Histórias simples, de grandes autores, para crianças que estão a aprender a ler

Junho 4, 2020 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 1 de junho de 2020.

Bárbara Wong

A partir desta segunda-feira, todas as semanas há dois vídeos para ajudar aqueles que têm dificuldades na leitura.

Aprender a ler não é natural e nem todas as crianças conseguem desenvolver bem esta capacidade que é fundamental não só para o seu arranque na vida escolar mas também para o seu futuro. Ler com os mais populares autores portugueses para crianças, todas as semanas, a partir desta segunda-feira, é a proposta do projecto Histórias de AaZ, de Teresa e Alexandre Soares dos Santos – Iniciativa Educação (IE).

O projecto destina-se aos alunos dos 1.º e 2.º anos de escolaridade com dificuldades de leitura e pode ser usado como uma “ferramenta adicional” por professores e também pelos pais de crianças com dificuldades de leitura, refere a IE em comunicado. Tratam-se de vídeos com histórias contadas pelos seus autores, como Alice Vieira, Ana Saldanha, Isabel Alçada, ​João Pedro Mésseder, ​José Fanha, Luísa Ducla Soares, entre outros. Enquanto os escritores lêem, as crianças podem acompanhar no ecrã essa leitura, pois as palavras são destacadas à medida que são lidas. Depois, caberá ao leitor repetir fazer a leitura, já que a história repete mas sem a voz do autor.

“Ouvir histórias sempre foi uma das actividades linguísticas mais importantes. Contudo, não contribui directamente para o domínio da técnica da leitura. Por isso, nestas histórias, a leitura é acompanhada da visualização do texto, com destaque individualizado das palavras”, explica o professor João Lopes, coordenador do programa AaZ – Ler Melhor, Saber Mais, no mesmo comunicado.

A primeira história será publicada na segunda-feira, 1 de Junho, Dia Internacional da Criança. E semanalmente serão divulgadas duas histórias, à segunda e à quinta-feira. Os conteúdos foram seleccionados a partir de sugestões do Plano Nacional de Leitura por um grupo de especialistas em literatura infantil e leitura que inclui Gabriela Velasquez, Violante F. Magalhães, Sara de Almeida Leite, Luísa Araújo e Rosária Rodrigues.

O programa AaZ – Ler Melhor, Saber Mais centra-se nos dois primeiros anos do 1.º ciclo do ensino básico, de modo a ajudar a combater as dificuldades dos mais novos no processo de aprendizagem. O A a Z já está presente em cinco agrupamentos, num total de 25 estabelecimentos de ensino em Gondomar, Alentejo (Moura e Amareleja) e nos Açores (São Miguel e Santa Maria).

No entanto, estes vídeos, que podem ser vistos por todos os interessados, foram feitos a pensar nos 97 alunos de 1.º e 2.º ano que o programa acompanha nos cinco agrupamentos. Actualmente, e por causa da pandemia, apenas os meninos alentejanos do 1.º ano ficaram de fora, os restantes continuam a ser acompanhados à distância, informa João Lopes, ao PÚBLICO.

Teresa e Alexandre Soares dos Santos – Iniciativa Educação é um projecto da família Soares dos Santos que pretende apoiar a educação em Portugal. Foi apresentado em Outubro passado e tem como dirigentes uma das filhas do casal, Inês Soares dos Santos Canas, o ex-ministro da Educação Nuno Crato e a ex-jornalista Sara Miranda. Na altura foram anunciados 20 milhões de euros, dos fundos pessoais da família, do casal e dos sete filhos, que se distribuem pelo AaZ — Ler Melhor, Saber Mais e o programa SerPro, pensado para os alunos do secundário e que está a funcionar em oito escolas (Lisboa, Sacavém, Setúbal, Salvaterra de Magos, Sousel, Moura, Lagoa e Seia), abrangendo 11 cursos profissionais e 27 empresas.​

Sábados em Cheio na Biblioteca Municipal José Saramago – Loures em março

Março 4, 2020 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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App “mágica” leva (mais) histórias em língua gestual a miúdos e graúdos

Outubro 21, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Crédito: Huawei

Notícia do Dinheiro Vivo de 8 de outubro de 2019.

