Mães de 41,7% dos adolescentes obesos também o eram antes de engravidar

Julho 24, 2019 às 11:39 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 24 de junho de 2019.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Maternal body mass index, gestational weight gain, and the risk of overweight and obesity across childhood: An individual participant data meta-analysis

Filhos de mães fumadoras com maior risco de ter tensão alta

Julho 7, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tvi24.iol.pt/ de 13 de junho de 2017.

Efeito é visível desde bem cedo, logo aos quatro anos de idade

As mães que fumam agravam o risco de pressão (ou tensão) arterial alta nos filhos. Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluiu que este efeito é logo visível aos quatro anos de idade.

Os autores do estudo, publicado na revista “Nicotine & Tobacco Research”, defendem que as mulheres devem deixar de fumar antes de engravidarem. Ao mesmo tempo, lembram que a pressão arterial sistólica alta está associada ao risco de doenças cardiovasculares, a principal causa de morte no nosso país.

A investigação envolveu 4.295 crianças nascidas em cinco maternidades da Área Metropolitana do Porto, pertencentes à coorte Geração 21 (projeto de investigação que acompanha mais oito mil crianças da cidade do Porto, desde o nascimento).

Num país como Portugal, onde a hipertensão é um problema major, onde muitas pessoas morrem de AVC [Acidente Vascular Cerebral] e muitas grávidas continuam a fumar durante a gravidez, estes resultados demonstram que começa bem cedo a programação da doença [hipertensão arterial] nas crianças. Portanto, a prevenção tem que começar antes”, alerta Henrique Barros, responsável do estudo.

Em análise, esteve a associação entre o tabagismo materno (antes da gravidez, durante a gravidez e quatro anos após o parto) e a pressão arterial das crianças, que foram avaliadas à nascença e aos quatro anos.

A conclusão fala por si: observou-se que os filhos de mães que fumavam apresentavam níveis de pressão arterial sistólica mais elevados, com um um percentil da pressão arterial sistólica superior. Mais de 22% têm já aos quatro anos uma pressão arterial sistólica considerada elevada.

O estudo designado “Maternal smoking: a life course blood pressure determinant?”  tem como principal autora Maria Cabral e é também assinado por Maria João Fonseca, Camila González-Beiras, Ana Cristina Santos e Liane Correia-Costa.

Maternal smoking: a life course blood pressure determinant?

 

 

Jovens com sintomas depressivos envolvem-se em lutas mais frequentemente, diz estudo

Abril 25, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://24.sapo.pt/ de 11 de abril de 2017.

Um estudo do Instituto de Saúde Pública da UPorto (ISPUP) concluiu que sintomas depressivos como a tristeza, o cansaço, a irritabilidade e os sentimentos de culpa levam a que os jovens se envolvam com mais frequência em lutas físicas.

“À primeira vista, esta relação parece paradoxal porque as componentes da depressão incluem a autoculpabilização e o cansaço e, portanto, parte-se do princípio de que a pessoa estará demasiado apática para a agressão”, explicou a investigadora do ISPUP Sílvia Fraga.

Contudo, segundo indica, existem outros fatores associados aos comportamentos agressivos que estão também presentes em casos de depressão, como a irritabilidade.

Neste projeto, desenvolvido pela Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit) do ISPUP, foram avaliados 1.380 jovens (743 raparigas e 637 rapazes), nascidos em 1990, a frequentar escolas públicas e privadas do Porto.

As avaliações deram-se em dois momentos, quando os jovens tinham 13 e 17 anos, tendo sido analisado o nível dos sintomas associados à depressão dos adolescentes nestes dois períodos e o envolvimento em lutas físicas somente no segundo.

As conclusões deste trabalho, no qual participaram também os investigadores do ISPUP Elisabete Ramos e Henrique Barros, mostram que os rapazes se envolviam mais frequentemente em comportamentos violentos aos 17 anos de idade quando apresentavam sintomas depressivos relevantes nos dois momentos da avaliação.

