25 de maio de 2018 Dia Internacional das Crianças Desaparecidas : Comunicado da Missing Children Europe e do IAC

Maio 25, 2018 às 9:55 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Press Release

25 de maio de 2018: Dia Internacional das Crianças Desaparecidas

Crianças desaparecidas na Europa: 19% das crianças desaparecidas enfrentam alguma forma de abuso e exploração.

Por ocasião do Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, comemorado a 25 de maio em todo o mundo, a Missing Children Europe lança o seu novo relatório estatístico «Números e Tendências das Crianças Desaparecidas em 2017».

O relatório apresenta a evolução e as tendências dos casos de crianças desaparecidas na Europa tratados pela Rede Internacional de Mediadores Familiares (http://www.crossbordermediator.eu/) e a rede europeia de Linhas de Apoio à Criança Desaparecida disponíveis através do número 116000, atribuído em Portugal ao Instituto de Apoio à Criança , desde a criação desta linha específica em 2004 (no âmbito da diretiva europeia).

Em 2017, a rede de linhas 116 000 recebeu 188 936 chamadas em toda a Europa (http://missingchildreneurope.eu/116000hotline).

19% das crianças declaradas desaparecidas nas linhas de atendimento, enfrentaram situações de violência, abuso, negligência e exploração. Os jovens em fuga são as principais vítimas pelas situações a que involuntariamente se expõem nos seus percursos de fuga ou na procura desesperada dos seus sonhos.

Em 2017, os jovens que fugiram ou foram expulsos de casa constituíram 57,2% dos casos de crianças desaparecidas relatadas às linhas 116 000, tornando-as consistentemente, ano após ano, no maior grupo de crianças desaparecidas por toda a Europa. (Por essa razão, vai ser esse o tema do Encontro da Missing Children Europe – “Runaways: Unseen and unheard”, que este ano terá lugar no dia 6 de junho no Parlamento Europeu).

Os raptos parentais constituíram o segundo maior grupo, com 23,2% dos casos.

Em Portugal, os dados do SOS Criança Desaparecida alinham-se com esta realidade, numa proporção ligeiramente superior os raptos parentais, de 32% e 51% para as fugas nacionais.

Embora as autoridades nacionais informem cada vez mais, e tenhamos conhecimento que existem milhares e milhares de crianças migrantes desaparecidas dos centros de acolhimento da Europa, sendo que muito poucos casos de desaparecimento de crianças migrantes não acompanhadas são, na verdade, denunciadas, quer às linhas 116 000, quer às autoridades policiais.

A subnotificação desses desaparecimentos e a falta de clareza sobre os papéis e responsabilidades em relação à prevenção e resposta a esse grupo muito vulnerável de crianças continua a ser uma questão preocupante.

Os raptos criminais representaram menos de 1% dos casos registados em 2017, como nos anos anteriores, enquanto os casos de crianças perdidas, feridas ou desaparecidas aumentaram em comparação com o ano passado, correspondendo a 14,3% dos casos.

1 em cada 6 casos de crianças desaparecidas tinha natureza transfronteiriça, mostrando a importância da cooperação internacional entre os governos, as linhas 116 000, os tribunais e outras autoridades de proteção da criança, particularmente as Autoridades Centrais de cada estado membro.

Em 2017, 46% das crianças desaparecidas comunicadas às linhas 116 000, foram encontradas no ano, um aumento de 4% em relação a 2016.

Salienta-se que embora tenha havido um aumento significativo no número de jovens encontrados (de 46% em 2016 para 59% em 2017), a maioria das crianças encontradas sem vida eram jovens em fuga.

Por outro lado a percentagem de crianças/jovens que fogem repetidamente aumentou de 15% em 2016, para 16% em 2017, o que nos deve conduzir a uma reflexão urgente sobre os problemas persistentes, quer nas famílias, quer nas instituições de acolhimento.

Na verdade as pesquisas mostram que quanto mais uma criança foge, mais vulnerável se torna, porque é forçada a usar estratégias mais arriscadas para sobreviver, como viver sem-abrigo, mendigar, prostituir-se. Daí que, o fenómeno das fugas esteja muito associado às exploração sexual de crianças.

