I Seminário Rede Municipal de Intervenção na Violência Doméstica de Loures, com a participação da Presidente do IAC Dulce Rocha e Maria João Malho do IAC, 29 de novembro em Loures

Novembro 27, 2018 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Drª Dulce Rocha, Presidente do Instituto de Apoio à Criança irá participar como moderadora no painel “Violência no namoro: Qual é o problema?” e a Drª Maria João Malho técnica do IAC-SOS-Criança apresentará o “Projeto Escola Alfaiate”.

Mais informações no link:

https://www.cm-loures.pt/Conteudo.aspx?DisplayId=5667

 

VII Conferência e VI Prémio de Comunicação Corações Capazes de Construir : Com Riscos de Traça o Futuro – 19 novembro na Fundação Calouste Gulbenkian

Novembro 16, 2018 às 8:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.facebook.com/events/2223127851255828/

Nasceu um jogo para prevenir a violência no namoro. Joga-se no smartphone e no computador

Novembro 5, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia e fotografia do Público de 19 de outubro de 2018.

O jogo, denominado “UNLOVE”, pode ser descarregado gratuitamente. Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, considerou que estas ferramentas são “fundamentais, porque falam e são o meio que hoje os jovens utilizam”.

Lusa

O Movimento Democrático de Mulheres (MDM), em parceria com a Universidade de Aveiro (UA), lançou nesta sexta-feira um jogo destinado a adolescentes para smartphone e computador que visa, entre outros objetivos, prevenir a violência no namoro.

Em declarações à Lusa, Joana Lima, do MDM, disse que a finalidade do jogo é “dar ferramentas de treino às crianças e jovens para depois, na sua vida, poderem lidar com situações reais“.

“É um jogo baseado em princípios não moralistas e não limitadores. A personagem que é criada é completamente costumizada. Eu crio uma personagem que me representa a mim e o meu ou a minha namorada”, adiantou Joana Lima. O jogo permite que os utilizadores vivam uma “história de namoro”, onde lhes são colocadas situações sobre as quais terão de tomar decisões comportamentais para prosseguir.

As decisões conduzem a diferentes caminhos de relação e ocorrem em diferentes espaços (a casa, o café, a escola, a praia) e o jogo está desenvolvido para que o jogador vá tomando consciência do resultado das suas decisões.

Na ocasião, a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, considerou que estas ferramentas são “fundamentais, porque falam e são o meio que hoje os jovens utilizam, e tem essencialmente uma abordagem que não é conservadora, nem moralizadora”.

“Temos de ser inteligentes e falar a linguagem, usar o meio, usar os códigos que eles utilizam. Acho que aqui está a chave do sucesso. A minha expectativa relativamente a estes instrumentos é imensa”, disse a governante, apelando a uma “grande difusão” destas ferramentas, levando-as ao conhecimento de todos os agentes educativos do país.

Para crianças e jovens dos 12 aos 18 anos

O jogo, denominado “UNLOVE”, pode ser descarregado gratuitamente para os sistemas Android e iOS e pode ser usado num computador ou no smartphone. Destina-se a crianças e jovens dos 12 aos 18 anos, foi desenvolvido ao longo de 18 meses, com a realização de várias atividades em escolas secundárias do distrito de Aveiro e na UA, abrangendo mais de duas mil pessoas.

O primeiro protótipo surgiu no âmbito de um trabalho desenvolvido por alunos da UA no ano lectivo 2013/2014. Cinco anos volvidos, o MDM partilhou com a comunidade a versão final do jogo, que contou com o financiamento da Secretaria de Estado da Cidadania e Igualdade.

Além do videojogo, em simultâneo foi lançado o guião UNPOP, um ‘kit’ pedagógico para ensinar a utilizar, em contexto educativo, videoclipes que os jovens consomem quotidianamente em elevadas quantidades, e onde estão presentes estereótipos de género, a banalização da erotização e sexualidade, preconceitos e mitos sobre modelos de relação, que podem estar associados ou possam ser geradores de discriminações e de violências”.

Neste momento, o MDM já tem várias solicitações para apresentar os dois produtos em escolas e outras organizações e associações, disse Joana Lima, adiantando que a UA vai garantir a monitorização do impacto que o jogo tem nos estudantes.

