Cuidar em tempos de pandemia : famílias e saúde mental no contexto da COVID – 19

Junho 5, 2020 às 6:00 am | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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Texto do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, EPE

CUIDAR EM TEMPOS DE PANDEMIA é um projeto do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do nosso Centro Hospitalar. Um manual imperdível para enfrentar estes dias de Pandemia. Deixamos esta pequena introdução e convidamo-lo a aceder ao manual, através do link:http://www.chbv.min-saude.pt/wp-content/uploads/2020/05/Cuidar-em-tempos-de-pandemia.pdf

” Se é pai, mãe ou cuidador de crianças e adolescentes, em tempos de isolamento em casa, certamente esta informação vai interessar-lhe! Acreditamos que a mais importante mensagem é que NÃO EXISTEM RECEITAS MÁGICAS e que CADA FAMÍLIA IRÁ ADAPTAR-SE DE FORMA DIFERENTE! Não precisa de ser ou fazer igual os seus vizinhos, aos seus familiares ou ficar angustiado por não estar a conseguir seguir todas as recomendações que já tenha ouvido. Gostaríamos, no entanto, de lhe deixar algumas ideias que poderá usar como orientações, como um farol, adaptando-as ao seu jeito, com a devida flexibilidade e confiando nos seus próprios recursos e competências e, claro, nos das crianças também!

Puzzle de Atividades

Maio 23, 2020 às 6:00 am | Publicado em Divulgação, Publicações IAC- Marketing | Deixe um comentário
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Puzzle em PDF

puzzle

Acordar às 8:30, brincar às 11:15, dormir às 20:30. A sugestão da DGS para crianças até aos 5 anos

Maio 7, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 27 de abril de 2020.

Catarina Reis

Enquanto os pais aguardam a decisão do governo sobre a reabertura ou não das creches, a Direção-Geral da Saúde (DGS) lançou um plano semanal de atividades que as crianças podem fazer com a família e também de forma autónoma.

Em tempos de pandemia, “é fundamental” não esquecer “a organização de uma rotina diária que responda às necessidades de todos”. Por isso, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elaborou um calendário semanal de sugestão para os pais de crianças até aos cinco anos. Uma iniciativa em parceria com a Ordem dos Psicólogos Portugueses.

A fórmula é simples: as famílias devem procurar o equilíbrio entre “os momentos de trabalho e de lazer, de interação e autonomia e que garanta tempo para si próprio”. O dia pode arrancar até às 8:30 para, depois do devido pequeno-almoço, a família reunir-se para uma atividades conjunta, entre as 9:00 e as 10:00.

Depois, há tempo para uma atividade autónoma – à falta de ideias, a DGS reúne um conjunto de sugestões no seu site. Às 11:15, a criança deve brincar livremente, fazer uma sesta às 13:45, brincar de novo (sozinha e acompanhada da família) até às 18:30, para adormecer entre as 20:30 e as 21:30.

Depois de anunciado o primeiro dia de sugestões na página de Facebook da DGS, não tardou até que chegassem as primeiras críticas de encarregados de educação. Alertam para a dificuldade de manter uma rotina com as crianças desta idade, principalmente quando os responsáveis têm de responder ao teletrabalho.

No entanto, a DGS lembra, na sua página oficial, que este é apenas um conjunto de recomendações e o modelo “deve ser sempre adaptado às características e realidade específica de cada família”. O importante, lê-se, é que seja garantida “a estabilidade e a previsibilidade”, fatores “essenciais para o equilíbrio emocional das crianças, sobretudo das mais pequenas”.

O calendário sugerido pela Direção-Geral da Saúde, lançado oficialmente cerca de um mês após a chegada da pandemia a Portugal, foi divulgado esta segunda-feira nas redes sociais, um dia depois de ser avançada a possibilidade de reabertura das creches já no dia 1 de junho

Especial Dia da Mãe – Moldura Personalizada – Hospital da Bonecada

Abril 30, 2020 às 6:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Crianças até aos 5 anos: sugestões para actividades – DGS

Abril 27, 2020 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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#DemocraciaEmCasa- Actividades para crianças e jovens com 8+ anos

Abril 25, 2020 às 7:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Questionário no link:

https://docs.google.com/document/d/1EC72YZxze_uvnfpHHsrSjAL5raOQsu1SH8on6qKCfzY/edit?fbclid=IwAR2mpzEfLPakKdwsEf38mMvusU4lK5am9O7VzyeLMERckYhKOAKv8RCHMvc

Rodrigo e Mathilde viajam com os filhos todos os dias pelo mundo. Em casa, recriam países e sonham

Abril 23, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Reportagem do Público de 14 de abril de 2020.