Embora os governos nacionais garantam a maior parte do financiamento das linhas de apoio, as instituições que as gerem queixam-se que não tiveram acesso a financiamento das autoridades nacionais em 2017, pelo que a falta de recursos financeiros e humanos são os principais desafios citados repetidamente.

Embora estas linhas diretas tenham respondido a mais de 1,2 milhões de chamadas relacionadas com crianças desaparecidas desde 2011, a falta de financiamento estável e contínuo coloca as linhas 116000 em risco de encerramento.

O Instituto de Apoio à Criança, membro da Missing Children Europe, este ano irá realizar a sua XI Conferência sobre Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente no dia 29 de maio no Auditório do Centro de Estudos Judiciários.

©MCE & IAC 2018
Dados e esclarecimentos adicionais disponíveis:
IAC / SOS-Criança
Contacto preferencial – Coordenador, Dr. Manuel Coutinho
21 798 7410/15

Relatório do MCE (clique aqui)

Press Release (clique aqui)

 

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Comunicado do Instituto de Apoio à Criança sobre I Encontro Natália Pais

Março 9, 2018 às 4:15 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Comunicado do Instituto de Apoio à Criança sobre anúncio da “Moche”

Fevereiro 16, 2018 às 11:59 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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COMUNICADO

O Instituto de Apoio à Criança, fundado em Março de 1983 com o objetivo da Defesa dos Direitos da Criança, ao tomar conhecimento de que está a ser exibido, designadamente nas televisões um anúncio da “Moche” que utiliza imagens de uma criança associadas a linguagem agressiva, decidiu solicitar à Direção-Geral do Consumidor que providenciasse no sentido de dar início a processo contra-ordenacional.

Na verdade, tais imagens acompanhadas da expressão “ Destrói os teus amigos sem gastar Net” , são susceptíveis de prejudicar o desenvolvimento saudável da criança, na medida em que veiculam mensagens que atentam contra o princípio fundamental da inviolabilidade da vida humana e os sentimentos positivos associados à amizade.

Em particular, se num anúncio publicitário dirigido à faixa etária da infância e da pré- adolescência se desvalorizar a importância da vida e da amizade, há valores que queremos transmitir de cidadania que poderão ser comprometidos.

Acresce que, só o risco dessa menorização, sendo certo que se pretende através da Educação, justamente o oposto, criando pela aquisição da cultura, um sentimento de apreço pela harmonia e pela paz, é só por si, violador do Código da Publicidade.

Este anúncio, porém, atenta contra a dignidade humana e ao apelar à destruição dos amigos, acaba por incitar à violência em vez de combatê-la, o que é proibido pelo artº 7º als. b) e c) do Código da Publicidade.

Nesta conformidade, o IAC requereu processo de contra – ordenacão, dado que considera estarem a ser violados, em elevado grau, os direitos que pretendemos defender numa sociedade democrática, em que o respeito pelos direitos humanos e pela dignidade humana são pilares fundamentais do Estado de Direito.

 

A Direção

 

NOTA PARA A COMUNICAÇÃO SOCIAL Programa “Supernanny” Ministério Público

Janeiro 26, 2018 às 4:14 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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NOTA PARA A COMUNICAÇÃO SOCIAL

Programa “Supernanny”

Relativamente ao programa “Supernanny”, a Procuradoria-Geral da República esclarece:

O Ministério Público da área cível da comarca de Lisboa Oeste, em representação de crianças e jovens participantes no mesmo, interpôs uma ação especial de tutela da personalidade.

Nessa ação é pedido ao Tribunal que decrete, a título provisório e de imediato:

  •  Que seja retirado ou bloqueado o acesso a qualquer conteúdo dos programas já exibidos.
  • Que o programa a emitir no próximo domingo não seja exibido ou, caso o tribunal julgue mais adequado, que essa exibição fique condicionada à utilização de filtros de imagem e voz que evite a identificação das crianças.

Trata-se de uma decisão provisória e urgente. Sendo que o Ministério Público pede que, no final do processo, a mesma seja convertida em definitiva e que todos os eventuais futuros programas apenas possam ser exibidos nos moldes que o tribunal venha a determinar.

