Unicef: guia para grávidas e recém-nascidos em época de covid-19

Maio 23, 2020 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia da ONU News de 15 de maio de 2020.

Medo, ansiedade e incertezas são alguns dos efeitos psicológicos da pandemia experimentados por muitas grávidas; Unicef perguntou à presidente da Confederação Internacional de Parteiras, Franka Cadée, o que pode ser feito para proteger os bebês e as mães.

É seguro continuar os exames de pré-natal em meio ao risco da pandemia?

Muitas grávidas estão com receio de comparecer às consultas enquanto cumprem as medidas de isolamento social. Existem muitas adaptações a essa nova realidade. Várias parteiras passaram a atender por telefone. De forma que o tempo do exame sobre o desenvolvimento do bebê é curto.  Por isso, muitas mulheres não estão indo a todas as consultas e têm menos contato com o agente de saúde para evitar o risco de contaminação. E essas mudanças também devem atender aos pacientes, individualmente, e com base em suas respectivas condições de saúde. Por exemplo: gravidezes de alto risco e de baixo risco. As mães devem procurar as opções de agentes de saúde em suas comunidades, pois os profissionais que já cuidam das grávidas conhecem a realidade delas melhor que ninguém. Sejam parteiras ou obstetras. É importante continuar recebendo apoio profissional mesmo após o nascimento do bebê como imunizações de rotina logo procure conselhos de um agente de saúde para saber como realizar essas consultas.

Se eu tiver sido contaminada com covid-19, eu posso passar o vírus para o bebê? 

Não sabemos se a doença pode ser transmitida durante a gravidez. Até o momento, o vírus não foi encontrado em fluídos vaginais ou no leite materno, mas as informações e os detalhes sobre o novo coronavírus continuam surgindo. Até agora, o covid-19 não foi detectado no líquido amniótico ou na placenta.
O melhor a fazer é tomar todas as precauções para evitar contrair essa doença. Mas se você está grávida ou acaba de dar à luz uma criança e foi infectada, procure um médico rapidamente e siga as instruções.

Eu estava planejando um parto no hospital ou numa clínica. Ainda é uma boa ideia? 

É melhor perguntar a sua parteira ou a seu médico qual seria a opção mais segura e que precauções devem ser tomadas. Isso difere de caso a caso. Depende da mulher, da situação e do sistema de saúde. A gente espera que a maioria das instalações de saúde possa manter os pacientes com covid-19 bem distante dos demais pacientes, mas em alguns casos, isso não é possível. Em algumas nações de renda alta,
como a Holanda, de onde venho, temos um sistema que integra o parto em casa ao sistema de saúde. Assim o parto caseiro é seguro. E mais mulheres estão optando por isso. E alguns hotéis estão sendo usados na Holanda por parteiras para o nascimento evitando que as grávidas se contaminem. Mas essa não é a realidade da maioria dos países.

Parceiros ou familiares podem acompanhar o parto?

As políticas variam de país para país. O ideal é que a mulher tenha alguém com ela garantido todas as precauções como uso de máscara cirúrgica, higiene das mãos etc. O que se nota em alguns países é uma proibição de acompanhantes e isso me preocupa. Compreendo que a redução no número de pessoas com a grávida, mas é preciso assegurar que ela tenha alguém: uma pessoa da família, parceiro, alguém próximo, e precisamos deixar o bebê com a mãe após o parto. Precisamos ter compaixão e entender cada situação. E o agente de saúde, paciente e familiares estão fazendo o que podem para usar o bom senso e para ouvir. É muito importante atuar em comunidade nessa hora.

Estou me sentindo incrivelmente ansiosa sobre o parto. Como devo lidar com isso?

Planejar o parto ajuda muito a diminuir ansiedade por oferecer um sentido de controle da situação, mas é preciso também reconhecer que no quadro atual, é difícil prever dependendo de onde se vive. É bom saber para quem telefonar quando os sinais de parto começarem. Quem dará o apoio na sala de parto e onde? Que restrições existem no local de nascimento etc. Para relaxar, as grávidas devem fazer exercícios como alongamento, respiração e ligarem para as parteiras caso necessário. Alimentar-se bem, ingerirem líquidos e viverem a gravidez de forma feliz.

Que perguntas devo fazer aos profissionais de saúde?

