HIV/Aids mataram quase 110 mil crianças e adolescentes no ano passado

Dezembro 7, 2022 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Texto da ONU News de 28 de novembro de 2022.

Relatório do Unicef revela lacuna crescente no tratamento de crianças e adultos; muitas regiões ainda não têm cobertura após pandemia; agência quer foco na diminuição das desigualdades.

Cerca de 110 mil crianças e adolescentes, de zero a 19 anos morreram de causas relacionadas à Aids em 2021.

Atualmente, o número de jovens vivendo com HIV é de 2,7 milhões, com 310 mil novas infeções. Os dados são do mais recente relatório global do Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef.

Cobertura de saúde para tratar HIV caiu no ano passado

O documento foi divulgado às vésperas do Dia Mundial de Combate à Aids, marcado neste 1 de dezembro.

A agência alerta que o progresso na prevenção e tratamento do HIV em crianças, adolescentes e grávidas quase estagnou nos últimos três anos. E muitas regiões permanecem sem cobertura e serviços de saúde após a pandemia.

Enquanto o número total de crianças vivendo com HIV está diminuindo, a lacuna de tratamento entre crianças e adultos continua crescendo.

Nos países mais afetados, a cobertura para crianças ficou em 56% em 2020, mas caiu para 54% no ano passado.

Vontade política e desigualdades

Entre as razões para esse declínio estão a pandemia de Covid-19 e outras crises globais, que aumentaram a marginalização e pobreza, mas também é um reflexo da diminuição da vontade política e de uma resposta debilitada à Aids em crianças.

Globalmente, apenas 52% de crianças vivendo com HIV tiveram acesso ao tratamento, nos últimos anos.

Apesar de representarem apenas 7% do total de pessoas vivendo com HIV, crianças e adolescentes representaram 17% de todas as mortes relacionadas à Aids e 21% de novas infecções por HIV no ano passado.

Para o Unicef, a menos que as causas das desigualdades sejam abordadas, será difícil erradicar a doenças entre crianças e adolescentes.

Novas infecções por HIV entre crianças mais novas, de zero a 14 anos, caíram 52% de 2010 a 2021, e novas notificações entre adolescentes, 15 a 19 anos, também caíram 40%.

Da mesma forma, a cobertura do tratamento antirretroviral ao longo da vida entre grávidas vivendo com HIV aumentou de 46% para 81% em uma única década.

Compromisso político renovado

A chefe adjunta de HIV/Aids do Unicef, Anurita Bains, alerta que, embora as crianças tenham ficado muito atrás dos adultos na resposta à Aids, a estagnação observada nos últimos três anos é sem precedente, colocando muitos jovens em risco de doença e morte. Para ela, “a cada dia que passa sem progresso, mais de 300 crianças e adolescentes perdem a luta contra a Aids.”

A cobertura entre todos os adultos vivendo com HIV foi 20% maior do que entre as crianças. A diferença é ainda maior entre crianças e gestantes vivendo com HIV. Já a porcentagem de crianças entre 0 e 4 anos vivendo com HIV e não recebendo tratamento aumentou nos últimos sete anos, subindo para 72% em 2021, tão alto quanto em 2012.

Anurita Bains acredita que com compromisso político renovado para atingir os mais vulneráveis, parceria estratégica e recursos para ampliar os programas, é possível acabar com a Aids em crianças, adolescentes e grávidas.

Queda na cobertura em diversas regiões

A cobertura de tratamento para gestantes e lactantes caiu em 2020 em muitas regiões. Entre elas, Ásia e Pacífico, Caribe, África Oriental e Austral, América Latina, Oriente Médio e Norte da África e África Ocidental e Central.

Ásia e Pacífico, Oriente Médio e Norte da África registraram novos declínios no ano passado. Exceto pela África Ocidental e Central, que segue com a maior carga de transmissão vertical, a de mãe para filho, nenhuma das regiões mencionadas recuperou os níveis de cobertura alcançados em 2019.

Essas interrupções colocam a vida dos recém-nascidos em maior risco. No ano passado, mais de 75 mil novas infecções infantis ocorreram porque faltou diagnóstico para as gestantes e, por conseguinte, tratamento.

