III Seminário Internacional de literatura infantil e juvenil – 12 de julho, em Braga

Julho 10, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O III Seminário Internacional de literatura infantil e juvenil e práticas de mediação literária (III SELIPRAM) reconhece a necessidade e propõe-se a abrir espaços de reflexão às linguagens literária para infância e juvenil contemporânea que circulam no mercado editorial brasileiro, português e demais países e as práticas de mediação da leitura literária com crianças e jovens.

Objetivo Geral
Congregar pesquisadores brasileiros, portugueses e de demais países em pesquisas sobre literatura infantil e juvenil, em particular aqueles cujas investigações relacionam-se à produção literária para crianças e jovens, às práticas educativas construídas em diálogo com essa produção em práticas de mediação da leitura literária.

Objetivos específicos
• propiciar a reflexão e a análise de questões teóricas e aplicadas relacionadas à pesquisa em literatura infantil e juvenil;
• possibilitar a divulgação de estudos teóricos e aplicados que possam contribuir para releituras de diferentes enfoques e abordagens postos sobre esse objeto de pesquisa: a literatura infantil e juvenil.

Será atribuído um certificado de presença a todos os participantes.
A entrada é livre e gratuita, condicionada à limitação do espaço do Auditório.

Organização: CIEC/Universidade do Minho e UFSC/Brasil

Data: De 7/12/2018 a 7/13/2018 (9:00 AM – 7:00 PM)
Local: Auditório
Destinatários: Profissionais da área e público em geral
CIEC – Centro de Investigação em Estudos da Criança
Universidade do Minho, Instituto de Educação
Campus de Gualtar
4710-057 BRAGA, Portugal
T: (00 351) 253.60.12.12

Fonte

 

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Portuguesa cria lençóis que reduzem risco de asfixia em recém-nascidos

Fevereiro 1, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.tsf.pt/  de 10 de janeiro de 2018.

LUSA

Mãe de dois filhos, Mónica Ferreira desenvolveu, com o apoio da Universidade do Minho, um sistema de lençóis que “reduz o risco de asfixia em recém-nascidos durante o sono”.

A universidade minhota explica, em comunicado enviado à Lusa, que Mónica Ferreira “amadureceu” o conceito no Laboratório de Ideias de Negócio e no Laboratório de Empresas da TecMinho e criou o “SafetyBabyBed” para impedir que os bebés de deslizarem na cama ou puxarem os lençóis para cima da cabeça. A universidade sublinha que “20% das crianças vítimas de morte súbita são encontradas com a cabeça coberta por roupa de cama”.

Segundo a Universidade do Minho, a ideia surgiu depois de a criadora daqueles lençóis “ter sido alertada pelos profissionais de saúde sobre o risco de sufocamento de bebés provocado pela roupa de cama e por ter conhecimento de situações de susto ocorridos com pessoas próximas”.

Mónica Ferreira explica no texto que “sabe-se que os lactentes, nos primeiros meses de vida, não têm ainda bem desenvolvido a perceção da obstrução e os reflexos de defesa”, pelo que o objetivo da solução desenvolvida é “proporcionar aos bebés e aos pais um sono mais tranquilo, diminuindo drasticamente o risco de abafamento”.

A academia minhota destaca o “design único que impede o bebé de deslizar para baixo dos lençóis, graças a um sistema de retenção/segurança que é ajustável consoante o crescimento e amovível a qualquer momento”. O modelo de lençóis integra ainda um fecho adaptado “para a criança não se destapar durante a noite, mantendo a temperatura ideal”.

O “SafetyBabyBed”, adianta a academia minhota, está em fase final de patenteamento, tendo sido já premido com o 1.º Prémio do programa “Novas Empresas Tecnológicas Têxteis”. O projeto tem contado com o apoio da TecMinho (interface universidade-empresa da Universidade do Minho), do Serviço de Pediatria e Neonatologia do Hospital de Guimarães e do CITEVE – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal.

 

 

Tratar os Media por ‘Tu‘ : Guia Prático de Educação para os Média

Julho 26, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Com autoria de Patrícia Silveira, Clarisse Pessôa, Diana Pinto, Simone Petrella (CECS – Universidade do Minho) e de Amália Carvalho, acaba de ser publicada a obra “Tratar os Media por Tu – Guia prático de Educação para os Media” pela Direção-Geral da Educação. O livro pretende oferecer aos docentes do 1.º, 2.º e 3.º ciclos dos Ensinos Básico e Secundário um conjunto de propostas práticas para a abordagem dos média em contexto de sala de aula.

