De Bruxelas até Moçambique: Susana não desiste de fazer das crianças “cidadãos activos”

Maio 28, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Rui Gaudêncio

Notícia e fotografia do Público de 12 de maio de 2019.

Ana Rita Moutinho

Fundada em 2005 por uma professora portuguesa, a AIDGLOBAL actua na área da educação e promove iniciativas em Moçambique e Portugal. A obtenção de fundos europeus “está cada vez mais difícil”, admite Susana Damasceno.

Como se promove a educação e um melhoramento dos níveis de literacia em territórios em que parece faltar tudo? A pergunta surge de forma natural e nunca deixa de ser pertinente. Susana Damasceno tenta dar-lhe resposta todos os dias desde 2005, ano em que fundou a AIDGLOBAL, uma organização não-governamental para o desenvolvimento (ONGD). Há 14 anos, a antiga professora do ensino básico decidiu integrar um grupo de cinco voluntários e partir rumo à província de Gaza, em Moçambique, para trabalhar num orfanato com cerca de 50 crianças.

Embora inquietante, a estadia de 22 dias em Moçambique não foi o primeiro contacto de Susana Damasceno com realidades díspares da sua. Afinal, quando era mais nova bastava-lhe sair de casa e rumar à escola, onde partilhava a sala de aula com crianças com poucos recursos, para se dar conta destas diferenças. Os colegas pertenciam a famílias “provenientes das antigas colónias”, nomeadamente Moçambique, habitavam “no bairro da Portela, com os esgotos a céu aberto”, e “ocupavam a Quinta do Mocho, que na altura “eram prédios sem janelas e portas”.

Foi, no entanto, a experiência como voluntária que a fez despertar para as “desigualdades profundas que nos separam logo à nascença”. Esta percepção, materializada na pergunta “O que é que eu vou fazer com a experiência que aqui tive?”, deu origem a uma cadeia de acção: constatação, inquietação, resposta. Nasceu, assim, a AIDGLOBAL, a 4 de Novembro de 2005.

Muito antes de ter conseguido o estatuto de ONGD, concedido pelo Governo português pela mão do Ministério dos Negócios Estrangeiros em 2006, a fundação já tinha o âmbito de actividade bem definido: a educação, através da promoção da mesma. É que Susana “sempre quis ser professora”. “E nada mais do que isso.” Na visão da própria, esta é a única via para que “todas as pessoas, mesmo as mais desprovidas de oportunidades, possam evoluir enquanto profissionais, seres humanos e cidadãos”.

No terreno, o sonho de Susana passa da teoria à prática através de programas de capacitação de professores, criação de bibliotecas — móveis, as bibliotchovas (uma junção de “biblioteca” com carrinhos de mão, ou tchovas) e fixas —, actividades de animação da leitura e promoção do uso do livro nas salas de aula. Mesmo quando estas são a sombra de um cajueiro.

Os “constrangimentos financeiros” e as complicações em criar “metodologias participativas para que os alunos possam, de facto, expressar ideias e distinguir-se” surgem de toda a parte e podem começar logo aquando da edificação de escolas. É igualmente difícil “garantir a permanência e a assiduidade das crianças” nas escolas, já que um número considerável tem que caminhar largos quilómetros para lá chegar. “Perdem-se ou acabam por desistir pelo caminho porque não têm força para chegar. Não lhes foi dado um pequeno-almoço que lhes permita ter energia suficiente para fazer uma caminhada longa e depois ainda estarem uma manhã a ouvir um professor debitar matéria”, recorda. “Todo o sistema de ensino, em termos metodológicos, assenta na base da repetição. E isto numa sala com mais 50 ou 60 crianças.”

A professora reconhece, ainda assim, que há, por parte das autoridades moçambicanas, uma “consciência da importância, urgência e necessidade de investir na alfabetização e educação”. O exemplo do percurso traçado pelos países europeus, que no passado se encontravam num igual estado de desenvolvimento, é demasiado gritante para os governos destes territórios não assumirem uma postura de aprendizagem. “Há toda uma estrutura que tem que ser repensada, mas nós [portugueses] também já passamos por isso — somos muito jovens — e foi preciso ajudarem-nos”.

Os dez anos de experiência de Susana no ensino, actividade que abandonou para se dedicar inteiramente à gestão da AIDGLOBAL, permitiu-lhe acompanhar algumas das mudanças que aconteceram na escola portuguesa durante este período de tempo, e que deveriam obedecer a um princípio-chave: “despertar consciências e mostrar o mundo aos alunos, de forma a torná-los cidadãos activos, participativos e reactivos”.

