Dia Internacional da Rapariga 2017

Outubro 11, 2017 às 3:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.un.org/en/events/girlchild/index.shtml

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Ending the torment: tackling bullying from the schoolyard to cyberspace – relatório das Nações Unidas

Fevereiro 6, 2017 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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ending

descarregar o documento no link:

http://srsg.violenceagainstchildren.org/sites/default/files/2016/End%20bullying/bullyingreport.pdf

Bullying, including cyberbullying, affects a high percentage of children at different stages of their development, often severely undermining their health, emotional wellbeing and school performance. Victims may suffer sleep disorders, headaches, stomach pain, poor appetite and fatigue as well as feelings of low-self-esteem, anxiety, depression, shame and at times suicidal thoughts; these are psychological and emotional scars that may persist into adult life.

Bullying is a key concern for children. It is one of the most frequent reasons why children call a helpline. It gains centre stage in surveys conducted with school children, and generates a special interest when opinion polls are conducted through social media with young people.

The recent U-Report initiative supported by UNICEF with more than 100,000 children and young people around the world illustrates this well: nine in every ten respondents considered that bullying is a major problem; two thirds reported having been victims; and one third believed it was normal and therefore did not tell anybody, while many did not know whom to tell or felt afraid to do so.

Protecting children from bullying – Report of the Secretary-General

Outubro 30, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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report

descarregar o relatório no link:

http://srsg.violenceagainstchildren.org/document/a-71-213_1483

Casamento infantil : a triste realidade de uma boda a cada 7 segundos

Outubro 12, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Texto do http://pt.euronews.com/ de 11 de outubro de 2016.

euro

Dulce Dias

Durante o tempo que vai levar a ler este parágrafo, já uma menina de menos de 15 anos foi obrigada a casar-se. Segundo a ONG Save The children, a cada 7 segundos, uma rapariga de menos de 15 anos é forçada ao matrimónio – na maior parte dos casos, com um homem muito mais velho.

As meninas oriundas de zonas de guerra ou refugiadas por causa dos conflitos são particularmente vulneráveis – mas não são as únicas. Países como o Afeganistão, o Iémen ou a Somália são particularmente apontados do dedo pela ONG mas outros que não estão em guerra, como a Índia, também praticam o casamento infantil.

Sahar*, 14 anos, grávida de dois meses

Sahar casou-se há um ano, no Líbano. Hoje tem 14 anos e está grávida de dois meses. Do dia do casamento recorda: “Tinha-o imaginado um dia de festa – mas foi miserável. Sentia-me mal, estava muito triste”.

Sahar é oriunda da Síria mas a guerra levou-a a fugir para o Líbano e foi, oficialmente, com o objetivo de a proteger que o pai a forçou a casar-se aos 13 anos.

Infelizmente, esta história não é única. Em 2013, uma em cada quatro adolescentes sírias entre os 15 e os 17 anos refugiadas na Jordânia estava casada, segundo um relatório da ONG Save the Children (em inglês).

Um relatório publicado propositadamente neste 11 de outubro, primeiro Dia Internacional das Meninas, decretado pela ONU para fazer avançar a condição feminina no mundo.

Uma condição que começa pela educação – algo que, normalmente é negado às meninas que são forçadas ao casamento.

Khadra* fugiu do marido aos 16 anos

Khadra queria ser médica. Aos 15 anos, quando estava no secundário, o pai casou-a com um homem com o dobro da idade dela. Obviamente, Khadra abandonou os estudos e, ao final de um ano de maus tratos físicos conseguiu fugir do marido. Foi então que soube que estava grávida.

A uma gravidez complicada seguiu-se um parto de cesariana e Khadra esteve três dias sem recuperar a consciência.

Com um filho nos braços, voltar para os bancos da escola já não era uma opção.

“O casamento infantil é o início de um ciclo de desvantagens que nega às meninas os direitos básicos de aprenderem, de se desenvolverem e de serem simplesmente crianças”, explica Helle Thorning-Schmidt.

A directora da Save the Children continua: “As raparigas que se casam demasiado jovens têm mais probabilidade de serem confrontadas à violência doméstica, aos abusos e às violações. Engravidam e estão expostas a doenças sexualmente transmissíveis, incluindo a sida. Como geram crianças antes de o corpo estar completamente preparado para a maternidade, enfrentam consequências devastadoras para a própria saúde e a dos respetivos bebés.”

700.000.000 de casamentos infantis

Entre as mulheres adultas de hoje, a ONU calcula que 400 milhões de mulheres entre 20 e 49 anos já foram casadas ou tiveram uma união informal quando eram meninas.