Descarregar o guia no link:

http://www.cecs.uminho.pt/investigadores-do-cecs-publicam-guia-pratico-de-educacao-para-os-media/

 

Uma em cada dez crianças já foi vítima de cyberbullying

Junho 7, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Um em cada 10 alunos portugueses já foi vítima de cyberbullying. Os números constam de um estudo da investigadora Luzia Pinheiro da Universidade do Minho, que se baseou em cerca de 200 inquéritos. O cyberbullying caracteriza-se pelo ataque através de insultos, difamação, intimidação, ameaça ou perseguição intencional e sistemática na Internet e não acontece apenas entre jovens.

Veja AQUI o vídeo.

I Jornadas em Estudos da Criança, em julho, na Universidade do Minho

Maio 6, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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CARTAZ

 

O Doutoramento em Estudos da Criança do Instituto de Educação da Universidade do Minho realiza as Jornadas em Estudos da Criança/2016 nos dias 6, 7 e 8 de julho.

As Jornadas em Estudos da Criança são uma oportunidade para todos os estudantes do Doutoramento, em diferentes fases de desenvolvimento das suas pesquisas, partilharem e discutirem as mesmas. Os alunos que frequentam o 1º ano terão a possibilidade de apresentar os seus projetos de tese e submeterem-nos ao escrutínio crítico de investigadores de outros programas e universidades, especialmente convidados para o efeito. Os alunos do 2º e 3º ano terão a possibilidade de partilhar o desenvolvimento das suas pesquisas e discuti-las.

As Jornadas em Estudos da Criança são abertas a todos aqueles cujas pesquisas incidam sobre temáticas dos Estudos da Criança e queiram apresentar os seus trabalhos de investigação. Convida-se a comunidade académica do Instituto da Educação e da Universidade do Minho a assistir a estas Jornadas.

A entrada é livre e será fornecido aos participantes um certificado de presença.

Consulte o programa provisório.

Saiba mais AQUI.

Teresa Sarmento: “Importa pôr os meninos a pensar”

Junho 26, 2015 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do site Educare a Teresa Sarmento do dia 22 de junho de 2015.

educare

Mais do que preparar para o futuro, no pré-escolar é preciso dar valor à criança em si mesma.

Andreia Lobo

Mostrou um vídeo onde um grupo de crianças do pré-escolar fazia uma simulação da sua ida à Lua. Um passo gigante para as educadoras e os pais envolvidos na tarefa. Fatos de astronautas, cenários lunares. Até um foguetão a descolar em contagem regressiva. Bem visível no ecrã de um computador. Orientadora de estágios em educação de infância e docente na Universidade do Minho, Teresa Sarmento surpreendeu a audiência de um congresso onde se falava da escola do futuro ao dar visibilidade ao trabalho que se faz – e que entende deve ser feito – no pré-escolar.

Começou a carreira como educadora de infância na década de 80 e, desde então, testemunhou muitas mudanças na forma como se olha para as idades dos zero aos seis. “Quando fiz o meu curso, entre 1975 e 1978, só havia um livro de Francesco de Bartolomeis, traduzido em português, sobre a educação de infância enquanto processo.” Defende que o poder para a inovação, neste nível de ensino, não é apanágio exclusivo dos recém-chegados à profissão. Às estagiárias recorda algo que já vem escrito em muitos livros. Mas que a sociedade parece não estar ainda plenamente apta a fazer: “Faz com que cada criança tenha uma vida de grandes experiências significativas.” Em entrevista ao EDUCARE.PT, Teresa Sarmento recorda aos adultos a importância de ser criança.

EDUCARE.PT (E): Cresce a ideia de que é no pré-escolar que se incutem as competências necessárias para o futuro…

Teresa Sarmento (TS):

Desde que estejamos de acordo sobre quais são essas competências… No jardim de infância importa pôr os meninos a pensar.

E: E ensinar a ler e a escrever? TS:

O 1.º ciclo define-se, em termos gerais, pela aquisição da leitura e da escrita. Porque haveríamos de fazer isso antes? As crianças gostam, e não lhes faz mal, aos 4 ou 5 anos de saber escrever o nome. Mas não há interesse no ensino explícito da escrita e da leitura. Até porque não vai avançar em nada. Quando esses conhecimentos já vêm do jardim de infância, se não há uma continuidade de trabalho, os primeiros tempos na escola são de absoluta desilusão.

