Dia Mundial da Criança na Universidade do Minho – 31 maio no Pavilhão Gimnodesportivo da Universidade do Minho

Maio 28, 2019 às 7:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

No âmbito da comemoração do dia Mundial da Criança, irá decorrer no dia 31 de Maio (sexta-feira), pela manhã, das 9h às 12h, no pavilhão gimnodesportivo da Universidade Minho, um conjunto de atividades de cariz lúdico-desportivo, nomeadamente, jogos, perícia e manipulação, deslocamentos, equilíbrios e dança.

Mais informações no link:

https://www.ie.uminho.pt/pt/_layouts/15/UMinho.PortaisUOEI.UI/Pages/EventsDetail.aspx?id=54733#

 

Campanha de Angariação de livros para Crianças em Timor-Leste “Um Livro, Um Sorriso Livru Ida, Hamnasa Ida” maio e junho na Universidade do Minho

Maio 22, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

https://www.ie.uminho.pt/pt/sociedade/CRCD

Gestão democrática: como escutar as crianças na escola?

Junho 17, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Photo by Tra Nguyen on Unsplash

Texto do site Educação Integral de 18 de maio de 2018.

gestão democrática da escola pressupõe escutar as crianças, sobretudo as mais novas. Compreendê-las como sujeitos de direito, capazes de influenciar a vida coletiva significativamente, é o primeiro passo para criar um contexto participativo.

Leia + Qual a importância dos processos de escuta nas escolas?

“A criança não é um vir a ser. Ela já é”, diz Franciele Busico Lima, professora de pedagogia no Instituto Singularidades e da rede municipal de São Paulo, sobre a mudança de perspectiva em relação à infância que ocorreu nas últimas décadas, passando a compreendê-la como uma fase em si, e não um passo para tornar-se algo.

Manuel Jacinto Sarmento, professor no Instituto de Estudos da Criança, da Universidade do Minho, em Portugal, e uma das maiores autoridades no assunto, lembra que esse entendimento da infância surgiu no século XX e foi consagrado por em meio da Convenção Internacional Sobre os Direitos da Criança, de 1989.

“Este documento marcou os direitos específicos das crianças, para além dos Direitos Humanos, uma vez que a infância tem uma vulnerabilidade estrutural, dado que carecem dos adultos para se alimentar, poderem se desenvolver e se integrarem socialmente”, afirma Manuel, ressaltando que a Convenção reforçou a noção de que as crianças são cidadãs e têm direito à autonomia, identidade e poder de participação.

Se esses processos participativos forem instituídos desde cedo, diz o professor, cria-se uma cultura fundamental para uma sociedade mais democrática.

“Ninguém consegue tocar piano sem dedilhar suas teclas. A mesma coisa é verdade em relação à participação. Nunca teremos uma sociedade democrática sem a inclusão das crianças”, explica Manuel.

Para Franciele, a escola e os adultos também ganham. “O mundo adulto é muito embrutecido. Temos muito a aprender com as crianças, sobre como elas veem o mundo e outros caminhos para resolver os problemas da escola”, diz.

Escuta das crianças: ponto de partida

Praticar a escuta ativa das crianças requer alguns princípios. O primeiro é aceitar que talvez as crianças tomem a decisão “errada” e que não cabe ao adulto vetá-la, mas discuti-la. “A vida é assim para os adultos também, temos que lidar com erros e frustrações. Essa é uma oportunidade de discutir, debater e entender a questão”, diz Franciele.

Além disso, o medo dos adultos de que as crianças tomem uma decisão equivocada não pode impedir o processo de deixar que as crianças tomem decisões reais, que vão muito além de escolher, por exemplo, qual suco querem tomar no recreio.

Lugar do adulto

No processo de escuta para uma gestão democrática, os adultos também precisam entender o seu lugar físico e simbólico. É comum na relação com as crianças, por exemplo, que se pergunte da seguinte forma: “o que você quer beber? É água?”, ao invés de permitir que elas nomeiem e decidam o que querem.

É aconselhado que as crianças se expressem diretamente, isto é, sem que um adulto fale por elas. Durante as conversas faz-se necessário, ainda, deslocar-se para a altura delas, agachando ou sentando ao lado, com a finalidade de criar um diálogo mais horizontal.

Por fim, é preciso compreender que uma gestão democrática não se sustenta realizando processos de escuta das crianças de maneira pontual e isolada, e sem que ela reverbere de fato nas decisões da escola.

“Participar é ter o poder de influenciar a vida em comum, um poder que não é total e exclusivo, mas partilhado. Trata-se de um processo contínuo e permanente”, explica Manuel.

Estratégias para escutar as crianças

Assembleias

No ano passado, as crianças da Escola Municipal de Educação Infantil Dona Leopoldina, em São Paulo, decidiram que queriam uma casa na árvore. Fizeram diversos desenhos e planejamentos, e construíram a tão sonhada obra. Isso foi possível graças ao Conselho de Criança.

