Violência no namoro atinge 56% dos jovens

Fevereiro 14, 2018 às 3:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Na maioria (92%) das denúncias, as vítimas são do sexo feminino
Foto: Arquivo/Global Imagens

Notícia do https://www.jn.pt/ de 14 de fevereiro de 2018.

Ana Gaspar

Dois estudos revelam realidade preocupante, que exige uma intervenção cada vez mais precoce. Aumento de denúncias pode não significar crescimento do fenómeno.

Mais de metade dos jovens com um relacionamento amoroso (passado ou atual) já tinham sido alvo de pelo menos um ato de violência no namoro, quando responderam ao inquérito levado a cabo pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), cujos resultados são divulgados esta quarta-feira, a propósito do Dia dos Namorados.

De um universo de 3163 jovens (com a média de idades de 15 anos), 1773 (56%) foram vítimas de violência, sendo que 18% foram casos de violência psicológica, 16% de perseguições, 12% de violência através das redes sociais, 11% de situações de controlo, 7% de violência sexual e 6% de agressão física por parte de um(a) companheiro(a), lê-se nos dados a que o JN teve acesso.

A violência no namoro é um problema sério, quer entre os mais novos quer na idade adulta, e hoje, no Dia dos Namorados, são apresentados dois estudos. Além da investigação da UMAR, são também revelados os dados do Observatório da Violência no Namoro, que recebeu 128 denúncias em menos de um ano.

Mais de 500 participações à GNR

Desde 2013 que o Código Penal, no artigo 152.º – relativo ao crime de violência doméstica – tem uma alínea respeitante às relações de namoro. Facto que torna mais fácil a sua penalização, uma vez que a violência doméstica é um crime público e, por isso, não precisa de ser denunciado pela vítima.

No ano passado, a GNR recebeu 560 participações (menos 116 do que em 2016) e destas 238 foram relativas a maus-tratos físicos ou psíquicos entre namorados e 322 entre ex-namorados. Os números facultados ao JN, que não discriminam as idades das vítimas, mostram ainda que 2016 foi o ano com maior número de participações desde 2014 (ano em que se registaram 568) e que, dos quatro anos apreciados, 2017 foi aquele em que se verificou o menor o número de denúncias.

Na violência psicológica, os insultos foram os atos mais relatados pelos inquiridos da UMAR, seguindo-se o ato de humilhar as vítimas (15%) e as ameaças (11%), revelou Ana Teresa Dias, uma das autoras do estudo.

Os dados reforçam “a necessidade e urgência de uma intervenção com os/as jovens, o mais precoce e continuadamente possível, no sentido de prevenir a violência sob todas as formas”, lê-se nas recomendações do documento. Mas não significa que a violência tenha aumentado. “Pode significar que há mais jovens que se identificam como tendo sofrido comportamentos de violência.”

Represálias travam denúncias

Numa faixa etária superior (a média é 24 anos), o Observatório da Violência no Namoro recebeu, desde abril de 2017 (quando foi criado) até este mês, 128 denúncias de atos violentos (34 já em 2018), sendo a violência psicológica a mais predominante (116 relatos, o que corresponde a 90,6% do total).

Sofia Neves, uma das responsáveis do projeto lançado pela Associação Plano i, em parceria com o Instituto Universitário da Maia/Maiêutica, apontou como “dado mais preocupante” o número muito reduzido destas vítimas que apresentaram queixa às autoridades. Foram apenas 15 (11,7%). O motivo, explicou a investigadora, prende-se com as ameaças de represálias feitas pelos agressores, quer contra as vítimas quer contra as pessoas que lhes são próximas.

 

 

 

Há mais pessoas a pedir ajuda por sofrerem agressões dos filhos

Março 31, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto do Público de 28 de março de 2016.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Relatório Anual 2015 : Estatísticas APAV

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Andreia Sanches

Relatório de 2015 da APAV é divulgado nesta terça-feira. Mostra que, por dia, quase três pessoas com 65 ou mais anos, três crianças e jovens e 14 mulheres são vítimas de crime ou de outra forma de violência.

