por isso ser evitados. “As dietas de baixa densidade energética e nutricionalmente ricas têm sido associadas a um menor ganho de peso e menor ocorrência de obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro”.

Neste que é o Dia Nacional da Prevenção da Obesidade, Pedro Moreira, também investigador da FCNAUP, referiu que, de um modo geral, “a obesidade é, na esmagadora maioria das vezes, o resultado do que escolhemos para comer e beber e, muitas vezes, a culpa incide sobre alimentos gordos e/ou açucarados, com elevada densidade energética”.

“Um dos objectivos da prevenção da obesidade é estruturar as refeições em episódios organizados de ingestão balanceada, que privilegie alimentos com volume elevado, baixa densidade energética e elevada riqueza vitamínica e mineral”, acrescentou.

Para obtenção dos dados, foram incluídas no estudo 464 crianças, com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos, de sete escolas públicas do concelho de Guimarães, com recurso ao método de recordação dos alimentos ingeridos nas 24 horas anteriores.

Segundo Patrícia Padrão, “comer bem fica caro” e “é importante que a disponibilidade dos alimentos mais interessantes ao nível dos nutrientes, como as frutas, as hortícolas e as leguminosas, tenham um preço acessível para que as pessoas para possam, de facto, cumprir as recomendações em termos do que é a alimentação saudável”.

De acordo com os investigadores, este é o primeiro estudo realizado num país mediterrâneo, que confirma a associação inversa entre densidade energética e o custo da alimentação.

 

 

Obesidade infantil: onde os pais erram

Janeiro 30, 2016 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto da http://www.deco.proteste.pt de 25 de janeiro de 2016.

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Um inquérito a 637 portugueses com filhos com menos de 10 anos revela que muitos controlam demasiado o consumo de alimentos menos saudáveis, forçam a comer e premeiam com comida. Atitudes como estas podem dificultar o controlo do peso.

Pensa que o seu filho come pouco e insiste para que limpe o prato, como metade dos inquiridos? Este comportamento pode levar a criança a criar o hábito de não deixar comida, seja qual for a quantidade, e, assim, ter problemas de peso no futuro. Muitos dos comportamentos que adotamos no dia-a-dia de forma não consciente podem contribuir para que os nossos filhos interiorizem ideias que dificultam o controlo do peso, tanto no presente como no futuro.

Usar a comida sistematicamente como prémio ou castigo (“se não fizeres birra, dou-te um chocolate” ou “se não comeres tudo, não tens sobremesa”) e proibir com rigidez os alimentos que mais agradam às crianças são atitudes a evitar. Estas contribuem para uma relação pouco saudável com a comida e para o excesso de peso. “As crianças frequentemente recompensadas com comida aprendem a vê-la como gratificação, podendo mais tarde utilizá-la como mecanismo compensatório”, explica André Ferreira, psicólogo clínico no hospital de Évora. O mesmo se aplica aos casos em que os alimentos são utilizados para regular as emoções, como tristeza e ansiedade.

O estudo mostra que os pais demasiado restritivos, que controlam ao pormenor a alimentação das crianças, impedindo a ingestão de alimentos menos saudáveis, como batatas fritas e guloseimas, são também os que têm filhos mais gordinhos. Segundo André Ferreira, “o comportamento restritivo por parte dos pais poderá tornar as crianças mais suscetíveis à ingestão dos alimentos hipercalóricos alvo da restrição”. O psicólogo indica ainda que, “quanto maior for restrição e maior a apetência das crianças pelos alimentos restringidos, mais dificuldade estas terão em regular o seu comportamento alimentar” na ausência dos pais. O segredo está no equilíbrio.

Os mais pequenos aprendem sobretudo com o exemplo dos mais velhos. De nada vale explicar que não se podem comer bolachas antes do jantar, se vai petiscando enquanto prepara a refeição ou devora um chocolate quando está mais ansioso.

Prevenir de pequenino

O controlo do peso das crianças começa na gravidez, através da alimentação variada e equilibrada da mãe. Depois, o leite materno, além de outras virtudes, também ajuda neste aspeto. Seis em cada 10 inquiridos afirmam que os filhos foram amamentados durante, pelo menos, seis meses, como recomenda a Organização Mundial de Saúde. Os inquiridos que referem que os seus bebés não beberam leite da mãe (13%), tendencialmente, têm filhos mais pesados.

Após os 2 anos, a maioria faz 4 ou 5 refeições por dia (em geral, recomendam-se 5). No entanto, cerca de 17% dos inquiridos afirmam que os filhos não fazem as 3 refeições principais todos os dias. As falhas mais frequentemente referidas são os almoços (14 por cento). A sopa, parte essencial para equilibrar as refeições, faz parte do menu, pelo menos, 5 dias por semana, dizem 79% dos pais que nos responderam. Uma boa prática, a manter para a vida.

Mais de metade dos pais afirma que os filhos comem uma grande variedade de alimentos, mas 23% confessam ter dificuldade em fazê-los provar algo que nunca tenham comido; sensivelmente a mesma percentagem afirma que os pequenos decidem que não gostam sem provar. A bem da educação alimentar, é importante expor as crianças a variados sabores e texturas desde cedo. Por vezes, os pais têm de ser “mais diretivos”, diz André Ferreira, mas “a forma como os alimentos são apresentados às crianças também pode influenciar a sua vontade de comer, pelo que mais do que forçá-las a ingerir os alimentos, pode ser necessário repensar a apresentação dos mesmos”, acrescenta. Veja algumas ideias no nosso projeto Fica na Linha.