Uma vez por mês, crianças de 4 e 5 anos, gestão, professores e funcionários se reúnem para debater desejos, atividades e problemas na escola. Em uma das assembleias, realizadas no refeitório da escola, foi levantado o problema de que vizinhos passeavam com os cachorros nos jardins da escola e não recolhiam as fezes do animal. Juntos debateram o assunto: por que isso acontece? Todo mundo acha ruim? O que pode ser feito? Quem é responsável?

Nas duas semanas seguintes, discutiram o tema em sala de aula, com os colegas e professores. As crianças apresentaram suas ideias para solucionar o problema e os professores tentaram avaliar junto com elas a viabilidade de sua concretização.

Esse debate ocorre preferencialmente em um segundo momento, e não durante a assembleia, porque é mais fácil realizá-lo com grupos menores, cada um com um professor. Assim, todos têm a chance de serem ouvidos.

Após os debates, os alunos registram suas reivindicações e conclusões sobre o tema em qualquer formato que desejem: música, desenho, escrita, colagem. Depois, elegem dois representantes de cada sala, sempre uma menina e um menino, que se voluntariam e se revezam todos os meses com os demais colegas, para apresentar à gestão as ideias e reivindicações das turmas, em uma segunda reunião.

Nesta última, ficou decidido que seriam enviadas cartinhas aos vizinhos, pedindo que recolhessem o cocô dos cachorros, também colocaram placas indicando que era proibido não recolher as fezes, e deixaram sacolas disponíveis para quem esquecesse a sua própria.

Grupos de trabalho

Outra maneira de estimular a participação das crianças, sobretudo das que estão no final do Fundamental I ou já no Fundamental II, é realizar grupos de trabalho acerca da questão. O intuito é investigar e pesquisar o assunto, formular hipóteses e comparar teses, debatendo com os colegas e professores, para se ter uma noção mais ampla do problema.

Por exemplo, se as crianças quiserem novos brinquedos para o parquinho da escola e eles custam caro e a escola não tem dinheiro, pode-se pesquisar com os alunos a forma de financiamento das escolas, a distribuição do dinheiro para cada área, alternativas à compra do brinquedo, e até realizar um planejamento financeiro para viabilizar a compra em determinado período de tempo.

Desenhos

Os desenhos podem ser um recurso alternativo à fala para que as crianças expressem seus desejos, sonhos e desconfortos. Em sala de aula, com crianças a partir de 4 anos, principalmente, desenhar pode ser uma ferramenta para entender o que elas querem.

O professor pede, por exemplo, que elas desenhem como gostariam que fosse a brinquedoteca da escola. Ou pede para ilustrarem o que menos gostam na escola. E enquanto elas desenham, os professores podem perguntar o que significa cada elemento, o que estão querendo expressar, como se sentem sobre aquilo.

Enquanto isso, o professor vai fazendo um registro por escrito das impressões, que podem ser levadas à gestão posteriormente, ou pelos professores ou pelas próprias crianças.

Vias de comunicação

Para além de momentos estabelecidos para discutir questões acerca da escola, é interessante que as crianças possam acessar a gestão a qualquer momento. O simples gesto de deixar a porta da diretoria aberta pode ser um convite a entrar.

Como nem sempre um diretor ou coordenador poderá atender as crianças, uma alternativa é criar um canal nas redes sociais que elas possam acessar e mandar mensagens. Para os mais novos, pode-se deixar uma caixa de sugestões em algum lugar de fácil acesso da escola, onde as crianças possam depositar seus pedidos e incômodos.

Mas para que as crianças saibam que esse mecanismo funciona, e são verdadeiramente escutadas, os especialistas recomendam que haja sempre um retorno da gestão, e que preferencialmente não se demore mais do que um mês para realizá-lo.

Fotografias

Para Franciele, que acompanhou crianças pequenas, de 4 anos, durante uma visita à Bienal de Artes, uma ferramenta interessante para entender o ponto de vista das crianças é a câmera fotográfica.

Ela pediu para os pequenos fotografarem o que estavam vendo, o que mais gostaram na exposição de arte, entre outros pontos. Depois, projetaram as imagens para toda a turma e foram conversando sobre as impressões que tiveram, e o que acharam de cada foto e de cada obra.

“As fotos que as crianças tiraram na Bienal não tinham nada a ver com as fotos que os adultos fizeram. É outro ponto de visão, outra realidade, vivem em outros espaços, outros objetos, e veem coisas que a gente jamais veria”, contou.

Rodas de conversa

Manuel traz de Portugal outra experiência bastante difundida pela Educação Infantil do país. Lá, ao final do dia, as crianças sentam em roda e o professor puxa o assunto, pedindo que contem como foi o dia deles, o que aconteceu. Naturalmente, vão surgindo sugestões, problemas e opiniões sobre a escola e as atividades que realizaram.

“O processo de participação não está restrito a uma faixa etária, deve ser feito também para crianças menores por meio de suas formas próprias de comunicação, pois elas, como todas as outras, têm capacidade de emitir sua opinião e elas devem ser levadas em conta”, assegura Manuel.

