Erros alimentares das crianças são responsabilidade dos pais

Abril 3, 2019 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da TSF de 18 de março de 2019.

Rita Costa

Ou porque compensam com doces, ou porque não dão o melhor exemplo, os pais acabam por cometer erros na alimentação dos filhos. O alerta é da nutricionista Helena Canário.

“Dar a uma criança com menos de 12 meses refrigerantes como um ice tea, que é uma bebida que os pais consideramque não faz mal, mas que tem imenso açúcar” é um erro crasso, defende a nutricionista Helena Canário.

“TSF Pais e Filhos”, um programa de Rita Costa, com sonorização de Miguel Silva

A nutricionista acredita que “a maioria dos erros acaba por ser a compensação que se dá porque não se está todos os dias, ou porque os meninos estão no infantário e os pais não estão presentes na hora da refeição”.

“Provavelmente, no momento em que estão juntos, os pais não querem ser os maus da fita”, afirma Helena Canário, que reconhece que dizer sim é mais fácil. “Por isso, muitas vezes os pais vão prevaricando e oferecem às crianças alimentos que não são os mais saudáveis.”

Outras vezes, o problema deriva do exemplo e por desconhecimento, ou não, os pais cometem erros alimentares: “Os hábitos da criança refletem os hábitos da família.” “A maioria das crianças tem alguma relutância em consumir fruta e vegetais, mas isto porque, se calhar, os seus pais não os consomem em quantidade”, sublinha Helena Canário.

Ouvir as declarações de Ana canário no link:

https://www.tsf.pt/sociedade/saude/interior/erros-alimentares-das-criancas-sao-responsabilidade-dos-pais-10688465.html?fbclid=IwAR1uBJ2WG0fhr2-G-fWCfIfPPEfIeY5FMm60IfdSdZtfRsDroe5PG7L4sfM

Como a ciência explica a aversão das crianças a legumes e verduras

Fevereiro 1, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.bbc.com/portuguese/ de 10 de janeiro de 2017.

Na Pré-história, os filhotes dos primeiros hominídeos corriam sérios perigo ao começarem a andar sozinhos e ganharem mais autonomia – tornarem-se presa de animais maiores ou comer alguma coisa desconhecida que pudesse matá-los. Em geral, as plantas tóxicas e desconhecidas tinham uma característica principal em comum: eram verdes e um tanto amargas.

De acordo com cientistas, a aversão aos vegetais que muitas crianças demonstram, especialmente a partir de 1 ano e meio de idade, pode ser ainda um resquício da “regra evolutiva” que visava protegê-los: é verde e desconhecido? Melhor não comer.

“De certo modo, é como se os vegetais não quisessem ser comidos”, disse à BBC a psicóloga Jacqueline Blisset, professora da Universidade de Aston, na Inglaterra, e especialista em comportamento alimentar de crianças nos primeiros anos de vida.

“Eles costumam ter gosto relativamente amargo que, durante a nossa evolução, associamos a toxinas. E também estamos predispostos a comer coisas que têm mais gordura ou açúcar porque são uma boa fonte de calorias, e os vegetais não são.”

Por outro lado, diz Blisset, a resistência a provar novos alimentos, especialmente legumes e verduras, acaba funcionando, nos dias de hoje, mais como um desserviço do que como uma salvaguarda.

“Especialmente no Ocidente, o principal problema atual da dieta é a insuficiência de vegetais e o excesso de açúcar e gordura. Mas o fato de comermos menos vegetais não é algo que nos impede de reproduzir, por exemplo. Então não há pressão evolutiva para que isso mude com as gerações”, afirmou à BBC Brasil.

De um modo geral, crianças até os 18 meses se mostram mais dispostas a provar alimentos novos, desde que oferecidos por um adulto em que elas confiam, segundo a especialista.

A partir desta idade, no entanto, essa disposição diminui, e algumas se tornam mais resistentes a consumir verduras, legumes e, às vezes, frutas.

