Mães de 41,7% dos adolescentes obesos também o eram antes de engravidar

Julho 24, 2019 às 11:39 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 24 de junho de 2019.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Maternal body mass index, gestational weight gain, and the risk of overweight and obesity across childhood: An individual participant data meta-analysis

Na hora de brincar, os educadores desafiam e os pais substituem-se às crianças

Janeiro 11, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 7 de dezembro de 2018.

Como brincam os pais com os filhos? Como brincam os educadores de infância com os alunos? Há diferenças de género? Estudo mergulha no papel das brincadeiras e compara Portugal com a Alemanha. E mostra que os pais portugueses não estão habituados a brincar.

Bárbara Wong

Uma mala com objectos lá dentro, da caixa dos ovos à máquina de cola quente passando por um martelo, fios, tecidos, purpurinas, rolhas de cortiça, palhinhas, madeiras. O objectivo é, em 20 minutos, um adulto e uma criança fazerem uma actividade em conjunto. Um boneco, um quadro, uma maquete, o que se quiser. Quando os meninos, dos 3 aos 5 anos, realizam a tarefa com o seu educador de infância, este dá-lhes autonomia. Quando a actividade é feita com os pais, estes ajudam e chegam a substituir-se à criança.

Marina Fuertes e Otília Sousa, da Escola Superior de Educação de Lisboa (ESELx), são as autoras de um estudo que foi publicado na revista científica Plos One, em meados de Novembro. O objectivo era perceber como é que os adultos lidam com as crianças em actividades colaborativas. Esta observação começou por ser feita por Holger Brandes, reitor da Evangelische Hochschüle, em Dresden, que propôs a Fuertes replicá-lo em Portugal, de maneira a haver termo de comparação.

Na Alemanha, a ideia de Brandes era perceber se educadores do sexo feminino e masculino colaboram com as crianças de igual forma — “foi um estudo de género”, precisa Marina Fuertes, docente da ESELx e investigadora da Universidade do Porto. Por cá, como a percentagem de educadores homens é diminuta (não chega aos 2%), as investigadoras decidiram alargar a observação aos progenitores. Participaram 55 educadores (dez deles homens), 45 pais (23 mães e 22 pais), 47 rapazes e 48 raparigas, entre os 3 e os 5 anos.

O desafio era, em 20 minutos, levar a cabo uma tarefa com a tal mala cheia de materiais. As diferenças entre a Alemanha e Portugal fizeram-se sentir logo no início da actividade. As crianças germânicas não podem tocar em nenhum material sem antes explicarem ao educador qual é o seu projecto. As portuguesas são incentivadas a explorar a mala. “O educador alemão ajuda a criança a exercitar-se do ponto de vista cognitivo e da sua organização mental. É pedido a uma criança de 3 anos que faça uma planificação prévia. Os nossos [as crianças portuguesas] mexem em tudo”, explica Fuertes.

No entanto, “as crianças portuguesas tomam bastante a iniciativa”, salvaguarda Otília Sousa, docente da ESELx e investigadora do Instituto de Educação, acrescentando que exploram os materiais, os nomeiam e verbalizam o que podem fazer com eles. “A estratégia alemã é muito boa, mas a nossa é melhor em termos emocionais. É dado tempo à criança, as respostas são afectivas, há contacto ocular, não sentem que estão a fazer uma tarefa”, descreve Marina Fuertes.

E a partir daqui a atitude dos adultos também varia. Se os educadores portugueses incentivam a criança a criar sozinha (aconteceu com 21 crianças, em 50), os pais ajudam-na (18 em 45), mas a maioria substitui-a (25 em 45) e faz o projecto por ela (apenas duas crianças o fizeram a solo). Segundo a mesma observação — todos os pares foram filmados, posteriormente o filme foi visto e classificado pelos investigadores segundo uma escala tendo em conta a empatia, cooperação, desafio, atenção e comunicação —, também houve educadores que fizeram as tarefas pelos seus alunos (12), mas não tanto como acontece com os pais (25).

“O adulto não deve fazer [a tarefa] pela criança ou rejeitar as suas ideias, mas pode contribuir para elas. Apesar de tudo, os educadores trabalharam muito em parceria, alguns preferiram seguir a criança mas não ‘abandonaram na tarefa’. Nalguns casos, questionar e dar várias opções à criança também pode ajudá-la a reflectir, a planear, a tomar decisões”, defende Marina Fuertes.

