É urgente que continuemos a vacinar as nossas crianças

Junho 9, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Sapo Lifestyle de 1 de junho de 2020.

Paralela à pandemia atual, vivemos uma realidade preocupante: a quebra das taxas de vacinação entre os mais novos. Um artigo do médico António Brito Avô, especialista em Pediatria.

Mesmo depois dos apelos da DGS e do levantamento do estado de emergência, o Programa Nacional de Vacinação e as vacinas extra-Plano não estão a ser cumpridos. Um risco individual que pode afetar a comunidade – as quebras e os atrasos na vacinação facilitam o aparecimento de doenças graves como o sarampo, a meningite ou a tuberculose e podem dar origem a surtos

As pessoas têm medo. Essa é a principal razão para que pais e encarregados de educação estejam a adiar consultas e deslocações aos hospitais e centros de saúde. Um receio natural, mas infundado, e que deve ser esclarecido o mais rapidamente possível.

É imperativo sensibilizar a população. Informá-la. Assegurar que o regresso a rotinas como a vacinação dos mais novos se processe rapidamente, de forma segura e informada. É fundamental que, por um lado, a população compreenda os riscos desta quebra na vacinação e que por outro se sinta segura na deslocação para vacinar as suas crianças.

Se ainda não existe uma vacina contra o coronavírus, apostemos na proteção dos sistemas imunitários dos mais novos contra o que já é possível prevenir. É o caso de doenças como o sarampo ou a meningite que, apesar de graves, podem ser evitadas por imunização.

É cada vez mais importante investir na prevenção, seja através do PNV ou de vacinas recomendadas pelos médicos assistentes.  A vacinação previne doenças como o sarampo, a tosse convulsa, o tétano ou a meningite.  Ainda durante o estado de emergência, a Direção-geral da Saúde reforçou que, até aos 12 meses de idade, inclusive, as crianças devem cumprir atempadamente e com rigor a vacinação recomendada, que confere proteção precoce contra onze doenças potencialmente graves. Aos 12 meses, as vacinas contra o meningococo C e contra o sarampo, papeira e rubéola são consideradas extremamente importantes.

Não podemos esquecer que situações epidemiológicas como a do sarampo, por exemplo, não nos permitem adiar esta vacina, porque podemos pôr em causa a imunidade de grupo que ela confere e permitir o aparecimento de surtos. A vacina contra a tuberculose (a BCG) continua a estar no PNV para as áreas de risco social e endémico (áreas podem vir a aumentar com a CoVid 19).

Outro caso preocupante, é o da meningite, uma infeção grave, e potencialmente fatal. Qualquer pessoa a pode contrair, mas as crianças pequenas e os adolescentes correm maior risco. Apesar de ser uma doença rara, temos assistido ao crescimento de casos do grupo B um pouco por toda a Europa. Portugal não é exceção. Devemos também estar atentos ao crescimento discreto, mas rápido, do grupo W.

No Dia Mundial da Criança, deixo um pedido aos pais e encarregados de educação “Não adiem consultas nem deslocações aos hospitais e aos centros de saúde. Vacinem-se e vacinem as vossas crianças respeitando as indicações dos pediatras. As deslocações são seguras – o que não é seguro é adiar a vacinação”.

Um artigo do médico António Brito Avô, especialista em Pediatria.

Calendário de Vacinação – O IAC apela à importância da vacinação protegendo a saúde de todos – 20 a 26 de Abril – Semana Europeia da Vacinação

Abril 22, 2020 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Calendário de Vacinação

20 a 26 de Abril – Semana Europeia da Vacinação

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O IAC apela à importância da vacinação protegendo a saúde de todos – 20 a 26 de Abril – Semana Europeia da Vacinação

Abril 22, 2020 às 7:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Vacinação IAC

20 a 26 de Abril – Semana Europeia da Vacinação

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Europa regista mais de 13 mil casos de sarampo num ano

Novembro 29, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 20 de novembro de 2019.

