Situação das Crianças em Moçambique 2014 – Relatório da Unicef

Março 30, 2015 às 3:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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2014

descarregar o relatório no link:

http://sitan.unicef.org.mz/

 

Médicos alarmados com número de jovens que não têm medo de vir a ter sida

Março 12, 2015 às 10:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do i de 5 de março de 2015.

Por Marta F. Reis

Médicos estão preocupados com a “banalização” da doença, ao ponto de se pensar que ser infectado permite mais liberdade

Noites em discotecas que terminam com as pessoas todas sem roupa, embriagadas e sem se lembrarem sequer se usaram ou não preservativo nas relações com desconhecidos. Encontros e festas combinados através de aplicações como o Grindr ou o Scruff, mais utilizadas por homossexuais, onde por vezes é assumido que vão estar seropositivos e a protecção não é regra. Estes são alguns relatos que começam a preocupar os médicos que acompanham casos de VIH no país. Se as situações extremas surpreendem, a grande preocupação contudo é que os jovens, homossexuais e heterossexuais, parecem estar cada vez mais descuidados no sexo e a desvalorizar o impacto da doença.

“Os relatos mais desviantes de que ouvimos falar acabam por ser reflexo de uma banalização transversal da doença entre os jovens”, diz Paulo Rodrigues, director do serviço de infecciologia do Hospital de Loures. Sendo fenómenos que ocorrem em Portugal como no estrangeiro, o médico insiste contudo que orgias e festas sexuais não são as situações mais comuns. “Sempre houve promiscuidade, a questão de fundo é que as pessoas e em particular os jovens parecem estar a proteger-se menos. As festas estarão por trás de 1% dos casos, quando a grande maioria resulta não de comportamentos desviantes mas de descuidos.”

Da experiência deste médico, a maioria dos novos casos em jovens resulta de relações fortuitas em saídas em bares, festas com colegas da faculdade ou do trabalho em que existe menor preocupação com o uso do preservativo. Um infecciologista de um grande hospital do Norte, que prefere não se identificar, concorda. “Um caso genérico habitual é de um jovem que vai sair, bebe, tem relação desprotegida com alguém que conhece e nunca mais vê. Até fica preocupado, faz o teste passadas duas semanas mas dá negativo porque é demasiado cedo. E só mais tarde, ou porque em alguns casos há sintomas, é que percebe que se infectou”, diz o médico, testemunhando haver uma crescente desvalorização da doença mensurável em pequenas coisas, por agora subjectivas. “Nunca tive nenhum doente que me dissesse que ter VIH ou não lhe fosse indiferente, mas quando dizemos que vamos testar para o VIH e é como se disséssemos que vamos testar diabetes ou a pessoa chega com o diagnóstico e diz que é só tomar um comprimido nota-se uma mudança”, explica. “Nos novos diagnósticos em idades jovens as pessoas não parecem ficar surpreendidas, aceitam-nos melhor e é quase como estivessem à espera.”

Outra infecciologista do Centro Hospitalar Lisboa Central diz que por vezes a desvalorização da doença chega a ser assustadora, sobretudo quando já não se trata de falta de informação. Se entre os jovens heterossexuais, o receio da gravidez ainda obriga muitas vezes a utilização do preservativo, entre os rapazes homossexuais a médica admite que a situação é preocupante e que têm surgido nas consultas jovens com 18 e 19 anos. “A maioria não usa preservativo. Como são jovens a relacionar-se com jovens da mesma idade pensam que o risco é baixo e às vezes até parece que existe a ideia de que, como já é tão incidente, é possível ter uma vida normal, trabalhar, tomar a medicação sem os efeitos secundários do passado, e ser infectado permite mais liberdade.” A médica admite que existem relatos de festas sexuais mas acha pouco provável que em Portugal haja situações em que é partilhada medicação anti-retroviral entre parceiros ocasionais em festas, como sucede na prática do bareback descrita nos EUA e no Brasil. “Em Portugal a dispensa de anti–retrovirais é muito controlada nos hospitais”, diz.

