Um quarto das famílias portuguesas com crianças tem dificuldade no acesso a alimentos

Julho 7, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/de 4 de julho de 2017.

A Unicef estima que, no mundo inteiro, 688 milhões de crianças são afectadas pela insegurança alimentar. Em Portugal, esta realidade afecta 25% das famílias com crianças menores de 15 anos.

Beatriz Silva Pinto

Com base nos dados da sondagem da Gallup World Poll, a Unicef quis avaliar como estão os agregados familiares com crianças com menos de 15 anos, focando a insegurança alimentar. Alguns resultados do relatório divulgado nesta segunda-feira: estima-se que 45% das crianças com menos de 15 anos, de 147 países e quatro territórios analisados, vivem com alguém que reporta que, nos 12 meses anteriores ao inquérito, houve alturas em que não teve dinheiro para comprar comida. Na União Europeia esta taxa foi de 20%. Em Portugal é maior: 25%.

A vizinha Espanha alcança um valor inferior, com 13,17%. Entre os países europeus com o menor valor deste indicador encontram-se Suécia (3,42%), Noruega (5,65%), Luxemburgo (5,99%), Alemanha (7,27%), Croácia (7,33%), Dinamarca (7,64%), Suíça (7,94%) e Finlândia (8,61%), os únicos que registam valores inferiores a 10%.

O mesmo relatório sublinha que em Portugal 2% das crianças, com idades entre 1 e 15 anos, não comem três refeições por dia e que o rácio de pobreza na população menor de 18 anos é de 18% – dados de 2009 retirados do relatório Estatísticas do rendimento e das condições de vida na União Europeia. Refira-se ainda que a percentagem da insegurança alimentar nos agregados familiares com pelo menos uma criança com menos de 15 anos é maior (24,96%) do que na generalidade de agregados familiares portugueses (19,04%).

À volta do mundo, são 688 milhões de crianças menores de 15 anos que vivem num agregado familiar em que não houve dinheiro suficiente para comprar comida durante o ano anterior ao inquérito de 2014/2015. São os territórios de África que apresentam maior percentagem neste indicador, sendo que na África Oriental e Meridional, o valor atinge os 66%. África Ocidental e Central registam 60% e o Corno de África 57%. No Médio Oriente e no Norte de África, a percentagem é inferior: 34%. A América Central fica nos 55%, a América do Sul nos 37% e a América do Norte nos 27%. Por sua vez, o Sudoeste Asiático regista uma percentagem de 45% e o Sul Asiático de 38%. A Comunidade dos Estados Independentes (CEI), que envolve onze repúblicas que pertenciam à antiga União Soviética, chega aos 28% e a União Europeia (sem a CEI) fica-se pelos 20%. Com um valor inferior ao de Europa está a Ásia Oriental, que apresenta a menor percentagem: 15%.

O aumento global da insegurança alimentar

Pode ainda observar-se que a segurança alimentar (factor traduzido na expressão “teve dinheiro suficiente para comprar alimentos nos últimos 12 meses”) tem vindo a diminuir globalmente desde 2006 (ano em que 84% dos agregados, com ou sem crianças com idade inferior a 15 anos, diziam que tinham conseguido comprar os alimentos necessários), tendo sofrido uma descida acentuada de 2007 (80%) para 2008 (71%), fase correspondente ao início da crise financeira. Desde 2013 até 2015, a taxa manteve-se nos 69%. O estudo revela, ainda, que, em todos países da amostra, é possível concluir que a segurança alimentar é mais sensível ao rendimento nos agregados familiares com crianças com idades inferiores a 15 anos do que na população entre os 15 e 24 anos.

No entanto, a Unicef alerta: visto que não foram incluídos países para os quais não havia dados suficientes, a estimativa de insegurança alimentar nos agregados familiares pode estar subestimada a nível global.

O relatório não deixa de ressalvar, por fim, que é “indubitavelmente” diferente falar-se de insegurança alimentar em regiões como a África subsariana e a Europa, por exemplo.

