Os 3 Porquinhos – Em janeiro no Centro Cultural Malaposta

Dezembro 29, 2018 às 5:06 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações nos links:

https://www.facebook.com/events/361453001099422/

http://www.malaposta.pt/2019/01_janeiro/teatro_os_3_porquinhos.html

 

Bibliotecas de Praia e de Jardim – Em Sesimbra até 31 de agosto

Julho 9, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Nas praias do Meco, Ouro, Califórnia e Lagoa de Albufeira e também no Parque da Vila, na Quinta do Conde, pode desfrutar de um bom livro, consultar a imprensa diária ou participar numa das muitas atividades de promoção do livro e da leitura, que acontecem quase todos os dias.
Com mais de duas décadas de existência, as Bibliotecas de Praia e de Jardim disponibilizam literatura variada, como banda desenhada, ficção científica ou romance, em português, inglês, francês, alemão e espanhol, podendo ser utilizada por todos mediante o preenchimento do cartão de leitor.

Se não teve tempo para ler durante o ano, aproveite as férias de verão para pôr a leitura em dia.

mais informações no link:

http://www.sesimbra.pt/pages/1077?news_id=6120

 

A Menina do Mar – 27 maio no CCB

Maio 25, 2018 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://ccbfabricadasartes.blogspot.pt/2018/05/a-menina-do-mar.html

 

Alunos de dez anos com conto editado em livro

Dezembro 12, 2017 às 6:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Notícia do http://tag.jn.pt/

Aos dez anos de idade, 27 alunos da escola básica José Manuel Durão Barroso, Armamar, podem dizer que já escreverem um livro.

O conto “Uma limpeza necessária”, da autoria da turma A do 4º ano, vencedor do concurso literário Correntes d`Escrita, organizado pela Câmara Municipal de Póvoa de Varzim e a Porto Editora, já está editado em livro.

“Há muitas crianças que vão ler este conto e este é o mundo fantástico de quem escreve histórias”, realçou Paulo Gonçalves, da Porto Editora, aquando da distribuição do livro.

Tal como revela Sofia Castro Cruz, uma das autoras, o conto fala de uma menina, filha de um cientista, que um dia diminui de tamanho e entra no cérebro de um comandante de tropa mau. A missão da criança é limpar o cérebro do militar para o transformar num homem bom.

“Gosto mais de ler do que escrever”, conta Sofia, na linha dos colegas Maria João Teixeira e Miguel Santos Silva.

Para a professora que orientou o conto, Maria Delfina, mais importante do que ganhar é incutir o desejo da escrita e da leitura nas crianças. “Fica o bichinho”, realça.

Uma outra turma (B) da mesma escola também arrecadou o segundo prémio do Correntes d`Escrita com o conto “A história que o Miki contou”.

mais informações:

http://tag.jn.pt/alunos-dez-anos-conto-editado-livro/

https://www.portoeditora.pt/produtos/ficha/correntes-d-escritas-2017/19278276

https://www.portoeditora.pt/noticias/criancas-desafiadas-para-conto-infantil-ilustrado-correntes-d-escritas-porto-editora/128544

Performance interativa “A Princesa e a Ervilha” 21 a 29 no CCB

Janeiro 16, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Fábrica das Artes | para todas as infâncias

A companhia norueguesa Dybwikdans convida crianças e os pais a entrar no belo conto de fadas «A Princesa e a Ervilha», de Hans Christian Andersen. Nesta versão, o grupo de dança leva-nos numa viagem mágica, na qual as crianças são encorajadas a usar a sua própria imaginação e a sua criatividade. Rodeados por um ambiente estético apelativo, teremos oportunidade para experimentar a arte de uma forma divertida, através do uso de disfarces e da interação.

Desenvolvimento da ideia Siri Dybwik / Música Nils Christian Fossdal / Performers Gerd Elin Aase e Nils Christian Fossdal / Cenografia Kit Bjorn Petersen / Adereços Robert Allsopp / Coprodução RAS

Espetáculo atualmente apoiado por Komponistenes Vederlagsfond, Stavanger Kommune, Rogaland Fylkeskommune, Fond for Utøvende Kunstnere, RAS, UiS e Sandnes Kommune

21 a 29 janeiro, 2017 | 10:00 e 11:30

Espaço Fábrica das Artes

3 aos 5 anos

mais informações:

https://www.ccb.pt/Default/pt/FabricaDasArtes/Programacao/Oficinas?a=761

 

Ainda faz sentido lermos contos de fadas às crianças?

