Pais recorrem à justiça para pôr o filho de 30 anos fora de casa – EUA

Junho 3, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Notícia do Público de 22 de maio de 2018.

Os progenitores alegavam que o filho não contribuía para o pagamento das despesas da casa nem ajudava nas tarefas domésticas. A justiça norte-americana deu-lhes razão.

Os pais de um homem de 30 anos levaram o filho a tribunal por este se recusar a sair de casa, na cidade de Syracuse, no estado norte-americano de Nova Iorque — e a justiça deu razão aos queixosos.

O processo de despejo, que dura há três meses, foi levado ao supremo tribunal estadual após terem sido enviadas cinco cartas a exigir que Michael Rotondo saísse de casa. Os pais, Christina e Mark Rotondo, acusam o filho de não contribuir para as despesas (incluindo o pagamento da renda) nem de ajudar nas tarefas domésticas, e de se recusar a abandonar a habitação, de acordo com documentos judiciais citados pela estação britânica BBC News.

Michael, por sua vez, alega não recebeu os devidos avisos de despejo, chegando a dizer que estas não indicavam o número do quarto em que residia, e argumentava que tinha direito a pelo menos mais seis meses em casa.

Numa primeira carta, datada de 2 de Fevereiro de 2018, Mark Rotondo avisa o filho: “Depois de uma discussão com a tua mãe, decidimos que deves abandonar esta casa imediatamente”. Uma vez que Michael ignorou este primeiro aviso, a sua mãe emitiu, com a ajuda do advogado, Anthony Adorante, um aviso formal de despejo, a 13 de Fevereiro. “Um procedimento legal será instituído imediatamente se não sair [de casa] até 15 de Março de 2018”, diz uma missiva exibida pelo The Post-Standard, um jornal local de Syracuse.

Posteriormente, o casal ofereceu-se para ajudar a procurar outro sítio para viver, prometendo dar-lhe 1100 dólares (935 euros). “Existem empregos disponíveis até mesmo para aqueles com pouca experiência de trabalho como tu. Arranja um – tens de trabalhar!”, lê-se numa das cartas. O último aviso foi enviado a 30 de Março e pedia que Michael retirasse o seu veículo, aparentemente avariado, da propriedade.

O caso terminou esta terça-feira no supremo tribunal estadual de Nova Iorque, com o juiz que conduziu a sessão a afirmar que Michael Rotondo não tem direito a um pré-aviso de seis meses e a sugerir que o homem de 30 anos pode recorrer ao Airbnb para encontrar alojamento rapidamente.

Michael Rotondo anunciou que irá recorrer da sentença — e que não irá sair de casa dos pais até haver decisão sobre o recurso.

Em Portugal, os filhos saem de casa aos 29 anos

Portugal é dos países da União Europeia onde os jovens vivem até mais tarde em casa dos pais. Em média, os jovens portugueses vivem com os progenitores até aos 29,2 anos de idade, de acordo com dados do Eurostat referentes a 2017.

Malta é o país comunitário onde os jovens “abandonam o ninho” mais tarde (aos 32,2 anos), seguindo-se a Croácia (31,9), a Eslováquia (30,8), a Itália (30,1), a Grécia (29,4), a Espanha (29,3) e, em sétimo lugar, Portugal (29,2). Por outro lado, nos países escandinavos os jovens deixam de viver com os pais mais cedo: na Suécia, em média, aos 21 anos; na Dinamarca aos 21,1 e na Finlândia aos 21,9 anos.

 

Jovens não empregados que não estão em educação ou formação – Estatística da OCDE

Maio 29, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Imagem retirada do Facebook da OECD Education and Skills

Across OECD countries, 14% of people between the ages of 15 and 29 are not in education, employment or training.

See how your country compares https://bit.ly/20GWtpC

Há 300 mil jovens “nem-nem” — não estudam, nem têm trabalho

Novembro 26, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Texto do http://p3.publico.pt/ de 10 de novembro de 2016.

O documento citado na notícia é o seguinte:

Estatísticas do Emprego 3.º trimestre de 2016 9 de novembro de 2016

i4lying-pixabay

Número de jovens desempregados ou inactivos baixou face a 2015, mas aumentou na comparação entre trimestres este ano

Texto de Pedro Crisóstomo

O número de jovens que não estão empregados nem a estudar aumentou no terceiro trimestre deste ano em relação aos três meses anteriores, em contraciclo com a redução global do desemprego no mesmo período. Há 301,7 mil jovens “nem-nem”, pessoas da faixa etária dos 15 aos 34 anos que estão desempregados ou contabilizados nas estatísticas como inactivos.