E: Como vê a falta de creches dos 0 aos 3 anos?

TS:

Há alguma demissão do Estado face a estas idades. As creches são muito caras. O ratio adulto criança é, necessariamente, baixo e o número de horas que as crianças passam nas instituições é mais elevado nessas idades. O Estado escuda-se na defesa de que cabe às famílias educar os seus filhos, mas não dá resposta sobre como isso é possível nas condições atuais. Com o número elevado de horas de trabalho que em Portugal se fazem, sobretudo entre as mulheres, quando em comparação com outros países. E, portanto, tem de haver aqui compatibilidades. Ou seja, o Estado devia apoiar a criação de creches porque há uma falha muito grande e, ao mesmo tempo, investir em políticas de família permitindo um tempo mais prolongado de acompanhamento das crianças.

E: O que é preciso mudar?

TS:

O Ministério da Educação e Ciência não tem responsabilidade com as crianças dos 0 aos 3 anos, por isso, há uma falta de política educativa, bem como de apoio às famílias. É preciso uma conjugação entre educação, família e trabalho que permita que as crianças tenham o acompanhamento adequado. Também não acho que a melhor solução seja sempre estar na creche das 8h às 20h. Tem de haver uma política articulada que garanta às crianças as oportunidades de crescerem em parte do seu tempo em família. Isto implica uma política que garanta a oportunidade de as famílias se organizarem de forma a terem parte do seu tempo para se dedicarem às crianças.

E: O que lhe ocorre quando ouve governantes dizer que é preciso aumentar a natalidade… TS:

Vindos da governação, esses apelos são um contrassenso. Dizem isso mas depois não arranjam formas de garantir que os jovens possam ter filhos. Ainda antes de haver equipamentos de apoio às crianças, faltam às famílias condições de estabilidade laboral.

E: A infância já não é vista como uma passagem para a idade adulta.

TS:

Houve um reconhecimento que as crianças são seres humanos com capacidade de aprendizagem e de intervenção. Descobriu-se a importância dos 0 aos 6 anos em muitos âmbitos. Pensava-se que havia uma idade a partir da qual cada pessoa era aprendente. A evolução das ciências provou que não. Na pedagogia, a Escola Nova veio realçar a pertinência de se atender e entender a criança como um ser em desenvolvimento e em interação. Mas a própria designação de pré-escolar continua ligada à ideia de passagem. E, em muitos setores, a infância ainda é vista como uma fase necessária para se chegar a outra que ‘supostamente’ é mais importante.

E:“Viver com as crianças na idade em que elas estão.” É algo que defende. Quer precisar o que significa?

TS:

Com as pressões sobre os jardins de infância e as educadoras, e analisando as políticas gerais e o pensamento dos nossos governantes, há muito essa ideia de que é necessário preparar as crianças para serem adultas. Ignora-se o valor da criança em si mesma. Permanece a visão da criança como capital humano para produzir, ligada às teorias e às práticas neoliberais. Por isso, é urgente olhar para a criança como um ser humano numa fase específica da vida. E até mudar conceitos, falar em educação de infância em vez de educação pré-escolar.

E: É muito crítica do modo como o tempo das crianças está organizado e diz que elas estão demasiado ocupadas…

TS:

Há todo um domínio muito grande sobre a criança. Que desde logo começa com a pressão de se tirar um bebé da cama para ir para a creche. O tempo é demasiado regulado pela vida do adulto. E mesmo nos espaços que, em princípio, são da criança, como o jardim de infância, há uma regulação muito estrita. Aceito que tenha de haver uma certa rotina pedagógica para o funcionamento das instituições. Mas uma parte do tempo tem de ser usado livremente pelas crianças. Para que elas possam brincar como queiram. Não pode haver uma organização rígida, nem sempre tutelada, que impeça as crianças de terem os seus momentos de liberdade.

E: Os adultos esquecem-se que as crianças têm o direito às suas escolhas?

TS:

Esquecem-se muito, até pelas complicações que têm nas suas vidas. E que geram uma colisão de direitos e, sobretudo, de condições de vida entre os adultos e as crianças.

E: Recentemente, esteve em São Tomé e no Brasil. O que importava desses países para Portugal?

