Voluntários da AD&C ajudam a recuperar Centro de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil do Instituto de Apoio à Criança

Outubro 9, 2019 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No âmbito da Semana do Voluntariado (iniciativa prevista no Plano de Responsabilidade Social e Ambiental da AD&C 2019/2020) a Agência para o Desenvolvimento e Coesão lança o desafio a todos os colaboradores/as de recuperar o espaço exterior do Centro de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil – Zona Centro, do Instituto de Apoio à Criança. Esta acção vai realizar-se na semana de 14 a 18 de Outubro e organiza-se em duas fases ao longo da semana com uma equipa de limpeza e jardinagem e uma equipa de pintura e decoração.

Oito mil histórias para adormecer e mais uma contada a crianças nos hospitais

Dezembro 24, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do Sapo24 de 3 de dezembro de 2018.

Miguel Morgado

O sono e as leituras de cabeceira juntaram à mesa duas psicólogas, uma blogger, uma empresa de distribuição (Lidl Portugal) e uma associação, a Nuvem Vitória. Associação conta histórias para adormecer a crianças que estão em hospitais ou instituições. Até 2020, quer triplicar o número de 300 voluntários e adormecer 50 mil crianças.

A temática do sono e a importância de contar de histórias de embalar às crianças. O mote juntou à mesa duas psicólogas, Teresa Rebelo Pinto e Clementina Pires de Almeida, uma blogger, Rita Ferro Alvim e uma associação (Nuvem Vitória), representada na pessoa de quem a criou e preside, Fernanda Freitas, ex-jornalista.

Como pano de fundo, juntando as quatro vozes num encontro marcado num café (Amélia), em Campo de Ourique, Lisboa, uma empresa de distribuição (Lidl Portugal) lançou uma campanha de Natal (que decorre até 30 de dezembro) integrada na estratégia de Responsabilidade Social para apoiar a Nuvem Vitória, associação criada em 2016 que através dos seus 300 voluntários espalhados nos hospitais de Santa Maria, em Lisboa, de São João, no Porto, e de Vila Franca de Xira, e no Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão lê histórias para adormecer a crianças que estão nessas hospitais e instituições.

“A maior parte das pessoas desvaloriza o sono. É uma perda de tempo, pensam”, alertou Teresa Rebelo Pinto, psicóloga, especialista em sono. “Focamo-nos muito na alimentação e no desporto e secundarizamos a importância do sono”, acrescentou Rita Ferro Alvim, blogger.

“Quando nascemos não temos o ritmo do sono interiorizado. O sono aprende-se e reaprende-se. E temos que ajudar as crianças a aprender”, referiu a psicóloga, Teresa Rebelo Pinto. Porquê? “Quando dormimos pouco, o sistema imunitário fica mais fraco, temos mais dificuldades cognitivas e relacionais”, descreveu.

No caso das crianças, que ficam “mais excitadas e agitadas”, socorre-se de estudos que associam a “redução/privação do sono e o insucesso escolar”, registando-se ainda “níveis mais elevados de agressividade”, perturbações e riscos de “obesidade (quatro vez mais provável)” ou “ansiedade e diabetes” alertou. “As doenças do sono, não só insónias, têm que ser tratadas por um especialista; não é o vizinho, nem é o tempo que ajuda a passar”, rematou Teresa Rebelo Pinto.

Para Clementina Pires de Almeida, psicóloga clínica, especialista em bebés, ao contar histórias para adormecer “estamos a contribuir para o desenvolvimento cerebral” sendo que essa leitura de cabeceira terá “uma repercussão a nível de velocidade de processamento e domínio a linguagem” das crianças, sublinhou.

Ao nível do sono, as histórias, incluídas na rotina para adormecer, são “momentos de conexão e em que podemos ajudá-los a acalmar”. Em contexto hospitalar, essa rotina, tem um impacto mensurável. “Pode ser usada como uma ferramenta terapêutica não invasiva com resultados fantásticos na recuperação da criança”, sustentou, como seja o “alívio da dor, da ansiedade e a diminuição do stress”, exemplificou.

Nuvem Vitória quer adormecer 50 mil crianças

Fernanda Freitas, ex-jornalista da RTP e presidente da Associação Nuvem Vitória, sempre gostou de “dormir” e “contar histórias” relatadas “ao nível de voluntariado no hospital”, assumiu.