Ao todo, atualmente, há cerca de 700 mulheres e raparigas que foram forçadas ao casamento infantil, um número que, segundo a UNICEF, alcançará os 950 milhões em 2030, se nada for feito para contrariar a tendência.

Inverter a tendência

Cinco grande factores – casamento precoce, nível de educação, gravidez adolescente, mortalidade materna e proporção de mulheres nos respetivos parlamentos – contribuem para o desenvolvimento ou não das raparigas, que contabilizam, actualmente, 1100 milhões de seres humanos.

São esses fatores que a Save the Children destaca no indíce de oportunidades das raparigas, que comporta 144 países e no qual Portugal aparece muito bem posicionado em 8.° lugar, à frente de pa’ises como a Suiça, a Alemanha ou a França. O primeiro lugar é ocupado pela Suécia.

* Sahar e Khadra são nomes fictivos, para proteger a identidade das duas meninas

 

UN urges prevention efforts to address threats of violent extremism to children and youth

Junho 22, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia das http://www.un.org/ de 3 de junho de 2016.

UN

3 June 2016 – Children and youth are often the most vulnerable victims of the scourge of radicalization and violence, the President of the United Nations General Assembly emphasized today, urging the international community to advance its own thinking and refine its responses to addressing the challenges of violent extremism.

“This is a subject that, in many ways, I wish we did not have to discuss,” said Mogens Lykketoft, President of the UN General Assembly, at the opening of a High-level Thematic Conversation on Children and Youth affected by Violent Extremism, noting that he, like many participants, have children and grandchildren of his own.

“And it is frightening to think that at a given moment, our youngest people could have their lives, hopes and futures so deeply affected by violent extremism,” he added.

The event, being held today at UN Headquarters in New York, includes four panel discussions addressing the versatile nature of threats of violent extremism to children and youth, as well as examining ways to strengthen prevention efforts and reinforce existing strategies to counter violent extremism with a specific focus on children and youth.

Mr. Lykketoft said it was worth remembering that many children and young people are themselves the targets and victims of violent extremist acts, including in recent years in Norway, Nigeria, Pakistan and beyond.

“Regrettably, however, millions of other children and young people are also vulnerable to radicalization and to becoming violent extremists themselves, whether in Copenhagen or Cairo, in South Carolina or Syria,” he said.

He noted that the event was therefore an important opportunity for the General Assembly to achieve a more comprehensive understanding of the subject, particularly in light of the Secretary-General’s Plan of Action to Prevent Violent Extremism and as the international community embarked on the 10-year review of the UN Global Counter-Terrorism Strategy.

“It is an opportunity for Member States and the UN system to advance their own thinking on how best to tackle these challenges; to understand what it is that leaves children and young people so vulnerable to radicalization,” Mr. Lykketoft said.

“There is a great deal at stake and I believe we all have a great deal to learn,” he added.

Also speaking at today’s event was UN Deputy Secretary-General Jan Eliasson, who stressed that the conversation was a great opportunity to continue the discussion, started under the Jordanian Presidency of the Security Council, on the role of youth in countering violent extremism and promoting peace, which had led to the adoption of Security Council resolution 2250 (2015) on youth, peace and security.

UNICEF Sylvain Cherkaoui

Reminding participants that 46 per cent of the world’s population is younger than 25 years old, Mr. Eliasson said that young people are disproportionately affected by inequality, marginalization and not least by unemployment.

“With these figures and facts in mind, we should understand that young people may be vulnerable to the lure of violent extremists, who offer them a salary, a sense of belonging, and a promise of glory,” he said.

It was necessary, however, to put that into a more positive perspective, as the vast majority of young people abide by the law and have aspirations for better and peaceful lives for themselves, their families and their communities.

“Children and youth represent promises – not perils. They should be seen as a potential – not a problem,” the Deputy Secretary-General said.

“We need to engage and empower our young people. We should not only work for young people – we should work with them. They are subjects, not objects. We have a duty to unleash the great potential of young people to promote peace, development, justice and understanding,” he added.

In many parts of the world, children and young people urgently need not only protection, but also tangible opportunities for meaningful engagement, meaningful lives and jobs, the Deputy Secretary-General said.

As such, it was necessary to foster trust between decision makers and youth, and to integrate young women and men into decision-making at the local and national levels.

“Through dialogue, inclusion and good governance, our children and young people can become the empowered citizens they strive to be and deserve to be,” he stressed.