Não é um fenómeno novo, mas no ano passado a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) lidou com mais casos de pessoas que tinham sido — ou eram ainda — alvo de alguma forma de agressão por parte dos filhos: 819, ou seja, mais de duas vítimas por dia.

Aliás, se tivermos em conta todas as relações de consanguinidade (avós, filhos, netos, pais/mães, irmãs/irmãos e outros familiares próximos), contabilizam-se perto de 2300 casos. É qualquer coisa como um quarto de todos os acompanhados pela associação, lê-se no relatório anual da APAV, referente a 2015, que será divulgado nesta terça-feira.

A face mais visível do trabalho da APAV é a violência conjugal — e percebe-se porquê: a violência nas chamadas “relações de intimidade” (envolvendo companheiros, maridos e mulheres, ex-maridos e ex-mulheres, namorados, actuais e antigos) representou 58,4% das situações com as quais a associação lidou. Mas também há cada vez mais relatos em que os filhos são apontados como agressores: 687 em 2013; 706 em 2014 e, como já se viu, 819 em 2015. Aliás, as situações em que os pais são agressores (1104) baixaram ligeiramente (7%), enquanto o número de agressores filhos subiu (16%).

João Lázaro, da direcção da APAV, admite que o grande factor que explica isto é a crescente sensibilização das pessoas — as campanhas a alertar para a violência contra os mais velhos, nomeadamente por parte de filhos e outros parentes próximos, estarão a surtir algum efeito e há mais gente a procurar apoio.

Bullying sobe 45%
Todos os anos, a APAV — uma instituição particular de solidariedade social, sem fins lucrativos — faz um relatório com o balanço da sua actividade, que se centra muito, mas não só, no apoio directo a quem é vítima de qualquer tipo de crime. Os números globais de 2015 são estes: foram apoiadas 9612 vítimas directas e contabilizados um total de 23.326 crimes (uma vítima pode ser ou ter sido alvo de vários crimes) ou outras formas de violência (o bullying, por exemplo, não está tipificado 1040091enquanto crime, mas é uma forma de violência).

 Algumas médias calculadas no relatório: por dia, quase três pessoas com 65 ou mais anos, três crianças e jovens e mais de 14 mulheres, entre os 18 e os 64 anos, são vítimas de crime ou outra forma de violência. Isto tendo em conta apenas o número das que procuraram apoio na associação. Homens, são uma média de 2,1 por dia.

“De 2013 para 2015, registou-se um aumento superior a 8% no número de processos, crimes e outras formas de violência e vítimas”, prossegue o documento.

Alguns tipos de violência ganharam terreno: a chamada violência doméstica, de longe a mais frequente, subiu 10,6%, num ano. São quase 19 mil os crimes contabilizados. Os casos de stalking (445) subiram 30,5% — as vítimas de “assédio persistente”, o termo português mais comum para stalking, são em geral mulheres, têm à volta dos 40 anos e um diploma superior. E os relatos de bullying (134) cresceram ainda mais: 46%. O perfil da vítima de bullying desenhado pela APAV é este: uma idade média de 18 anos, com predomínio das raparigas (52% dos casos), que apontam um colega de escola (em 60% dos casos) como autor das agressões.

Já os crimes de violação baixaram 38% (de 139 para 86) e os de abuso sexual de crianças sofreram pouca oscilação (de 106 para 102).

Relações gay
O relatório de 2015 contém algumas novidades. Uma delas é traçar, pela primeira vez, o perfil das vítimas de violência doméstica em casais de pessoas do mesmo sexo. A APAV atendeu 131 casos deste tipo — 57 vítimas-homens e 74 vítimas-mulheres.

O perfil dos homens que foram vítimas numa relação gay e que recorreram à associação é este: tem, em média, 46 anos (é um pouco mais jovem do que os 388 homens-vítimas em relações heterossexuais); em 36% dos casos tem o ensino superior; em 41% dos casos é casado ou vive em união de facto e uma minoria (38%) está inserido numa família nuclear com filhos (o que não se passa nas relações heterossexuais, onde a maioria relata viver em agregados com filhos).

Quanto à mulher que é vítima numa relação gay tem, em média, 44 anos (um pouco mais velha do que a média das mulheres-vítimas em relações heterossexuais), em 52% dos casos é casada, seis em cada dez estão inseridas num agregado com filhos, 42% têm o ensino superior.