“Criar uma resposta a um problema que não tinha resposta”, esteve na base da criação deste voluntariado em hospitais. “Contar histórias à partida onde as crianças gostam de as ouvir e onde os voluntários têm (mais) tempo, não interferindo com o horário de trabalho”, acrescentou. O projeto-piloto, esse, nasceu em Santa Maria, apoiado num “estudo de ambiente de pediatria”.

Hoje, a Nuvem Vitória contabiliza “8 mil histórias e 6 mil horas de voluntariado”. E aponta a um compromisso futuro de até 2020 “abrir em 10 unidades e IPSS”, ter “900 voluntários” e chegar à leitura para “50 mil crianças hospitalizadas ou institucionalizadas”, assumiu Fernanda Freitas, presidente da associação cuja missão é a de contar histórias para adormecer a crianças hospitalizadas.

http://nuvemvitoria.pt/

 

Ação de Solidariedade EDP a favor das crianças do IAC

Dezembro 20, 2017 às 5:16 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No dia 21 de dezembro, um grupo de 27 crianças do Bairro Alfredo Bensaúde vai beneficiar de uma acção de solidariedade  promovida por trabalhadores do grupo EDP.

A ideia surge no âmbito da iniciativa “Parte de Nós Natal” – programa de voluntariado  promovido nas empresas do grupo EDP, e que através de acções solidárias  procuram personificar a expressão “ O Natal dos sonhos é aquele que idealizamos no espírito, sentimos no coração e partilhamos na solidariedade”.

O espaço escolhido é o Oceanário de Lisboa, onde este grupo de crianças, através de uma visita guiada “mergulhará” num ambiente tranquilo e mágico, beneficiando de uma experiência que é simultaneamente educativa e divertida.

Bem hajam os voluntários da EDP por este presente de Natal!!

Controlo de registo criminal de voluntários a trabalhar com crianças pode falhar

Agosto 23, 2016 às 3:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/de 23 de agosto de 2016.

A notícia contém declarações da Drª Ana Perdigão – Coordenadora do Serviço Jurídico do instituto de Apoio à Criança.

daniel rocha

Ana Dias Cordeiro

Provedor de Justiça recomendou que o cadastro deixe de ser pedido anualmente. Especialistas questionam eficácia deste sistema para proteger menores de abusos.

A hipótese de os trabalhadores com contacto regular com crianças e jovens deixarem de ser obrigados a apresentar todos os anos o registo criminal à entidade empregadora suscita reservas de profissionais da justiça ou da protecção de crianças e jovens. Se a recomendação enviada em Junho à Assembleia da República pelo provedor de Justiça, José de Faria Costa, for acolhida pelos deputados, quem trabalha com crianças poderá ficar apenas obrigado a apresentar o certificado de registo criminal no momento em que inicia funções e não todos os anos, como acontece desde 2015.

A proposta do provedor prevê que sejam as autoridades judiciárias a comunicar às entidades empregadoras decisões judiciais relevantes de trabalhadores seus. Mas deixa em aberto a forma de passar essa informação, no caso de trabalhadores do sector privado ou voluntários, para que seja definida pelos deputados.

É precisamente nas situações de pessoas que trabalham com crianças, em regime de voluntariado, que a comunicação esperada das autoridades judiciárias pode não ficar garantida, salienta Rui do Carmo, magistrado do Ministério Público em Coimbra na área criminal e de família e menores. A preocupação principal, considera o procurador, será garantir que o novo sistema venha a ser tão eficaz como o actual, e isso não é certo. “Antes de se aplicar [esta recomendação] tem que se pensar muito bem, porque há muita gente a trabalhar em regime de voluntariado” e, nesses casos, “a informação pode falhar”.

A recomendação do provedor define os termos em que a comunicação das autoridades judiciárias seria feita no caso dos funcionários públicos, estando esses termos já previstos na Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas: “Quando o agente de um crime cujo julgamento seja da competência do tribunal de júri ou do tribunal colectivo seja um trabalhador em funções públicas, a secretaria do tribunal por onde corra o processo, no prazo de 24 horas sobre o trânsito em julgado do despacho de pronúncia ou equivalente, entrega, por termo nos autos, cópia de tal despacho ao Ministério Público, a fim de que este a remeta ao órgão ou serviço em que o trabalhador desempenha funções.” O mesmo tipo de comunicação é feito “quando um trabalhador em funções públicas seja condenado pela prática de crime”.