He also emphasized that it is necessary to fight discrimination and exclusion, which often underlie the grievances that lead to radicalization and violence.

“We must better and more effectively communicate our common values of peace and justice. We must stand together against the intolerance and hatred which is spread by extremist groups,” Mr. Eliasson said.

“In the spirit of the United Nations Charter , we must act now to save succeeding generations from the scourge of war and to live lives in larger freedom,” he added.

The four panel discussions comprising the event specifically focused on ‘Preventing children and youth from radicalization,’ ‘From radicalization to violent extremism,’ ‘Deradicalization, rehabilitation and reintegration,’ and ‘Multi-stakeholder engagement.’

News Tracker: past stories on this issue

Refugee children are five times more likely to be out of school than others – UN report

 

UNESCO defende educação sexual e de gênero nas escolas para prevenir violência contra mulheres

Junho 21, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto das https://nacoesunidas.org/ de 7 de junho de 2016.

Para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, aprofundar o debate sobre sexualidade e gênero contribui para uma educação mais inclusiva, equitativa e de qualidade, não restando dúvida sobre a necessidade de a legislação brasileira e os planos de educação incorporarem perspectivas de educação em sexualidade e gênero.

Segundo a organização, declarações foram divulgadas diante de fatos recentes ocorridos no país no que se refere à violência sexual.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil reafirmou nesta terça-feira (7) seu compromisso com a garantia dos direitos das mulheres e da população LGBT, posicionando-se de forma contrária a toda forma de discriminação e violação dos diretos humanos em qualquer circunstância e, em especial, em espaços educativos.

“As desigualdades de gênero, muitas vezes evidenciadas pela violência sexual de meninas, expõem a necessidade de salvaguardar marcos legais e políticos nacionais, assim como tratados internacionais, no que se refere à educação em sexualidade e de gênero no sistema de ensino do país”, disse a agência das Nações Unidas em comunicado.

Segundo a organização, as declarações foram divulgadas diante de “recentes fatos ocorridos no país no que se refere à violência sexual”.

Para a UNESCO no Brasil, aprofundar o debate sobre sexualidade e gênero contribui para uma educação mais inclusiva, equitativa e de qualidade, não restando dúvida sobre a necessidade de a legislação brasileira e os planos de educação incorporarem perspectivas de educação em sexualidade e gênero.

“Isso se torna ainda mais importante uma vez que a educação é compreendida como processo de formar cidadãos que respeitem às várias dimensões humanas e sociais sem preconceitos e discriminações”, disse a agência da ONU.

Um dos compromissos dos países-membros das Nações Unidas é garantir o cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, adotada pelo Brasil e todos os outros Estados-membros da ONU em 2015. Entre os 17 objetivos globais da agenda, está a garantia de ambientes de aprendizagem seguros e não violentos, inclusivos e eficazes, e a promoção da educação para a igualdade de gênero e os direitos humanos.

Resultado de amplo debate internacional, o Marco de Ação Educação 2030 joga luz sobre a importância da perspectiva de gênero na educação.

“Esta agenda dedica especial atenção à discriminação baseada em gênero, bem como a grupos vulneráveis, e para assegurar que ninguém seja deixado para trás. Nenhum objetivo de educação deve ser considerado cumprido a menos que seja alcançado por todos”, afirmou trecho do documento da reunião, realizada em novembro do ano passado, paralelamente à 38ª Conferência Geral da UNESCO, com a presença de ministros e especialistas.

A UNESCO ressaltou em todos os seus documentos oficiais que estratégias de educação em sexualidade e o ensino de gênero nas escolas é fundamental para que homens e mulheres, meninos e meninas tenham os mesmos direitos, para prevenir e erradicar toda e qualquer forma de violência, em especial a violência de gênero.

A agência da ONU já possui diversos materiais que podem ajudar os educadores do país a incluírem questões de gêneros nos debates de suas aulas e seus espaços educativos (clique aqui para saber mais).

“A eliminação das desigualdades de gênero é determinante para a construção de uma sociedade inclusiva e equitativa”, disse a UNESCO. “Todos os estudantes têm o direito de viver e aprender em um ambiente livre de discriminação e violência. Com educação e diálogo é possível prevenir a violência de gênero”.

A UNESCO no Brasil lançou também uma campanha nas redes sociais sobre o tema (veja aqui).