O casal luso-francês, amante do ar livre, cria cenários todos os dias nas divisões do apartamento para viajarem com Pablo (3 anos) e de Salomé (6). “Viajamos, fazemo-los sonhar. Uma das primeiras coisas que nos perguntam mal acordam é ‘onde é que vamos hoje?’.”

Ingredientes: um apartamento (de preferência sem varanda), uma família em confinamento a marinar há alguns dias, duas crianças irrequietas (de três e de seis anos ou de idades semelhantes), um casal que gosta mais de estar lá fora do que cá dentro, uma máquina fotográfica ou smartphone, equipamento desportivo (facultativo) e imaginação q.b. Modo de preparação: junta-se tudo numa das divisões da casa; envolve-se até o cenário estar pronto; tira-se a fotografia; serve-se no Instagram com uma legenda a gosto.

No dia seguinte a ter sido decretado o confinamento em França — tudo começou no dia 17 de Março, data entretanto prolongada por Emmanuel Macron até dia 11 de Maio —, a conta de Instagram que desde sempre existiu para guardar as memórias das aventuras em família passou a servir para guardar as memórias das aventuras em família… dentro de casa.

E as coisas, diga-se, nem mudaram assim tanto. Continua a haver fotografias dos acampamentos selvagens, das lições de ski, dos mergulhos e do snorkeling, das peripécias do canyoning e dos trilhos de cicloturismo, das aulas de yoga, dos desafios de badminton, dos passeios e da comida do mundo.

No dia 18 de Março foi publicada a primeira foto. “Os miúdos estavam a correr de um lado para o outro e eu disse ‘vamos fazer como se fôssemos para a piscina’. E a Mathilde, por piada, tirou fotos como se estivessem na praia a apanhar sol, com um crocodilo insuflável e o guia da Córsega, onde tínhamos pensado ir de férias”, conta à Fugas Rodrigo Barbosa, que decidiu publicar essa viagem virtual no Insta. “Pensamos que era giro e uma forma de os ocupar. Devíamos fazer uma viagem por dia”. Seja.

Estava encontrada a base da receita. O palco é um apartamento num segundo andar de um prédio de três andares em Croix Rousse, uma das colinas de Lyon e zona das antigas fábricas de tecelagem. “O apartamento é um recuperado canut, com um pé direito altíssimo onde os trabalhadores tinham as máquinas de tecelagem”, descreve Rodrigo, com uma sala enorme, janelas rasgadas, muita luz e com uma mezzanine perfeita para produções fotográficas e planos picados (como o stand-up paddle algures na Bretanha no dia 20 de Março e o mergulho à procura de peixes estranhos na Grande Barreira de Coral australiana no dia 1 de Abril). “É uma das maneiras que encontramos de aliviar o quotidiano, uma brincadeira que agora é o nosso desafio quotidiano”, sorri este lisboeta, jornalista a trabalhar com a Euronews (sede em Lyon) desde 2004.

Para os adultos, a sensação de estar enclausurado, com o mundo à volta transformado numa verdadeira pandemia, é “estranhíssima”. “Temos a informação da quantidade de mortos à nossa volta. Mas vivemos neste isolamento em que tudo parece calmo no nosso bairro e à nossa volta. Trabalhamos em casa e, como a maior parte das pessoas, não atravessamos a cidade. Por isso, não temos a noção. Temos um hospital aqui perto, mas nem esse movimento nós vemos.”

Rodrigo e a companheira francesa Mathilde Monges têm a sensação de estar a “viver uma pausa na história”. “Mas sem nos apercebermos da verdadeira realidade”, aponta Rodrigo. “Mas o facto de termos que gerir o quotidiano com dois miúdos pequenos, com o teletrabalho e a escola à distância e tudo, os dias parecem passar a correr.”

Salomé tem seis anos. Pablo três. Têm escola de manhã, ginástica no YouTube “para os cansar” e uma saída de uma hora por dia autorizada pelo governo francês — Salomé ainda ouve um podcast em francês que conta a actualidade aos mais pequenos e “vai seguindo algumas coisas do coronavírus”. “Pensei que eles tivessem vontade de sair com mais frequência. Habituaram-se ao ritmo e não colocam muitas questões existenciais”, constata Rodrigo, atribuindo essa ordem ao facto de terem “os pais por perto”. “Essa segurança é uma vantagem em troca do sacrifício de não verem os amigos”, aponta. A “foto do dia”, normalmente realizada da parte da tarde, é mais um ponto positivo nesta equação chamada covid-19.