Não se trata de uma providência cautelar mas, como se referiu, de uma ação especial de tutela da personalidade, prevista nos arts.º 878.º e seguintes do Código de Processo Civil, a qual se reveste de natureza urgente.

Acrescenta-se que foram instaurados processos de promoção e proteção a favor das crianças participantes no programa, cuja identidade já se conhece.

No que respeita ao primeiro programa emitido, o Ministério Publico, na sequência de certidão enviada pela CPCJ de Loures, instaurou um inquérito para investigar factos susceptíveis de integrarem o crime de desobediência. Este inquérito corre termos no DIAP da comarca de Lisboa Oeste.

Lisboa, 26 de janeiro de 2018

O Gabinete de Imprensa

Comunicado do Instituto de Apoio à Criança sobre o Programa “Supernanny”

Janeiro 15, 2018 às 3:35 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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COMUNICADO

 

O Instituto de Apoio à Criança alertado por diversas associações e personalidades para o Programa “Supernanny”, transmitido ontem, domingo, dia 14 janeiro na SIC, entendeu dever tomar posição face ao que considera uma violação do direito de uma Criança à sua imagem e à intimidade da sua vida privada.

Na verdade, assistimos ontem a situações de conflito entre uma criança e sua mãe, ocorridas em contexto privado, as quais foram exibidas em horário nobre num canal televisivo de grande audiência, o que decerto causará sérios prejuízos à imagem da criança vítima da exposição pública.

Por outro lado, assistimos também a um aconselhamento dito psicológico num contexto que deveria ocorrer no recato de um gabinete ou de um consultório (de psicologia ou de pedopsiquiatria) e jamais perante câmaras que amplificaram todos os factos negativos, causando efeitos ainda mais nefastos à imagem da criança.

Esta é também uma preocupação a nível da União Europeia e do IAC, que no âmbito de um Projeto Europeu em que integra a Comissão de Ética tem acompanhado os trabalhos relacionados com a entrada em vigor de uma diretiva sobre o direito à imagem, que ocorrerá em Maio próximo e que restringirá ainda mais os direitos dos pais à imagem dos filhos, para que estes não possam ser privados de direitos fundamentais, apenas por serem crianças.

Assim, o Instituto da Criança preocupado com a situação, face  à anunciada intenção de se repetirem programas deste tipo, convicto de que formatos e conteúdos desta natureza não respeitam o Superior Interesse da Criança, decide associar-se à posição assumida pela Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, que felicita pela prontidão da resposta e pelas medidas tomadas.

 

A Direção

 

 

Comissão de proteção das crianças diz que programa Supernanny pode violar direitos das crianças

Janeiro 15, 2018 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 15 de janeiro de 2018.

Direito à imagem, reserva da vida privada e intimidade — a Comissão de proteção das crianças acusa o programa de violar todos estes princípios. A entidade já apresentou queixa à SIC e à CPCJ.

A Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ) emitiu esta segunda-feira um comunicado a alertar para o “elevado risco” de o programa Supernanny, que estreou este domingo à noite na SIC, com a psicóloga clínica Teresa Paula Marques, “violar os direitos das crianças, designadamente o direito à sua imagem, à reserva da sua vida privada e à sua intimidade”.

Em comunicado enviado para as redações, a CNPDPCJ acrescentou ainda que o formato revela um “conteúdo manifestamente contrário ao superior interesse da criança, podendo produzir efeitos nefastos na sua personalidade, imediatos e a prazo“.

A entidade, que informou ter recebido já várias queixas relativamente ao programa, diz ainda que já entrou em contacto com a SIC, no sentido de manifestar a sua “preocupação face a este tipo de formato e conteúdos solicitando uma intervenção com vista à salvaguarda do superior interesse da criança”. Contactada pelo Observador, fonte da estação de televisão garantiu não ter ainda conhecimento do comunicado.

A CNPDPCJ pediu ainda pareceres sobre o assunto à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e deixou um apelo aos órgãos de comunicação social: “Certos da delicadeza dos temas relacionados com crianças e jovens e reconhecendo o papel fundamental da Comunicação Social na construção de uma opinião pública informada e sensibilizada para a defesa dos direitos da criança, vem esta Comissão apelar aos meios de comunicação social que assumam um papel responsável, protetor e defensor dos Direitos da Criança“.

