Manter mães e bebês juntos durante pandemia pode salvar mais de 125 mil vidas

Março 22, 2021 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 16 de março de 2021.

Nova pesquisa destaca riscos de separar recém-nascidos de mães durante a crise da Covid-19; vários estudos indicam que quase não existem casos de sintoma ou doença leve em recém-nascidos infectados, mas países continuam separando quando a mãe tem suspeita ou é confirmada com o vírus.

A pandemia de Covid-19 está afetando seriamente a qualidade do atendimento prestado a recém-nascidos, resultando em sofrimento e mortes desnecessárias.

A conclusão faz parte de uma nova pesquisa da Organização Mundial da Saúde, OMS, e parceiros que destaca a importância crítica de garantir que os recém-nascidos tenham contato próximo com os pais após o nascimento.

Perigos 

Isto é especialmente importante para bebês com baixo peso ou prematuros.

Em muitos países, se houver suspeita ou confirmação de infecções por Covid-19, os recém-nascidos são separados das mães, aumentando assim o risco de morte e complicações de saúde ao longo da vida.

Isso ocorre, sobretudo, nos países mais pobres com o maior número de nascimentos prematuros e mortes infantis. De acordo com o relatório, as interrupções nos cuidados irão piorar esses riscos.

Segundo a OMS, até 125 mil vidas poderiam ser salvas com a cobertura total destes cuidados, conhecidos como método canguru, que incluem contato pele a pele precoce e prolongado com um dos pais e amamentação exclusiva.

Entre os bebês prematuros ou abaixo do peso ideal, esse método reduz as mortes infantis em até 40%, a hipotermia em mais de 70% e as infecções graves em 65%.

Importância 

Em comunicado, o diretor de Saúde Materna, do Recém-nascido, Criança, Adolescente e Envelhecimento da OMS, Anshu Banerjee, disse que “décadas de progresso na redução da mortalidade infantil serão prejudicadas, a menos que se atue agora para proteger e melhorar os serviços de atendimento de qualidade e expandir a cobertura de intervenções que salvam vidas”.

A OMS recomenda que as mães continuem dividindo o quarto com seus bebês e sejam capazes de amamentar e praticar o contato pele a pele, mesmo quando houver suspeita ou confirmação de infecções por Covid-19. Também devem receber apoio para prevenção de infecções.

Interrupções  

Uma revisão da situação em 17 países durante a pandemia concluiu que um terço recomendou a separação de mães e recém-nascidos se a mãe tiver ou puder ter tido a Covid-19.

Outra pesquisa global, publicada no British Medical Journal, informa que dois terços dos profissionais de saúde em 62 países não permitem que mães com suspeita ou com Covid tenham contato pele a pele. Além disso, quase um quarto não permitia a amamentação, mesmo por cuidadores não infectados.

Vários estudos mostram que quase não existem casos de sintoma ou doença leve de Covid-19 em recém-nascidos infectados. O risco de recém-nascidos contraírem o vírus resultaria em menos de 2 mil mortes.

Perigos 

A infecção durante a gravidez, no entanto, pode resultar em risco aumentado de parto prematuro.

De acordo com as estimativas mais recentes, 15 milhões de bebês nascem prematuros, antes das 37 semanas, a cada ano e 21 milhões nascem com baixo peso, menos de 2,5 kg.

Esses bebês enfrentam riscos significativos à saúde, incluindo deficiências, atrasos no desenvolvimento e infecções. As complicações relacionadas à prematuridade são as principais causas de morte de recém-nascidos e crianças menores de 5 anos.

Mais informações na notícia:

New research highlights risks of separating newborns from mothers during COVID-19 pandemic

estudos nos links:

https://www.thelancet.com/journals/eclinm/article/PIIS2589-5370(21)00013-4/fulltext

https://gh.bmj.com/content/6/3/e004347

Crianças no Algarve têm aulas numa carrinha

Março 21, 2021 às 3:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Notícia da RTP de 13 de março de 2021.

No Algarve, onde a taxa de desemprego é a maior do país, aumentou também o número de pessoas sem-abrigo. Em Faro, por exemplo, o valor triplicou em 2020. A RTP foi ao encontro de uma família com duas crianças que vivem e têm aulas à distância no interior de uma carrinha.

Vídeo da reportagem no link:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/criancas-no-algarve-tem-aulas-numa-carrinha_v1303731

Ciclo de Conferências – 22 de março “A vitimação de crianças e jovens em contexto de Violência Doméstica” 23 de março “Os tribunais e as crianças e jovens vítimas”

Março 20, 2021 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações aqui

Webinar “Participação das Crianças : o futuro começa agora” com Catarina Tomás, 24 de março, 10.00h

Março 19, 2021 às 4:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Direito à Participação, consagrado na Convenção sobre os Direitos da Criança, prevê que esta possa exprimir a sua opinião livre e que a veja respeitada por todos os que a rodeiam.

