Redação : O que eu fiz nas minhas férias de verão…!!

Setembro 4, 2019 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Deixem as crianças aborrecer-se!

Agosto 29, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Rute Agulhas publicado no DN Life de 17 de agosto de 2019.

Durante o ano lectivo as agendas dos miúdos rivalizam com as nossas e muitas há que as superam. Ao longo da semana, horas e horas na escola ou mesmo no jardim-de-infância, as explicações para que possam subir as notas (e, tantas vezes, uma subida que apenas tem de acontecer para que os pais possam exibir as notas, com orgulho, perante os seus amigos ou familiares) e as trinta mil actividades extra-curriculares.

A verdade é que raro é o dia da semana em que a criança tem “apenas” as aulas. Chegam a casa em cima da hora de jantar, banhos e trabalhos da escola, e caem extenuados na cama. Sem tempo para brincar. Sem tempo livre. Numa desarmonia total entre os tempos de sono, alimentação e exercício físico que os deixa esgotados e desorganizados.

“Estamos em férias grandes, como se dizia no nosso tempo, e o que vemos nós? Uma preocupação gigante em ocupar o tempo das crianças.”

Chega-se ao fim de semana e o calvário repete-se, com mais actividades extra-curriculares, explicações adicionais em período de testes e, claro, os aniversários de todos os amigos e conhecidos. Chegam a ser duas e três festas por dia… Também ao fim de semana existe pouco tempo livre e, quando o há, os pais preocupam-se em ocupá-lo, de forma quase obsessiva. Ai se a criança tem um intervalo de 2 horas sem nada programado!

Estamos em férias grandes, como se dizia no nosso tempo, e o que vemos nós? Uma preocupação gigante em ocupar o tempo das crianças. Porque os pais têm menos férias do que os filhos, é um facto, e há que entretê-los de alguma forma. Entre ateliers de tempos livres e campos de férias, com a agenda organizada ao minuto e cheia de actividades preparadas previamente, lá se vão passando as férias. As crianças apenas têm de cumprir o que está planeado.

“Deixar as crianças sem fazer nada não é mau, muito pelo contrário. Porque o aborrecimento é mestre de engenhos.”

No meio disto tudo, onde fica o tempo livre, mas verdadeiramente livre? Aquele tempo em que os miúdos se aborrecem de tanto fazer nada e em que têm de puxar pela imaginação para saberem o que vão fazer a seguir? Onde anda esse tempo precioso em que o aborrecimento acaba por ser um estímulo para a criação e a fantasia, fazendo de conta que se é isto ou aquilo, num mundo mágico que apenas existe na cabeça da criança?

Deixar as crianças sem fazer nada não é mau, muito pelo contrário. Porque o aborrecimento é mestre de engenhos. Uma criança aborrecida, mas mesmo muito aborrecida, sente a necessidade de inventar alguma coisa, sem limitar-se a seguir as instruções de uma caixa ou as orientações de um adulto.

“Uma criança entediada terá de aprender a conviver consigo mesma. Falar para dentro, ouvir os seus pensamentos e sentir as suas emoções.”

Deixem as crianças brincar sem tutoriais e experimentar o tédio e aquela sensação maravilhosa de “não tenho nada para fazer”. Porque são estes momentos que estimulam a necessidade em descobrir o mundo por si mesmas, com a curiosidade e a pró-actividade que, tantas vezes, as agendas coartam.

Em jeito de nota final, salientar que uma criança entediada terá de aprender a conviver consigo mesma. Falar para dentro, ouvir os seus pensamentos e sentir as suas emoções, num exercício fantástico de auto-descoberta e auto-conhecimento. Aprendendo que, no final de contas, a sua melhor companhia pode ser ela própria.

20 livros infantis para as férias de verão

Agosto 13, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Texto do Observador de 24 de julho de 2019.

Ana Dias Ferreira

Qual “silly season”. Os livros infantis publicados nos últimos meses falam do mundo em infografias, de mulheres com muita garra (mas pouco conhecidas) e até de democracia.

