Jovens obesos ultrapassarão os mal nutridos em 2022

Outubro 11, 2017 às 7:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.dn.pt/ de 11 de outubro de 2017.

Actividade física regular é uma das formas de combater a obesidade

Filomena Naves

Estudo prevê população infantil global maioritariamente obesa dentro de quatro anos. Para a OMS trata-se de “uma crise de saúde global”, a exigir políticas dirigidas ao problema

Hoje há dez vezes mais crianças e adolescentes obesos em todo o mundo do que há 40 anos e se a tendência de crescimento das últimas décadas se mantiver, em 2022, ou seja, dentro de apenas quatro anos, o número de jovens obesos tornar-se-á pela primeira vez superior ao dos que não têm peso suficiente por mal nutrição. A previsão é de um estudo do Imperial College de Londres e da Organização Mundial da Saúde (OMS), que foi publicado ontem, véspera do Dia Mundial da Obesidade que hoje se assinala, na revista The Lancet.

O trabalho, que passou em revista e coligiu ao longo de quatro décadas, entre 1975 e 2016, os dados do peso, altura e índice de massa corporal de mais de 130 milhões de pessoas com mais de cinco anos – 31,5 milhões entre os 5 e os 19 anos, e 97,4 milhões com mais de 20 anos -, é o maior estudo epidemiológico alguma vez realizado, segundo os seus autores, e mostra que a tendência para aumento de número de jovens obesos ganhou maior velocidade desde 2000. Em 1975, um por cento das crianças e jovens a nível mundial tinham peso em excesso, ao passo que em 2016 esse percentagem já chegava aos 8%.

“Esta tendência preocupante, que está igualmente em curso em países de médios e baixos recursos, reflete o impacto do marketing alimentar e das políticas que tornam os alimentos saudáveis e nutritivos demasiado caros para as famílias e as comunidades pobres”, afirma Majid Ezzati, da Escola de Saúde Pública do Imperial College, que coordenou a investigação. Por isso, sublinha o especialista, “esta é uma geração de crianças e adolescentes ao mesmo tempo obesos e mal nutridos”, pelo que alerta para a urgência de se “encontrarem formas de tornar acessíveis a estas famílias e comunidades, incluindo nas escolas, os alimentos saudáveis e nutritivos, especialmente nas comunidades pobres”. Outra medida essencial para combater o problema “é criar leis e taxas para proteger os mais novos de alimentos pouco saudáveis”, diz o coordenador do estudo.

Em 2016, último ano a que se reporta a avaliação, o número de crianças e adolescentes no mundo com peso insuficiente por deficiências alimentares era superior ao dos obesos e com excesso de peso (192 milhões no primeiro caso, 112 milhões no segundo), mas com a atual tendência de crescimento da população obesa a manter-se, nomeadamente nos países do Leste da Ásia, da América Latina e da Caraíbas, esses valores vão inverter-se no espaço dos próximos quatro, asseguram os autores do estudo.

“Esta é uma crise de saúde global”, garante Fiona Bull, que coordena na OMS o programa de vigilância e prevenção de doenças de notificação não obrigatória, notando que a situação “se agravará nos próximos anos, se não se tomarem medidas drásticas”.

A OMS já iniciou o combate contra a obesidade infantil, com a recomendação de políticas nesse sentido, e um plano cujas orientações serão hoje publicadas. Promover a redução drástica do consumo dos alimentos baratos e ultraprocessados e altos teores de calorias e gorduras, e favorecer a atividade física e os desportos são duas dessas orientações.