Homens e mulheres agem de maneira

“O género de quem está com a criança também é importante”, informa Otília Sousa. Inicialmente, as investigadoras não encontraram diferenças entre pais e educadores na interacção com as crianças. Contudo, quando se separaram os pais e os educadores de infância homens para um lado e as mães e as educadoras para o outro, surgiram diferenças: os homens tendem a ser mais competitivos, liderando a actividade e promovendo projectos paralelos. As mulheres permitem que a criança participe e promovem um trabalho colaborativo.

Mais: homens e mulheres agem de maneira diferente quando ao seu lado têm um rapaz ou uma rapariga. Com as meninas, os pais homens dão-lhes a oportunidade de trabalharem em conjunto; já com os meninos, os pais fazem a actividade enquanto eles observam. “Com as mães são os rapazes os autores e a mãe apoia. Com os pais, os rapazes são introduzidos numa hierarquia muito cedo: eles são liderados pelos pais e lideram as mães. Apreendem que podem ser líderes ou liderados. Com as meninas, a parceria é maior. As raparigas são introduzidas à colaboração”, diz Marina Fuertes. Desconhece-se se este comportamento terá impacto no futuro.

“A forma como os adultos comunicam com as crianças também é muito interessante”, diz Otília Sousa. Enquanto os educadores dão sugestões, os pais dão indicações. “Quando o adulto manda, o interesse e a participação diminuem; quando sugere, a criança envolve-se e elabora”, acrescenta Marina Fuertes.

O elogio é outra forma de manter os miúdos envolvidos. Não o elogio “a torto e a direito”, mas o “sofisticado”, como: “‘Ensina-me como se faz’; ‘isto é muito interessante, não sabia’; ‘podes ajudar a mãe?’. É a melhor forma de os elogiar”, acredita Marina Fuertes.

O resultado final do projecto também varia de Portugal para a Alemanha, diz Otília Sousa: “Nós temos mais sujeitos animados [as crianças fazem bonecos que personificam as famílias ou animais], e eles [os alemães] fazem mais objectos.”

As investigadoras observaram ainda que os pais portugueses não estão habituados a brincar com os filhos. “Toda a atitude do adulto é de espanto porque não está à espera que a criança saiba fazer”, aponta Marina Fuertes.

Educadores e pais complementam-se

O que era proposto neste estudo passava por construir algo: como se fosse um jogo de legos. E nem as crianças nem os pais têm o hábito de brincar assim. As crianças “são cada vez mais passivas”. “É-lhes dado espaço para brincar, mas não para fazer”, critica Fuertes.

E a comparação volta à Alemanha. Por lá, nas salas do jardim-de-infância há uma mesa de carpintaria a sério, com materiais cortantes, como uma serra. Por cá, isso é impensável. Por lá, há campo para explorar, é comum haver um tanque de areia ou de lama; por cá, os tanques de areia foram retirados das escolas por falta de higiene. Por lá, os meninos podem subir às árvores; por cá nem por isso. “O lado da exploração, o lado mais físico não existe. Afastámo-nos da natureza e higienizámos a brincadeira”, nota Otília Sousa. “Até há 15 anos, no exterior havia árvores, pedras, terra; hoje temos tartan (quente no Verão e ensopado no Inverno). É preciso correr riscos e quanto mais a criança ganha essa noção, nos primeiros anos, mais dificilmente correrá riscos reais no futuro. Estamos a protegê-los tanto, que não estamos a protegê-los e já vemos crianças a correr em superfícies planas e a cair [porque a coordenação motora não está bem desenvolvida]”, lamenta Marina Fuertes.

Em suma, as investigadoras concluem que é importante os pais e os filhos brincarem. Isso melhora a relação, além de que quer uns quer outros aprendem entre si. E também é importante a criança ter várias experiências: “Criar quando lhe dão espaço e regular emoções quando não têm esse espaço, por isso a complementaridade entre educadores e pais é importante”, conclui Marina Fuertes.

E a partir daqui a atitude dos adultos também varia. Se os educadores portugueses incentivam a criança a criar sozinha (aconteceu com 21 crianças, em 50), os pais ajudam-na (18 em 45), mas a maioria substitui-a (25 em 45) e faz o projecto por ela (apenas duas crianças o fizeram a solo). Segundo a mesma observação — todos os pares foram filmados, posteriormente o filme foi visto e classificado pelos investigadores segundo uma escala tendo em conta a empatia, cooperação, desafio, atenção e comunicação —, também houve educadores que fizeram as tarefas pelos seus alunos (12), mas não tanto como acontece com os pais (25).

“O adulto não deve fazer [a tarefa] pela criança ou rejeitar as suas ideias, mas pode contribuir para elas. Apesar de tudo, os educadores trabalharam muito em parceria, alguns preferiram seguir a criança mas não ‘abandonaram na tarefa’. Nalguns casos, questionar e dar várias opções à criança também pode ajudá-la a reflectir, a planear, a tomar decisões”, defende Marina Fuertes.

