Crianças de Vila Real revelam comportamento “sedentário alarmante”

Junho 23, 2019 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 4 de junho de 2019.

A maioria do tempo fora da escola é passado em actividades de ecrã, seja em frente à televisão, ao computador e/ou ao telemóvel.

Lusa

Um estudo que envolveu 542 alunos do 2.º ciclo de Vila Real concluiu que 60% destas crianças têm um “comportamento sedentário alarmante”, disse nesta terça-feira o Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano (CIDESD).

O CIDESD, que resulta de consórcio de 10 instituições nacionais de ensino superior e agrega mais de 120 investigadores, diagnosticou o comportamento sedentário e a aptidão física de alunos do 2.º ciclo de agrupamentos escolares de Vila Real.

“Os resultados revelam um comportamento sedentário muito prevalente, caracterizado essencialmente pelo tempo passado em actividades de ecrã, seja em frente à televisão, ao computador e/ou ao telemóvel”, disse, em comunicado, a investigadora Sara Santos.

Segundo a especialista, “estes comportamentos com baixo dispêndio energético tendem a causar impactos negativos em vários indicadores de saúde e, consequentemente, na qualidade de vida das crianças”.

De acordo com o estudo, “durante o recreio, a actividade física das crianças é satisfatória”, no entanto, o “cenário agrava-se quando vão para casa”.

“Mais de 30% dos alunos não realizam qualquer tipo de actividade física fora da escola. O CIDESD recomenda que sejam incentivados a integrar uma prática estruturada como o desporto escolar e o desporto federado”, afirmou Sara Santos.

O estudo envolveu 542 alunos, de ambos os sexos e com idades compreendidas entre os 10 e os 13 anos, e, segundo o CIDESD, “mais de 30% tem um índice de massa corporal (IMC) acima do recomendado”.

O estudo revelou, ainda, que as raparigas precisam de melhorar dois atributos da aptidão física: a agilidade e a força muscular dos membros inferiores.

No âmbito do projecto, foram realizados entre Outubro e Novembro de 2018 vários testes a alunos dos agrupamentos de escolas Diogo Cão e Morgado Mateus.

Durante a aula de Educação Física, a equipa do CIDESD avaliou o peso, a altura (de pé e sentado), o salto e a velocidade na mudança de direcção em corrida, através de instrumentos de alta precisão como plataformas de infravermelhos, células fotoeléctricas e balanças de bioimpedância eléctrica.

“Os dados recolhidos podem ser particularmente úteis para os professores de Educação Física e para os treinadores dos clubes desportivos entenderem melhor o processo de maturação biológica e a sua relação com a aptidão física e prontidão desportiva”, afirmou o director do CIDESD, Jaime Sampaio.

O responsável acrescentou que, por outro lado, os “resultados também ajudam os decisores políticos locais, mas sobretudo os centrais, a repensar planos de intervenção que ajudem a combater este grave problema, quanto mais não seja pelos custos incomportáveis a longo prazo para o Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

Este consórcio junta o Instituto Politécnico de Bragança, Escola Superior de Desporto de Rio Maior – Instituto Politécnico de Santarém, Universidade da Beira Interior, Instituto Universitário da Maia (ISMAI), Universidade da Madeira, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Instituto Politécnico de Viseu, Universidade de Évora, Instituto Politécnico de Viana do Castelo e Instituto Politécnico da Guarda.

 

A prática desportiva também estimula a criatividade das crianças

Maio 11, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Snews

Texto e foto do site Educare de 27 de abril de 2018.

Uma investigação portuguesa que demonstra que o desporto potencia a criatividade dos mais novos ganhou um prémio internacional. Sara Santos vai apresentar os resultados do seu trabalho numa conferência em Nova Iorque, em junho. Há vontade de disseminar o programa pelo país e fora dele.

Sara R. Oliveira

Sara Santos é investigadora do Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano (CIDESD) e estuda os efeitos de um programa de treino desportivo, de seu nome Skills4genius®, no pensamento criativo de crianças. A prática desportiva estimula a criatividade dos mais novos. Esta é a conclusão que sobressai das suas pesquisas. Este trabalho ganhou a edição 2018 da Ruth B. Noller Research Grant, promovida pela Creative Education Foundation, que distingue a investigação emergente no domínio da criatividade. É a primeira vez que este prémio é atribuído a Portugal.

