Mães de 41,7% dos adolescentes obesos também o eram antes de engravidar

Julho 24, 2019 às 11:39 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 24 de junho de 2019.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Maternal body mass index, gestational weight gain, and the risk of overweight and obesity across childhood: An individual participant data meta-analysis

Bullying na maternidade. “Como é que consegues ter uma carreira e ser mãe?”

Junho 26, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do MAGG de 4 de junho de 2019.

por Marta Cerqueira

Os amigos questionam como conseguem viajar em trabalho e as educadoras interrogam as ausências. Assim é a vida de uma mãe que trabalha.

Quando Romain levou a Luísa ainda bebé a uma consulta na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, e entrou no consultório sozinho, a primeira pergunta da enfermeira foi: “A menina não tem mãe?”. A mãe, bem viva e a trabalhar, dá a volta a este tipo de bocas incentivando o namorado a brincar com o assunto. “Gostava que ele respondesse ‘Sim, morreu no parto’, só para ver a reação das pessoas”.

No que diz respeito à maternidade, toda a gente tem uma opinião a dar. Seja sobre a alimentação, sobre a hora a que a criança vai para a cama, quais as melhores fraldas e toalhetes e também sobre quem será o melhor cuidador. Tudo. Pelo menos é essa a opinião das três mães com quem a MAGG falou e que em comum têm o facto de manterem uma carreira ativa e dividirem de forma totalmente igualitária com o marido a educação dos filhos.

Em comum, estas mães têm também uma espécie de bolha que tentam manter impermeável a todos os comentários quanto ao facto de delegarem no pai da criança tarefas que a sociedade tende a ver como competência exclusiva da mãe.

“Eu sou uma boa mãe porque essa é a minha obrigação. O Romain é um bom pai e isso, para quem vê, é algo de fabuloso”, conta Nelma Viana, 34 anos, que já perdeu a conta às vezes que lhe lembram “da sorte que tem” em ter um namorado que “não se importa” de partilhar as tarefas.

Quando vão a uma consulta, por exemplo, o médico fala diretamente para si, ignorando completamente a presença do pai. “Cada vez que ele faz uma pergunta, há sempre uma pausa dramática e aquele olhar de ‘Uau, ele está mesmo interessado’”.

Mas nenhuma bolha é forte o suficiente para que Nelma não sinta “uma culpa gigante” sempre que alguém põe em causa a sua competência enquanto mãe. “Parece que, de repente, falhamos no desígnio que a sociedade nos impôs”.

Margarida Vaqueiro Lopes, também de 34 anos, partilha desta vulnerabilidade. “Mesmo sendo uma mulher muito bem resolvida, é claro que os comentários afetam sempre e já foram muitas as vezes em que duvidei de mim e do que era capaz”, conta à MAGG. Mas são dúvidas que se dissipam em segundos, assim que olha para Catarina, de quase 3 anos, e a vê a crescer bem, saudável e “uma menina do papá”.

Antes de serem pais, as tarefas em casa já eram totalmente igualitárias. Quando foram pais, Margarida e João acordaram que nenhuma carreira era mais importante do que a outra.

Margarida, jornalista, trabalha até mais tarde e, por isso, até há pouco tempo era o João que a ia pôr e buscar à escola. “A primeira vez que fui eu buscá-la, a educadora perguntou-me quem eu era e até achei isso bem, por questões de segurança. Mas depois, fez questão de, por várias vezes, frisar o facto de nunca me ter visto lá, já com aquele tom de condenação”. Margarida duvida que alguma vez dissessem aquilo ao pai de Catarina, tal como também não questionam se o João não pode estar presente em alguma atividade da escola. “Eu, que estive fora em trabalho no Dia da Mãe, levei logo com um: ‘Não vai?’”, dito com aquele tom condenador com o qual já se habituou a viver.

O mesmo aconteceu num dia em que Margarida ficou de ir buscar Catarina à escola mas ficou presa no trânsito. Ligou a avisar que ia atrasar-se 15 minutos e da escola responderam que a escola fechava às 18 horas, ponto. “Quando o João se atrasa e, às vezes, nem avisa, nunca ninguém lhe diz nada”, lembra.