Para Paulo Rodrigues, mais que estigmatizar grupos, importa reflectir sobre como se chegou a esta encruzilhada. E essa será uma história agridoce. Por um lado, resultará da melhoria nos tratamentos, da sobrevivência e da diminuição das doenças oportunistas desde os anos 90. Por outro, do esforço que houve para a não discriminação dos seropositivos. Mas com isto suavizou-se a doença. “Apesar de  grandes melhorias, o normal é não estar infectado”, diz o médico, defendendo ser necessária menos “cerimónia” na informação aos jovens. “O preservativo diminui a sensação de prazer, mas não a elimina.

E se uma pessoa for infectada terá de usar preservativo para sempre mesmo em relações duradouras.” Também o infecciologista do Norte defende que as campanhas deixem de passar a informação “a metade”, pois as sequelas do VIH existem. E apesar de a maioria das pessoas, com a nova medicação, lidarem bem com a infecção, por ano há mais de 200 mortes, também entre jovens.

Neste esforço, Paulo Rodrigues defende ser importante não voltar a cometer o “erro” de centralizar a análise da despreocupação em grupos como os homossexuais ou populações migrantes e interiorizar que por detrás das infecções estão comportamentos e não grupos. E mais de 60%dos casos no país surgem em contexto heterossexual.

A preocupação é que no futuro os casos de infecção VIH/sida tornem a subir, receio que vem de por exemplo a nível europeu estarem a aumentar outras infecções sexuais, como sífilis ou gonorreia. Os últimos dados nacionais apontam apenas um ligeiro aumento do peso das infecções em homossexuais jovens. Mas como muitos diagnósticos ainda são tardios, o comportamento que hoje preocupa os médicos poderá só se reflectir mais tarde nas estatísticas. Em relação à protecção houve um alerta recente. O último estudo Marktest sobre a atitude da população face à infecção, de 2013, revelou um retrocesso no uso de preservativo.

 

 

1.1 milhões de infecções por VIH em crianças evitadas desde 2005, diz a UNICEF

Dezembro 1, 2014 às 2:14 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da Unicef de 28 de novembro de 2014.

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NOVA IORQUE/LISBOA, 28 de Novembro de 2014 – Um número estimado em 1.1 milhões de infecções por VIH entre crianças menores de 15 anos foi evitado, dada a diminuição de casos novos em mais de 50 por cento, entre 2005 e 2013, segundo dados revelados hoje pela UNICEF, antecipando o Dia Mundial da SIDA.

Este extraordinário progresso é resultado do aumento do acesso de milhões de mulheres grávidas que vivem com o VIH a serviços de Prevenção da Transmissão de Mãe para Filho (prevention of mother to child transmission – PMTCT). Estes incluem o tratamento do VIH durante toda a vida, que reduz significativamente a transmissão do vírus aos bebés e mantém as suas mães vivas e em boas condições.

“Se conseguimos evitar 1.1 milhões de novas infecções por VIH em crianças, podemos proteger todas as crianças do VIH – mas apenas se conseguirmos chegar a todas as crianças,” afirmou Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF. “Temos de acabar com as desigualdades, e fazer mais para chegar a todas as mães, todos os recém-nascidos, todas as crianças e todos os adolescentes com programas de prevenção e tratamento de VIH que podem salvar e melhorar as suas vidas.”

Os declínios mais acentuados ocorreram entre 2009 e 2013 em oito países africanos: Malawi (67%); Etiópia (57%); Zimbabwe (57%); Botswana (57%); Namíbia (57%); Moçambique (57%); África do Sul (52%) e Gana (50%).

Mas o objectivo global de reduzir as novas infecções por VIH em 90 por cento entre 2009 e 2015 continua fora do alcance. Apenas 67 por cento das mulheres grávidas que vivem com VIH em todos os países de baixo e médio rendimento receberam os medicamentos anti-retrovirais mais eficazes de Prevenção da Transmissão de Mãe para Filho em 2013.

As disparidades no acesso a tratamento são um entrave ao progresso. Ente as pessoas que vivem com VIH em países de baixo e médio rendimento, os adultos têm muito maior probabilidade de aceder a terapia anti-retroviral (TAR) do que as crianças. Em 2013, 37 por cento dos adultos maiores de 15 anos receberam tratamento, percentagem que nas crianças (entre os 0 e os 14 anos), foi de apenas 23 por cento, ou seja, menos de 1 em cada 4.

