PARTIS – Práticas Artísticas para a Inclusão Social – 26-28 janeiro na Fundação Calouste Gulbenkian

Janeiro 23, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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PREÇO | Entrada Gratuita
LOCAL | Vários locais da Fundação Calouste Gulbenkian
SAIBA MAIS | http://back.ly/hCDjM

O PARTIS – Práticas Artísticas para a Inclusão Social é um programa de apoio a projetos que privilegiam a arte como meio de intervenção social junto de crianças e jovens em risco, reclusos e ex-reclusos, imigrantes, pessoas isoladas ou com deficiência, entre outros. Alguns dos projetos apoiados no quadro da segunda edição deste programa apresentam o seu trabalho no “Isto é Partis”. Esta mostra tem também um espaço de reflexão na conferência “Isto é Inclusão Social.”

PARTIS – Ou como a arte pode transformar a vida de reclusos, jovens em risco, refugiados, pessoas isoladas ou com deficiência. 12 a 15 de janeiro na FCG

Janeiro 11, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mas informações:

https://gulbenkian.pt/noticias/isto-e-partis/?utm_source=facebook.com&utm_medium=referral&utm_campaign=PGDH_IstoePARTIS_20170105

Art Kids: a educação pela fotografia no Quénia

Agosto 30, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do http://p3.publico.pt/ de 18 de agosto de 2016.

Vincent Otieno

Vincent Otieno

autoria Art Kids Foundation

As fotografias não mostram luxo, mas são a voz de crianças que habitam o bairro de Kibera. E era esse um dos objectivos: dar voz às crianças que todos os dias habitam um bairro, no qual os outros só veem pobreza. A par desse objectivo a Fundação Art Kids tinha outro bem delineado: formar crianças do Quénia através da arte. O projecto “My First Camera”, da Fundação Art Kids, foi lançado em Setembro de 2014, em Nairobi, capital do Quénia. O bairro de lata Kibera recebeu este projecto que pretende colmatar falhas no ensino, mais particularmente das artes, que ali se vivem. As escolas no Quénia não incentivam o contacto com as artes, devido à falta de recursos e às condições de pobreza extrema que se fazem sentir no país, tornando as oportunidades de contacto com actividades extracurriculares e com a educação artística practicamente inexistentes. A Art Kids, enquanto fundação promotora de arte e cultura para o desenvolvimento pessoal de crianças e jovens, pretende que as crianças que habitam este espaço possam contar as suas próprias histórias, tornando-se o “gatilho” da mudança social, como se pode ler no site da associação. Para isso, são dotadas de câmaras fotográficas e de cursos em fotografia e em “storytelling”. Este projecto permite que as crianças captem o seu quotidiano, as suas alegrias e os desafios por que passam ao viver em Kibera. Com o objectivo de erradicar a pobreza através da educação formal e não formal, a Art Kids quer, não só transmitir conhecimento, como também ensinar a fazer uso desse mesmo conhecimento, alargando os horizontes dos participantes deste projecto. “My First Camera” é o nome do projecto que a jovem luso-moldava Natalia Jidovanu criou em Kibera, bairro de lata gigantesco às portas de Nairobi, no Quénia, em 2014.

 

Como o cinema chegou a crianças de aldeias africanas pelas mãos de um português

Agosto 10, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 27 de julho de 2015.

João Meirinhos

João Meirinhos

Sónia Calheiros (artigo publicado na VISÃO nº1168 de 23 de julho)

Ainda faltam três mil quilómetros para chegarem a Ulan Bator, a capital da Mongólia, e o termómetro do camião já se aproximou dos 40 graus. João Meirinhos atende a chamada da VISÃO enquanto percorre os arredores de Omsk, na Sibéria, numa estrada longa e sem história, deserta de humanidade. A bordo do camião 4×4 Magirus Dentz, de 1975, que já foi carro de bombeiros na Alemanha e transportou aviões de salvamento para ralis no deserto do Saara, além do antropologista visual nascido em Lisboa, há 30 anos, viajam os italianos Davide, músico e motorista, e Francesca, fotógrafa e clown, que tem tatuado no ombro “o essencial é invisível aos olhos”, uma citação de O Principezinho, de Saint-Exupéry.