Eficácia em dúvida

Contudo, e relativamente aos outros trabalhadores do sector privado e voluntariado, “caberá ao legislador definir qual é a entidade competente pela concretização da comunicação, entre as várias autoridades judiciárias que terão condições para o fazer”, recomenda José de Faria Costa, confiando que “os deputados da Assembleia da República saberão definir métodos de comunicação que garantam a necessária oportunidade e eficácia” da medida, em caso de esta ser acolhida.

É justamente a eficácia mencionada pelo provedor que suscita dúvidas do procurador Rui do Carmo. “Se a prática do acto da condenação não ocorrer no âmbito das actividades com crianças, pode não chegar ao conhecimento do processo”, explica.

O exemplo dado pelo provedor, no texto da recomendação, é relativo à educação e, nesses casos, há um acesso da entidade empregadora ao registo do trabalhador, o que pressupõe a sua autorização, esclarece. Nos outros casos, havendo um processo judicial, a identidade do empregador consta da informação das autoridades judiciárias, que ficariam, segundo a proposta do provedor, responsáveis por comunicar decisões judiciais relevantes como uma pronúncia ou condenação. Mas no caso dos voluntários, essa informação pode falhar porque as autoridades não têm garantidamente conhecimento de quem são as entidades para quem os voluntários fazem o seu trabalho.

Ana Perdigão, jurista no Instituto de Apoio à Criança (IAC) justifica também as suas reservas relativamente à proposta de José de Faria Costa pela frequência com que muitas actividades com menores de 18 anos são realizadas em regime de voluntariado. O voluntariado pode ser “uma via de acesso fácil às crianças, que muitas vezes estão em condições de grande vulnerabilidade familiar, social e económica”. E insiste: “Muitas vezes, o voluntariado pode funcionar como um corredor fácil de acesso às crianças sob uma veste altruísta.”

Ana Perdigão preferia, por isso, que o sistema mantivesse “a malha de protecção apertada”, continuando a vigorar a norma imposta com a alteração de 2015 à Lei n.º 113 de 2009, à qual acrescentaria a proposta do provedor de ficarem as autoridades judiciárias responsáveis por comunicar às entidades empregadoras a acusação ou condenação de funcionários seus.

A legislação de 2009 já incorporava na lei portuguesa uma directiva da União Europeia e a Convenção do Conselho da Europa para a Protecção das Crianças contra a Exploração e os Abusos Sexuais — Convenção de Lanzarote. Em 2015, foi reforçada, passando a ser obrigatório, todos os anos, para todas as escolas, creches e entidades cujos profissionais trabalham com crianças, solicitarem esse certificado aos seus trabalhadores. A regra aplica-se a trabalhadores do Estado ou do sector privado, e também a voluntários.

A jurista do IAC não vê motivos para se reverter o que ficou definido nessa alteração à lei aprovada em 2015 — se o objectivo for o superior interesse da criança e a sua protecção. “A prioridade é o interesse e a protecção da criança”, diz. “Já basta por vezes fugirem-nos situações que infelizmente nos passam ao lado.”

Situações recorrentes

No final de Julho, a Polícia Judiciária deteve um homem pela presumível autoria de vários crimes de abuso sexual de crianças e de actos sexuais com adolescentes, entre 2012 e Junho de 2016, na zona de Gondomar, que se relacionava com as crianças e os jovens na qualidade de treinador de futsal.

Uma mês antes, o Ministério Público deduzira acusação por abusos sexuais de crianças contra oito adultos, na zona de Palmela, que atraíam os rapazes a sua casa, oferecendo actividades lúdicas e disponibilizando-se a tomar conta deles depois de o primeiro contacto ser feito num clube de futebol para jovens na região, onde o principal arguido dava aulas.

E no ano passado, foram vários os casos de funcionários indiciados por este tipo de crimes em escolas, estabelecimentos de actividades com crianças ou lares de jovens: um auxiliar de acção educativa numa escola de Lisboa em Junho; um colaborador de actividades extracurriculares num jardim-de-infância na Amadora (que era familiar da directora do estabelecimento, que não tinha a situação regularizada e cujo encerramento foi ordenado pelo Ministério da Educação), em Outubro; e, três meses depois, um auxiliar de acção educativa numa escola em Ponta Delgada, que terá abusado de crianças entre os oito e os 12 anos.