França, Itália, Polónia e Roménia registaram o maior número de casos desta doença altamente contagiosa.

Mais de 13.300 casos de sarampo foram registados no último ano em 30 países europeus, apesar de haver uma diminuição do número de casos nos meses mais recentes. Os dados constam do último relatório do Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla inglesa) e dizem respeito ao período entre 01 de outubro de 2018 e 30 de setembro de 2019.

Em setembro, no último mês analisado pelo relatório concluído a semana passada, 17 países europeus reportaram um total de 280 casos de sarampo. França, Itália, Polónia e Roménia registaram o maior número de casos desta doença altamente contagiosa. Portugal está entre os 12 países que não registou qualquer caso de sarampo. Apesar de um volume ainda significativo de casos, o ECDC indica que o número de infeções está a decrescer quando comparado com os relatórios dos dois meses anteriores.

França continua a ser o país com o maior número de casos de sarampo acumulados nos últimos 12 meses, com um total de mais de 2.600 casos. Contudo, em setembro as autoridades francesas registaram 56 casos, quando em agosto e em julho tinham sido reportados 110 e 314 casos, respetivamente. Também em Itália o número de pessoas que contraem sarampo aparenta estar a diminuir: passou de 151 casos em julho e de 78 em agosto para 19 casos em setembro.

O ECDC alerta que os casos de sarampo “continuam a espalhar-se pela Europa devido a uma cobertura vacinal insuficiente nalguns países”. As autoridades de saúde recomendam a vacina contra o sarampo como a melhor forma de evitar a doença, que pode desencadear complicações e, em casos graves, levar à morte.

mais informações na publicação da ECDC:

Monthly measles and rubella monitoring report November 2019 Period covered: 1 October 2018–30 September 2019

Em 2018, 20 milhões de crianças não foram vacinadas contra o sarampo, a difteria e o tétano

Agosto 17, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia e imagem da Rádio Renascença de 15 de julho de 2019.

Redação com Lusa

“As vacinas são uma das nossas ferramentas mais importantes para prevenir surtos e manter o mundo seguro”, alerta o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde.

Vinte milhões de crianças em todo o mundo não foram vacinadas em 2018 contra doenças como sarampo, difteria e tétano, segundo a UNICEF, que alerta para a “perigosa estagnação” das taxas de vacinação por causa dos conflitos e da desigualdade. Em comunicado, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), citando dados também da Organização Mundial de Saúde (OMS), diz que globalmente a cobertura de vacinação com três doses de difteria, tétano e tosse convulsa e uma dose de vacina contra o sarampo estagnou por volta dos 86%.

Apesar de reconhecer que se trata de uma taxa de cobertura elevada, a UNICEF sublinha que “não é suficiente”, apontando para a necessidade de uma cobertura de 95% em todo o mundo para proteger contra surtos de doenças evitáveis por vacinação. “As vacinas são uma das nossas ferramentas mais importantes para prevenir surtos e manter o mundo seguro”, alertou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, citado no comunicado. O responsável sublinha que muitas crianças ainda não são vacinadas e recorda que, “muitas vezes, são os que estão em maior risco – os mais pobres, os mais marginalizados, os afetados por conflitos ou forçados a sair das suas casas – quem perde persistentemente”.

A maioria das crianças não vacinadas vive nos países mais pobres e “está desproporcionalmente em estados problemáticos ou afetados por conflitos”, afirma a UNICEF, lembrando que quase metade está em apenas 16 países: Afeganistão, República Centro-Africana, Chade, República Democrática do Congo, Etiópia, Haiti, Iraque, Mali, Níger, Nigéria, Paquistão, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Síria e Iémen. “Se estas crianças ficarem doentes, correm o risco de sofrer as consequências mais graves para a saúde e têm menor probabilidade de aceder a tratamentos e cuidados de saúde que salvam vidas”, frisa a organização.