“A violência assume formas muito diversas e tem actores muito diversos”, explica João Lázaro. Os perfis das vítimas mostram isso mesmo. Atente-se, ainda, a mais dois tipos de vítimas muito distintos: as crianças acompanhadas são em geral do sexo feminino (54,6%) e têm uma idade média de 9,9 anos; os idosos são também, na sua maioria (80,5%), mulheres, têm em média 75,4 anos e quase sempre (mais de 90%) estão reformados.

Muitas vítimas contactam a APAV apenas uma vez, para pedir informações. O telefone é escolhido em 60% dos casos (a linha de apoio 116 006 funciona gratuitamente das 9h da manhã às sete da tarde). Mas muitas são acompanhadas ao longo do tempo (ver texto “O caso mais antigo que Maria acompanha é de um miúdo com 13 anos“), nomeadamente para receber o apoio de um psicólogo habilitado. A associação fez um total de 34.372 atendimentos em 2015.

De resto, na maior parte das vezes o que as pessoas têm para relatar são casos de violência continuada (75%). E, no entanto, apenas 39% das vítimas declararam ter apresentado queixa às autoridades — uma percentagem que se mantém baixa, tal como no ano passado.

 

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Conferência: Medidas de Proteção nos Estados-Membros da UE : Para onde caminhamos?

Setembro 22, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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As vítimas de violência nas relações de intimidade, assédio persistente (stalking) e violência doméstica necessitam frequentemente de ser protegidas contra a violência reiterada dos seus agressores. As medidas de proteção podem providenciar essa proteção, mas pouco sabemos sobre o seu funcionamento e a sua aplicação prática.

 Por este motivo, gostaríamos de convidar à participação na conferência que se avizinha subordinada ao tema:

 Medidas de Proteção nos Estados-Membro da UE: Para onde caminhamos?

 Esta conferência terá lugar na Sexta-feira dia 28 de Novembro de 2014 em Lisboa (Hotel Olissipo Oriente).

Principais objetivos:

Nesta conferência apresentaremos os resultados do Projeto Medidas de Proteção nos Estados Membros da União Europeia (POEMS), projecto co-financiado pela Comissão Europeia, ao abrigo do programa Daphne III. No âmbito deste projeto procedeu-se ao mapeamento da legislação relativa a medidas de proteção, bem como da prática na sua aplicação, existente nos Estados-Membro da UE, com o objetivo de identificar boas práticas e possíveis lacunas, bem como de avaliar o grau de proteção efetivamente oferecido às vítimas. Além disso, a Decisão Europeia de Proteção, recentemente adotada, será debatida à luz dos resultados deste projeto. O que visamos alcançar é uma melhoria na proteção efetivamente garantida às vítimas. Como podem as leis e as práticas dos Estados relativamente a medidas de proteção ser melhoradas?

 A quem se destina a conferência?

Esta conferência é particularmente destinada a profissionais (em especial juristas, mas não exclusivamente) que lidam diretamente com vítimas de crime, de violência de género, de violência contra as mulheres, de violência doméstica, de violência nas relações de intimidade, de stalking e de violência sexual (entidades governamentais, polícias, magistrados, advogados, organizações de apoio à vítima, organizações não governamentais, estudantes).

 Condições gerais:

– Língua da conferência: Inglês

–  Inscrições abertas até dia 28 de Outubro (condicionada à capacidade da sala), no website da conferência

– Sem taxa de inscrição! Gratuito!

– Para mais informações, para consultar o programa e inscrever-se online, por favor consulte http://apav.pt/poems

 Contamos com a sua presença na nossa conferência e esperamos contar também com a sua participação na discussão dos resultados da nossa investigação!