A investigadora, professora no Instituto Superior da Maia (ISMAI) e na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), tem-se debruçado no desenvolvimento criativo através do desporto. A criatividade foi avaliada com recurso ao Torrance Test of Creative Thinking (TTCT), um teste com elevado reconhecimento científico, e a intervenção foi implementada em contexto escolar, no 1.º ciclo do Ensino Básico. E os resultados pioneiros saltam à vista. O pensamento criativo está bem presente em crianças, entre os 6 e os 10 anos de idade, que valorizam o exercício físico.

As escolas terão essa noção? Para Sara Santos, os estabelecimentos de ensino deveriam proporcionar contextos que fomentem o processo criativo das crianças. “Contudo, neste momento, as suas práticas estão completamente obsoletas e necessitam de ser revigoradas. Ambientes ativos, como sejam a prática desportiva em clubes ou a educação física nas escolas, potenciam o desenvolvimento simultâneo do pensamento criativo, e da performance motora criativa, portanto não os devemos depreciar”, refere.

“É extremamente importante que as crianças sejam elementos ativos no seu processo de ensino e aprendizagem, só assim desenvolvem competências críticas e metacognitivas capazes de suportarem a criatividade que é considerada a predisposição do século XXI”, sublinha.

Qualidade no treino e no ensino
O programa Skills4genius® foi desenvolvido tendo em consideração o contexto dos jogos desportivos coletivos e os resultados têm sido consistentes. Há desportos mais aconselháveis do que outros? “A investigação científica ainda é escassa neste domínio e não se consegue responder se as modalidades coletivas são mais indicadas comparativamente às individuais. Não obstante, independentemente da tipologia da modalidade, o mais importante para o desenvolvimento da criatividade é a qualidade do processo de treino/ensino que deve ser sustentando em pedagogias positivas e na variabilidade do movimento”, explica.

Sara Santos pretende disseminar os resultados obtidos que têm implicações para o contexto educativo e desportivo que, por sua vez, irão permitir orientar as práticas dos professores e treinadores para que “criem contextos enriquecedores que instigam o comportamento criativo nas crianças, evitando, assim, a diminuição da criatividade com a progressão da idade”. O objetivo é disseminar o programa Skills4genius® à escala nacional e talvez internacional.

A distinção internacional é relevante e reconhece o trabalho de toda a equipa do CreativeLab-CIDESD, que tem impulsionado esta recente área de investigação. Entre 31 candidaturas de vários países, ganhou o projeto português. O prémio atribui uma verba para apoiar a investigação e Sara Santos tem ainda a oportunidade de apresentar o seu trabalho na conferência “Creative Problem Solving Institute Conference (CPSI)”, em Buffalo, Nova Iorque, que tem lugar de 19 a 24 de junho. Uma oportunidade para conhecer e partilhar estratégias pedagógicas inovadoras que Sara Santos acredita irão enriquecer as suas práticas enquanto docente e investigadora.

mais informações nos links:

 

Sara Santos, Ruth B. Noller Research Grant Recipient

 

Uso excessivo da internet pode causar depressão e comportamentos neuróticos

Março 2, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do https://lifestyle.sapo.pt/ de 14 de fevereiro de 2018.

Nuno Noronha

Estudo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) alerta para perturbações patológicas decorrentes do uso da internet, como a ansiedade, depressão e sensibilidade interpessoal.

As dependências no uso da Internet, associadas a sintomatologias psicopatológicas, foram alvo de um estudo realizado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), cujos resultados acentuam as preocupações, em especial ao nível dos jovens. O estudo, intitulado “Adição à Internet: Relação com a Sintomatologia Psicopatológica e a Personalidade”, foi desenvolvido pelo psicólogo Luís Afonso Ferreira, no âmbito do mestrado em Psicologia Clínica, com orientação de Otília Fernandes e Inês Relva, docentes e investigadoras desta área do conhecimento.

A investigação, que teve como amostra 418 indivíduos de todo o país, sendo 166 do sexo masculino e 252 do sexo feminino, realçou a adição à internet e o seu uso excessivo e desregrado como “fator precipitante para o desenvolvimento de sintomatologia patológica” ao nível da depressão, ansiedade, hostilidade e sensibilidade interpessoal.