“Nas últimas três semanas temos guiado cerca de dez horas por dia, entre 400 e 500, no máximo, porque as estradas têm muitos buracos. Ontem por exemplo, demorámos duas horas para fazer 60 km”, conta João para quem foi “interessante” falar em português outra vez. Desde 2009 está habituado a pensar em italiano, falar espanhol e francês e pesquisar em inglês na internet. Os outros cinco voluntários seguem noutros dois camiões. Trata-se de Francisca, animadora social e relações públicas de Espanha, e dos franceses Erwan, performer de circo, Lola, editora de vídeo que trata dos contactos com os orfanatos e escolas, Eva, coordenadora do projeto e habituada a trabalhar na área da educação, e Thomas, realizador e coordenador.

Andam na estrada desde abril e já fizeram 30 sessões de cinema em aldeias no meio de nenhures: 15 na Roménia, 5 na Bulgária e na Turquia, 4 na Geórgia e uma na Rússia. “A globalização é o tema principal dos documentários não verbais que mostramos [Home, Baraka ou Microcosmos], cujos direitos de exibição nos foram doados pelos realizadores. Foi a pôr gasolina no gerador durante uma projeção que nos apercebemos que era uma contradição passar filmes sobre ecologia e depois utilizar gasolina para os mostrar. Comprámos mais painéis solares e baterias e agora somos independentes nesse sentido”, esclarece João.

Foi precisamente o desperdício de dinheiro de uma sociedade consumista que fez com que João Meirinhos, ao terminar o curso de Ciências da Comunicação na variante de Cinema e Audiovisual, se interessasse por voluntariado. Ainda estagiou numa produtora de cinema publicitário, mas em 2009 fez-se à estrada quando um dos seus companheiros de Erasmus, em Itália, o desafiou: “Vamos fazer cinema com as crianças em África.” Mais tarde, criaram uma joint-venture entre os franceses da Lèzards Migrateurs e os italianos da ONG Bambini Nel Deserto. Em 2011, passou por 22 países em dois continentes. Em 2012 voltou a Manchester para um mestrado em Antropologia Visual. “Sou um filho dos ideais de Abril.

Fui educado rodeado de cultura e arte como princípios básicos para o desenvolvimento. E isso nunca mudará. Esta iniciativa claramente não é um emprego, mas sem dúvida que dá muito trabalho.”

Aventuras ‘on the road’

Para os oito voluntários, todas estas viagens são uma troca inesperada. “É preciso não recear o acaso mas aproveitá-lo. Até agora os melhores momentos foram sempre quando a nossa aparição é uma surpresa, para ambas as partes”, partilha João Meirinhos. Tanto em África como na Ásia Central, o facto de serem europeus é imediatamente associado a riqueza. “No Saara usávamos calendários pornográficos e bolas de futebol como moeda de troca para que nos deixassem em paz. Pormenores como bandeiras de cada país, uma foto de Meca ou do presidente Putine a cumprimentar Berlusconi podem evitar problemas. É útil conhecer o vocabulário básico e manter a calma”, explica o português.

No meio de tantas aventuras, já teve miúdos a mastigar os restos dos seus ossos de frango; percebeu que um preservativo custa mais que uma prostituta; teve nove furos numa semana devido aos 50 graus do asfalto; já lhe ofereceram uma criança, para trazê-la para a Europa, mas fizeram uma coleta entre todos e por 50 euros ela pôde ir, pela primeira vez, à escola, durante um ano; e, por fim, o grupo decidiu “viver como um burkinabé”, com menos de um euro por dia. “Acho que nem duas semanas aguentei a comer sempre a mesma coisa, arroz com molho de amendoim e um pouco de gordura de carne… O Davide foi para o hospital com paludismo. Onde a pobreza é mais extrema é onde ninguém já profere uma queixa”, descreve.

Durante as sessões de cinema, são inúmeras as reações dos mais pequenos. No Burkina Faso, por exemplo, gritam quando veem um dragão numa das animações. Projetar a imagem de um camião que passa por cima de uma câmara no chão é meio caminho andado para todos fugirem, pois o efeito 3D fá-los pensar que vão ser atropelados. Na caravana há tempo para tudo, desde criar uma estação de painéis solares para dar energia a uma bomba de água num oásis no sul de Marrocos até organizar uma oficina de mecânica para “rapazes de rua” aprenderem um ofício. Mas nem tudo é um mar de rosas.