TS:

De São Tomé traria a elevada taxa de natalidade. Há tantas crianças que a média por sala em jardim de infância é na ordem das 60. Em Portugal o máximo são 25, mas atualmente já há muitas salas sem crianças. Não têm as condições que as nossas crianças têm. Mas, por exemplo, são muito mais autónomas, porque a adversidade assim as obriga. No Brasil, os profissionais que trabalham com a infância conseguem ligar muito as questões pedagógicas às políticas e sociais. Os educadores em Portugal fazem uma análise das condições pedagógicas mais fechada na escola. Temos de aprender alguma coisa com os brasileiros e criar um sentido de educação que seja mais aberto.

E: Vale a pena investir na carreira de educador de infância?

TS:

Em termos económicos não. Há imensas educadoras formadas sem emprego. Prolongou-se muito a idade da reforma. Antes destas mudanças uma educadora com 55 anos estava reformada, o que permitia a entrada de gente nova. Atualmente, a permanência na profissão prolongou-se por mais 11 anos. Uma diferença muito grande. Por outro lado, em termos de satisfação pessoal, a profissão de educadora é muito enriquecedora. Quem trabalha com crianças tem outra forma de estar, outro bem-estar psicológico, ainda que seja uma profissão muito cansativa.

E: A educadora deve ser uma quase mãe?

TS:

Acho que sim. A questão dos afetos é fundamental. A criança deve sentir na educadora uma proximidade afetiva grande, uma segurança, uma estabilidade, um carinho, um mimo. Tudo isso, sem esquecer o carácter profissional, faz parte da educação de infância. Até porque gostar de crianças não é suficiente. A educadora tem de saber como potenciar oportunidades para o seu desenvolvimento.

E: Que conselho dá às suas alunas quando vão estagiar…

TS:

Entende o estágio como um compromisso forte e uma responsabilidade muito grande. E, no que depender de ti, faz com que cada criança tenha uma vida de grandes experiências significativas.

 

 

Ensino da leitura no 1º ciclo do Ensino Básico

Maio 13, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Recursos educativos | Deixe um comentário
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ensino

descarregar o estudo no link:

https://www.ffms.pt/estudo/938/ensino-da-leitura-no-1o-ciclo-do-ensino-básico

Este estudo tem como objectivo fundamental contribuir para um melhor conhecimento do ensino da leitura em Portugal. A partir de uma amostra representativa nacional de professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico, estudou-se a sua formação, a percepção que têm dos seus conhecimentos para o ensino da leitura, os conhecimentos que efectivamente possuem na área do ensino da leitura e a forma como organizam tipicamente um bloco de duas horas de ensino da Língua Materna. O estudo dos programas de formação inicial de professores, bem como dos conteúdos disciplinares específicos, permitiu uma panorâmica relativamente precisa do que está neste momento a ser ensinado nas universidades e institutos politécnicos aos futuros professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico na área da leitura e da escrita.

Apresentação do livro “A Criança e o Brincar como Obra de Arte” 21 de abril, 21.30 no Museu Nogueira da Silva

Abril 21, 2015 às 10:08 am | Publicado em Divulgação, Livros | Deixe um comentário
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O investigador do CIEC, António Camilo, apresenta no próximo dia 21 de Abril, terça-feira, às 21h30, no Museu Nogueira da Silva, o livro “A Criança e o Brincar como Obra de Arte”, trabalho de sua autoria em conjunto com Sara Gonçalves.

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Intervenção das CPCJ diminuem impacto dos maus-tratos nas crianças

Abril 20, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da RTP Notícias de 18 de abril de 2015.

Lusa

Um estudo sobre crianças que foram sinalizadas pelas comissões de proteção de menores revela que esta intervenção diminuiu o impacto negativo dos maus-tratos que sofreram em termos da saúde física e mental.

O estudo de doutoramento realizado na Universidade do Minho visou avaliar o estado de saúde física e psicológica de jovens que foram sinalizados na infância pelas Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e a quem foram aplicadas medidas de proteção.

Para isso, foram consultados processos arquivados em CPCJ de 380 crianças, com idades entre os cinco e os 12 anos, sinalizadas entre 1999 e 2006.

Destas crianças, foram localizadas 136, entre 2010 e 2011, já adolescentes e jovens adultos (com idades entre os 14 e 23 anos) que voluntariamente decidiram participar no estudo, que contou ainda com a colaboração de um grupo de jovens não sinalizados com características sociodemográficas idênticas.

A investigação analisou a adversidade na infância, psicopatologias, queixas físicas e comportamentos de risco entre os jovens a quem foram aplicadas diferentes medidas de proteção por parte das CPCJ, nomeadamente manter a criança junto da família ou institucionalizá-la.

