Jogos digitais e de tabuleiro também são Cultura: os preconceitos e o IVA

Fevereiro 2, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Sheldon Nunes Unsplash

Artigo de opinião de Micael Sousa publicado no Público de 8 de janeiro de 2019.

Não me venham dizer que estes jogos não são cultura, porque motivos não faltam para os considerar como tal. Seja em que formato for, os jogos são produtos criativos que expressam estéticas e valores sociais, tão antigos como a própria civilização.

As recentes alterações ao regime do IVA para as actividades culturais vieram incentivar algumas “touradas”. Mas os jogos digitais e analógicos não entraram na arena, não tiveram direito à redução da taxa do IVA como os restantes produtos e actividades culturais.

E não me venham dizer que estes jogos não são cultura, porque motivos não faltam para os considerar como tal. Seja em que formato for, os jogos são produtos criativos que expressam estéticas e valores sociais, tão antigos como a própria civilização. São criações intelectuais e produtos das indústrias criativas, associadas a um tipo de indústria que pode apresentar altos níveis de sustentabilidade e opções para todos os públicos e objectivos.

Os jogos contribuem para a expressividade dos próprios jogadores, tal como para uma identificação cultural própria, associada a movimentos e culturas urbanas ou de outros grupos identitários e geracionais. O caso dos jogos digitais representa um elo de ligação geracional identitário para quem nasceu a partir dos anos 70 do século passado. Cada geração tem os seus ícones, plataformas e jogos de culto, numa história que se vai acumulando.

Os jogos são também formas de promover a literacia em vários formatos, incentivando a leitura e a escrita em vários suportes, incluindo a possibilidade de conjugar o domínio de várias línguas e formas de expressão. Os jogos, ao estabelecerem dinâmicas sociais com sistemas de regras comuns aos jogadores, promovem a integração e igualdade entre os participantes, independentemente da sua origem.

Através dos jogos expressamos valores e conhecimentos. Um jogo de vídeo será assim tão diferente da dimensão cultural do cinema? E um jogo de tabuleiro moderno diferente de um livro nos conteúdos que transmite? Estes quatro tipos de criações são produtos culturais por si, mas não é a sua tipologia que define a sua qualidade cultural. Todos podem exprimir altos valores culturais ou não. Por outro lado, os jogos têm o aspecto diferenciador de colocar o seu público no centro da acção, evitando a passividade dos outros formatos.

Estamos então perante legislações desadequadas, carregada de preconceitos perante formatos que já não são novos e que têm contribuído para a identidade e a expressividade cultural das ultimas gerações.

No caso dos jogos de tabuleiro modernos — que é a minha paixão assumida —, posso partilhar algumas experiências concretas. O estigma continua a ser imenso, embora o panorama esteja a mudar. Para além de ser ainda pouco conhecida a imensidão de jogos novos que se fazem em todo o mundo na actualidade, as suas potencialidades ainda não estão devidamente reconhecidas. Assisti, nas nossas actividades dos boardgamers de Leiria, da associação Asteriscos, a crianças que começaram a ter prazer em ler, motivadas pela necessidade de aprender as regras dos novos jogos. Outras que passaram a expressar-se mais e melhor, incentivadas a comunicar dentro do sistema de jogo, enquanto desenvolviam competências de apoio além do jogo. O mesmo tem acontecido para a criatividade e para a capacidade de interagir com os outros, tal como de jogos que levam a conversas e debates sobre assuntos ambientais, de gestão, história, política, filosofia, etc.

Tudo isto que fui elencando representa fenómenos culturais, resultantes tanto da produção dos jogos como na sua utilização. Por isso, não faz qualquer sentido que os jogos não tenham o devido reconhecimento como produtos culturais, tanto simbólica como objectivamente na dimensão fiscal.