João e os sete companheiros já apanharam alguns sustos. O momento de maior stresse deu-se ao atravessarem a fronteira entre Marrocos e a Mauritânia. Foram atraídos a uma armadilha de areia e o camião ficou atolado.

“Surgiram mais de vinte homens aos gritos, em árabe, no meio do nada. Queriam 300 euros para nos ajudarem a desenterrar o camião. Conseguimos fechar negócio por 150 e passámos umas boas três horas até sair dali”, relembra João. Em Bamako, capital do Mali, foram raptados por uma espécie de “Unidade de Bons Costumes Islâmica”, depois de um dos amigos de João Meirinhos urinar na rua. “Saem uns homens encapuçados com metralhadoras de dentro de um jipe e levam-nos. Quando começaram a ‘pescar’ mais gente pela rua comecei a perceber o que se passava. Procuravam pessoas ‘fora de conduta’. Queriam 7 000 SEFA (8 euros). Acabaram por aceitar os 5 000 que tinha no bolso e ainda nos deram uma boleiazinha para mais perto do acampamento.” Se a campanha de crowdfunding chegar a bom porto (indiegogo.com/projects/solar-powered-cinema-mission-mongolia#/ story), conseguirão angariar 3 600 euros até 2 de agosto, e levar a sua sala de cinema itinerante para a China e para a Índia. Ainda há muitas crianças espalhadas pelo mundo à espera de ver cinema pela primeira vez.

mais informações, vídeos e fotografias:

https://www.indiegogo.com/projects/solar-powered-cinema-mission-mongolia#/story

Projetos PARTIS – fazer parte através da arte

Junho 18, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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Publicado a 04/06/2015

O PARTIS é um programa que permite tornar realidade a nossa convicção de que a arte é motor de inclusão e mudança social, pelo seu poder único de unir as pessoas. Foi desenhado para apoiar projetos que utilizem as práticas artísticas – música, fotografia, vídeo, teatro, dança e circo – como ferramentas que criem pontes entre comunidades que habitualmente não se cruzam. De entre mais de 200 candidaturas, foram selecionados 17 projetos de norte a sul de Portugal, representando um investimento de cerca de um milhão de euros por um período de 3 anos. O PARTIS concluiu o seu primeiro ano de vida tendo dinamizado aproximadamente 4250 atividades, organizado 117 eventos públicos e chegado a cerca de 2700 participantes. Durante o ano de 2014, 17 histórias de humanidade nasceram de projetos artísticos que envolvem grupos vulneráveis, tais como, entre outros, os 200 jovens institucionalizados que têm oportunidade de se expressar e libertar através da fotografia, os 15 refugiados de diferentes origens que contracenam no mesmo palco, os 50 reclusos que estão a produzir e a interpretar uma ópera ou os 10 sem-abrigo que colaboraram na produção de um grande festival de Lisboa.

Curso de Formação “Lóva – Ópera como veículo de aprendizagem”

Março 6, 2015 às 6:04 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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arte

O Programa Escolhas, em parceria com o Teatro Ibisco e com o produtor Laurent Filipe, divulga mais uma oportunidade formativa dirigida a técnicos, professores e educadores, em geral. Trata-se do projeto LÓVA (La Ópera, Un Vehículo de Aprendizage).

Este projeto, nascido nos EUA e depois replicado em Espanha, visa capacitar professores, agentes de projetos educativos e de intervenção social com vista à criação de um espetáculo de Ópera, a implementar junto de crianças, jovens e adultos, prevendo-se a sua posterior apresentação pública num evento destinado ao efeito.

O domínio de competências artísticas não é condição necessária à frequência.

Enquadramento do curso

O projeto Lóva propõe um desafio coletivo:  transformar um grupo de crianças e jovens numa “Companhia” de Ópera.

A “Companhia” constrói a sua identidade, cria a sua própria Ópera e estreia-a de forma autónoma. LÓVA é um processo transformador a nível interior e exterior.  Está pensado para as áreas da ação social e da educação.

LÓVA foi desenvolvido em Espanha mais de cento e cinquenta vezes em centros escolares de educação infantil, primária e secundária.  Foi igualmente desenvolvido em contextos de exclusão social:  prisões, educação especial e centros para adultos com incapacidade intelectual. O curso LÓVA forma docentes e especialistas interessados em aplicar a metodologia no âmbito da educação e ação social. O Lóva é um curso exigente, emocionante e participativo, durante o qual se vive a metodologia da experiência:

–        Aprender criando;

–        Refletir fazendo.