Apesar de, durante algum tempo, a sua voz ter sido esquecida, hoje torna-se cada vez mais saliente e Crianças de todo o mundo têm vindo a usufruir deste seu importante Direito.

Neste sentido, o Instituto de Apoio à Criança pretende no próximo dia 24 de março às 10h00, trazer a debate a “Participação das Crianças: O Futuro Começa Agora”, por considerar que é fundamental unir esforços, fornecer competências e ouvir aquilo que as Crianças têm para nos dizer.

Esta Webinar contará com a intervenção da Prof.ª Doutora Catarina Tomás (Escola Superior de Educação de Lisboa e CICS.NOVA) e está inserido no Ciclo de Formação Interna, numa sessão aberta a todos aqueles que se interessam pelo tema em apreço.

A Webinar decorrerá na plataforma zoom, pelo que os dados de acesso serão fornecidos após a sua inscrição no link: https://forms.gle/8iVmhsvVWNQ3Zg4CA

Olá, estou aqui para ajudar: um ano de confinamento – Reportagem do Expresso com declarações de Manuel Coutinho do IAC

Março 19, 2021 às 10:10 am | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem do Expresso de 13 de março de 2021, com declarações do Dr. Manuel Coutinho, Secretário-Geral do IAC e coordenador do SOS-Criança.

Assim que o Governo pôs em prática as primeiras medidas de confinamento, faz esta sexta-feira um ano, foram criadas várias linhas para dar apoio psicológico à população. Outras já existiam. Deram resposta a grupos específicos – crianças, idosos, estudantes universitários, etc.. Há perguntas que não saem da cabeça daquelas pessoas que todos os dias, várias vezes ao dia, pegam no telefone para ouvir outras. Para ajudar essas pessoas. Pessoas que nem sempre conseguem ajudar. Um ano depois do início do primeiro confinamento, o Expresso ouve as histórias daqueles que no último ano ouviram as histórias dos outros – são relatos impressionantes. Este é um confinamento que existiu nas linhas telefónicas. Na solidão e por vezes no desespero das linhas telefónicas

— Quando é que tudo isto vai terminar?

— Será que vou perder o meu emprego?

— Quero tanto sair de casa mas tenho medo, será que posso?

Perguntas como estas foram muitas vezes ouvidas pelos voluntários que trabalham na SOS Voz Amiga, a mais antiga linha telefónica de prevenção do suicídio em Portugal, durante os primeiros meses de confinamento, no ano passado. Em todas essas chamadas, “independentemente da situação colocada, existia uma grande carga de ansiedade e receio pelo futuro”, recorda Francisco Paulino, presidente da associação responsável pela linha. Também existiram, “pelo menos no primeiro confinamento, situações antagónicas”, diz. De um lado “pessoas ansiosas e tristes por não poderem abraçar os seus mais próximos” e do outro “pessoas que se queixavam de já não terem paciência para passarem tantas horas em comunhão de espaço com os seus”.

A “tipologia das chamadas”, como diz o presidente, “não se alterou muito” face às situações e relatos que chegaram aos voluntários da linha antes da pandemia — apesar de o número de chamadas ter crescido muito substancialmente entre 2019 e 2020. De março de 2020 até ao momento foram atendidas cerca de 11 mil chamadas (no período homólogo anterior tinham sido atendidas cerca de sete mil). “Continuámos a ter apelos envolvendo doenças mentais, principalmente depressão, solidão, problemas familiares e afetivos, problemas económicos e ideação suicida.” No entanto, continua o presidente, “quando os problemas económicos resultantes do confinamento começaram a criar desespero”, as chamadas de pessoas que diziam “estar a passar fome mas ter vergonha de o assumir” começaram também a aumentar. Antes da pandemia como agora, quem mais telefona são as mulheres, “embora o número de chamadas no masculino se tenha aproximado nos últimos dois anos”. E são também elas quem, sobretudo as que têm mais de 65 anos, mais se queixam de “solidão”.

— ​​​​​​Estou aqui sozinha, sinto-me muito sozinha.

Também à SOSolidão, da Fundação Bissaya Barreto, têm chegado sobretudo chamadas de mulheres com aquelas idades e que são viúvas e vivem sozinhas nas cidades. Não é só a “solidão” que as afeta — esse acaba por ser um problema mais dos meios rurais, onde “há vizinhança e sentimento de comunidade mas ao mesmo tempo um grande afastamento em termos sociais e geográficos” —, são também ou sobretudo questões “relacionadas com a saúde mental”, explica Vanessa Girão, que é psicóloga e trabalha na linha criada em abril do ano passado. “Temos reparado que há um elevado número de sintomatologia depressiva e ansiedade. E também temos recebido um grande número de pedidos de ajuda relativamente a pessoas com ideação suicida.”