 

Jogos de Tabuleiro na Biblioteca Pública de Évora – 10 de novembro

Novembro 3, 2018 às 4:27 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/242606056433426/

Apresentação do jogo pedagógico “Refugiados” no dia 20 de junho no Parque Urbano – Quinta da Marialva, em Corroios

Junho 23, 2017 às 12:00 pm | Publicado em CEDI, Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações sobre o evento e o jogo no link:

http://www.iacrianca.pt/index.php/setores-iac-cedi/noticias-centro-de-estudos/item/885-lancamento-do-jogo-pedagogico-refugiados

Lançamento do jogo de tabuleiro e gigante «Refugiados»

Junho 20, 2017 às 6:00 am | Publicado em CEDI, Divulgação | Deixe um comentário
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Nota de Imprensa

 

«Refugiados» lançado dia 20

Jogo pretende sensibilizar crianças e jovens para o problema dos refugiados

O jogo «Refugiados» vai ser lançado dia 20 de junho no Parque Urbano da Quinta da Marialva, em Corroios, Seixal, às 14:30.

Criado pela editora Ideias com História, em parceria com o Instituto de Apoio à Criança, o jogo «Refugiados» apresenta-se como um instrumento pedagógico com o objetivo de sensibilizar crianças e jovens em relação à questão dos refugiados.

O jogo apresenta-se em três variantes: gigante, em que as crianças são os próprios peões de jogo, de tabuleiro numa versão simplificada (versão júnior) e numa segunda versão de tabuleiro mais desenvolvida, esta última lançada apenas em novembro, e que está dirigida a crianças, jovens e adultos.

O jogo gigante, baseado numa tela com 6X4 metros, pode ser jogado por equipas, e está assente em cartas com diversas perguntas, a que as crianças terão que responder. Paralelamente, há desafios que devem ser completados pelas crianças, simulando situações vividas pelos refugiados nas suas rotas de fuga, como a travessia do Mediterrâneo.

Na apresentação do jogo, dezenas de crianças do Agrupamento de Escolas de Vale de Milhaços vão jogar a versão gigante do jogo, além de desenvolverem diversas atividades relacionadas com a temática dos refugiados.

O jogo vai ser apresentado nos próximos meses em diversas escolas do país.

O jogo tem uma versão gigante, com seis metros por quatro, em que as crianças são os próprios peões de jogo

 

Para mais informações:

Cláudia Outeiro (Instituto de Apoio à Criança) – mailto:claudia.outeiro@iacrianca.pt

(965606698)

Miguel Correia (editora Ideias com História) – mailto:miguelcorreia@ideiascomhistoria.pt

(966274157)

IAC e editora Ideias com História apresentam jogo pedagógico “Refugiados” – 20 de junho, Parque Urbano – Quinta da Marialva, Corroios às 14:30

Junho 19, 2017 às 12:23 pm | Publicado em CEDI, Divulgação | Deixe um comentário
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Texto do Facebook da editora Ideias com História de 17 de junho de 2017.

Jogo pedagógico «Refugiados»

O jogo «Refugiados» vai ser lançado dia 20 de junho no Parque Urbano Quinta da Marialva, em Corroios, Seixal, às 14:30.

Criado pela editora Ideias com História, em parceria com o Instituto de Apoio à Criança, o jogo «Refugiados» apresenta-se como um instrumento pedagógico com o objetivo de sensibilizar crianças e jovens em relação à questão dos refugiados.

O jogo apresenta-se em três variantes: gigante, em que as crianças são os próprios peões de jogo, de tabuleiro numa versão simplificada (versão júnior) e numa segunda versão de tabuleiro mais desenvolvida, esta última lançada apenas em novembro, e que está dirigida a crianças, jovens e adultos.

 

IAC e editora Ideias com História apresentam jogo pedagógico “Refugiados” – 20 de junho, Parque Urbano – Quinta da Marialva, Corroios

Junho 16, 2017 às 11:30 am | Publicado em CEDI, Divulgação | Deixe um comentário
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Crianças jogam Monopólio com regras injustas para perceber desigualdade social

Maio 14, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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texto do site http://tabonito.tv/de 4 de maio de 2017.

A pensar na desigualdade social e em vésperas de eleições francesas, o Observatório das Desigualdades francês (Observatoire des Inégalités) gravou um vídeo onde um grupo de crianças joga Monopólio com normas um bocadinho diferentes.

Normalmente os jogadores começam com a mesma quantidade de dinheiro e seguem as mesmas instruções, mas neste caso não. As meninas ganham menos do que os meninos, as minorias são presas sem razão e os mais ricos do jogo nunca podem ser presos.