News release da WHO, gráficos e estudo mencionado na notícia:

Tenfold increase in childhood and adolescent obesity in four decades: new study by Imperial College London and WHO

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Crianças que ingerem proteína em excesso até aos 4 anos desenvolvem mais massa gorda

Janeiro 25, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tvi24.iol.pt/ de 24 de janeiro de 2017.

reuters

Estudo do Instituto de Saúde Pública do Porto concluiu que a quantidade e a qualidade dos hidratos de carbono (carga glicémica) ingeridos, aos quatro anos, também está relacionada com uma maior adiposidade aos sete

Redação / EC

Um estudo do Instituto de Saúde Pública do Porto indica que a ingestão excessiva de proteína em idade pré-escolar está associada a um maior índice de massa corporal aos sete anos, sendo este resultado mais visível nos rapazes.

Nestes, uma maior ingestão proteica aos quatro anos (idade pré-escolar) “associa-se a uma maior adiposidade” (massa gorda) total e abdominal (perímetro da cintura), bem como a “níveis superiores de insulina três anos mais tarde”, explicou à Lusa a investigadora do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) Catarina Durão.

Para além disso, verificou-se, durante o projeto, que a quantidade e a qualidade dos hidratos de carbono (carga glicémica) ingeridos pelos rapazes, aos quatro anos, também está relacionada com uma maior adiposidade aos sete.

Ou seja, “naqueles com uma alimentação simultaneamente excessiva em proteína e em carga glicémica, o efeito de aumento da massa gorda aparenta ser ainda maior”, indicou.

De acordo com Catarina Durães, é possível que nas raparigas o efeito da alimentação na adiposidade seja mais dependente do total energético ingerido (calorias totais consumidas), enquanto nos rapazes seja mais dependente dos macronutrientes referidos no estudo.

mais informações na notícia do Instituto de Saúde Pública do Porto:

Ingestão de proteína e carga glicémica aos 4 anos associadas a obesidade aos 7

 

 

Atividade física intensa importante na prevenção da obesidade infantil

Junho 4, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site  http://lifestyle.sapo.pt  de 23 de maio de 2015.

APCOI - Associacao Portuguesa Contra a Obesidade Infantil

De acordo com a Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) uma em cada 3 crianças portuguesas tem excesso de peso. Valores que colocam Portugal entre os países da Europa com as maiores taxas de prevalência de obesidade pediátrica.

Para tentar contrariar estes números é essencial incentivar as crianças para a prática de exercício físico de forma regular e, claro, incutir hábitos saudáveis de alimentação e hidratação.

Um estudo desenvolvido em 2014 pelo Laboratório de Exercício e Saúde da Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, revelou que “para reduzir o índice de massa gorda nas crianças é necessário incluir a prática de atividade física intensa”.

A avaliação, realizada com acelerómetros em 175 raparigas e 168 rapazes, entre os 10 e os 12 anos, teve como objetivo determinar as associações entre a dose de dispêndio energético de intensidade moderada versus intensidade elevada e a obesidade total e abdominal infantil.

Os investigadores observaram que estes indicadores de obesidade estavam somente associados com a atividade física de intensidade elevada.

As diretrizes da prática da atividade física defendem que as crianças devem praticar pelo menos 60 minutos de atividade moderada por dia e que as intensidades elevadas devem ser incorporadas pelo menos 3 vezes por semana.

Embora ainda não esteja clarificado o contributo da intensidade da atividade física, este estudo vem chamar a atenção para a importância da intensidade elevada com a finalidade das crianças terem um perfil mais saudável de composição corporal.

Tal como sucede com os adultos, as crianças devem ser acompanhadas por especialistas, médicos e profissionais ligados à prática do exercício, de forma a adaptar o esforço às necessidades e capacidades corporais. Mas a prática de exercício é essencial e deve ser incentivada desde os primeiros anos de vida do bebé.

 

 

Filhos com peso a mais: Os pais são cegos?

Abril 11, 2015 às 2:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 30 de março de 2015.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Child obesity cut-offs as derived from parental perceptions: cross-sectional questionnaire

Reuters

Um terço dos pais são incapazes de determinar que os filhos sofrem de excesso de peso, a menos que os níveis de obesidade sejam extremos

Um estudo realizado Instituto de Saúde Infantil de Londres e pela Escola de Higiene e Medicina Tropical descobriu que 31% dos pais que participaram na investigação subestimam o peso dos filhos – Apenas quatro pais os descreveram como tendo grande excesso de peso, apesar de este ser o caso de 369 das crianças analisadas.