Janeiro 3, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do http://observador.pt/ de 24 de dezembro de 2016.

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Ana Cristina Marques

Passaram de geração em geração e de boca em boca mas nem sempre tiveram finais felizes ou um destinatário infantil. Ainda faz sentido contar as mesmas histórias? Os especialistas respondem.

Era uma vez uma menina de três anos que, todas as noites, pedia à mãe que lhe lesse uma história ao deitar. O ritual era sempre o mesmo: Francisca escolhia um dos contos preferidos, daqueles que já tinha ouvido um milhão de vezes, vestia o pijama e metia-se na cama, debaixo dos lençóis, à espera de ouvir falar de universos fantásticos, onde animais se juntam em pilha para trincar a lua ou lobos maus tentam devorar meninas de capuz vermelho e porquinhos que não são muito dados à construção civil. Era uma vez e continua a sê-lo, todas as noites. O momento entre mãe e filha não tira feriado ou folgas. De tantas vezes que a leitura se repete, quando a mãe falha algum pormenor da história, cabe a Francisca completá-la — a narrativa está para a ponta da sua língua como o fantástico está para a sua imaginação.

Francisca ainda não tem muito interesse por princesas que precisam de ser beijadas para voltar à vida, continua a preferir o lobo mau de dentes afiados e de estômago apertado de tanta fome. Durante as sessões de leitura não mostra qualquer receio da figura peluda. Mas volta e meia, quando a lua rouba lugar ao sol, a menina retrai-se um pouco e pergunta se o lobo está a caminho. “É uma associação que ela faz, mas já há histórias em que o lobo é amigo e brincalhão. Ela já sabe que nem sempre o lobo é o mau da fita”, diz Susana Represas, a mãe.

E não viveram felizes para sempre

Há muito que os contos de fadas fazem parte do imaginário infantil — seja na forma de bruxas más e sereias que querem aprender a andar ou gatas-borralheiras que querem fugir ao inferno da vida fraternal (e não só). São histórias que povoam a literatura e que passam de geração em geração, por norma coladas a valores morais e/ou éticos. Apesar de comummente associadas às crianças, os contos de fadas (ou contos maravilhosos, a designação mais ampla) nem sempre tiveram destinatários infantis ou finais felizes.

Que o diga a psicóloga clínica Vera Lisa Barroso, que ainda hoje se recorda de quando em pequena leu a história original de “A Pequena Sereia”, escrita pelo dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875), cujos contos foram reeditados este ano pela Alêtheia. À data, o que mais impacto lhe causou foi a descrição da transformação da sereia em mulher, as dores lancinantes de uma cauda transformada em duas pernas — e para que conste, no conto original, a sereia já humana não fica com o príncipe.

Em criança isso fez-lhe confusão, em adulta já nem tanto. A psicóloga é das que defende que os finais nem sempre têm de ser felizes: “[Os finais infelizes] são mais proveitosos para as crianças, porque aí elas conseguem identificar-se com a realidade. Não é à toa que os miúdos ficam altamente frustrados quando perdem um jogo, não estão preparados para aceitar uma derrota. É importante não dar esta falsa ideia de que o mundo é completamente cor de rosa.” Porque as princesas nem sempre são bonitas e as bruxas nem sempre são más.

Quando situações menos boas acontecem na vida real, tanto crianças como adultos ficam atrapalhados, garante a também membro da equipa infanto-juvenil da Oficina de Psicologia, que fala na tendência recorrente de os pais protegerem os filhos. “É importante que, em doses pequenas, as crianças vão tendo contacto com estes conteúdos para irem ensaiando emoções”, continua.

A ideia não é completamente inovadora e é defendida no livro Pais à Maneira Dinamarquesa, escrito pela cronista norte-americana Jessica Joelle Alexander e pela psicoterapeuta e terapeuta familiar dinamarquesa Iben Dissing Sandahl. O livro pretende desvendar o porquê de os dinamarqueses serem sucessivamente considerados o povo mais feliz do mundo e, segundo as autoras, o mistério está na forma como estes homens e mulheres são criados, o que passa também por filmes com finais sombrios e tristes. Baseando-se num estudo da Universidade de Ohio, as autoras escrevem que “ao contrário da crença popular, ver filmes trágicos ou tristes torna, na verdade, as pessoas mais felizes, chamando a sua atenção para alguns aspetos mais positivos das suas próprias vidas”.