A família criou uma nota no telemóvel com ideias de “viagem”, que acontece pela hora do lanche (“para publicar pela hora do jantar”). Familiares e amigos acompanham tudo como se tratasse de uma viagem das antigas. Rodrigo e Mathilde sempre viajaram muito “de mochila às costas” e “mais lowcost por opção”. E tanto Salomé como Pablo começaram a fazer caminhadas a partir dos dois anos. Há dois anos, Rodrigo — que já foi visto (no Instagram) a carregar Pablo às costas numa mochila, em plena montanha, no mundo real — foi fazer campismo selvagem com a filha na zona de Beaufort, em Pierra Menta, uma montanha “que tem um cume em forma de faca apontada ao céu”. “Dormimos no Lago do Amor na base de Pierra Menta. Quando chegámos ao refugio de montanha, a dois mil metros de altitude, as pessoas até ficaram surpreendidas por estar lá uma miúda tão pequena”, conta.

Passavam “muito tempo ao ar livre” (“sinto falta de Portugal e do mar, mas tenho montanhas enormes que em Portugal não tenho”). Começaram a fazer cicloturismo em família há dois anos. Uma coisa “menos ambiciosa” no primeiro ano (“porque a Salomé pedalava pouco”) pela ciclovia ao longo dos canais entre Lyon e Dijon. Algo “mais ambicioso” este ano (“já com a Salomé a fazer algumas etapas sozinha” e com Pablo a ser puxado no carrinho) entre Lyon e “uns amigos” na Suíça, perto de Basileia.

Ao terceiro dia de confinamento foram esquiar às Dolomitas, em Itália. Ao quinto dia foram ver um filme de terror (e comer pipocas) em Hollywood. Ao sétimo dia foram aprender a jogar curling ao Canadá. Ao oitavo dia fizeram um retiro de meditação no Tibete. Ao nono fizeram canyoning nas ilhas Baleares. Ao décimo pescaram salmão na Noruega. Ao 11º dançaram o Lago dos Cisnes em São Petersburgo. E ao 13º dia de confinamento descansaram num abrigo na Suíça (“depois de um longo passeio de raquetes de neve, nada melhor que um serão num chalé à volta de um fondue”).

“O fio condutor é um destino diferente para cada dia”, sublinha Rodrigo, que assim aproveita para manter algumas dinâmicas familiares. Se à quarta-feira é dia de comer hambúrgueres e batatas fritas numa rulote ali na vizinhança, no 17º dia de confinamento monta-se o estaminé na sala e vai-se num instante a Nova Iorque. “Passámos a manhã inteira a desenhar e a pintar”.

“Preparamos as coisas e pegamos no Pablo ao último momento para o equipar e dar uma ou outra indicação”, diz Rodrigo, sorrindo perante a “capacidade de concentração” do mais novo que “não dura mais do que cinco minutos”. “A Salomé gosta mais de ser actriz e de alinhar no jogo”.

Normalmente, a família passa “muito tempo fora”. Aí, escusa “criar cenários”. É tudo natural. Enclausurada, serve-se da imaginação e dos muitos objectos que noutras circunstâncias os ajudam a vencer dificuldades e obstáculos. “Costumo dizer que sou minimalista dentro de casa, mas tenho os ‘brinquedos’ todos”, diz Rodrigo. Bicicletas, pranchas, capacetes, raquetes, esquis, arneses, apetrechos disto e daquilo, adereços num palco.

“Em vez de jogar 50 vezes o mesmo jogo com os miúdos, viajamos, fazemo-los sonhar. Uma das primeiras coisas que nos perguntam mal acordam é ‘onde é que vamos hoje?’.”

Covid-19: Teletrabalho com crianças em férias e em casa? É possível

Abril 9, 2020 às 6:07 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 2 de abril de 2020.

O segredo para “manter o equilíbrio emocional da família” passa por criar uma rotina, garante a psicóloga de crianças e adolescentes Bárbara Ramos Dias. 

Inês Duarte de Freitas 

Está a trabalhar em casa por causa da pandemia de covid-19 e, a cada cinco minutos, alguém chama ‘mãe’ ou ‘pai’? Equilibrar o teletrabalho com a vida familiar é um desafio, sobretudo numa altura em que os mais novos entraram nas férias da Páscoa. Ao PÚBLICO, os especialistas garantem que deve imperar a sensatez para manter o equilíbrio emocional da família. 