O estudo publicado no British Journal of General Practice conclui ainda que os pais mais propensos a subestimar o peso de filhos são os de raça negra ou do sul da Ásia, os que têm origem em meios mais desfavorecidos ou os que são pais de uma criança do sexo masculino.

Os investigadores sugerem que se os pais não sabem identificar se o filho está acima do peso saudável, a eficácia das intervenções de saúde pública acerca da obesidade estão em causa.

 

 

 

Os bons hábitos de criança podem melhorar até 35% a saúde cardiovascular dos adultos

Março 5, 2015 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.20minutos.es    de 15 de fevereiro de 2015.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Cumulative Effect of Psychosocial Factors in Youth on Ideal Cardiovascular Health in Adulthood: The Cardiovascular Risk in Young Finns Study

GTRES

  • También se asocian a un 14% más de IMC normal, un 12% más de no ser fumador y un 11% más de mantener niveles correctos de glucosa.
  • Más del 60% de los hábitos de vida se adquieren durante la infancia y por ello conviene incidir sobre hábitos preventivos desde las escuelas.

La salud del adulto se siembra, en gran medida, en la infancia. La presencia de factores psicosociales positivos durante la infancia y la juventud, de los 3 a los 18 años, aumenta el índice de salud cardiovascular en la edad adulta. Lo asegura un estudio realizado en Finlandia y que se publica en la revista Circulation.

Esta investigación concluye que los niños y adolescentes que tenían mayor presencia de estos factores favorables (entorno socioeconómico, el entorno emocional, los hábitos saludables de los padres, la ausencia de posibles acontecimientos estresantes, la capacidad de autorregulación del niño y su adaptación social) durante la infancia también tenían un 35% más de probabilidades de tener una buena salud cardiovascular en la edad adulta en comparación con los que presentaron menos factores favorables.

El estudio ha contado con un total de 1.089 participantes de edad comprendida entre los tres y los dieciocho años. Los investigadores registraron los niveles de ciertos indicadores de riesgo cardiovascular (índice de masa corporal, presión arterial y colesterol) y, mediante un exhaustivo test, la presencia de distintos factores psicosociales favorables. Veintisiete años más tarde, cuando los participantes se encontraban entre los 30 y los 45 años de edad, los investigadores evaluaron el estado de salud cardiovascular de todos ellos mediante distintos indicadores de riesgo (el índice de masa corporal, la practica de actividad física semanal, el tabaquismo, la dieta equilibrada y los niveles de presión arterial, de colesterol y de glucosa en sangre).

Tras el análisis de los resultados se ha observado que una mayor exposición a factores psicosociales positivos se asocia a un 14% más de probabilidades de mantener un índice de masa corporal (IMC) normal, a un 12% más de probabilidades de no ser fumador y a un 11% más de probabilidades de mantener unos niveles de glucosa correctos en la edad adulta. Además, de los factores psicosociales específicos, un entorno socioeconómico favorable y una mayor capacidad de autorregulación por parte del niño, son los factores que aportan un mayor beneficio a la salud cardiovascular en la edad adulta.

La Fundación Española del Corazón (FEC) recuerda que un 60% de los hábitos de vida se adquieren en la infancia y que el trabajo preventivo en edades tempranas es fundamental para lograr reducir el impacto y la gravedad de las enfermedades cardiovasculares. “Resulta vital hacer énfasis sobre la prevención cardiovascular desde las escuelas”, asegura Leandro Plaza, presidente de la FEC.

“Hay que priorizar la importancia de una alimentación cardiosaludable y de la práctica periódica de actividad física para abordar, desde la infancia, problemas de salud como la obesidad y el sedentarismo” explica el doctor. Y añade: “La adopción de hábitos saludables y los consejos sobre prevención deberían ser tan importantes como cualquier otra asignatura”.