“Não estou no programa como psicóloga”

Teresa Paula Marques remeteu quaisquer esclarecimentos sobre o assunto para a Warner Bros. TV Portugal, responsável pela produção do programa. Ainda assim, confrontada pelo Observador a propósito da queixa da CNPDPCJ, a psicóloga começou por dizer que a questão da violação da privacidade e dos direitos das crianças que aparecem no formato “é um problema da SIC”. Sobre a sua responsabilidade como profissional, garantiu ainda: “Não estou no programa como psicóloga”. Mas não quis explicitar então em que qualidade aparece no formato da SIC, original britânico replicado em cerca de 20 países, EUA e Brasil incluídos.

Num dos vídeos promocionais de Supernanny, Teresa Paula Marques apresenta-se como alguém que gosta de “fazer doces, ler e escrever”, que tem livros publicados sobre aconselhamento parental e que exerce psicologia “há mais de 25 anos”.

Comunicado da CNPDPCJ:

A propósito do programa transmitido ontem à noite na SIC.

COMUNICADO DE IMPRENSA

A Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ) confrontada com o programa “Supernanny” transmitido na SIC ontem, dia 14 de janeiro, vem informar que, numa primeira análise efetuada ao conteúdo do programa, considera existir elevado risco do programa violar os direitos das crianças, designadamente o direito à sua imagem, à reserva da sua vida privada e à sua intimidade. Trata-se de um conteúdo manifestamente contrário ao superior interesse da criança, podendo produzir efeitos nefastos na sua personalidade, imediatos e a prazo.
No âmbito das suas atribuições, tendo em conta os conteúdos pré-anunciados do programa e queixas remetidas a esta Comissão, a CNPDPCJ manifestou junto da estação de televisão SIC a sua preocupação face a este tipo de formato e conteúdos solicitando uma intervenção com vista à salvaguarda do superior interesse da criança.
Remeteu igualmente para a Entidade Reguladora da Comunicação Social o pedido de análise do conteúdo do programa.
Encaminhou para a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) com competência territorial a situação concreta para avaliação e acompanhamento do caso.
Certos da delicadeza dos temas relacionados com crianças e jovens e reconhecendo o papel fundamental da Comunicação Social na construção de uma opinião pública informada e sensibilizada para a defesa dos direitos da criança, vem esta Comissão apelar aos meios de comunicação social que assumam um papel responsável, protetor e defensor dos Direitos da Criança.
Cumprimentos,
Rosário Farmhouse
Presidente
Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens

Comunicado da Direção do IAC

Novembro 30, 2017 às 12:37 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Comunicado_Sr_Conselheiro_Armando_Leandro

Número de crianças refugiadas e migrantes que viajam sozinhas é cinco vezes superior ao de 2010

Maio 21, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da http://www.unicef.pt/ de 17 de maio de 2017.

 

 

Número de crianças refugiadas e migrantes

que viajam sozinhas é cinco vezes superior ao de 2010

Em antecipação da reunião do G7, a UNICEF apela aos líderes mundiais para que adoptem uma agenda de seis pontos para proteger as crianças refugiadas e migrantes

“Ele disse-me que se não dormisse com ele, não me trazia para a Europa. E violou-me.” Mary, 17 anos, da Nigéria

NOVA IORQUE, 17 de Maio de 2017 – O número total de crianças refugiadas e migrantes que se deslocam sozinhas aumentou quase cinco vezes desde 2010, segundo um novo relatório da UNICEF divulgado hoje. Em 2015-2016, pelo menos 300.000 crianças não acompanhadas e separadas foram registadas em cerca de 80 países, número que em 2010-2011 foi de 66.000.

‘A Child is a Child: Protecting children on the move from violence, abuse and exploitation’ (‘Uma criança é uma criança: Proteger as crianças em movimento contra a violência, abusos e exploração’) apresenta uma visão global sobre as crianças refugiadas e migrantes, as motivações que estão por trás das suas jornadas e os riscos que enfrentam em percursos extremamente perigosos, muitas vezes à mercê de contrabandistas e traficantes, para chegarem aos seus destinos, o que justifica claramente a necessidade de um sistema global de protecção para manter estas crianças a salvo da exploração, de abusos e da morte.