Ao mesmo tempo, alertou para a necessidade de “maior atenção por parte dos profissionais de saúde quanto aos hábitos desenvolvidos online e da perceção que o próprio indivíduo tem do seu grau de adição”.

Neuroticismo elevado e baixa conscienciosidade

Acerca da personalidade demonstrou-se também que “o neuroticismo elevado, caracterizado pela instabilidade emocional, e a baixa conscienciosidade, caracterizada pela falta de organização, disciplina e regras, evidenciam-se como fortes preditores da adição à Internet”.

Mostrou ainda o estudo que determinadas atividades, nomeadamente os videojogos e as redes sociais, têm forte relação com a problemática, enquanto “atividades ligadas a recompensas imediatas e mecanismos de imersão, fantasia, socialização, competição e reconhecimento social, entre outros fatores que poderão servir como “isco” a indivíduos predispostos ao desenvolvimento de uma adição”.

Otília Fernandes, psicóloga clínica e uma das investigadoras responsáveis pelo estudo, encara os resultados como sinais de alerta em especial para os mais novos, que vivem colados aos smartphones e jogos. “O comportamento abusivo, qualquer que seja, e sobretudo na adolescência, que é um lugar de todos os perigos porque a identidade está ainda em busca de um caminho, deve ser considerado um sinal, um sintoma de que algo não está a correr bem”, justifica a investigadora.

“Basta muitas vezes – lembra também – um olhar atento e compreensivo e de disponibilidade para o jovem não se sentir só e poder falar do que o atormenta. Não é fácil, mas é possível, se tivermos em conta que qualquer dependência é sempre uma máscara, que, como tal, esconde e revela, bastando muitas vezes a nossa disponibilidade para estarmos com o jovem. Partilhar um problema já é meio problema resolvido. Só restringir o uso não basta. Há muitas pessoas que advogam políticas de restrição sem terem o cuidado de acompanhar isso com políticas de compreensão, o que é profundamente errado.”

 

 

Se pudessem escolher, as crianças iriam a pé para a escola

Janeiro 18, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 9 de janeiro de 2018.

 

“As cidades não estão pensadas para elas”, diz a autora de estudo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Samuel Silva

O cenário poderia ser diferente se as crianças decidissem, concluiu Andreia Ramos. Foi perguntado aos participantes qual o meio de transporte que utilizariam na deslocação casa-escola-casa se pudessem escolher. Oito em cada dez disseram preferir fazer o percurso por meios não motorizados.

As crianças evidenciaram uma “grande vontade de terem uma determinada autonomia” nas deslocações de que actualmente não dispõem, diz Andreia Ramos, em declarações ao PÚBLICO.

Na resposta ao questionário que foi aplicado aos estudantes, estes explicam ainda que não se sentem seguros nas deslocações sem supervisão de adultos, apontando como principais motivos aspectos relacionados com o espaço físico como o trânsito excessivo ou o reduzido número de passeios e passadeiras. Só depois destes aparecem nas respostas dos alunos questões relacionadas com a segurança pessoal, como o medo de serem assaltados ou de se perderem.

“Prioridade ao peão”

Estes dados permitem a Andreia Ramos concluir que o escasso uso de meios de transporte não motorizados nas deslocações entre casa e escola tem esta explicação: as cidades “não são pensadas para as crianças”.

“As cidades são projectadas pensando no transporte motorizado. Têm poucas preocupações com os acessos pedonais e são muitas vezes demasiado dispersas”, explica a arquitecta paisagista.

No estudo de Andreia Ramos foram inquiridos 191 estudantes do Agrupamento de Escolas de Rio Tinto, no concelho de Gondomar, dos 1.º e 2.º ciclos — ou seja, crianças entre os 6 e os 11 anos. De modo a evitar que o cansaço ou a falta de atenção afectassem as respostas dos participantes, a investigadora aplicou o questionário por meio de jogos didácticos e visitas de estudo.

“Quando andávamos com eles na rua, eles ficavam maravilhados. Tinham liberdade e não estavam acostumados”, conta a arquitecta paisagista, que trabalha agora no Instituto A Criança na Cidade, com sede em Vila Nova de Gaia. “As crianças parecem conceber a rua como o espaço do automóvel, e, por isso, considera-se urgente recentrar a rua nos peões e especificamente nas crianças, para os casos dos percursos casa-escola.”