De 14 de abril do ano passado a 14 de fevereiro de 2021, a linha recebeu 435 chamadas. O maior aumento foi na altura do Natal, “quando muitas pessoas ficaram privadas de estar com a família e amigos ou não viram os filhos porque estes residem no estrangeiro e não puderam viajar para Portugal”, e na passagem do verão para o outono. “Aqui poderá ter que ver com a depressão sazonal, com a transição entre estações, algo que tem sempre um peso grande. Já tínhamos percebido isso com o SOS Pessoa Idosa”, diz, referindo-se ao programa de intervenção social criado em 2014 pela referida fundação.

Em alguns casos que chegaram à linha já havia sintomas depressivos antes da pandemia (esta veio agravá-los), noutros não. E ainda que seja difícil ou arriscado traçar uma linha direta entre esses sintomas e outros e o vírus, a verdade é que a palavra “solidão” aparece em grande parte das chamadas, ainda que mais nas palavras dos idosos que vivem nas zonas rurais do que nas palavras dos outros. “Há um grande isolamento social devido ao confinamento. Muitas pessoas perderam os contactos que tinham e deixaram de frequentar os centros de dia. Houve uma quebra dos laços familiares e de amizade.” Vanessa Girão conta ter ouvido vezes sem conta a frase “estou aqui sozinha, sinto-me muito sozinha”. “Normalmente é sempre frisado esse sentimento de solidão.” E se a situação melhorou nos últimos meses e as notícias sobre infetados, mortos e internados já não são recebidas com espanto ou choque, isso ainda não se refletiu propriamente nas chamadas que têm sido feitas para a linha. “Na verdade, temos recebido cada vez mais contactos. Ainda estamos em confinamento, num período prolongado de confinamento, e as pessoas sentem-se cada vez mais sozinhas e cada vez mais isoladas.” Nem ‘luz ao fundo do túnel’ por causa das vacinas nem em lado nenhum. “Não, não notamos essa luz.”

— A minha vida já estava triste, mas agora pode acabar.

Quem também ainda não vê bem essa luz são as crianças, se virem é um “pirilampo”. “Há um caminho para trás e o tempo pesa”, diz Manuel Coutinho, coordenador do serviço SOS Criança, que há vários anos mantém uma linha de apoio psicológico. A realidade dessas crianças “não mudou, continuam confinadas”, e a esperança é algo demasiado abstrato ou vago para elas. “As coisas até podem estar melhores, mas eu continuo aqui, fechada em casa.” É assim que muitas pensam, diz o coordenador. Olhando para trás, houve contudo uma mudança nos relatos que chegaram à linha. “Passámos de uma fase de tensão e conflitualidade familiar para outra em que há ainda alguma tensão e conflitualidade mas há também sintomas ansiosos e depressivos.” Nota-se, diz, “que a patologia foi-se instalando lentamente na vida destas crianças e jovens.”

Se nos primeiros meses do confinamento decretado em março “havia um pouco a euforia de estar em casa e não ter de ir às aulas”, os jovens, sobretudo eles, “foram-se apercebendo da importância das relações presenciais”. Ao perderem-nas, “começaram a sentir-se ansiosos e a desenvolver também fobias”. “Alguns começaram também a manifestar alguma agressividade por não se sentirem bem em casa, por haver ansiedade em relação a isso.” Entre março e dezembro do ano passado, a linha recebeu 2.084 chamadas, um aumento de cerca de 40% face ao período homólogo anterior (1.485 chamadas).

Manuel Coutinho conta que falava há dias com uma adolescente que se sentia angustiada por não ver a sua namorada. “Falam através do telemóvel e do computador, dos ecrãs, mas o que ela queria mesmo era estar ao pé dela. Ao mesmo tempo tem medo de lhe pegar o vírus e de a avó da namorada morrer.” Pode parecer pouco ao lado de outros problemas mas não é. “Os jovens foram separados dos seus amores e isso faz-lhes uma mossa muito grande. Há dor psicológica.” Como este há outros exemplos, dados pela linha, anotados pelos profissionais que nela trabalham:

  • Jovem do sexo feminino, de 16 anos, que contactou a Linha de Apoio à Criança 116 111 do SOS Criança porque viu o nosso contacto na internet e quis falar com alguém que não fosse seu conhecido. Pretendia desabafar e falar de como se sente sozinha em casa. Jovem muito inteligente e com um discurso muito claro e coerente. Referiu que os seus pais saem de manhã para o trabalho e ela fica no ensino em casa. Faz o almoço ou prepara-o apenas quando os pais o deixam já feito e fica muito sozinha todo o dia. Durante o seu apelo falou muito sobre os seus sonhos e projetos que estão em stand by, da ansiedade que sente, mas também abordou as coisas positivas que tem na sua vida. Tem um cão e fica só com ele todo o dia.
  • Jovem do sexo feminino, de 15 anos, vive só com a mãe. Está muito triste (chora muito durante o apelo) e sente-se muito sozinha. Sente-se feia e os colegas sempre gozaram muito com ela, acham que é estranha. Gosta de ver séries, mas ultimamente não tem vontade de fazer nada.
  • Criança do sexo masculino, 10 anos. Pretendia falar com algum técnico sobre as discussões que tem com os pais e que se agravaram durante a pandemia. Refere não haver maus-tratos mas que está triste porque é sempre comparado com um irmão mais novo – este é o motivo para as discussões entre ele e os pais.

ESMAGADOR

Para Miguel Moura, psicólogo que trabalha na Linha de Atendimento Psicológico do SNS24, criada depois de terem sido decretadas as primeiras medidas de confinamento para o país, vão longe os tempos em que pegava no telefone e notava que do outro lado da linha havia sobretudo “medo”. “Nos primeiros meses de confinamento, entre março e junho, chegavam-nos sobretudo situações de ansiedade e depressão. Os problemas estavam muito relacionados com o medo do vírus e do desconhecido. Tudo era muito novo, não havia muitos dados ou informação coerente.” Ainda se lembra de responder a perguntas sobre como é que o vírus afinal se transmitia, se através das superfícies também, se não. “As pessoas estavam muito assustadas e nós conseguíamos perceber isso pelas chamadas.” Com o verão abrandou o vírus e abrandaram as medidas para o conter, mas esse “alívio” de que se fala quando se fala dessa altura do ano não chegou a todos. “À medida que os meses foram passando, as chamadas começaram a refletir a deterioração dos cuidados de saúde mental devido à pandemia”, diz Miguel Moura.

Quer isto dizer, de forma simples, que à linha de apoio psicológico começaram a chegar mais “casos de psicopatologia grave, como doença bipolar e esquizofrenia, que de alguma forma estavam em processo de descompensação”. “As pessoas ligavam a dizer que a consulta de psiquiatria havia sido desmarcada ou tinha sido feita através do telefone e, por isso, não tinha resultado. Também ligavam a dizer que estavam sem medicação porque esta tinha terminado e não tinham acesso a novas prescrições ou não tinham dinheiro para comprar os medicamentos ou até tinham mas só para comprar alguns.” Tal aconteceu, diz, porque “os recursos foram direcionados” para o combate à pandemia, tendo isso levado, por exemplo, ao “cancelamento de algumas consultas externas”. “As unidades locais de saúde e os hospitais perderam capacidade de dar resposta a todos estes doentes, daí termos começado a apanhar mais casos assim.” Situações urgentes foram encaminhadas para o INEM, as outras para serviços de urgência, hospitais e centros de saúde, mas nenhuma das vias é perfeita, diz Miguel Moura. “Não há um encaminhamento direto, o que faz com que as coisas não funcionem tão bem como poderiam funcionar”. E há quem não vá às urgências mesmo quando é encaminhado para lá, “às vezes por não ter transporte, outras por falta de dinheiro para o transporte”. “É o que alegam.”

Sobre estes pesa ainda outro problema, que tem que ver com a “referenciação dos utentes”, aponta. “A falta de psicólogos nos centros de saúde e hospitais faz com que não tenhamos recursos para ajudar aqueles utentes que ligam frequentemente para a linha e precisam de apoio terapêutico. Não há como referenciar, para quem referenciar, e indicamos soluções que acabam por ser becos sem saída para estes doentes.” A “lacuna de profissionais” faz com que a intervenção dos psicólogos que trabalham na linha de apoio psicológico seja, de facto, “limitada”, e isso tem consequências. “Faz com que as pessoas estejam constantemente a telefonar para a linha. Há quem ligue entre 15 a 20 vezes por dia. Ligam, ligam, ligam. Já nos conhecem e nós também já as conhecemos, até pela voz.” Que pessoas são essas? “Não necessariamente casos de depressão”, esclarece o psicólogo, “mas muitas vezes casos de patologia grave — os tais que descompensam — ou pessoas que, para atenuar a sua solidão, o seu isolamento social extremo, acabam por ligar de forma sistemática.” Também há “situações de disrupção familiar, com crianças a cargo.” As limitações da linha são, de facto, algumas, mas também não é difícil compreendê-las. “Ainda estamos na fase de resposta à pandemia e portanto não houve muito tempo para afinar soluções.”