“Vemos muita rejeição aos verdes. Verde é uma cor que pode indicar a presença de toxinas e geralmente têm o gosto mais amargo. Já as cores amarela, laranja e vermelha tendem a indicar níveis mais altos de açúcar e de gosto doce. Por isso, costumam ser mais bem aceitas”, explica.

Intensidade

As crianças também têm uma experiência de gosto mais intensa do que os adultos, segundo diversos estudos. Por isso, ao provar algumas verduras pela primeira vez, as percebem como mais amargas.

Adultos tendem a ter menos sensibilidade para os diferentes gostos. Por isso, é comum que verduras, legumes ou frutas odiados na infância passem a ser apreciados mais adiante.

Mas como os cientistas conseguem medir exatamente o gosto que verduras e legumes têm para cada um?

“Não conseguimos ter uma medida direta de gosto, só inferir coisas a partir do comportamento das crianças, que mostram mudanças nas preferências. Também fazemos alguns tipos de teste que mostram que elas precisam de menos sal numa solução com água, por exemplo, para perceber a diferença de gosto entre essa solução e a água pura”, explica Blisset.

“Mas é difícil determinar o quanto disso é da evolução humana e o quanto são fatores ambientais e até mesmo genéticos”, afirma.

Isso quer dizer que não só o perigo pré-histórico, mas também a influência da sociedade atual – o comportamento de pais e dos colegas em relação à alimentação, por exemplo – podem tornar as crianças mais ou menos resistentes em relação ao que comem durante os primeiros anos de vida.

Um estudo feito por pesquisadores da University College London (UCL), do Reino Unido, em 2016 concluiu que a genética é responsável por até 50% da disposição da criança (ou falta dela) em experimentar novos sabores, texturas e cores.

A pesquisa foi feita usando dados do maior estudo feito com gêmeos no mundo – são 1.921 famílias que têm bebês gêmeos de 1 ano e meio de idade.

Mesmo assim, a fase é vista como uma etapa normal da evolução do paladar da criança, e, de acordo com Jacqueline Blisset, costuma passar por volta dos sete anos. Por isso, pais não devem entrar em pânico com a possibilidade de seus filhos não consumirem leguminosas.

“Há muitos fabricantes de alimentos envolvidos na seleção desses alimentos para torná-los menos amargos e fazer com que as crianças os aceitem melhor. Mas quando você remove esses gostos, muitas vezes remove também nutrientes que são muito bons para nós”, alerta a especialista.

O que fazer?

Persistência – e uma boa dose de calma – são as chaves para conduzir as crianças pela fase de rejeição a alimentos novos e vencer sua resistência a legumes e verduras.

“Mesmo as crianças que têm predisposição genética a acharem algumas verduras e legumes mais amargos podem aprender a comê-los se forem expostas e na medida em que ficam mais velhas”, diz a psicóloga.

“Os pais costumam desistir muito cedo de dar alguns desses alimentos às crianças porque elas não gostam deles. Você pode começar com os legumes mais doces no começo, como cenoura e tomate, para expandir a dieta delas, e deixar os verdes para quando elas estiverem um pouco maiores e seus gostos mudarem.”

Também vale ser criativo ao expor a criança às verduras, como retirar esses alimentos do contexto da refeição e deixar que o garoto ou garota comece simplesmente brincando com eles.

“Se a criança for muito resistente, é bom deixá-la tocar, cheirar e até inventar desenhos com a verdura ou legume. Além disso, é importante que elas vejam os pais consumindo esse alimento, é claro.”

Outra estratégia que funciona nos casos mais dramáticos, segundo Blisset, é oferecer pequenas recompensas, como adesivos, quando a criança experimentar algo novo. Mas atenção: a prática não deve ser frequente demais e a recompensa não deve ser doce ou sobremesa.