Eu, Alfonsina

De Joan Negrescolor (Orfeu Negro). 14,50€

A Alfonsina do título é Alfonsina Strada, a primeira mulher ciclista a participar no Giro d’Italia (a conhecida volta à Itália em bicicleta), em 1924. Joan Negrescolor — autor de Há Classes Sociais e A Cidade dos Animais, também publicados na coleção Orfeu Mini — conta a sua história em tons fortes, desde o dia em que recebeu uma bicicleta do pai, aos 10 anos, até vestir a dorsal na famosa prova, aos 33, e os tons fortes rimam com o exemplo de determinação. Numa altura em que o desporto (e muitas outras coisas) estava vedado às mulheres, Alfonsina passou por cima de proibições e de preconceitos e mudou a sua alcunha de “maria-rapaz” para “Rainha do Pedal”. Nunca desistiu, quebrou recordes, desafiou a família, e por isso mesmo o livro é dedicado pelo autor “a todas as mulheres que não se rendem” até chegar à meta.

O Livro dos Ursos

De Katie Viggers (Bizâncio). 14€

Como diz o pós-título, este livro nasceu para ficar “tu cá tu lá com os ursos de todo o mundo”. São negros, são pardos, são polares, são beiçudos, pandas, americanos, malaios ou asiáticos — oito espécies provenientes de diferentes partes do mundo que se juntaram para fazer esta espécie de enciclopédia ilustrada. Cada urso tem direito a um capítulo próprio recheado de curiosidades, com outros temas ainda abordados como a alimentação e a hibernação. Todos são ilustrados pela autora, Katie Viggers, num registo entre o selvagem e o humanizado que os torna simplesmente irresistíveis.

Eu e o Mundo — Uma História Infográfica

Texto de Mireia Trius, ilustrações de Joana Casals (Edicare)

Num formato para lá de original, Eu e o Mundo faz uma história do planeta através de infografias. São 28 ao todo, construídas em torno de uma menina chamada Maria e usadas para apresentar dados mundiais relacionados com os nomes mais comuns, as línguas, a população, as profissões, a religião, os engarrafamentos, as cidades e museus mais visitados e até os tipos de pequenos-almoços. O resultado é graficamente apelativo e para ir descobrindo com tempo e demorar em cada página.

Eleição dos Bichos

De André Rodrigues, Pedro Markum, Paula Desgualdo e Larissa Ribeiro (Nuvem de Letras). 12,50€

Esqueçam o tempo de antena. Uma forma de lutar contra a abstenção é começar a ler este Eleição dos Bichos desde tenra idade. A história chega-nos do Brasil para falar da importância do voto em democracia, e parte de uma revolta anti-monárquica. Tudo porque um dia o leão resolve desviar toda a água do rio para construir uma piscina em frente à toca e os animais da floresta decidem dizer basta “aos mandos e desmandos do rei” e fazer uma eleição para escolher um novo líder. Assim se explica o que é uma campanha, um candidato, um governo, um comício, um debate ou quais as regras de uma eleição — é proibido dar presentes aos eleitores e devorar os adversários, por exemplo. Uma forma divertida e clara de explicar e valorizar o que é a democracia, com direito a um desfecho — neste caso um presidente — decidido pela maioria das crianças que participaram em oficinas com os autores em São Paulo e Florianópolis.

Uma Girafa Reticulada, uma Zebra Bem Riscada e uma Grande Caminhada

Texto de Manuela Castro Neves, ilustrações de Madalena Matoso (Caminho). 10,90€

Como muitas fábulas, a história de Manuela Castro Neves começa com um facto inexplicável caído do céu: uma zebra e uma girafa que aprenderam a ler, “não se sabe bem como”, e que um dia encontram, numa folha de jornal, a notícia de uma selva de betão que cresce a poucos quilómetros do mar. Intrigadas com a flora de que nunca ouviram falar, questionam todos os animais que encontram e começam uma longa caminhada para ver a novidade com os seus próprios olhos. O betão, como seria de esperar, revela-se uma desagradável e cinzenta surpresa. Mas nada que faça desanimar a girafa reticulada e a zebra riscada, cada uma bem letrada e pronta para defender um mundo mais verde.

