Violência contra as mulheres : Um inquérito à escala da União Europeia : síntese dos resultados

Junho 23, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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descarregar o documento no link:

https://publications.europa.eu/en/publication-detail/-/publication/6cb0c9ec-5165-446f-8751-33892f017dfd/language-pt/format-PDF/source-71798777

A violência contra as mulheres compromete os seus direitos fundamentais, tais como a dignidade, o acesso à justiça e a igualdade de género. Por exemplo, uma em cada três mulheres sofreu violência física e/ou sexual desde os 15 anos de idade; uma em cada cinco mulheres foi vítima de perseguição; uma em cada duas mulheres foi confrontada com uma ou mais formas de assédio sexual. Estamos, deste modo, perante um quadro de abuso disseminado, que, embora afete a vida de muitas mulheres, é sistematicamente objeto de… notificação insuficiente às autoridades. Os dados oficiais não refletem, por conseguinte, a amplitude da violência contra as mulheres.

IV Conferência Internacional sobre Sobreviventes de Violação: Violação, Sobreviventes, Políticas e Serviços de Apoio, um Desafio Europeu

Novembro 3, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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amcv

mais informações:

http://www.amcv.org.pt/pt/amcv-mulheres/eventos

http://www.icsor.org/

Seminário de Lançamento em Portugal da Campanha “Seja ativo/a contra a Violação! Utilize a Convenção de Istambul!”

Novembro 25, 2013 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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20131127_UTILIZE_A_CONVENCAO_DE

Programa aqui

27 de Novembro das 10h -12h30

Auditório do edifício novo da Assembleia da República

Inscrição: Entrada livre sujeita a inscrição até 26 de Novembro de 2013

Contactos: telf.: 21 380 21 60 ou sede@amcv.org.pt

Convenção do Conselho da Europa para a Prevenção e o Combate à Violência contra as Mulheres e a Violência Doméstica, adotada em Istambul, a 11 de maio de 2011

Casos de filhos a bater nos pais aumentam 97% entre 2004 e 2011

Agosto 26, 2012 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do i de 9 de Agosto de 2012.

Por Ricardo Paz Barroso,

APAV registou ainda um aumento de 289% nos crimes contra crianças na escola entre 2005 e 2011. Violência contra idosos aumentou 158%.

O provérbio “Coisas de família, em família devem ficar” está ultrapassado. Nos últimos 11 anos chegaram à Associação Nacional de Apoio à Vítima (APAV) mais 172 mil crimes de violência doméstica que envolveram 76 582 vítimas. Os dados constam do relatório da associação ontem divulgado.

Os principais crimes reportados referem-se a maus-tratos psíquicos (50 mil queixas), maus–tratos físicos (46 mil) e ameaças e coacção (33 mil). Registaram-se ainda três mil casos de violação e abuso sexual.

No universo de famílias sinalizadas pela APAV houve 3380 pessoas a queixar-se, entre 2004 e 2011, de maus-tratos infligidos pelos filhos, o que se traduziu em 7805 factos criminosos, metade deles nas categorias de maus- -tratos psíquicos e físicos.

Mães e filhosA APAV constatou ainda que, em oito anos, foi registado um aumento processual de 97,7% neste tipo de violência doméstica. As mães são as principais vítimas, representando 59% dos processos abertos pela APAV, cabendo sobretudo aos rapazes (72%) o papel de agressor. Em termos etários, 40% dos pais agredidos têm mais de 65 anos, ao passo que, no caso dos agressores, um terço tem entre 18 e 35 anos.

Mas há mais dados relevantes na análise estatística da associação: no caso dos crimes contra crianças ocorridos na escola registou-se uma subida de 289% entre 2005 e 2011. Se há sete anos a APAV registou nove casos, em 2011 o número disparou para 35, num total de 186 crimes praticados em contexto escolar. As raparigas, sobretudo entre os 11 e os 17 anos, são as principais vítimas.

Alargando o âmbito da análise, a APAV abriu 7387 processos de apoio a crianças e jovens vítimas de crime e violência entre 2000 e 2011, tendo sido detectados 11 261 factos criminosos. De novo foram as raparigas as principais vítimas, representando 60,6% do universo de queixosos, isto é, 4477 dos processos abertos. Dividindo as crianças e jovens por escalões etários, houve 811 vítimas entre os 0 e os 3 anos, 721 crianças entre os 4 e os 5 anos e 1992 situações entre os 6 e os 10 anos, embora a maioria tivesse entre 11 e 17 anos (52,3%). Os maus- -tratos psíquicos dominam as queixas, seguidos dos maus-tratos físicos.