O aumento entre o segundo e o terceiro trimestre tem acontecido nos últimos anos e voltou a repetir-se em 2016, com um aumento de 11.700 mil pessoas, de 290 mil para 301,7 mil. É preciso ter em conta que os valores do INE não são ajustados de sazonalidade, estando em causa a comparação em cadeia entre o período que vai de Abril a Junho com os meses de Julho a Setembro, isto é, coincide com o período em que terminam os ciclos lectivos. Já quando se compara o número de jovens nesta situação com os valores de 2015, há uma descida, com menos 16.800 “nem-nem” do que no terceiro trimestre do ano passado.

O número de “nem-nem” aumentou nos jovens que completaram, no máximo, o 9.º ano (são 133 mil) ou o ensino secundário ou um curso de especialização tecnológica (109 mil). Já entre os jovens que acabaram o ensino superior, o número de “nem-nem” diminui (passando para 58,8 mil). Aliás, o maior aumento, detalha o INE, aconteceu entre os mais jovens, dos 15 aos 19 anos. Aqui, a taxa mais do que duplicou, “passando de 2,7% no segundo trimestre de 2016 para 5,9% no terceiro trimestre do mesmo ano”. O contrário aconteceu entre os jovens adultos dos 25 aos 34 anos que não tinham um emprego, nem estavam a estudar ou em formação. Aqui houve uma diminuição de 11,8 mil do segundo para o terceiro trimestre.

Os “nem-nem” representam 13,3% dos 2,2 milhões de jovens dos 15 aos 34 anos. Estatisticamente, são referidos pelo INE como os “jovens não empregados que não estão em educação ou formação” e referem-se às pessoas que em determinado período “não estavam empregados (isto é, estavam desempregados ou eram inactivos), nem frequentavam qualquer actividade de educação ou formação ao longo de um período específico (na semana de referência ou nas três semanas anteriores)”.

“Atendendo à importância” dos jovens nesta situação, o INE, ao divulgar os dados do desemprego do terceiro trimestre, deu a conhecer alguns números sobre esta realidade. O grupo de jovens “nem-nem” é composto “principalmente, por mulheres (52,6%; 158,6 mil), pessoas dos 25 aos 34 anos (58,8%; 177,3 mil), com um nível de escolaridade completo correspondente, no máximo, ao 3.º ciclo do ensino básico (44,1%; 133,1 mil) e desempregados (54,8%; 165,3 mil)”.

Mais 59 mil pessoas empregadas

Quanto aos dados globais do desemprego, os números do INE mostram uma redução da taxa trimestral para os 10,5%, depois de o desemprego ter descido para 10,8% nos meses de Abril a Junho. Do total de pessoas que se encontravam desempregadas entre Abril e Junho, “39,6% saíram dessa situação no terceiro trimestre de 2016: 22,9% tornaram-se empregados e 16,7% transitaram para a inactividade”.

O desemprego de longa duração também diminui, mas ainda há 347.200 cidadãos fora do mercado de trabalho há 12 meses ou mais tempo. Relativamente ao emprego, onde também se registou um aumento, o acréscimo em cadeia foi de 59 mil pessoas. E tanto aumentou o número de trabalhadores a tempo completo (são 4,1 milhões) como o de pessoas a trabalhar a tempo parcial (são 555.500).

As estatísticas do INE permitem ainda ver que, entre estes, há 213,1 mil subdesempregados. Este é o universo de cidadãos que, no inquérito do INE, declararam querer trabalhar mais horas e se mostraram disponíveis para isso no período de referência do inquérito ou nas duas semanas seguintes.

O subemprego de trabalhadores a tempo parcial diminuiu 3,1% em relação ao trimestre homólogo, o equivalente a 7000 indivíduos; em relação ao trimestre anterior diminuiu 5,3%, em 12.100 pessoas. Agora, “corresponde a 4,6% da população empregada total e a 38,4% da população empregada a tempo parcial (note-se que o número de trabalhadores a tempo parcial, no mesmo período, correspondia a 11,9% da população empregada total)”.

O INE explica que o aumento do emprego se deveu “tanto ao fluxo líquido positivo do emprego com a inactividade (o número de pessoas que transitaram do emprego para a inactividade foi inferior, em 20,3 mil, ao de pessoas que transitaram da inactividade para o emprego), como – e sobretudo – ao fluxo líquido positivo do emprego com o desemprego (38,7 mil)”.