É importante ter uma relação de confiança com eles e fazer as perguntas livremente. Quando a relação é boa, eles respondem tudo a contento e de forma aberta. Você tem direito a todas essas informações porque é o seu corpo e o seu bebê que estão em jogo. As parteiras estão lidando com um aumento de demandas sobre os serviços assim como médicos e enfermeiros e por isso devem levar mais tempo para responder. É possível estabelecer um sistema sobre como e quando se comunicar com seu agente de saúde. Por exemplo: organize suas consultas e como marcar uma emergência. Também é útil conversar com os seguros de saúde e provedores para obter uma cópia dos seus exames e prontuários e do pré-natal em caso de interrupções dos serviços. É importante perguntar tudo que você queira e precise saber antes do parto.

Estou sob risco de contrair o novo coronavírus? Como separar as pessoas que tiveram a doença das que não tiveram? Existe equipamento de proteção? Eu posso ter parto normal? 

Alguns hospitais devem dar alta às novas mães mais rapidamente que antes por causa do risco. Mas isso difere de contexto para contexto. Por isso, a importância de pedir conselho aos obstetras e às parteiras.

Após o parto, como poderei proteger meu bebê? 

É simples:  fique somente em família e recuse visitas. E se tiver outras crianças, se assegure que elas estão isoladas, sem contato com outras fora da casa. Sua família deve lavar as mãos e se cuidar bem para evitar a pandemia. E ainda que seja um momento difícil, tente ver o lado positivo de usar esse momento para se aproximar como família. Aproveite a tranquilidade, estabeleça intimidade com o recém-nascido. Este é um tempo especial. Desfrute-o.

Estou esperando um bebê. O que devo fazer para me proteger da covid-19? 

Pelas pesquisas que temos, as grávidas não têm maior risco de contrair a doença que outro grupo qualquer. Mas devido a mudanças em seus corpos e no sistema de imunidade, nos últimos meses da gestação, as grávidas ficam mais expostas a problemas respiratórios como infecções. E por isso, é importante tomar precauções. Eu sei que pode ser bem duro para as gestantes que têm que cuidar de si e do bebê. E muitas vezes de outros filhos também. O distanciamento social é vital para se proteger.

Confira algumas dicas: 

  • Evite contato com qualquer pessoa com sintomas de covid-19.
  • Não use o transporte público, se possível.
  • Trabalhe de casa.
  • Evite multidões grandes ou pequenas em lugares públicos ou privados.
  • Não participe de reuniões em família ou com amigos nesse momento.
  • Contate seu agente de saúde por telefone.
  • Lave as mãos com água e sabão, limpe regularmente e desinfete frequentemente as superfícies em casa, monitore todos os sinais de sintomas da pandemia e procure cuidados e atendimento.

Posso amamentar meu bebê?

Sim. É perfeitamente seguro pelo que sabemos até agora. E é o melhor que a mãe pode fazer pelo filho. Até o momento não foi notificada nenhuma transmissão do vírus pelo leite materno. Mas se houver suspeita de que foi contaminada, procure um médico e siga as recomendações. E ao amamentar, use máscara e lave suas mãos antes e depois do contato com a criança. Se tiver muito doente para amamentar, retire o leite com equipamentos e alimente o bebê utilizando um copo ou uma colher limpos.

O que devo fazer se vivo num lugar com muita gente? 

Muitas mulheres vivem desta maneira o que dificulta o distanciamento físico. Nesse caso, eu pediria à comunidade que tome conta dessas grávidas. As pessoas devem manter distância das gestantes para protegê-las. E alguns toaletes e banheiros devem ser reservados a elas. E todos devem lavar bem as mãos. Uma medida que ajuda muito. Vamos apoiar as grávidas que estão dando à luz nosso futuro.

Consumo de álcool na gravidez tem efeitos negativos nos rins das crianças

Fevereiro 20, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , ,

Notícia do Público de 12 de fevereiro de 2020.

Mais informações no link:

https://ispup.up.pt/news/internal-news/consumo-de-alcool-na-gravidez-afeta-o-funcionamento-do-rim-da-crianca-anos-mais-tarde/892.html/

Gravidez: o que contribui para o aparecimento da obesidade na criança?