Tecnologia pela inclusão. Huawei expande app StorySign que lê histórias em língua gestual a iOS e acrescenta mais livros. Explicamos como funciona a app e como ajuda crianças surdas a ler e os seus amigos e familiares a comunicarem melhor. A tecnologia, na sua melhor face, é capaz de expandir universos e mudar a vida das pessoas. A era da revolução digital, onde os smartphones ganham uma preponderância cada vez maior no nosso dia a dia, tem-nos mostrado isso. É precisamente esse o objetivo a que se propõe a app StorySign, que abriu o horizonte a pessoas surdas, em particular as crianças e aos seus familiares, amigos e simplesmente curiosos que “têm aqui a possibilidade de conhecerem histórias numa língua que entendem, aprenderem a ler as palavras escritas e sentirem-se mais integradas”, explica Pedro Costa, presidente da Federação Portuguesa das Associações de Surdos.

A app da Huawei StorySign, desenvolvida com a ajuda dos estúdios da Aardman – conhecidos pelo Wallace & Gromit – tem como protagonista Star, um avatar que lê em língua gestual as histórias às crianças. Foi lançada no final do ano passado mas, na altura, em Portugal, apenas com um livro em Língua Gestual Portuguesa (LGP) e apenas para smartphones Android. A gigante tecnológica chinesa colocou agora a app disponível para os iPhone – em iOS – e acrescentou mais quatro livros em LGP, abrindo o leque de opções. Num investimento que chegou já 500 mil dólares a nível mundial e está dentro do projeto de literacia da empresa, foram ainda disponibilizados a nível internacional 52 novos livros na app e foi adicionada a Língua Gestual Americana (ASL), a mais usada a nível mundial, às 14 que já existiam.

Num pequeno evento na Fnac do Colombo, em Lisboa, foi possível ver o vídeo da Joana, uma criança portuguesa surda e perceber a importância de iniciativas como esta para a comunidade surda e para aqueles que os circundam. A jovem Joana explicou em língua gestual que não tem um livro preferido dos cinco que já conseguiu testar, quatro deles novos, mas quer mais. Os pais da Joana explicaram a importância de tecnologia como esta para abrir os horizontes da sua filha que não ouve, ao contrário dos seus outros dois irmãos, para se sentir “mais integrada”. “Os livros, desta forma, transformam-se como magia, em língua gestual”, explica Isabel, a mãe da Joana.

Como funciona e como ajuda a avatar Star?

Fizemos brevemente o teste, instalando a app StorySign e usando um dos livros presentes. A app é gratuita tanto em Android como em iOS, mas requer a compra de um livro. Existem dois do cão Bolinha, um clássico de Eric Hill, o Monstrinho Querido, Pequeno Unicórnio e Há um Dragão no teu Livro. Ou seja, são livros que qualquer criança pode ter no seu quarto e a escolha de histórias famosas e conhecidas não é inocente, para ajudar as crianças surdas – existem 32 milhões no mundo – a integrarem-se melhor com os colegas ouvintes e a partilhar pormenores das mesmas histórias.

A app permite descarregar cada uma das histórias de um dos cinco livros disponíveis e, depois, basta colocar a app por cima da página do livro que queremos ler num modo que usa a câmara. O ecrã começa a brilhar, ao estilo ‘pózinhos mágicos’, e de lá saem as palavras escritas e a avatar Star que lê palavra a palavra em língua gestual. O processo não só ajuda a que a criança surda leia o livro, mas também que crianças ou adultos ouvintes possam aprender linguagem gestual, por exemplo.