E isto só possível graças “àquilo que a Europa tem de melhor”: “a possibilidade de intercomunicação, de mobilidade, de nos encontramos além-fronteiras, de conhecermos novas culturas, de criação de uma entidade comum, de nos compreendermos, de nos enriquecermos”. O uso deste espaço comum tem sido aproveitado pelos próprios professores — os que ainda resistem — para evoluírem em termos metodológicos, aprendendo com os seus pares europeus.

Os projectos de intercâmbio, como o Erasmus, são imprescindíveis no que toca a promover uma cidadania europeia, mas também global — um dos principais lemas da ONGD que Susana dirige. “O que teria sido de nós, enquanto instituição, se não tivéssemos conseguido aceder aos fundos europeus e consequentemente a colegas com os quais temos aprendido imenso e feito trabalhos extraordinários…?”

Alguns dos trabalhos a que Susana se refere são os projectos Gvets e Urbagri4Women, ambos executados com financiamento europeu. O primeiro, que beneficiou de apoios do programa Erasmus+ (com um orçamento anual superior a 15 mil milhões de euros), pretende desenvolver uma formação interdisciplinar para técnicos que trabalhem diariamente com crianças migrantes. Através da gamificação — uma ferramenta pedagógica que utiliza técnicas de jogos —, procuram melhorar as competências destes profissionais para um melhor acolhimento de crianças migrantes e refugiadas. O segundo, financiado pelo Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração (com um orçamento global superior a três mil milhões de euros), visa fomentar a integração de mulheres migrantes nas sociedades de acolhimento, munindo-as de capacidades para o desenvolvimento de projectos pioneiros na área da agricultura.

Os dados presentes no Quadro da União Europeia para a Cooperação Internacional e o Desenvolvimento, relativos aos projectos e programas financiados realizados entre 2016 e 2017, dizem que mais de 16 milhões de crianças beneficiaram das ajudas europeias para a frequência de instituições de ensino. E 166 mil pessoas usufruíram de programas de ensino, formação profissional ou de desenvolvimento de competências, com vista ao melhoramento da sua empregabilidade.

 

 

Alerta Unicef: milhares de crianças precisam de assistência humanitária em Moçambique

Março 19, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 18 de março de 2019.

Governo moçambicano estima que 850 mil pessoas  tenham sido afetadas; são necessários US$ 20,3 milhões para apoiar a resposta humanitária nos três países afetados.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, estima que cerca de 850 mil pessoas, metade das quais crianças, foram afetadas pelas graves inundações no Málaui e em Moçambique. O Unicef alerta que estes números podem aumentar à medida que o ciclone Idai se move para oeste.

O ciclone tropical, com chuvas fortes e ventos até 170 km / h, atingiu o porto da Beira, a  segunda maior cidade de Moçambique, na noite de quinta-feira. Cerca de 500 mil pessoas ficaram sem energia e com comunicações limitadas.

Cooperação

Em todo Moçambique, os números iniciais do governo estimam que 600 mil pessoas tenham sido afetadas, 260 mil são crianças.

A diretora regional do Unicef para a África Oriental e Meridional, Leila Pakkala, afirmou que centenas de milhares de crianças foram afetadas pelas enchentes devastadoras e agora o ciclone Idai “trouxe mais sofrimento às famílias no seu caminho.” A responsável lembra que “muitas crianças perderam as suas casas, escolas, hospitais e até amigos e entes queridos.”

O Unicef está no terreno a trabalhar em estreita coordenação com os governos e parceiros humanitários dos três países “para aumentar a resposta e responder às necessidades imediatas das crianças afetadas e das suas famílias.”

Danos

Embora a extensão total do impacto do ciclone ainda não seja clara, é provável que inclua danos nas escolas e nos serviços de saúde, destruição de infraestruturas de água e saneamento, impedindo o acesso a água potável para as comunidades afetadas. Aumentando, por isso, o risco de doenças transmitidas pela água.

Segundo agências de notícias, desde o início de março, as inundações causadas pelo ciclone já afetaram mais de um milhão de pessoas e causaram pelo menos 150 mortes.

O ciclone que se aproxima pode complicar a resposta humanitária, já que o acesso a comunidades vulneráveis ​​ é limitado e poderá ser ainda mais pelo aumento das águas das cheias.