As problemáticas são agora “mais graves” mas o maior aumento do número de chamadas para a linha deu-se no primeiro confinamento, esclarece também o psicólogo. “No segundo confinamento houve um acréscimo significativo mas não ao nível do primeiro.” Segundo dados disponibilizados recentemente ao Expresso pela SPMS (Serviços Partilhados do Ministério da Saúde), que gere a linha, foram atendidas entre 1 de abril e os últimos dias de janeiro 62.977 chamadas, 4871 das quais de profissionais de saúde. Miguel Moura já atendeu várias destas chamadas feitas por médicos e enfermeiros e diz que o medo de levar o vírus para casa e contaminar familiares continua a estar presente, apesar de se saber mais sobre o vírus e muitos deles terem já sido vacinados. “Continua a ser uma questão até pelo aparecimento de novas estirpes com taxas de letalidade superiores. Além disso, estar vacinado não impede que se transmita o vírus e a maioria das pessoas com quem vivem estes profissionais de saúde ainda não foi vacinada.” O medo vai assim persistindo, “não como terror perante o desconhecido”, mas vai.

O que também ainda há é “um sentimento de impotência”, esmagador. “Em algumas situações, mal o doente entra nos cuidados intensivos o médico já sabe que ele vai morrer. Os profissionais de saúde sentem que não conseguem salvar a vida de todas as pessoas, sentem que recebem treino para isso mas que todo o conhecimento e tecnologia de que dispõem não é suficiente para as salvar. E é muito difícil gerir isto.”

UM MEDO TERRÍVEL

Já nenhuma chamada chega à linha de apoio psicológico criada pela Associação de Psicologia da Universidade do Minho mas isso não é necessariamente uma boa notícia. “Há mais pedidos para psicoterapia, são pedidos de natureza diferente, feitos por pessoas que já estão mais frágeis, mais deprimidas, ansiosas e precisam de um acompanhamento mais continuado.” Têm-no nas consultas dadas por psicólogos através da associação, psicólogos como Eugénia Ribeiro, também professora de Psicologia na referida universidade. São situações, continua, que entretanto “se agravaram” e sobre as quais pesam aspetos de “natureza emocional, familiar, económica”. “Já não se trata de uma intervenção em crise e focada numa solução imediata.”

Ao longo do ano passado não foi bem assim. A linha, que dava resposta aos estudantes universitários do Minho mas também à comunidade das cidades de Braga e Guimarães, atendeu cerca de 120 chamadas desde março do ano passado, quando foi criada, até janeiro deste ano. Os pedidos foram aumentando ao longo do primeiro confinamento mas estancaram no verão. “No início havia uma grande incerteza e houve uma alteração drástica nas rotinas dos estudantes. Também havia solidão, por estarem fechados em casa sem poder falar com colegas ou família, e o medo de infetar outras pessoas.” A professora e psicóloga lembra o caso de uma estudante da Madeira que vivia sozinha e tinha um “medo terrível” de ficar doente e não ter quem cuidasse dela.

A sensação de “perda” também era grande nesses meses do primeiro confinamento, não perda de familiares mas deles próprios, dos estudantes, das suas relações e contactos. “A perda do sentido de mim próprio”, como descreve, algo tão prejudicial nestas faixas etárias. “A construção da intimidade é muito importante para os jovens, a intimidade física mas também psicológica, no sentido de se darem a conhecer uns aos outros.” Isto só se faz “em contexto de interação” e a pandemia não permitiu isso. No verão, como dizíamos, parte do problema ficou resolvido porque as aulas terminaram e muitos estudantes regressaram às suas casas e a rotinas que já conheciam.

Nas pessoas, estudantes ou não, que recorrem agora às consultas da associação já não se nota aquela “ansiedade e incerteza” do começo e por isso também é mais difícil culpar o vírus pelos seus problemas. “As problemáticas são várias, mas quando se relacionam com a covid-19 têm mais que ver com o impacto da pandemia nas suas vidas do que com a incerteza ou insegurança.” Há “tristeza pelo fim de uma relação” ou preocupações “com o rendimento académico”. “Tem mais que ver com as fragilidades das pessoas, ainda que a pandemia e o isolamento possam ter precipitado essas vulnerabilidades. São situações difíceis que se arrastam e com as quais as pessoas não conseguem lidar sozinhas e pedem ajuda.”

Save the Children : Crianças com 11 anos decapitadas em Cabo Delgado

Março 19, 2021 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Sapo mood de 16 de março de 2021.

O conflito em Cabo Delgado iniciou-se em 2017 quando terroristas começaram a atacar a região, matando de forma indiscriminada, levando à morte mais de 2000 pessoas e à fuga mais de meio milhão de pessoas até ao momento.

Crianças com apenas 11 anos estão a ser decapitadas na província moçambicana de Cabo Delgado, alerta hoje a Save the Children, organização internacional que luta pela proteção das crianças. A agência conversou recentemente com famílias deslocadas que relataram cenas horríveis de assassinato e perda de entes queridos.