Atentamente,

Suzan van der Aa (INTERVICT)

Ana Ferreira (APAV)

Johanna Niemi (Universidade de Helsínquia)

Anna Baldry (Universidade de Nápoles)

 

 

 

1º Curso Breve de Pós-Graduação em Violência Doméstica

Março 4, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrições e Informações

Centro de Direito da Família

Faculdade de Direito de Coimbra

3004 – 545 Coimbra

Tel. / Fax 239 821 043

E-mail: cdf@fd.uc.pt

Url: www.centrodedireitodafamilia.org

E-Maria – European Manual for Risk Assessment in the Field of Domestic Violence

Janeiro 30, 2014 às 6:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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descarregar manual aqui

Intimate Partner Violence (IPV) is one of the most widespread forms of domestic violence and has complex and negative consequences that affect the physical, psychological and socio-economic condition of a victim/survivor. It also impacts her family and the community in which she lives. Intimate Partner Violence occurs in all societies and is transversal to all ages, social and economic status, religious, ethnic and cultural groups. IPV also occurs in the context of lesbian, gay, bisexual and transgender – LGBT – (long term) relationships. However, it mostly affects and has impact on women and girls, children, disabled (women and children), elder women or other persons in vulnerable situations.

For the purpose of this manual, we address only violence perpetrated by men against women and children, hereafter called Intimate Partner Violence (IPV), which is one of the many forms of gender-based violence and as such is addressed by several international and national instruments. IPV is a serious human rights violation and requires that Member States assume their responsibility in the elimination of violence against women, protection of victims/ survivors and accountability of perpetrators. To successfully combat and eliminate IPV and DV, the involvement of all relevant actors that constitute a national referral mechanism and the development of systematic measures both for prevention and elimination of violence and protection of victims/survivors are essential.

Seminário-Debate As Outras Faces da Violência Doméstica

Novembro 11, 2013 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A APAV promove no próximo dia 18 de Novembro, pelas 14h30, um Seminário-Debate sobre o tema “As Outras Faces da Violência Doméstica“. Este evento terá lugar no Hotel DoubleTree by Hilton Lisbon / Fontana Park (Rua Eng. Vieira da Silva 2, Lisboa).

O Seminário-Debate vai abordar as faces menos visíveis da Violência Doméstica, nomeadamente Homens vítimas de Violência, Violência nos relacionamentos íntimos juvenis e Violência Doméstica entre pessoas do mesmo sexo.

Este evento vai contar com intervenções de Andreia Machado (Escola de Psicologia da Universidade do Minho), Rosa Saavedra (APAV) e Ana Cristina Santos (Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra). A moderação estará a cargo de Rita Marrafa de Carvalho (Jornalista, RTP).

Programa

Inscrição (online)
[5€ pagamento antecipado / 6€ pagamento no dia do seminário]

Aos 21 anos, 18% dos jovens já agrediram namorado

Setembro 12, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 10 de Setembro de 2013.

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Andrea Cunha Freitas

Estudo que acompanha três mil adolescentes nascidos em 1990 apresenta hoje resultados da última avaliação. Retrato tem indicadores preocupantes.

Têm 21 anos. E o retrato generalizado que se segue vem com um aviso: não há um perfil, um padrão único. Porém, percebemos que quase todos têm uma relação íntima com alguém (namoro), conduzem um veículo motorizado correndo alguns riscos, bebem álcool frequentemente, quase metade destes jovens fuma regularmente e outro tanto já experimentou cannabis. Passado uma década do início do projecto Epiteen (Epidemiological Health Investigation of Teenagers in Porto), os resultados da terceira avaliação a cerca de 3000 adolescentes (de ambos os sexos e de escolas do Porto) nascidos em 1990 são apresentados hoje.

“Há coisas boas e outras que merecem alguma atenção e preocupação. Mas a conclusão a retirar de muitos dos indicadores é que não podemos perder a oportunidade de intervir cedo porque há muitos comportamentos relacionados uns com os outros”, diz Elisabete Ramos, responsável pelo projecto Epiteen que quer “compreender de que forma os hábitos e comportamentos da adolescência se vão reflectir na saúde do adulto”.

De pequenino se torce o pepino, concorda a investigadora do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) e do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Medicina da UP, notando que essa tendência se reflecte nos indicadores avaliados. Elisabete Ramos dá o exemplo dos dados obtidos no capítulo da violência onde se percebe que “os adolescentes que se envolveram em lutas física aos 17 anos apresentavam uma maior probabilidade de se envolverem em actos de violência no relacionamento íntimo aos 21 anos”. “Essa é uma das grandes mais-valias deste trabalho que acompanha estes jovens e assim conseguimos perceber a relação entre as coisas”, sublinha.