 

 

 

O que fazer aos 15% de jovens portugueses que não estudam nem trabalham?

Outubro 6, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

texto do https://www.publico.pt/ de 6 de outubro de 2016.

o relatório citado na notícia é o seguinte:

Society at a Glance 2016

Sumário em português

rita-baleia

Natália Faria

A crise destruiu um em cada dez empregos detidos por jovens com menos de 30 anos nos países da OCDE, entre 2008 e 2013. Evitar a exclusão social destes jovens poderá passar por assegurar a sua transição automática para o superior, defende investigador.

Apesar do ligeiro desagravamento, o cenário não permite grandes suspiros de alívio. Portugal continua a somar 15% de jovens com idades entre os 15 e os 29 anos que não estudam nem trabalham nem estão em formação, segundo o mais recente relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgado nesta quarta-feira.

Nos piores anos da crise, entre 2008 e 2013, o país chegou a somar 19% dos jovens nesta situação. Para impedir que caiam na exclusão social, o caminho mais rápido será mantê-los dentro da escola, criando mecanismos automáticos de transição para o ensino superior e sem lugar ao pagamento de propinas, defende Joaquim Luís Coimbra, um investigador da Universidade do Porto (UP).

É que a atenuação do fenómeno (que, mesmo assim, se mantém muito acima dos níveis pré-crise) não significa que a sociedade tenha conseguido acomodar estes jovens no mercado de trabalho. “A emigração pode ajudar a explicar a redução dos que não estudam nem trabalham e um certo aquecimento da economia também — nomeadamente na área dos vinhos e dos têxteis e do calçado —, mas convém não esquecer que muito do emprego jovem criado entretanto é resultante da desvalorização do trabalho que leva ao despedimento de trabalhadores seniores, que aos 45 ou 50 anos custam dois ou três mil euros às empresas, e à sua substituição por jovens que vão ganhar 600 euros”, aponta o docente da Faculdade de Psicologia da UP, cujo trabalho tem assentado no desenvolvimento psicológico e social dos jovens e na formação de adultos.

Na soma dos países da OCDE, contam-se 40 milhões de jovens que se incluem nos chamados NEET (not in employment, education or training), o equivalente a 15% da população no referido intervalo etário dos 15 aos 29 anos. Daqueles, dois terços já nem sequer estão à procura de emprego, estão simplesmente inactivos. Muitos estão responsáveis por cuidar de alguém, outros têm problemas de saúde ou dependências de substâncias ilícitas. A maioria, porém, terá assumido que procurar emprego será tarefa inglória. Pudera: um em cada dez empregos detidos por jovens sub-30 foi destruído pela crise. No caso de Portugal (mas também na Eslovénia, Itália e na Letónia), a crise destruiu entre um quarto e um terço dos empregos detidos por jovens. Já em países como Espanha, Grécia e Irlanda, o número de jovens empregados caiu para metade.

“A longo prazo, o desemprego e a inactividade [dos jovens] podem levar ao isolamento e à exclusão e a pôr em perigo a coesão social. O maior desafio dos Governos nos anos vindouros é, por conseguinte, a elaboração de políticas que dotem os jovens com as competências de que precisam e os ajudem a desembaraçar-se dos obstáculos à educação e ao emprego”, alerta o relatório bianual da OCDE que, nesta 8.ª edição, volta a confrontar um vasto conjunto de indicadores de 42 países.

Na opinião de Joaquim Coimbra, o que custa compreender é que os decisores políticos continuem a querer responder ao problema com pensos rápidos, ao mesmo tempo que ignoram a necessidade de repensar a relação das pessoas com o trabalho sob a forma de emprego com valor económico. “Não vale a pena estarmos a alimentar a ilusão de sociedades de pleno emprego que nunca mais voltaremos a ter. E uma vez que o emprego, que até é uma invenção do século XIX, vai continuar a escassear, era importante que começássemos a olhar doutra forma para o trabalho e que começássemos a criar outros institutos de socialização das pessoas”, aponta.

Um dos primeiros passos seria mudar a escola. “Tem de ser mais aberta e menos reduzida a lógicas de eficiência e eficácia”, preconiza o investigador, para defender “uma escola com mais educação e menos treino de competências, que mais não é do que uma forma de transformar as pessoas em peças funcionais para a máquina produtiva”.