Com milhares de pessoasobrigadas a deixar as suas casas inundadas, muitas famílias carecem de alimentos, água e saneamento.

Zimbabué

No Zimbabué, as primeiras estimativas do Governo apontam para 8 mil pessoas afetadas, com 23 mortes e 71 pessoas relatadas como desaparecidas.

O Unicef está a trabalhar com parceiros para apoiar os governos dos países afetados para atender às necessidades de crianças e mulheres. Segundo o Fundo, são necessários US$ 20,3 milhões para apoiar a resposta humanitária nos três países afetados.

 

 

Unfpa diz que 48% das meninas em Moçambique casam-se muito cedo

Setembro 2, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU NEWS de 15 de agosto de 2018.

Ouvir o áudio no link:

https://news.un.org/pt/audio/2018/08/1634522

Moçambique: meninos a quem a rua roubou a infância

Março 15, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt/ de 28 de fevereiro de 2017.

p3mariomacilau19

Ana Marques Maia

À semelhança das crianças que fotografou para o projecto “Growing in Darkness“, Mário Macilau foi um menino de rua em Maputo. Entre 2012 e o presente ano, o fotógrafo frequentou o espaço privado destas crianças, visitou as pontes e os prédios abandonados onde vivem e dormem. “São lugares muito escuros, húmidos e perigosos”, descreve, em entrevista ao P3. “Não existe água nem electricidade, nem qualquer tipo de comodidade ou apoio doméstico. São lugares eternamente provisórios.” Em Moçambique, as dificuldades económicas conduzem as famílias ao abandono das crianças ou à sua exploração como fonte de rendimento, o que leva à multiplicação de situações de exploração laboral, abandono escolar, desalojamento e, em consequência, a uma maior incidência de crimes e consumo de droga entre a população infantil. (A UNICEF faz um retrato da situação moçambicana num relatório que divulgou em 2014 no seu sítio oficial, que pode ser lido aqui.) “As crianças de rua estão frequentemente sujeitas a abusos, negligência, exploração ou, em casos extremos, a trabalho em fábricas e em mercados formais e informais”, explicou o fotógrafo moçambicano. “São lugares muito escuros, húmidos e perigosos. Não existe água nem electricidade, nem qualquer tipo de comodidade ou apoio doméstico. São lugares eternamente provisórios.” A entrevista com o fotógrafo pode ser lida integralmente aqui.

visualizar as fotos no link:

http://p3.publico.pt/cultura/exposicoes/23021/mocambique-meninos-quem-rua-roubou-infancia

Disparidades entre ricos e pobres são flagrantes e crescentes nas crianças

Julho 13, 2016 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 28 de junho de 2016.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

The State of the World’s Children 2016: A fair chance for every child

manuel roberto

Ana Dias Cordeiro

Angola continua a ser o país com a taxa de mortalidade infantil mais elevada do mundo. Relatório da UNICEF 2016 é publicado esta terça-feira.

Os avanços conseguidos para se alcançarem os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (ODM) em 2015 permitem olhar para a pobreza e níveis de desenvolvimento numa perspectiva mais positiva nalgumas partes do planeta. Globalmente, as taxas de mortalidade de crianças até aos cinco anos baixaram para menos de metade do que em 1990 e o total das pessoas a viver na pobreza extrema é quase metade do que era nessa década.

Mas isso apenas nalguns países e regiões do globo, escreve o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no seu relatório Uma oportunidade justa para todas as crianças publicado hoje. Angola continua a ser o país do mundo onde morrem mais crianças: 157 em mil com menos de cinco anos. Este país produtor de petróleo tem assim a maior taxa de mortalidade infantil, seguido do Chade e da Somália. Também a Guiné Equatorial, outro Estado petrolífero e membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) desde 2014, apresenta uma taxa elevada, posicionando-se em 11º, logo a seguir à República Democrática do Congo e do Níger, com 93 mortes em cada mil crianças com menos de cinco anos.

Guiné-Bissau e Moçambique também estão na lista dos 25 países onde essa taxa é mais elevada, com 93 mortes por mil e 79 mortes por mil respectivamente, sendo os dois únicos países lusófonos onde a UNICEF encontrou uma carência extrema de médicos, enfermeiros e parteiras – com números abaixo dos 10 profissionais do sector por 10 mil pessoas, sendo o nível considerado mínimo para a Organização Mundial de Saúde de 23 profissionais de saúde por cada 10 mil habitantes.