A mãe é mãe, o pai é incrível

Margarida nunca tinha pensado na pressão social que as mães vivem antes de se tornar uma. “É suposto sermos incríveis”, garante, numa tarefa que, ainda por cima, nota que é pouco valorizada quando comparada com o apreço dado ao esforço masculino da parentalidade. “O João é um pai extremamente elogiado e eu sou constantemente relembrada sobre a sorte que tenho em tê-lo. Já eu, mãe, não faço mais do que é suposto”.

Esta categorização tem tudo que ver com o que é esperado do papel de um homem e de uma mulher na sociedade. Bernardo Coelho, investigador do Centro Interdisciplinar de Estudos de Género (CIEG), lembra que são esses preconceitos face à dualidade homem/mulher que fazem com que se criem preconceitos quanto ao papel de pai e de mãe. “É suposto a mãe ser cuidadora em primeiro lugar. O pai, espera-se que seja o provedor, o trabalhador”, explica à MAGG.

Quando esses papéis se invertem, ou quando apenas se fundem, deixam de corresponder às expetativas criadas para essas pessoas — e é daí que nascem os comentários negativos. “Nunca esquecer que as instituições são feitas de pessoas com esses mesmos preconceitos”, refere, numa tentativa de justificar as reações que estas mães já receberam tanto nas escolas como em hospitais.

Mas o pior, lembra Margarida, é quando os comentários chegam de pessoas próximas, muitas vezes de mães. “Ainda na semana passada, uma amiga da minha idade perguntou-me, com estas palavras : ‘Como é que consegues ter uma carreira e ser mãe?’”. E ainda que este tenha sido um comentário recente, os julgamentos à conjugação que faz entre carreira e maternidade começaram pouco depois de Catarina nascer.

“Fui numa viagem de trabalho para o Brasil quando a Catarina tinha 8 meses. Claro que me custou imenso, não vou negar, mas sabia que ela estava bem, com o pai”, conta. Mas não se safou de ouvir uma amiga, também ela mãe, mas que não se separou da filha até que fizesse 3 anos, a usar a palavra “coitadinha” ou de lhe perguntar várias vezes se a separação estaria a custar muito. “Eu percebo que há famílias diferentes, dinâmicas diferentes, mulheres diferentes. Mas só peço uma coisa: não me julguem”.

Maternidade pouco apoiada

Bernardo Coelho lembra que ainda que cada uma dessas mães tenha o poder de mudar as mentalidades ao seu redor, não é essa a sua função. “Este é um problema coletivo e deve ser tratado como tal”, refere o sociólogo, que lembra que só as políticas públicas têm o poder de mudar alguma coisa.

“A licença parental devia ser mais alargada e mais bem paga”, reforça. Ainda assim, de acordo com um novo diploma, os pais passam a ter 20 dias úteis de licença obrigatória (e não os atuais 15 que constam na lei) após o nascimento do bebé. Dias que podem vir a ser gozados de forma seguida ou interpolada, e até às primeiras 6 semanas de vida do recém-nascido. Além disso, na Assembleia da República discute-se o alargamento do período de licença por nascimento de filho, graças a uma petição com mais de 21 mil assinaturas que pede o alargamento da licença até um ano e paga a 100%.

Outro dos problemas identificados pelo especialista em questões de género está na diferença salarial entre homens e mulheres. “Se um casal tiver que abdicar de um ordenado para que um dos pais fique em casa com o filho, é a mulher que abdica uma vez que, ganhando menos, a perda global é menor”, explica.

Além disso, Bernando Coelho lembra que a sociedade não pode demorar tanto tempo a adaptar-se às novas realidades. É o caso dos horários das escolas. “A escola pública fecha às 15 horas e, com sorte, têm atividades extra curriculares, pagas à parte, até às 17 ou 18 horas. E quem não sai a essa hora? Ou quem vive na cidade que demora imenso tempo em deslocações?”, questiona, ainda que as respostas tenham tendência a demorar a surgir.

Joana Pratas, consultora de comunicação, mudou-se de Lisboa para o Douro antes dos filhos nascerem, mas não é por viver no campo que tem a vida facilitada. “Como viajo bastante em trabalho, eles andam sempre atrás de mim. É isso, ou ficam com o pai”.