Os dados mostram que, aos 21 anos, 90% dos 2942 participantes no estudo referiram estar num relação íntima (maioritariamente numa relação de namoro). Destes, 60% reportaram pelo menos um acto definido como agressão psicológica e que, segundo os investigadores, passa por insultar ou dizer palavrões ao companheiro. Por outro lado, um em cada três dos jovens de 21 anos reportaram pelo menos um acto de coerção sexual como, por exemplo, forçar um companheiro a ter relações sexuais quando ele não queria (neste caso, as raparigas são mais vítimas enquanto os rapazes são mais agressores). E 18% referiram um acto de violência física na relação que mantinham, como, por exemplo, “bater no companheiro ou atirar um objecto com a intenção de o magoar”. “Mais de metade dos que se envolvem nestes comportamentos são simultaneamente vítimas e agressores”, adianta a investigadora.

“É uma elevada percentagem de jovens que ainda numa fase de namoro já aceita este tipo de comportamentos violentos”, constata Elisabete Ramos, defendendo que estes resultados podem e devem servir para “programar prioridades de intervenção num trabalho em contexto escolar”. Mas, sublinha, “isso não quer dizer que seja tudo mau”. Na avaliação feita aos participantes há progressos. Há a boa notícia da diminuição da prevalência da obesidade, sobretudo se tivermos em conta que na última década este indicador aumentou de forma geral na população. Mas se olharmos para os consumos de álcool, voltamos a ficar preocupados. Aos 21 anos, 64% dos adolescentes referiram que já se tinham embriagado, sendo a média (entre estes) de sete vezes nos 12 meses anteriores. Aqui também há uma explicação: “Nesta média temos os que o fazem quase todos os fins-de-semana e os que o fizeram uma vez”, diz a investigadora.

O projecto começou no ano lectivo de 2003/2004 (quando os adolescentes tinham 13 anos). Estes adolescentes foram novamente avaliados aos 17 e agora aos 21 anos. A ideia é continuar a acompanhar estes jovens, mas também criar um novo grupo que permita mais e melhores comparações. “Vamos começar este ano lectivo a acompanhar um grupo de cerca de 2000 jovens nascidos em 2003, que agora completam 13 anos. Isso vai permitir perceber melhor o que mudou numa década”, diz Elisabete Ramos. Em cada avaliação, uma equipa de profissionais de saúde recolhe dados sobre comportamentos, efectuando medições objectivas (como a pressão arterial, o peso e a estatura, análises sanguíneas).

Tratar mal os namorados é “normal” para os jovens

Junho 4, 2013 às 7:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 21 de Maio de 2013.

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tratar mal os namorados normal

Jornadas de Educação de Crianças e Jovens em Risco

Abril 3, 2013 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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jornadas

Para mais informações:
Telf.: 245 33 94 00
mariajmartins@esep.pt

programa

 

Formação – Violência nas Relações de Intimidade : da Teoria à Prática

Março 17, 2013 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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viol

Mais informações Aqui

A violência nas relações de intimidade constitui um dos problemas sociais mais severos da atualidade. Apesar da evolução do conhecimento científico sobre o tema, ainda se assiste a um conjunto de mitos e ideias erradas, dificultando a adequada intervenção junto dos vários atores que compõem este cenário. Uma intervenção eficaz implica uma visão ampla do problema, que permita conhecer-lhe todos os aspetos e projetar as linhas mais adequadas e atualizadas de intervir. Esta formação visa promover conhecimentos e competências que permitam aos profissionais atuarem de forma adequada quando confrontados com questões relacionadas com a violência doméstica, mais concretamente, com situações de violência nas relações de intimidade.

Objetivos 

– Promover um maior conhecimento sobre a violência doméstica e a violência nas relações de intimidade.

– Promover o confronto de mitos e ideias erradas com conhecimentos científicos.

– Promover o desenvolvimento de competências técnicas e relacionais necessárias a uma intervenção adequada na área de atendimento a vítimas de violência nas relações de intimidade.

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