Dezembro 30, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Texto do Sapo Lifestyle

Alguns fatores presentes na gravidez estão relacionados com o aparecimento do excesso de peso e da obesidade durante a infância:

  • Obesidade da mãe
  • Ganho de peso excessivo da mãe
  • Fumo do tabaco
  • Diabetes não controlada

Quais são as principais medidas a tomar durante a gravidez para prevenir a obesidade infantil?

Não se sabe ao certo como agem alguns fatores, como o fumo do tabaco, o ganho de peso excessivo da mãe, a obesidade da mãe e a diabetes não controlada durante a gravidez, para aumentar a tendência do bebé para ter excesso de peso na infância.

Mas existe uma série de explicações possíveis para isso. Com base nestes fatores, podemos sugerir algumas medidas que certamente contribuem para uma gravidez mais saudável e que são capazes de contribuir para a prevenção da obesidade no bebé:

  • Engravidar com um peso saudável
  • Ter bons hábitos de alimentação e atividade física durante a gravidez
  • Ter um ganho de peso adequado durante a gravidez
  • Não fumar
  • Diagnosticar e controlar a diabetes

É importante ter em conta que o aparecimento ou não da obesidade na criança não depende somente daquilo que acontece durante a gravidez. Após o nascimento e durante a vida da criança, os seus hábitos alimentares, de atividade física e de sono vão ser determinantes para o aparecimento ou não da obesidade. Ainda neste sentido a gravidez pode contribuir de forma significativa para a prevenção da obesidade na criança. Em primeiro lugar, dentro da barriga da mãe o bebé começa a ter contacto com os paladares da alimentação da mãe. Estudos indicam que a alimentação da mãe durante a gravidez pode influenciar as preferências alimentares do bebé. Assim, ter uma alimentação saudável durante a gravidez pode contribuir para a formação de bons hábitos de alimentação na criança.

Por outro lado, os hábitos alimentares e de atividade física dos próprios pais estão entre as mais fortes influências nos hábitos das crianças. A criança copia tudo aquilo que vê nas pessoas mais importantes que estão a sua volta.

A gravidez pode ser o motivo que falta para que a família siga hábitos mais saudáveis de alimentação, atividade física e descanso. Assim, será muito mais fácil e natural conseguir que a criança tenha também hábitos saudáveis de alimentação, atividade física e sono. Sabia que os hábitos de pequenino vão influenciar os hábitos e a saúde do seu filho para o resto da vida?

Como posso colocar em prática estas medidas de prevenção da obesidade infantil?

Se está a pensar em engravidar, comece por marcar uma consulta de planeamento familiar. Nesta consulta poderá esclarecer as suas dúvidas e vai receber as orientações necessárias para que a gravidez inicie da melhor forma para si e para o bebé.

Se já está grávida e ainda não marcou uma consulta de Saúde Materna, faça-o o quanto antes. Mantenha o acompanhamento durante toda a gravidez pois isso é fundamental para levar uma gravidez saudável e tranquila.

Como também pode verificar nesta secção, o melhor que pode fazer para si e para o seu bebé é procurar ter uma vida cada vez mais saudável, com bons hábitos de alimentação, atividade física e descanso. Para além dos benefícios que terão durante a gravidez, estará a construir um ambiente familiar mais saudável para a chegada do bebé. Se é fumadora, deve procurar ajuda para deixar de fumar, de preferência ainda antes de engravidar.

O pai e outros membros da família podem e devem aderir às mudanças no sentido de uma vida mais saudável. Assim estarão a ajudar a si próprios, à mãe e ao bebé. Será um início de vida promissor para o vosso filho e uma excelente oportunidade para toda família.

Muitas dúvidas vão surgir e o Papa Bem está aqui para ajudá-los neste sentido. Queremos alertá-los acerca da importância de uma “família saudável” para o bom desenvolvimento e para a saúde do vosso bebé e orientá-los para o alcance deste objetivo. Para isso, preparámos uma série de materiais com informações e sugestões para tornar as escolhas saudáveis mais atraentes e fáceis de se colocar em prática.

Para mais informações consulte www.papabem.pt

Os pais são “super-heróis”; as mães, “maminhas”. Rita ilustra os desafios da maternidade

Dezembro 26, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Texto do P3 de 19 de dezembro de 2019.