Ondas de rádio promovem educação sexual em Moçambique

Setembro 20, 2022 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU NEWS de 8 de setembro de 2022.

Unesco apoia difusão de informação para prevenir comportamentos de risco; ação enfatiza combate à gravidez precoce, transmissão do HIV e violência baseada em gênero; metade de meninas entre 20 e 24 anos se casaram antes de completar 18 anos.

Capacitar profissionais de rádio para difundir informações sobre a educação sexual em todas as áreas de Moçambique é a aposta da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco.

Os participantes são das províncias de Nampula, a norte, Zambézia, no centro, bem como Maputo e Gaza, no sul. A ênfase está na radionovela para a prevenção da gravidez indesejada e do HIV.

A ONU News em Maputo conversou com o responsável de Programas, Dione Peart. Ela revelou as expectativas com a capacitação.

“Cada episódio fala sobre vários temas, diálogo com os pais, puberdade, gravidez precoce entre outros conteúdos. Depois da formação, os jornalistas vão difundir as produções de rádio drama. A nossa esperança é que vão ser uma das pessoas na linha da frente no combate à gravidez precoce, da transmissão do HIV e da violência baseada no gênero. Essa é a nossa expectativa.”

Moçambique está entre os países onde mais ocorrem casamentos de menores. Uma análise com jovens de idades de 20 a 24 anos revela que metade se casaram antes de completar 18 anos. A prática é considerada uma violação dos direitos humanos.

Dione acredita que a difusão da informação através da rádio poderá ajudar a alcançar os objetivos desejados.

“Queremos garantir que os pais também tenham mais confiança no tema sobre Educação Sexual Abrangente, para perceber que não é promoção do sexo, mas sim sobre habilidade de um jovem conseguir tomar decisões sobre a vida deles. Ter informação apropriada para as idades e mais informação pssível para poder prevenir comportamentos de risco e chegar até um nível que possa contribuir para desenvolvimento do país.”

Saúde sexual reprodutiva

O produtor de conteúdos Judeu de Rosário trabalha na rádio do Instituto de Comunicação Social, ICS, em Murrupula, distrito da província de Nampula. Ele diz que a formação apoiará programas sobre saúde sexual reprodutiva.

“Trabalhamos diretamente com a comunidade onde existem alguns hábitos e costumes. É normal encontrar um senhor de 65 anos a casar com uma menor de 14 anos. Isto de certa maneira é preocupante para nós como comunicadores. A ideia é transmitir esses conhecimentos via rádio, para que as pessoas mudem de comportamento. É um processo, mas temos que trabalhar nessas matérias para que as pessoas mudem o comportamento, mudem a sua maneira de pensar.”

Entre os 35 participantes, Danísia Portugal representa a Rádio Quelimane FM, da Zambézia. Ela destaca a importância do papel dos pais, professores, adolescentes e jovens na produção de programas.

“Esta formação vai desmitificar muitos hábitos culturais ligados à sexualidade, tanto que assuntos os pais não podem dizer para os filhos, os adolescentes acabam aprendendo de fora, e não como deveria ser visto que estamos a ter alto índice de gravidez indesejada e isto está a preocupar. Esta formação vem, de certa forma, para produzir um conteúdo que minimize o nível de gravidez precoce e indesejada nos adolescentes e jovens.”

Há cerca de três anos, o presidente moçambicano, Filipe Nyusi, promulgou e mandou publicar a Lei de Prevenção e Combate às Uniões Prematuras. A lei elimina o tipo de uniões maritais, punindo o adulto que se casar com uma criança com pena até 12 anos de prisão e multa até dois anos.

*De Maputo para ONU News, Ouri Pota

Angola e Moçambique na lista de Aliança Global para acabar com Aids infantil

Agosto 10, 2022 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 2 de agosto de 2022.

OMS, Unaids e Unicef divulgaram mais 10 nações da fase inaugural do projeto internacional que também contempla mães e adolescentes; iniciativa apresentada na Conferência Internacional sobre a Aids prevê ações para beneficiar grupo nesta década.