Uma mãe de 28 anos contou que o seu filho mais velho, com 12 anos, foi decapitado perto de onde ela se escondia com os outros três filhos. «Naquela noite, a nossa aldeia foi atacada e as casas foram queimadas. Quando tudo começou, eu estava em casa com os meus quatro filhos. Tentámos escapar para a floresta, mas eles apanharam o meu filho mais velho e decapitaram-no. Não podíamos fazer nada porque seríamos mortos também», contou à Save the Children.

Quase 670 mil pessoas estão agora deslocadas dentro de Moçambique devido ao conflito em Cabo Delgado – quase sete vezes mais o número relatado há um ano. Pelo menos 2.614 pessoas morreram no conflito, incluindo 1.312 civis. A situação piorou gravemente nos últimos 12 meses, com o aumento dos ataques a aldeias, alerta a agência.

Outra mãe, de 29 anos, está atualmente a procurar abrigo com os seus três filhos restantes. O seu quarto filho tinha 11 anos quando foi assassinado por homens armados. «Depois de o meu filho de 11 anos ser morto, entendemos que não era mais seguro ficar na minha aldeia. Fugimos para a casa do meu pai noutra aldeia, mas alguns dias depois os ataques começaram ali também. Eu, o meu pai e os filhos passámos cinco dias a comer bananas verdes e a beber água de bananeira até chegarmos ao transporte que nos trouxe até aqui», conta.

Chance Briggs, diretora nacional da Save the Children em Moçambique, declara que «a nossa equipa foi levada às lágrimas ao ouvir as histórias de sofrimento contadas por mães em campos de deslocados. Esta violência precisa de parar e as famílias deslocadas precisam de ser apoiadas enquanto se orientam e se recuperam do trauma».

O conflito em Cabo Delgado iniciou-se em 2017 quando terroristas começaram a atacar a região, matando de forma indiscriminada, levando à morte mais de 2000 pessoas e à fuga mais de meio milhão de pessoas até ao momento. «Uma grande preocupação para nós é que as necessidades das crianças deslocadas e das suas famílias em Cabo Delgado superam em muito os recursos disponíveis para as apoiar. Quase um milhão de pessoas estão a enfrentar fome severa como resultado direto deste conflito, incluindo pessoas deslocadas e comunidades anfitriãs. Enquanto o mundo estava focado na COVID-19, a crise de Cabo Delgado aumentou, mas foi totalmente esquecida. A ajuda humanitária é desesperadamente necessária», finaliza a responsável.

Mais informações na notícia:

CHILDREN AS YOUNG AS 11 BRUTALLY MURDERED IN CABO DELGADO, MOZAMBIQUE

InfoCRIANÇA N.º 89 Direito à Privacidade na Internet

Março 18, 2021 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Publicações IAC- Marketing | Deixe um comentário
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Visualizar o InfoCRIANÇA no link:

https://mailchi.mp/iacrianca/infocrianca89

O tempo que as crianças passam em frente aos ecrãs acabou – eis como regressar à leitura

Março 18, 2021 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da National Geographic de 11 de março de 2021.

Ficção escrita por fãs e outras formas surpreendentes de fazer com que as crianças regressem aos livros.

POR SIERRA FILUCCI

A filha de 6 anos de Marisa Johnson estava a aprender a ler de forma independente quando a sua escola em Alameda, na Califórnia, encerrou no ano passado. Sem aptidões sólidas de literacia e com demasiado tempo fechada em casa, a criança começou a passar mais tempo a jogar videojogos e a ver televisão do que a ler livros.

“Ela está definitivamente a ler menos”, diz Marisa. “A única maneira de estarmos em sossego é com ecrãs.”

Como muitos pais sabem, o tempo passado em frente aos ecrãs aumentou bastante durante a pandemia. De acordo com um estudo publicado na revista Nature, durante o confinamento na Alemanha o tempo passado com dispositivos recreativos aumentou 67% entre as crianças dos 4 aos 17 anos. A Dubit Limited descobriu um aumento de 11% no tempo que as crianças nos EUA com idades entre os 2 e os 15 anos passam em frente aos ecrãs; e o uso de computadores portáteis aumentou 52%, provavelmente devido ao ensino à distância.

Embora nenhum estudo tenha demonstrado que o aumento do tempo passado em frente a um ecrã tenha resultado numa diminuição do tempo de leitura recreativa, é possível que isso esteja a acontecer, diz Christine Elgersma, editora de recursos de aprendizagem da Common Sense Media. E a combinação entre perda de aprendizagem devido ao encerramento das escolas e a diminuição do tempo de leitura pode ter consequências.