E se nem nas grandes cidades esta dinâmica é visto com a normalidade esperada, imaginemos isso numa aldeia do Tabuaço. “Sinto que sou muitas vezes olhada de lado, não só porque sou freelancer e as pessoas acham que eu não trabalho, mas também porque veem o meu marido João a fazer aquilo que, aparentemente, não é suposto”, conta.

É João quem vai muitas vezes buscar a Teresa, de 6 anos, e o António, de 4, à escola ou à natação. “De tal maneira que há uns tempos, quando fui eu levar a Teresa à natação, uma das mães disse, várias vezes: ‘Olha a mãe da Teresinha’, com aquela entoação do “Afinal a Teresinha tem mãe’”.

Joana já brinca com a situação e, para evitar comentários, é ela que se chega à frente e conta às vizinhas que, por exemplo, é o João quem cozinha em casa ou que é ele quem fica com os miúdos quando sai em trabalho. “Com menos de um mês de vida, a Teresa ficou com o pai uma noite porque eu tive que estar fora e ainda hoje isso é algo comum na nossa rotina”, explica.

O que não quer dizer que para os outros seja normal. Esta semana, Joana tem um jantar e é João que vai ficar com o António e a Teresa em casa. Num post do Facebook sobre o evento, Joana marca a sua presença e um amigo comenta: “Casal moderno, o marido fica em casa com as crianças”, com três pontos de exclamação, a dar aquela entoação dúbia entre a surpresa e a crítica.

 

Dia da Mãe – INE

Maio 6, 2019 às 1:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Imagem retirada daqui

 

Pais podem sofrer de privação do sono até seis anos após nascimento do primeiro filho

Março 12, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 26 de fevereiro de 2019.

Efeitos são piores nas mulheres. Mesmo quando os filhos crescem, há novos fatores de stress e preocupação

Primeiro, há as preocupações básicas. O bebé acaba de nascer, acorda muitas vezes de noite, precisa de ser alimentado e de atenção redobrada. Depois vai crescendo, mas surgem novos motivos de stress: os pesadelos, o medo do escuro, as noites mal dormidas. Um conjunto de fatores que se prolonga ao longo dos anos pode perturbar o sono dos pais até seis anos depois do nascimento do primeiro filho, aponta um novo estudo.

A investigação, da universidade britânica de Warwick e publicada pela revista científica “Sleep”, foi elaborada na Alemanha, com base em entrevistas a 2541 mulheres e 2118 homens. Os participantes no estudo foram questionados anualmente, entre 2015 e 2018, sobre a qualidade e quantidade do seu sono após o nascimento do primeiro, segundo ou terceiro filho. Mas, se era de esperar que os inquiridos indicassem problemas relativos ao sono sobretudo depois de serem pais pela primeira vez, a verdade é que os resultados que indicam uma degradação da qualidade e quantidade de sono a maior prazo surpreenderam os próprios investigadores.

“Não esperávamos este resultado, mas acreditamos que há muitas mudanças nas responsabilidades que se tem [quando se é pai ou mãe]”, diz ao jornal “The Guardian” Sakari Lemola, um dos cinco co-autores do estudo. Ou seja, quando se tem um filho as preocupações não deixam de surgir, mesmo que este seja menos dependente, e é preciso contar com noites mal dormidas bem além dos primeiros meses de vida – seja graças a doenças, pesadelos, noites interrompidas ou simplesmente o stress de se ser pai.

A investigação conclui que, no caso do primeiro filho, estes efeitos negativos poderão durar, sobretudo no caso das mulheres, até depois de quatro a seis anos após o nascimento. Mas a privação de sono também se prolonga depois dos segundos e terceiros filhos, embora por menos tempo.

No caso das mulheres, as mais afetadas por esta privação, a perda de sono é de mais de uma hora por noite nos meses depois do nascimento do primeiro filho, reduzindo-se esse tempo para quarenta minutos quando passa o primeiro ano. Mas podem passar-se anos até que se restabeleça o padrão normal de sono e se recuperem as horas (bem) dormidas.