As tendências de mortalidade devida à SIDA nos adolescentes também são motivo de preocupação. Enquanto em todos os outros grupos etários se verificou um declínio de quase 40 por cento das mortes relacionadas com a SIDA entre 2005 e 2013, os adolescentes (10-19 anos) são o único grupo no qual as mortes relacionadas com a SIDA não estão a baixar.

A ‘Actualização Estatística sobre Crianças, Adolescentes e a SIDA’ da UNICEF (Statistical Update on Children, Adolescents and AIDS) é a mais recente análise de dados globais sobre crianças e adolescentes desde o nascimento até aos 19 anos de idade.

Mais informação:  http://childrenandaids.org

 

 

 

The girl effect: The clock is ticking – Vídeo

Setembro 30, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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The girl effect is about leveraging the unique potential of adolescent girls to end poverty for themselves, their families, their communities, their countries and the world… http://www.girleffect.org/

Mais de 850.000 crianças nasceram livres do VIH em 2005

Dezembro 2, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TVI 24 de 29 de Novembro de 2013.

Revela relatório «As crianças e a SIDA: Um balanço sobre a situação 2013» da Unicef

Mais de 850.000 crianças nasceram livres da transmissão do VIH pelas mães em 2005, revela esta quinta-feira um relatório da Unicef, que alerta para a necessidade de reforçar os esforços na luta contra a SIDA entre adolescentes.

De acordo com o relatório «As crianças e a SIDA: Um balanço sobre a situação 2013», «foram feitos progressos significativos na prevenção da transmissão do VIH de mãe para filho entre 2005 e 2012 em países de baixo e médio rendimento».

No entanto, a Unicef alerta que «é necessário redobrar esforços ao nível nacional e internacional, para lutar contra o VIH e a SIDA» entre os adolescentes.

Isto porque as mortes relacionadas com a SIDA no grupo etário entre os 10 e os 19 anos «aumentaram 50% entre 2005 e 2012, de 71.000 para 110.000 casos, o que contrasta fortemente com os progressos alcançados na prevenção da transmissão de mãe-para-filho», aponta a organização internacional. Em 2012, havia cerca de 2,1 milhões de adolescentes que tinham VIH.

«Com fundos suplementares e um maior investimento em inovação, muitos destes problemas poderiam ser ultrapassados», considera a Unicef no relatório.

«Se houvesse um esforço do investimento em intervenções de grande impacto que chegasse a um montante global da ordem dos 5,5 mil milhões de dólares [cerca de quatro mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual] em 2014, seria possível evitar a infeção em dois milhões de adolescentes, especialmente raparigas, até 2020».

Há três anos, os investimentos foram de 2,7 mil milhões de euros.

«Se a escala das intervenções de grande impacto for aumentada, utilizando uma abordagem integrada, poderemos diminuir para metade o número de novas infeções nos adolescentes até 2020», afirmou Anthony Lake, diretor executivo da Unicef, citado no relatório.

«É uma questão de chegar aos adolescentes mais vulneráveis com programas mais eficazes – urgentemente», acrescentou.

As intervenções de grande impacto incluem preservativos, tratamentos anti-retrovirais, prevenção da transmissão de mãe-para-filho, circuncisão masculina medicalizada voluntária ou ações de comunicação, entre outras medidas.

O relatório da Unicef sublinha que «foram feitos progressos impressionantes na prevenção de novas infeções pelo VIH nos bébés», adiantando que «cerca de 260.000 crianças foram infetadas em 2012, quando em 2005 tinham sido 540.000».

Novo tratamento antiretroviral permite evitar transmissão VIH durante gravidez

Um novo tratamento antiretroviral, conhecido por Option B+, aumenta as probabilidades de tratar de forma eficaz mulheres com VIH e prevenir a transmissão do vírus aos filhos durante a gravidez.

«Graças a um novo tratamento antiretroviral simplificado que deve ser tomado durante toda a vida (conhecido com Option B+), há agora mais possibilidades de tratar eficazmente mulheres que vivem com o VIH e prevenir a transmissão do vírus aos seus bebés durante a gravidez, o parto e a amamentação», refere o relatório.