Os dados ontem revelados mostram que ainda prevalece a cultura do “sexo fraco”, pois as mulheres são outra vez as protagonistas de violência contra idosos. Em 2011, as mulheres representaram 78,4% das 749 vítimas de violência contra idosos, que na sua maioria tinham entre 65 e 75 anos. Ainda em 2011, 62,6% dos agressores eram homens. Das 749 vítimas idosas registadas no ano passado, 273 (36,4%) foram agredidas pelos filhos e 193 (25,7%) foram-no pelos cônjuges.

Analisados os números de casos de idosos violentados entre 2000 e 2011, estas proporções invertem-se, pois dos 6249 factos criminosos registados pela APAV, 23% foram praticados pelos filhos, ao passo que os cônjuges foram responsáveis por 29% dos casos.

 

Abril: Mês da prevenção dos maus tratos na Infância Crónica de Dulce Rocha na revista Visão

Maio 8, 2012 às 3:19 pm | Publicado em A criança na comunicação social, O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Crónica quinzenal da Drª Dulce Rocha, Vice-Presidente do Instituto de Apoio à Criança, na revista Visão de 20 de Abril de 2012.

É por isso que o julgamento do norueguês que assassinou dezenas de jovens e planeou matar todo o Governo está a provocar mais estranheza do que repulsa. As pessoas não querem acreditar que o ser humano é capaz das maiores atrocidades e por isso tratam sempre a violência como se fosse um fenómeno esporádico.

Creio que será também uma das causas para que não haja uma diminuição mais sensível da violência no Mundo, porque não se adotam mais medidas preventivas e se continua a apostar essencialmente na punição que obviamente só tem lugar depois de haver crime, com vítimas concretas.

A propósito de um vídeo que circulou na internet mostrando uma rapariga de 17 anos portadora de deficiência a ser violada por sete homens na África do Sul, a BBC referiu uma pesquisa recente que dava conta de que um em cada quatro homens do País de Mandela confessava já ter violado uma mulher.

Apesar de no ano passado ter havido 66.000 queixas por violação na República da África do Sul, é óbvio que a grande maioria das vítimas não denuncia os crimes.

Este é o panorama em muitos dos Países do Mundo. Inquéritos de vitimação feitos nas últimas décadas têm concluído que mesmo nos Países em que seria improvável uma estatística tão desastrosa, como na Europa Ocidental e nos Estados Unidos, um terço das mulheres inquiridas referiam ter sido durante a sua vida, de alguma forma, vítimas de violência sexual, aumentando esta percentagem se as pesquisas incluissem todo o tipo de violência.

Desde os anos oitenta que a Organização Mundial de Saúde considera a violência interpessoal o maior problema de saúde pública do Mundo, estimando que todos os anos 1,6 milhões de pessoas morram devido a ela, sendo na sua maioria mulheres e crianças.

Desde a Mutilação Genital feminina aos maus tratos conjugais, desde o abuso sexual perpetrado sobre as crianças à violência emocional e psicológica que compromete o bem-estar e o desenvolvimento saudável das vítimas, todos os dias somos confrontados com notícias que nos interpelam no sentido de adotarmos medidas que previnam essas condutas que tornam tantos seres humanos infelizes, com lesões físicas sérias de que por vezes resulta a morte.

Temos consciência que a contribuição de cada um pode não ser decisiva porque não detemos poder suficiente. O negócio da pornografia infantil como o do tráfico de pessoas move milhões de dólares por dia, mais do que o negócio das armas, mas penso sempre que podemos contribuir para uma maior censurabilidade de atos que se traduzem na violação de bens jurídicos fundamentais e creio que essa maior censura social permitirá uma diminuição desses verdadeiros atentados aos direitos humanos pelo menos junto daqueles que estão mais perto de nós.

A iniciativa que a Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e a Associação de Mulheres contra a Violência têm levado a cabo desde há três anos, assinalando Abril com um ciclo de cinema como Mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância, merece uma felicitação especial, tanto mais que associar entre nós o mês de Abril a mais esta causa nobre tem um significado ainda mais especial.

Nota: Na crónica anterior escrevi convencida que já tinha sido revogada a Lei da Adoção na Tunísia. Soube entretanto que afinal, apesar de anunciada, essa pretensão do Partido atualmente no Poder, ainda não foi concretizada. Faço votos para que a força da razão impeça essa verdadeira regressão. O direito das crianças a uma família que as ame deveria ser universal.


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