Site do jogo:

http://unlove.web.ua.pt/sobre.php

 

 

Violência contra as mulheres : Um inquérito à escala da União Europeia : síntese dos resultados

Junho 23, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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descarregar o documento no link:

https://publications.europa.eu/en/publication-detail/-/publication/6cb0c9ec-5165-446f-8751-33892f017dfd/language-pt/format-PDF/source-71798777

A violência contra as mulheres compromete os seus direitos fundamentais, tais como a dignidade, o acesso à justiça e a igualdade de género. Por exemplo, uma em cada três mulheres sofreu violência física e/ou sexual desde os 15 anos de idade; uma em cada cinco mulheres foi vítima de perseguição; uma em cada duas mulheres foi confrontada com uma ou mais formas de assédio sexual. Estamos, deste modo, perante um quadro de abuso disseminado, que, embora afete a vida de muitas mulheres, é sistematicamente objeto de… notificação insuficiente às autoridades. Os dados oficiais não refletem, por conseguinte, a amplitude da violência contra as mulheres.

Adolescência. 3 histórias chocantes de sexo, violência e selfies

Junho 20, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site MAGG de 11de junho de 2018.

por MARTA GONÇALVES MIRANDA

Depois de “O Fim da Inocência”, Francisco Salgueiro recebeu centenas de relatos de jovens. O resultado é “S.D.S. — Sexo, Drogas e Selfies”.

Sexo, drogas, álcool. Noites levadas ao limite, partilhas incessantes nas redes sociais, bebedeiras que quase terminam em coma alcoólico. Foi em 2010 que Francisco Salgueiro publicou o livro “O Fim da Inocência“, inspirado na história real de uma adolescente portuguesa.

Inês tem uma vida aparentemente perfeita, frequenta um dos melhores colégios nos arredores de Lisboa e relaciona-se com filhos de embaixadores e presidentes de grandes empresas. Mas é também consumidora regular de drogas, participa em jogos sexuais arriscados e utiliza desregradamente a internet.

“Antes de terminar ‘O Fim da Inocência’, perguntava a toda a gente se alguém conhecia histórias de outros adolescentes e ninguém conhecia. Era uma espécie de tabu”, conta à MAGG Francisco Salgueiro, 45 anos. “Quando o livro é publicado, começo a receber imensas histórias.”

“O Fim da Inocência” foi um enorme sucesso — em vendas, é verdade (já vai na 13.ª edição), mas também no despertar de uma consciência adormecida. Os pais não faziam a menor ideia do que os filhos andavam a fazer, a comunicação social não abordava estes temas. Depois do livro, e ainda mais depois da adaptação ao cinema (“O Fim da Inocência” foi o filme mais visto em 2017), tudo isso mudou.

“Quando escrevi ‘O Fim da Inocência’ achava que aquela era a geração que mais riscos estava a correr. Agora vejo claramente que é esta.”

Oito anos depois, ainda é raro o dia em que Francisco Salgueiro não recebe pelo menos um email de um adolescente a narrar-lhe alguma coisa. Foi por isso que surgiu a ideia de publicar “S.D.S. — Sexo, Drogas e Selfies“, que reúne várias histórias reais que lhe foram enviadas. São relatos novos e verídicos que mostram o que os jovens do século XXI fazem no seu dia a dia, em particular à noite.

E mudou assim tanta coisa desde Inês? Sim. E está pior? Sem dúvida. “Quando escrevi ‘O Fim da Inocência’ achava que aquela era a geração que mais riscos estava a correr. Agora vejo claramente que é esta.”

Por um lado, culpa das suas próprias profissões e estilos de vida, os pais acabam por estar mais desligados. Por outro, os miúdos vivem a cultura do YOLO (You Only Live Once — só vivemos uma vez) e do FOMO (Fear of Missing Out — medo de estarem a perder alguma coisa).

“Para nós pode não parecer muito tempo, mas para os adolescentes oito anos é de facto muito tempo em termos de novidades do que eles fazem no seu dia a dia. Há coisas que eles fazem hoje em dia que não passa pela cabeça dos pais ou das pessoas mais velhas.”

A MAGG pediu a Francisco Salgueiro que escolhesse excertos das histórias que mais o chocaram. Uma rapariga apanhada pelo segurança da discoteca a fazer sexo oral na casa de banho, e a ser filmada por amigos e desconhecidos. Uma jovem que reflete sobre um grupo de amigos que só interage via redes sociais (mesmo quando estão na mesma sala). Uma saída à noite que termina com uma agressão verbal — e física. Três histórias chocantes de “S.D.S. — Sexo, Drogas e Selfies”.