«Este tratamento implica a toma diária de um único comprimido», adianta.

O Malaui foi o país pioneiro na oferta do tratamento desde 2011.

«Hoje em dia, mesmo que uma mulher grávida viva com o VIH, isso não significa que o seu bébé tenha de ter o mesmo destino, o que também não significa que ela não possa ter uma vida saudável”, sublinha Anthony Lake, diretor executivo da Unicef, citado no relatório.

A Unicef adianta que as maiores taxas de sucesso foram atingidos na África subsariana.

«De 2009 a 2012, as novas infeções em crianças recém-nascidas diminuíram 76% no Gana, 58% na Namíbia, 55% no Zimbabué, 52% no Malaui e Botsuana e 50% na Zâmbia e Etiópia».

Segundo a Unicef, para que uma geração livre de SIDA se torne realidade é necessário que as crianças com o vírus recebam tratamento antiretroviral, mas atualmente «apenas 34% das crianças que vivem com VIH em países de baixo e médio rendimento receberam o tratamento que precisavam em 2012, contra 64% dos adultos».

Dia Mundial de luta contra a sida

Dezembro 1, 2013 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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aids

Mais informações no site da World Health Organization   World AIDS Day 2013

HIV and adolescents: Guidance for HIV testing and counselling and care for adolescents living with HIV

Novembro 30, 2013 às 2:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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adoles

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Adolescents (10–19 years) and young people (20–24 years) continue to be vulnerable, both socially and economically, to HIV infection despite efforts to date. This is particularly true for adolescents — especially girls — who live in settings with a generalized HIV epidemic or who are members of key populations at higher risk for HIV acquisition or transmission through sexual transmission and injecting drug use. In 2012, there were approximately 2.1 million adolescents living with HIV. About one-seventh of all new HIV infections occur during adolescence.

These guidelines provide specific recommendations and expert suggestions — for national policy-makers and programme managers and their partners and stakeholders— on prioritizing, planning and providing HIV testing, counselling, treatment and care services for adolescents.

 

Contágio de VIH/sida desce 33% no Mundo

Outubro 2, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 24 de setembro de 2013.

Mais informações e relatório da UNAIDS:

UNAIDS reports a 52% reduction in new HIV infections among children and a combined 33% reduction among adults and children since 2001

clicar na imagem

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Médicos reduzem vírus da sida em bebé para níveis que permitem falar em “cura funcional”

Março 4, 2013 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 4 de Março de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Functional HIV Cure after Very Early ART of an Infected Infant

Romana Borja-Santos e com Lusa

Criança infectada à nascença por VIH foi tratada com medicamentos mais agressivos e ficou com níveis do vírus quase indetectáveis.

Um grupo de médicos norte-americanos apresentou aquele que consideram ser o primeiro caso de “cura funcional” de um bebé infectado com o vírus da sida pela mãe.

A criança tinha sido infectada à nascença pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH), transmitido pela mãe seropositiva, que desconhecia estar infectada durante a gravidez. Para os virologistas, não se trata da erradicação do vírus, mas sim do seu enfraquecimento, de tal maneira que o sistema imunitário da criança pôde controlá-lo sem medicamentos antirretrovirais.

A apresentação do caso foi feita no domingo na 20.ª Conferência Anual de Retrovírus e Infecções Oportunistas, em Atlanta, Estados Unidos, adianta a AFP. O bebé, natural do Estado rural do Mississippi, começou a ser tratado com antirretrovirais cerca de 30 horas após o seu nascimento, um método pouco habitual e que poderá ter sido a chave da mudança.

A terapêutica usada, mais agressiva e precoce, poderá explicar a cura funcional da criança, ao bloquear a formação de reservatórios virais difíceis de tratar, de acordo com os médicos. As células contaminadas “dormentes” relançam a infecção na maior parte das pessoas seropositivas, em algumas semanas após a suspensão dos antirretrovirais.

Deborah Persaud, médica e professora associada no Centro Infantil Johns Hopkins, que liderou a investigação, assegura que a criança, agora com dois anos e meio, esteve quase um ano sem medicação, período durante o qual não apresentou sinais do vírus activo. Segundo a especialista, principal autora do relatório clínico, a carga viral no sangue do bebé começou a baixar assim que começou a ser tratado.