 

 

Entre as mulheres que foram mães, 5% arrependeram-se

Março 1, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 13 de fevereiro de 2019.

Natália Faria

Estudo mostra ainda que 13% das mulheres não se sentem felizes no seu papel de mães. Crianças difíceis de educar, muitas vezes em contextos de monoparentalidade, podem ajudar a explicar este grau de insatisfação.

Já se sabia que nem todas as mulheres acalentam a vontade de ser mães. O que não se sabia é que, entre as que o foram, a percentagem de arrependidas chega aos 5%. E, no grupo das mulheres que se declaram “esgotadas” e “frustradas”, que representam cerca de 10% das 2428 mulheres inquiridas no estudo As mulheres em Portugal, hoje: quem são, o que pensam e como se sentem, a percentagem das que se arrependeram de terem tido filhos é ainda superior: 9%.

Às “mães arrependidas”, que declararam que não teriam tido os seus filhos se soubessem o que as esperava, somam-se aquelas que os autores do estudo classificam como mães “não realizadas”. São 13% as que afirmam que a maternidade não foi o que esperavam, não obstante garantirem que, apesar de não se sentirem felizes como mães, teriam voltado a ter os filhos.

A insatisfação de “arrependidas” e “não realizadas”, que alastra a 18% das mulheres com filhos, tem hipóteses explicativas apontadas no estudo: além de se sentirem pouco orientadas para a maternidade, enfrentaram sozinhas ou sem grande apoio o processo de educação e os cuidados aos filhos, quer por estes terem nascido de uma relação que entretanto fracassou quer por terem sido forçadas a criá-los no seio de uma família monoparental.

“Uma coisa é a idealização que as mulheres fazem da maternidade e outra são as condições que as mães têm à sua disposição, em termos monetários, dos equipamentos socioeducativos na sua zona de residência, a disponibilidade afectiva. Há variáveis que importaria perceber melhor”, destrinça Sara Falcão Casaca, investigadora do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), da Universidade de Lisboa, para quem “a percentagem expressiva de mulheres que considera que não foi fácil educar os filhos” pode dever-se “à percepção de que lhes faltaram condições objectivas para o investimento que gostariam de ter feito nos filhos e não propriamente a qualquer noção de arrependimento em relação às crianças”.

Efectivamente, 38% das mães assumiram que educar os filhos esteve longe de ser uma tarefa fácil, contra as 62% para quem a educação dos filhos decorreu tal como imaginavam ou que até foi mais fácil do que o previsto.

De resto, o facto de a maioria das mães se declarar feliz nesse papel, não retira validade à afirmação segundo a qual a maternidade não é garantia de felicidade. Isto porque, sublinham os autores do estudo, “a felicidade que essas mulheres experimentam com a maternidade está muito pouco relacionada com o grau de felicidade que sentem nos restantes aspectos da vida”.

Da amostra, resulta que 27% das mulheres entre os 18 e os 64 anos de idade não têm filhos mas têm intenção de ser mães (a percentagem sobe para os 34%, no subgrupo das mulheres em idade fértil). E até são optimistas em relação ao número de filhos que virão a ter: 83% querem ter mais do que um, acima das 52% das mulheres efectivamente somaram mais filhos ao primeiro.

Na categoria das mulheres que não são mães, somam-se às 27% que pretendem vir a sê-lo, 10% que gostariam de ter tido filhos mas já não os terão, por já não terem idade para isso, e as 9% de mulheres que nunca quiseram ter filhos. Resulta daqui que 46% das mulheres estudadas não são mães, contra as 53% que o são e as 1% que estavam grávidas na altura do inquérito.

Entre as que ainda pretendem vir a ser mães, 17% dizem-se dispostas a tê-los mesmo sem terem um parceiro estável, quando considerarem que “chegou a altura certa”.

Em casal, são mais 24 minutos de trabalho

A partilha das tarefas de cuidados aos filhos nos casais em que ambos trabalham revela desequilíbrios. São as mães que levam os filhos ao médico, vão às reuniões da escola, levantam-se de noite e que os transportam, alimentam e estudam com eles em 69% dos casos, enquanto os pais se ficam pelos 26%. Os restantes 6% destas tarefas são assegurados por familiares ou por ajuda remunerada.