Agências da ONU anunciaram, nesta terça-feira, a Aliança Global para Acabar com a Aids em Crianças. Angola e Moçambique estão na etapa inicial da iniciativa que deve promover o acesso ao tratamento até 2030.

A apresentação feita na Conferência Internacional da Aids, em Montreal, Canadá.

Pilares 

Na primeira fase, 12 nações acolhem a implementação que junta a Organização Mundial da Saúde, OMS, o Programa da ONU sobre HIV/Aids, Unaids, e o Fundo da ONU para a Infância, Unicef. São Camarões, Cote d’Ivoire ou Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Quênia, Nigéria, África do Sul, Uganda, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabué.

Estima-se que 52% das crianças soropositivas recebam tratamento antirretrovirais, ao contrário dos 76% entre adultos.

Para melhorar este quadro, a fase de consultas apontou a prioridade do fechamento da lacuna de tratamento para meninas adolescentes, mulheres gestantes e lactantes  vivendo com HIV. Outra aposta é otimizar a continuidade do tratamento.

Entre as medidas que precisam ser adotadas estão a prevenção e detecção de novas infecções por HIV em mulheres adolescentes, grávidas e que amamentam.

Igualdade 

Outro foco da iniciativa será aumentar o acesso à testagem, melhorar o tratamento e o cuidado completo a bebês, crianças e adolescentes expostos e vivendo com o vírus.
Por último, serão abordados os “direitos, a igualdade de gênero e as barreiras sociais e estruturais que dificultam o acesso aos serviços”.

Para o diretor-geral da OMS, Tedros  Ghebreyesus,  o fato de metade das crianças com HIV receberem antirretrovirais é um “escândalo e uma mancha” para a consciência coletiva. Ele disse que a aliança é uma oportunidade para renovar o compromisso com as crianças e suas famílias de unir, falar e agir com propósito e solidariedade com mães, crianças e adolescentes.

Já a diretora executiva do Unaids, Winnie Byanyima, afirma que a grande lacuna na cobertura de tratamento entre crianças e adultos é uma ofensa. A expectativa é que por meio da iniciativa, haja união e seja promova a ação ligando medicamentos novos e melhorados, o compromisso político renovado e o ativismo determinado das comunidades que promoverão a geração que acabará com a Aids nas crianças.

Sociedade civil

A diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, disse que apesar dos progressos observados para baixar a transmissão vertical, aumentar os testes, o tratamento e o acesso à informação, as crianças em todo o mundo ainda têm muito menos probabilidade de acesso a remédios em relação aos adultos para a prevenção, os cuidados e o tratamento do vírus.

Entre os parceiros da aliança estão movimentos da sociedade civil, como a Rede Global de Pessoas vivendo com HIV,  o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da Aids, Pepfar, e o Fundo Global. 

Mais informações aqui

 

Diagnóstico e tratamento materno poderiam evitar 150 mil casos de HIV em crianças

Fevereiro 4, 2022 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 31 de janeiro de 2022.

Unaids afirma que acesso aos cuidados adequados no pré-natal e durante a gravidez e amamentação poderiam reduzir infecções infantil; falta de diagnóstico é responsável por 65 mil casos entre menores.

Segundo o Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids, Unaids, a maior parte dos 150 mil novos casos de HIV entre crianças em 2020 poderia ter sido evitada. 

A entidade afirma que é necessário que mulheres e meninas em maior risco de contrair o vírus tenham acesso à cuidados pré-natais e serviços integrados, incluindo prevenção e testagem de HIV, assim como a garantia de que recebam tratamento. 

Acesso ao diagnóstico

De acordo com o Unaids, a falta de diagnóstico entre mulheres grávidas e sem acesso aos tratamentos, resultaram em cerca de 65 mil infecções infantis.

Outras 35 mil infecções entre crianças aconteceram pela transmissão do vírus em mulheres grávidas ou lactantes, o que levou a um aumento na carga viral e elevado risco de transmissão vertical. 