 

 

Dia dos Direitos Humanos

Dezembro 10, 2015 às 12:13 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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UN Website – Human Rights day

http://www.un.org/en/events/humanrightsday/

texto e recursos da União europeia

Human Rights Day : Our Rights. Our Freedoms. Always

Mensagem do Secretário-Geral para o Dia dos Direitos Humanos, 10 de dezembro de 2015

http://www.unric.org/pt/actualidade/32100-mensagem-do-secretario-geral-para-o-dia-dos-direitos-humanos-10-de-deezembro-de-2015

 

Crianças de guerra

Janeiro 9, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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artigo do Expresso de 2 de janeiro de 2015.

O relatório citado no artigo é o seguinte:

Rule of Terror: Living under ISIS in Syria

Instrução religiosa e militar, lavagem ao cérebro, a escolha entre morrer no campo de batalha ou como bombista suicida. É o destino de muitos menores na Síria e no Iraque.

Luís M. Faria

Os relatos já são bastantes, em publicações que vão desde sites como o warincontext.org ao “New York Times”. O Estado Islâmico (EI) ensina crianças a decapitar, utilizando métodos diferentes conforme a idade do aluno. Se for muito novo (digamos, 10, 11 anos), a instrução é feita primeiro com vídeos onde se veem exemplos reais e a seguir a criança replica o procedimento num boneco. Quando o aluno tem mais de 16 anos também há vídeos, mas a prova final, em princípio, é efetuada em condições realistas – por exemplo, envolvendo soldados sírios ou iraquianos que tenham sido capturados pelo EI.

No conflito sírio, como noutros pelo mundo fora, há mais que um grupo a usar crianças, mas o Estado Islâmico levou essa prática a níveis inéditos. Para os líderes do movimento, é perfeitamente islâmico sacrificar a vida de meninos. Nos territórios que controla, o EI rapta crianças em grande número para doutrinar. Também acontece os pais entregarem-nas, por dinheiro ou por a escola islâmica ser a única que resta no local. Ao estudo da sharia, a lei islâmica, que pode levar semanas, segue-se o treino militar. As crianças podem tornar-se soldados, bombistas suicidas – conseguem entrar onde mais ninguém entra -, ou envolver-se nalguma atividade de apoio, como dar sangue a outros combatentes. Algumas são enviadas para a frente com este último objetivo.

Mesmo longe dos combates, a brutalização é constante. Em outubro, um relatório da ONU resumiu a situação nas zonas sírias controladas pelo EI: “As crianças têm sido vítimas, perpetradores e testemunhas de execuções pelo ISIS. Meninos com idade inferior a 18 foram executados – decapitados ou abatidos a tiro – por alegada filiação noutros grupos armados. Combatentes do ISIS com menos de 18 anos de idade terão desempenhado o papel de carrasco. Um soldado de 16 anos de idade, supostamente, cortou as gargantas de dois soldados capturados na base aérea de Tabqa em finais de agosto de 2014, em Slouk (Ar-Raqqah). As crianças encontram-se muitas vezes presentes na multidão durante as execuções e não podem escapar à visão dos cadáveres exibidos publicamente ao longo dos dias seguintes”.

“Um pai de Dayr Az-Zawr afirmou que a primeira vez que viu o corpo de um homem pendurado numa cruz em Al-Mayadin, no final de julho de 2014, ficou vários minutos paralisado pelo horror da cena, antes de perceber que o seu filho de sete anos estava com ele, também a olhar para o corpo”, continua o relatório. “Nessa noite, o seu filho não conseguiu dormir e acordou repetidamente em pânico. O pai descreveu que sentia uma culpa imensa por ter exposto o seu filho a uma tal crueldade”.

A fuga

Alguns casos recentes de jovens que conseguiram fugir deitaram luz na situação dos membros mais jovens do Estado Islâmico. Uma das histórias mais impressionantes é a de Usaid Barho, um adolescente sírio de Manjib, próximo de Aleppo. Usaid aderiu ao EI por uma variedade de razões: disseram-lhe numa mesquita que todos os xiitas eram infiéis e que era preciso matá-los – depressa, antes que aparecessem onde morava para lhe violarem a mãe. Os estímulos incluíram a própria fé no Islão, o entusiasmo da cruzada, o espírito de grupo, a perspetiva de escapar ao aborrecimento.

Usaid foi e iniciou o seu treino. Mas diz que se apercebeu do contraste entre a ideologia radical do grupo e a prática dos seus membros, concretamente os homens, vários dos quais fumavam ou até faziam sexo uns com os outros. A matança constante de inocentes também o repugnava. Desiludido, Usaid começou a pensar em sair, ciente de que essa decisão, se alguma vez a exprimisse, podia levar à sua execução imediata pelo EI. Resolveu ser astuto. Após um mês de instrução militar, quando lhe deram a opção entre ser combatente ou bombista suicida, escolheu bombista. Garante que o fez porque isso tornava muito mais fácil a fuga. Se optasse por ser soldado e desertasse no campo de batalha, matavam-no logo. Como bombista, as possibilidades eram maiores.