Por outro lado, “com a chegada de filhos ou filhas, a colaboração do pai nas tarefas domésticas reduz-se, quer a mulher tenha trabalho pago quer não tenha. “A colaboração do companheiro no cuidado com as crianças costuma ficar a anos-luz do que a mulher tinha inicialmente imaginado”, notam os autores do estudo.

Tudo somado, com a chegada das crianças “as mulheres passam a necessitar de destinar às tarefas familiares (domésticas, compras para a casa e cuidados aos filhos) quase duas horas a mais por dia, em média. Já os homens aumentam o seu tempo de dedicação, sim, mas em apenas 42 minutos. “As mães tendem a absorver 78% das novas tarefas familiares que resultam do nascimento da criança enquanto os pais se limitam a assumir 22%”, precisa o estudo, para concluir: “Não é de espantar que a avaliação que muitas mulheres fazem do companheiro depois da chegada do primeiro filho ou da primeira filha seja inferior à que faziam antes de a criança nascer”.

De resto, o documento precisa que as mulheres que têm de conciliar vida de casal, filhos e trabalho pago trabalham 13 horas e 24 minutos por dia, enquanto as mulheres que, tendo também filhos e trabalho pago, não vivem em casal trabalham apenas 13 horas. “As mulheres que têm trabalho pago e filhos ou filhas ficam ainda mais sobrecarregadas se tiverem um parceiro do que se viverem sozinhas”, afirmam taxativamente. São 24 minutos de uma diferença que reforça aquilo que, segundo Sara Falcão Casaca, vinha sendo apontado em diversos estudos: “Os homens ganham tempo para si com o casamento e as mulheres perdem-no”.

Descarregar o estudo mencionado na notícia  As mulheres em Portugal, hoje: quem são, o que pensam e como se sentem

A violência do parto, a alegria do nascimento. 20 imagens vencedoras do concurso de fotografia para grávidas

Março 13, 2018 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Fotografia de Vanessa Mendez

 

Foram anunciadas as 20 fotografias vencedoras do concurso “Birth Becomes Her”, dedicado a imagens tiradas a grávidas, ao parto e à amamentação. Mostram a violência do parto e a alegria do nascimento.

Um bebé a deixar o corpo da progenitora, uma mãe a amamentar o filho e a experiência de quem passou por um parto natural depois de submetida a uma cesariana. O concurso “Birth Becomes Her” chegou ao fim e premiou 20 das mais de mil fotografias que foram submetidas ao julgamento do júri. As imagens mostram a realidade nua e crua de vir ao mundo — e de trazer uma nova vida ao mundo, também.

A imagem vencedora veio de Lochristi, na Bélgica, e mostra um parto em casa dentro de uma banheira transparente: o bebé deixa o corpo da mãe e, à sua espera, está a irmã mais velha. A fotografia “O Incrível Primeiro Encontro dos Irmãos”, tirada por Marijke Thoen, também foi a escolha do público e portanto fica de fora das cinco categorias a concurso: Parto, Pós-Parto, Amamentação, Nascimento e Maternidade.

Veja todas as fotografias da fotogaleria AQUI.

 

Notícia do Observador em 20 de fevereiro de 2018

Ter uma criança passa a ter um guia online

Julho 17, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.rtp.pt/ de 30 de junho de 2017.

ouvir a notícia do link:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/ter-uma-crianca-passa-a-ter-um-guia-online_a1011503#

mais informações:

https://www.portaldocidadao.pt/web/instituto-da-seguranca-social/tenho-uma-crianca

Descarregar o manual Tenho uma Criança : Guia para conhecer os seus direitos, deveres e outras informações úteis no link:

https://www.portaldocidadao.pt/documents/842037/0/tenho_uma_crianca.pdf/

Confirma-se: a gravidez muda o cérebro das mulheres

Janeiro 4, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 20 de dezembro de 2016.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Pregnancy leads to long-lasting changes in human brain structure

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Reduções, do laranja para amarelo, de volume de matéria cinzenta no cérebro (em várias perspectivas) durante a gravidez Oscar Vilarroya

A estrutura do cérebro das mulheres é alterada com a gravidez, talvez de forma irreversível. Investigadores registaram uma adaptação dos circuitos neuronais que parece servir para optimizar funções necessárias à maternidade. Nos homens nada parece mudar.