“Apenas uma criança que se desloca sozinha é demasiado, mas o número de crianças que o fazem actualmente é assustador – e nós adultos não estamos a protegê-las,” afirmou Justin Forsyth, Director Executivo Adjunto da UNICEF. “Contrabandistas e traficantes sem escrúpulos estão a explorar a sua vulnerabilidade em proveito próprio, ajudando as crianças a atravessar fronteiras, apenas para as venderem para escravatura e prostituição forçadas. É inadmissível que não estejamos a defendê-las devidamente destes predadores.”

Mary, uma rapariga de 17 anos não acompanhada da Nigéria, viveu na primeira pessoa o trauma de ser traficada durante a sua terrível viagem através da Líbia para a Itália. Ao descrever o contrabandista que se tornou traficante e que se ofereceu para a ajudar, disse: “Tudo o que (ele) disse, que seriamos bem tratados e que estaríamos em segurança, não aconteceu. Era mentira.” Mary ficou encurralada durante mais de três meses na Líbia onde foi abusada. “Ele dizia que se não dormisse com ele, não me trazia para a Europa. E violou-me.”

Outras conclusões relevantes do relatório:

  • 200.000 crianças não acompanhadas submeteram pedidos de asilo em 80 países em 2015-2016;
  • 100.000 crianças não acompanhadas foram interceptadas na fronteira entre os EUA e o México em 2015-2016;
  • 160.000 crianças não acompanhadas pediram asilo na Europa em 2015-2016;
  • As crianças não acompanhadas e separadas perfazem 92 por cento de todas as crianças que chegaram a Itália por mar em 2016;
  • As crianças representam aproximadamente 28 por cento das vítimas de tráfico ao nível global;
  • As regiões da África Subsariana e da América Central e Caraíbas têm a maior percentagem de crianças entre as vítimas de tráfico detectadas, com 64 e 62 por cento respectivamente;
  • Cerca de 20 por cento dos contrabandistas têm ligações a redes de tráfico humano.

Na semana que antecede a Cimeira do G7 em Itália, a UNICEF apela aos governos para que adoptem a agenda de seis pontos que propõe a fim de proteger as crianças refugiadas e migrantes e assegurar o seu bem-estar.

“Estas crianças precisam de um compromisso efectivo por parte dos governos de todo o mundo para garantirem a sua segurança ao longo das suas jornadas,” afirmou Justin Forsyth. “Os líderes mundiais que se reúnem na próxima semana no G7 deviam liderar estes esforços sendo os primeiros a comprometer-se para com a nossa agenda para a acção.”

A agenda para a acção proposta pela UNICEF inclui:

  1. Proteger as crianças refugiadas e migrantes da exploração e da violência, em especial as crianças não acompanhadas;
  2. Acabar com a detenção de crianças requerentes do estatuto de refugiada ou migrante
  3. Manter as famílias juntas como a melhor forma de proteger as crianças e de lhes atribuir um estatuto legal;
  4. Manter a aprendizagem de todas as crianças refugiadas e migrantes e assegurar-lhes acesso a serviços de saúde e outros de qualidade;
  5. Pressionar para que sejam tomadas medidas para combater as causas subjacentes aos movimentos de refugiados e migrantes em larga escala;
  6. Promover medidas para combater a xenofobia, a discriminação e a marginalização em países de trânsito ou de destino.

A UNICEF pede também ao público em geral para que manifeste a sua solidariedade para com as crianças desenraizadas pela guerra, violência e pobreza, apoiando os seis pontos desta agenda para acção.

 

 

 

Mais de um milhão de crianças fugiram da violência que tem vindo a aumentar no Sudão do Sul

Maio 16, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da http://www.unicef.pt/ de 8 de maio de 2017.

Mais de um milhão de crianças fugiram  da violência que tem vindo a aumentar no Sudão do Sul

JUBA/GENEBRA/NAIROBI/NOVA IORQUE, 8 de Maio de 2017 – Mais de 1 milhão de crianças já fugiram do Sudão do Sul onde a escalada do conflito está a arrasar o país, anunciaram hoje a UNICEF e o ACNUR.

