Menino de um ano morre devido a dieta crua. Pais vegan acusados de homicídio (EUA)

Dezembro 21, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Correio da Manhã de 20 de dezembro de 2019.

Ryan e Sheila O’Leary alimentavam os filhos só com fruta e vegetais.

Um casal vegan foi acusado de homicídio e abuso infantil após o filho ter morrido, alegadamente, devido a uma dieta imposta pelos pais de apenas fruta e vegetais.

Ryan e Sheila O’Leary, do estado norte-americano da Florida, alimentavam os quatro filhos, com idades compreendidas entre 11 anos um ano, com base em alimentos crus como mangas, bananas ou abacates.

O filho mais novo, com 18 meses, pesava apenas sete quilos quando morreu. Sete quilos é o que em média um bebé de sete meses deve pesar para ter o peso adequado.

A mãe, Sheila, de 35 anos, disse à polícia que o bebé nasceu em casa e nunca tinha ido ao médico antes. Esta mulher é também acusada por abuso infantil e negligência.

Quando morreu, a criança não comia há cerca de uma semana. A mãe afirma que achava ser por causa dos dentes e tentou amamentá-lo. Segundo o relato da Sheila à polícia, eram cerca de quatro da manhã quando, durante a amamentação, o menino começou a ter a respiração pesada.

A mãe disse à polícia que ficou preocupada porque nunca tinha acontecido, mas como o menino depois adormeceu, Sheila não chamou os meios de socorro.

Só no dia seguinte, quando acordou, é que Sheila se apercebeu que o filho não respirava e estava frio. Foi aí que ligou para o 112 e o pai da criança o tentou reanimar, mas já era tarde.

Foi concluído que a criança morreu devido a desnutrição, desidratação, problemas de fígado e inchaço nas mãos, pés e parte inferior das pernas.

Os pais serão ouvidos em tribunal na próxima segunda-feira.

Mais informações na notícia:

US vegan parents who eat only raw fruit and vegetables are charged with MURDER for the starvation death of their 18-month-old son who was found weighing only 17lbs

 

Bebé vegan morre nos EUA: negligência ou culpa da dieta?

Novembro 25, 2019 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 20 de novembro de 2019.

Uma dieta vegan, à base de frutas cruas, foi apontada como a causa de morte de um bebé de 18 meses, ainda que haja estudos que indicam que é possível crescer e ser saudável sem ingerir quaisquer produtos de origem animal.

No caso específico de bebés e crianças pequenas, o pediatra Mário Cordeiro sublinha que “nada disto [de se decidir ser vegan ou ovo-lacto-vegetariano] é errado se for feito com cabeça”. Para o especialista — que publicou recentemente mais um livro de poesia, com o título Fernando Pessoa não tinha cão — o ideal passa por “consultar o médico” e seguir, passo a passo, e mediante as necessidades de cada idade, a orientação nutricional.

“É perfeitamente possível crescer de forma saudável tendo uma dieta vegan ou vegetariana como base”, considera o profissional de saúde, acrescentando que, porém, é “importante complementar a mesma dieta com vitaminas e minerais” adequados a cada fase do crescimento.

Uma dieta vegan precisa de suplementos

Já os especialistas em nutrição deixam o alerta: para se seguir uma dieta vegan, independentemente da idade, “é preciso ter muita cautela, conjugar os alimentos com muito conhecimento, para ter a certeza de que não

há défice nutricional”, dizia a bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, ao PÚBLICO, no âmbito do 4.º Simpósio Nacional da Grávida, que decorreu, em Setembro, em Vilamoura.

A bastonária sugeria ainda que se fizesse um suplemento de B12, que os produtos de origem vegetal não têm, mas também a ter em atenção o consumo de nutrientes como “o cálcio, o ferro, o zinco e as proteínas que se encontram mais nos alimentos de origem animal”.