O relatório identifica causas para retrocessos e exemplos de sucesso e coloca o enfoque na igualdade, ao admitir  que “os progressos alcançados não foram uniformes nem justos”. As expectativas negativas traduzem-se em números avassaladores no relatório e o prefácio do director-executivo Anthony Lake, alerta para isso mesmo, se nada for feito para inverter a tendência.

“O tempo de agir é agora”, escreve o responsável da UNICEF. É urgente esbater as desigualdades “que colocam milhões de crianças em perigo e ameaçam o futuro” num mundo onde é dez vezes mais provável uma criança da África Subsariana morrer antes dos cinco anos, do que uma criança num país rico, defende.

Os Objectivos para o Desenvolvimento do Milénio não foram atingidos entre 2000 e 2015. E 2030 passou a ser a nova meta para se alcançarem idênticos indicadores – os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável – que introduzem, entre outras coisas, a redução das desigualdades dentro dos países mas também entre eles.

Em média, e tendo em consideração a dimensão da população, a desigualdade aumentou 11% entre 1990 e 2010 nos países em desenvolvimento. E uma grande maioria de famílias, mais de 75% segundo as Nações Unidas, vive em sociedades onde o rendimento é menos bem repartido do que na década de 1990.

Avanços e diferenças

No mundo inteiro, as crianças que nascem hoje têm 40% mais hipótese de sobreviver antes de completarem cinco anos e de irem à escola do que as crianças nascidas no início da década de 2000, conclui o documento de mais de 180 páginas. Porém, ao mesmo tempo que assinalam avanços, as médias nacionais escondem disparidades flagrantes – e por vezes crescentes – entre crianças de famílias mais pobres e crianças de famílias mais ricas. “Não podemos deixar que a história se repita”, assume o documento que quantifica claramente custos e consequências do fracasso e qualifica-os de “enormes”.

O fracasso é previsível, se as tendências dos últimos 15 anos se mantiverem nos próximos 15 anos. Se assim for, 167 milhões de crianças poderão estar a viver na pobreza extrema, a maioria das quais na África Subsariana. Estima-se igualmente que 3,6 milhões de crianças por ano poderão morrer antes dos cinco anos, ainda e na maior parte dos casos por doenças ou causas que poderiam ter sido evitadas se tivessem sido prestados cuidados de saúde.

Síria e refugiados entre as principais preocupações

A África Subsariana, a Síria devido ao prolongamento e à violência da guerra, e os milhões de refugiados que fugiram deste e de outros países são os três focos de maior preocupação da UNICEF relativamente à pobreza infantil. A população pobre da Síria mais do que triplicou, ao passar de 12,3% do total em 2007 para 43% do total em 2013. Estima-se que entre os milhões de refugiados, sobretudo sírios, mais de dois terços sejam pobres. E neste conjunto, as crianças representam mais de metade. Nalguns casos, só há dados estatísticos disponíveis até 2013.

A UNICEF constata por outro lado que depois de vários anos em que a pobreza baixou nos países do Norte de África e Médio Oriente, voltou a estagnar ou mesmo a aumentar nalguns países. Nos países da África Subsariana, vive não apenas a maioria da população pobre mas aquela que continua a aumentar. Lê-se no relatório que, partindo das tendências actuais, e se nada se alterar, nove em cada 10 crianças a viver com menos de 1,9 dólares por dia (1,7 euros) serão em 2030 de países da África Subsariana.

 

Casamento Prematuro e Gravidez na Adolescência em Moçambique: Resumo de Análises

Setembro 17, 2015 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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CapturarUNICEF

O casamento prematuro é um dos problemas mais graves de desenvolvimento humano em Moçambique mas que ainda é largamente ignorado no âmbito dos desafios de desenvolvimento que o país persegue – requerendo por isso uma maior atenção dos decisores políticos.

Moçambique é um dos países ao nível mundial com as taxas mais elevadas de prevalência de casamentos prematuros, afectando cerca de uma em duas raparigas, representando uma grande violação dos direitos humanos das raparigas. Esta situação influencia negativamente os esforços para a redução da pobreza e o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODMs) – em particular influenciando para que as raparigas fiquem grávidas precocemente e deixem ter acesso a educação, aumentando os riscos de mortalidade materna  e infantil.