“Estamos muito felizes com este projeto e a sua expansão e temos de lembrar que não envolve só os surdos, mas as pessoas à sua volta e aqueles que queiram comunicar com eles”, explica em língua gestual Pedro Costa, presidente da Federação Portuguesa das Associações de Surdos. O responsável admite que há um trabalho complexo nesta tradução que é feita mas que é “um passo importante que permite melhor interação entre pais e filhos e crianças ouvintes e surdas”. O responsável está, inclusive, disponível para traduzir todos os 52 livros disponíveis a nível global para que o projeto ganhe maior dimensão.

Filipa Jardim da Silva, psicóloga, explicou que este tipo de tecnologias são importantes não só para melhorar a “autoestima das crianças surdas, como a envolvê-las melhor numa sociedade mais inclusiva, ultrapassando barreiras”. “O processo de gravação da língua gestual que a Star faz é mesmo ao estilo Avatar – o filme – já que foi preciso a tradutora ir a Londres gravar nos estúdios da Aardman para que depois a Star imitasse os seus gestos”, admite Claudia Figueiredo, da Huawei. No futuro, o objetivo é que esse trabalho possa ser todo feito através de tecnologia, o que não só terá menos custos mas “abre a possibilidade de traduzir de forma mais rápida muitos mais livros”.

Concurso “Conta-nos uma História!” 2019 – 2020

Outubro 17, 2019 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://erte.dge.mec.pt/concurso-conta-nos-uma-historia

Histórias sensoriais : Vamos explorar os sentidos através de uma história – em maio na APPDA – Lisboa

Abril 30, 2019 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Há mais mundo quando as histórias são contadas em voz alta

Março 16, 2019 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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snews

Texto e imagem do site Educare de 1 de março de 2019.

As crianças entram no texto e viajam pelo mundo. Aprendem e questionam. E a imaginação, a curiosidade, o vocabulário, e a aprendizagem saem reforçados. Ler em voz alta aos mais pequenos estará em vias de extinção?

Sara R. Oliveira

Há novidades do outro lado do Atlântico que revelam que a leitura em voz alta para os mais novos está a aumentar desde 2014. Nos Estados Unidos da América, há cada vez mais crianças, entre os seis e os oito anos, que escutam histórias em voz alta pelo menos cinco dias por semana. É um momento especial em família e as boas notícias estão no estudo da Scholastic “Kids & Family Reading Report – The Rise of Read-Aloud”. Mais de 80% dos pais e filhos inquiridos confessaram apreciar bastante essa experiência e esta partilha em família.

Susana Almeida é mãe de dois filhos e blogger (sersupermaeeumatreta). Os seus filhos têm cinco e três anos e todas as noites há histórias para contar lá em casa. Muito cedo, habituaram-se a olhar para um livro como um brinquedo. Ler em voz alta tem várias virtudes e benefícios para as crianças. “Além de fomentar o contacto com os livros, estimula a imaginação, aumenta e diversifica o vocabulário e desperta a curiosidade para mais leituras”, refere a blogger ao EDUCARE.PT.

“A leitura deve ser incentivada”, defende. Susana Almeida não tem dúvidas. Ler em voz alta para os seus filhos “é um momento único de partilha, de conversa e de descoberta de mundos novos”. “A imaginação de uma criança é um terreno fértil, mas precisa de ser regado. Em famílias em que não existem hábitos de leitura enraizados, a escola tem um papel muito importante de levar os livros até às crianças e de fazer esse intercâmbio entre a escola e a casa. Nem todas as crianças vão ser futuros leitores, mas o papel dos pais e da escola é tentar que o sejam”, sublinha.

Em seu entender, não será apenas a leitura em voz alta que está em vias de extinção, a leitura no geral também não respira saúde. “Lemos cada vez menos, seja jornais, revistas ou livros em papel, que têm vindo a ser substituídos pelo que vamos lendo superficialmente na Internet. E acredito que os pais que não têm hábitos de leitura dificilmente vão criar esse hábito nos filhos”.