As investigações têm vinculado de forma consistente as atividades de leitura e a proficiência ao sucesso académico, ao aumento da empatia e a uma compreensão mais aprofundada do mundo – coisas que a maioria dos pais deseja para os seus filhos. Mas, apesar de os ecrãs terem assumido o controlo da vida das crianças, os pais ainda vão a tempo de os direcionar novamente para os livros, diz Maria Russo, ex-editora de livros infantis do New York Times e coautora de How to Raise a Reader.

“Se os pais querem que os filhos se tornem leitores, precisam de os ajudar a encontrar livros de que gostem”, diz Maria. “Isto significa que o trabalho dos pais não consiste em forçar que os filhos leiam ou retirar-lhes os dispositivos – o trabalho dos pais é ajudá-los a descobrir os tipos de livros que os entusiasmam.”

Maria admite que agora pode ser mais difícil fazer isso, mas os métodos que os pais podem usar para incentivar a leitura nas crianças não mudaram devido à pandemia. Eis algumas dicas para começar:

Explore os interesses das crianças. Combine os livros com os interesses das crianças – quer sejam animais, história ou Minecraft – e as crianças vão ficar interessadas. “São coisas que as crianças mal podem esperar para ler”, diz Maria. “As crianças anseiam por estes tipos de livros.”

Tenha em consideração a personalidade da criança. “Algumas crianças querem apenas procurar informações”, diz Maria. “São crianças que não estão necessariamente a ler porque gostam da narrativa, mas sim porque procuram respostas para as suas perguntas.” Maria sugere atlas ou almanaques, como o ‘Livro de Recordes do Guinness’.

Limite o acesso a dispositivos e disponibilize livros. As tentações digitais podem ser difíceis de resistir até mesmo para os adultos, diz Christine Elgersma. Estabelecer algumas regras pode ajudar. “Definir horários e zonas da casa sem ecrãs incentiva as crianças a encontrar outras coisas para fazer.” Por exemplo, antes da hora de dormir ou numa tarde de fim de semana.

E devemos facilitar a leitura: “Devemos ter alguns livros espalhados pela casa que possam atrair as crianças que estão à procura de algo para fazer”, diz Christine.

Preencha as lacunas. Para as crianças que vivem em comunidades homogéneas, a leitura de livros de autores que possam oferecer uma visão realista de um mundo diferente – quer seja racial, regional ou socioeconómica – pode ajudar as crianças a desenvolver empatia e compreensão. “Este é o mundo que as crianças vão herdar”, diz Maria Russo.

Crie hábitos de leitura. Visite livrarias ou faça visitas regulares à biblioteca para ajudar a criar o hábito de procurar livros novos, diz Maria. Depois, quando as crianças crescerem, também vão entrar nas livrarias. “As crianças descobrem-se inconscientemente imitando a forma como os pais vivem.”

Ler por prazer em frente aos filhos também ajuda, diz Theresa Yang, bibliotecária escolar e mãe de quatro filhos que recentemente realizou uma noite de alfabetização virtual a partir da antiga escola dos seus filhos em nome da sua empresa, a Graphic Campus. “Fizemos uma sondagem e perguntámos às crianças se tinham pais que liam por prazer. Todas tinham uma resposta”, diz Theresa. “As crianças são muito observadoras dos hábitos de leitura dos pais.” Theresa diz que reparou numa correlação entre as crianças que disseram que os pais liam e alunos que eram leitores assíduos.

Explore géneros diferentes. Romances gráficos, poesia e romances em verso podem ser maneiras mais fáceis para as crianças se interessarem por livros. “Assim, não se deparam com uma parede de texto”, diz Gene Yang, marido de Theresa e autor de várias novelas gráficas, incluindo o livro vencedor do prémio Printz, American-Born Chinese.

Não se deixe intimidar pelos temas mais difíceis. À medida que as crianças crescem, alguns pais podem recear que alguns dos tópicos nos livros para jovens adultos sejam demasiado pesados. Mas Maria diz que, se as crianças estiverem interessadas, é pouco provável que lhes seja prejudicial. “Não prefere que o seu filho aprenda sobre estas coisas através de um livro em vez de procurarem a internet?” pergunta Maria.

Para além disso, os tópicos difíceis podem ajudar a contextualizar o que está a acontecer no mundo das crianças. “Os pais podem achar que as crianças não estão preparadas para ler sobre toxicodependência ou brutalidade policial”, diz Maria. “Mas, se for sobre isso que os seus amigos estão a falar, elas vão querer participar na conversa.”

Incentive o seguimento de uma série. Mergulhar nas comunidades de fãs e criar e publicar “fan art”, ou vestir-se como as personagens favoritas (cosplay) pode ajudar a manter as crianças animadas com os livros, diz Gene Yang, que atualmente está a escrever um romance gráfico sobre Batman/Super-homem para a DC Comics. Escrever ficção em plataformas online pode ser uma forma divertida de misturar leitura e escrita. “Creio que a ficção escrita por fãs e o cosplay oferecem às pessoas em geral – e às crianças em particular – uma maneira de participar naquilo que estão a ler”, diz Gene.