Rita Sales Luís foi mãe há seis meses e percebeu que “há muitos assuntos acerca da maternidade sobre os quais não se fala” — como o facto de os pais serem “super-heróis que embalam, carregam e divertem”, enquanto as mães “ficam reduzidas a maminhas”. Decidiu, por isso, começar a ilustrar os desafios de cuidar de um bebé, para “partilhar experiências com outras pessoas”. E para que ninguém se sinta “tão sozinho” na aventura que é a gravidez e a parentalidade.

A ilustradora escolheu um estilo “simples, colorido e minimalista, tipo cartoon“, para os seus desenhos (para complicar já chegam as crianças a chorar toda a noite), que abordam as inseguranças, as dificuldades, as pressões. E embora as ilustrações não sejam “o foco” da sua actividade profissional, mas algo que faz nos tempos livres, partilha-as na sua página de Instagram. Para desmistificar algumas ideias pré-concebidas e abrir o diálogo: “Supõe-se que os pais tenham que se sentir impecáveis, confiantes e competentes. Não se fala de saúde mental. As pessoas não se apercebem da pressão que colocam nos pais”, escreve a também directora de arte na Heimat Berlin Advertising Agency, em Berlim, onde vive há mais de três anos, ao P3. “Ninguém fala verdadeiramente sobre o parto, nem as mulheres entre si, o que eu acho um pouco chocante”, confessa a lisboeta de 33 anos, que esteve em Nova Iorque durante quatro anos, a estudar publicidade.

Um dos seus desenhos favoritos é aquele em que mostra um casal a consultar uma aplicação para perceber se está na hora de dar o biberão ao bebé (imagem 16): “Por ser tão verdadeiro na minha geração.” Os restantes… são intemporais.

Visualizar as imagens no link:

https://www.publico.pt/2019/12/19/p3/fotogaleria/pais-super-herois-maes-maminhas-rita-ilustra-desafios-maternidade-399098?fbclid=IwAR1GaGP0R-iqd-Y__eDQDHEFQLfVTHRXjOg9Ffa8iQJqDdPWWoxxsem-_9M#&gid=1&pid=1

Stress do pai durante a gravidez também influencia comportamento das crianças

Agosto 28, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , ,

Danielle Macinnes / Unsplash

Notícia e imagem do Público de 6 de agosto de 2019.

O estado emocional da gestante já tinha sido relacionado com o comportamento das crianças. Agora, um novo estudo indica que o stress do pai e as dinâmicas do casal também influenciam a forma como os filhos se comportam.

Carla B. Ribeiro

O stress emocional do pai durante a gravidez é uma das causas dos problemas emocionais e de comportamento em crianças de 2 anos, conclui um estudo de uma equipa de investigadores das universidades de Birmingham, Cambridge, Leiden (Holanda) e Nova Iorque, publicado na revista Development & Psychopathology, editada pela Universidade de Cambridge. Mais: o mesmo trabalho relaciona os conflitos no casal aos problemas emocionais de crianças muito pequenas.

A equipa responsável destaca o facto de esta investigação se tratar da primeira a examinar a influência do bem-estar de mães e pais — e não apenas da mãe ou apenas do pai — antes, ao longo do terceiro trimestre, e depois do nascimento das crianças, tendo incluído a observação destas entre os 4 e os 24 meses de idade.

“Há muito tempo que as experiências do pai são tratadas em paralelo ou totalmente isoladas das [experiências da] mãe. E isto precisa de mudar porque a dificuldade de relacionamento das crianças tanto com o pai como com a mãe poderá ter efeitos a longo prazo”, explica Claire Hughes, a professora do Centro de Investigação para Família de Cambridge, em comunicado.

De acordo com os dados apurados pelos investigadores, o bem-estar da mãe de primeira viagem durante o período de gestação influencia directamente o comportamento observado quando os pequenos atingem os 2 anos, registando “birras, inquietação e mal-estar” naqueles cujas mães revelaram stress durante a gravidez. Porém, de acordo com o mesmo estudo, tanto o stress do pai como a relação do casal acaba por determinar o comportamento da criança nos seus primeiros anos de vida. E não apenas durante a gravidez, mas também nos primeiros meses do recém-nascido.