Mikaela Öven, especialista em parentalidade positiva, vê imensos benefícios na leitura em voz alta aos mais pequenos, seja na aprendizagem, seja no desenvolvimento da linguagem, no raciocínio, entre outras capacidades e competências. “É um excelente momento de conexão e de possibilidade de aprendizagens”, afirma ao EDUCARE.PT. Mas tudo depende dos livros que se escolhem. Uma coisa é ler “A Bela Adormecida”, outra coisa é ler “O Monstro das Cores”. “Depende também se nos limitarmos apenas ao ler, ou se também conversamos sobre o que estamos a ler”, diz.

“Dependendo dos livros que escolhemos é um excelente momento para elaborar e refletir sobre questões emocionais, sobre medos, sobre relações, sobre consentimento, sobre igualdade de género, sobre imensas coisas”. Os benefícios, na sua opinião, dependem muito do género de livro que se escolhe para ler e acredita que uma escolha consciente de livros é muito importante.

Para a especialista em parentalidade positiva, contar as histórias dos livros em voz alta para os mais pequenos não é uma prática em extinção. “Não tenho essa ideia. Acho que as pessoas são muito mais conscientes em relação às suas escolhas de livros infantis. Pelo menos quem se interessa pela parentalidade consciente”. Pais e escolas não devem esquecer que essa prática estimula a aprendizagem. “Certamente! Nas escolas acho que se deveria principalmente estimular a reflexão e a crítica em relação àquilo que estamos a ler. Sejam livros ou coisas online”, refere.

Imaginar, comentar, duvidar
Os benefícios de ler em voz alta para quem está a crescer e a aprender são variados. A criança entra no texto e viaja pelo mundo. Aprende e questiona. “O momento da leitura de uma história, em família ou na escola, é um momento muito especial, uma oportunidade de conexão e de comunicação entre o adulto e a criança”, afirma Tânia Reis, terapeuta da fala. “A literatura infantil desenvolve a imaginação, promove a criatividade, facilita o entendimento do mundo e constitui uma excelente forma de potenciar o desenvolvimento linguístico, e não só, da criança”, realça.

Explorar uma história é conhecer mais mundo. Conhecer animais, plantas, flores, números, letras. “A exploração de histórias permite ampliar o conhecimento do mundo! A leitura de histórias permite à criança imaginar, iniciar um pensamento crítico e reflexivo, fazer relações com os diferentes conhecimentos, comentar, indagar, duvidar, criar uma opinião”.

Na linguagem oral, a leitura em voz alta e a exploração de histórias facilitam o contacto, a aquisição e a exploração de um maior número de palavras e, frequentemente, de palavras que são menos usuais no dia-a-dia da criança. Ouvir livros em voz alta também aumenta o vocabulário. Para Tânia Reis, “a leitura de histórias por um adulto possibilita o contacto com estruturas sintáticas mais complexas e menos frequentes (construção de frases), contribuindo para o aumento compreensão e expressão oral”.

A melodia da leitura produz efeitos. “Ouvir um adulto a ler permite à criança observar os padrões prosódicos (entoação) que terão uma importância extrema, futuramente, na compreensão leitora e na pontuação. Explorar em conjunto a leitura permite à criança fazer inferências, previsões, gerar conhecimento, atribuir significado, fulcrais para a literacia. Porque ler é muito mais do que transformar as letras em sons”, repara.

Ver como um adulto explora um livro permite à criança aceder a pré-competências de leitura. A terapeuta da fala exemplifica. Não é apenas o folhear de um livro, é igualmente “perceber que existem símbolos visuais que são transformados em palavras (descodificação), entender a ordem da leitura e da escrita (esquerda para a direita)”. “Com os livros contribuímos para a pré-história leitora da criança”, realça, lembrando o psicólogo russo Leo Vigotsky que, no século passado, escreveu: “A aprendizagem escolar nunca parte do zero. Toda a aprendizagem da criança na escola tem uma pré-história”.

O estudo mencionado no texto é o seguinte:

Kids & Family Reading Report – The Rise of Read-Aloud

Ler histórias às crianças pode torná-las mais felizes e menos agressivas

Fevereiro 25, 2019 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do MAGG de 30 de abril de 2018.