 

Seja Sorridário, apoie a Campanha de Angariação de Fundos de Rua!

Maio 16, 2016 às 6:09 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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SORRIDÁRIOS PROCURAM-SE!

Venha espalhar sorrisos pelas ruas de Portugal no Dia do Nariz Vermelho! Contamos com o seu apoio na nossa campanha de angariação de fundos de rua que irá acontecer de 01 a 05 de Junho em Almada, Cascais, Lisboa, Sintra, Braga, Coimbra, Matosinhos e Porto!

Inscreva-se já como voluntário e torne-se um sorridário preenchendo o formulário Formulário Inscrição (http://narizvermelho.force.com/diado…/CampanhaSejaSorridario) onde poderá escolher a zona e o dia. Poderá fazê-lo até ao dia 22 de Maio.

Para mais informações entre em contacto connosco através do email voluntario@narizvermelho.pt

Ajude-nos a receitar alegria

 

 

Esta portuguesa está a salvar vidas de crianças quenianas

Abril 8, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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texto do Expresso de 16 de março de 2016.

expresso

Dizem os relatório das Nações Unidas que quase um milhão de meninas não vão à escola no Quénia. Mas os números reais podem ser bem mais elevados, uma vez que muitas das crianças nascidas em bairro de lata e zonas rurais invariavelmente nem sequer possuem um registo de nascimento. No caso dessas meninas nascidas em meios totalmente desfavorecidos, o seu destino é quase sempre o mesmo: “Sem educação, muito dificilmente irão conseguir sair do bairro de lata. Vão casar cedo com algum vizinho, vão ter quatro ou cinco filhos (ou mais) e vão lutar todos os dias para sobreviver. À porta de casa, vão colocar um tecido no chão e vender vegetais ou roupas em segunda mão”. Palavras de Diana Vasconcelos, a portuguesa responsável pelo apadrinhamento de 200 crianças das favelas de Nairobi.

Engane-se quem acha que Diana só o consegue fazer porque é um género de magnata. Pelo contrário. Diana é uma jovem mulher de 28 anos, oriunda de Amarante e com uma vontade gigante de conhecer o mundo. Depois de terminar a licenciatura em Ciências de Comunicação, juntou todo o dinheiro que conseguiu ganhar a vender livros e a fazer limpezas numa pastelaria e meteu o pé na estrada. Andou pela Europa e pelo Estados Unidos – viagens cujos relatos foi partilhando no blogue “Há ir e Voltar” – até que um projeto de voluntariado a levou ao Quénia. É por lá que está há dois anos e onde, por iniciativa própria, começou a criar uma rede de apadrinhamento de crianças das favelas de Nairobi. O seu blogue pessoal deu nome ao projeto que hoje tem em mãos: assegurar educação a meninos que sem ela dificilmente sairão da pobreza extrema.

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Começou por se apaixonar pela simpatia dos habitantes de Kibera, um dos maiores bairros de lata da capital queniana. Foi lá que conheceu “teacher Benta”, uma mulher que todos os dias acolhia 27 crianças num pequeno barracão sem condições, para que os pais pudessem ir trabalhar. Durante semanas viu os petizes comerem arroz com arroz e decidiu apadrinhá-los com comida, pedindo ajuda a amigos em Portugal para criar um rede de donativos. Foi então que teve uma ideia: porque não tentar também construir uma escola? Na altura fez um apelo por email e nas redes sociais a todas as pessoas que quisessem ajudar e conseguiu reunir fundos suficientes para uma escola/orfanato. O “Há Ir Voltar” crescia, tal como a sua vontade de fazer a diferença na vida daquelas famílias. Ao mesmo tempo que construía a escola em Kibera, começou também a trabalhar com a comunidade local de Mathare, uma favela onde se estima que 1 em cada 3 habitantes tenha HIV e que praticamente todos vivam com menos de 1 dólar por dia. Lá, dedicou-se a arranjar “padrinhos” à distância para permitir que as 78 meninas que, mal ou bem, já conseguiam ir à escola, pudessem continuar a ir.