Conteúdos do curso

–        Confiar/desenvolver a auto-estima;

–        Arriscar/errar;

–        Trabalho de equipa:  a companhia, as profissões;

–        Desenvolvimento emocional;

–        Sequenciação do projeto;

–        Competências para a vida;

–        Dinâmica coletiva;

–        Estreia da ópera.

Mais informações sobre o projeto em: www.proyectolova.es e http://www.rtve.es/alacarta/videos/telediario/aprender-valores-habilidades-conocimientos-creando-su-propia-opera/2504827/

Ação de formação:

Data: De 23 de Março a 28 de março de 2015 (segunda a sábado)

Total de horas de curso:  44 horas

Horários: de segunda a sexta das 9h00 as 18h00 (pausa de almoço entre as 13h30 e as 14h30), Sábado das 9h00 as 13h00

Local: Centro Nacional de Apoio ao Imigrante de Lisboa (Rua Álvaro Coutinho, 14, aos Anjos)

A quem se dirige a ação de formação:

A formação dirige-se a agentes de projetos educativos (professores e centros educativos) e de intervenção social que queiram participar, desde que garantam a sua aplicação prática após a formação, nomeadamente professores e centros de ensino que tenham como objetivo a implementação da formação adquirida, no âmbito do programa escolar, bem como centros e formadores dedicados projetos de intervenção social onde possam desenvolver um trabalho coletivo. A formação tem em vista a criação de uma Ópera/Musical/Outro e posterior apresentação pública.

A formação é gratuita e está limitada a um número máximo de 25 formandos e a três elementos por projeto/entidade. As inscrições serão consideradas por ordem de chegada.

A formação é dada por professores especializados. Poderão consultar currículos em: http://proyectolova.es/el-proyecto/gente/

Será ainda emitida uma declaração de participação aos participantes que concluírem a formação.

 Inscrição:

Os interessados deverão efetuar as inscrições até ao dia 9 de março acedendo ao link  para efetuar a inscrição:  https://docs.google.com/forms/d/1rZrvxAySDmO1-FSOa8LMJCGMk628v71zAjZjPukEQQo/viewform

Todos os participantes receberão um email de confirmação da sua participação na ação supracitada.

Para quaisquer questões relacionadas com esta ação poderão articular com Tatiana Gomes através do e-mail tatianag@programaescolhas.pt ou através de contacto telefónico: 21 810 30 60.

 

Projecto põe jovens de centros educativos do país a trabalhar com fotografia

Agosto 11, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 29 de julho de 2014.

Paulo Ricca Arquivo

Lusa

O projecto “Integrar pela Arte – Este espaço que habito” vai percorrer vários centros educativos do país, até ao próximo ano, para colocar jovens em internamento em contacto com fotografia.

A iniciativa abrange um público-alvo total de mais de 200 pessoas e tem por objectivo “contrariar aquilo que é a fotografia imediata, rápida e [os jovens] acabam por fazer o processo completamente oposto”, explicou a produtora Tânia Araújo.

“Trata-se de um processo totalmente participativo, uma vez que cada um destes jovens terá de construir a sua própria câmara fotográfica – uma câmara estenopeica. Depois de construída a máquina, os jovens vão analisar os mapas da cidade onde se encontram e escolher os locais que gostariam de visitar”, esclareceram os responsáveis do projecto, que já se realizou em dois centros educativos de Lisboa e se encontra agora no Porto, seguindo depois para Coimbra e Guarda.

Feito esse estudo, os participantes vão “fotografar os espaços e criar um diário onde expressam o que pensam sobre as imagens captadas, que, no final, serão expostas nas diferentes cidades”.

Tânia Araújo disse que o projecto dá continuidade a um trabalho feito pelo Movimento de Expressão Fotográfica desde 2007 e procurou dar resposta à falta de actividades, em particular dos jovens que se encontram em regime fechado, ou seja, que não podem sair do centro, salvo em certas excepções.

“Não há muitas actividades nos centros educativos para eles poderem fazer”, afirmou a produtora do projecto, realçando que, por vezes, alguns dos envolvidos chegam a dizer que os formadores estão “a gozar com eles” e questionam: “Como é que é possível, através de uma cartolina que eles montam, poderem fazer uma fotografia?”