“As crianças aprendem rápido as regras que criamos sobre comer. Há alguns estudos que mostram o entendimento que as crianças têm de ganhar uma sobremesa se comerem os vegetais. Eles entendem que a comida que precisam comer primeiro sempre terá um gosto ruim, mas que a outra é boa. Então é preciso tomar cuidado”, afirma.

“O mais importante, no fim das contas, é diminuir a pressão. Não se preocupe demais com isso, não transforme a hora do almoço em um campo de batalha, não pressione demais seu filho a experimentar.”

*Colaborou Camilla Costa, da BBC Brasil em São Paulo.

 

 

 

Quer que o seu filho tenha melhores notas? Solução está nos vegetais

Maio 22, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.noticiasaominuto.com/ de 14 de maio de 2017.

Conclusão é de um estudo publicado na Appetite, que demonstra que refeições saudáveis se traduzem em melhores notas escolares.

As crianças que comem vegetais ao jantar têm tendência a ter um melhor desempenho no dia seguinte e a obter melhores notas na escola. Já as bebidas com gás têm o efeito inverso.

Estes factos são comprovados num estudo de investigadores australianos, citado pelo Daily Mail e publicado no jornal especializado Appetite, que demonstra que os vegetais são ricos em antioxidantes, que ajudam a manter um ADN saudável, característica fundamental para um melhor funcionamento do cérebro.

Para medir o efeito do consumo de vegetais em crianças entre os oito e os 15 anos, os investigadores perguntaram aos pais com que frequência os seus filhos comiam vegetais ao jantar.

De uma amostra de mais de 4.200 crianças, os resultados demonstram que as que têm hábitos mais saudáveis têm também melhores notas na escola, numa média superior a 86 pontos. Em contrapartida, e especialmente em casos de excesso de consumo de bebidas com gás, os resultados são mais negativos.

Por isso, já sabe: se quer que os seus filhos melhorem o desempenho escolar, aumente a dose de vegetais nas refeições, sobretudo ao jantar, e diminua a ingestão de bebidas com gás.

A notícia do Daily Mail é a seguinte:

Why forcing your children to eat fruit and vegetables every night will see them do better at school the next day

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Associations between selected dietary behaviours and academic achievement: A study of Australian school aged children

 

 

Portugal é um dos cinco países com mais adolescentes obesos

Maio 17, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 17 de maio de 2017.

Relatório da OMS analisa 27 países e regiões. É apresentado nesta quarta-feira no Porto. Mostra que entre 2002 e 2014 o país estagnou no combate a esta doença. Consumo de vegetais é insuficiente e o de fruta é positivo, mas caiu muito nos últimos 12 anos.

Romana Borja-Santos

A luta contra a obesidade em Portugal não está a ter resultados significativos entre os mais novos. Em 2002 os dados não eram animadores e 12 anos depois o cenário continuava bastante preocupante: os adolescentes portugueses estão entre os mais obesos da Europa. Só a Grécia, a Macedónia, a Eslovénia e a Croácia apresentam valores mais negativos, revela um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), que será apresentado nesta quarta-feira no Congresso Europeu de Obesidade, no Porto, e que compara 27 países e regiões.

O documento Adolescent obesity and related behaviours: trends and inequalities in the WHO European Region, 2002-2014, aponta para que a prevalência da obesidade em Portugal, nos adolescentes aos 11, aos 13 e aos 15 anos, seja de 5%. Este número representa uma subida de 0,3 pontos percentuais desde 2002, quando o objectivo era travar esta doença. O valor mais elevado na região europeia é registado na Grécia, com 6,5% de adolescentes obesos. No caso de Portugal, a contribuir para este resultado estão sobretudo os rapazes, com 6,9%. Já as raparigas registam um valor de 3%.

“Os níveis de obesidade nos adolescentes são preocupantes, associados a uma má alimentação, pouca actividade física e comportamentos sedentários”, sintetiza ao PÚBLICO a investigadora Margarida Gaspar de Matos, que coordena a parte portuguesa do trabalho da OMS.