A UNICEF diz ainda que os surtos de sarampo “revelam lacunas na cobertura, inúmeras vezes ao longo de muitos anos” e que as grandes disparidades no acesso a vacinas “abrangem países de todos os níveis de rendimento”. “Tal resultou em surtos devastadores de sarampo em muitas partes do mundo – incluindo em países que têm elevadas taxas de vacinação em geral”, lembra.

Em 2018, quase 350.000 casos de sarampo foram registados em todo o mundo, mais do dobro do que em 2017. “O sarampo é um indicador, em tempo real, de onde temos mais trabalho a fazer para combater doenças evitáveis”, alertou Henrietta Fore, diretora executiva da UNICEF. “Como o sarampo é muito contagioso, os surtos apontam para comunidades que não estão vacinadas devido a acesso, custos ou, em alguns locais, complacência”, acrescenta.

A Ucrânia lidera uma lista diversificada de países com a maior taxa de incidência de sarampo em 2018. Embora o país já tenha vacinado mais de 90% dos seus bebés, a cobertura foi baixa durante vários anos, deixando um grande número de crianças mais velhas e adultos em risco. Vários outros países com alta incidência e cobertura têm grupos significativos de pessoas que não foram vacinados contra o sarampo no passado, recorda a UNICEF, sublinhando que estes dados mostram “como a baixa cobertura ao longo do tempo ou comunidades distintas de pessoas não vacinadas podem desencadear surtos mortais”.

A organização chama ainda a atenção para a disponibilização, pela primeira vez, de dados de cobertura de vacinação contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV), que protege as meninas contra o cancro do colo do útero na idade adulta.

Desde de 2018, 90 países – onde vive uma em cada três meninas em todo o mundo – introduziram a vacina contra o HPV nos seus programas nacionais. Deste grupo, apenas 13 são países de baixos rendimentos. “Isto significa que os que correm maior risco de sofrer os impactos devastadores do cancro do colo do útero são os que têm menor probabilidade de ter acesso à vacina”, indica o comunicado.

Mais informações no comunicado na Unicef:

20 million children missed out on lifesaving measles, diphtheria and tetanus vaccines in 2018

Alemanha aprova multas até 2.500 euros para pais que não vacinem filhos contra sarampo

Agosto 2, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 17 de julho de 2019.

A decisão aprovada entra em vigor em março de 2020 e também impõe que crianças em centros de refugiados sejam vacinadas, e determina a exclusão de crianças não vacinadas do direito às creches.

O conselho de ministros da Alemanha aprovou nesta quarta-feira multas que poderão chegar aos 2.500 euros para os pais que decidam não vacinar contra o sarampo os seus filhos em idade escolar.

A decisão aprovada nesta quarta-feira entra em vigor em março do próximo ano e também impõe que as crianças em centros de refugiados sejam vacinadas, e determina a exclusão de crianças não vacinadas do direito de frequentarem as creches.

“Queremos, dentro do possível, evitar que todas as crianças estejam expostas ao sarampo porque é uma doença altamente contagiosa e pode ter uma evolução muito má, às vezes fatal”, argumentou o ministro da Saúde, Jens Spahn.

De acordo com os dados oficiais, no ano passado registaram-se no país um total de 543 casos de sarampo e este ano, até ao momento, já foram contabilizados mais de 400.

A decisão do Conselho de Ministros surge num momento em que na Alemanha, assim como na maior parte da Europa, vários grupos questionam a importância das vacinas.

“Não vacinar uma criança equivale a uma situação de negligência ou de maus tratos”

Julho 14, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 1 de julho de 2019.

Por Rita Costa

Parece que são pessoas que se esquecem ou não querem saber daquilo que tem sido a evolução da medicina e dos cuidados de saúde ao longo dos últimos anos”, afirma Paulo Oom.