Os finais felizes dos contos de fadas (ou maravilhosos) são sintoma de uma evolução feita ao ritmo das características da nossa sociedade, daí que o lobo seja cada vez mais amigo dos porquinhos que um dia quis engolir de uma só vez. Para aí chegar, importa explicar — com a ajuda de Ana Margarida Ramos, doutorada em Literatura e docente na Universidade de Aveiro — que os contos de fadas pertencem à literatura oral, não têm dono e estão em constante evolução. Com o tempo passaram a ser escritos, pelo que existem várias versões de uma mesma história. Seja disso exemplo a do Capuchinho Vermelho que, nas palavras do escritor Charles Perrault (1628-1703), acaba bem mal: tanto a avó como a menina são comidas pelo lobo, sendo que a moral é sobre sexo. “É uma chamada de atenção às mulheres para não caírem nas falinhas mansas de lobos bem falantes, isto em contexto de corte”, diz a académica.

Maria Teresa Cortez, também ela da Universidade de Aveiro, refere uma segunda perspetiva que contraria a ideia de que os contos passaram da via oral para a escrita. Dizem os estudiosos da literatura, assegura a docente, que os tais contos maravilhosos começaram por ser contos de autor que, com o tempo, ganharam tanta popularidade que singraram na tradição oral. “Os românticos do século XIX pensavam que estes eram contos do povo, os quais foram naturalmente alterados pela via oral.” É tal e qual como se costuma dizer: quem conta um conto, acrescenta um ponto.

De que são feitos os contos de fadas?

“Os contos de fadas não dizem às crianças que os dragões existem. As crianças já sabem que os dragões existem. Os contos de fadas dizem às crianças que os dragões podem ser mortos.” G. K. Chesterton

Por mais estranho que possa parecer, os contos de fadas — que contêm elementos da ordem do inexplicável — nem sempre tiveram um destinatário infantil explícito, sendo que muitos deles partiram de histórias violentas que, com o tempo, foram sendo adaptadas para chegar aos olhos, mãos e imaginário dos mais pequenos.

A primeira edição de Os Contos da Infância e do Lar de Jacob e Wilhelm Grimm (1812-1815), por exemplo, consistiu na recolha académica de contos que corriam na tradição oral, tal como explica Maria Teresa Cortez, com uma tese de doutoramento onde explora a receção dos contos dos irmãos Grimm em Portugal. “Quando fizeram a recolha dos contos, fizeram-no no quadro do Romantismo e o objetivo inicial era fixá-los por escrito. Os Grimm não eram escritores, tinham formação em Direito. Já numa segunda edição, no prefácio está a mensagem de que o livro pode ser lido com proveito pelas crianças.”

Ao longo da vida dos irmãos saíram sete edições do livro, sendo que em cada uma delas foram acrescentados contos e trabalhados textos, sempre considerando os leitores mais novos. A última edição da obra dos Grimm contou com 200 contos e 10 lendas religiosas para crianças. Entre as histórias mais populares estão a do Capuchinho Vermelho, a da Branca de Neve e a da Rapunzel.

“Para mim, os contos de fadas são narrativas passadas num lugar e tempo indefinidos, mas que de alguma forma remetem para uma época medieval ou mais rural, em que basicamente é tudo possível”, diz o escritor David Machado, que em 2005 ganhou o Prémio Branquinho da Fonseca — da Fundação Calouste Gulbenkian/Semanário Expresso — com o livro A Noite dos Animais Inventados. Machado tem ainda outros títulos dedicados aos leitores de palmo e meio: Os Quatro Comandantes da Cama Voadora, Um Homem Verde Num Buraco Muito Fundo e O Tubarão na Banheira, a título de exemplo.

David Machado não é indiferente a este segmento da literatura e, na condição de pai e de autor de livros para crianças, diz que os mais novos sentem-se atraídos pelo universo da fantasia. “Costumamos dizer que eles são mais inocentes, mas eles é que têm uma capacidade para absorver esse mundo que nós, adultos, não temos. Não acho que isso seja um defeito que precise de ser corrigido. Em adultos perdemos isso: ficamos mais conscientes e cínicos em relação ao mundo.”