As descobertas apontam para que os bebés que tenham tido, nos primeiros meses de vida, um ambiente familiar tenso, com pai e mãe em stress pós-parto, mais tarde mostram-se “mais propensas a apresentar problemas emocionais”, seja por se revelarem preocupadas, infelizes e chorosas; por se assustarem facilmente; ou por mostrarem resistência a enfrentar qualquer situação que se apresente como uma novidade.

Para Hughes, este estudo torna-se de importância vital por identificar um problema que pode ser trabalhado com acompanhamento no tempo certo: “As nossas descobertas destacam a necessidade de um apoio mais precoce e efectivo para os casais se prepararem melhor para a parentalidade.” A pensar nisso, a equipa começou por partilhar as suas conclusões com a National Childbirth Trust (NCT), instituição britânica que tem como missão apoiar física e emocionalmente quem se prepara para um primeiro filho, ao mesmo tempo que diz “incentivar o NHS”, serviço nacional de saúde do Reino Unido, e outras organizações a reconsiderarem o apoio que oferecem, não o limitando à mãe, mas incluindo também o pai de primeira viagem e, em simultâneo, o casal.

A investigação teve por base uma amostra de 438 mães e pais enquanto esperavam pelo seu primeiro filho, no terceiro trimestre de gravidez, e incluiu o acompanhamento posterior dos três quando a criança tinha 4, 14 e 24 meses. Geograficamente, a amostra dividiu-se entre o Leste de Inglaterra, o estado de Nova Iorque e a Holanda.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Parental well-being, couple relationship quality, and children’s behavioral problems in the first 2 years of life

Mães de 41,7% dos adolescentes obesos também o eram antes de engravidar

Julho 24, 2019 às 11:39 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , ,

Notícia do Público de 24 de junho de 2019.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Maternal body mass index, gestational weight gain, and the risk of overweight and obesity across childhood: An individual participant data meta-analysis

Cerca de 800 milhões de mulheres casaram ainda meninas

Abril 25, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia da Sábado de 10 de abril de 2019.

Relatório da ONU adianta que, em países onde existem emergências humanitárias, 500 mulheres e meninas morrem a cada dia devido a problemas ligados à gravidez ou ao parto.

Cerca de 800 milhões de mulheres foram casadas quando eram meninas e 300 milhões não têm acesso a métodos e serviços contracetivos, informa o relatório anual do Fundo da População das Nações Unidas, esta quarta-feira publicado.

O relatório, com o qual o organismo assinala os seus 50 anos de existência, adianta que, em países onde existem emergências humanitárias, 500 mulheres e meninas morrem a cada dia devido a problemas ligados à gravidez ou ao parto, sublinhando a necessidade de conseguir que todas tenham plenos direitos sobre a sua reprodução.

Sobre o matrimónio infantil, o documento destaca que em países como o Bangladesh, o Chade, a Etiópia ou a Guiné, 60% das mulheres casam-se antes dos 18 anos, enquanto a percentagem dos homens a quem acontece o mesmo é de 20%.

Em média, uma em cada cinco mulheres no mundo casaram antes dos 18 anos, sendo que o número duplica nos países menos desenvolvidos.

“Apesar do aumento do acesso a contracetivos, milhões de mulheres continuam a não os poder usar, nem desfrutar dos direitos reprodutivos que eles permitem”, destaca a diretora executiva do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), Natália Kanem, num comunicado a propósito da publicação do documento deste ano.

“Esta carência, que influencia diversas facetas da vida, desde a educação à segurança, impede que as mulheres possa escolher o seu próprio futuro”, afirmou.

O documento mede, pela primeira vez, a possibilidade de as mulheres terem escolha sobre três variáveis da sua vida reprodutiva: decidir sobre a relação sexual com o seu parceiro, usar contracetivos e ter acesso a serviços de saúde ligados a esta questão.

Nos 51 países de onde a FNUAP recebeu dados completos, foi possível detetar que 43% das mulheres não têm a possibilidade de decidir o que querem relativamente a nenhuma destas variáveis.

Embora admita haver ainda muitos desafios para enfrentar, o FNUAP refere que, em 50 anos de existência, registaram-se claros avanços, como o facto de o uso de contracetivos pelas mulheres ter crescido de 24% em 1969 para 58% em 2019 (de 1 para 37% nos países menos desenvolvidos).