Maioria vive com os pais

Enquanto isso não acontece, em Portugal a maior parte dos NEET portugueses vivem com os pais. “As famílias são as grandes financiadoras do desemprego e da inactividade dos jovens”, diz ainda Joaquim Coimbra. É uma realidade que toca 70% dos jovens portugueses. Na média dos países da OCDE, a coabitação com os progenitores verifica-se em um em cada dois jovens.

E, sem surpresas, os jovens com percursos escolares mais curtos são os mais fustigados pela crise e pela consequente dificuldade em arranjar emprego. Aliás, 30% dos NEET deixaram a escola aos 16, sem terem completado o secundário. E em Portugal o abandono escolar precoce é uma realidade que afecta mais do que um em cada três jovens. Acima disso, só o México e a Turquia.

Na diferença entre géneros, a OCDE nota que mais de 40% dos rapazes portugueses não completaram o secundário, o mesmo se podendo dizer de 30% das raparigas. De resto, só o facto de se ser rapariga agrava em 1,4 vezes o risco de se ser NEET.

Na média da OCDE, cerca de um em cada seis jovens entre os 25 e os 34 anos de idade não têm o secundário completo. “Combater o abandono escolar precoce é essencial”, exortam os técnicos daquela organização, para quem compete aos governos garantir que os jovens completam pelo menos o secundário por forma a acautelar o risco crescente de vivermos em sociedades cada vez mais divididas. É actualmente consensual, como se lê no relatório, que longos períodos de inactividade minam a confiança dos jovens nas instituições e “deixam cicatrizes que perduram por muitos anos”.

No curto prazo, manter estes jovens na escola poderia ajudar a evitar que o problema assuma contornos mais agudos, concorda Joaquim Coimbra, para especificar que a transição automática daqueles que não têm emprego até aos 25 anos para o superior ajudaria, por exemplo, a aproveitar os recursos do ensino politécnico, “que tem instalada uma capacidade de formação que não é utilizada em toda a sua potencialidade”.

Voltando ao relatório, e apesar de ser claro que uma experiência laboral prévia facilita a transição entre a escola e o mercado de trabalho, a OCDE sublinha que a frequência de estágios profissionais é muito baixa em Portugal: apenas 5% dos jovens beneficia desta experiência, em comparação com os 27% da OCDE. Do mesmo modo, apenas 4% dos jovens portugueses conciliam os estudos com algum tipo de trabalho, enquanto na OCDE essa percentagem chega aos 12%.

“Está demonstrado que trabalhar um número moderado de horas (menos de 15 por semana) diminui o risco de abandono escolar precoce, possivelmente porque favorece competências importantes, como a consciência e a motivação, e pode orientar os alunos para um plano de carreira”, lê-se.

 

 

Um em cada seis jovens adultos portugueses não trabalhava nem estudava em 2015

Agosto 13, 2016 às 5:56 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia do http://p3.publico.pt/ de 11 de agosto de 2016.

Ryan Tauss

Ryan Tauss/Unsplash

Os jovens entre os 20 e os 24 anos estão cada vez mais a usufruir do estatuto de trabalhador-estudante e estudante. Há cada vez menos jovens exclusivamente a trabalhar

Texto de Lusa

Um em cada seis jovens portugueses, com idades entre os 20 e os 24 anos, não estavam nem a trabalhar nem a estudar em 2015, segundo dados do Eurostat, que revelam que esta situação se agravou na última década.

De acordo com os dados do Eurostat sobre “Educação, emprego, ambos ou nenhum? O que estão os jovens a fazer na UE?“, divulgados nesta quinta-feira, a proporção de jovens que não estão nem a trabalhar nem a estudar (NEET) aumenta consideravelmente com a idade. Os dados estatísticos colocam o foco no grupo etário dos 20 aos 24 anos, indicando que, de entre os 31 países analisados (28 Estados-membros da União Europeia, mais Islândia, Noruega e Suíça), Portugal situava-se, em 2015, entre aqueles que tinham maior percentagem de jovens na situação de NEET (12.º lugar).

Além disso, o Eurostat aponta que Portugal foi um dos países em que a taxa de NEET cresceu na última década (2006 a 2015), enquanto noutros se verificou uma descida. Neste período, o número de jovens entre os 20 e os 24 anos em situação de NEET aumentou 4,9 pontos percentuais, em Portugal, passando de 12,6% para 17,5%. Esta mostrou ser uma tendência contra corrente, com a generalidade da UE, já que mais de metade dos países europeus tinha maior percentagem de jovens em NEET do que Portugal. Ou seja, em 2006, Portugal estava entre os 13 países com menos jovens nessa situação (18 Estados-membros tinham mais), mas, em 2015, a situação inverteu-se e Portugal passou a figurar entre 13 Estados-membros com mais jovens em NEET (18 países com menos).

