Ter uma criança passa a ter um guia online

Julho 17, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.rtp.pt/ de 30 de junho de 2017.

ouvir a notícia do link:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/ter-uma-crianca-passa-a-ter-um-guia-online_a1011503#

mais informações:

https://www.portaldocidadao.pt/web/instituto-da-seguranca-social/tenho-uma-crianca

Descarregar o manual Tenho uma Criança : Guia para conhecer os seus direitos, deveres e outras informações úteis no link:

https://www.portaldocidadao.pt/documents/842037/0/tenho_uma_crianca.pdf/

Filhos de mães fumadoras com maior risco de ter tensão alta

Julho 7, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tvi24.iol.pt/ de 13 de junho de 2017.

Efeito é visível desde bem cedo, logo aos quatro anos de idade

As mães que fumam agravam o risco de pressão (ou tensão) arterial alta nos filhos. Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluiu que este efeito é logo visível aos quatro anos de idade.

Os autores do estudo, publicado na revista “Nicotine & Tobacco Research”, defendem que as mulheres devem deixar de fumar antes de engravidarem. Ao mesmo tempo, lembram que a pressão arterial sistólica alta está associada ao risco de doenças cardiovasculares, a principal causa de morte no nosso país.

A investigação envolveu 4.295 crianças nascidas em cinco maternidades da Área Metropolitana do Porto, pertencentes à coorte Geração 21 (projeto de investigação que acompanha mais oito mil crianças da cidade do Porto, desde o nascimento).

Num país como Portugal, onde a hipertensão é um problema major, onde muitas pessoas morrem de AVC [Acidente Vascular Cerebral] e muitas grávidas continuam a fumar durante a gravidez, estes resultados demonstram que começa bem cedo a programação da doença [hipertensão arterial] nas crianças. Portanto, a prevenção tem que começar antes”, alerta Henrique Barros, responsável do estudo.

Em análise, esteve a associação entre o tabagismo materno (antes da gravidez, durante a gravidez e quatro anos após o parto) e a pressão arterial das crianças, que foram avaliadas à nascença e aos quatro anos.

A conclusão fala por si: observou-se que os filhos de mães que fumavam apresentavam níveis de pressão arterial sistólica mais elevados, com um um percentil da pressão arterial sistólica superior. Mais de 22% têm já aos quatro anos uma pressão arterial sistólica considerada elevada.

O estudo designado “Maternal smoking: a life course blood pressure determinant?”  tem como principal autora Maria Cabral e é também assinado por Maria João Fonseca, Camila González-Beiras, Ana Cristina Santos e Liane Correia-Costa.

Maternal smoking: a life course blood pressure determinant?

 

 

Estudo revela que fumar na gravidez pode causar problemas na visão dos filhos

Março 23, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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As mulheres que fumam durante a gravidez, aumentam a probabilidade de os filhos desenvolverem um determinam tipo de problema na retina.

Este dano também foi verificado quando os bebes nasciam com menos peso do que o normal.

Foi um estudo publicado na revista JAMA Ophthalmology quem revelou o problema. Este estudo foi levado a cabo por várias universidades e institutos da Dinamarca, onde foram analisadas 1406 crianças dinamarquesas que ou tinham nascido com peso a menos ou que tinham sido expostas ao fumo do tabaco ingerido pela mãe durante a gravidez.

Segundo o estudo, 80% das mães não fumavam durante a gravidez, 2% tinham deixado de fumar quando engravidaram e 18% continuaram a fumar no período de gestação.

O fumo do tabaco fez com que a camada de fibra nervosa da retina fosse 5,7 micrómetros mais fina do que a das crianças cujas mães não fumavam. Quanto ao peso, as crianças que tinham um menor peso apresentavam uma camada de fibra nervosa da retina 3,5 micrómetros mais fina.

Ambos os fatores se mostraram determinantes, ainda que de forma independente, para o desenvolvimento de problemas na camada de fibra nervosa da retina, sendo que esta apresentava ser mais fina entre os 11 e os 12 anos.

 

Jornal i em 9 de março de 2017

Confirma-se: a gravidez muda o cérebro das mulheres

Janeiro 4, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 20 de dezembro de 2016.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Pregnancy leads to long-lasting changes in human brain structure

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Reduções, do laranja para amarelo, de volume de matéria cinzenta no cérebro (em várias perspectivas) durante a gravidez Oscar Vilarroya

A estrutura do cérebro das mulheres é alterada com a gravidez, talvez de forma irreversível. Investigadores registaram uma adaptação dos circuitos neuronais que parece servir para optimizar funções necessárias à maternidade. Nos homens nada parece mudar.