Texto editado por Pedro Sales Dias

 

 

 

Building the Future: Children and the Sustainable Development Goals in Rich Countries : Report Card 14 – novo relatório da Unicef

Julho 5, 2017 às 6:00 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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descarregar o relatório e mais informações no link:

https://www.unicef-irc.org/article/1620/

informações em português no link:

http://www.unicef.pt/Report-Card-14-Construir-o-futuro/

 

Crianças mais pobres têm acesso a 40% do rendimento de uma “criança média”

Abril 14, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 14 de abril de 2016.

descarregar o relatório citado na notícia em baixo:

Fairness for Children: A league table of inequality in child well-being in rich countries

mais informações no site da Unicef Portugal

Report Card 13 – Equidade para as crianças

 

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Andreia Sanches

Nenhum país consegue proporcionar “o mesmo começo de vida a todas as crianças”, diz a Unicef. Mas há uns mais desiguais do que outros. No ranking geral das desigualdades, Portugal fica a meio da tabela. O pior é quando se analisam os rendimentos.

Até que ponto as crianças dos países desenvolvidos, sobretudo as que se encontram numa situação mais desfavorecida, “estão a ficar para trás”? É a esta pergunta que um novo relatório da Unicef, que será divulgado nesta quinta-feira, procura dar resposta. Chama-se Equidade para as crianças: uma tabela classificativa das desigualdades no bem-estar das crianças nos países ricos. No ranking geral, que ordena os Estados dos que registam menores disparidades para os que apresentam mais desigualdade, Portugal está em 19.º lugar. Uma posição abaixo dos EUA e uma acima da Islândia.

São analisadas quatro áreas: rendimento disponível nas famílias; desempenho escolar; problemas de saúde percepcionados pelos jovens; e satisfação com a vida.

Portugal destaca-se pela positiva quando estão em causa as disparidades em termos de saúde percepcionada pelas crianças. É 7.º no ranking. Já quando se analisa a dimensão “desigualdade de rendimentos”, tudo se complica. Dados: na Noruega, o rendimento de uma criança de uma família pobre é 37% inferior ao de uma “criança média”; em Portugal, é 60,17% inferior. Somos o 33.º mais desigual em 41 para os quais há dados disponíveis sobre rendimentos das famílias com crianças. A Noruega é o menos desigual nesta dimensão.

“Em 19 dos países analisados, as crianças mais pobres dispõem de menos de metade dos rendimentos da criança média dos seus países”, explica a Unicef, numa síntese dos dados. “Em Espanha, na Grécia, Itália e Portugal, bem como em Israel, no Japão e México, a diferença de rendimentos entre as crianças mais pobres e as do meio da distribuição é superior a 60%. Isto significa que as mais pobres dispõem de menos de 40% dos rendimentos da média.”

A metodologia usada pelo Centro de Investigação — Innocenti, da Unicef, pode resumir-se deste modo: em cada uma das quatro áreas, e em cada país, foi analisada a dimensão do fosso que separa uma criança que se encontre na base da tabela — ou seja, no grupo das que estão em pior posição — de uma “criança média” desse país.

Participam 41 países da União Europeia e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). A Dinamarca está no topo do ranking geral, que congrega as quatro dimensões. Não é que proporcione exactamente “o mesmo começo de vida” a todas as crianças. Isso, na verdade, não acontece em nenhum dos estados, nota a Unicef. Mas na Dinamarca as diferenças entre crianças mais desfavorecidas e os seus pares são menores.

Rendimento: desigualdade aumenta

A Unicef começou por ter em conta o rendimento dos agregados com filhos — descontados impostos, incluídas prestações sociais e ponderado o tamanho e composição do agregado. Os dados sobre rendimento e condições de vida da União Europeia, de 2013, constituem uma das fontes. Em cada país, a mediana do rendimento foi comparada com o rendimento do agregado de uma criança que pertença ao grupo das famílias mais pobres — as 10% mais pobres do país.