Um estudo realizado pelo Wellcome Global Monitor e publicado pela revista Science há pouco mais de uma semana revela que, no continente europeu, só pouco mais de metade da população considera as vacinas uma forma segura de prevenção da saúde. O que significa que há uma crescente descrença nas vacinas. Descrença que para o pediatra Paulo Oom significa ignorância.

“Sabemos que o aparecimento das vacinas levou, de facto, ao desaparecimento de alguns milhões de mortes de crianças por ano, a nível mundial”, sublinha.

Paulo Oom assegura que se as pessoas que hoje são contra as vacinas, tivessem vivido há cem anos iam perceber a importância das vacinas. ” Se fosse possível levar essas pessoas ao passado para verem o que é uma epidemia de sarampo, com milhares e milhares de crianças doentes, com vários milhares de crianças a morrer eu acho que dificilmente elas poderiam continuar a pensar da forma que pensam.”

Para o pediatra, “não vacinar uma criança equivale a uma situação de negligência ou de maus tratos”.

mais informações na notícia:

Want to prevent vaccine deaths? Show people the consequences of unvaccinated nations

Alemanha prepara-se para penalizar pais que não vacinem

Maio 15, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 5 de maio de 2019.

Multas de até 2500 euros e expulsão de infantários para quem não cumpra as vacinas obrigatórias. Ministro diz que quer erradicar o sarampo.

O Governo alemão quer penalizar pais que não vacinem os filhos contra o sarampo com multas de até 2500 euros.

A proposta do ministro da Saúde, Jens Spahn, explicada ao semanário Bild am Sonntag, implica a expulsão de quaisquer crianças não vacinadas de infantários e, no caso de crianças mais velhas que não podem ser expulsas da escola primária (porque a frequência é obrigatória), multas aos pais até 2500 euros.

A importância da vacinação das crianças nos infantários deve-se ao facto de muitas vezes estes terem “bebés com menos de dez meses que não têm idade para ser vacinados e por isso correm maior risco”, disse Spahn.

A taxa de vacinação estimada na Alemanha é de 93%, segundo o instituto Robert Koch, quando a recomendada é de 95%.

Também está prevista a vacinação obrigatória para profissionais de saúde.

“Quero erradicar o sarampo”, declarou simplesmente Spahn.

Espera-se que a proposta seja aprovada e entre em vigor em Março de 2020, diz a emissora alemã Deutsche Welle.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem alertado para um ressurgimento de surtos de sarampo em todo o mundo. No ano passado, morreram 136 mil pessoas em todo o mundo, e o número de infectados subiu 50% comparado com o ano anterior.

 

 

“O combate ao crescimento de movimentos anti-vacinação deve ser feito com mais e melhor informação”

Maio 12, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 29 de abril de 2019.

Susete Henriques

A DGS vai criar uma rede de municípios “Embaixadores da Vacinação” e é esta terça-feira que o projeto arranca com a assinatura de uma Carta Compromisso. O objetivo é “promover a cobertura universal da vacinação num mundo de desafios globais”, diz ao DN a coordenadora do Programa Nacional de Vacinação.

promoção da “cobertura universal da vacinação num mundo de desafios globais” é o objetivo da rede de municípios “Embaixadores da Vacinação” que a Direção-Geral da Saúde (DGS) quer implementar. É Teresa Fernandes, coordenadora do Programa Nacional de Vacinação (PNV) que explica ao DN no que consiste o projeto que é formalizado esta terça-feira, na Amadora, com a assinatura de uma Carta Compromisso.

A criação desta rede é, segundo a DGS, “uma iniciativa pioneira”, que pretende articular e otimizar a colaboração dos municípios na “promoção da literacia para a vacinação” e arranca, “de forma piloto” na Área Metropolitana de Lisboa.