A psicóloga da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa lembra que “a obesidade está associada a problemas de saúde no futuro”, dando como exemplo a diabetes, mas também problemas cardiovasculares, respiratórios ou até de sono e mentais. “Quanto mais cedo a obesidade se instala mais difícil é combatê-la e mais se acumulam os efeitos prejudiciais para a saúde física, mental e social”, reitera.

“É necessária uma acção política ambiciosa para atingir o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável de travar o aumento da obesidade infantil. Os governos devem direccionar esforços e quebrar este ciclo prejudicial da infância para a adolescência e para o futuro”, reforça a directora regional da OMS para a Europa, Zsuzsanna Jakab, em comunicado.

Também João Breda, coordenador do Programa de Nutrição, Actividade Física e Obesidade da OMS/Europa realça que “a maioria dos jovens não superará a obesidade: cerca de quatro em cada cinco adolescentes que se tornam obesos continuarão a ter problemas de peso na idade adulta”.

Menos fruta

O trabalho da OMS olha também para outros indicadores que podem ajudar a explicar estes resultados, como alguns hábitos alimentares, mas também comportamentos sedentários e pouca actividade física regular. Por exemplo: Portugal não chega a ser dos países onde os adolescentes comem mais fruta diariamente, mas não está longe. O país com melhores resultados é a Bélgica (zona francesa), onde 49,1% dos adolescentes comem fruta todos os dias. Nos portugueses o valor é de 40,9%, mas há uma nuance: o país está entre aqueles onde o consumo de fruta mais caiu entre 2002 e 2014, com uma descida de 6,8 pontos percentuais neste período.

Concretamente sobre a fruta, Margarida Gaspar de Matos lembra que o relatório da OMS não apresenta explicações para estas mudanças, mas a investigadora avança com alguns argumentos. Com a crise económica, diz, comer fruta ficou mais “caro do que um hambúrguer” e são reportados mais casos de crianças que se deitam sem comer por dificuldades económicas em casa. Ainda assim, a psicóloga diz que as escolas têm conseguido ter alguns programas de distribuição de fruta que talvez tenham travado uma descida ainda maior.

A OMS analisa, no documento, a relação entre a obesidade e o contexto socioeconómico em que os adolescentes vivem, percebendo-se que a má alimentação anda de mãos dadas com as dificuldades financeiras. No caso de Portugal, o relatório apenas consegue estabelecer uma relação entre o excesso de peso e o baixo estatuto socioeconómico nos rapazes de 11 anos. Ainda assim, Margarida Gaspar de Matos salienta que é precisamente nesta idade que o país tem o maior pico de obesidade nos adolescentes.

Poucos vegetais

Ainda nos hábitos alimentares, quanto aos vegetais, só 28% dos adolescentes portugueses comem estes produtos diariamente. Os valores mais elevados encontram-se na Bélgica e Ucrânia, onde ultrapassam os 50%. Mesmo assim o valor subiu dois pontos percentuais em Portugal desde 2002. O que é positivo.

Outra boa notícia é que nestes 12 anos registou-se uma queda significativa em Portugal no consumo de produtos como refrigerantes e doces, tanto em rapazes como em raparigas e em todas as faixas etárias.

Margarida Gaspar de Matos lembra que já outro estudo da OMS, Health Behaviour in School-aged Children, publicado no ano passado, e que serve de ponto de partida à avaliação que será divulgada nesta quarta-feira, indicava que os jovens portugueses teciam críticas à qualidade da alimentação das cantinas escolares. A psicóloga sublinha: uma alimentação saudável não implica servir refeições com pouco sabor.

De resto, ainda de acordo com o estudo, os hábitos alimentares e a actividade física vão piorando com a idade, mas é entre os rapazes de 11 anos que se verifica uma maior prevalência de obesidade. Factores relacionados com o crescimento contribuirão também para esse facto, diz.