Os hábitos alimentares (bons e maus) adquirem-se nos primeiros anos de vida, com a ajuda e o exemplo dos pais. Eis algumas dicas:

  • enquanto são bebés, não lhes dê leite e papa em excesso;
  • durante a infância e a adolescência, não insista para que ingiram grandes porções;
  • não salte refeições e explique aos seus filhos que não devem fazê-lo.;
  • reserve tempo suficiente para comer com calma;
  • crie o hábito de consumir fruta e legumes;
  • durante as aulas incentive as crianças a comer na cantina. As suas ementas são preferíveis a uma refeição rápida na bar.

Inquietação por comer pouco

A grande maioria dos inquiridos afirma não haver problemas alimentares entre a sua prole. Quem revela dificuldades neste domínio (15%) indica sobretudo que as crianças comem pouco. Contudo, quando se lhes pergunta se os filhos têm peso a mais, 37% respondem afirmativamente.

Comer a menos na ausência dos pais preocupa mais inquiridos do que comer de mais, embora um terço dos inquiridos tenha receio de que os filhos se tornem obesos quando crescerem. Os distúrbios alimentares, como anorexia e bulimia, e as doenças relacionadas com a alimentação, como diabetes e problemas cardiovasculares, também inquietam mais de 30% dos pais.

Com maior ou menor preocupação dos progenitores, as crianças passam uma média de duas horas em frente ao ecrã da televisão ou dos videojogos. Além de eventuais problemas para os olhos, esta (in)atividade é uma conhecida causa dos quilos em excesso. Mais: um terço dos pais indica que os filhos não praticam exercício físico fora da escola. Talvez os inquiridos não se tenham lembrado de que correr ou jogar à bola no parque também é atividade física, mas o número merece reflexão.

 

 

Report of the commission on ending childhood obesity – relatório da OMS

Janeiro 29, 2016 às 10:30 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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According to the report, many children are growing up today in environments encouraging weight gain and obesity. Driven by globalization and urbanization, exposure to unhealthy (obesogneic) environments is increasing in high-, middle- and low-income countries and across all socioeconomic groups. The marketing of unhealthy foods and non-alcoholic beverages was identified as a major factor in the increase in numbers of children being overweight and obese, particularly in the developing world.

Overweight prevalence among children aged under 5 years has risen between 1990 and 2014, from 4.8% to 6.1%, with numbers of affected children rising from 31 million to 41 million during that time. The number of overweight children in lower middle-income countries has more than doubled over that period, from 7.5 million to 15.5 million.

In 2014, almost half (48%) of all overweight and obese children aged under 5 lived in Asia and one-quarter (25%) in Africa. The number of overweight children aged under 5 in Africa has nearly doubled since 1990 (5.4 million to 10.3 million).

descarregar o relatório no link:

http://www.who.int/end-childhood-obesity/news/launch-final-report/en/

 

OMS culpa publicidade pelo aumento da obesidade infantil

Janeiro 29, 2016 às 10:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do http://economico.sapo.pt de 26 de janeiro de 2016.

Recomendações e relatório da OMS no link:

http://www.who.int/end-childhood-obesity/news/launch-final-report/en/

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Advertising as a cue to consume: a systematic review and meta-analysis of the effects of acute exposure to unhealthy food and nonalcoholic beverage advertising on intake in children and adults

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A obesidade infantil está a aumentar de forma galopante e a culpa pode ser da publicidade, diz a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O número de crianças abaixo dos cinco anos com excesso de peso aumentou em 10 milhões, nos últimos 15 anos. A taxa, que em 1990 era de 4,8%, passou para os actuais 6,1%, revelou ontem a OMS, que aponta o dedo ao marketing e à publicidade, sem restrições no que toca aos refrigerantes e a outras bebidas açucaradas.

O contributo da publicidade para que as crianças comam cada vez pior e para a actual epidemia de obesidade infantil tem sido comprovada por sucessivos estudos. Um dos mais recentes foi realizado pela Universidade de Liverpool e publicado, este mês, no American Jounal of Clinical Nutrition.

Os investigadores do Instituto de Psicologia, Saúde e Sociedade daquela instituição avaliaram o impacto da publicidade a alimentos não-saudáveis no seu consumo por crianças e adultos e concluíram que, no caso dos mais novos, a exposição a anúncios de televisão ou na internet levou a um aumento significativo da ingestão destes alimentos. Mas o mesmo não aconteceu no adultos. O estudo revela ainda que o impacto nas crianças é o mesmo em qualquer um dos meios utilizados.

“A nossa análise mostra que a publicidade não influencia apenas a preferência por uma marca, mas impulsiona o consumo.

Dado que quase todas as crianças, nas sociedades ocidentalizadas, estão expostas, numa base diária, a grandes quantidades de publicidade a alimentos não saudáveis, esta é uma preocupação real”, explicou Emma J. Boyland, responsável pela equipa de investigadores.

Boyland diz ainda que o aumento gradual da ingestão de calorias resultou na “actual epidemia de obesidade infantil” e defende que o marketing alimentar tem um papel crítico nesta matéria.

Estes resultados justificam, com base científica, as recomendações para a adopção de estratégias e políticas que reduzam a exposição das crianças à publicidade de alimentos.

 

Obesidade infantil: instituir bons hábitos é imperativo

Maio 26, 2015 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Obesidade infantil instituir bons hábitos é imperativo

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Público 11/05/15

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