El presidente de la Fundación Española del Corazón recuerda que “son muchos los niños y niñas que desayunan y comen en su centro escolar. Por ello, es el momento y el lugar perfecto para inculcar la importancia de una alimentación cardiosaludable, entre otros”. Por ello sugiere que, “estas comidas deberían estar revisadas por nutricionistas, capaces de planificar una dieta sana y equilibrada que inculque a los niños una alimentación correcta y saludable”.

 

 

Ireland Hobert-Hoch é uma excelente aluna. Tem boas notas e não causa problemas na escola. No entanto, esta aluna norte-americana, de 13 anos, está envolvida numa polémica que tem dado que falar na internet

Novembro 26, 2014 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sol de 20 de novembro de 2014.

Notícia do Huffington Post citada pelo Sol

Student Sent To Principal’s Office After Refusing To Be Weighed

 

 

Shutterstock

Ireland Hobert-Hoch é uma excelente aluna. Tem boas notas e não causa problemas na escola. No entanto, esta aluna norte-americana, de 13 anos, está envolvida numa polémica que tem dado que falar na internet.

Ireland foi chamada ao director da escola que frequenta, no estado de Iowa, por se recusar a pesar-se nas aulas de educação Física. 

“Acho que a escola não tem nada a ver com o meu peso”, afirmou a estudante.

A família de Ireland deixou de ter uma balança em casa já há alguns anos e “ela tem sido muito feliz desde essa altura”, explicou Heather, a sua mãe.

O director do estabelecimento escolar disse ao Huffington Post que Ireland foi chamada ao seu gabinete não devido à situação em si, mas pela forma como “a situação foi apresentada ao professor”.

“Eu sei que dizer ‘Isto sempre foi feito’ não é uma boa explicação”, reconheceu Mike Daily, mas “se dá um feedback aos alunos, pode também ajudá-los”, acrescentou.

Assim que Ireland se recusou a pesar – a turma estava a tirar todas as medições necessárias para chegar ao índice de massa corporal – várias colegas suas ficaram do seu lado e recusaram-se também a ver qual era o seu peso.

O director da escola disse ao Huffington Post que a questão será levada à administração da escola e que esta decidirá se as medições de peso deverão continuar a ser feitas ou não.

 

 

 

TOP – Tratamento da Obesidade Pediátrica – Sessão de Divulgação de Resultados

Junho 2, 2014 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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top

programa

Pesquisa verifica sobrepeso em crianças menores de 3 anos

Abril 21, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site exame.abril.com.br de 9 de abril de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Efeito do aconselhamento nutricional da estratégia Aidpi sobre práticas alimentares, estado nutricional e desenvolvimento infantil

getty images

Um terço de 358 bebês avaliados em cidade paulista apresentou a condição, de acordo com levantamento feito na Escola de Enfermagem da USP

Karina Toledo e Fernando Cunha, da http://www.agencia.fapesp.br/

São Paulo – Uma avaliação nutricional de 358 crianças menores de 3 anos no município de Itupeva, no interior de São Paulo, revelou que quase um terço delas já apresenta excesso de peso, mas apenas 20% das mães têm a percepção do problema. Os dados ainda apontam evidências de atraso no desenvolvimento em 28% e anemia por deficiência de ferro em 38% das crianças avaliadas.

O levantamento foi realizado entre fevereiro e abril de 2013 por pesquisadores da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP), coordenados pela professora Elizabeth Fujimori.

A pesquisa, intitulada “Efeito do aconselhamento nutricional da estratégia Aidpi sobre práticas alimentares, estado nutricional e desenvolvimento infantil”, conta com financiamento da FAPESP e da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, no âmbito de um acordo de cooperação firmado pelas duas instituições.