No mesmo período, Portugal viu aumentar o número de pessoas entre os 20 e os 24 anos em situação de “exclusivamente a estudar” (de 33,7% para 42,3%), assim como “a estudar e a trabalhar” (de 4,8% para 8,5%). Já no que respeita à situação de “exclusivamente a trabalhar”, verificou-se uma queda acentuada entre esses jovens (de 49% para 31,7%). O que significa que, nos últimos dez anos, nesta faixa etária, passou a haver mais estudantes e trabalhadores-estudantes, mas também menos empregados e mais desocupados.

Os dados do Eurostat sobre “Educação, emprego, ambos ou nenhum? O que estão os jovens a fazer na UE?” foram divulgados na véspera do Dia Internacional da Juventude, e indicam que, no espaço europeu, quase cinco milhões de jovens entre os 20 e os 24 anos não estavam nem a estudar nem a trabalhar em 2015.

Números

12.º Entre os 31 países analisados, Portugal situava-se entre aqueles que tinham maior percentagem de jovens na situação de NEET (12.º lugar).

de 12,6% para 17,5% De 2006 para 2015, o número de jovens nesta situação NEET aumentou 4,9 pontos percentuais: de 12,6% para 17,5%.

 

 

Young people not in employment, education or training (NEET): An overview in ETF partner countries

Julho 28, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

etf

descarregar o documento no link:

http://www.etf.europa.eu/web.nsf/pages/NEET_ETF_partner_countries

There are very high numbers of young people who are neither in education or training nor in employment in the partner countries. Thirteen out of 18 countries for which we have figures show a NEETs rate for 15–29-year-olds higher than 25% (that is one in every four young people).

However, there is great variation between countries, from numbers similar to the EU28 (around 15%) to rates beyond 35%.

Among Rich Countries, America’s Youth Took the Recession Especially Hard

Novembro 19, 2014 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Notícia do http://blogs.wsj.com de 4 de novembro de 2014.

Getty Images

By Neil Shah

Roughly 15% of U.S. youth aged 15 to 24 were not in school, a job or training in 2013, up from 12% in 2008—a bigger jump than in many other wealthy countries, according to a recent UNICEF report.

The figures underscore how much the recession, which lasted from December 2007 through June 2009, interrupted the lives of America’s children and young adults.

Table2

Economists have long worried the recession would result in a “lost” generation of U.S. youth, one scarred by everything from parental neglect to downsized professional aspirations.

While hard economic times hurt everyone, having school and early professional years interrupted is especially destructive: When kids are detached from both school and work for long stretches, they risk harming their future prospects, and society’s. Even young people who aren’t interrupted suffer long-term effects. Research by Lisa Kahn of Yale University shows young people who graduate and enter the workforce during recessions earn less over their lifetimes.

UNICEF’s report shows American children were hit relatively hard. The U.S. saw the biggest jump in the so-called “NEET” rate (“not in education, employment or training”) among non-European Union nations in the Organization for Economic Cooperation and Development, a club of mostly wealthy nations. Germany, Japan and Mexico saw their NEET rates fall, while Korea and the U.K. saw relatively mild increases. Even France and Ireland’s NEET-rate rises were modest compared to the U.S.’s.

High unemployment during and after the recession has been a big factor driving up America’s NEET rate—but probably not the only one.

A separate study in July by the Federal Interagency Forum on Child and Family Statistics, which compiles numbers from 22 U.S. federal-government agencies, found that young American adults aged 20 to 24 were more likely to be neither working nor enrolled in school than their counterparts two decades ago—suggesting the trend predates the recession.

Some 19% of 20-to-24-year-olds were neither in school nor working in 2013, up from 18% in 2012, and 15% in 2000. The numbers are especially bad for young black adults, who were twice as likely as non-Hispanic whites to be detached from work and school.

Young Americans may be more vulnerable to begin with. Globally, extreme poverty has been more than cut in half since 1990, yet child-poverty rates in the U.S. remain relatively high. Almost a third of U.S. children live in households with incomes below 60% of the national median income in 2008—roughly $31,000, according to UNICEF. (The U.S. government measures poverty differently; in 2013, the official poverty level was $23,624 for a family of four.)

Table1

Europe obviously isn’t doing so hot, either. Roughly 7.5 million young people in the European Union were classified as “NEET” in 2013—about the size of the entire population of Switzerland.