Dessa forma, o Unaids afirma que mulheres com risco substancial de infecção pelo HIV precisam de uma combinação personalizada de prevenção, incluindo profilaxia pré-exposição, aconselhamento mais abrangente, repetição do teste de HIV e fornecimento de kits de autoteste para os parceiros.

Os dados ainda apontam que outros 38 mil casos entre crianças ocorreram pela falta de acesso ao tratamento materno durante a gravidez e amamentação. Cerca de 14 mil ocorreram entre as mulheres que estavam em tratamento, mas sem supressão viral. 

Por isso, o Unaids reforça que melhorar a qualidade do tratamento e dos cuidados, incluindo o uso de regimes de tratamento otimizados e esforços de retenção assistidos, podem ajudar a preencher essas lacunas.

Mais informações aqui

 

Quase metade das crianças vivendo com HIV não recebe tratamento

Julho 27, 2021 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 22 de  julho de 2021.

Levantamento da Unaids mostra ainda 150 mil menores de idade infectados no ano passado; mais de um terço não foram testados; sem medicamentos, metade das crianças soropositivas pode morrer antes de completar dois anos.

Pela primeira vez, houve declínio no total de crianças que recebem tratamento para o HIV. Quase metade entre 1,7 milhões de menores soropositivos não foi tratado no ano passado. 

O levantamento é do Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids, Unaids, que destaca ainda 150 mil novas infecções registradas entre crianças em 2020. O total é quatro vezes maior do que a meta estipulada, que era de 40 mil novos casos entre menores de idade.

Mortes  

Ao publicar o relatório, em Genebra, na Suíça, a agência destaca que estão sendo perdidas várias oportunidades de identificar recém-nascidos e crianças pequenas com HIV. A razão é que não estão sendo testados mais de um terço dos bebês que nascem de mães soropositivas.  

O Unaids revela que sem tratamento, 50% das crianças com o vírus morrem antes do segundo aniversário. A vice-diretora do Unaids, Shannon Hader, lembra que há 20 anos, começaram as iniciativas para prevenir a transmissão vertical e evitar que as crianças morram de Aids.

Liderança 

Mas apesar dos progressos, as metas em relação às crianças soropositivas não estão sendo alcançadas. Elas têm 40% a menos de chances do que os adultos de receberem tratamento. Além disso, os menores representam 15% das mortes relacionadas à Aids. 

O Unaids faz um apelo por mais liderança, ativismo e investimentos. Já a Organização Mundial da Sáude, OMS, destaca que a “comunidade com HIV tem um histórico de combater desafios sem precedentes e por isso, é necessária a mesma energia e perserverança para cuidar dos mais vulneráveis, as crianças”.  

Três Medidas  

O relatório cita três ações necessárias para acabar com novas infecções de HIV entre crianças. A primeira é testar todas as grávidas e fornecer tratamento o quanto antes, para evitar que os bebês nasçam com o vírus.  

A segunda ação é garantir a continuação do tratamento e da supressão viral durante a gravidez e a amamentação. Segundo o Unaids, 38 mil crianças foram infectadas porque as mães não receberam o tratamento adequado nessas duas fases.

Adolescentes  

O terceiro objetivo é evitar novas infecções por HIV entre mulheres que estão grávidas ou amamentando.  

De acordo com o levantamento, houve progressos na prevenção do vírus entre as adolescentes e as jovens: queda de 27% de novas infecções  entre 2015 e 2020.  

Por outro lado, a Covid-19 e o fechamento das escolas prejudicaram muitos programas educacionais e de saúde sexual e reprodutiva para adolescentes, o que mostra ser urgente redobrar os esforços de prevenção no grupo.   

Mais informações na press release:

UNAIDS report shows that people living with HIV face a double jeopardy, HIV and COVID 19, while key populations and children continue to be left behind in access to HIV services 

 

Relatório revela que HIV contamina uma criança ou jovem a cada 100 segundos

Dezembro 2, 2020 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 25 de novembro de 2020.