No fundo é reforçar a importância do ato de vacinar e da sua cobertura universal “através de novas parcerias que visam informar cada vez mais públicos-alvo dos diferentes setores da sociedade contribuindo para a tomada de decisões informadas”, explica-nos Teresa Fernandes sobre o projeto que surge no âmbito da Semana Europeia da Vacinação, que decorre até esta terça-feira. No fundo, a ideia é levar a mensagem mais longe.

Com este projeto, pretende-se que os “Municípios Embaixadores da Vacinação”, comprometam-se, “em estreita articulação com os ACES (Agrupamentos de Centros de Saúde que gerem as Unidades de Saúde)”, e de acordo com as recomendações da DGS, a fazer a defesa da vacinação, promover o conhecimento nesta área, bem como concretizar oportunidades para o ato de vacinar. “Queremos fomentar a procura da vacinação de forma informada e consciente do seu valor para o próprio e para a sociedade”, afirma a responsável pelo PNV.

Um compromisso que é, no fundo o reforço de “que a vacinação é um direito, um dever, um ato de cidadania, de responsabilidade e de solidariedade, na defesa da saúde individual e da Saúde Pública, sublinha a DGS, em comunicado.

Aumentam casos de sarampo a nível global

A criação da rede de “Municípios Embaixadores de Vacinação” surge numa altura em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) dá conta de um aumento global do número de casos de sarampo que quase quadruplicou no primeiro trimestre deste ano face ao mesmo período de 2018, seguindo a tendência dos últimos dois anos, para 112.163 casos.

Também o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertou para o problema. São mais de 20 milhões de crianças que não receberam a vacina contra o sarampo, dada em duas doses, em todo o mundo nos últimos oito anos. Esta falta de vacinação permite a exposição ao vírus e coloca em causa a imunidade de grupo e tem originado um aumento de surtos da doença em todo o mundo, conclui o relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), divulgado no passado dia 25 de abril.

No âmbito da Semana Europeia da Vacinação, a UNICEF revela que cerca de 169 milhões de crianças não receberam a primeira dose da vacina, entre 2010 e 2017, o que equivale a uma média anual de 21,1 milhões de crianças.

A UNICEF indica que, em 2017, cerca de 110 mil pessoas, a maioria crianças, morreram de sarampo – 22% a mais que no ano anterior.

DGS atenta aos surtos de sarampo no mundo

Os Estados Unidos enfrentam o maior surto de sarampo em quase 20 anos e, entre os países desenvolvidos lideram a lista da UNICEF com o maior número de crianças (mais de 2,5 milhões) que não receberam a primeira dose da vacina entre 2010 e 2017. Seguem-se França e Reino Unido, com mais de 600 e 500 mil bebés não vacinados, respetivamente.

Uma realidade que leva Teresa Fernandes, da DGS, a sublinhar a importância do Programa Nacional de Vacinação. “Contribuiu para o desenvolvimento do País, reduzindo drasticamente a mortalidade infantil e as sequelas geradas por doenças que já não vemos, como a poliomielite, o sarampo, a rubéola, a difteria, o tétano, entre outras”.

Para a coordenadora do PNV, a “ausência destas doenças gera, principalmente noutros países, algum descrédito na vacinação e sobrevalorização dos seus raros efeitos adversos e incómodo provocado pela picada, por isso investimos na informação sobre o seu real valor”.

Defende, por isso, mais e melhor informação. “Cremos que o combate à desinformação e ao crescimento de movimentos anti-vacinação deve ser feito através de cada vez mais e melhor informação, proveniente de fontes credíveis e difundida a todas as pessoas, através de diversos meios de comunicação, independentemente da idade, religião, estatuto social, financeiro, migratório ou outro, pois é para todas estas pessoas que se destina a vacinação e que a mesma está disponível em Portugal, desde 1965″.

Situação em Portugal

Em Portugal, Lisboa e Vale do Tejo e o Algarve foram as regiões com taxa de cobertura vacinal abaixo do recomendado na segunda dose da vacina contra o sarampo, segundo dados de 2017.