Por estes dias, cerca de 40% dos portugueses está a trabalhar a partir de casa e a tentar equilibrar a vida profissional com a familiar, no mesmo espaço. Separar os momentos de trabalho da rotina da família é fundamental, começa por explicar Inês Casaca, vice-directora de Human ConsultingOutplacement e RPO da Randstad Portugal. 

Na teoria, pode parecer simples estruturar a agenda diária do teletrabalho, mas com crianças em casa, a tarefa pode não ser tão linear. O segredo para “manter o equilíbrio emocional da família” passa por criar uma rotina, garante Bárbara Ramos Dias, psicóloga de crianças e adolescentes. “O mais importante é ter regras, quanto mais regras, mais se sentem seguros [os filhos]”, acrescenta. 

Embora, a especialista em psicologia da educação e professora universitária Dulce Gonçalves considere que tentar conciliar o trabalho com o apoio aos filhos nas tarefas escolares acaba por “prejudicar ambas as tarefas” e “não é conciliável”, defende que é importante “que os pais tentem ser para os filhos modelos de bem trabalhar” 

Como conseguir um equilíbrio? 

É importante reconhecer que conseguir um equilíbrio perfeito será impossível, mas é preciso manter “um pensamento positivo permanente”, defende Bárbara Ramos Dias. “Temos de lhes passar confiança, carinho, atenção, novas rotinas e regras. Lembrem-se, eles precisam de regras e limites para se sentirem seguros”, recomenda a psicóloga. 

Durante o horário de trabalho, se possível, os filhos devem ser incluídos. Para os mais novos, que não têm tarefas escolares para fazer por estes dias, Dulce Gonçalves sugere que os pais criem “uma espécie de escritório”: enquanto o pai trabalha, o filho brinca aos escritórios e pensa que está a ajudar. 

O importante é que enquanto os pais trabalham as crianças estejam ocupadas. Bárbara Ramos Dias sugere que as crianças que já sabem ler se ocupem com um livro durante o dia. No final, partilham as histórias que leram, exemplifica. 

Para definir as horas de trabalho e as de lazer, Bárbara Ramos Dias aconselha que se faça um cronograma em família. As refeições, explica, podem ser preparadas em conjunto, para entreter os mais pequenos. Arrumar as fotografias em álbuns, organizar as gavetas, cuidar as plantas, fazer desenhos, preparar um teatro ou fazer costura criativas são outras ideias sugeridas pela psicóloga. 

15 sugestões do que fazer com as crianças 

  1. Jogar às cartas  
  2. Cuidar das plantas e da horta 
  3. Fazer costura criativa 
  4. Resolver um puzzle 
  5. Fazer o jogo da macaca com giz, que não estraga o chão 
  6. Jogar jogos de tabuleiro 
  7. Ensinar a fazer ponto de cruz, croché e malha 
  8. Ligar a amigos e familiares 
  9. Cozinhar em conjunto novas receitas 
  10. Construir tendas com lençóis 
  11. Pintar e fazer desenhos 
  12. Pintar os móveis de outra cor ou fazer bricolages 
  13. Dançar 
  14. Arrumar as gavetas da roupa, a despensa ou a arrecadação 
  15. Mostrar fotografias antigas e pôr em álbuns 

E quanto às crianças menos autónomas? 

“As crianças têm características, atitudes e comportamentos diferentes que exigem apoios diferentes”, define Dulce Gonçalves. Para a psicóloga de educação, o isolamento poderá ser uma oportunidade para “alguns destes pais se aperceberem pela primeira vez das dificuldades das crianças”. 

Para ajudar os filhos com as tarefas escolares em casa, a especialistas aconselha: “Aprenda a observar a sua zona de conforto e o que [a criança] já faz com autonomia e prazer”. Faça com o seu filho actividades que ele já sabe e vá criando sucessivamente outras mais difíceis, “sem entrar em pânico”. 

“Em casa é preciso improvisar”, reconhece Dulce Gonçalves. Por exemplo para ensinar as vogais e consoantes, faça bolachas com as letras; corte uma rolha em várias rodelas ou improvise com tampas de garrafas um alfabeto, letras que a criança possa juntar e formar palavras. 

“Aproveite o recolhimento para saborear, reinventar, viver e brincar com filhos”, aconselha Bárbara Ramos Dias. A psicóloga sugere ainda que, em família, “tentem tirar uma mensagem positiva de tudo o que está a acontecer” e anotem que estão a aprender ou a reaprender. “Todos nós nos estamos a reinventar”, conclui. 

Texto editado por Bárbara Wong

Atividade da semana: como fazer um arco-íris em 3D

Março 31, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Texto do site Sapolifestyle

Susana Krauss

Uma atividade para fazer em família e ajudar a passar o tempo.