A tendência geral é esta: “As disparidades de rendimento aumentaram na maioria dos países ricos desde a crise económica. Esta tendência é particularmente gritante nos países do sul da Europa, onde os rendimentos das crianças mais pobres caíram mais relativamente à média, também esta em queda.”

Em Portugal, entre 2008 e 2013, as disparidades de rendimento aumentaram 5,4 pontos percentuais, “dado que o rendimento dos 10% de crianças na base da distribuição diminuiu mais rapidamente do que o da mediana”, prossegue a Unicef.

“Os maiores aumentos das desigualdades de rendimento — aumentos de pelo menos cinco pontos percentuais — ocorreram em quatro países do sul da Europa, Grécia, Espanha, Itália e Portugal, e em três países da Europa de Leste, Eslovénia, Eslováquia e Hungria.”

Portugal é também dos países onde as transferências sociais — subsídios, abonos, etc. — menos atenuam a desigualdade de distribuição de rendimentos. O Reino Unido, a Irlanda e a Bélgica são aqueles onde o Estado tem um papel mais relevante na redução do fosso entre crianças.

Em 2013, a taxa de pobreza infantil em Portugal era de 17,4% (há 11 países com taxas maiores). E perto de três quartos das crianças que viviam em agregados familiares pobres encontravam-se em situação de privação material (não tinham capacidade para dispor de bens considerados essenciais, como aquecimento em casa ou uma refeição com o nível adequado de proteínas a cada dois dias, recorda ainda a Unicef, na síntese que reúne os dados para o país).

A Unicef nota ainda que dois dos países mais ricos do mundo, o Japão e os EUA, aparecem, como Portugal, no último terço da tabela das desigualdades no que diz respeito aos rendimentos a que as crianças têm acesso.

Educação: países-modelo pioram

Na tabela que mede as disparidades na educação — outra das quatro áreas analisadas —, Portugal aparece em 19.º em 37 países para os quais há dados. A análise é feita com base nas conclusões do PISA 2012, um estudo internacional que avaliou as competências dos alunos de 15 anos em três áreas-chave: Matemática, Leitura e Ciências. Em cada país compara-se o desempenho dos alunos com piores resultados com a média.

O Chile e Roménia aparecem como sendo os que apresentam menor disparidade entre alunos, “mas pelos piores motivos — porque a situação é má para todos”, explica Margarida Gaspar de Matos, investigadora da Universidade Técnica de Lisboa, que participou na elaboração do estudo da Unicef.

Naqueles dois países, tal como acontece na Bulgária e no México, “perto de um quarto dos alunos de 15 anos não dispõem das aptidões e competências necessárias para resolver exercícios básicos de leitura, matemática e ciências”, o que é considerado pela Unicef “um número particularmente alarmante”. Em Portugal, são 12,6%, um valor que representa uma melhoria, face a 2006.

No que diz respeito às competências de leitura, especificamente, há mais boas notícias para Portugal: “As disparidades entre as crianças com resultados médios e os 10% que se encontravam na base da distribuição diminuíram 9,3 pontos, dado que estas melhoraram as suas notas mais do que os seus pares.”

Apesar das boas notícias, os alunos portugueses “provenientes de famílias com um estatuto socioeconómico mais baixo tinham 12% mais probabilidade de não atingir os níveis mínimos de competências nas três áreas do que os seus pares de meios mais privilegiados”.

De resto, na generalidade dos países, as desigualdades no que diz respeito ao desempenho escolar diminuíram. Mas não na Finlândia e a Suécia, “anteriormente considerados como exemplos de sucesso e de equidade em matéria de educação. Em ambos verificou-se um aumento das desigualdades e dos níveis de insucesso.