Andreia Ramos recomenda, assim, uma maior atenção ao conceito de zonas de coexistência, o que pressupõe a partilha dos espaços urbanos por diferentes utilizadores e tipos de meios de transporte, passando a ser dada “prioridade ao peão” e a outros modos de deslocação não motorizados nos percursos casa-escola.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Mobilidade e interação social da criança na cidade

 

 

Violentómetro: Travar a violência no namoro antes que esta atinja níveis elevados de agressão

Janeiro 7, 2018 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.90segundosdeciencia.pt/ de 28 de dezembro de 2017.

O violentómetro é uma tabela que define os diferentes tipos de violência no namoro e nas relações, com o objetivo de alertar os jovens para sinais de uma possível escalada de agressão nos seus parceiros, de forma a prevenir futuros comportamentos de violência.​

Ricardo Barroso, coordenador do Laboratório de Agressão Interpessoal, e professor auxiliar do Departamento de Educação e Psicologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), desenvolveu este sistema de referência que é hoje usado em ações de formação para jovens nas escolas portuguesas.

O violentómetro trabalha com crianças e jovens entre os doze e os dezoito anos de idade. Segundo o investigador, os dados obtidos até ao momento referem que existe de facto violência nas relações de namoro.

“Temos encontrado na ordem dos 20% das amostras que recolhemos entre os jovens, sinais de violência no namoro. É óbvio que para lá destes 20% há um conjunto de comportamentos que são entendidos como não sendo problemáticos pelos jovens, como por exemplo, o controlo do telemóvel, das redes sociais, e do que a vítima poderá ou não vestir que, mas que nós procuramos consciencializar como possíveis primeiros sinais de uma escalada de agressão mais grave que poderá decorrer ao longo do tempo”, explica.

Ricardo Barroso reforça que os comportamentos agressivos não começam como atos muito graves logo à primeira vez. Estes normalmente começam com coisas muito simples que acabam por escalar para algo mais sério e violento. Quanto mais cedo esse percurso de escalada for cortado, maiores são as hipóteses da vítima não chegar a sofrer qualquer ato de violência por parte do seu parceiro ou parceira.

Quanto mais cedo a vítima cortar com os comportamentos de abuso do agressor, mais cedo terminará o processo de agressão. “Com uma outra vantagem, é que quanto mais cedo for terminado, maior a probabilidade do agressor não continuar. Quanto mais cedo terminarmos esta escalada, melhor”, alerta.

Saiba mais sobre o investigador em: Linkedin | DeGóis

 

Estudo da UTAD lança fortes críticas à qualidade dos recintos escolares

Outubro 9, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.utad.pt de 25 de setembro de 2017.

“O jardim-escola já não é jardim e os recreios das escolas têm sido transformados em pátios inertes e acéticos, qual presídio”, alerta um investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), no âmbito de um estudo desta universidade muito crítico da orgânica e qualidade dos recintos escolares em Portugal.

Frederico Meireles, arquiteto paisagista e diretor do mestrado em Arquitetura Paisagista da UTAD, considera que “os recintos escolares não são providos de espaço suficiente, nem tão pouco de diversidade de elementos”, para além de que “os ambientes de brincadeira e de estudo estão mais próximos e contidos do que nunca e a variedade de estímulos no ambiente natural está a ser substituída por outros, de natureza digital, limitando as oportunidades para a atividade física”.

O estudo da UTAD sobre planeamento do recreio escolar, que teve a colaboração do Instituto da Criança, concluiu que as escolas apresentam índices baixos de espaços verdes por criança, têm uma elevada exposição solar durante o período quente e uma quase total inexistência de elementos que promovam o conforto bioclimático no recreio. Concluiu também que “os elementos construídos são insatisfatórios quanto ao desempenho no desenvolvimento das capacidades e competências da criança, revelando insuficiências notórias, quer quanto ao número de equipamentos, quer face às necessidades dos utilizadores, o que, no final, se traduz numa baixa capacidade de fomentar o desenvolvimento de novas atividades e brincadeiras”.