Um erro que podia ter sido o fim de tudo

De volta a Kibera: ingenuamente, Diana construiu a escola em seu nome, algo que se revelou um erro. Um dia foi chamada pela polícia que a obrigou a ceder-lhes o edifício recém-construído. Depois de “muita discussão e de muitas lágrimas”, não teve outra hipótese. As salas de aula iriam ser alugadas por Benta a famílias da favela. Pela primeira vez teve medo e passou noites sem dormir. “Foram os meus dias mais difíceis no Quénia. Todo o trabalho de um ano, todo o dinheiro que tínhamos conseguido angariar, tinha sido em vão. Pensei ir embora. Mas, aqueles 80 meninos que Benta estava a mandar embora ficaram sem escola. Eu não podia simplesmente fazer as minhas malas e ir embora como se nada estivesse a acontecer. Voltei a Kibera e comecei a colocar os meninos noutras escolas. A escola que construímos no ano passado já não é uma escola – foi uma ferramenta de educação que tínhamos criado e que falhou. Mas estas crianças ainda precisam da nossa ajuda, agora mais do que nunca.”

Além da rede de apadrinhamentos – que garante, por exemplo, alimentação e roupa a 200 crianças atualmente – focou-se então em Mathare e nas 78 meninas da escola Angel Girls, cujas professoras locais há mais de dez anos fazem todos os esforços para lhes dar educação. Mas a escola existente não é bem uma escola: são três salas de 4m2, onde chegam as estar 40 meninas dos 3 aos 12 anos. Com paredes de chapa, bancos partidos, chão de terra batida, ardósias esburacadas e telhado que deixa passar água quando chove (espreitem o vídeo em baixo). Sem casa-de-banho, só um esgoto a céu aberto. E Diana quer que estas crianças tenham direito a mais. Em vez de construir uma escola sua, desta vez Diana está a fazer uma recolha de fundos para a reabilitação do projeto já existente. Com a colaboração dos próprios pais das crianças, que terão de contribui com €1,50 para a construção. Um valor simbólico, é certo, mas que para a realidade da favelas é um esforço. Esforço esse que deverá contribuir para os tornar num género de guardiões do edifício.

Uma escola, uma refeição por dia, uma possibilidade de futuro

Com apenas 20 mil euros será possível transformar aquelas três salas em uma escola de dois andares, com janelas, salas onde se consegue respirar, materiais de estudo e casas de banho. Lá, será possível albergar inicialmente 78 meninas (o desejo é chegarem às 130) e garantir-lhes refeições quentes diárias, provavelmente as únicas que muitas daquelas crianças comerão por dia. E porquê meninas? Porque nas famílias mais carenciadas, culturalmente são sempre elas as últimas a terem direito a ir à escola.

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Na página da angariação de fundos, Diana e as outras três voluntárias portuguesas que se juntaram a ela para dar vida ao projeto explicam tudo e partilham os dados para transferência de donativos. Porquê no Quénia e não em Portugal? “Porque é aqui que quero estar”, explica Diana no seu blogue. “Sei que em Portugal há muita gente a passar necessidades, a passar fome. Que não tem uma casa, mas não podemos sequer comparar ao Quénia. O que importa é dar a mão a pessoas totalmente desamparadas. Adultos ou crianças que têm direito a viver e não a sobreviver com menos de 0,70 cêntimos por dia. Que morrem com doenças que são curadas com menos de cinco euros”.

Quando alguém ajuda quem realmente precisa, a pergunta “onde?” é a que menos importa. Uma vénia à Diana que, embora dedique a vida dela aos outros, a única coisa que nos pede a todos é que ajudemos com aquilo que pudermos dar. E dez euros que sejam já podem fazer a diferença.

 

 

 

A Patrycja e o seu estágio no IAC-CEDI

Dezembro 9, 2015 às 3:39 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Patrycja e o seu estágio no IAC-CEDI

My name is Patrycja, I’m Pole and I have been an intern in the Clube Intercultural Europeu within Erasmus Plus programme since October 2015. Clube is a non-profit organization that operates in the fields of youth, education and training.

I started my internship just after my graduation from University of Warsaw where I studied law. The story why I have chosen Portugal as a place for my internship goes back to June 2014. That was the first time I came to Portugal. Amazed with the beauty of Lisbon, people’s friendliness and food, I realized I wanted to spend more time in this country but not purely as a tourist. A will to rest and relax turned into a will to experience a day–to-day life in Lisbon, to try to understand the complex society living there and have a multicultural experience. I wanted to see other sides of Lisbon besides the touristic one that I had only known. I also believed that Lisbon is a place where I can develop my skills that could later help me in my future work as a lawyer. An internship in Clube has given me that opportunity.