 

Uma gestão democrática pressupõe a participação efetiva dos vários segmentos da comunidade escolar – familiares, professores, estudantes e funcionários – em todos os aspectos da organização da escola

Conferência “Efeitos do neoliberalismo e da economia do conhecimento na educação musical de crianças e jovens” 18 maio no Anfiteatro do IE da Universidade do Minho

Maio 17, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

No âmbito do Programa de Doutoramento em Estudos da Criança irá realizar-se na sexta-feira, dia 18 de Maio às 17h, no Anfiteatro do IE da UMinho, a Conferência “Efeitos do neoliberalismo e da economia do conhecimento na educação musical de crianças e jovens”, proferida pelo Prof. José Luís Aróstegui da Universidade de Granada. Entrada livre. Será entregue um certificado de presença no final da conferência.

Resumo da palestra:

Nesta palestra será feita uma reflexão sobre a influência do neoliberalismo e da economia do conhecimento na educação em geral e na educação musical em particular, a fim de estudar o lugar que a música ocupa, e que poderia ocupar, num currículo escolar entendido como “motor da economia do conhecimento” actualmente vigente na maioria dos países.
Para tal é feita uma revisão de literatura, a partir da qual se estudam diferentes teorias económicas, em particular a teoria do neoliberalismo, e também o que se entende por “economia do conhecimento”, bem como as consequências que ambas as teorias têm para a educação e para a educação musical escolar. Por fim, apresentam-se as conclusões sobre o neoliberalismo e a economia do conhecimento como duas realidades bem distintas, e que enquanto a influência da primeira explica o actual declive da disciplina na escola, a segunda oferece um campo de actuação relevante para a música escolar e, na realidade, para todas as artes e Humanidades, ao mesmo tempo que se apresentam alguns sinais a nível internacional que parecem assinalar uma melhoria da música escolar dentro de um currículo dirigido para uma economia do conhecimento.

mais informações no link:

https://www.ie.uminho.pt/pt/_layouts/15/UMinho.PortaisUOEI.UI/Pages/EventsDetail.aspx?id=52942

 

Mestrado em Estudos da Criança – Instituto de Educação (IE) da Universidade do Minho

Junho 17, 2017 às 8:16 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

mais informações:

https://www.ie.uminho.pt/pt/Ensino/mestrados/Paginas/Mestrados-em-Estudos-da-Crianca.aspx

Programa – Viver a Adolescência em Família – Escola Secundária de Vila Verde

Janeiro 20, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

programa

mais informações:

http://www.esvv.net/site/index.php/as-noticias/85-divulgacao/482-viver-a-adolescencia-em-familia

Seminário Internacional “Criança e Direitos: Contextos e Diálogos Norte e Sul” 18 novembro no Instituto de Educação da Universidade do Minho

Outubro 22, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

14432990_1093332107416720_5875434041559570993_n

mais informações no link:

https://www.ie.uminho.pt/pt/_layouts/15/UMinho.PortaisUOEI.UI/Pages/EventsDetail.aspx?id=49329

I Seminário Internacional “Sala de Leituras do Futuro” 2 de julho em Barcelos

Junho 27, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

13417649_1048579225196647_4506509170938365114_n

mais informações:

http://salaleiturasfuturo.wix.com/2016

Simpósio sobre a obra de Alice Vieira – 25 de Maio no Instituto de Educação da Universidade do Minho

Maio 22, 2016 às 5:37 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

cartaz-alice-vieira

auditório pequeno do Instituto de Educação, entrada livre.

mais informações:

https://ciecum.wordpress.com/2016/05/16/simposio-sobre-a-obra-de-alice-vieira/

 

XVII Diálogos sobre Educação “Educação, Migrações e Refugiados” – 20 de abril Instituto de Educação da Universidade do Minho

Abril 16, 2016 às 9:27 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

13006562_541778312659773_8709962957502204821_n

XVII Diálogos sobre Educação Educação, Migrações e Refugiados

20 de abril de 2016 Sala de Atos do Instituto de Educação

09:45 Sessão de Abertura José Augusto Pacheco (Presidente do IE) Almerindo Janela Afonso (Diretor do Departamento de Ciências Sociais da Educação)

Sessão da Manhã 10.00 Conferência Cosmopolitismo, Cidadania, e Resgate da Infância em Tempos de Guerra Manuel Jacinto Sarmento (Departamento de Ciências Sociais da Educação)

Moderador: Almerindo Afonso

11:00 Painel: A Educação como Estratégia de Apoio e Abertura de Horizontes de Esperança Intervenções: “Articulação entre a Escola e o Guimarães Acolhe, o Plano de Ação do Município de Guimarães para o Acolhimento de Refugiados: análise dum desafio em fase inicial” .

Dra. Paula Oliveira (Vereadora da Ação Social da Câmara Municipal de Guimarães)

O Movimento de Apoio aos Refugiados na UM (MAR) Ana Cunha (Departamento de Biologia da Universidade do Minho, coordenação do MAR)

Moderadora: Maria José Casa Nova (Coordenadora do Núcleo de Educação para os Direitos Humanos do IE – NEDH-IEUM)

12: 30 Encerramento

https://www.ie.uminho.pt/pt

Página seguinte »


Entries e comentários feeds.