Histórias simples de contar e com uma estrutura bastante definida. Os contos de fadas são assim, diz Machado. Em tempos, essa foi precisamente uma das críticas apontadas aos contos: estávamos na década de 1970 quando, em França, surgiu um debate sobre a utilidade da leitura destas histórias aos mais novos. “Alguns críticos acusaram os contos de serem estereotipados e de representarem uma sociedade patriarcal”, explica a professora académica Ana Margarida Ramos. Eis, então, que surge Bruno Bettelheim, autor do livro Psicanálise dos Contos de Fadas, que veio defender os contos ao argumentar que estes ajudavam as crianças a lidar com problemas existenciais na infância.

“Ele argumenta que as narrativas estereotipadas ajudam as crianças a organizar o pensamento”, continua a docente, afirmando que nos contos existe sempre uma noção de esperança e um herói frágil que vai trilhar um percurso de afirmação, tal como aconteceu com Portugal no último campeonato europeu de futebol — há algum tempo que não somos o patinho feio da competição, mas desta vez fomos uma espécie de Cinderela que soube rematar à baliza a tempo e com jeito. “O percurso de superação está diretamente relacionado com o sentido de esperança que os mais frágeis vão superar. As crianças identificam-se com esse percurso: não se chega ao final de qualquer maneira, mesmo quando há magia à mistura. Há etapas e provas no caminho, e heróis que se mantém fiéis aos seus valores e que resistem à tentação.” Heróis como Éder.

Contos para que vos quero?

As mais-valias associadas aos contos não se ficam apenas pelos valores que transmitem ou pela ética impressa nas suas palavras. Mas sem dúvida que não existe um conto sem que não haja uma moral ou uma lição embebida na narrativa: o Capuchinho Vermelho deveria ter dado ouvidos à mãe e, assim, nunca falaria com estranhos, e os três porquinhos deviam ter unido esforços para que o diafragma do lobo mau não arruinasse as suas construções.

As personagens e a forma como estas interagem entre si são alguns dos elementos que compõem a riqueza destas histórias e, muito embora haja mais a retirar do que a moral em si, importa recordar que as crianças são autênticas esponjas. “Há até a questão da imitação: tenho vários miúdos que acompanho no consultório que, quando sai um filme novo da Disney, ficam inspirados e imitam ou brincam desta ou daquela personagem”, diz a psicóloga Vera Lisa Barroso.

Moralidade à parte, há toda uma riqueza associada a estes contos, até porque ajudam as crianças a criar um reportório de personagens e de símbolos que são fundamentais para a presente cultura. “Uma criança que não conhecer este universo não vai ser capaz de reconhecer na nossa sociedade uma série de referências e de ilusões. É quase impossível falar-se do lobo sem trazer à memória a imagem do lobo mau”, aufere Ana Margarida Ramos. A docente dá ainda um exemplo de fácil compreensão: só é possível perceber os filmes do ogre Shrek se conhecermos o universo dos contos maravilhosos.

Aliás, vale a pena acrescentar que parodiar o mundo dos contos de fadas — como acontece na narrativa do anti-herói ogre verde — é uma marca do pós-modernismo, é o questionar e o pôr em causa aquilo que já existe. A isso acrescenta-se o facto de os contos permitirem que os mais novos construam mais facilmente um esquema narrativo. Mas independentemente da qualidade dos livros e das histórias, o que parece importar mesmo são os momentos de leitura criados entre pais e filhos, entre a pequena Francisca e a mãe Susana, para voltar ao exemplo do início. Estes são vistos como momentos de afeto e de atenção, que podem ser cruciais na formação de leitores.

Façamos a pergunta para dar a resposta: ainda faz sentido ler contos de fadas às crianças? Sim, não só porque os mais novos estão cada vez mais virados para as tecnologias e as palavras escritas potenciam a criatividade, mas também porque proporcionam momentos de leitura em família e ajudam a valorizar o livro em si. Isto para além de os contos atravessarem gerações e apresentarem um enorme reportório simbólico. E sim, também pelo esquema narrativo e pelo impacto ao nível do estímulo da linguagem. Com ou sem finais felizes. Com cauda ou com pernas.