Homens e mulheres agem de maneira

“O género de quem está com a criança também é importante”, informa Otília Sousa. Inicialmente, as investigadoras não encontraram diferenças entre pais e educadores na interacção com as crianças. Contudo, quando se separaram os pais e os educadores de infância homens para um lado e as mães e as educadoras para o outro, surgiram diferenças: os homens tendem a ser mais competitivos, liderando a actividade e promovendo projectos paralelos. As mulheres permitem que a criança participe e promovem um trabalho colaborativo.

Mais: homens e mulheres agem de maneira diferente quando ao seu lado têm um rapaz ou uma rapariga. Com as meninas, os pais homens dão-lhes a oportunidade de trabalharem em conjunto; já com os meninos, os pais fazem a actividade enquanto eles observam. “Com as mães são os rapazes os autores e a mãe apoia. Com os pais, os rapazes são introduzidos numa hierarquia muito cedo: eles são liderados pelos pais e lideram as mães. Apreendem que podem ser líderes ou liderados. Com as meninas, a parceria é maior. As raparigas são introduzidas à colaboração”, diz Marina Fuertes. Desconhece-se se este comportamento terá impacto no futuro.

“A forma como os adultos comunicam com as crianças também é muito interessante”, diz Otília Sousa. Enquanto os educadores dão sugestões, os pais dão indicações. “Quando o adulto manda, o interesse e a participação diminuem; quando sugere, a criança envolve-se e elabora”, acrescenta Marina Fuertes.

O elogio é outra forma de manter os miúdos envolvidos. Não o elogio “a torto e a direito”, mas o “sofisticado”, como: “‘Ensina-me como se faz’; ‘isto é muito interessante, não sabia’; ‘podes ajudar a mãe?’. É a melhor forma de os elogiar”, acredita Marina Fuertes.

O resultado final do projecto também varia de Portugal para a Alemanha, diz Otília Sousa: “Nós temos mais sujeitos animados [as crianças fazem bonecos que personificam as famílias ou animais], e eles [os alemães] fazem mais objectos.”

As investigadoras observaram ainda que os pais portugueses não estão habituados a brincar com os filhos. “Toda a atitude do adulto é de espanto porque não está à espera que a criança saiba fazer”, aponta Marina Fuertes.

O que era proposto neste estudo passava por construir algo: como se fosse um jogo de legos. E nem as crianças nem os pais têm o hábito de brincar assim. As crianças “são cada vez mais passivas”. “É-lhes dado espaço para brincar, mas não para fazer”, critica Fuertes.

E a comparação volta à Alemanha. Por lá, nas salas do jardim-de-infância há uma mesa de carpintaria a sério, com materiais cortantes, como uma serra. Por cá, isso é impensável. Por lá, há campo para explorar, é comum haver um tanque de areia ou de lama; por cá, os tanques de areia foram retirados das escolas por falta de higiene. Por lá, os meninos podem subir às árvores; por cá nem por isso. “O lado da exploração, o lado mais físico não existe. Afastámo-nos da natureza e higienizámos a brincadeira”, nota Otília Sousa. “Até há 15 anos, no exterior havia árvores, pedras, terra; hoje temos tartan (quente no Verão e ensopado no Inverno). É preciso correr riscos e quanto mais a criança ganha essa noção, nos primeiros anos, mais dificilmente correrá riscos reais no futuro. Estamos a protegê-los tanto, que não estamos a protegê-los e já vemos crianças a correr em superfícies planas e a cair [porque a coordenação motora não está bem desenvolvida]”, lamenta Marina Fuertes.

Em suma, as investigadoras concluem que é importante os pais e os filhos brincarem. Isso melhora a relação, além de que quer uns quer outros aprendem entre si. E também é importante a criança ter várias experiências: “Criar quando lhe dão espaço e regular emoções quando não têm esse espaço, por isso a complementaridade entre educadores e pais é importante”, conclui Marina Fuertes.

 

 

 

Inglaterra proíbe venda de bebidas energéticas a jovens e crianças

Setembro 7, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 30 de agosto de 2018.

Lina Santos
Medida de Theresa May visa controlar comportamentos dos alunos nas salas de aula.
Inglaterra vai proibir a venda de bebidas energéticas à base de cafeína, como Red Bull e Monster, a crianças e adolescentes. A medida do governo de Theresa May visa controlar comportamentos disruptivos em sala de aula, de acordo com o diário The Telegraph.