Andrea Cunha Freitas Qualquer mulher que tenha estado grávida sabe que o seu organismo passou por uma revolução. As mudanças hormonais, a transformação física e todas as adaptações biológicas no corpo que gera um novo ser. E o cérebro? Também muda, assegura uma equipa de cientistas que avaliou, pela primeira vez, a estrutura cerebral de um grupo de mulheres antes e depois da primeira gravidez. Não se sabe ainda se as alterações são irreversíveis, só se sabe que, passados dois anos, o cérebro de uma mãe não voltou ao que era antes.

Um grupo de investigadores, liderado pela Unidade de Investigação de Neurociência Cognitiva da Universidade Autónoma de Barcelona (Espanha), recolheu dados durante cinco anos e quatro meses de um grupo de 25 mulheres que ficaram grávidas pela primeira vez e 20 mulheres sem filhos. Os investigadores, que publicaram um artigo na revista científica Nature Neuroscience, também analisaram os cérebros de 19 homens que foram pais pela primeira vez (companheiros das mulheres grávidas do estudo) e de 17 sem filhos. Todos os participantes no estudo foram sujeitos a várias ressonâncias magnéticas.

No cérebro dos homens, que parece ser imune à paternidade, não foram registadas alterações. Porém, o estudo revela que, numa primeira gravidez, as mulheres sofrem reduções significativas de matéria cinzenta em regiões que estão associadas à cognição social. O que – espere, antes de fazer conclusões precipitadas – não significa qualquer tipo de declínio das funções mas antes uma “sintonização” e reorganização dos circuitos neuronais que optimizam o cérebro para melhor desempenhar a tarefa de ser mãe.

Nos exames, observou-se uma “redução simétrica no volume da matéria cinzenta na zona medial frontal e posterior do córtex e também em regiões específicas, sobretudo, do córtex pré-frontal e temporal”, refere o comunicado de imprensa sobre o estudo. Os investigadores sublinham que existe uma notável sobreposição das alterações da gravidez com a rede que está associada à teoria da mente, que nos permite perceber o que os outros pensam e sentem.

“Acreditamos que as mudanças observadas concedem uma vantagem adaptativa na transição para a maternidade, por exemplo, facilitando a capacidade da mãe para perceber as necessidades do seu filho”, explica ao PÚBLICO Susanna Carmona, investigadora na Universidade Autónoma de Barcelona e uma das autoras do artigo. Estas mudanças nas mulheres fazem parte, defendem os cientistas, de um processo de adaptação e de especialização funcional para o momento especial da maternidade.

“As mudanças neuroanatómicas localizadas em algumas das regiões do cérebro destas mulheres mostraram, por exemplo, uma resposta neuronal mais forte aos seus filhos no período pós-parto”, refere a investigadora. E aí reside, talvez, uma das mais importantes implicações deste estudo, que, segundo Susanna Carmona, poderá ajudar a perceber melhor “a fisiologia patológica de distúrbios como a depressão pós-parto, podendo ajudar a prevenir e tratar esta desordem no momento certo”.

Adolescência, outra vez

Esta capacidade de sintonizar o cérebro para novos desafios, tornando-o mais apto, não é exclusiva do momento da maternidade. Nos cérebros destas mulheres, “as sinapses fracas são eliminadas abrindo caminho para redes neuronais mais especializadas e eficientes”, refere a investigadora, adiantando que este “mecanismo de ‘poda sináptica’ também ocorre durante a adolescência”. Assim, a reorganização – visível nas reduções de volume de algumas regiões do cérebro – acontece na fase de adolescência quando o cérebro apura as suas funções cognitivas e também, como se prova agora, com a maternidade.

“Sabe-se que as hormonas sexuais (esteróides) regulam a morfologia neuronal e provocam, nomeadamente na adolescência, alterações no cérebro. Por isso, não é surpreendente que os níveis hormonais sem paralelo da gravidez também o façam”, nota Susanna Carmona.