 

Fundo das Nações Unidas para a Infância mostra que, em 2019, quase metade das crianças não tiveram acesso a tratamento essenciais; pandemia piorou desigualdades no acesso a serviços de HIV/Aids para crianças, adolescentes e mulheres grávidas.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, no ano passado, uma criança ou jovem com menos de 20 anos foi infectado com HIV a cada 100 segundos.

Num novo relatório, publicado esta quarta-feira, a agência pede que os governos mantenham e acelerem os esforços para combater o HIV em crianças.

Prevenção 

Ações de prevenção e tratamento para crianças permanecem entre os mais baixos. Em 2019, quase metade das crianças em todo o mundo não receberam os antirretrovirais.

No mesmo ano, 320 mil crianças e adolescentes foram infectados com HIV e cerca de 110 mil crianças morreram de Aids.

Em comunicado, a diretora-executiva do Unicef, Henrietta Fore, disse que “as crianças ainda estão se infectando em taxas alarmantes e morrendo de Aids.”

Segundo ela, esses números são antes “da Covid-19 interromper os serviços vitais de tratamento e prevenção do HIV, colocando inúmeras vidas em risco.”

Pandemia

De acordo com o Unicef, a pandemia piorou as desigualdades no acesso a serviços de HIV essenciais a crianças, adolescentes e mães grávidas em todo o mundo.

Também existem sérias preocupações de que um terço dos países com alta prevalência possam enfrentar interrupções relacionadas ao novo coronavírus.

Dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Unaids, citados no relatório, mostram o impacto das medidas de controle, interrupções na cadeia de suprimentos, falta de equipamentos de proteção individual e a realocação de profissionais de saúde.

Desafios 

Em abril e maio, coincidindo com o pico dos bloqueios para controlar a Covid-19, o tratamento pediátrico do HIV e o teste de carga viral em crianças caíram entre 50 e 70% em alguns países. Já o início de novo tratamento teve uma queda entre 25% e 50%.

Os partos nas unidades de saúde e pré-natal também caíram entre 20% a 60%. O teste de HIV materno e o início da terapia antirretroviral foram reduzidos de 25% a 50% e os serviços de testagem em bebês, 10%.

Nos últimos meses, a flexibilização das medidas de controle e o direcionamento estratégico de crianças e mães grávidas levaram a uma recuperação dos serviços. Apesar disso, os desafios permanecem, e o mundo ainda está longe de atingir as metas globais de HIV pediátrico para 2020.

Regiões

Apesar algum progresso na luta global contra o HIV/Aids, existem profundas disparidades regionais que persistem entre todas as populações, especialmente para as crianças.

Na região do Oriente Médio e Norte da África, por exemplo, 81% dos soropositivos infantis recebem terapia antirretroviral. Já na América Latina e Caribe, a porcentagem cai para 46% e África Ocidental e Central para 32%.

O Sul da Ásia tem uma cobertura de 76%. A África Oriental e Meridional apontam tratamentos para 58% da crianças e a Ásia Oriental e Pacífico para cerca da metade. iões

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Mais informações na Press Release da Unicef:

320,000 children and adolescents newly infected with HIV in 2019, 1 every 100 seconds – UNICEF

Quase metade de crianças com HIV não recebeu antirretrovirais em 2019

Agosto 10, 2020 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 7 de junho de 2020.

Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Unaids, revela que objetivos de redução de infecções até 2020 não será cumprido; 150 mil meninos e meninas foram infectados no ano passado; redirecionamento de recursos contra HIV/Aids para Covid-19 preocupa agência da ONU.

As Nações Unidas afirmaram que apesar de progressos no combate ao HIV, na última década, o tratamento de crianças que vivem com o vírus continua tendo falhas.

Num relatório, o Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids, Unaids, revela que quase metade das meninas e meninos soropositivos não recebeu os antirretrovirais no ano passado.

Para a agência, o objetivo de eliminar novas infecções entre crianças está sendo esquecido. Além disso, muitas pessoas continuam morrendo por falta de tratamento simples e barato.

Progresso e falhas

Em comunicado, a diretora-executiva da Unaids, Winnie Byanyima, citou exemplos de crianças soropositivas que têm qualidade de vida graças à terapia com antirretrovirais. Ela também falou de novas infecções e ações de enfrentamento da pandemia.