Atenção: as histórias que se seguem contêm cenas e linguagem sexualmente explícitas que podem ser consideradas inadequadas e ofender.

Ler as histórias no link:

https://magg.pt/2018/06/11/adolescencia-3-historias-chocantes-de-sexo-violencia-e-selfies/

 

Como lidam os jovens com a violência no namoro? Perguntem-lhes

Maio 12, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Público de 29 de abril de 2018.

Alunos de Valadares mergulharam nas causas e consequências da violência no namoro através de diferentes métodos. E trazem respostas. Entre as soluções está a ideia de que o assunto “deve ser tratado na escola, desde pequenos”, para ajudá-los a reconhecer o problema.

Aline Flor

O que pensam os estudantes sobre as diferentes formas de violência no namoro? Como é que os jovens reagem a este tipo de violência? Que estratégias usar para que compreendam melhor o problema? Para a turma de multimédia do 11.º ano da Escola Secundária Dr. Joaquim G. Ferreira Alves, em Valadares, Vila Nova de Gaia, as respostas vieram sob várias formas.

Ao longo do último ano lectivo, rapazes e raparigas investigaram a violência no namoro com recurso a diferentes métodos: inquéritos, entrevistas, fotografia, teatro. O tema foi escolhido pelos próprios alunos, no âmbito do projecto europeu Catch-Eyou, que em Portugal é coordenado por Isabel Menezes, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP). No ano passado, com a ajuda de investigadores da FPCEUP e através de metodologias ligadas ao Teatro do Oprimido, analisaram algumas dinâmicas de poder presentes na sociedade e que identificam também no seu dia-a-dia.

Ao fim do primeiro ano do projecto, a turma tinha explorado a violência no namoro e a desigualdade entre alunos e professores. “Mas este ano decidimos que a violência no namoro era mais importante”, conta-nos Catarina Machado, 18 anos. Os resultados foram apresentados na semana passada, através posters, vídeos e teatro, num evento aberto à comunidade escolar no qual também estiveram presentes investigadores e outros membros externos para ouvir e debater com os alunos os resultados que encontraram.

“Não é uma coisa de que se fale regularmente, mas sabemos o que é e as consequências que tem”, explica Paulo Silva, 18 anos, que ficou no grupo de rapazes que elaborou o questionário distribuído por turmas do 7.º ao 12.º ano. Perguntaram aos colegas: acham normal um namorado dar uma bofetada à namorada? Pedir-lhe o telemóvel “para ver o que se passa”? E se for ao contrário? As conclusões: “A grande maioria dos jovens é contra a violência no namoro”, apesar de haver estudantes “menos conscientes” sobre as diferentes formas de violência.

E quando o agressor é o nosso melhor amigo, o que devemos fazer? As opiniões dividem-se – e os alunos tentaram mostrar os diferentes pontos de vista num debate em role playing, em que cada personagem representa as conclusões retiradas de cada fonte.

Assunto “deve ser tratado na escola”

Catarina Machado e outras quatro colegas ficaram com as entrevistas; falaram com um agente da polícia e com a representante de uma organização de apoio a vítimas de violência no namoro. Ouvidas as partes, concluíram que o assunto “deve ser tratado na escola, desde pequenos, para interiorizarmos melhor estes temas”. “Muitas vezes nós não vemos as coisas como sendo aquilo que são, e acho que deveríamos ter mais noção das coisas”. Por exemplo? Estar alerta quando alguém numa relação tenta controlar a roupa ou os contactos da outra pessoa. As fontes ouvidas pelas estudantes afirmaram ainda que “os professores deviam ser alertados para este problema”, para estarem prontos para intervir.

O grupo da colega Jéssica Santos, 18 anos, tentou perceber como é que vítimas, agressores e colegas reagem à violência. O método: a fotografia. “Na nossa fotografia, tentamos pôr-nos no corpo da pessoa, sentir o que ela sente. Através disso, encontrar algo que transmita o que a pessoa numa relação dessas está a sentir e tentar fazer com que, ao verem a nossa imagem, as pessoas pensem. Talvez até ganhem uma ideia nova sobre o que é este tema”. O resultado: uma “árvore cronológica” de uma relação violenta, que cresce desde a raiz até dividir-se entre “a decisão de tentar libertar-se dessa relação” e um lado mau, de sofrimento e solidão. Para Jéssica, é preciso “incentivar as pessoas a ajudarem-se umas às outras”. “Muitas vezes vemos as coisas mas não nos queremos meter nos problemas dos outros.”