On of the tasks that I have been assigned during my internship involved working within one of the projects run by Instituto de Apoio à Criança (IAC). IAC is a separate institution that Clube helps at several levels on and off. My task is to digitize recordings dealing with topics related to IAC’s sphere of activities. Among those there are conferences organized by IAC as well as documentaries about children from underprivileged backgrounds, including those living in the streets. The cassettes generally deal with children´s rights. IAC has existed since 1983 and during this time there has been done an incredibly valuable work. Most of it has been saved on VHS cassettes as that was the main way of saving documents before. Nowadays, there is a tendency to store everything in a digitized form as that requires less space, is cheaper as well as gives an opportunity to a wider community to have access to the fruits of the work of IAC. The recordings may be uploaded later on the IAC’s website, Facebook fanpage etc. The process of digitizing is a tedious job but is extremely important for IAC as well as for children whom IAC helps most. Only in this way, will the future generation be able to benefit from the activities that IAC has carried out.

During my internship I have also participated in a project Sementes a Crescer E5G. It is a socio-educational project managed by Clube in João Nascimento Costa district near Olaias, parish of Beato. There are various activities carried within this project that are aimed at integrating the people living in the neighborhood, improving chances of finding a job for the unemployed, helping out children with homework as well as organizing their leisure time. Recently a new activity has been added to the offer of Sementes – English classes and my task was to conduct them. Amongst the students there have been people from the neighbourhood – students still attending school, those who dropped out of school, unemployed people – basically anyone who felt like improving their language skills or simply start learning English. Everyone is welcome at the class. The level of English does not matter. The only requirement is a willingness to learn. The classes take place every Friday and there are three groups – two groups for total beginners (in the morning and in the evening) and one group in the evening where the level is a bit more advanced. That group is more popular amongst students who have already a good command of English but want to practice it more, especially through conversations.  The project has turned out to be a very good idea. More and more people wish to attend the classes. And when it comes to students who have participated in the classes since the beginning, I can already tell they have made a progress.

My internship has lasted only 3 months but during this time I have been given an opportunity to work within the fields I had not worked before. I believe this has been a valuable experience for my professional life of a future lawyer as well as for my personal development. I am very glad I have chosen Clube as a place to do my internship.

VOLUNTARIADO “Pontes de Humanidade” na Alemanha -VAGAS (entre início de agosto de 2015 e final de julho de 2016)

Maio 28, 2015 às 12:01 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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programa

O Ano de Voluntariado Social em Dresden – Alemanha tem 2 programas: um para pessoas com idades entre 18-25 anos chamado Freiwilliges Soziales Jahr (FSJ) e outro para pessoas com mais de 18 anos chamado Bundesfreiwilligendienst (BFD).

Este projeto luso-alemão é um dos frutos da cooperação entre as duas entidades: CLUBE e ICE. Maior informação: http://www.freiwilligendienst.de/

O projeto de voluntariado será desenvolvido no âmbito do acompanhamento e do cuidado de pessoas portadoras de deficiência. Os/as voluntários/as serão integrados/as na equipa de profissionais e assistentes que trabalham nas instituições de acolhimento.

As experiências que os/as voluntários/as desenvolverão através da relação com todas as pessoas envolvidas serão amplamente enriquecedoras em todas as áreas das suas vidas.

Os/as voluntários /as receberão as seguintes prestações:

  • Alojamento.
  • Subsídio de Manutenção (aprox. 229€ / mês) + passe de transporte local.
  • Dinheiro de bolso (aprox. 100€/ mês).
  • Seguro (saúde, acidentes, danos a terceiros, segurança social alemã).
  • 4 semanas de Curso intensivo de Alemão e de Cultura Geral Alemã.
  • 25 dias de Seminários ao longo dos 12 meses de serviço.
  • 24 dias de férias, 40 horas de trabalho por semana.
  • Formação pedagógica, prática e profissional dos/as voluntários/as a cargo dos/as mentores/as e conselheiros/as técnicos/as de cada instituição.
  • Uma vez terminado 1 ano de voluntariado, possibilidade de alargamento do período de voluntariado por mais 6 meses.
  • Pagamento da viagem de regresso a Portugal.

Atenção:

1-O pagamento da viagem de ida para a Alemanha fica a cargo de cada voluntário!

2-Durante a estadia na Alemanha, o CLUBE manterá contacto regular com os/as voluntários/as portugueses/as.