O FNUAP aproveita também a comemoração do 50º. Aniversário para homenagear 15 personalidades pela sua contribuição para que todos tenham direitos sobre a reprodução, entre as quais figura a ex-presidente chilena Michele Bachelet, atual alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

O documento mostra ainda diversas estatísticas demográficas, como a taxa de fertilidade (número de filhos que cada mulher tem, em média, durante a idade reprodutiva), que passou de 4,8 filhos há 50 anos para 2,9 em 1994.

Esta taxa, que em teoria deveria manter-se acima de dois para garantir que a população total não diminui, continua a baixar a nível global.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

State of World Population 2019 : UNFINISHED BUSINESS : the pursuit of rights and choices FOR ALL

Press Release:

World must work harder to secure sexual and reproductive rights for all, says new UNFPA report

 

 

 

 

Estudo diz que fumar durante a gravidez aumenta para o dobro o risco de morte súbita do bebé

Março 25, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Vladimir Godnik / Getty Images

Notícia da Visão de 12 de março de 2019.

Um estudo, resultante de uma colaboração entre o Instituto de Investigação Infantil de Seattle e cientistas de dados da Microsoft, chegou à conclusão que fumar antes ou durante a gravidez contribui para o aumento do risco da morte da criança antes do seu primeiro aniversário.

A investigação, publicada esta segunda feira na revista Pediatrics, analisou, com base em dados fornecidos pelo Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA, mais de 20 milhões de nascimentos e mais de 19 mil mortes inesperadas de bebés, acontecidas durante 2007 e 2011, e descobriu que o risco de morte aumenta por cada cigarro fumado. O estudo concluiu que depois de fumar um maço de tabaco, o risco de morte inesperada triplica em relação aos recém-nascidos de mães não-fumadoras.

“Todos os cigarros contam”, resume Tatiana Anderson, líder do estudo, e neurocientista no Instituto de Investigação Infantil de Seattle. “Os médicos deviam ter estas conversas com os seus pacientes e avisá-los: “Devia parar [de fumar]. Essa é a melhor maneira de diminuir a probabilidade de morte súbita do recém-nascido. Se não conseguir [parar], cada cigarro que reduzir vai ajudar.”

“Um dos pontos mais importantes que eu retiraria deste estudo é que apenas fumar um ou dois cigarros aumenta o risco de morte súbita infantil”, salienta também o pneumologista Cedric Rutland, porta voz da Associação Americana de Pneumonologia.

A síndrome da morte súbita infantil, conhecido como SMSI, continuou a aterrorizar os pais, mesmo depois de se descobrir a ligação entre a posição de dormir do bebé e a sua ocorrência. Depois de uma campanha de sensibilização dos pais para a importância de deitar os bebés de costas, nos EUA, em 1994, esta taxa de óbitos diminuiu para cerca de 50 por cento.

Contudo, apesar da descida, os cientistas identificaram duas outras causas: a sufocação acidental e uma outra ainda mal definida. A resposta para esta terceira causa chegou num estudo publicado em 2006, que mostrava uma ligação direta entre as mortes dos recém-nascidos e as mães fumadoras.

Segundo um estudo do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, 23% a 34% dos casos de SMSI estão relacionadas com o tabagismo pré-natal. Os riscos das crianças que nascem de mães fumadoras são bastante altos, sendo que nesta mesma investigação está comprovada uma ligação entre as progenitoras que fumaram durante a gravidez e crianças que sofrem de asma, cólicas e obesidade. O próprio fumo passivo é perigoso para o desenvolvimento do feto e contribui até 20% para o risco da criança nascer abaixo do peso recomendado.

Muitos investigadores tem trabalhado para descobrir até que ponto é que fumar contribui para o SMSI, mas a teoria que prevalece é que fumar aumenta os níveis de serotonina, um neurotransmissor que é “conhecido pela sua influência na sensibilidade à dor, no comportamento exploratório, na atividade locomotora e nos comportamentosde agressivos e de ordem sexual”. Em algumas crianças, é possivel que a serotonina afete a capacidade do tronco cerebral regular o sistema respiratório durante o sono.

“Isto pode, provavelmente, levar as crianças a parar de respirar durante a noite”, explica Rutland, que também é professor clínico assistente da medicina interna da universidade californiana Escola de Medicina UC Riverside.