A chefe do Unaids disse que “não se pode aceitar que dezenas de milhares de crianças sejam infectadas, todos os anos, e outras morram de doenças relacionadas à Aids.”

Estratégia

A estratégia da agência tem três fases e é conhecida como Start Free, Stay Free, AIDS Free, em inglês.

O primeiro passo é o direito dos bebês de nascerem sem o vírus. Segundo: através da prevenção, crianças, adolescentes e mulheres jovens têm o direito de permanecer livres da ameaça. Por fim, os que forem infectados têm direito a diagnosticados e tratamentos para evitar que o HIV leve à Aids.

No passado, os Estados-membros concordaram com uma série de metas de prevenção e tratamento. Um desses objetivos era reduzir as novas infecções infantis, entre zero e 14 anos, para menos de 40 mil em 2018 e 20 mil em 2020.

As estimativas mostram, no entanto, que 150 mil crianças foram infectadas com HIV em 2019. O número representa uma redução de 52% desde 2010, mas é quatro vezes mais do que a meta estabelecida para 2018.

Grávidas

As grávidas diagnosticadas e tratadas durante a gestação, o parto e a amamentação, têm uma chance de transmitir o vírus para o bebê menor do que 1%. Em 2019, isso aconteceu em 85% dos casos, mas muitas crianças continuam sendo infectadas devido ao acesso desigual aos serviços, principalmente no oeste e centro da África.

Para a coordenadora do Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da Aids, Angeli Achrekar, a comunidade global “obteve um progresso notável, mas ainda está perdendo muitas crianças, adolescentes e mulheres jovens.” Segundo ela, “todos devem redobrar seus esforços.”

Risco dobrado

Outra meta é reduzir as novas infecções entre meninas e mulheres jovens para menos de 100 mil até 2020. Esta população tem sido afetada de forma desproporcional. Em alguns países, onde são 10% da população, representam 25% das novas infecções, correndo um risco quase dobrado ao dos homens.

Apesar desses dados, o Unaids lembra que houve avanços. Na África do Sul, por exemplo, as novas infecções caíram 35%. Na Suazilândia, 54%.

A diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, conta que estes países representam uma esperança. Segundo Henrietta Fore, eles “mostram o que é possível quando governos e comunidades lideradas pelas próprias meninas se unem.”

Resultados

Outro objetivo da  comunidade internacional, segundo a ONU, é levar os antirretrovirais a mais 1,4 milhão de crianças até 2020. No ano passado, no entanto,  950 mil meninos e meninas foram atendidos, cerca de 53% dos afetados. Essa taxa para os adultos é de  67%.

Em nota, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que “a falta de medicamentos pediátricos tem sido uma barreira de longa data para melhorar os resultados.” Segundo ele, “o acesso aos serviços para grupos vulneráveis deve ser ampliado com maior envolvimento da comunidade, melhoria da prestação de serviços e combate ao estigma e discriminação.”

Mais informações na Press Release:

Despite great progress since the early days, the HIV response is still failing children

Unaids alerta sobre crise no tratamento infantil do HIV na África

Fevereiro 23, 2020 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 18 de fevereiro de 2020.

Em 2018, cobertura da terapia antirretroviral para crianças soropositivas era de apenas 28%, muito abaixo da média global, que foi de 54%; agência da ONU diz que um dos motivos é o baixo índice de diagnóstico.

O Programa Conjunto sobre HIV/Aids, Unaids, disse que existe uma crise no tratamento infantil do HIV na África Ocidental e Central.

A agência alerta que em 2018, a cobertura da terapia antirretroviral entre crianças vivendo com HIV nessas regiões foi de apenas 28%, muito abaixo da média global, que é de apenas 54%.

Motivos

O Unaids diz que existem muitas razões para a baixa cobertura da terapia antirretroviral infantil na África Ocidental e Central.

Uma delas é de que poucas crianças estão sendo diagnosticadas na região. Dados da agência indicam que em 2018, apenas 27% dos bebês expostos ao HIV foram testados para a infecção pelo HIV num prazo de oito semanas após o nascimento.