 

 

Os Alquimistas das Histórias – Artes nas Férias do Verão no CCB

Junho 21, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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alquimistas

4 a 8 de julho / 11 a 15 de julho

Fábrica das Artes | para todas as infâncias

Alquimistas, mágicos, encantadores, cantadores… contadores! Contadores de histórias vão dar vida contigo a relatos reais, irreais e triviais, em oficinas de narração, de música, de artes plásticas e de escrita criativa. As palavras, o corpo, as formas, a música e as cores vão habitar estas oficinas. Com elas vamos mergulhar juntos no mundo das histórias. Com materiais simples e algum truque na manga vamos criar “O Livro dos Livros”, o resultado alquímico de onde cada um vai tirar a sua história, para encantar, no último dia, os ouvidos e os olhares dos presentes.

Conta connosco!

Com Antonella Gilardi, Rodolfo Castro, Rita Raposo, Inês Tarouca

Inscrições através do número 213 612 899 ou do email fabricadasartes@ccb.PT

mais informações:

https://www.ccb.pt/Default/pt/FabricaDasArtes/Programacao/Oficinas?A=399

O que as crianças aprendem com as histórias infantis?

Junho 19, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do blog http://www.alfaebeto.org.br/blog

O estudo citado no texto é o seguinte:

Learning to Learn From Stories: Children’s Developing Sensitivity to the Causal Structure of Fictional Worlds

shutterstock

Por: Instituto Alfa e Beto

Como uma criança entende que a lagarta pode se transformar em borboleta, mas que um sapo não pode virar um príncipe encantado de verdade? De acordo com uma pesquisa publicada no início deste ano, no periódico científico Child Development, essa capacidade começa a se desenvolver bem cedo, por volta dos 3 anos de idade, e está ligada à leitura realizada em casa e na Educação Infantil. Segundo o estudo, os pequenos conseguem entender a diferença entre o que é real e o que é fantasia e conseguem, ainda, aprender informações das histórias para usar em sua vida cotidiana antes mesmo de entrar na escola.

O estudo assinado pelas pesquisadoras Caren M. Walker, Alison Gopnik (Universidade da California, Berkeley) e Patricia A. Ganea (Universidade de Toronto) mostra que a ficção oferece importantes oportunidades para as crianças aprenderem informações que elas não podem experimentar diretamente – especialmente no que diz respeito a fenômenos não observáveis.

As histórias nos ajudam, desde muito cedo, a compreender o mundo que nos cerca. Quando os adultos leem uma ficção, o cérebro realiza um duplo esforço, que é chamado pelas pesquisadoras de “dilema do leitor”: ele tenta separar a histórias em partes para isolar os conhecimentos que pertencem ao mundo real das informações falsas, mas, ao mesmo tempo, tenta incorporar os conteúdos da história para aplicar no mundo real. O mais interessante é saber que esse movimento cerebral complexo começa antes da alfabetização.

No entanto, a ficção infantil varia consideravelmente: muitas histórias são descrições realistas do mundo, enquanto outras são altamente irreais e fantásticas. Como resultado, aprender com histórias representa um desafio único para as crianças em desenvolvimento. Conforme elas vão envelhecendo, explica a pesquisa, essa diferenciação vai aumentando e elas vão ficando mais capazes de usar informações das histórias em suas vidas. Essa capacidade se desenvolve significativamente na Primeira Infância (primeiros 6 anos de vida), assim como aumenta a capacidade de distinguir entre eventos possíveis e eventos impossíveis.

A pesquisa mostra ainda que quanto maior a semelhança entre a imagem mostrada em um livro infantil e um objeto real, mais simples é para a criança distinguir entre os dois. Assim, elas são menos propensas a transferir informações para suas vidas a partir de livros de histórias fantasiosas, com representações que atribuem características humanas e estados mentais a personagens animais, por exemplo, do que fazê-lo com histórias mais realistas. Para elas é mais fácil absorver conteúdos de histórias que representam situações plausíveis do que de histórias em que pessoas voam ou árvores falam, por exemplo.

Embora os resultados demonstrem que os contextos realistas facilitam a absorção de informações, não se pode dizer, de modo algum, que a ficção fantasiosa é prejudicial para o desenvolvimento infantil. Pelo contrário. Pesquisas comprovam que a fantasia pode melhorar o desempenho das crianças em tarefas cognitivas, como avanços no raciocínio dedutivo, na lógica e nas habilidades linguísticas e de narrativa. Ou seja, todos os livros trazem benefícios para as crianças e contribuem e muito para o seu desenvolvimento.