Tânia Araújo resume numa frase aquilo que é o trabalho do projecto “Este espaço que habito”: “Estamos a dar-lhes liberdade durante um momento”.

No caso dos jovens em regime semiaberto a liberdade é literal, uma vez que podem sair durante as actividades do projecto, que, fora

 

https://www.facebook.com/EsteEspacoQueHabito

http://integrarpelaarte.wordpress.com/

 

 

 

 

 

Projeto ensina crianças e jovens a construir câmeras fotográficas a partir de latas de sardinha

Agosto 4, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do site http://www.hypeness.com.br

Por Vicente Carvalho

O educador, filósofo e escritor Rubem Alves, que nos deixou na semana passada, certa vez disse uma verdade que muitos não veem: “o objetivo da educação não é ensinar coisas, porque as coisas já estão na internet e nos livros: o objetivo é ensinar alegria de pensar, criar na criança uma curiosidade”.

Nos lembramos de Rubem Alves quando descobrimos o projeto Lá Tinha, idealizado pelo publicitário Bob Ferraz e pelo fotógrafo Diego Bastos Cunha. O nome do projeto já diz ao que veio: ele consiste em mostrar às crianças novas formas de aprendizado e a descoberta de novos olhares, desafiando-as a registrar o que ‘lá tinha’, em sua comunidade.

A comunidade em questão fica em uma região carente de Lisboa, Portugal, que tem como grande símbolo cultural e gastronômico a sardinha, que são normalmente comercializadas em ‘latinhas’, que depois são jogadas fora. Os criadores juntaram todos esses elementos e idealizaram um projeto que ensina crianças e jovens a construírem suas próprias máquinas fotográficas a partir das latas de sardinha, em conjunto com outros objetos encontrados em casa. A única exceção é o filme fotográfico.

Vale a pena assistir e ver o resultado desse engenhoso trabalho:

As fotos tiradas pelas crianças podem ser vistas no site do projeto, aqui. Os responsáveis pensam ampliar o projeto para outros bairros de Lisboa e também pelo Brasil.

 

 

 

Este Espaço que Habito”, um projeto do Movimento de Expressão Fotográfica, exibe fotografias da autoria de jovens dos Centros Educativos

Março 16, 2014 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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texto do site da Direção-Geral das Artes

Inaugura no dia 13 de março, às 18h00, na Capela do Palácio Centeno da Universidade de Lisboa, a exposição do projeto “Este Espaço que Habito”, uma inicitiva do do Movimento de Expressão Fotográfica.

SINOPSE
Pelo Movimento de Expressão Fotográfica

Exposição exibe fotografias da autoria de jovens dos Centros Educativos.

Foi um Verão diferente para os jovens em cumprimento de medida tutelar de internamento nos Centros Educativos da Bela Vista e Navarro Paiva, em Lisboa. Nos meses de junho e julho de 2013, o Movimento de Expressão Fotográfica (MEF) lançou-lhes o desafio de captarem imagens da cidade que os acolhe, no âmbito do projeto “Este Espaço Que Habito”. Para isso, tiveram de construir as suas próprias câmaras pinhole, escolher locais dentro da cidade para visitar e, por fim, fotografar esses mesmos locais, já conhecidos para alguns dos jovens, totalmente desconhecidos para outros.

Depois de reveladas e escolhidas as imagens, o projeto que promoveu o contacto com a fotografia e o seu uso como forma de expressão pessoal junto dos jovens nos centros educativos, chega à sua etapa final. O resultado vai estar acessível ao público em geral numa exposição em Lisboa.

Para além de Lisboa, o projeto “Este Espaço Que Habito” foi também levado a Centros Educativos das cidades do Porto, Guarda e Coimbra, onde serão feitas as respetivas exposições.

De 13 de Março a 3 de Abril

No projeto Este Espaço Que Habito que dá origem ao documentário, o MEF trabalhou com 82 jovens em cumprimento de medida tutelar de internamento e foi realizado em cinco Centros Educativos do país: no Centro Educativo da Bela Vista e Navarro de Paiva ambos em Lisboa, no Centro Educativo Santo António no Porto, no Centro Educativo do Mondego na Guarda e no Centro Educativo dos Olivais em Coimbra. O projeto pretendeu desenvolver uma descoberta do espaço físico e pessoal de cada um dos jovens, utilizando o recurso da fotografia estenopeica enquanto ferramenta técnica e de expressão artística.

mais informações aqui


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