ONU instou o mundo para resposta “urgente”

Maio 6, 2014 às 10:42 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 6 de maio de 2014.

reuters akintude akinleye

por Lusa

A ONU instou hoje a comunidade internacional para que dê uma resposta “urgente” ao sequestro de mais de 200 raparigas na Nigéria, perpetrado pela milícia Boko Haram a 14 de abril numa escola nigeriana do nordeste.

A Organização das Nações Unidas (ONU) sublinhou que o mundo tem “a responsabilidade de apoiar os pais, o povo e o Governo da Nigéria”, para que se possa “devolver com segurança as raparigas às suas casas”.

Numa mensagem conjunta da diretora executivo da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Hgcuka, e do responsável do Fundo para a População das Nações Unidas, Babatunde Osotimehin, a ONU acentuou que uma violação dos direitos dos menores nesta escala requer que “todo o mundo se insurja e se tomem medidas”.

“Estamos numa corrida contra o relógio e cada momento conta. Necessitamos que o Governo da Nigéria atue rápido e necessitamos do apoio do mundo”, refere-se no comunicado conjunto.

Duzentas e setenta e seis raparigas adolescentes foram raptadas a 14 de abril da escola que frequentavam em Chibok (nordeste), no estado de Borno. Segundo a polícia, 53 raparigas conseguiram fugir, mas 223 continuam sequestradas.

O sequestro foi reivindicado pela milícia radical islâmica Boko Haram.

As autoridades da Nigéria desconhecem o paradeiro das menores, numa altura em que surgem rumores sobre abusos por parte dos sequestradores.

Uma das meninas raptadas que logrou escapar aos sequestradores, que disse ter sido dada em casamento a um dos líderes da seita, relatou que as meninas mais jovens foram vítimas até 15 violações por dia.

“O mundo deve unir-se e fazer todos os esforços para libertar essas meninas e trazer os sequestradores à Justiça e, mais importante, fazer de tudo para impedir que isso aconteça novamente”, referiu a ONU.

Aqueles responsáveis da ONU lembraram que as crianças foram sequestradas no exercício do seu direito à educação. “As escolas são, e devem ser, lugares seguros, onde as crianças podem aprender e crescer em paz”, refere-se na mensagem, observando-se que tais ataques “não podem ser justificados por qualquer circunstância” e que não se pode “permitir que extremistas pisem esses direitos”.

Boko Haram, que significa “a educação não islâmica é um pecado”, luta para impor “Sharia” ou a lei islâmica na Nigéria, um país de maioria muçulmana no norte e no sul predominantemente cristão.

O líder do grupo extremista islâmico Boko Haram reivindicou hoje o sequestro de mais de 200 raparigas em abril no nordeste da Nigéria e disse que elas vão ser tratadas como “escravas”, “vendidas” e “casadas” à força. “Raptei as vossas raparigas. Vou vendê-las no mercado, por Alá”, afirmou Abubakar Shekau, num vídeo de 57 minutos obtido pela agência France Presse.

No dia do sequestro na escola, a milícia realizou um atentado em Abuja, onde 75 pessoas morreram e 216 ficaram feridas numa estação de autocarros. Na quinta-feira da semana passada, outra explosão provocou 19 mortos e 60 feridos.

 

 

Boko Haram admite sequestro de centenas de jovens na Nigéria

Maio 6, 2014 às 10:14 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 5 de maio de 2014

akitunde akinley reuters

Tal como se acreditava, o grupo radical islâmico assumiu a autoria do sequestro, há duas semanas, das estudantes nigerianas. Paradeiro de 230 raparigas continua a ser desconhecido.

Mafalda Ganhão

O grupo radical islâmico Boko Haram admitiu ter sequestrado centenas de raparigas na Nigéria. A autoria dos raptos foi assumida pelo próprio líder desta organização, Haram Abubakar Shekau, num vídeo obtido pela agência de notícias AFP.

Sequestradas há duas semanas numa escola no noroeste do país, na cidade de Chikob, cerca de 230 raparigas continuam desaparecidas, num caso que tem valido severas críticas ao governo nigeriano.

Perante a indignação da população, que considera não estarem a ser desenvolvidos os esforços necessários para encontrar as raparigas, o presidente da Nigéria deu ontem uma entrevista para fazer um ponto da situação. Goodluck Jonathan reconheceu, no entanto, que o paradeiro das estudantes continua a ser desconhecido, tendo sido pedida a ajuda de países vizinhos, como Camarões, Chade e Benin, por receio que as jovens possam ter saído da Nigéria.

Segundo o relato de uma das raparigas raptadas, mas que conseguiu escapar, as reféns mais jovens estavam a ser violadas várias vezes por dia, tendo ela própria sido oferecida como esposa a um dos líderes da seita.

O Boko Haram, que significa “a educação não islâmica é pecado”, luta para impor a “sharia” (lei islâmica) na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristã no sul.

Desde que a polícia matou em 2009 o seu líder, Mohammed Yousef, os radicais mantêm uma sangrenta campanha, responsável por mais de três mil mortos.

 
 

 

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