Também o nutricionista Pedro Carvalho, num artigo publicado em Maio de 2018, advertia que “uma alimentação sem carne, pescado, lacticínios e ovos (…) implica necessariamente alguns ajustes quer em alimentos quer em suplementos de modo a que o aporte de proteína de boa qualidade, ferro, vitamina B12, cálcio, vitamina D, ómega 3 e iodo não fique comprometido”.

Pais acusados de homicídio por negligência

Uma chamada para as emergências, no dia 27 de Setembro, deu conta de um bebé de 18 meses frio e sem respirar, na sua casa em Cape Coral, no estado norte-americano da Florida. A autora do telefonema era a mãe, de 35 anos, que, já depois de ter sido declarado o óbito da criança, contou às autoridades que o filho não ingeria sólidos há uma semana, estando a ser amamentado — facto que a progenitora terá associado ao mal-estar com a dentição.

Mas o que os socorristas encontraram foi um bebé que apresentava sinais severos de subnutrição: a criança pesava apenas sete quilos, o que corresponde ao peso médio de um bebé entre os cinco e os seis meses, no percentil 50. A mãe explicou que, sendo vegan, a dieta da família, marido e quatro filhos incluídos, era à base de alimentos crus, nomeadamente frutas como manga, rambutão, banana e abacate.

Além do bebé, já sem vida, as autoridades identificaram ainda que as outras crianças também tinham problemas de nutrição, sobretudo as mais novas, de 3 e 5 anos, que são filhas biológicas do casal: peso muito abaixo do normal para a idade, dentes escurecidos e tez amarelada. A terceira, mais velha e filha apenas da mãe, apresentava sinais menos preocupantes, facto que os médicos associaram às visitas da menor a casa do pai biológico, de dois em dois meses.

Ambos os progenitores entregaram-se à polícia pouco tempo depois de ser conhecido o relatório da autópsia que determinou que o menino morreu de subnutrição, informou o jornal local News-Press. Os dois ficaram detidos, com julgamento marcado para 9 de Dezembro.

O caso não é inédito: este ano, um casal foi julgado na Austrália por manter a sua bebé de 19 meses num estado de subnutrição severa (pesava cinco quilos), tendo sido absolvido. Em 2011, um casal vegan foi julgado, em França, pela morte da filha de 11 meses, alegadamente causada pelo regime alimentar que exclui todos os produtos de origem animal — os pais foram condenados a cinco anos, mas acabaram por escapar à prisão, com pena suspensa.

Bebé de 19 meses pesava menos de 5kg devido à dieta vegan dos pais

Maio 25, 2019 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do MAGG de 9 de maio de 2019.

por Catarina da Eira Ballestero

O caso passou-se na Austrália. A bebé não tinha dentes, não se conseguia pôr em pé e tinha o aspeto de uma criança de 3 meses.

Em Sydney, na Austrália, um casal está a ser julgado em tribunal depois de se terem declarados culpados de não cuidarem da saúde da sua filha mais nova, uma criança de 3 anos. O caso remonta à época em que a menina tinha apenas 19 meses, e deu entrada num hospital australiano depois de ter convulsões. A razão? A bebé seguia uma dieta vegan imposta pelos pais, e estava severamente mal nutrida.

A mãe e o pai da criança, de 32 e 35 anos, respetivamente, não incluíam na alimentação da bebé os nutrientes básicos para o desenvolvimento de uma criança, o que fez com que a menina não tivesse dentes, nem se conseguisse manter de pé. Para além disso, não existiam quaisquer registos médicos a seguir ao seu nascimento, e nem os vizinhos da família sabiam da sua existência — estavam habituados a ver os irmãos mais velhos da menina a brincar no quintal, mas nunca viram a filha mais nova do casal.

Depois de ter tido uma convulsão que a levou ao hospital, a bebé ficou internada durante cerca de um mês, em março de 2018, com a mãe sempre ao seu lado. Questionada pelos médicos, a mãe descreveu a rotina alimentar da menina: ao pequeno-almoço, comia papas de aveia com leite de arroz e meia banana, e uma torrada com geleia ou manteiga de amendoim ao almoço; ao jantar, comia tofu, arroz ou batatas. A australiana acrescentou ainda que a filha mamava uma vez por dia, e que fazia snacks de fruta ou mais papas de aveia.