Resultados do estudo foram apresentados em março durante o I Seminário de Pesquisas sobre Desenvolvimento Infantil, realizado na FAPESP.

“Quando os pais não reconhecem o problema [de sobrepeso], levam muito tempo para buscar ajuda. Qualquer alteração na nutrição nessa fase de intenso crescimento pode afetar a criança de forma muitas vezes irreversível. A chance de crescer com excesso de peso e se tornar um adolescente e um adulto obeso e com riscos cardiovasculares aumenta muito”, afirmou Fujimori.

De acordo com a pesquisadora, o estudo tinha o objetivo de avaliar os efeitos do aconselhamento nutricional – por meio da estratégia de Ação Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (Aidpi) – sobre a prática alimentar, o crescimento, o desenvolvimento infantil e ainda sobre a capacidade das mães de reconhecerem o estado nutricional das crianças.

“A estratégia Aidpi foi proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) na década de 1990 e implementada em todos os países latino-americanos, mas parcialmente no Brasil. Temos trabalhado com essa estratégia na formação em enfermagem porque ela é muito importante na atenção integral à saúde da crianças”, disse Fujimori.

A pesquisa foi estruturada em três fases. O primeiro passo foi avaliar condições de saúde, nutrição e desenvolvimento infantil, além da prática materna relacionada à alimentação de crianças menores de 3 anos atendidas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Itupeva.

Em uma segunda etapa, os profissionais de saúde foram convidados a participar da capacitação para aconselhamento nutricional por meio da Aidpi adaptada, que incorporou orientações da Estratégia Nacional para Alimentação Complementar Saudável (Enpacs), uma iniciativa governamental que se propõe a qualificar os profissionais da atenção básica a fim de fortalecer as ações de promoção à alimentação complementar no Sistema Único de Saúde.

Um treinamento com carga horária de 24 horas foi realizado com um grupo de enfermeiros. Outros três grupos de auxiliares, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde receberam treinamento de 16 horas. Não houve adesão dos médicos convidados.

A capacitação foi realizada entre os meses de setembro de 2013 e janeiro de 2014, com dramatizações e exercícios práticos sobre a temática abordada.

A terceira fase, prevista para ocorrer entre abril e junho de 2014, pretende avaliar o efeito da capacitação em amostra de pares mãe-criança atendidos nas UBS.

Segundo Fujimori, o índice de anemia encontrado no levantamento inicial é muito similar ao de um estudo anterior, de 2001. “Foi uma surpresa ver que os índices continuam altos mais de dez anos depois, apesar de políticas públicas como a da fortificação de farinhas com ferro e a suplementação medicamentosa profilática”, afirmou.

Os resultados preliminares apontam que apenas 45% das crianças na faixa dos 6 a 18 meses recebem a suplementação medicamentosa profilática de ferro como preconizado pelo Ministério da Saúde. Apenas 40% recebem regularmente o medicamento Aditil, que combina as vitaminas A e D. Ambos os suplementos são fornecidos gratuitamente na rede pública. Mesmo com a prescrição desses suplementos, há crianças que podem não usá-los rotineiramente, informou a pesquisadora.

As questões embasaram as capacitações na perspectiva de contribuir para que os profissionais atuem nos serviços de saúde buscando mudanças efetivas nos níveis de saúde infantil no município, disse Fujimori.

Linguagem unificada

Durante o I Seminário de Pesquisas sobre Desenvolvimento Infantil, foi apresentado um outro estudo, em andamento na Escola de Enfermagem da USP, que busca aprimorar a atenção à criança.

Intitulado “Qualificação das práticas do enfermeiro na promoção do desenvolvimento infantil integral”, o projeto é coordenado pela professora Maria de La Ó Ramallo Veríssimo e conta com financiamento da FAPESP e da FMCSV.

“A busca pela padronização da linguagem é algo recente, que está em construção na área de enfermagem. Uma linguagem científica unificada e mais ampla melhora a observação e refina as ações de enfermagem no atendimento a crianças de 0 a 3 anos”, afirmou Veríssimo.