E o que estará na raiz desta violência? Para o grupo que explorou o tema através do teatro, a resposta está nas “diferentes intenções que levam as pessoas a estarem juntas e o lugar que cada um ocupa na sociedade”, lê-se num dos posters elaborados pelos alunos para apresentar os seus resultados. Mas se, por um lado, “o homem tem alguns privilégios” numa relação e “maior liberdade sexual” do que a mulher, tem também “uma pressão social para se comportar de maneiras pré-determinadas: deve ser forte, protector, determinado, activo”.

O rapaz gosta de futebol, a rapariga de dança

Na peça criada pelos estudantes, os rapazes começam por representar a vida de duas pessoas, “desde bebés até adultos, com vários estereótipos”, descreve Rodrigo Pereira, 17 anos. Por exemplo, “o rapaz gosta de futebol, a rapariga gosta mais de dança”. Para o jovem, corrigir estes desequilíbrios pode fazer com que as mulheres não sejam desvalorizadas, por exemplo, no mercado de trabalho; ou que homens e mulheres tenham menos vergonha de denunciar quando são vítimas de violência. E esta intervenção tem que ser mais próxima dos jovens, ao invés das “muitas campanhas de sensibilização” que não conseguem de facto “sensibilizar os indivíduos que estão em risco de fazer uma agressão”.

O objectivo do projecto Catch-Eyou é pôr os jovens a interessar-se por questões com que se deparam no seu dia-a-dia. Não apenas reflectir sobre as suas realidades, mas também desenvolver uma cidadania activa, a consciência de que podem agir e que isso pode fazer a diferença. “Deu-me oportunidades para expressar a minha opinião e dar um voto para que isto não continue a acontecer”, conta Diogo Santos, 18 anos.

Para Anabela Amaral, presidente do conselho geral desta escola, “o que é importante é ver o processo de decisão, a implicação e a intervenção” dos alunos. E este tipo de abordagem faz com que os jovens aprendam melhor como agir? O que nos dizem eles? “Metiam-nos em papéis para naquele momento sentirmos o que uma vítima e um agressor sentiam, e estudámos várias atitudes que ambos podiam ter. Se uma pessoa já se tiver sentido naquela posição, se calhar já sabia como agir mais tarde quando o assunto fosse a sério”, diz-nos Diogo.

Os resultados a que os estudantes chegaram serão apresentados por eles em Bruxelas, em Setembro, num evento onde alunos de escolas de outros cinco países também vão apresentar os resultados das suas pesquisas sobre outros temas, como a questão dos refugiados.

 

Conferência “Crianças e Jovens vítimas de violência” 5 maio na Biblioteca Orlando Ribeiro

Maio 3, 2018 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Pela Dr.ª Cláudia Meira | Gestora da Linha de Apoio à Vítima
APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima

Nesta sessão serão abordadas de uma geral as várias formas de violência, fazendo referência ao fenómeno do bullying e violência no namoro, de modo a sensibilizar jovens e famílias no sentido de ajudar a identificar possíveis situações de risco, formas de atuação e dos respetivos direitos.
adulto

Biblioteca Orlando Ribeiro
Data: 2018-05-05 às 16:00
Contactos: Tel: 218 172 660
bib.oribeiro@cm-lisboa.pt
Observações: Entrada gratuita, mediante inscrição prévia.

Curso “Crianças e Jovens Vítimas de crime e Violência” 5 e 6 abril

Março 27, 2018 às 3:15 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrições abertas até 2 de Abril

mais informações no link:

http://www.formacaoapav.pt/index.php/cursos-em-destaque/348

1º Fórum Nacional Stalking – Prevenir e Atuar – 28 fevereiro em Braga

Fevereiro 27, 2018 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrição obrigatória, numero limitado de lugares:https://goo.gl/hi8GtT

mais informações:

Página: https://www.facebook.com/nrdc.rota.solidaria/

Evento  https://www.facebook.com/events/741807709345407/

Namorados acham normal proibir, perseguir e abusar

Fevereiro 14, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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A UMAR apresenta hoje, Dia dos Namorados, estudo que revela aumento da legitimação da violência durante o namoro
| (LEONARDO NEGRÃO / GLOBAL IMAGENS

Notícia do https://www.dn.pt/ de 14 de fevereiro de 2018.