Andrea Cunha Freitas Qualquer mulher que tenha estado grávida sabe que o seu organismo passou por uma revolução. As mudanças hormonais, a transformação física e todas as adaptações biológicas no corpo que gera um novo ser. E o cérebro? Também muda, assegura uma equipa de cientistas que avaliou, pela primeira vez, a estrutura cerebral de um grupo de mulheres antes e depois da primeira gravidez. Não se sabe ainda se as alterações são irreversíveis, só se sabe que, passados dois anos, o cérebro de uma mãe não voltou ao que era antes.

Um grupo de investigadores, liderado pela Unidade de Investigação de Neurociência Cognitiva da Universidade Autónoma de Barcelona (Espanha), recolheu dados durante cinco anos e quatro meses de um grupo de 25 mulheres que ficaram grávidas pela primeira vez e 20 mulheres sem filhos. Os investigadores, que publicaram um artigo na revista científica Nature Neuroscience, também analisaram os cérebros de 19 homens que foram pais pela primeira vez (companheiros das mulheres grávidas do estudo) e de 17 sem filhos. Todos os participantes no estudo foram sujeitos a várias ressonâncias magnéticas.

No cérebro dos homens, que parece ser imune à paternidade, não foram registadas alterações. Porém, o estudo revela que, numa primeira gravidez, as mulheres sofrem reduções significativas de matéria cinzenta em regiões que estão associadas à cognição social. O que – espere, antes de fazer conclusões precipitadas – não significa qualquer tipo de declínio das funções mas antes uma “sintonização” e reorganização dos circuitos neuronais que optimizam o cérebro para melhor desempenhar a tarefa de ser mãe.

Nos exames, observou-se uma “redução simétrica no volume da matéria cinzenta na zona medial frontal e posterior do córtex e também em regiões específicas, sobretudo, do córtex pré-frontal e temporal”, refere o comunicado de imprensa sobre o estudo. Os investigadores sublinham que existe uma notável sobreposição das alterações da gravidez com a rede que está associada à teoria da mente, que nos permite perceber o que os outros pensam e sentem.

“Acreditamos que as mudanças observadas concedem uma vantagem adaptativa na transição para a maternidade, por exemplo, facilitando a capacidade da mãe para perceber as necessidades do seu filho”, explica ao PÚBLICO Susanna Carmona, investigadora na Universidade Autónoma de Barcelona e uma das autoras do artigo. Estas mudanças nas mulheres fazem parte, defendem os cientistas, de um processo de adaptação e de especialização funcional para o momento especial da maternidade.

“As mudanças neuroanatómicas localizadas em algumas das regiões do cérebro destas mulheres mostraram, por exemplo, uma resposta neuronal mais forte aos seus filhos no período pós-parto”, refere a investigadora. E aí reside, talvez, uma das mais importantes implicações deste estudo, que, segundo Susanna Carmona, poderá ajudar a perceber melhor “a fisiologia patológica de distúrbios como a depressão pós-parto, podendo ajudar a prevenir e tratar esta desordem no momento certo”.

Adolescência, outra vez

Esta capacidade de sintonizar o cérebro para novos desafios, tornando-o mais apto, não é exclusiva do momento da maternidade. Nos cérebros destas mulheres, “as sinapses fracas são eliminadas abrindo caminho para redes neuronais mais especializadas e eficientes”, refere a investigadora, adiantando que este “mecanismo de ‘poda sináptica’ também ocorre durante a adolescência”. Assim, a reorganização – visível nas reduções de volume de algumas regiões do cérebro – acontece na fase de adolescência quando o cérebro apura as suas funções cognitivas e também, como se prova agora, com a maternidade.

“Sabe-se que as hormonas sexuais (esteróides) regulam a morfologia neuronal e provocam, nomeadamente na adolescência, alterações no cérebro. Por isso, não é surpreendente que os níveis hormonais sem paralelo da gravidez também o façam”, nota Susanna Carmona.