Com base em uma revisão da literatura científica, o grupo propôs uma nova definição para o conceito de “desenvolvimento infantil” e elaborou um catálogo para ampliar a visão do profissional de enfermagem no atendimento realizado na rede de atenção básica à saúde.

“O novo conceito vai além do risco biológico, descrito com frequência na literatura, para abarcar a noção de riscos ambientais ao desenvolvimento infantil, que podem estar relacionados, entre outros, à gestação, ao parto, a doenças mentais maternas ou à falta de recursos para acesso a serviços de saúde”, disse Veríssimo.

O ponto de partida para a revisão do conceito foi a realização de entrevistas com profissionais que trabalham na rede municipal dos municípios de São Carlos, Itupeva, São José do Rio Pardo, Penápolis e Votuporanga. Todos já haviam participado de capacitação promovida pela FMCSV sobre a ampliação de ações de enfermagem, educação, assistência social e saúde em geral na prática de atenção à criança. Nas etapas seguintes, a equipe trabalhou com duas das classificações de Enfermagem mais conhecidas.

A classificação da North American Nursing Diagnoses Association – International (Nanda-I) foi revisada com a participação de 20 enfermeiros experientes na área de saúde da criança e validada por um grupo de especialistas. O trabalho foi realizado no projeto de doutorado de Juliana Martins de Souza.

A revisão da terminologia relativa a diagnósticos, resultados e intervenções no desenvolvimento infantil da Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (Cipe) – programa do Conselho Internacional de Enfermeiros (ICN, na sigla em inglês) – foi coordenada pela bolsista de doutorado Soraia Matilde Marques Buchhorn. O estudo contou com 84 questionários respondidos por enfermeiros, em duas etapas, e a validação de grupos de especialistas em cada etapa.

As classificações de diagnósticos de Enfermagem relativos ao desenvolvimento infantil foram sistematizadas e ampliadas, considerando impactos do ambiente sobre o desenvolvimento da criança. Outras mudanças importantes foram a distinção entre os conceitos de crescimento e desenvolvimento e a ênfase na promoção do desenvolvimento por meio do estímulo à criança no ambiente familiar.

Dentre os produtos do projeto, haverá um aplicativo novo, que oferece ao profissional de enfermagem os possíveis diagnósticos e a lista de intervenções que devem ser consideradas na elaboração do plano de cuidados, segundo o modelo da Cipe. Também estão em andamento contatos com associações responsáveis pela sistematização e divulgação internacional das classificações revisadas.

 

Estudo britânico detectou sete crianças com mais de 120 quilos

Agosto 14, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 5 de Agosto de 2013.

Medições feitas a crianças com menos de 12 anos duas vezes em seis anos revelaram resultados preocupantes para o serviço nacional de saúde britânico.

As últimas estatísticas sobre a obesidade entre crianças britânicas revelaram resultados preocupantes. Em medições realizadas entre 2006 e 2012 no âmbito de um programa do Serviço Nacional de Saúde britânico, foram encontradas sete crianças com menos de 12 anos com mais de 120 quilos de peso. Um dos casos mais graves de obesidade mórbida detectado foi o de uma menina, de dez anos, com mais de 150 quilos.

Os números são avançados esta segunda-feira pela imprensa britânica e referem-se ao programa nacional de medição infantil, que inclui o registo do índice de massa corporal (IMC) e altura. Segundo medições realizadas duas vezes ao longo de seis anos a crianças em idade escolar com menos de 12 anos, uma em três tinha excesso de peso e cerca de 20% era obesa.