De acordo com dados publicados no Conselho Nacional de Saúde (CNS), referentes a 2017, na segunda dose da vacina contra o sarampo, papeira e rubéola (VASPR), dada aos 12 meses e aos cinco anos, a taxa de cobertura vacinal ficou abaixo dos 95%, recomendados pela OMS em Lisboa e Vale do Tejo e o Algarve, regiões descritas como tendo “coberturas vacinais particularmente baixas”. Situação que registou melhorias, de acordo com os últimos dados da Direção-Geral de Saúde (DGS).

O estudo do CNS, especificou que, em 2017, “nenhum dos ACES [agrupamentos de centros de saúde] da região do Algarve regista uma cobertura vacinal superior a 95%, registando o ACES Algarve Central uma cobertura vacinal inferior a 90% (89,4%). O mesmo acontece nos ACES da área urbana de Lisboa, como o de Lisboa Norte (85,5%), Cascais (86,7%) e Amadora (88%), que registam “coberturas vacinais particularmente baixas”.

De acordo com a DGS, que revelou ao DN dados atualizados de 2018, a situação apresentou uma evolução favorável. Em Lisboa e Vale do Tejo, na segunda dose da vacina contra o sarampo, aos 6 anos, a taxa de cobertura é de 94,2% e, aos 7 anos, de 96,4%. Já na região do Algarve, há uma taxa de cobertura de 93% na segunda dose, aos 6 anos, e de 95,4% aos 7 anos”.

 

 

Casos de tuberculose em crianças aumentaram. Vacina BCG pode regressar

Abril 26, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 12 de abril de 2019.

Paula Dias com Rita Carvalho Pereira

As autoridades de saúde estão a considerar retomar a vacinação BCG, depois de, nos últimos anos, ter aumentado o número de casos de tuberculose em crianças.

A diretora do Programa Nacional para a Tuberculose, Isabel Carvalho, indica que a Direção-Geral da Saúde está a estudar a possibilidade da vacina BCG voltar a ser administrada às crianças de risco nas maternidades, o mais cedo possível, depois do nascimento.

Só no último ano, 34 crianças com menos de seis anos contraíram tuberculose (quatro das quais com alta gravidade), sendo que nenhuma das crianças infetada tinha sido vacinada.

Desde 2017 que a vacina BCG deixou de ser obrigatória para todas as crianças.

As regiões de Lisboa e do Porto são aquelas que apresentam o maior número de casos de infeção -e, como tal, são as mais prioritárias -, porém Isabel Carvalho ressalva que ainda não há previsão de quando a medida irá avançar.

“São ideias que têm sentido, que parecem ir melhorar a operacionalização da vacina, mas que ainda estão a ser trabalhadas”, salvaguarda a responsável, em declarações à TSF.

Isabel Carvalho defende que não existe benefício em vacinar toda a população, pelo que não faz sentido essa prática, mas admite que o facto de existir uma baixa incidência de tuberculose em Portugal fez com que os cidadãos e os profissionais de saúde começassem a descurar a doença – o que, por sua vez, levou ao aumento do tempo de diagnóstico e a uma maior probabilidade de contágio.

A diretora do Programa Nacional para a Tuberculose explica que tem ocorrido um atraso na administração da vacina às crianças que estão identificadas para vacinação, por questões logísticas. A responsável aponta ainda demoras no diagnóstico e falhas nos rastreios da doença.

As crianças consideradas de risco, aquelas que podem estar mais expostas a tuberculose, são as que têm pais “com VIH, com dependência de drogas ou álcool, com familiares de países de alta incidência ou que estiveram envolvidas num processo de exposição a tuberculose”, explica Isabel Carvalho.

“Quando achamos que a tosse se arrasta e que, apesar de tomar vário antibióticos, os sintomas não passam, temos de pensar que pode ser tuberculose e é preciso procurar ajuda”, sublinha.

 

 

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