O ministério da Saúde britânico tem lançado alertas sobre a ligação entre o consumo excessivo destas bebidas energéticas, ricas em cafeína e açúcar, associadas a um “catálogo de problemas de saúde” que vão das dores de cabeça, problemas de sono e digestão. E existe uma crescente preocupação de que seja um combustível para a hiperatividade das crianças, como defendeu o NASUWT, um dos maiores sindicatos de professores do Reino Unido, no final de 2017.

“Pedradas prontas a consumir” foi a expressão usada pela organização para descrever estas bebidas que associam ao mau comportamento nas escolas, dentro e fora da sala de aula.

A apoiar esta tese do sindicato está um estudo do Centre for Translational Research in Public Health da Universidade de Teesside que verificava que as bebidas energéticas eram mais baratas do que água ou refrigerantes. Uma em cada três crianças consumia regularmente bebidas como Red Bull, Monster e outras marcas destas bebidas, segundo esta investigação.

O alerta não é de hoje. Um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) na Europa, de 2014, mostrava preocupação com a crescente popularidade das bebidas energéticas e as “consequências negativas do seu consumo entre crianças e adolescentes, incluindo efeitos nos sistemas neurológico e cardiovascular, que podem causar dependência física e vício”, cita o The Guardian .

Alertas também em Portugal

Também em Portugal, um artigo da revista da Sociedade Portuguesa de Pediatria de 2017 concluía os adolescentes portugueses consumiam demasiadas bebidas energéticas.
Uma lata desta bebida energética contém 160 miligramas de cafeína. Uma criança de 11 anos não deve consumir mais de 105 miligramas por dia.
Multas podem ser superiores a 2500 euros

A proposta da primeira-ministra britânica sobre a implementação da lei será revelada esta quinta-feira. A única dúvida que persiste prende-se com a idade da proibição de venda das bebidas – 16 ou 18 anos, escreve o The Guardian.

“Milhares de jovens consomem regularmente bebidas energéticas, muitas vezes porque são mais baratas que o refrigerante”, disse Theresa May num comunicado onde anunciava a consulta pública da proposta, citada pela Lusa.

“Todos nós temos a responsabilidade de proteger as crianças de produtos que prejudicam sua saúde e educação”, disse o secretário de Estado de Saúde Pública, Steve Brine, no mesmo comunicado.

As multas por venda de bebidas energéticas podem ir até às 2500 libras (2782 euros), a mesma que é aplicada a quem venda cigarros a menores de idade. A proibição de venda em máquinas automáticas de Inglaterra também está a ser considerada, diz o The Telegraph.

Para já, a medida será aplicada na Inglaterra, mas pode vir a ser seguida pela Irlanda, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

Um imposto sobre bebidas açucaradas entrou em vigor no início de abril no Reino Unido para combater a obesidade. Várias cadeias de supermercados tinham já decidido suspender a venda destas bebidas a menores de 18 anos.

Em julho de 2017 já tinha sido proibida a publicidade na televisão, internet e imprensa a alimentos para crianças com muitos açúcares, gorduras e sal.

Estudo relaciona duração da amamentação com risco de distúrbios comportamentais

Julho 20, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Um estudo divulgado na terça-feira conclui que os bebés alimentados exclusivamente com leite materno nos primeiros seis meses de vida vêem reduzido para metade o risco de desenvolvimento de distúrbios comportamentais entre os sete e os 11 anos.

Outro estudo, divulgado no mesmo dia, relaciona o nível intelectual e funcional das crianças de quatro anos com a quantidade e qualidade do estímulo que receberam dos pais quando tinham dois anos.

Os dois estudos, realizados respetivamente na África do Sul e no Paquistão, foram financiados pelo Grand Challenges Canada (GCC), um organismo financiado pelo Governo canadiano para promover a saúde materna e infantil em países em desenvolvimento.

estudo citado na notícia:

News Release

New Evidence Links Exclusive Breastfeeding, Early Play/Stimulation to Children’s Later Succes

Estudo

Exclusive Breastfeeding and Cognition, Executive Function, and Behavioural Disorders in Primary School-Aged Children in Rural South Africa: A Cohort Analysis

Correio da Manhã em 22 de junho de 2016

Crianças expostas ao tabaco podem ser mais agressivas ou medrosas, diz estudo

Outubro 23, 2015 às 8:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site http://zh.clicrbs.com.br/ de 29 de setembro de 2015.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Postnatal Environmental Tobacco Smoke Exposure Related to Behavioral Problems in Children

Crianças expostas ao tabaco antes e após o nascimento teriam praticamente duas vezes mais riscos de ter problemas de comportamento, como serem mais medrosos, raivosos ou briguentos – é o que diz um estudo feito com mais de 5.200 crianças em idade escolar.