Já nas raparigas, verificou-se que as agressões eram mais frequentes entre aquelas que tinham sintomas de depressão aos 17 anos de idade, independentemente de possuírem, ou não, estes sintomas na avaliação anterior.

Nos rapazes, “é necessário que estes sentimentos estejam presentes há mais tempo” para que “os exteriorizem ou reajam, envolvendo-se em lutas físicas. Nas raparigas não encontramos esta relação, talvez porque lidam com a persistência destes sentimentos de outra forma”, referiu Sílvia Fraga.

“Tanto a depressão como a violência são dois fatores que merecem toda a atenção, especialmente entre os mais jovens”, indicou a investigadora, acrescentando que “o envolvimento em lutas é um comportamento frequente nas escolas e, por isso, muitas vezes ignorado”.

Para a especialista, a saúde mental dos adolescentes e o envolvimento em comportamentos violentos são questões prioritárias na área da Saúde Pública e estes resultados chamam a atenção para a necessidade de se estar atento a comportamentos agressivos em contexto escolar, pois podem representar um primeiro indicador de alterações que frequentemente não ser percebidas.

Fizeram parte deste estudo adolescentes nascidos em 1990 e recrutados em 2003 para o projeto EPITeen, que tem como objetivo acompanhá-los até à fase adulta, avaliando-os de quatro em quatro anos.

Deste projeto, no qual esteve também envolvida a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), resultou o artigo “Depressive Symptoms and Involvement in Physical Fighting among Portuguese Adolescents” (“Sintomas Depressivos e Envolvimento em Combate Físico entre Adolescentes Portugueses”), publicado recentemente na revista “Health & Social Work”.

 

 

Crise: Nascem mais bebés com baixo peso

Abril 5, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tsf.pt/ de 24 de março de 2017.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Impact of the global financial crisis on low birth weight in Portugal: a time-trend analysis

Nuno Guedes

Estudo inédito no mundo analisou crise e peso à data do nascimento em Portugal. Investigadores dizem que relação é evidente e afetou filhos de imigrantes.

Há muitos estudos sobre os efeitos das crises económicas, mas nunca nenhum tinha avaliado o impacto sobre o baixo peso dos bebés. Um grupo de cinco investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto avaliou dados oficiais dos 2 milhões de nascimentos registados em Portugal entre 1995 e 2014 e concluiu que a crise fez aumentar os casos de bebés nascidos com baixo peso.

Contudo, ao analisarem de forma mais detalhada os dados, perceberam que esse aumento, fruto da crise, atingiu apenas as famílias de imigrantes, que apesar de representarem 4% das mulheres a viverem em Portugal, têm cerca de 10% dos bebés nascidos em território nacional, travando a crise demográfica que o país tem vivido.

Um dos autores do estudo explica que a medicina já provou que as crianças que nascem com menos de 2,5 quilos têm uma desvantagem relevante na sua saúde futura, com maior probabilidade de doenças crónicas ao longo da vida.

Razões que levam Henrique Barros, também presidente do instituto, a dizer à TSF que os resultados a que chegaram são muito importantes para a saúde pública. O investigador afirma que os impactos das crises económicas já foram muito estudados, mas nunca no mundo se fez uma análise aos bebés com baixo peso.

Há vários anos que Portugal tem cada vez mais bebés que nascem com o que está definido como pouco peso, em resultado, por exemplo, de mães cada vez mais velhas e do tabaco.

Henrique Barros sublinha, contudo, que os dados que recolheram revelam que essa tendência acelerou nos anos depois da crise financeira de 2007-2008 e de forma muito mais acentuada nas mães imigrantes, algo que segundo o investigador reforça a conclusão a que chegaram sobre o impacto evidente da crise.

Entre 2006 e 2014, a prevalência de nascimentos em Portugal com baixo peso passou de cerca de 6% para 7%, mas os investigadores dizem que a tendência de subida já vinha dos anos antes da crise.
Nas mulheres imigrantes essa tendência é mais notória, não apenas porque subiu 1,5 pontos percentuais, mas também porque na década anterior a tendência era de descida.