A pressão económica exercida sobre os agregados mais pobres e as práticas socioculturais prevalecentes, continuam a conduzir as famílias a casarem as suas filhas cada vez mais cedo, quando as raparigas ainda não atingiram maturidade suficiente para o casamento e para a gravidez ou para assumirem a responsabilidade para serem esposas e mães. A maior parte das desistências escolares estão ligadas a gravidez precoce nas raparigas, numa fase do seu desenvolvimento físico e emocional em que elas ainda não se encontram preparadas para gerar uma criança, com consequências bastante sérias para a sua saúde e para a sobrevivência dos seus filhos.

Moçambique encontra-se em 10° lugar no mundo entre os países mais afectados pelos casamentos prematuros,  atendendo os dados relacionados com a proporção de raparigas com idades entre os 20-24 anos que se casaram enquanto crianças, isto é, antes dos 18 anos de idade. A maior parte destes casamentos são de facto uniões, mais do que casamentos legalmente registados, mas são usualmente formalizados através de procedimentos costumeiros como o pagamento do lobolo para a família da rapariga. De acordo com os dados do Inquérito Demográfico e de Saúde (IDS) 2011, 48% de raparigas com a idade entre os 20-24 anos casou-se antes dos 18 anos e 14% antes de atingir os 15 anos. Moçambique encontra-se ainda atrasado nos esforços de prevenção e combate contra este fenómeno, apresentando um nível de prevalência de casamentos prematuros acima dos restantes países da África Austral e Oriental, ficando apenas atrás do Malawi.

UNICEF, 22 Julho 2015

Faça download da publicação AQUI.

Crianças com Deficiência muitas vezes são Crianças Invisíveis

Julho 10, 2015 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Situação das Crianças em Moçambique 2014 – Relatório da Unicef

Março 30, 2015 às 3:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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2014

descarregar o relatório no link:

http://sitan.unicef.org.mz/

 

Campanha da Renascença procura padrinhos para crianças carenciadas

Janeiro 5, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Rádio Renascença de 25 de dezembro de 2014.

Helpo

A campanha de Natal da Renascença deste ano desafia os portugueses a apadrinhar uma criança carenciada através da organização não-governamental Helpo.

Através de donativos ou a contribuição de bens, qualquer um pode garantir, anualmente, a uma criança, uma refeição diária, livros e material escolar. Pode até ajudar na construção de uma escola.

Isabel Vorm decidiu ser madrinha da Maria, uma menina que vive numa pequena aldeia em Moçambique. “A única coisa que eu pedi foi que essa criança pertencesse a uma comunidade que eu pudesse visitar quando fosse fazer trabalho de voluntariado, que depois fiz no terreno”, começa por explicar.

Isabel Vorm foi a Moçambique no início do ano, esteve cinco semanas em Nampula e visitou Maria, “que que vive, literalmente, no meio do nada, e não fala português, fala makhuwa”.

“A comunidade toda estava à nossa espera porque leva-se sempre uma papinha para os bebés, arroz, óleo, açúcar, que permite que estas crianças que vão à escolinha tenham, pelo menos, uma refeição por dia. O apadrinhamento da Maria acontece por aqui”, conta a madrinha Isabel Vorm.

João Baptista também é padrinho, à distância, de uma menina em Moçambique, que já teve oportunidade de visitar por duas vezes.

“Quando fui como voluntário da Helpo visitei novamente a minha afilhada. O segundo contacto foi muito mais aproximado do que o primeiro contacto, ou seja, ela já sabia que eu era o padrinho. A primeira reacção foi bastante negativa da parte da minha afilhada. Estava toda a comunidade à nossa espera e, apesar de termos tido o cuidado de distribuir bens por todas as crianças, estranhou um bocado. Dois anos depois, na segunda vez que eu estive com ela, foi uma relação completamente diferente”, conta João Baptista.

Na prática, através da Helpo, e com apenas 13 euros mensais, pode dar escola a uma criança carenciada. Com um pouco mais 21 euros/mês irá contribuir, igualmente, com alimentos e cuidados de saúde.

A Helpo é uma ONG portuguesa que trabalha a favor da infância através do meio educativo. Actua em Portugal, Moçambique e S. Tomé e Príncipe.

Através do apadrinhamento de crianças à distância, a Helpo ajuda directamente mais de três mil crianças e 11 mil indirectamente.

 

 

Investir nas crianças não é um gasto, é investir

Setembro 24, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Representante da UNICEF Moçambique Koen Vanormelingen numa entrevista à http://exame.abril.com.br/ em setembro de 2014.

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