Os números, apresentados no final, não enganam: as minorias étnicas têm menos probabilidade de conseguir crédito para a habitação, as mulheres ganham menos do que os homens e os mais pobres são condenados a penas de prisão mais longas.

Um vídeo que mostra às crianças como as regras da vida real são injustas para muitos.

mais informações no link:

http://inegalites.fr/spip.php?page=analyse&id_article=2277&id_rubrique=173&id_mot=31&id_groupe=10

 

IAC e editora Ideias com História lançam jogo sobre os refugiados

Abril 19, 2017 às 11:20 am | Publicado em CEDI | Deixe um comentário
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O IAC-CEDI em parceria com a editora Ideias com História irá lançar no mês de junho um jogo de tabuleiro e um jogo gigante sobre a temática dos refugiados. Brevemente serão dadas informações mais detalhadas sobre o lançamento.

Jogo de tabuleiro ajuda crianças a identificar e combater situações de ‘bullying’

Abril 12, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 25 de fevereiro de 2017.

Duas psicólogas criaram um jogo pedagógico de tabuleiro para ajudar as crianças e os adultos que joguem com elas a identificarem situações de ‘bullying’ e a desenvolverem competências para lidar com o problema.

Duas psicólogas criaram um jogo pedagógico de tabuleiro para ajudar as crianças e os adultos que joguem com elas a identificarem situações de ‘bullying’ e a desenvolverem competências para lidar com o problema. O jogo ‘Bullying: Um dia na escola’ tem “por objetivo ajudar a Maria Inês, a personagem principal, que é uma vítima de ‘bullying’ na escola”, disse à agência Lusa a psicóloga Júlia Vinhas, do centro CADIN – Neurodesenvolvimento e Inclusão.

Os jogadores têm que descobrir quem foi o agressor, a testemunha, que tipo de ‘bullying’ foi cometido e em que local da escola aconteceu, explicou Júlia Vinhas, que, em conjunto com a psicóloga Rosário Carmona e Costa, desenvolveu o jogo que vai ser apresentado hoje em Lisboa.

Para poderem ter acesso à informação que permite descobrir o que se passou, os jogadores têm que ir respondendo a questões centradas em cinco áreas de competências: assertividade, controlo de impulsos, promoção da empatia, identificação do ‘bullying’ e resolução de problemas.

“É desta forma que vamos treinando as competências e dirigindo o tipo de respostas dadas a cada situação de conflito”, disse a psicóloga, comentando que “é uma forma muito lúdica de aprender”.

O principal objetivo — salientou – é que as vítimas e as testemunhas saibam como atuar nestas situações, e os agressores percebam os comportamentos que constituem ‘bullying’.

“Só consideramos uma situação de ‘bullying’ quando existe intencionalidade no ato e é uma situação repetida”, explicou a psicóloga.

Júlia Vinhas adiantou que a adesão ao jogo tem sido bastante boa: “Todos os meninos com quem tive já o privilégio de jogar gostam porque é um desafio”.

A criação do jogo, desenvolvido pelo CADIn em parceria com a editora Ideias com História, surgiu da necessidade de desmistificar junto das crianças, dos professores e das famílias os tipos de ‘bullying’ que existem e o “tipo de agressores”.

“Muitas vezes a definição de ‘bullying’ não está correta, por vezes há uma desvalorização de algumas agressões em contexto de recreio e por isso sentimos necessidade de através de um jogo de tabuleiro ir desmitificando” o fenómeno, adiantou.

Ao centro de apoio ao desenvolvimento infantil chegam crianças vítimas de ‘bullying’, mas também alguns agressores, por “questões comportamentais” e “por queixas das escolas”, contou Júlia Vinhas.

Um recente relatório da UNESCO revela que dois em cada dez alunos em todo o mundo são vítimas de ‘bullying’.

Esta organização defende que a escola deve combater este tipo de violência, ensinando as crianças a compreender e a lidar com as situações de agressão.

 mais informações sobre o jogo:

http://www.cadin.net/noticias/235-jogo-de-tabuleiro-bullying-um-dia-na-escola

 

10ª edição do InvictaCon – Encontro Nacional de Jogos de Tabuleiro e RPG do Porto – 7 – 9 outubro

Outubro 5, 2016 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/InvictaPortoCon/

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