O Unaids afirma que existe urgência para expandir o acesso ao diagnóstico precoce dos bebês.

Mães

A falta de serviços de saúde acessíveis em muitos países é a causa do aumento de crianças soropositivas sem tratamento.

A agência da ONU explica que se uma grávida não recebe os serviços de pré-natal, ela não é testada para o HIV e com isso, não tem assistência para evitar a transmissão do HIV da mãe para o filho, conhecida como transmissão vertical. E o bebê também acaba sem um diagnóstico e sem os cuidados necessários.

Testes

O Unaids observa que mesmo que uma mulher procure um profissional de saúde, ela e seu filho, muitas vezes, perdem o acompanhamento após o parto e o status de HIV da criança fica desconhecido. As crianças expostas ao vírus precisam ser testadas dentro de dois meses de vida e assistidas regularmente até o final do período de amamentação.

Para encontrar essas crianças é preciso uma ampliação do teste de índice familiar e do HIV, onde elas também obtêm outros serviços de saúde.

Tratamento

É importante também manter mães e crianças em tratamento se elas começarem a receber terapia antirretroviral. O Unaids diz que muitas mães e crianças iniciam o tratamento para o HIV, mas depois, não existe continuidade.

Devido à falta de progresso, nos últimos anos, na prevenção da transmissão vertical do HIV na região, a agência da ONU observa que não é uma surpresa que as crianças que vivem com o vírus na África Ocidental e Central estejam sendo esquecidas.

mais informação no link:

https://www.unaids.org/en/resources/presscentre/featurestories/2020/february/20200217_childhood-hiv-treatment-in-western-and-central-africa

Morrem 13 crianças por hora no mundo devido à sida

Dezembro 2, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Sapo24 de 26 de novembro de 2019.

Joanesburgo, 26 nov 2019 (Lusa)- A UNICEF divulgou hoje que 13 crianças morrem por hora no mundo por causas ligadas à sida e apenas metade das pessoas infetadas pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) tem acesso ao tratamento, noticiou a agência EFE.

De acordo com os mais recentes estudos globais apresentados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF, na sigla em inglês), em Joanesburgo, a sida e as suas consequências causam uma média diária de 320 mortes de menores, sendo que a África subsaariana é a região mais afetada.

Só a África Subsariana alberga cerca de 2,4 milhões dos 2,8 milhões de crianças que, segundo as estimativas, vivem com o VIH (que desencadeia a SIDA) em todo o mundo

Os dados revelaram que entre os adolescentes, a população feminina é quase três vezes mais vulnerável à infeção do que a população masculina.

Durante 2018, foram registadas cerca de 160.000 novas infeções em crianças até aos 9 anos, e nesse grupo, cerca de 89.000 foram infetadas durante a gravidez e o nascimento, e cerca de 76.000 durante o período de amamentação.

“Houve um grande sucesso na prevenção da transmissão mãe-filho, mas o progresso parou e muitas crianças continuam infetadas pelo HIV”, alerta a UNICEF no relatório.

De acordo com o relatório, apenas 54% das crianças até aos 14 anos infetadas pelo HIV, tiveram acesso a terapias antirretrovirais.

“O mundo está no limiar de realizar grandes conquistas na batalha contra o sida e o vírus da imunodeficiência humana, mas não nos devemos basear nos louros do progresso alcançado”, disse a diretora executiva da UNICEF, Henrietta Fore, em comunicado.

O acesso das mães a tratamentos antirretrovirais para impedir a transmissão do vírus para os seus filhos, aumentou globalmente, atingindo uma taxa de 82%, tendo em conta que há uma década a taxa era de 44%.

“Dar tratamento ajudou a prevenir cerca de dois milhões de novas infeções pelo HIV e a prevenir mais de um milhão de mortes de crianças com menos de 5 anos”, disse a diretora executiva.

De acordo com a especialista, o principal objetivo agora é alcançar avanços semelhantes no tratamento pediátrico de crianças já infetadas, visando aumentar a qualidade e a expectativa de vida.