Costuma ler histórias em voz alta aos seus filhos? Se não o faz, saiba que este é um hábito que lhes pode trazer vantagens psicológicas.

por Catarina da Eira Ballestero

Basta ligar a televisão na Baby TV ou num canal do mesmo género para encontrarmos cenas de desenhos animados em que uma mãe ou um pai conta uma história ao filho para o adormecer (se tiverem filhos com um ano ou menos, é provável que estejam a ter na vossa cabeça a imagem do programa Boa Noite Ursinho).

Mas para além de momentos de qualidade entre pais e filhos e uma ótima estratégia para conseguir adormecer os miúdos, a verdade é que este hábito pode ter benefícios no desenvolvimento psicológico das crianças — e a conclusão é de uma investigação norte-americana.

O estudo intitulado “Reading Aloud, Play, and Social-Emotional Development” estabeleceu que ler em voz alta às crianças lhes pode trazer diversos benefícios comportamentais. Para além de melhorar as suas capacidades literárias, este hábito pode influenciar positivamente fatores como tristeza, agressividade e até o tempo que os seus filhos conseguem permanecer sentados e tranquilos.

Os momentos entre pais e filhos podem ajudar as crianças a controlar o seu comportamento

A investigação, que teve uma amostra de 675 famílias com crianças até aos cinco anos de idade, funcionou da seguinte forma: os pais eram gravados enquanto liam histórias em voz alta e brincavam com os seus filhos e, de seguida, essas gravações eram vistas pelos pais.

Em declarações ao “The New York Times”, Adriana Weisleder, uma das co-autoras do estudo, afirmou que “ver as reações das crianças às diferentes interações com os pais pode ser uma verdadeira chamada de atenção, um ‘abre-olhos’. Tentámos que os pais vissem o lado positivo destes momentos. É claro que os adultos podem-se sentir um pouco tontos ao verem-se a fazer vozes estranhas, mas depois também conseguiram ver o quanto os filhos adoraram esses momentos e o divertidos que foram — e isso pode ser muito motivador”.

Os resultados demonstraram que, após um ano e meio, as crianças que participaram no estudo tinham menos probabilidades de exibir problemas comportamentais como agressividade e hiperatividade.

“Na minha opinião, a mensagem-chave do estudo é percebermos que quando os pais leem e brincam com seus filhos numa tenra idade (estamos a falar de uma faixa etária entre o nascimento e os três anos), este é um hábito que tem um grande impacto no comportamento das crianças”, realçou também ao “The New York Times” Alan Mendelsohn, um dos investigadores do estudo, que acrescentou que “todas as famílias precisam de saber que quando leem, quando brincam com os filhos, ajudam-nos a aprender a controlar seu próprio comportamento”.

 

O conto como estratégia pedagógica: uma aposta para pensar e narrar na sala de aula

Fevereiro 17, 2019 às 1:00 pm | Publicado em Livros, Recursos educativos | Deixe um comentário
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descarregar o livro no link:

Click to access 263_El_cuento_como_estrategia_pedagogica.pdf

Esta app traz uma nova dimensão às histórias que pode contar às crianças

Janeiro 7, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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thumbs.web.sapo.io

Notícia do TEK.Sapo de 1 de dezembro de 2018.

Chama-se Wonderscope e é uma das novas aplicações a tirar partido da realidade aumentada para transformar os lugares normais em espaços extraordinários.

A aplicação faz com que se consiga “ver” as histórias a acontecer mesmo ao seu lado, apesar de estar sentado no sofá de casa, ou no jardim do seu bairro. E é uma forma de passar um tempo mais rico com as crianças, mantendo a sua imaginação e criatividade ativa.

Na biblioteca da Wonderscope há uma série de históricas para ver e conhecer, sobre os duplos que fizeram muitas personagens de cinema, ou uma versão moderna do Capuchinho Vermelho, mas estão prometidas mais histórias com as quais pode interagir usando a voz.