Cumpridas as preparações que faltavam, chegou o dia marcado para o seu sacrifício, que devia ter lugar no Iraque. Vestiram-lhe o colete e levaram-no à mesquita xiita onde Usaid devia cumprir a sua missão. Mas quando chegou à porta, abriu o casaco e disse: “Tenho um colete suicida, mas não me quero fazer explodir”. Alarme, confusão, gritos. Um guarda tirou-lhe o colete e ele foi levado para a cadeia. Interrogado, as autoridades parecem não ter ficado totalmente convencidas com a sua versão, a julgar pelo facto de o terem mostrado algemado na televisão e lhe terem chamado terrorista. Mas o porta-voz do Ministério do Interior chama-lhe “vítima do Estado Islâmico” e o agente que o interrogou diz que o apoiará se ele chegar a ser julgado.

Habituar crianças à violência extrema

Outras histórias sobre o recrutamento de crianças foram publicadas recentemente no Wall Street Journal, um diário americano. O artigo abre com uma cena em que crianças assistem à decapitação de soldados sírios. Algumas chegam mesmo a participar. O relato de um dos entrevistados, com 17 anos, sugere que esse tipo de evento é habitual. Num vídeo do Estado Islâmico, aparecem oito crianças a insultar um cadáver. O entrevistado conta que antes as crianças de sete anos eram obrigadas a ir à escola; agora têm de lutar. Pela sua parte, a luta começou em 2011, nas fileiras do Exército Livre da Síria. Continuou na frente Nusra, parte da Al-Qaeda, e acabou no Estado Islâmico, conforme cada um desses grupos foi controlando a cidade de Deir Ezzour. (O jovem de 17 anos acabou por deixar o EI, mas o seu irmão mais novo, com dez anos, a quem ele levou para lá, mantém-se um recruta empenhado).

O relatório da ONU diz que “a educação é usada como uma ferramenta de doutrinação, concebida para alimentar uma nova geração de apoiantes. Em muitas zonas, o currículo escolar foi alterado para refletir as prioridades ideológicas e o treino de armas. Campos de treino foram estabelecidos ao longo das áreas que o EI controla”. Dá o exemplo de um campo onde 350 rapazes com idades entre 5 e 16 anos recebem instrução militar e acrescenta: “O grupo armado também dirige deliberadamente propaganda a crianças. Na cidade de Raqah, reúnem as crianças para exibições de vídeos que retratam execuções em massa de soldados governamentais, dessensibilizando-os à violência extrema”.

“Ao usar, recrutar à força e alistar crianças para funções ativas de combate, o grupo comete abusos e crimes de guerra em grande escala, de uma forma sistemática e organizada”, conclui o relatório.

Assembleia Geral das Nações Unidas – 3.ª Comissão – Adoção de Resolução sobre «Proteção das crianças contra o “Bullying”»

Dezembro 19, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do site http://www.cig.gov.pt  de 17 de dezembro de 2014.

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Foi adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas (69.ª sessão) – 3.ª Comissão, uma Resolução sobre “Proteção das crianças contra o «Bullying»”.

Da autoria do México, e com fundamento principalmente nos artigos 16.º e 19.º da Convenção sobre os Direitos da Criança – que garantem a protecção desta contra as violências física e psicológica –, a Resolução consubstancia-se no pedido de elaboração de um relatório a apresentar ao Secretário Geral, no contexto da 70.ª sessão daquela Assembleia Geral. Este documento deverá versar o «bullying» e o «cyber-bullying» como atentatório dos direitos das crianças, ao mesmo tempo que procurará apresentar boas práticas no combate a este fenómeno e recomendações para a sua prevenção.

A aprovação da Resolução passou por um processo de negociação bastante atribulado entre as delegações, relativamente à linguagem utilizada – por exemplo, no que se prende com a categoria “género” e os seus estereótipos, e pelo entendimento de alguns sobre o universo de pessoas abrangido pela Resolução (isto é, o que se entende por grupos de “crianças em situações vulneráveis”).

Veja a Resolução »

 

 

 

Violência de Género na Escola – Infografia

Dezembro 10, 2014 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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UNESCO_SRGBV_INFOGRAPHIC_FINAL_V2

mais informações:

http://www.ungei.org/infobycountry/index_5903.html

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