Persaud e outros médicos garantem que a criança esteve realmente infectada com o VIH, ao responder positivo à presença do vírus no sangue em cinco testes, efectuados no primeiro mês de vida. O bebé foi tratado com antirretrovirais até ter um ano e meio, idade a partir da qual os médicos perderam o seu rasto, durante dez meses. Ao longo deste período, a criança não recebeu qualquer terapêutica. Os médicos fizeram, posteriormente, uma série de testes sanguíneos, sem detectar a presença do VIH no sangue do bebé.

Uma vida sem medicamentos
Também a médica Hannah Gay, que acompanhou a criança, adiantou ao Guardian que apesar dos níveis indetectáveis nas análises existem alguns vestígios do vírus no organismo da criança, mas que lhe permitirão ter uma vida normal e sem medicamentos já que não tem capacidade de se multiplicar.

De acordo com os virologistas, a supressão da carga viral do VIH, sem tratamento, é extremamente rara, sendo observada em menos de 0,5% dos casos de adultos infectados, cujo sistema imunitário impede a replicação do vírus e o torna clinicamente indetectável.

Novos estudos estão a ser equacionados para aferir se tratamentos precoces e agressivos, como os da criança do Mississippi, funcionam noutros bebés infectados.Os tratamentos antirretrovirais na mãe permitem evitar a transmissão do vírus ao feto em 98% dos casos, segundo os especialistas.

Contudo, o anúncio feito na conferência internacional já gerou algumas reacções entre os mais cépticos, que acreditam que a criança nunca esteve realmente infectada e que os testes apenas deram positivo logo após o parto por a mãe ter o vírus. O caso também se torna bastante particular já que os médicos nunca parariam intencionalmente a medicação se a mãe não tivesse deixado de comparecer nas consultas, escreve o Los Angeles Times.

A investigação foi financiada pelo Instituto Nacional de Saúde norte-americano (National Institutes of Health) e a Fundação Americana para a Investigação da Sida (American Foundation for AIDS Research).

Este bebé torna-se na segunda pessoa em todo o mundo em que é referida uma “cura funcional”. O primeiro caso aconteceu em 2007 mas só foi oficializado em Dezembro de 2010, quando a comunidade médica confirmou que um norte-americano, na altura com 42 anos, residente em Berlim e infectado pelo VIH, tinha desenvolvido uma leucemia aguda. A quimioterapia falhou e seguiu-se um transplante de medula óssea. Após a intervenção, as análises revelaram que o vírus responsável pela sida tinha desaparecido do seu corpo e os médicos deram-no como curado.

Portugal com transmissão residual
Em Portugal, os casos de transmissão de VIH mãe/filho já são quase residuais. Entre 1999 e 2010 nasceram 2656 crianças em risco de infecção, sendo que em 70 casos houve transmissão da mãe para o bebé, segundo dados do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

Neste momento, por ano nascem mais de 250 crianças de mães infectadas pelo vírus da sida. Em 2010, último ano com os dados totais disponíveis, nasceram 264 crianças de mães com VIH, com a taxa de transmissão nos 1,9%, o que significa que houve cinco positivos para o vírus. Ainda assim, estes são números muito diferentes dos de 1999, quando nasceram 97 crianças, seis delas infectadas, o que corresponde a uma taxa de 6,2% – a mais elevada até hoje.

A redução das taxas anuais de transmissão mãe-filho do VIH para níveis próximos do 1% até 2016 é precisamente um dos principais objectivos do Programa Nacional para a Infecção VIH/Sida em Portugal.

Progress for Children : A report card on adolescents (No. 10)

Fevereiro 1, 2013 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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progress

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Adolescence is a formative period during which children grow into their  rightful place as full citizens and agents of change in their own lives and the lives of their societies. Progress for Children: A report card on adolescents provides an overview of the situation of adolescents, including of  their vulnerabilities in critical areas. It makes a compelling case for  increased efforts in advocacy, programming and policy, and for  investment, to ensure the rights of adolescents and to achieve the  Millennium Development Goals.

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