“O facto aterrador de que cerca de uma em cada cinco crianças no Sudão do Sul foram forçadas a abandonar as suas casas mostra o quão devastador este conflito está a ser para os mais vulneráveis,” afirmou Leila Pakkala, Directora Regional da UNICEF para a África Oriental e Austral. “Se a tudo isto juntarmos as mais de um milhão de crianças que estão também deslocadas no interior do país, é o futuro de toda uma geração que está verdadeiramente em causa.”

As crianças perfazem 66 por cento dos mais de 1.8 milhões de refugiados do Sudão do Sul, segundo os últimos dados da ONU. A maioria destes refugiados chegaram ao Uganda, ao Quénia, à Etiópia e ao Sudão.

“Nenhuma das actuais crises de refugiados nos preocupa mais do que a do Sudão do Sul,” afirmou Valentin Tapsoba, Director do Escritório do ACNUR para África. “O facto de as crianças refugiadas se estarem a tornar no rosto desta emergência é extremamente perturbador. Todos nós, membros da comunidade humanitária, precisamos de apoio urgente, empenhado e sustentado para podermos salvar as suas vidas.

No interior do Sudão do Sul, mais de mil crianças foram mortas ou feridas desde o início do conflito em 2013, e um total estimado de 1.14 milhões de crianças foram deslocadas internamente.

Perto de três quartos das crianças do país não estão na escola – a maior percentagem de crianças fora da escola no mundo.

O trauma, as perturbações físicas, o medo e o stress vividos por muitas destas crianças são apenas parte das pesadas consequências da crise. As crianças continuam em risco de recrutamento por forças e grupos armados e, devido à destruição das estruturas sociais tradicionais, estão também mais vulneráveis à violência, abusos sexuais e exploração.

Mais de 75.000 crianças refugiadas que estão agora no Uganda, no Quénia, na Etiópia, no Sudão e na República Democrática do Congo atravessaram as fronteiras do Sudão do Sul sozinhas ou separadas das suas famílias.

As famílias refugiadas que fogem para os países vizinhos em busca de abrigo e segurança enfrentam uma dupla catástrofe nesta estação das chuvas, estando as crianças particularmente em risco de saúde e protecção devido à falta de condições dos abrigos. É necessário um apoio muito maior para que as famílias refugiadas tenham um local seguro para viver, e também assistência humanitária urgente, incluindo alimentos, água, protecção, educação e cuidados de saúde.

O apelo da UNICEF para o Sudão do Sul e os refugiados desse país na região – num total de 181 milhões de USD para responder às necessidades mais prementes até ao final do ano – recebeu apenas 52 por cento do financiamento.

Os funcionários do ACNUR estão na linha da frente da crise, indo ao encontro de refugiados do Sudão do Sul quando atravessam as fronteiras para lhes prestar assistência, mas a escassez de financiamento em 2017 está a pôr em causa estes serviços vitais. O apelo do ACNUR para o Sudão do Sul é de 781 milhões de USD, mas está apenas financiado em 11 por cento.

 

Parabéns, IAC!

Março 14, 2017 às 1:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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COMUNICADO DA DIRECÇÃO

PARABÉNS, IAC!

Há 34 anos um grupo de profissionais ligado à Criança decidiu criar o Instituto de Apoio à Criança. Desde então, o IAC tem feito um caminho de promoção e defesa dos Direitos da Criança, e sempre em parceria com outras instituições, tem procurado fazer um trabalho de provedoria em todas as áreas, analisando e propondo aperfeiçoamentos, designadamente ao nível jurídico, social e psicológico, para que as respostas na saúde e educação, por exemplo sejam mais adequadas, sempre com o objetivo de alcançar mais dignidade e mais bem-estar para a criança.

Hoje o Instituto de Apoio à Criança é uma Instituição de referência no nosso País e a sua Direção quer neste dia desejar a todos os associados e trabalhadores do IAC as maiores felicidades e enviar um grande abraço à nossa Presidente honorária Manuela Ramalho Eanes, reafirmando à nossa fundadora que será sempre uma inspiração para todos nós.

A Direção do IAC

Lisboa, 14.03.2017

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