Entre os 11 e os 15 anos aumentam também alguns comportamentos sedentários, como utilizar a televisão ou o computador mais de duas horas por dia, ainda que se tenha registado uma queda nos últimos anos. O relatório não explica, mas a psicóloga lembra que estes hábitos podem estar a ser substituídos por outros, como o uso de tablets e smartphones– até porque nem por isso a actividade física tem aumentado entre os adolescentes portugueses. Aliás, as raparigas até estão mais sedentárias.

Os dados da OMS levam Margarida Gaspar de Matos a deixar algumas recomendações ao Governo. Mais do que políticas novas, a investigadora apela à continuidade nas medidas e pede uma avaliação dos resultados do que já foi feito – criticando, no entanto, opções como as tomadas pelo então ministro da Educação, Nuno Crato, que desvalorizaram a importância de disciplinas como a Educação Física.

descarregar o documento citado na notícia em baixo:

Adolescent obesity and related behaviours: trends and inequalities in the WHO European Region, 2002–2014

Campanha alarmante mostra que crianças não conhecem legumes

Junho 29, 2015 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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texto do site http://www.hypeness.com.br de junho de 2015.

Já pensou em pedir para seu priminho mais novo, sobrinho ou filho desenhar qual sua comida preferida? Para muitas crianças, a resposta certa inclui muita gordura e praticamente nenhuma fruta ou vegetal. Quer dizer… batata frita pode ser considerada vegetal?

O problema fica exposto em um vídeo criado pela Amil para conscientizar os pais sobre a obesidade infantil, que é um reflexo direto da má alimentação aprendida em casa. No vídeo, a nutricionista Ana Maria Roma alerta sobre a falta de conhecimento da crianças: “as crianças não conhecem a origem dos alimentos. A origem dos alimentos são os pacotes”.

E a prova disso é que, quando convidados a desenhar seus alimentos preferidos, os pequenos não têm dúvidas na hora de colocar pizzas, chocolates e batatas fritas no papel. Mas nenhuma delas parece saber exatamente o que é uma beterraba, uma rúcula ou um inhame. Olha só:

 

Quieres que tu hijo coma sus vegetales? No le digas que son buenos para él

Agosto 6, 2014 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.psyciencia.com de 24 de julho de 2014.

james emery

James Emery

Por David Aparicio

“Comete todo el brócoli para que crezcas fuerte y seas inteligente.”

Esta frase la usamos o escuchamos cuando intentamos convencer a un niño de que coma esos vegetales llenos de nutrientes que su cuerpo en crecimiento necesita.

Sin embargo, raramente funciona.

Por qué?

Según un reciente estudio, los mensajes que fomentan la idea de que algo es bueno para nosotros también nos hacen pensar que debe saber mal.

Los investigadores llegaron a esa conclusión luego de realizar 5 estudios donde participaron niños que tenían entre 3 y 5 años de edad. En cada estudio se les leyó una historia de un libro con dibujos sobre una niña que comía galletas, frituras o zanahorias. Dependiendo del experimento se les decía o no los beneficios de esos snacks: hacían que la niña fuera más fuerte o la ayudaban a aprender a contar. Luego, se les dió la oportunidad de comer la comida que aparecía en la historia y se midió cuánto comieron.

Quienes comieron más?

Al analizar los resultados se encontró que los niños que no recibieron ningún tipo de mensaje sobre los beneficios de la comida (hacerlos más fuertes o ayudarlos a contar) fueron los que comieron más.

Esta investigación nos ofrece una ayuda extra a la hora de “convencer” a los más pequeños de que coman esos vegetales que preparaste para la cena. Para ello, debes enfatizar la experiencia positiva de la comida y no los beneficios de la misma.

Los investigadores esperan que estos resultados puedan ayudar a los padres y a las instituciones médicas a combatir la obesidad y la diabetes juvenil.

El estudio fue publicado en la revista Journal of Consumer Research y puedes descargar el PDF.

Imagen: James Emery (Flickr)

 

 

Crianças devem comer mais vegetais

Janeiro 23, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal da Madeira de 13 de Janeiro de 2014.