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Mas a conclusão de que o cérebro muda com a gravidez pode apenas significar a confirmação de uma suspeita para muitas mães. Muitas mulheres, admite a investigadora ao PÚBLICO, queixam-se de um aumento da distracção e défices de memória durante a gravidez. E Susanna Carmona sabe bem do que estas mulheres falam. A cientista e outras duas das principais autoras do artigo engravidaram durante esta investigação. Porém, e apesar de partilhar este sentimento, sublinha que os estudos que associam a gravidez a alterações na memória ou outras funções cognitivas são inconsistentes.

“No nosso estudo, não observámos qualquer impacto cognitivo nas medições que fizemos.” Aliás, sublinha a cientista, nas investigações em modelos animais (ratinhos, por exemplo) o impacto hormonal da gravidez no cérebro conduz a uma emergência dos comportamentos maternais mas também a melhorias persistentes da memória espacial, para encontrar comida e capturar as presas. Ainda assim, Susanna Carmona considera que seria interessante estudar “até que ponto estes problemas não são causados por reduções de memória, mas antes por uma mudança da atenção da futura mãe para estímulos e pensamentos sobre o bebé em prejuízo de outras coisas externas, que não têm a ver com a maternidade”.

Por fim e não menos importante: as mudanças observadas no cérebro das mães são irreversíveis? Além dos exames feitos antes e depois da gravidez, os investigadores fizeram mais uma sessão de ressonâncias magnéticas dois anos depois do parto. “Vimos que, nessa altura, as mudanças ainda continuavam lá”, diz a investigadora, que conclui: “Neste momento, não sabemos se os cérebros destas mães vão algum dia regressar ao seu estado original, o que é altamente improvável, mas para saber isso será necessário vigiar os seus cérebros nos próximos anos.”

 

 

Vai nascer… já nasceu! E agora, o que é que eu faço? na Biblioteca dos Coruchéus

Outubro 19, 2016 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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biblio

Entrada gratuita mediante inscrição prévia numa das BLX.

mais informações:

http://blx.cm-lisboa.pt/gca/?id=379

Perda gestacional: “estes pais existem” e pode haver um dia dedicado a eles

Agosto 3, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do https://www.publico.pt/ de 5 de julho de 2016.

Rui gaudencio

Margarida David Cardoso

Petição que pede a criação do Dia Nacional para a Sensibilização da Perda Gestacional é debatida nesta quarta-feira no Parlamento. Em causa está o “desrespeito por pais que perderam os filhos”.

“Quando um filho morre — com cinco, seis ou sete anos —, a morte é respeitada por toda a gente e tem um impacto emocional grande na sociedade. Contudo, quando se fala na perda gestacional existe ainda muita dificuldade das pessoas perceberem que também é um filho que se perde.”

Em 2007, Sandra Cunha era vice-presidente e psicóloga da Associação Projecto Artemis (A-PA), que ajudou a fundar em 2005 e dá apoio a pais e mães que passaram por uma perda gestacional. A questão não lhe era pessoal, até ao dia em que se tornou também ela uma das mães que a associação passou a acompanhar. Em 2007, perdeu o filho às dez semanas de gestação.

“Em Portugal, ao contrário daquilo que a sociedade imagina, perdem-se imensos bebés durante a gravidez”, diz ao PÚBLICO a agora presidente da Artemis. “É um assunto de que não se fala” e a informação e o apoio dado os pais é escassa. O luto é feito em silêncio, normalmente dentro de casa, porque “estas pessoas sentem que não são compreendidas”, explica.

Sandra destaca que o seu caso foi diferente, porque “já estava no lugar certo”. “Na altura, já estava inserida na associação e o apoio veio de lá sem que tivesse que o procurar, como os outros pais são obrigados a fazer.”

Com o objectivo de desconstruir “o tabu que cresce com a ignorância e o desconhecimento” e permitir “que o apoio não seja apenas dado por pessoas que passaram por uma experiência semelhante”, a associação lançou uma petição pública para a criação do Dia Nacional para a Sensibilização da Perda Gestacional, a 15 de Outubro, e reuniu as 4000 assinaturas necessárias para que esta seja discutida na Assembleia da República. A decisão está agora nas mãos da Comissão Parlamentar de Saúde, que nesta quarta-feira vota a petição.

“Como associação, achamos que é possível ajudar, não a minimizar a dor, mas a sensibilizar a sociedade para a existência destes pais.” Todos os anos, neste dia, a associação espera poder fazer acções de sensibilização “que tenham impacto diferente nas pessoas”. Sandra Cunha diz que os casos mais “desvalorizados” são as perdas no primeiro semestre de gestação, “em que a sociedade e mesmo os profissionais de saúde desrespeitam os pais que perderam os seus filhos”.