A ambar traz uma atividade semanal que vai desafiar a criatividade de todos lá de casa. Embarque numa aventura artística em família!

Fazer um arco-íris em 3D

Metam mãos à obra e usem a vossa imaginação para fazer um arco-íris em 3D. Decora o teu quarto com este novo elemento para acordares com energia positiva todas as manhãs.

O que vais precisar:

Bolinhas de algodão, tesoura, 2 folhas de cartolina, canetas ou lápis de cor, cola.

Passo-a-passo:

  1. Corta a cartolina em tiras e pinta cada uma com as cores do arco-íris. Podes começar com o lilás, depois o azul, verde e por aí fora. Aproveita para aprenderes as cores todas do arco-íris.
  2. Pega na segunda cartolina e corta 2 formatos de nuvens.
  3. Cola as pontas das tiras às duas nuvens. Não te esqueças da ordem correta das cores!
  4. Dá vida às tuas nuvens colando as bolinhas de algodão por cima.
  5. Escolhe o sítio ideal para colocares o teu arco-íris em 3D e decora o teu quarto com uma explosão vibrante de cores.

Partilha as tuas obras de arte com o mundo! Envia uma mensagem para o Instagram da ambar e partilha as tuas obras finais.

Transformar a quarentena dos miúdos numa aventura!

Março 27, 2020 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto de Marina Fuertes publicado no Público de 19 de março de 2020.

A Agência Espacial Europeia tem como proposta convidar as crianças para uma aventura na qual elas são astronautas… Também eles não podem sair do isolamento a que estão submetidos.

A quarentena custa mais do que parece, especialmente, com crianças e em apartamentos. A cada dia aumenta o desgaste e o tempo não passa. Ora, aqui vai uma ideia. A Agência Espacial Europeia tem como proposta convidar as crianças para uma aventura na qual elas são astronautas… Também eles não podem sair do isolamento a que estão submetidos. Pegando nessa ideia podemos:

  • Ir à Descoberta
    Gastar tempo aprendendo – em primeiro lugar, iniciamos um projeto sobre astronautas. Ouvimos as crianças sobre o que querem saber. Por exemplo: como vivem, o que comem, como são os fatos dos ou das astronautas, etc. Nos livros lá de casa e na Internet iniciamos pesquisas com as crianças, fazemos desenhos e organizamos a informação. Numa parede da casa ou na porta do frigorífico, fixamos a informação reunida. Uma resposta pode dar origem a novas perguntas, importa tornar as crianças cada vez mais independentes no processo de pesquisa;
  • Diário da ou do Astronauta
    Definir objetivos, horários, rotinas e tarefas para cada dia – construir uma nave, um fato ou fazer um livro sem deixar de regular os horários de deitar, de acordar e das refeições. Que aventuras vai viver o astronauta amanhã e como vamos fazer para conseguir?
  • Porque é que os Astronautas não podem sair da nave?
    Falar de questões sérias sem preocupar a criança – o recurso ao imaginário permite à criança a fuga quando a informação se torna demasiado intensa ou dolorosa, simultaneamente dá instrumentos ao adulto para estabelecer regras e explicar o momento que se está a viver;
  • Manter o contacto com os outros mas através da nave
    Tal como os astronautas, é preciso ligar à Terra e falar com quem gostamos – criar rotinas de contactar pessoas ajuda a dividir a tarefa da quarentena e angaria carinho à volta dos nossos filhos. Os avós (que agora não podem ser visitados) podem, por via online, passar tempo com os netos. Devem criar horários e rotinas para esses contactos; ajuda os avós, os pais e os netos. Os pais ganham um tempinho seu.
  • O universo é o limite!
    Se vários amigos aderirem ao projeto, as naves e estações espaciais podem entrar em contacto e funcionar em rede. A NASA ou a ESA costumam responder aos contactos das crianças. Podem enviar um e-mail para: education@esa.int ou visitar o site.

Claro que pode fazer tudo isto sem um projeto! Mas definir um projeto desencadeia a adesão, prolonga o envolvimento, estimula o imaginário e devolve o tempo de brincar à criança.

Entre irmãos, os projetos estimulam colaborações e entreajuda que raramente observamos.

Com este ou outro tema à escolha, cada família pode iniciar o seu projeto. Para si, é uma forma de sair das redes sociais, das pesquisas sobre a covid-19. É um balão de oxigénio enquanto estabelece um ambiente positivo e confiante para a criança. Bem sei que é difícil, muito difícil nos dias de hoje! Boa sorte!

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