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Quando as crianças recusam vegetais

Agosto 31, 2011 às 9:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Artigo publicado no portal Educare no dia 3 de Agosto de 2011.

      Paula Veloso

 Recebo, com alguma frequência, queixas de que as crianças se recusam a comer vegetais ou produtos hortícolas, alimentos de indiscutível valor nutricional e que deviam ser incluídos na alimentação, pelo menos, duas vezes por dia.

Mas porque se recusam os mais pequenos a comer estes alimentos, que até deveriam ser apelativos pelo seu aspeto cromático?

Embora possa haver várias causas, as mais comuns parecem ser:

1. Até a criança iniciar a alimentação familiar, quase todos os alimentos que incluem legumes são triturados, transformando-se em papas que além de estimularem a preguiça para mastigar não permitem individualizar os sabores e as texturas próprios de cada alimento.

Solução:
À medida que vai diversificando a alimentação da criança, inclua os produtos hortícolas partidos em pedaços pequeninos, apresentando-os com formas divertidas e coloridas, para que a criança lhes possa pegar com a mão. Lembre-se que para abrir o apetite, é importante estimular sentidos como a visão, o olfato, o gosto e o tato.

2. A sopa é um excelente meio para as crianças comerem legumes, pois inclui um pouco de tudo, o que a torna bastante nutritiva, e é triturada, permitindo que seja ingerida mais rapidamente. Isso torna-a igual ao longo dos dias, levando à saturação e à recusa em comê-la. Se a acrescentar a tudo isto, os próprios pais não comerem sopa, será mais uma razão para os mais pequenos a rejeitarem.

Solução:
Faça sopas diferentes, mudando a base e a hortaliça sobrenadante. Evite repetir a mesma sopa mais do que dois dias seguidos.
Os legumes devem ser partidos em pedaços muito pequenos e se mesmo assim a criança os rejeitar, triture-os – é preferível que os coma triturados do que simplesmente não os comer.
Os pais devem incluir a sopa no início do almoço e do jantar, uma vez que as crianças precisam de modelos de aprendizagem. Se não derem o exemplo, dificilmente conseguirão que as crianças o façam.

3. As crianças não são atraídas pelos legumes que habitualmente se apresentam como acompanhamento no prato, como tomates, brócolos, cenouras, pimentos ou feijão verde, entre outros.

Solução: Os legumes devem ser consumidos independentemente da forma que assumem no prato. Se a técnica de os partir em pedacinhos não resultar, pique-os bem e incorpore-os em massas, arroz, jardineiras ou molhos de piza.

É preciso ir experimentando várias formas de apresentar os vegetais – muitas vezes as crianças não comem a cenoura se for raspada porque fica um pouco seca, mas se a mesma for preparada numa picadora, fica mais sumarenta e mais adocicada, tornando-se mais fácil de mastigar -, e incentivar à sua prova, não esquecendo que o exemplo tem de vir de cima…

4. As leguminosas como o grão, o feijão, as favas, as ervilhas ou as lentilhas têm um importante valor nutricional. No entanto, isso por si só não chega para as crianças as comerem.

Solução:
Se não as quiserem comer inteiras, experimente inclui-las na base da sopa, bem trituradas (ou mesmo coadas, para não se sentirem as “cascas”), ou transformá-las em puré para acompanhamento de carnes, peixes, arroz ou massas.

Os vegetais pertencem ao mesmo grupo dos frutos e têm em comum o facto de serem importantes fornecedores de vitaminas, minerais e fibras alimentares. Se, apesar da enorme variedade de vegetais existentes, não conseguir que o seu filho coma a quantidade de ideal para sua idade(*), poderá substitui-los por peças de fruta variadas que, além da vulgar sobremesa, podem também fazer parte de batidos de leite ou de iogurte e ser incorporadas em massas, pizas, etc.

(*) ver Dieta sem Castigo – Paula Veloso, Porto Editora


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