Os malefícios do tabaco nas crianças são velhos conhecidos: a substância favorece a ocorrência de asma nos pequenos, ou o nascimento de bebês com baixo peso quando a mãe fuma durante a gravidez.

Mas o papel potencial da fumaça ambiente sobre os comportamentos é muito menos conhecido, ressaltou o Instituto Nacional de Pesquisa Médica e Saúde da França (Inserm), responsável pela pesquisa.

“A exposição ao tabaco durante a gravidez e após o nascimento praticamente dobra os risco de problemas comportamentais entre as crianças escolarizadas no ensino fundamental, com média de idade de 10 anos”, disse à AFP Isabella Annesi-Maesano (diretora de pesquisa do Inserm/Universidade Pierre e Marie Curie).

As crianças expostas ao tabaco seriam mais agressivas: coléricas, desobedientes, briguentas e mais frequentemente inclinadas às mentiras e às trapaças, até mesmo aos pequenos furtos.

Este aumento do risco é grosseiramente refletido pela proporção das crianças expostas ao tabaco em pré e pós natal (18%) que têm este tipo de condutas anormais (18%) comparadas àquelas que não têm fumantes nas proximidades (9,7%).

Para os problemas emocionais, eles desenvolveriam mais facilmente medos, problemas psicossomáticos (dores de cabeça e na barriga), e não ficariam à vontade em situações novas (“criança que fica grudada nos pais”, neste caso).

No estudo, 13% das crianças têm problemas de conduta e 15% problemas emocionais – quer tenham sido expostos ou não ao tabaco, explicou a pesquisadora.

Ao todo, 20% das crianças estudadas foram expostas ao tabaco tanto durante a gravidez (mãe fumante) e nos primeiros meses de vida, neste estudo feito em parceria com hospitais de seis cidades francesas.

Os pais das crianças preencheram um questionário especializado, o “SDQ” (questionário pontos fortes e dificuldades/Strengths and Difficulties Questionnaire) indicando especialmente se a criança tinha sido exposta ao tabaco até a idade de um ano.

Os impactos destes problemas comportamentais na escolaridade não foram estudados, mas devem ser analisados numa próxima etapa.

– Efeito neurotóxico –

Os fatores habituais (nível social, prematuridade, nível de educação, etc.) que poderiam influenciar nos resultados foram levados em conta, com exceção do estado mental dos pais (depressão).

Trabalhos anteriores já apontavam para uma relação entre a exposição à fumaça do cigarro e uma taxa acentuada de problemas comportamentais.

Mas o novo estudo, publicado na revista norte-americana PloS One, é o primeiro a mostrar num número tão grande de crianças, uma “associação” entre a exposição pós-natal ao tabaco e os sintomas emocionais e de conduta, notaram os autores.

Para aquelas crianças expostas apenas durante a gravidez (mãe fumante), “a associação aparece apenas para problemas emocionais”, explicou Annesi-Maesano. Mas poucas crianças pertencem a este grupo no estudo (cerca de quarenta), notou.

Para a epidemiologista, “o estudo traz um motivo a mais para evitar o tabagismo passivo em função dos problemas comportamentais que podem ser provocados nas crianças”.

Estas observações parecem confirmar as realizadas nos animais, segundo as quais a nicotina da fumaça do tabaco poderia ter um efeito neurotóxico sobre o cérebro, em particular sobre o crescimento neuronal nos primeiros meses de vida.

BC/ial/bma/mm

 

 

El entrenamiento musical mejora la inteligencia de los niños?

Julho 31, 2014 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do site  http://www.psyciencia.com de 12 de dezembro de 2013.

psyciencia

Por David Aparicio

El beneficio más citado relacionado con el entrenamiento musical es que “estudiar música en la infancia mejora la inteligencia”. Esta creencia se ha propagado incluso dentro de la comunidad científica pero, en realidad, existe muy poca evidencia que apoye la idea de que recibir clases de música durante la infancia puede mejorar el desarrollo cognitivo.

Este fue el hallazgo de un estudio aleatorio controlado realizado por investigadores de Harvard y publicado ayer en la revista PLOS ONE (Puedes bajar el PDF completo).

El candidato doctoral en dicha universidad y codirector de la investigación, Samuel Mehr, explicó que esta creencia puede ser rastreada a un solo estudio publicado en la revista Nature. En ella los investigadores denominaron “Efecto Mozart” al resultado que se encontró en los participantes que se desempeñaron mejor en las tareas espaciales luego de haber escuchado música.