Agora que você já sabe como as crianças assimilam as histórias e por que elas são importantes para o desenvolvimento infantil, que tal organizar uma rotina de leitura na Educação Infantil e em casa? A seguir, indicamos alguns livros, divididos por idade. São recomendações extraídas do nosso Guia IAB de Leitura, com referências de 600 livros que toda criança deve ler antes de entrar para a escola. Neste livro on-line você poderá encontrar muitas outras sugestões, não deixe de conferir. Boas histórias não vão faltar!

0 a 1 ano

  • A casa dos beijinhos, Claudia Bielinsky, Ed. Companhia das Letrinhas
  • Carneirinho, carneirão, Marie-Hélèbe Grégoire, Ed. Salamandra
  • Zoom, Istvan Banyai, Ed.Brinque-Book

A partir de 1 ano

  • A girafa que cocoricava, Keith Faulkner, Ed. Companhia das Letrinhas
  • As coisas que eu gosto, Ruth Rocha e Doa Lorch, Ed. Salamandra
  • Filó e Marieta, Eva Furnari, Ed. Paulinas

A partir de 2 anos

  • A borboleta, Taisa Borges, Ed. Peirópolis
  • A caixa de lápis de cor, Maurício Veneza, Ed. Positivo
  • Chapeuzinho Vermelho, Charles Perrault, Ed. Companhia das Letrinhas

 A partir de 3 anos

  • A fantástica máquina dos bichos, Rith Rocha, Ed. Salamandra
  • 12 fábulas de Esopo, Hans Gärtner, Ed. Ática
  • Alice no país da poesia, Elias José, Ed. Peirópolis

 A partir de 4 anos

  • A árvore que dava sorvete, Sérgio Capparelli, Ed. Projeto
  • A centopeia que pensava, Herbert de Souza, Ed. Salamandra
  • O menino que vendia palavras, Ignácio de Loyola Brandão, Ed. Objetiva

A partir de 5 anos

  • A guerra dos bichos, Luiz Carlso Albuquerque, Ed. Brinque-Book
  • O menino, o cofrinho e a vovó, Cora Coralina, Ed. Global
  • Coleção Érico Veríssimo, Érico Veríssimo com ilustração de Eva Funari, Ed. Companhia das Letrinhas

 

 

Ideias com História – Jogo de histórias gigantes na Ludobibloteca Areia Guincho

Abril 13, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/Ludobiblioteca.EB1JIAreia.Guincho/?fref=ts

Na Rússia há censura nos livros para crianças

Janeiro 11, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Na Rússia, uma história sobre animais da floresta e um detetive pode incitar à violência e ao álcool. Porquê? Porque há um ratinho que morre e uma bebida chamada Mothitos, feita com borboletas.

Na Rússia há leis rigorosas sobre o conteúdo dos livros infantis. É uma escritora que conta a sua própria experiência de “censura” ao The Guardian. Anna Starobinets preparava-se para lançar uma coleção de livros chamada “Beastly Crime Chronicles” cujo enredo girava à volta das aventuras de um detetive com animais da floresta. Mas houve vários pormenores que estavam “fora da lei”.

Uma editora ficou interessada em publicar a primeira história de três, chamada Inside the Wolf’s Den. Mas antes a história teve de passar pelo crivo da censura. E não ficou bem cotada. Tudo por causa de uma nova lei russa sobre as histórias infantis que visa “proteger as crianças de qualquer informação que possa ameaçar a saúde e o desenvolvimento”. É expressamente proibido difundir conteúdo infantil que alicie as crianças “para o uso de drogas, tabaco e álcool; que tolere ou apoie violência ou cenários de brutalidade e que vá contra os valores de família”.

Problema: a história de Anna Starobinets incluía a morte de um rato e uma bebida inventada pela autora — os Mothitos, uma espécie de mojitos, mas feitos com mariposas (uma espécie de borboletas). O editor que recebeu o texto ficou apreensivo e, para facilitar a publicação, “contratou um ilustrador que desenhasse tudo num ambiente fofinho”, ao contrário do estilo negro desejado pela autora, explica a própria ao jornal. Decidiu ainda mudar o público-alvo dos 8 anos para os 14 anos e mais.

A censura aos livros infantis não é novidade. Em junho do ano passado, um livro sobre dois pinguins que estavam juntos e deram origem a um pinguim bebé foi censurado numa escola de Itália e em vários pontos dos Estados Unidos. “E o tango faz três” faz parte da lista dos 25 livros mais censurados nos últimos 25 anos da Bustle.

Artigo publicado no Observador em 4 de Janeiro de 2016

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