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Mas a conclusão de que o cérebro muda com a gravidez pode apenas significar a confirmação de uma suspeita para muitas mães. Muitas mulheres, admite a investigadora ao PÚBLICO, queixam-se de um aumento da distracção e défices de memória durante a gravidez. E Susanna Carmona sabe bem do que estas mulheres falam. A cientista e outras duas das principais autoras do artigo engravidaram durante esta investigação. Porém, e apesar de partilhar este sentimento, sublinha que os estudos que associam a gravidez a alterações na memória ou outras funções cognitivas são inconsistentes.

“No nosso estudo, não observámos qualquer impacto cognitivo nas medições que fizemos.” Aliás, sublinha a cientista, nas investigações em modelos animais (ratinhos, por exemplo) o impacto hormonal da gravidez no cérebro conduz a uma emergência dos comportamentos maternais mas também a melhorias persistentes da memória espacial, para encontrar comida e capturar as presas. Ainda assim, Susanna Carmona considera que seria interessante estudar “até que ponto estes problemas não são causados por reduções de memória, mas antes por uma mudança da atenção da futura mãe para estímulos e pensamentos sobre o bebé em prejuízo de outras coisas externas, que não têm a ver com a maternidade”.

Por fim e não menos importante: as mudanças observadas no cérebro das mães são irreversíveis? Além dos exames feitos antes e depois da gravidez, os investigadores fizeram mais uma sessão de ressonâncias magnéticas dois anos depois do parto. “Vimos que, nessa altura, as mudanças ainda continuavam lá”, diz a investigadora, que conclui: “Neste momento, não sabemos se os cérebros destas mães vão algum dia regressar ao seu estado original, o que é altamente improvável, mas para saber isso será necessário vigiar os seus cérebros nos próximos anos.”

 

 

Vai nascer… já nasceu! E agora, o que é que eu faço? na Biblioteca dos Coruchéus

Outubro 19, 2016 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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biblio

Entrada gratuita mediante inscrição prévia numa das BLX.

mais informações:

http://blx.cm-lisboa.pt/gca/?id=379

Ter os filhos na prisão é opção de “último recurso”

Junho 12, 2016 às 7:03 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 6 de junho de 2016.

Nélson Garrido

Ana Dias Cordeiro

As condições para acolher crianças até aos cinco anos em prisões de mulheres são “excelentes”. Mas a maioria fica fora da prisão.

Quando uma mulher foi mãe pouco antes de ser presa ou já depois, a prisão disponibiliza-lhe uma cela maior, com espaço para o berço. As prisões femininas, como a de Tires e a de Santa Cruz do Bispo, estão preparadas para que as mulheres possam ter consigo os filhos. A professora Raquel Matos diz mesmo que as “condições são excelentes” para esse acolhimento.

As crianças podem ficar com as mães na prisão até terem três anos ou, em casos excepcionais, até aos cinco anos. Quase todas as mulheres presas têm filhos, mas são muito poucas as que os têm consigo.

“Ter os filhos com elas tende a ser uma situação de último recurso”, explica Raquel Matos. “É bom para elas, mas não é bom para as crianças.” Essa reflexão “traz algum sofrimento e ambivalência para as mulheres. Embora as condições sejam excelentes, nunca é como estar cá fora. A creche é óptima, há actividades e passeios à praia com monitores. Podendo ter os filhos lá, elas gostariam de ter os filhos lá, mas se tiverem familiares com quem os podem deixar, deixam”.

Também Rafaela Granja diz que “muitas mulheres lidam com a maternidade através dos muros”. A investigadora, que estudou os efeitos nas famílias de mães que são presas, esclarece: “Quando a mulher é presa, isso obriga a uma reconfiguração das dinâmicas familiares. Aquela que é mais premente é a questão da maternidade. As mulheres detidas são, por vezes, as únicas cuidadoras das crianças. E há vários casos em que ambos os elementos do casal estão presos, por vezes pelo mesmo crime. Encontra-se por vezes também familiares numa mesma prisão — uma mulher que pode estar presa com uma tia, com uma prima ou com a mãe.”

 

 

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