Sólo uno mostró un efecto claramente positivo

Unos años más tarde este estudio fue desmentido, pero la noción de que simplemente escuchar música puede hacer a alguien más inteligente se propagó y se adhirió rápidamente a la creencia popular. Esto según Mahr, estimuló una serie de estudios de seguimiento que se concentraron en los beneficios de las clases musicales.

Pero, cuando Mahr y sus colegas revisaron la literatura científica, encontraron que sólo cinco estudios utilizaron ensayos aleatorios controlados (el mejor estándar para determinar los efectos causales). Y de los cinco estudios, sólo uno mostró un efecto claramente positivo, sin embargo, era tan pequeño (solo 2.7 puntos de incremento en el CI) luego de un año de entrenamiento musical que fue apenas estadísticamente significativo.

Para evaluar la relación entre el entrenamiento musical y la cognición, Mehr y su equipo reclutaron a 29 padres y sus hijos de 4 años de edad. Se les aplicó una prueba inicial de vocabulario y a los padres se les presentó una prueba de aptitud musical. Después de esto, cada participante fue asignado por medio del azar a una de las dos clases: una de entrenamiento musical y otra que se abocaría en las artes visuales.

No se encontró evidencia de beneficios cognitivos a causa del entrenamiento musical

A diferencia de los primeros estudios, Mehr y sus colaboradores controlaron el efecto que podrían tener diferentes maestros y utilizaron escalas especialmente diseñadas para evaluar cuatros áreas específicas de conocimiento, vocabulario, matemáticas y dos áreas espaciales, ya que estas escalas son más sensitivas que las pruebas tradicionales de CI.

Al analizar los resultados, no se encontró evidencia de beneficios cognitivos a causa del entrenamiento musical.

Mientras que los dos grupos se desempeñaron parecido en vocabulario y en la tareas de estimación de números, las evaluaciones mostraron que los niños que recibieron entrenamiento musical  se desempeñaron levemente mejor en una tarea espacial, mientras que aquellos que recibieron entrenamiento de artes visuales se desempeñaron mejor que los otros.

Sin embargo, la investigación tenía una importante limitación, sólo contaron con 15 niños en el grupo musical y 14 en el grupo de la artes visuales. Esto provocó que los efectos fueran tan pequeños y que su significación fuera marginal.

Ninguno fue lo suficientemente grande como para ser estadísticamente significativo

Para replicar el estudio, Mehr y su equipo diseñaron un segundo estudio, donde reclutaron a 45 padres e hijos. La mitad de ellos recibió entrenamiento musical y la otra mitad no recibió entrenamiento.

¿Que se encontró? Al igual que el primer estudio, no se halló evidencia de que el entrenamiento musical ofrezca algún beneficio. Más aún, no se encontraron diferencias significativas entre los grupos, incluso cuando los resultados se agruparon para permitir una comparación entre el efecto del entrenamiento musical, el entrenamiento en las artes visuales y el no entrenamiento.

“Hubo pequeñas diferencias entre el rendimiento de los grupos, pero ninguno fue lo suficientemente grande como para ser estadísticamente significativo. Incluso cuando utilizamos los análisis estadísticos más precisos disponibles”, agregó Mehr.

(Artículo relacionado: Beneficios de la formación musical)

Estos datos nos permiten pensar que el “Efecto Mozart” es un mito. Sin embargo, esto no quiere decir que no le debamos enseñar música a nuestros hijos. La música tiene un valor en sí misma, es una expresión exclusivamente humana que permite expresar nuestras emociones, nuestra creatividad e incluso puede enseñar a nuestros hijos disciplina y concentración.

Fuente:News Harvard Imagen: flickrized (Flickr)

 

 

 

Estudo conclui que emoções expressadas online são contagiantes

Março 23, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Artigo do Público de 13 de Março de 2014.

Thirry Roge Reuters

Cláudia Bancaleiro

As emoções manifestadas por uma pessoa no Facebook podem provocar os mesmos sentimentos numa outra.

Para uns o dia não começou bem, ficou preso no trânsito ou deprimido com a chegada da chuva. Para outros é dia de aniversário, receberam elogios do chefe ou finalmente vão de férias. Situações como estas criam emoções negativas ou positivas e, se falarmos em redes sociais, a sua partilha pode provocar os mesmos sentimentos noutras pessoas e levar à publicação de um post no Facebook num tom sorridente ou amuado. Esta é a conclusão de um estudo que afirma que as redes sociais podem “aumentar a intensidade da sincronia emocional global”.

O estudo de investigadores das universidades da Califórnia e Yale e do Facebook, determinou que, à semelhança de um contacto frente a frente entre duas pessoas, uma interacção online permite que uma emoção descrita num post por uma pessoa passe a ser sentida e partilhada por outra que o lê. O que se torna mais difícil de concluir é se as essas correlações resultam na passagem de emoções a terceiros, através de uma espécie de contágio, ou se ocorrem por ter sido escolhida uma pessoa ou grupos que naquele momento partilham as mesmas emoções de quem emite o sentimento.