“Avaliamos o seu estado de funcionamento alguns anos após terem sido sinalizados e o que encontrámos foi que não existiam diferenças estatísticas significativas em termos de saúde física e mental entre estes jovens que sofreram algum tipo de intervenção das CPCJ e outro grupo de jovens que nunca foram sinalizados”, disse à agência Lusa o autor do estudo, Ricardo Pinto.

O investigador adianta que estes resultados sugerem que “a intervenção da CPCJ foi eficaz em diminuir o impacto negativo da adversidade em termos de saúde física e mental”.

No entanto, verificaram-se diferentes associações entre alguns comportamentos de risco e as medidas de proteção aplicadas na infância.

Ao grupo de crianças que beneficiou de apoio junto dos pais foi associado o início precoce de relações sexuais, enquanto no grupo de crianças acolhidas em instituições foi associada a automutilação e a ideação ou tentativa de suicídio.

Já o grupo da comunidade (sem sinalização) foi associado ao abuso de álcool e relações sexuais sem preservativo.

“Embora, por um lado, estes resultados sugiram que a intervenção da CPCJ foi eficaz em diminuir o impacto negativo da adversidade em termos de saúde física e mental, estes resultados também sugerem a necessidade de mais meios humanos e mais formação dos profissionais que trabalham na área de proteção das crianças e jovens”, adiantou Ricardo Pinto.

Este reforço é importante para “aumentar a eficácia na sinalização de vários tipos de adversidade, dada a elevada probabilidade ” de estas ocorrerem ao mesmo tempo.

O investigador defendeu ainda a importância de acompanhar a criança mesmo depois do arquivamento do processo na CPCJ.

“A criança foi sinalizada, esteve em risco, o processo foi arquivado, mas ela veio a sofrer de revitimização, como é que esta criança fica”, questiona.

Para o investigador, esta é uma matéria que “tem de ser mais discutida”.

“Acho que ainda há muito a fazer em matéria de crianças e jovens”, rematou.

 

Robótica dá vida a bonecos para crianças

Dezembro 22, 2014 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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notícia do Jornal de Notícias de 15 de dezembro de 2014.

Emília Monteiro

Crianças com deficiências de Braga, Barcelos e Guimarães vão receber, no Natal, 60 brinquedos eletrónicos adaptados por alunos voluntários do polo de Guimarães da Universidade do Minho.

À semelhança de anos anteriores, o Grupo de Robótica do Departamento de Eletrónica Industrial está a adaptar brinquedos para o Natal. Nos últimos dois anos nenhuma empresa doou brinquedos à universidade. “Este ano, pedimos brinquedos usados a alunos e professores e estamos a transformá-los para que crianças que não andam, ou não se conseguem mover, possam brincar”, disse Fernando Ribeiro, docente de robótica, pai de quatro filhos, impulsionador do projeto.

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ver o vídeo aqui

O laboratório parece a oficina do Pai Natal, com brinquedos por todo o lado e com os alunos à volta de uma mesa, com ferramentas na mão, a alterar os bonecos. “Há brinquedos a que temos que retirar funções porque foram concebidos para crianças sem limitações e “dão” instruções para correr ou saltar quando as crianças são incapazes de fazer isso”, afirmou o responsável. Aos carrinhos e aos comboios, teve que ser retirado o movimento porque os meninos a quem se destinam não conseguem andar atrás dos brinquedos. A outros foram acrescentados leds para dar luz e, em certos casos, os alunos tiveram que coser e finalizar o trabalho.

Basta um toque

Todos têm uma característica comum: podem ser acionados com um simples inclinar do pescoço ou com um toque, mesmo que suave e torto, no interruptor colocado em todos os brinquedos. Já adaptados, os carrinhos, os peluches, os aviões e os comboios vão ser entregues amanhã e depois com a ajuda da “SALUSLIVE”, uma entidade parceira da universidade que trabalha com crianças com as mais diversas limitações.

“Existem brinquedos adaptados à venda mas custam entre 300 a 400 euros e nós fazemos o trabalho de graça e com muito gosto”, grisou ainda Fernando Ribeiro. “Aceitamos todos os brinquedos, mesmo alguns que vinham estragados porque é possível arranjar, de uma forma ou de outra, a parte eletrónica e fazer mais uma criança feliz”, finalizou Tiago Ribeiro, 19 anos, aluno do 2º ano de Engenharia Eletrónica.

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