Crie comunidades e ligações. Ler não precisa de ser uma experiência solitária, diz Christine Elgersma. “Ler um livro em conjunto – em voz alta ou ao estilo de um clube de leitura – pode adicionar um elemento social e de união.” E isso é algo que os pais podem fazer com os filhos, ou podem ajudar a organizar sessões virtuais com os amigos das crianças. (Descubra como começar um clube de leitura em família.)

Nos intervalos da noite de alfabetização organizada pela família Yang, os professores levaram as crianças numa caça ao tesouro de livros: pediram às crianças para encontrarem livros diferentes – um livro favorito, um género específico, um livro com uma capa de determinada cor – e pediram para os mostrarem no ecrã. “Esta atividade criou uma noção de comunidade, mesmo que virtualmente”, diz Gene.

Leia histórias sobre a sua família. Gene Yang mostrou recentemente aos filhos um texto que um jovem primo tinha escrito para a escola sobre os avós de Yang. “Eles ficaram muito encantados”, diz Gene, acrescentando que adoraram ler sobre a história da família sob a perspetiva de outro membro familiar. Gene sugere aos pais para pedirem aos avós ou irmãos para procurarem coisas antigas que possam estar esquecidas em sótãos ou garagens. “Todas as famílias têm o seu corpo literário”, diz Gene.

Ceda – um pouco – ao meio digital. As investigações sobre os benefícios dos livros em papel versus e-books são inconclusivas, mas Christine diz que se os e-books (ou até mesmo os áudio-livros) forem aquilo que deixam o seu filho animado com a leitura, não faz mal. Basta evitar a leitura em aplicações que tenham demasiados recursos interativos, que reduzem comprovadamente a retenção de informações.

Não se preocupe. Para os pais cujos filhos eram leitores, mas que agora passam os tempos livres agarrados a uma Xbox, não se preocupem, diz Maria. À medida que se aproximam da adolescência, as crianças podem estar apenas a fazer uma pausa e a tentar definir as suas próprias identidades. “A realidade é a de que os livros e a palavra escrita são realmente uma ótima forma de contar histórias e transmitir informações. E quando as pessoas estão à procura disso mesmo, gravitam novamente para os livros.”

E se a leitura simplesmente não estiver a acontecer agora, não seja tão duro com as crianças (ou consigo próprio). “Tive bastante mais dificuldades em conseguir concentrar-me na leitura durante a pandemia”, diz Gene Yang. “Portanto, eu acredito mesmo que as pessoas devem ser mais permissivas consigo próprias – e com os filhos.”

Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site nationalgeographic.com

Especialistas em educação apontam dificuldades do ensino online durante a pandemia

Março 18, 2021 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Milobs de 12 de março de 2021.

Um dos maiores desafios originados pela pandemia da COVID-19 verificou-se, sem dúvida, ao nível do ensino. Num espaço de semanas, alunos e professores, do pré-escolar ao ensino superior, tiveram que se adaptar a uma escola online a partir de casa e, se por um lado, houve quem conseguisse enquadrar-se nesta realidade, em muitos casos a transição serviu para acentuar dificuldades e desigualdades pré-existentes.

O projeto europeu ySKILLS entrevistou especialistas no campo da Educação em seis países (Portugal, Estónia, Finlândia, Alemanha, Itália e Polónia) sobre esta problemática, sendo através do blog da London School of Economics and Political Science que nos chegam as principais opiniões.

“Esta crise tornou claro que alguns estudantes estão a ter problemas e estão a ser deixados para trás”.
(Especialista em Educação, Estónia)

“Em muitos casos, os pais tornaram-se professores. Embora nem todos consigam ensinar, muitas responsabilidades e tarefas são impostas aos pais”.
(Especialista em Educação, Portugal)

“É visível o quanto as crianças precisam de apoio, o quanto querem ver-se e falar uns com os outros […]. Observámos níveis elevados de stress e ansiedade tanto nos estudantes como nos pais”.
(Especialista em Educação, Polónia)

“As crianças são forçadas a passar muitas horas por dia em frente aos ecrãs”.
(Especialista em Educação, Portugal)

“Esta crise mostrou a desigualdade de meios na área da Educação, mas também a resiliência para responder, num curto período de tempo, às dificuldades reportadas pelas escolas”.
(Especialista em Educação, Portugal)

LINKS EXTERNOS CONSULTE O ARTIGO COMPLETO (INGLÊS)

Webinar : Brincar e ser ativo na escola, na família e na comunidade – Prof. Carlos Neto, 18 março, 21.00h

Março 17, 2021 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

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