Espera-se dos/as voluntários/as:

  • Idades: 18-25 anos (programa FSJ), >18 sem limite máximo de idade (programa BFD).
  • Vontade e empenho em desenvolver competências lingüísticas em alemão.
  • Motivação, vontade de participar ativamente e compromisso social.
  • Motivação e vontade de aprender a cultura e a língua alemã e de trabalhar em equipa.
  • Motivação para a preparação e implementação dos Seminários do ICE (na sua introdução, desenvolvimento e reflexões finais): sobre cultura internacional, Educação Cívica, história e debates referentes a assuntos sociais e políticos atuais.

Datas:

  • Partida para Dresden, Alemanha: 1 de agosto.
  • Entre os dias 1–31 de agosto: Formação linguística, pedagógica e profissional.
  • 1-16 de Agosto: Seminário de Preparação Pedagógico-profissional para o Voluntariado.
  • 16-31 de Agosto: Curso Intensivo de Alemão e de Cultura Geral Alemã.

31 de Agosto: viagem dos/as voluntários/as para as suas instituições de acolhimento.

NB – Serão também definidas datas para a preparação em Portugal.

Documentação (em alemão -preferencialmente- ou em inglês):

  • CV com foto.
  • Carta de motivação.
  • Carta de recomendação.
  • Cópia do BI ou Passaporte.
  • Atestado médico. Onde deve constar que o voluntário/a não padece de nenhuma doença de tipo contagioso. O trabalho do/a voluntário/a será desenvolvido com pessoas com estados de saúde frágeis, não sendo adequado estas terem contato com portadores de doenças transmissíveis. Também deve ser indicado se o voluntário/a precisa de algum medicamento em particular ou se padece de alguma doença crónica, etc. O ICE será o responsável pela organização da “assistência médica” dos/as voluntários/as, pelo que será útil conhecer o seu estado de saúde.
  • Certificado criminal.

NB – O CLUBE terá por missão a seleção dos/as candidatos/as, o apoio à preparação para a ida, o acompanhamento por skype/email durante a estada e o “debriefing” após o regresso.

Candidaturas, questões e mais informações, enviar para: sve.clube@gmail.com

Prazo de apresentação de candidaturas: 10 de Junho.

 

Homenagem a Elza Chambel: Comunicado da Direção do IAC

Maio 20, 2015 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Ricardo Perna

Foi com grande comoção que o Instituto de Apoio à Criança soube da morte de Elza Chambel. Membro dos órgãos sociais do IAC há décadas, trabalhou connosco em múltiplas ocasiões e acompanhou de perto o Projecto Rua desde que foi Comissária da Luta contra a Pobreza, nos anos 90. A sua acção na área social foi notável, particularmente na causa do combate à exclusão, e nos últimos anos, salientamos a sua actividade no âmbito do Voluntariado, tendo presidido ao Conselho Nacional do Voluntariado. Desempenhou cargos de relevo na Administração Pública, representou o nosso País em inúmeras reuniões internacionais e já depois de estar aposentada continuou a trabalhar nas suas causas como Voluntária, designadamente a prestar apoio ao Projecto Rua, onde criou fortes laços de amizade com todas as equipas. Elza Chambel deixa uma enorme saudade e o Instituto de Apoio à Criança presta-lhe uma sentida homenagem de respeito, apreço e gratidão.

 

Oito mais-valias do voluntariado nos jovens

Janeiro 20, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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texto do site http://lifestyle.sapo.pt

sapo

Para além de contribuir para o bem-estar da sociedade, o voluntariado ajuda a desenvolver competências úteis para entrar no mercado de trabalho

O voluntariado é uma situação em que todos ganham: tanto as pessoas que são ajudadas, como quem ajuda. As vantagens são muitas, seja em que idade for: Fomenta o enriquecimento pessoal e contribui para o desenvolvimento de muitas competências, como sentido de responsabilidade, espírito de colaboração, relacionamento interpessoal, competências de comunicação, de encontrar estratégias de solução, entre outros. Leia o texto: Geração nem-nem: como dar a volta à situação

Para os jovens, o voluntariado é ainda mais útil, porque pode contribuir para o aumento da autoconfiança e abrir portas para o mercado de trabalho quando sem tem pouca ou nenhuma experiência. Pode ser uma porta para angariar conhecimentos de forma gratuita, como uma língua nova ou um programa de computador. Isto significa que depois de ter sido voluntário, poderá concorrer a propostas de trabalho já com alguma experiência prática. Conheça os oito principais benefícios próprios de fazer voluntariado durante a juventude. Leia o texto 10 ideias para os jovens conseguirem emprego