Perante estes resultados, o estudo publicado na revista científica BMJ Global Health propõe que o governo reforce as políticas sociais para as grávidas estrangeiras, trabalhadoras, ou noutras situações vulneráveis, mantendo a igualdade, efetiva, na saúde durante a gestação.

Para avaliar a forma como de facto são acompanhadas as grávidas imigrantes em Portugal, o Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto lança esta semana um projeto que pretende estudar 3 mil grávidas em maternidades ou hospitais de todo o país, numa investigação financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

 Declarações à TSF de Henrique Barros no link:

http://www.tsf.pt/sociedade/saude/interior/crise-aumenta-bebes-nascidos-com-baixo-peso-5746297.html?utm_campaign=Echobox&utm_content=TSF&utm_medium=Social&utm_source=Facebook#link_time=1490339598

 

 

Estudo conclui que filhos de mães pouco escolarizadas tendem a ser obesos

Março 19, 2016 às 6:34 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 11 de março de 2016.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Impact of Low Maternal Education on Early Childhood Overweight and Obesity in Europe

LUSA

Em Portugal, 21% das crianças têm excesso de peso e 6,5% são obesas.

Dois investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) participaram num estudo internacional que conclui que os filhos de mães com baixa escolaridade apresentam um risco maior de terem excesso de peso e obesidade.

De acordo com um comunicado sobre o estudo enviado pelo ISPUP, no qual participam os investigadores Henrique Barros e Sofia Correia, da Unidade de Pesquisa de Epidemiologia daquele instituto, em Portugal registaram-se “percentagens elevadas e excesso de peso e de obesidade e uma percentagem elevada de mães pouco escolarizadas”.

Apesar das desigualdades de género terem sido semelhantes às observadas em outros países europeus, a diferença absoluta na proporção de excesso de peso entre os extremos de escolaridade foi “particularmente elevada nas raparigas”, acrescenta.

Portugal apresentou uma percentagem de 21% de crianças com excesso de peso (resultado parecido com o observado em Espanha e Reino Unido), variando entre 9% na Holanda e 24% na Grécia e em Itália, lê-se na nota informativa. Em relação à obesidade, o estudo mostrou variações entre 1% em França e 6.5% em Portugal.

Para a investigação Impacto da Baixa Escolaridade Materna no Excesso de Peso e Obesidade na Primeira Infância na Europa foram recolhidos dados de 11 estudos europeus de coorte – projectos prospectivos em que os participantes são avaliados ao longo do tempo.

Esses estudos, iniciados em fases “muito precoces”, levaram a num total de 45 413 crianças entre os 4 e os 7 anos, tendo os dados nacionais sido recolhidos no âmbito do projecto Geração XXI, coorte que segue mais de 8500 crianças desde o nascimento (em 2005-2006).

“Independentemente de outras características, o risco de excesso de peso em crianças de mães pouco escolarizadas foi cerca 1.6 vezes superior ao daquelas no topo da hierarquia”, valor que aumentou para 2.6 quando avaliado o risco de obesidade, explicou Sofia Correia. “Em termos absolutos, verifica-se uma diferença média entre os extremos de escolaridade na proporção de excesso de peso e de obesidade de quase 8% e 4%, respectivamente”, acrescentou.

Durante o estudo foram também observadas diferenças sociais na composição corporal das crianças em diferentes países europeus, o que pode contribuir para “perpetuar a desvantagem social” em saúde nos próximos anos, informa ainda o comunicado.

Os autores do estudo concluem que estes resultados “reforçam a urgência de uma intervenção precoce, mesmo antes do nascimento, no sentido de alcançar equidade em saúde”.

São as mães que mais castigam as crianças da Geração 21

Dezembro 25, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de Dezembro de 2012.

são as mães que mais castigam as crianças da Geração 21

 


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