“Discriminação no SNS”               

No seguimento de uma reunião com os deputados Marisabel Moutela (PS) e Carlos Matias (BE), em Maio, a A-PA elaborou um memorando de recomendações, onde a discriminação de que estes pais se dizem alvo por parte do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é uma questão central.

“A formação dos profissionais de saúde, principalmente nas maternidades, é uma formação para a vida e também eles têm dificuldade em lidar com estes insucessos”, destaca Sandra Cunha.

A psicóloga soma a isto a estrutura do próprio SNS, que diz ter “imensas lacunas”: em vários hospitais, a associação notou que estas mães são internadas juntamente com mães em parto normal, onde “são confrontadas com bebés recém-nascidos durante todo o seu internamento”, pode ler-se no memorando.

Também a forma como a notícia é dada aos pais “é muitas vezes feita de forma desrespeitosa, porque não há preocupação com as palavras nem com o contexto”, explica Sandra Cunha. A psicóloga descreve casos em que o técnico informa os pais durante “uma ecografia, quando vê que o bebé está morto, sem tentarem um ambiente mais propício, com uma equipa disponível para que estes pais tenham apoio”. Apoio esse que chega, “quando chega”, cinco ou seis meses depois da perda. “Não se espera ouvir numa ecografia, quando se pensa que estava tudo bem, que o nosso filho está morto dentro de nós”, descreve Sandra.

À falta de psicólogos nos hospitais junta-se a “questão de mentalidade”, que levou as unidades de saúde contactadas pela associação a recusarem o serviço de psicologia que disponibilizaram de forma voluntária, conta Sandra Cunha: “Dizem-nos que estes serviços não são necessários.”

Quantas mulheres terão passado pelo mesmo, em Portugal, é difícil de saber. A associação denuncia que as estatísticas sobre as perdas gestacionais após as 22 semanas de gestação “são dúbias”. As últimas referem-se a 2015 e indicam que houve 489 perdas gestacionais, um número que Sandra Cunha considera “ser muito afastado da realidade”, uma vez que “o próprio relatório da Direcção-Geral da Saúde indica que nem todos os hospitais responderam quando lhes foram solicitados esses números”, lê-se no memorando.

Também os dados sobre as perdas até às 22 semanas — clinicamente consideradas como abortos espontâneos — estão inseridos no Relatório Anual das Complicações das Interrupções da Gravidez. Facto que Sandra considera ser fruto de uma percepção errada sobre questão, em virtude de uma “mentalidade que minimiza as perdas gestacionais”.

O mesmo acontece relativamente à dispensa do certificado médico em caso de morte fetal, norma esta que está inserida na legislação sobre a interrupção voluntária da gravidez. “Mais uma vez, a perda gestacional está incluída no local errado”, salienta.

https://www.facebook.com/associacaoartemis/

 

Gravidez. O antes e o depois em 30 imagens

Julho 12, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do Observador de 23 de junho de 2016.

Wes Eisenhauer Photography

Marta Leite Ferreira

São momentos inesquecíveis para quem os sente (literalmente) por dentro. Os pequenos pontapés na barriga, os batimentos do pequeno coração, as mudanças drásticas no corpo que se prepara para ser chamado de “mãe”. Mas estas mulheres decidiram viver a gravidez de forma diferente e partilhá-la de forma criativa com os restantes internautas.

Estas fotografias são ternurentas, divertidas e muito inovadoras. Comparam as mães e respetivas famílias antes e depois de o novo rebento vir ao mundo. E impressionam porque nos levam até ao mundo encantado das gravidezes felizes. Temos 30 imagens para si na fotogaleria.

 

 

Antidepressivos durante a gravidez aumentam risco de autismo em 87%

Dezembro 14, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 14 de dezembro de 2015.

ARQUIVO GLOBALIMAGENS

Lusa

Causas do autismo continuam por desvendar, mas genética e ambiente podem ser fatores de risco, indica estudo

A toma de antidepressivos durante a gravidez aumenta em 87% o risco de autismo para a criança, segundo um estudo canadiano publicado hoje nos Estados Unidos da América, no Journal of the American Medical Association, Pediatrics.