Esta dieta resultou numa severa deficiência de nutrientes no organismo da criança, como falta de cálcio, vitamina A, ferro, zinco, entre outros.

O testemunho escrito de uma guardiã legal, que tomou conta da menina após a sua saída do hospital, revelou os danos que esta alimentação causou na criança: “Nos primeiros 19 meses da sua vida, a menina não recebeu os cuidados básicos necessários ao seu desenvolvimento. Estava indefesa e incapaz de se proteger dos pais”, escreve o “Daily Mail”, citando o depoimento.

Quando a guardiã legal conheceu a menina, esta pesava menos de 5 quilos e parecia um bebé de 3 meses. Não tinha dentes, não se conseguia sentar ou rolar no chão, nem sequer usar as mãos para pegar ou interagir com brinquedos.

Agora, aos 3 anos de idade, a menina desenvolveu um apetite saudável mas, devido à sua pequena estatura, é considerada obesa. Tudo porque não se desenvolveu como devia, na altura que devia. Pesa cerca de 11 quilos, mas já consegue gatinhar e manter-se em pé sozinha.

Depois de ter ficado à guarda do estado após a saída do hospital, juntamente com os seus dois irmãos mais velhos, as três crianças vivem agora com um familiar.

Os pais declararam-se culpados de não terem prestado os cuidados de saúde devidos à filha e aguardam uma sentença.

 

Tribunal obriga mãe vegan a vacinar os filhos

Abril 20, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 7 de abril de 2017.

As crianças, de quatro e dois anos, vão receber vacinas contra difteria, poliomielite, meningite, sarampo, papeira e rubéola. Reuters/KAROLY ARVAI

 

Diogo Magalhães

A mãe não vacinava os filhos porque acredita que as vacinas não são “vegan” e que as suas crianças têm “fortes sistemas imunitários”.

Uma mãe vegan que afirma que “nenhuma vacina é vegan” foi forçada pelo Tribunal Superior de Justiça, em Inglaterra, a vacinar as crianças, uma de quatro e outra de dois anos, escreveram vários meios de comunicação ingleses. O pai das crianças foi quem fez o pedido ao tribunal.

“Lamento muito que a mãe considere a decisão errada, mas o meu dever é claro” afirmou o juiz Mark Rodgers. As duas crianças vão receber vacinação contra doenças como difteria, poliomielite, meningite, sarampo, papeira e rubéola.

A mãe, cuja identidade não foi revelada, era contra a decisão do Tribunal Superior de Justiça, porque “nenhuma vacina é vegan”. “Não é natural ser-se injectado com elementos metálicos e, como vegan, vai contra as minhas crenças os meus filhos serem injectados com algo que cresce em células animais ou algo que foi testado em animais”, disse, citada pelo The Telegraph.

A mãe não vacinava os seus filhos porque também acredita que ambos têm “fortes sistemas imunitários que as ajuda a protegerem-se de doenças”.

O filho mais velho chegou a ser vacinado a certa altura, mas a mãe disse que, como resultado, ele teve imensa tosse, eczema e dermatite seborreica, escreveu o Daily Mail. “O que me apercebi é que, sim, as vacinas funcionam às vezes, mas existe um risco com a vacinação”, disse a mãe ao tribunal.

Foi o pai das crianças quem fez o pedido ao tribunal para que os filhos fossem vacinados e diz que a mãe é “obsessiva, super protectora e com o pensamento limitado”. O pai disse também que a mãe desconfiava dos “métodos da medicina convencional”, citou o The Telegraph.

Num julgamento que não correu a seu favor, a mãe ainda tentou, mas sem sucesso, que um médico fosse depor a favor das suas crenças.

 

 


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