  1. Conhecer-se melhor

Conhecer-se a si próprio – os seus talentos, interesses, valores e competências – é a base para uma carreira de sucesso. A experiência de voluntariado pode ser uma boa forma de aprender mais sobre si e onde poderá ter melhores oportunidades de crescimento e desenvolvimento, tanto a nível pessoal como profissional. Leia o texto: Conheça o 10 cursos superiores com maior empregabilidade

  1. Adquirir novos conhecimentos

O trabalho de voluntário oferece oportunidades para aprender novas coisas. É uma forma de educação não formal, que contribui para o alargamento dos horizontes. Por exemplo, se está a estudar para educadora de infância, pode voluntariar-se na junta de freguesia para levar crianças à praia ou então em associações que trabalhem com os mais pequenos. O voluntariado providencia também experiência de trabalho válida, o que aumenta as probabilidades de ser escolhido para uma vaga de emprego para a qual não tem experiência. Leia o texto: Sete formas low cost de continuar a estudar

  1. Desenvolver competências sociais

Por colocar as pessoas em contacto com situações com as quais ainda não estão muito habituadas e a resolver problemas fora do comum, o trabalho voluntariado pode ajudar a desenvolver algumas competências sociais, que serão bastante úteis e valorizadas no mercado de trabalho, como por exemplo: compaixão, liderança, confiança, autoestima, capacidade de resolução de problemas e de trabalho em equipa. Leia o texto: 10 passos para transformar o seu estágio num emprego

  1. Ter um primeiro contacto com o mundo do trabalho

Para os jovens que ainda não tiveram uma oportunidade de trabalhar é uma boa forma de entrar no mundo laboral e adquirir experiência. Se fizer alguns trabalhos de voluntariado dentro da sua área poderá colocar essa informação no currículo e isso ser um fator diferenciador em relação a outros candidatos. Leia o texto: Garantia Jovem: Conheça o plano para jovens sem trabalho

  1. Aprender técnicas de trabalho

Para quem ainda não tem experiência no mercado profissional, o voluntariado pode ser uma forma de aprender técnicas básicas de trabalho, uma vez que muitos projetos desta natureza incluem alguma formação. Para além de incutir sentido de responsabilidade e obrigar a rotinas de trabalho, também fomenta a criatividade e a capacidade de resolução de problemas. Leia o texto: 1o empregos de verão para jovens

  1.         Explorar o mercado

O voluntariado poderá dar-lhe uma hipótese de descobrir diferentes posições ou áreas de trabalho, sem que isso, comprometa a sua carreira numa empresa ou a sua estabilidade financeira. A experiência de voluntariado numa área específica permite-lhe saber que papéis poderá desempenhar nesse campo, quais as competências que precisa de trabalhar melhor e quais as empresas que deverá contactar para trabalhar. Assim, enfrentará o mercado de trabalho de forma mais preparada. Leia o texto: Trabalhador-estudante: como conciliar um emprego com os estudos

  1. Aumentar rede de contactos

O voluntariado é uma boa forma de conhecer novas pessoas e através desses conhecimentos, abrir portas que não se abririam de outra forma, principalmente quando ainda não começou a trabalhar e não conhece ninguém na sua área. Por isso, não se esqueça de guardar os contactos de todas as pessoas com quem se cruza no projeto que decidir abraçar. Nunca se sabe onde poderá estar uma oportunidade. Saiba como utilizar ‘networking’ para encontrar emprego

  1. Aprofundar conhecimentos linguísticos

Pode aproveitar esta fase da vida em que ainda não tem muitas responsabilidades para fazer voluntariado num país estrangeiro. Para além da experiência fora de portas nacionais ser bastante valorizada pelos entrevistadores, esta poderá ainda ser uma forma de melhorar as suas capacidades linguísticas. Estas serão mais-valias bastante apreciadas numa entrevista de emprego. Leia o Guia do primeiro emprego

Onde procurar:

Bolsa de voluntariado

Portal Europeu da juventude

Cruz vermelha portuguesa

Banco Alimentar contra  Fome

Portal da juventude

Volunteer Match

Idealist.org

Hands on Network

 

 

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