Lembrando a recente decisão do governo em aumentar os tempos de intervalo no primeiro ciclo, Frederico Meireles assinala também o paradoxo de “os programas escolares negligenciarem repetidamente as atividades letivas no exterior, preferindo um controlo sobre a criatividade”. Aliás, observa o investigador, “os próprios projetos de requalificação das escolas vêm descurando a importância do espaço exterior na educação social, estética e ecológica”. Num estudo anterior da UTAD, uma avaliação aos espaços exteriores de 20 escolas secundárias intervencionadas pelo Programa Parque Escolar, concluiu que “a área total de recreio nas escolas secundárias nacionais é muito reduzida, apresentando um deficit de cerca de 80% inferior ao cenário ideal”.

Para mais informação contatar:

Rosa Rebelo | Assessoria de Comunicação | UTAD

Telm: 932 148 809 | rorebelo@utad.pt

 

 

Chama-se “Violentómetro”, nasceu há três meses e já tem listas de espera

Fevereiro 17, 2017 às 5:39 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da http://visao.sapo.pt/ de 16 de fevereiro de 2017.

Março vai ser o mês do “Violentómetro”, um projeto nascido no México para combater a violência doméstica que a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) adaptou para Portugal e fará chegar, em breve, a dezenas de escolas no País. Com um formato semelhante a uma régua de papel, o medidor da agressividade nas relações teve um impacto inesperado na população universitária transmontana quando, em finais de novembro, foram distribuídos os primeiros 1300 exemplares. “Houve uma procura muitíssimo superior ao esperado”, confirmou à VISÃO Ricardo Barroso, psicólogo e professor da UTAD. “As pessoas receberam os conteúdos do dispositivo com surpresa. Alguns comportamentos não são considerados agressivos e foi para nós evidente que ainda há muito por fazer na consciencialização relativa a este assunto”, explica aquele docente universitário, um dos mentores da versão portuguesa do projeto.

O “Violentómetro” pode também ser comparado a um marcador de livros, próprio para estar à mão ou guardar na carteira. Identifica trinta comportamentos, menos graves ou muito graves, cuja permissividade e escalada fazem aumentar o risco de maus tratos. Esses podem começar com piadas agressivas, chantagens, mentiras ou desprezo. E por aí acima, até á morte. “Quanto mais cedo estivermos atentos e travarmos a agressão, melhor. Por vezes, a violência começa com sinais muito ténues”, resume Ricardo Barroso.

Pedidos de todo o País

A notícia sobre este projeto correu célere e atulhou os serviços da UTAD com pedidos provenientes de todo o território nacional (de resto, quem o quiser fazer deve escrever para rorebelo@utad.pt).

Neste momento, há 56 escolas de todo o País, incluindo dos arquipélagos dos Açores e Madeira, em lista de espera para receber o “Violentómetro” e distribui-lo pelos alunos, confirmou à VISÃO Ricardo Barroso. Por esta altura, decorrem também conversações com três municípios da Grande Lisboa para que o projeto possa também chegar a outras franjas da população. “Os custos da impressão são integralmente assumidos pela UTAD, faz parte da nossa responsabilidade social enquanto universidade”.

Dentro de algumas semanas, mais um passo será dado.

No âmbito de um projeto-piloto com a autarquia de Alfândega da Fé será distribuído um “kit” de prevenção contra a violência doméstica nas escolas, que inclui, além do “Violentómetro”, um manual de boas práticas que será o instrumento para ações de formação e grupos de trabalho, envolvendo professores, psicólogos e alunos. “Vamos discutir tudo isto com os jovens”, assume Berta Nunes, presidente daquele município do nordeste transmontano, recentemente considerado a mais transparente do País. “Queremos vincar a ideia de que há uma escalada na violência. Temos de pará-la logo no início. Os ciúmes e as tentativas de controlar o outro não são sintomas de uma relação saudável e há um longo caminho a percorrer para estancar o problema”, explica a médica de formação.

mais informações no link:

http://www.utad.pt/vPT/Area2/noticias/Paginas/2016/noticias_novembro/violentometro.aspx

Violência Sexual: Avaliação Psicológica e Intervenção com Vítimas e Agressores – Formação na UTAD

Fevereiro 17, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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sexual

mais informações:

http://gform.utad.PT

https://www.facebook.com/GabineteDeFormacaoUtad

Especialista apela a mais formação sobre dislexia nas crianças

Agosto 24, 2014 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Açoriano Oriental de 7 de agosto de 2014.

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II Seminário Internacional “Inclusão e Integração das TIC na Sala de Aula”

Maio 2, 2014 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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tic

 

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