De acordo com as estatísticas agora avançadas, sete crianças sujeitas às medições tinham mais de 120 quilos. Uma menina de dez anos, de Hounslow, arredores de Londres, ultrapassou em cerca de 30 quilos esse peso, enquanto um rapaz de 11 anos tinha 146 quilos quando subiu a balança pela última vez, no âmbito do programa de saúde do Governo britânico. A menina tinha cerca de 1,50 metros de altura, enquanto o menino tinha pouco mais de 1,30. O IMC da rapariga era de 71 e o do rapaz de 84.

As restantes crianças que revelaram um peso superior a 120 quilos foram pesadas em escolas de Lancashire, Cum­­bria e Sul de Londres. Os dados oficiais indicam que 30% das crianças analisadas tinham excesso de peso quando terminaram o ensino básico.

O IMC é um cálculo que tem em consideração o peso corporal e a altura da pessoa. O resultado ajuda a saber se a pessoa tem um peso baixo, normal ou se pelo contrário tem peso a mais. O índice é calculado dividindo o peso (em quilogramas) pela altura ao quadrado (em metros). Se o resultado for inferior a 18,5 o peso é baixo e é normal se se situar entre 18,5 e 24,9. Entre os 25 e os 29,9 a pessoa tem peso a mais e acima de 30 é considerada obesa.

Abuso infantil?
Tam Fry, porta-voz do fórum nacional de obesidade britânico, uma organização que se dedica a alertar para os perigos do excesso de peso, disse ao Sunday Times que os dados agora revelados tornam-se ainda mais preocupantes quando se fala de crianças. “Acabámos por aceitar que 26% dos adultos no Reino Unido são obesos mas devíamos sentir-nos chocados quando 20% das crianças também o são”.

Para Fry, permitir que uma criança se torne “super, super obesa é em si um abuso infantil”, numa referência à falta de actuação dos pais quando têm filhos com excesso de peso.

A posição do porta-voz do fórum nacional de obesidade britânico surge numa altura em que as direcções das escolas foram aconselhadas pelo Serviço Nacional de Saúde britânico a não utilizarem um tom que seja considerado ofensivo quando alertam os pais por carta sobre o resultado das medições dos filhos. Até aqui, e segundo o The Mirror, quando era verificado que a criança tinha excesso de peso, os pais recebiam a seguinte mensagem: “Os resultados do seu filho ultrapassam em muito a escala de sobrepeso. Os médicos chamam a isso obesidade”.

Ao Sunday Times, Mitch Blair, do Royal College of Paediatrics and Child Health (o equivalente britânico a uma Ordem dos pediatras e da saúde infantil), alertou, por sua vez, que além do bem-estar físico da criança, o seu estado mental deve ser também acompanhado. “Ser obeso numa idade tão jovem tem claras implicações na saúde mental, além de incluir um maior risco de diabetes, problemas cardíacos e de articulações. Além disso, podem ocorrer sérias repercussões psicológicas. Os anos de adolescência são já duros o suficiente sem o fardo extra de ser obeso”, diz o professor.

 

 

Pressão alta em crianças cresce 27% em 12 anos nos EUA

Julho 29, 2013 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da Veja de 17 de Julho de 2013.

De acordo com estudo, o índice de massa corporal e o consumo de sódio estão entre os principais fatores relacionados ao aumento

thinkstock

O risco de pressão alta entre crianças e adolescentes aumentou 27% em um período de doze anos nos Estados Unidos. O dado é de um estudo publicado nesta segunda-feira no periódico Hypertension, uma publicação da Sociedade Americana de Cardiologia. De acordo com o levantamento, os principais fatores relacionados ao aumento são índice de massa corporal (IMC) elevado, tamanho da circunferência do abdome e o consumo excessivo de sódio.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Childhood Blood Pressure Trends and Risk Factors for High Blood Pressure

Onde foi divulgada: periódico Hypertension

Quem fez: Bernard Rosner, Nancy R. Cook, Stephen Daniels e Bonita Falkner

Instituição: Universidade Harvard e outras

Dados de amostragem: 3.200 crianças e adolescentes de 8 a 17 anos estudados entre 1988 e 1994, e 8.300 crianças de mesma faixa etária, entre 1999 e 2008

Resultado: Os pesquisadores identificaram um aumento geral de 27% na pressão alta entre crianças e adolescentes entre a primeira e a segunda amostra.