Por esse motivo, a UNICEF aproveitou a divulgação dos dados para instar governos e instituições a investirem em meios de diagnóstico e tratamento para crianças.

A África subsaariana é seguida pelo sul da Ásia com 100.000 casos de crianças infetadas, no Leste da Ásia e Pacífico (Oceânia) com 97.000 e na América Latina e Caraíbas com 76.000.

Os dados foram recolhidos pela UNICEF durante 2018 e divulgados hoje, como forma de assinalar o Dia Mundial contra a Sida, em 01 de dezembro.

IZZ/ZO // ZO

Lusa/fim

Notícia da Unicef:

Over 300 children and adolescents die every day from AIDS-related causes

Relatório Power to the people

Estudo revela que mais de um terço dos jovens não usou preservativo na última relação sexual

Abril 22, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Mais de um terço dos jovens inquiridos num estudo nacional relatou não ter usado preservativo na última relação sexual e 14,5% disse ter tido relações sexuais associadas ao consumo de álcool ou drogas.

“Uma minoria significativa” reportou não ter usado preservativo na última relação sexual (34,1%), sublinha o estudo “Comportamentos sexuais de risco nos adolescentes”, divulgado a propósito do 10.º Congresso Internacional de Psicologia da Criança e do Adolescente, que vai decorrer na quarta e na quinta-feira em Lisboa.

A investigação, a que a agência Lusa teve acesso, concluiu que são os rapazes que mais frequentemente usam preservativo, que têm relações sexuais associadas ao consumo de álcool ou drogas e que não têm a vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV).

O estudo realizado em Portugal faz parte do Health Behaviour in School Aged Children (HBSC) 2018, um inquérito realizado de quatro em quatro anos em 48 países, em colaboração com a Organização Mundial de Saúde, que pretende estudar os comportamentos dos adolescentes nos seus contextos de vida e a sua influência na sua saúde/bem-estar.

Segundo os dados recolhidos em Portugal, os jovens mais novos, do 8º ano, são os que mais frequentemente têm relações sexuais associadas ao consumo de álcool ou drogas, realça o estudo, advertindo que estes resultados “podem ter implicações significativas na alteração das políticas de educação e de saúde, direcionando-as para o desenvolvimento de competências pessoais e sociais nas várias estruturas que servem de apoio aos adolescentes portugueses”.

Os autores do estudo apontam como justificações possíveis para estes resultados “o desinvestimento na educação sexual”, a redução do número de campanhas de prevenção e o facto de a infeção se ter passado a considerar uma doença crónica e não uma “sentença de morte”, o que “poderá estar a desvalorizar a importância da proteção.

O estudo “Comportamentos sexuais de risco nos adolescentes” abrangeu 5.695 adolescentes, 53,9% dos quais raparigas, com uma média de idades de 15,46 anos, a frequentarem o 8º ano, o 10º ano ou o 12º ano.

A maioria dos adolescentes inquiridos mencionou já ter tido um relacionamento amoroso, apesar de não ter no momento (48,4%), sobretudo os rapazes (51,8%) e os adolescentes do 8.º ano (50,9%).

Segundo o estudo, a maior parte disse não ter tido relações sexuais (77%). Dos que referiram já ter tido, contaram que a primeira relação sexual foi aos 15 anos.

Os dados indicam também que 85,6% dos inquiridos não realizaram o teste de VIH e 84,7% não têm a vacina contra o HPV.

Segundo os últimos dados estatísticos da UNICEF, cerca de 30 jovens entre os 15 e os 19 anos foram infetados com o VIH/sida, por hora no mundo em 2017, números “particularmente alarmantes se se considerar que nos restantes grupos etários a epidemia estará a diminuir”.

Em Portugal, a situação é também preocupante pois cerca de um terço dos infetados com o VIH/sida tem menos de 30 anos e cerca de 16% tem entre 15 e 24 anos.

O estudo lembra que o melhor meio de evitar a infeção VIH/sida e outras infeções sexualmente transmissíveis continua a ser o preservativo.

HN // JMR

Lusa/fim

 

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