Continuar a ler o artigo no link:

20 livros infantis para as férias de verão

 

Bibliotecas de Verão 2019 – Praia, piscina e jardim

Agosto 5, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://dglab.gov.pt/bibliotecas-de-verao-2019/?fbclid=IwAR20IzX8Bto7Pt1ddjGrBjWoqzc7gzIfWP1MymF1TNbn-6zi6gjwOJLtbRQ

Ateliers de Verão na Biblioteca Municipal Eng. Jorge Bento – Condeixa – 29 de julho a 30 de agosto

Julho 25, 2019 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações:

https://www.facebook.com/events/467240604040043/

Manter ou não as rotinas dos miúdos nas férias, eis a questão

Julho 24, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto e imagem do DN Life de 20 de julho de 2019.

Flexibilidade é palavra de ordem quando falamos de férias escolares. Só assim os mais pequenos conseguem aproveitar verdadeiramente o período de pausa dos compromissos escolares. No entanto, até aos três anos é importante manter algumas rotinas. Como gerir os horários? Quando voltar à normalidade? O pediatra Hugo Rodrigues e a psicóloga clínica Olga Reis deixam alguns conselhos.

Texto de Joana Capucho

Se o seu filho não quiser ir para a cama antes das 23.00, não se preocupe muito com isso. Durante as férias, deixe-o deitar-se mais tarde, garantindo que dorme o número de horas recomendado para a idade. E também não precisa de assegurar que almoça às 12.30 como é habitual no período de aulas. “Não é preciso um grande stresse com as rotinas, porque tentar mantê-las nas férias acaba por ser uma fonte de discussão e não de prazer, o que é contraproducente”, diz o pediatra Hugo Rodrigues.

Estas considerações são válidas a partir dos três anos, ressalva o pediatra da Unidade Local de Saúde do Alto Minho, em Viana do Castelo. “As crianças mais pequenas precisam das rotinas para se sentirem seguras, tranquilas, para poderem antecipar o que vem a seguir. Por isso, faz sentido nos aspetos mais básicos do dia-a-dia – como comer e dormir – manter alguma regularidade em relação ao padrão habitual, apesar de haver espaço para alguma flexibilidade”, aconselha Hugo Rodrigues.

A partir dessa idade, não existe um limite relativamente aos horários nas férias. “É preciso bom senso”, sublinha o pediatra, destacando que é importante analisar os comportamentos da criança para perceber se lida bem com as novas rotinas. “Se estiver bem-disposta e tranquila, é porque não há problema com o que se está a fazer. Mas se estiver cansada e irritada, tem de se repensar os horários”.

“Não tem mal nenhum, pelo contrário, quebrar um pouco as rotinas, uma vez que passamos o ano inteiro com inúmeras atividades”

A preparação é importante: “Não deve haver uma mudança muito grande de um dia para o outro. Deve ser uma coisa progressiva”. Numa criança maior meia hora ou uma hora não fazem diferença, mas nos primeiros anos de vida é uma mudança que pode ser agressiva.

Olga Reis, psicóloga clínica e autora do livro Acabar com as fraldas e o xixi na cama, também considera que “não tem mal nenhum, pelo contrário, quebrar um pouco as rotinas, uma vez que passamos o ano inteiro com inúmeras atividades”. Reforçando a necessidade de não fugir muito dos horários habituais com crianças até aos três anos, diz que a partir dessa idade “os horários podem ser flexíveis”, mas com muita atenção ao número de horas de sono.

“No que diz respeito à alimentação, também “não há grandes benefícios em ter um sistema muito mecanizado ao longo do ano”.