“A hipertensão é perigosa em parte porque muitas pessoas não sabem que a têm”, afirma Bernard Rosner, principal autor do estudo. Como se trata de uma doença silenciosa, os pacientes precisam medir a pressão sanguínea com frequência para saber se a possuem. A hipertensão pode levar a problemas renais, derrames e doenças cardíacas.

Pesquisa — No estudo, foram comparados dados de 3.200 crianças e adolescentes de 8 a 17 anos obtidos entre 1988 e 1994, e de 8.300 crianças de mesma faixa etária, entre 1999 e 2008. Foram levados em consideração na comparação dos resultados fatores como diferença de idade, sexo, etnia, IMC, circunferência abdominal e consumo de sódio. Assim, os pesquisadores descobriram que, em um intervalo de aproximadamente 12 anos, o risco de crianças e adolescentes desenvolverem pressão alta aumentou 27%.

Os resultados mostraram que, no geral, os meninos eram mais propensos a ter pressão alta. Entre os dois estudos, no entanto, os níveis de pressão alta aumentaram mais entre as meninas. Notou-se ainda que mais crianças estavam acima do peso no segundo estudo, e tinham também uma maior circunferência abdominal — esta última característica foi mais acentuada nas meninas. As crianças cujo IMC ou o tamanho da circunferência estavam entre os 25% mais elevados de sua faixa etária tinham duas vezes mais chances de ter pressão alta, do que as crianças cujas medidas estavam entre as 25% mais baixas.

Sal — Além disso, as crianças que apresentavam um consumo elevado de sódio tinham 36% mais chances de ter pressão alta do que as crianças que tinham o menor consumo. Mais de 80% das crianças (dos dois períodos em que o estudo foi realizado) tinham um consumo diário de sódio acima de 2,3 gramas — a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde é de 2 gramas. Para Rosner, a expectativa é de que o consumo de sódio continue a aumentar nos próximos anos.

Apesar de os pesquisadores terem notado valores elevados de pressão sanguínea nas crianças estudadas, elas não podem ser classificadas como hipertensas, pois para um diagnóstico oficial é preciso ter três medições de pressão seguidas com resultados acima do normal.

Leia também:
Hipertensão atinge 1 em cada 3 adultos em todo mundo
Estudo identifica os principais hábitos na adolescência que provocam hipertensão na vida adulta

Opinião da especialista

Celia Maria Camelo Silva
Chefe da cardiologia pediátrica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

“O estudo mostra um resultado preocupante. Esse aumento na pressão alta ocorre principalmente em decorrência das mudanças de hábitos da sociedade, como a mudança na alimentação, com um consumo elevado de alimentos industrializados. Isso se reflete no peso das crianças, que nós temos observado aumentar. As crianças também tendem a ser mais sedentárias hoje em dia, apesar do estudo não ter avaliado o quesito atividade física.

“Essas crianças que desenvolvem pressão alta mais cedo na vida apresentam um risco elevado de, quando jovens adultos, sofrerem danos a algum órgão vital, como o cérebro, coração ou rins.

“No Brasil, não temos nenhum grande estudo nacional sobre o assunto, mas também tem havido um aumento na obesidade infantil, que se relaciona com a hipertensão. Além disso, o consumo de sal médio do brasileiro é praticamente o dobro do recomendado pela OMS.

“Vale lembrar, porém, que aproximadamente 80% dos casos de hipertensão infantil são causados por alguma outra doença que o paciente apresenta, como cardiopatia, doenças renais ou endocrinológicas. A hipertensão denominada essencial, que está relacionada à massa corporal e ao consumo de sódio, corresponde à menor porcentagem dos casos.”

 

 

 

 

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