Bebé de 19 meses pesava menos de 5kg devido à dieta vegan dos pais

Maio 25, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Notícia do MAGG de 9 de maio de 2019.

por Catarina da Eira Ballestero

O caso passou-se na Austrália. A bebé não tinha dentes, não se conseguia pôr em pé e tinha o aspeto de uma criança de 3 meses.

Em Sydney, na Austrália, um casal está a ser julgado em tribunal depois de se terem declarados culpados de não cuidarem da saúde da sua filha mais nova, uma criança de 3 anos. O caso remonta à época em que a menina tinha apenas 19 meses, e deu entrada num hospital australiano depois de ter convulsões. A razão? A bebé seguia uma dieta vegan imposta pelos pais, e estava severamente mal nutrida.

A mãe e o pai da criança, de 32 e 35 anos, respetivamente, não incluíam na alimentação da bebé os nutrientes básicos para o desenvolvimento de uma criança, o que fez com que a menina não tivesse dentes, nem se conseguisse manter de pé. Para além disso, não existiam quaisquer registos médicos a seguir ao seu nascimento, e nem os vizinhos da família sabiam da sua existência — estavam habituados a ver os irmãos mais velhos da menina a brincar no quintal, mas nunca viram a filha mais nova do casal.

Depois de ter tido uma convulsão que a levou ao hospital, a bebé ficou internada durante cerca de um mês, em março de 2018, com a mãe sempre ao seu lado. Questionada pelos médicos, a mãe descreveu a rotina alimentar da menina: ao pequeno-almoço, comia papas de aveia com leite de arroz e meia banana, e uma torrada com geleia ou manteiga de amendoim ao almoço; ao jantar, comia tofu, arroz ou batatas. A australiana acrescentou ainda que a filha mamava uma vez por dia, e que fazia snacks de fruta ou mais papas de aveia.

Esta dieta resultou numa severa deficiência de nutrientes no organismo da criança, como falta de cálcio, vitamina A, ferro, zinco, entre outros.

O testemunho escrito de uma guardiã legal, que tomou conta da menina após a sua saída do hospital, revelou os danos que esta alimentação causou na criança: “Nos primeiros 19 meses da sua vida, a menina não recebeu os cuidados básicos necessários ao seu desenvolvimento. Estava indefesa e incapaz de se proteger dos pais”, escreve o “Daily Mail”, citando o depoimento.

Quando a guardiã legal conheceu a menina, esta pesava menos de 5 quilos e parecia um bebé de 3 meses. Não tinha dentes, não se conseguia sentar ou rolar no chão, nem sequer usar as mãos para pegar ou interagir com brinquedos.

Agora, aos 3 anos de idade, a menina desenvolveu um apetite saudável mas, devido à sua pequena estatura, é considerada obesa. Tudo porque não se desenvolveu como devia, na altura que devia. Pesa cerca de 11 quilos, mas já consegue gatinhar e manter-se em pé sozinha.

Depois de ter ficado à guarda do estado após a saída do hospital, juntamente com os seus dois irmãos mais velhos, as três crianças vivem agora com um familiar.

Os pais declararam-se culpados de não terem prestado os cuidados de saúde devidos à filha e aguardam uma sentença.

 

Tribunal obriga mãe vegan a vacinar os filhos

Abril 20, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do https://www.publico.pt/ de 7 de abril de 2017.

As crianças, de quatro e dois anos, vão receber vacinas contra difteria, poliomielite, meningite, sarampo, papeira e rubéola. Reuters/KAROLY ARVAI

 

Diogo Magalhães

A mãe não vacinava os filhos porque acredita que as vacinas não são “vegan” e que as suas crianças têm “fortes sistemas imunitários”.

Uma mãe vegan que afirma que “nenhuma vacina é vegan” foi forçada pelo Tribunal Superior de Justiça, em Inglaterra, a vacinar as crianças, uma de quatro e outra de dois anos, escreveram vários meios de comunicação ingleses. O pai das crianças foi quem fez o pedido ao tribunal.

“Lamento muito que a mãe considere a decisão errada, mas o meu dever é claro” afirmou o juiz Mark Rodgers. As duas crianças vão receber vacinação contra doenças como difteria, poliomielite, meningite, sarampo, papeira e rubéola.

A mãe, cuja identidade não foi revelada, era contra a decisão do Tribunal Superior de Justiça, porque “nenhuma vacina é vegan”. “Não é natural ser-se injectado com elementos metálicos e, como vegan, vai contra as minhas crenças os meus filhos serem injectados com algo que cresce em células animais ou algo que foi testado em animais”, disse, citada pelo The Telegraph.

A mãe não vacinava os seus filhos porque também acredita que ambos têm “fortes sistemas imunitários que as ajuda a protegerem-se de doenças”.

O filho mais velho chegou a ser vacinado a certa altura, mas a mãe disse que, como resultado, ele teve imensa tosse, eczema e dermatite seborreica, escreveu o Daily Mail. “O que me apercebi é que, sim, as vacinas funcionam às vezes, mas existe um risco com a vacinação”, disse a mãe ao tribunal.

Foi o pai das crianças quem fez o pedido ao tribunal para que os filhos fossem vacinados e diz que a mãe é “obsessiva, super protectora e com o pensamento limitado”. O pai disse também que a mãe desconfiava dos “métodos da medicina convencional”, citou o The Telegraph.

Num julgamento que não correu a seu favor, a mãe ainda tentou, mas sem sucesso, que um médico fosse depor a favor das suas crenças.

 

 


Entries e comentários feeds.