Céu Neves

O que fazem os namorados de hoje? Maioria já foi vítima de violência e há cada vez mais quem legitime estes comportamentos. Rapazes aceitam mais a violência do que raparigas

Se um proíbe o uso da saia, o outro entra no Facebook sem autorização do próprio, e há também quem pressione para fazer sexo. Estes são alguns dos comportamentos aceites por grande parte dos jovens portugueses. Namoram ou namoraram e a maioria já foi vítima de violência, segundo o estudo nacional sobre violência no namoro que será apresentado hoje, no Dia dos Namorados. O inquérito é realizado pelo segundo ano e as coisas não melhoraram, antes pioraram.

“Tanto a vitimação como a legitimação aumentaram e isso é preocupante”, sublinha Margarida Teixeira, uma das investigadoras do estudo “Violência no Namoro”, da União das Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), coordenado por Maria José Magalhães. Conclusões a debater entre as associações e com a secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro, que nesta manhã estará na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Porto, onde o trabalho será divulgado. Os jovens foram inquiridos no final de 2017 e início de 2018, sendo os resultados comparados com os de 2017.

“O que está a falhar é a prevenção, existem campanhas e ações de sensibilização em algumas escolas mas não é em todas e não atinge todas as idades. A prevenção tem de ser contínua e começar no jardim-de-infância”, defende Margarida Teixeira. Dá como exemplo a disciplina de Formação Cívica, onde estas questões têm sido abordadas, que apenas existe no ensino básico e não é em todos os estabelecimentos. “Privilegiam-se as disciplinas formais em detrimento da formação do indivíduo, quando devia ser uma parte importante do ensino. Além de que estes temas podem ser abordados nas várias disciplinas”, critica a investigadora.

Fonte: UMAR

Foram entrevistados 4652 jovens entre os 12 e os 18 anos, que tiveram ou estão numa relação de intimidade. A maioria (56%) sofreu atos de vitimação que, segundo a UMAR, configuram violência. E 68,5% “aceitam como natural pelo menos uma das formas de violência na intimidade”. E dos inquiridos 76,9% tiveram a experiência de pelo menos uma forma de violência.

Margarida Teixeira não encontrou diferenças no entendimento destes jovens a nível regional ou social – “a violência é transversal a regiões e estratos sociais” -, já os rapazes tendem a legitimar mais as agressões do que as raparigas. Esta diferença é mais significativa a nível da violência sexual, com 34% do sexo masculino a concordar com o pressionar para beijar em frente dos outros (mais frequente) ou para ter sexo, contra 16% do sexo feminino. “Falámos com adolescentes com 12 e 13 anos que tinham sofrido este tipo de violência e surpreendeu-nos como legitimam estes comportamentos, também porque esta questão não é muito falada”, reconhece Margarida Teixeira.

A violência psicológica, o insulto e a humilhação é o mais habitual (de rapazes para raparigas); seguindo-se a perseguição (mais por elas); a utilização das redes sociais, a entrada sem autorização da vítima ou partilha online da vida íntima ; e o controlo, sobretudo proibir a fala com os amigos ou o uso de determinada roupa.

A nível da legitimação daqueles comportamentos, os jovens aceitam mais facilmente o controlo, a perseguição, a violência sexual e abusos nas redes sociais. A proibição de vestir determinadas peças de roupa é legitimada por 40% dos/as jovens. “A violência nas redes sociais, enquanto dimensão (relativamente) nova nas relações de intimidade, mostra resultados alarmantes, tanto na legitimação (24%) como na vitimação (12%)”, sublinham as autoras do estudo.

Outra questão é a facilidade com que o/a namorado/a aceita ser perseguido pelo outro, embora seja criminalizado. “Estes comportamentos têm vindo a ser romantizados, tanto proibir como controlar são muitas vezes entendidos como atos de amor, é uma questão cultural e que temos de trabalhar”, explica Margarida Teixeira.

A violência física é a que menos vitima os inquiridos, e é também a menos legitimada. Mas, comparativamente a 2017, houve um aumento do número daqueles que desvalorizam as agressões físicas.

 

 

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