James Fowler, professor de medicina genética e de ciência política na Universidade da Califórnia e um dos autores do estudo, explicou ao Wall Street Journal que, acima de tudo, o objectivo do estudo foi determinar “se as alterações emocionais numa pessoa provocam alterações emocionais noutra”. “E foi isso que encontrámos”, afirmou.

Para o estudo, divulgado na revista científica Plos One, foram analisadas milhões de mensagens publicadas no Facebook entre Janeiro de 2009 e Março de 2012, num total de 1180 dias. Para cada dia foram analisados mais de 100 milhões de utilizadores de 100 das cidades mais populosas dos Estados Unidos e observadas as actualizações feitas nas suas cronologias. Aqui, foram apenas escolhidas as mensagens que pudessem ser consideradas uma manifestação pessoal, deixando de fora quaisquer formas directas de comunicação no Facebook.

Os investigadores garantem que não houve qualquer acesso à informação pessoal dos utilizadores, tendo o Facebook tornado anónima a origem de todos os dados usados. Para a sua busca, os investigadores recorreram a um sistema de análise de texto automatizado para que não tivessem acesso ao conteúdo das mensagens escritas mas apenas a palavras que traduzissem emoções negativas ou positivas, como triste ou contente.

A felicidade é mais contagiante que a tristeza
Para analisar as alterações nas emoções de uma pessoa e se essas mesmas alterações tiveram impacto num amigo no Facebook, os investigadores utilizaram como instigadora a queda de chuva. Porém, foram excluídos posts que se referiam directamente ao estado do tempo. “Queríamos mensagens em que chovia no local onde estava o utilizador, mas que o levasse a escrever posts negativos que não fossem sobre a meteorologia”, explicou James Fowler também ao Wall Street Journal.

O estudo concluiu que, em média, um dia de chuva diminuiu em 1,19% o número de posts positivos dos utilizadores, mas aumentou o número das mensagens negativas em 1,16%, diferenças percentuais pequenas mas consideradas “significativas” pelos investigadores.

Ao escrever um post emocionalmente negativo, o utilizador acabou por influenciar um ou dois amigos noutras cidades onde o tempo estava seco, por exemplo. Assim, enquanto cada mensagem positiva resultou num aumento de 1,75% de posts positivos escritos pelos amigos do autor do post, mensagens em que foi manifestada tristeza levaram, por sua vez, à criação de mais 1,29% posts negativos.

O estudo dá ainda o exemplo de dados recolhidos sobre um dia de chuva em Nova Iorque. A queda de chuva provocou directamente mais 1500 posts negativos entre utilizadores nova-iorquinos e cerca de 700 negativos entre os seus amigos que escreviam a partir de outra cidade.

“Por outras palavras, o efeito total da queda de chuva na expressão de emoções é cerca de 150% maior do que esperaríamos se fosse apenas medido o efeito directo nos utilizadores e ignorado o efeito indirecto nos seus amigos”, escrevem os investigadores. “E, de forma intrigante, apesar de a chuva ser o ímpeto para este contágio, as mensagens positivas parecem ser mais contagiantes que as negativas”, sublinham.

“Este é o primeiro estudo que demonstra que o mundo online pode estar a criar uma sincronia emocional global. Isso significa que devemos esperar e prepararmo-nos para uma maior volatilidade nas coisas que são afectadas pelas emoções, como sistemas políticos ou mercados financeiros”, defende o documento publicado na Plos One.

Querido ecrã, precisamos de dar um tempo

Fevereiro 26, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Life & Style / Público de 12 de Fevereiro de 2014.

michael kooren  reuters

Por Hugo Pereira, fisiologista do exercício

Quanto menor e mais tardia for a exposição de crianças aos estímulos de computadores, tablets e smartphones, maiores os ganhos de saúde.

Um pouco por todo o mundo tem-se assistido a um enorme aumento do tempo que as crianças passam em frente a um ecrã – computador, televisão, consolas ou smartphones e tablets. Este é, para eles, o seu passatempo favorito. Contudo, é possível que este novo padrão esteja relacionado com o aumento do peso, pela sua relação com outros comportamentos menos saudáveis, como a alimentação desregulada, padrão irregular de sono e a diminuição da actividade física.