Apesar da descida significativa no números de fumadores nos EUA, nos últimos anos, Anderson afirma que estatísticas mostram que pelo menos 338 mil mulheres por ano continuam a fumar durante a gravidez. Contudo, a líder do estudo afirma que apesar de grande parte das grávidas saber que não devia fumar, muitas não mostram vontade ou não conseguem parar e “negam que fumam ou dizem que fumam menos do que aquilo que fumam na realidade.”

“Elas não reduzem ou param de fumar. Continuam a fumar ao mesmo ritmo durante toda a gravidez.” Se não fumassem, segundo o modelo computacional deste estudo, é estimado que pelo menos 800 mortes podiam ser evitadas durante a gravidez.

“A mensagem a reter”, recorda Anderson, “é que as mulheres fumadoras que estão a planear engravidar deviam parar de fumar muito antes de começar a tentar.”

Esta nova investigação foi a primeira a ser feita em conjunto com os cientistas de dados da Microsoft, depois de John Kahan, líder da análises de dados de clientes da Microsoft ter perdido o seu filho. Dias depois da morte, em 2003, criou o projeto Aaron Matthew SIDS Research Guild.

A sua equipa tem utilizado os dados disponíveis sobre a morte de recém-nascidos para descobrir uma maneira de salvar crianças como o filho de John Kahan.

Juan Lavista, ex-membro da equipa de Kahan e que agora é diretor sénior de dados científicos no laboratório de investigação AI for Humanitarian Action, criado pelo presidente da Microsoft, Brad Smith, tem como objetivo utilizar a inteligência artificial para ajudar a lidar com alguns dos problemas mais complexos da humanidade e tem permitido a Lavista trabalhar em projetos como o estudo da SMSI a tempo inteiro.

“O mundo tem muitos problemas e acreditamos que podemos fazer a diferença com a inteligência artificial”, afirma Juan Lavista.

Os cientistas que trabalharam juntos neste estudo não pretendem ficar por aqui, sendo que tem como intenção investigar outros problemas relacionados com a síndrome, desde o impacto dos cuidados pré-natais, à relação que a idade de recém-nascido tem com a sua morte súbita e examinar como é que a SMSI acontece nos 50 estados norte-americanos.

 

 

 

Estudo. Consumo de cafeína em chá ou café na gravidez pode ser uma atitude de risco para o seu bebé

Fevereiro 25, 2019 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , , ,

©Dreamstime

Notícia do i de 9 de janeiro de 2019.

Se está grávida e é uma consumidora assídua de cafeína então este artigo
De acordo com um novo estudo, levado a cabo por investigadores da University College Dublin, na Irlanda, as grávidas que consomem caféina, seja no café ou no chá (verde ou preto) apresentam um maior risco de ter bebés de baixo peso ou prematuros, compativamente às mulheres que se abstêm do estimulante durante a gravidez.
Em causa está o facto da cafeína restringir a circulação do sangue direcionado para a placenta, o que acaba por atrasar o crescimento do bebé.
Para o estudo, foram examinadas 941 mães e bebés. Destas, 48% tinham como principal fonte de cafeína o chá, enquanto 38% consumia café.
“Com base nas associações consistentes que observamos e porque muitas gravidezes não são planeadas, recomendamos mulheres que estão grávidas ou que desejam engravidar para pelo menos limitar o consumo de café e chá com cafeína”, disse Ling-Wei Chen, autor do estudo, citado pela Reuters.
De acordo com a investigação por cada 100 miligramas adicionais de cafeína diária durante o primeiro trimestre, o que equivale a cerca de metade de uma chávena de café, o bebé pode diminuir cerca de 700 gramas antes do nascimento, ter uma idade gestacional menor, ter menor comprimento no nascimento e dimuir a circunferência do crânio.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já havia recomendado que as mulheres consumissem menos de 300 miligramas de cafeína por dia durante a gravidez. Contudo, o estudo, publicado no The American Journal of Clinical Nutrition, mostra que esse valor é elevado.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Associations of maternal caffeine intake with birth outcomes: results from the Lifeways Cross Generation Cohort Study

Curso de Formação Inicial Ajuda de Mãe – 2018/2019

Outubro 31, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

mais informações:

http://www.ajudademae.pt/

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.