“Se a criança se deita mais tarde não pode ser obrigada a acordar muito cedo para ir para a praia. O sono é muito importante”, afirma a psicóloga. Nos primeiros anos, as crianças precisam de dormir entre 10 a 12 horas, que podem ser compensadas com as sestas, e até aos 10 anos são recomendadas 9 a 10 horas de sono.

No que diz respeito à alimentação, também “não há grandes benefícios em ter um sistema muito mecanizado ao longo do ano”. De acordo com os especialistas, não há problema se saltar um ou outro lanche, mas deve ter cuidado com a ingestão de açúcar, pois há uma tendência maior para consumir sumos, gelados e doces. “Podem fazer um gelado com um sumo de frutas natural, por exemplo”, sugere Olga Reis. Apesar de poder haver uma aposta em refeições mais leves, deve ser assegurada uma alimentação equilibrada.

Promova experiências diferentes

Tal como para os adultos, é importante para as crianças quebrar a monotonia em relação às atividades que fazem durante o ano letivo. “Quanto mais experiências diferentes as crianças tiverem, melhor se desenvolvem”, destaca Hugo Rodrigues, acrescentando que nas férias há a oportunidade de experimentar “coisas mais físicas e mais artísticas”. Sugere, por exemplo, idas ao teatro ou a concertos. “São coisas que não se fazem habitualmente e que podem despertar áreas e curiosidades diferentes”.

Destacando a importância de “conviver com outras pessoas”, o pediatra considera que as crianças devem evitar os ecrãs durante as férias. “Há momentos para isso”, reconhece, “mas como exceção”. Como regra, aconselha, as crianças devem “andar no exterior, estar com outras crianças, com outros adultos, e passar o menor tempo dentro de casa”.

“Cerca de um mês antes do início do ano letivo, as famílias devem tentar “restabelecer a rotina”

Levá-los para o exterior pode ser um grande desafio, sobretudo se estivermos a falar de adolescentes. “Mas é fundamental tirá-los de casa, dizer-lhes para saírem, estar com amigos. Podem ir de autocarro ou de comboio até à praia, por exemplo”, propõe Hugo Rodrigues. Cabe aos adultos “dar-lhes autonomia e responsabilidade q.b., porque a superproteção dificulta o crescimento”.

Ao contrário do que acontecia com as gerações anteriores, que queriam sair de casa para estar com os amigos, os adolescentes “colmatam o estar com os outros com a comunicação através das tecnologias – não exatamente da mesma forma e se calhar com alguns handicaps“.

O regresso às rotinas

Cerca de um mês antes do início do ano letivo, as famílias devem tentar “restabelecer a rotina”, aconselha Olga Reis. Se isso não for possível, uma vez que há famílias que tiram férias mais tarde, os horários devem voltar à normalidade “pelo menos duas semanas antes de iniciar a escola, para haver uma adequação de todo o funcionamento físico e cognitivo”.

Se não houver essa adaptação aos horários, há tendência “para haver birras e chatices”. “Como as crianças não têm maturidade emocional muito desenvolvida, o corpo encarrega-se de libertar os stresses e as necessidades – e às vezes não há compreensão das famílias e há mais chatices”.

Férias de Verão no Museu da Carris – 15 julho a 2 agosto

Junho 23, 2019 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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http://museu.carris.pt/pt/destaques/inscricoes-para-julho-e-agosto-2019/

Férias com Ciência do Pavilhão do Conhecimento – 24 de junho a 6 de setembro

Junho 19, 2019 às 7:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Mais informações no link:

https://www.pavconhecimento.pt/ferias-com-ciencia/?fbclid=IwAR0GoxN7kpBFcVqsk72pi_bXo4kZDNCywP7UslXmsofllTxr_jgNXIyaOLA

No Padrão também se aproveita o Verão! Férias de Verão no Padrão dos Descobrimentos – 22 junho a 30 de setembro

Junho 18, 2019 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No Padrão também se aproveita o Verão!

 

Férias de Verão no Conservatório de Música de Sintra – 24 de junho a 19 de julho

Junho 18, 2019 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/443943946377349/

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