De acordo com uma revisão de estudos, existe uma relação directa entre o “tempo de ecrã” e o risco de desenvolver diabetes de tipo 2, doença cardiovascular e com o risco de morte por qualquer causa em adultos. A associação entre o “tempo de ecrã” e os factores de risco aponta para valores superiores a duas horas por dia como sendo problemáticos. Nas crianças, o “tempo de ecrã” parece estar associado à gordura abdominal, ao índice de massa corporal e a outros factores de risco, independentemente da actividade física, apresentando relação directa com problemas de atenção. Segundo esta fonte, as entidades europeias devem considerar o “tempo de ecrã” como um comportamento separado do restante tempo sedentário.

Quanto menos e mais tarde a criança for exposta a estes estímulos, maiores os ganhos de saúde. Há alguma evidência de que o “tempo de ecrã” possa ser reduzido através de medidas simples e sistemáticas de ruptura com os padrões estabelecidos e, sobretudo, através da consciência parental.

De acordo com uma alargada revisão da literatura publicada já este ano, é relativamente difícil alterar uma actividade habitual pela imposição. Porém, é possível reduzir o “tempo de ecrã” se forem utilizadas estratégias que possibilitem o envolvimento da família como modelo de actuação que atrai a criança para longe do ecrã ou simplesmente lhe proporciona a oportunidade de escolher conscientemente como quer gastar o seu tempo livre.

Nesta linha, o Departamento de Saúde Norte-Americano estabeleceu a redução da exposição aos ecrãs como uma das prioridades do seu plano de saúde a dez anos. Advogam que crianças até aos dois anos de idade não devem ter contacto com ecrãs e que os adolescentes permaneçam até ao máximo de duas horas por dia neste tipo de actividade.

Pensando numa alternativa positiva, podemos considerar os jogos de vídeo activos como opção à actividade puramente sedentária, já que representam ligeiros aumentos da actividade física. Porém, a estratégia global pode e deve estender-se a outras actividades sem ecrã e que idealmente envolvam toda a família. Talvez as brincadeiras de trepar às árvores e corridas de apanhada de outros tempos possam ser recuperadas ou, simplesmente, tenha chegado a altura dos pais aprenderem a andar de skate com os seus filhos.

Fisiologista do exercício e Personal Trainer
Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa
hpereira@fmh.utl.pt

 

Usar o telemóvel a caminhar prejudica postura e equilíbrio

Fevereiro 5, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do P3 do Público de 23 de Janeiro de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Texting and Walking: Strategies for Postural Control and Implications for Safety

Eric Thayer Reuters

Investigados australianos concluíram que trocar mensagens de texto quando se caminha altera os movimentos do corpo, alterando a postura e afectando o equilíbrio

Texto de Lusa

O uso de telemóvel durante o caminhar, sobretudo a escrita e leitura de mensagens de texto, altera a postura e o equilíbrio, segundo um estudo da Universidade de Queensland, Austrália.

A troca de mensagens de texto (SMS) tornou-se numa das formas mais populares de comunicação, mas são poucos os estudos sobre o seu impacto na vida das pessoas. Para o estudo, os cientistas observaram os movimentos corporais de 26 pessoas saudáveis enquanto caminhavam e usavam o telemóvel.

Cada uma caminhou a um ritmo confortável em linha recta uma distância de cerca de oito metros e meio enquanto fazia uma de três acções: caminhar sem usar o telemóvel, caminhar a ler um texto no telemóvel ou a escrever uma mensagem de texto.

Os investigadores avaliaram depois os movimentos corporais usando um sistema de análise tridimensional. A escrita de mensagens de texto e, em menor medida, a leitura de texto alteraram os movimentos do corpo ao andar.

Comparativamente com uma caminhada normal, quando os participantes estavam a escrever textos caminhavam mais lentamente, desviavam-se mais da linha recta e mexiam o pescoço menos do que quando liam um texto.

Ainda que os braços e a cabeça se movessem em coordenação com o peito para reduzir o movimento relativo do telemóvel, facilitando a leitura e a escrita do texto, o movimento da cabeça aumentou, o que pode afectar negativamente o equilíbrio.

A maioria das pessoas coloca a cabeça para a frente e para baixo enquanto escreve ou lê no telemóvel. Manter a cabeça nesta posição aumenta o peso sobre as vértebras superiores, o que poderá resultar no desalinhamento da coluna.

Os investigadores alertam ainda que a escrita e leitura de textos no telemóvel pode aumentar o perigo para os peões quando caminham ou atravessam uma rua.

Quando as marcas comerciais influenciam os estudos científicos

Janeiro 17, 2014 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 5 de Janeiro de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Financial Conflicts of Interest and Reporting Bias Regarding the Association between Sugar-Sweetened Beverages and Weight Gain: A Systematic Review of Systematic Reviews

clicar na imagem

dn

 

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