No conceito está a exploração do mundo, para o que precisa de se levantar e andar com o iPhone ou o iPad na mão, mas também a interação com as personagens. Para já está só em inglês, mas isso até pode servir para treinar a língua.

A app está disponível para iPhone e iPad e é gratuita, mas conte com compras in app para mais histórias e funcionalidades.

 

 

 

Nuvem Vitória conta histórias à noite a crianças hospitalizadas

Janeiro 3, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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João Santos

Notícia do Jornal de Notícias de 15 de dezembro de 2018.

Associação está presente em quatro hospitais e tem cerca de 300 voluntários. Verba atribuída pelo Lidl no âmbito da campanha solidária de Natal vai permitir alargar a ação a outras unidades.

O sorriso das crianças internadas na pediatria do Hospital de São João, no Porto, aquando da visita dos voluntários da Nuvem Vitória para lhes lerem histórias na hora de deitar, deixa adivinhar o quanto aquele momento é mágico. Num piscar de olhos, os mais novos esquecem os tratamentos e deixam-se encantar pelos contos.

Parece simples, mas a ideia de fazer algo diferente a nível de voluntariado esteve anos numa gaveta até ver a “luz da noite”, em 2016, pelas mãos da ex-jornalista Fernanda Freitas e do advogado Pedro Dias Marques. “Pensámos num projeto inovador, que envolvesse voluntariado e leitura, as nossas duas âncoras. Contar histórias só se fosse à noite, pois eu não tinha tempo de dia”, conta a presidente da associação, explicando o significado do nome: “Porque terminamos com a frase “Vitória, vitória, acabou-se a história”. Claro que há a mensagem subliminar da vitória sobre a doença. Quanto à nuvem, queríamos uma imagem fofinha, que não aparecesse à noite, mas quando aparece faz magia. Uma nuvem à noite não se vê, a não ser que seja Vitória”.

O projeto-piloto começou na pediatria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, estendendo-se, depois, ao “Joãozinho”, no Porto, e ao Hospital de Vila Franca de Xira e Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão. Atualmente, a Nuvem Vitória está presente nas noites de segunda a sexta-feira e conta com a ajuda de cerca de 300 voluntários, que trabalham em sistema rotativo, uma duas ou todas as semanas do mês, dependendo da disponibilidade.

O apoio que a associação receberá através da campanha solidária do Lidl, que decorre até ao próximo dia 30, permitir-lhe-á alargar a ação. “No próximo ano teremos mais seis núcleos, um deles em Braga, mas até 2020 queremos estar em 14 hospitais. Gostávamos de ter um núcleo em cada capital de distrito”, avança Fernanda Freitas, salientando ser “a gestão ultra-profissional da Nuvem” que abre as portas das administrações hospitalares.

Percurso até ser voluntário

Não se pense, contudo, que é fácil ser “Nuvem”. Há lista de espera e muitos passos a seguir até se chegar às crianças. “O primeiro é ter mais de 21 anos, fornecer o registo criminal para se confirmar que pode trabalhar com menores e dizer a disponibilidade. Segue-se a formação de um fim de semana, na qual recebe o regulamento, o contrato e o número de apólice de seguro e aprende os direitos e deveres”, enumera a presidente, frisando: “Ter jeito para contar histórias é o que menos importa”.

“O que interessa é ter compromisso, responsabilidade e bom senso. Porque o saber contar histórias vem com tempo. Pega-se num livro e lê-se mais torto ou direito, com enganos… os miúdos não ligam a isso. Eles querem é aquele bocadinho de atenção”, anota Fernanda Freiras, completando: “Se depois desta experiência traumática, as crianças chegarem a casa e só se lembrarem da Nuvem e das histórias que lhes lemos, já cumprimos a missão”.

Apesar de vários estudos comprovarem os benefícios da leitura, não só na saúde física dos mais novos, como na mental, a presidente anota que o objetivo da associação não é “evangelizar os pais que não têm esse hábito”.