As conclusões do estudo são importantes, atendendo a que são prescritos antidepressivos para tratar a depressão a entre 6% e 10% das mulheres, sublinham os investigadores que analisaram os dados médicos de 145.456 grávidas na província do Quebec.

“As diversas causas do autismo continuam por desvendar, mas os trabalhos demonstram que a genética e o ambiente podem ser fatores de risco”, explica a professora Anick Bérard, da Universidade de Montreal e do Centro Hospitalar Universitário Sainte-Justine, principal autora daquele estudo.

“A nossa investigação permite estabelecer que tomar antidepressivos, sobretudo os que atuam sobre a serotonina (um neurotransformador), durante o segundo ou o terceiro trimestre da gravidez, duplica quase o risco de autismo no bebé”, acrescentou.

Bérard e a sua equipa seguiram 145.456 crianças desde a gestação até aos 10 anos.

 

 

Diretor-geral da Saúde denuncia “situações dramáticas” de crianças nascidas em casa

Dezembro 13, 2015 às 6:29 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 11 de dezembro de 2015.

Virgílio Rodrigues/Algarvephotopress/Global Imagens

Virgílio Rodrigues/Algarvephotopress/Global Imagens

Francisco George defende que é preciso combater tendência para os partos não hospitalares

O diretor-geral da Saúde alertou hoje para as “situações dramáticas” em que alguns recém-nascidos chegam ao hospital após o nascimento em casa e sem assistência.

Francisco George falava na cerimónia de apresentação do Programa Nacional para a Vigilância da Gravidez de Baixo Risco, uma iniciativa da Direção Geral da Saúde (DGS) que aborda temas como alimentação, atividade física, saúde oral, sexualidade durante a gravidez, tabagismo, álcool e substâncias psicoativas.

Após sublinhar os progressos que Portugal registou na área da saúde materno infantil, Francisco George alertou para uma tendência que, embora “não muito expressiva”, “é preciso combater, a nível informativo, logo no início”.

Francisco George referia-se aos partos realizados em casa, que em muitos casos resultam em “situações dramáticas” para a saúde dos recém-nascidos.

Da mesma opinião é Luís Graça, diretor do serviço de obstetrícia do Hospital de Santa Maria, para quem “o parto hospitalar é o mais seguro”.

O obstetra citou um estudo publicado nos Estados Unidos, segundo o qual em cada três bebés que morrem no parto domiciliário, dois seriam salvos se o parto fosse realizado no hospital.

“Isto significa que podemos reduzir em dois terços a mortalidade perinatal”.

O diretor-geral da Saúde também defende o combate de outra tendência que contempla a possibilidade de um enfermeiro com esta especialidade para fazer o parto de forma autónoma.

“Não podemos arriscar – principalmente na parte final do parto – que este não seja assistido por uma equipa que inclui enfermeiros, naturalmente, mas médicos de várias especialidades”.

Francisco George deixou um aviso: “Não contem com a simpatia do diretor-geral da Saúde para a promoção de partos, não só em casa, como também assistidos autonomamente por enfermeiros. Não vamos voltar para trás”.

O Programa Nacional para a Vigilância da Gravidez de Baixo Risco foi hoje apresentado como “uma oportunidade de abordar as questões relativas à gravidez de forma abrangente, desde a preconceção ao puerpério”.

De acordo com a DGS, foi reunido, num único manual, “atualizado e de fácil consulta”, um conjunto de recomendações e intervenções adequadas na preconceção, na gravidez e no puerpério”.

“Os cuidados centram-se nas necessidades de cada mulher, par, família, que devem ser considerados parceiros nas decisões e intervenções necessárias para a vigilância da gravidez”, avança a DGS.

O conceito de vigilância pré-natal é alargado, de forma a abranger, quando for caso disso, o pai ou outras pessoas significativas, assim como a diversidade sociocultural e as pessoas com necessidades especiais.

Este programa “dá igualmente ênfase à avaliação do bem-estar emocional da mulher, da criança e da família”.

Há erros que duram para a vida, não beba durante a gravidez – Campanha de prevenção de consumo de bebidas alcoólicas durante a gravidez e período de amamentação

Novembro 6, 2015 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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gravidez

Informações sobre o consumo de álcool durante a gravidez:

http://www.sicad.pt/pt/Paginas/detalhe.aspx?itemId=75&lista=SICAD_NOVIDADES&bkUrl=/BK

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