Still, UNICEF’s numbers put in relief how violently the Great Recession interrupted the lives of American youth who were probably transitioning from school to work, or from school to higher education.

While surveys suggest young Americans are fairly optimistic about their futures, the recession, along with five years of weak expansion and a growing detachment from work and school have undermined their sense of stability—a stability earlier generations of Americans took for granted.

 

 

 

 

Geração posta de lado – Jovens que não estão nem a trabalhar, nem a estudar, nem a receber formação (NEET)

Novembro 7, 2014 às 1:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

The Great Recession hit adolescents and young people extremely hard. The rate of young people not in education, employment or training (NEET) has increased dramatically in most EU/OECD countries. Read the UNICEF Innocenti Report Card 12 Children of the Recession: The impact of the economic crisis on child well-being in rich countries at http://www.unicef-irc.org

 

Um em cada seis jovens entre os 15 e os 24 anos não estuda nem trabalha

Março 19, 2014 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , ,

Notícia do P3 do Público de 18 de março de 2014.

Relatório mostra que Portugal apresenta a oitava taxa NEET mais elevada entre os países da OCDE

Texto de Lusa

Um em cada seis jovens entre os 15 e os 24 anos não estavam a trabalhar, estudar ou a ter formação em Portugal, com o país a apresentar a oitava taxa NEET mais elevada entre os países da OCDE.

Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgados esta terça-feira no relatório “Society at a Glance 2014“, Portugal tinha no quarto trimestre de 2012 — últimos dados disponíveis — uma taxa NEET (sigla que se refere a jovens que não estão a trabalhar, estudar ou em formação) de 15,3%. Esta taxa está longe dos 27,4% observados na Grécia, que actualmente lidera a lista dos países com as taxas NEET mais elevadas da OCDE (seguida da Turquia, com 26,7%, Itália, com 21,4%, México, com 21,1%, Espanha, com 19,6%, República Checa, com 18,5% e Irlanda, com 16,7%), mas é superior à taxa média dos 33 países que pertencem à organização, de 12,6%.

A crise e consequente subida da taxa de desemprego, especialmente a dos jovens, que em 2013 alcançou pela primeira vez os 40% em Portugal, estarão na origem de uma subida de 1,5 pontos percentuais da taxa NEET em Portugal entre o quarto trimestre de 2007 e igual período de 2012. Na média dos países da OCDE, a taxa NEET subiu também, mas a um ritmo mais baixo, passando de 11,5% em 2007 para 12,6% em 2012.

Mais apoios sociais

No relatório, a OCDE destaca, no caso de Portugal, que a crise no país demonstrou a necessidade de definir prioridades no que se refere a despesas sociais, tendo em conta as fortes pressões orçamentais. A primeira prioridade, de acordo com a análise da OCDE, deverá ser a de assegurar apoios básicos para os grupos mais desprotegidos, com a organização a destacar que perto de seis em cada dez desempregados não recebe apoios ao desemprego. A este nível, a organização destaca que enquanto vários outros países têm tomado medidas para reforçar a assistência aos mais pobres, as reformas em Portugal, desde 2010, tornaram estes apoios ainda menos acessíveis, tendo sido observada uma quebra de 30% no número de destinatários. “O Governo deve monitorizar cuidadosamente se os níveis actuais de apoios sociais e a sua cobertura são adequados no contexto de uma elevada necessidade de apoio e altas taxas de desemprego de longa duração”, adverte a OCDE.

Uma segunda prioridade para Portugal é ajudar as famílias mais desfavorecidas a beneficiar rapidamente de uma recuperação económica, com especial atenção para agregados familiares com um ou mais membros desempregados. No relatório, a OCDE lança ainda uma recomendação geral aos países membros, para que sejam capazes de, numa altura de recuperação das suas economias, preparar uma próxima crise, por exemplo, através de poupanças em períodos de alta, que façam face a uma subida dos custos sociais em períodos mais recessivos.

Do lado da despesa, de acordo com a OCDE, os países deverão adequar os apoios às condições do mercado de trabalho, por exemplo reduzindo-os durante os períodos de recuperação da economia e deslocando os apoios para políticas activas de emprego. Do lado das receitas, refere o relatório, os países devem procurar trabalhar no sentido de ampliar as bases de tributação, reduzir a sua dependência em relação aos impostos e ajustar os sistemas fiscais à crescente disparidade de rendimentos. Por outro lado, acrescenta, os governos devem continuar as reformas estruturais relativas aos sistemas de protecção social.

oecd


Entries e comentários feeds.