“A nossa função é, naquele momento, serenar as crianças que estão internadas. Os pais percebem a importância do nosso trabalho e há crianças que lhes pedem para continuarem a ler quando vão para casa. Não fazemos a parte moral de tentar incutir a leitura, em especial naquelas situações em que sabemos que eles não leem. É uma situação melindrosa e podemos estar a ferir suscetibilidades e não é isso que se pretende”, esclarece Margarida Soares, jurista e coordenadora do núcleo do Porto da Nuvem, continuando: “Mas há crianças que dizem que quando forem para casa querem que os pais continuem a fazer igual”.

Plataforma “Quero Dormir”

E numa altura em que os dados em Portugal apontam para uma diminuição acentuada das horas que os portugueses dormem, sejam crianças ou adultos, este projeto acabou por espoletar a criação da plataforma do sono, denominada “Quero Dormir”.

“Este site que está a ser construído por nós, em parceria com a Associação Portuguesa do Sono e a Ordem dos Psicologos Portugueses, vai ser um depositório de notícias e informações credíveis. Terá, ainda, um mapa para geo-referenciar especialistas do Sono ou serviços onde haja a especialidade do Sono”, revela Fernanda Freitas, deixando um alerta: “A médica da Associação Portuguesa de Psicólogos que trabalha connosco diz-nos que há tantas coisas que acontecem na adolescência que podia ter sido resolvidas com umas boas noites de sono na infância. Há estudos sobre a ligação do bulling ou da violência com a falta de sono”.

Hospital elogia voluntariado

No Hospital de São João, o trabalho desenvolvido não só pela Nuvem Vitória, mas também por outras entidades é “muito importante”, segundo declarações de Ana Príncipe, assessora do presidente do Conselho de Administração do Hospital S. João e técnica de saúde, mas obriga a uma análise rigorosa dos projetos.

“Uma das razão pelas quais a Nuvem tem de ter um escrutínio muito apertado é porque estamos numa hora mais desprotegida, quer para os funcionários, quer para os meninos, quer para os familiares. Por isso, o voluntariado a esta hora tem de ter características muito especiais para ser um fator de felicidade e o bem-estar dos nossos doentes”, explica a assessora, salientando: “A noite é muito complicada de gerir pelos pais, são muitas horas “mortas””.

Ana Príncipe anota que os profissionais de saúde, enfermeiros e médicos de serviço, “olham para os voluntários como uma nuvem passageira, suave, que passa sem ser notada”. “A Nuvem Vitória sabe passar despercebida ao funcionamento normal de um hospital desta dimensão e isso é muito importante. Além disso, o símbolo da Nuvem e a cor branca despertam sentimentos bons associados ao saudável e à felicidade que isso traz”, complementa a técnica de saúde.

Contos ajudam a acalmar

Quando Alexandrina Pinto, mãe de uma paciente, Ana, de 12 anos, viu os voluntários pediu-lhes que fossem contar uma história à filha, que aquando da visita já estava a dormir.

“Pedi à Nuvem Vitória para lhe ler uma história, pois acho que mesmo que esteja a dormir, o subconsciente da Anocas fica alerta”, diz esta mãe, visivelmente mais confortada após a leitura do conto. “Só conheci esta associação neste último internamento, mas acho fundamental o trabalho deles, pois ajuda a descer a energia, a acalmar as crianças e a prepará-las para o sonho. Da outra vez a minha filha estava acordada e adorou a história”, acrescenta Alexandrina Pinto, revelando que a leitura é um hábito antigo em casa.

“Desde a gravidez li sempre muita poesia e histórias em voz alta e desde que a Ana nasceu leio-lhe à noite. Se não estou eu a adormecê-la, peço a quem está que também lhe leia. E, criei um hábito com o meu pai de ler histórias sem livro para ela descobrir mais coisas sobre a família, porque acho que é importante. Sempre que é o meu pai a adormecê-la, ela escolhe uma pessoa da família e ele conta-lhe uma história”, finaliza esta mãe.

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