“Uma sociedade não pode ser equitativa se a algumas crianças for negado um bom começo de vida”, alerta a Unicef que pede aos governos que “considerem como prioritário” proteger os rendimentos dos agregados familiares das crianças mais pobres, promover o sucesso escolar das crianças mais desfavorecidas e “apoiar estilos de vida saudáveis”. Em Portugal, o relatório é apresentado nesta quinta-feira à tarde no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Saúde: meninos e meninas muito diferentes

Quantas vezes nos últimos meses sentiste sintomas físicos como dor de cabeça, ou de estômago; quantas te sentiste nervoso, ou irritado? Foram perguntas deste tipo que se fizeram em 2014 aos adolescentes de 11, 13 e 15 anos de dezenas de países, no âmbito do Health Behaviour in School-aged Children, da Organização Mundial da Saúde, cujos resultados finais foram divulgados no mês passado. E a Unicef foi buscar também esse estudo para a sua análise sobre desigualdades.

“Nenhum país conseguiu progressos claros na redução das disparidades no que toca a problemas de saúde sinalizados pelas crianças”, conclui. Pelo contrário, as desigualdades acentuaram-se na maioria dos Estados, incluindo Portugal, “verificando-se mesmo aumentos consideráveis na Irlanda, em Malta, na Polónia e na Eslovénia”.

Ainda assim, Portugal ocupa, como se viu, uma boa posição neste ranking: é o 7.º em 35 países com menos disparidades no que toca a problemas de saúde sinalizados pelas crianças. Já no que diz respeito à alimentação saudável (consumo de fruta e vegetais), é apontado como o país onde as desigualdades mais aumentaram (6,6 pontos percentuais entre 2002 e 2014).

Sobre este aspecto, Margarida Matos lembra que “o consumo de fruta desceu muito a nível nacional, embora continue razoável em termos europeus”, e que Portugal foi “penalizado” na avaliação da Unicef porque “foi o país onde o consumo de fruta desceu mais entre 2010 e 2015 — mas a verdade é que era o maior consumidor em 2010”.

O estudo da OMS também pediu aos jovens que classificassem a sua “satisfação com a vida”, numa escala de zero a 10. E, uma vez mais, a Unicef compara a “criança média” com as crianças menos satisfeitas. Resultado: “Nos países ricos, o nível de satisfação com a vida atribuído pela criança média é de 8.” Mas “na grande maioria dos países, mais de uma em cada 20 crianças classifica a sua satisfação com a vida num nível 4 ou menos”. Em Portugal, a percentagem é 6%.

O países onde o fosso entre a média e as menos satisfeitas é menor é a Holanda. Portugal ocupa o 18.º lugar neste ranking da satisfação com a vida, em 35 países.

A Unicef sublinha que há um outro tipo de desigualdade preocupante: a de género, que é “generalizada e persistente”. Em todos os países, “as raparigas têm uma probabilidade significativamente mais elevada de ficar para trás relativamente à saúde”. Em dez, as disparidades de género aumentaram.

“Por outro lado, as raparigas dão conta de um nível de satisfação com a vida inferior ao dos rapazes, especialmente na faixa etária dos 15 anos.” Margarida Matos diz que vários estudos têm alertado para este tema e não tem dúvidas: “A iniquidade de género merece uma reflexão séria.”

 

 

 

 

 

Corporal punishment of children linked to lower school grades

Dezembro 11, 2015 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto do site https://theconversation.com de 20 de novembro de 2015.

© Young Lives Sarika Gulati

Kirrily Pells

Debates on whether the use of physical force to discipline children is ever acceptable have once again been reignited with legislation passed in Ireland in early November to remove the defence of “reasonable chastisement” for corporal punishment.

In new research conducted by the Young Lives study at the University of Oxford using longitudinal data from Ethiopia, India, Peru and Vietnam, we found that children who experienced corporal punishment performed worse in maths, four years later. The research was part of UNICEF’s Multi Country Study on the Drivers of Violence Affecting Children.

The use of physical punishment, such as smacking, slapping or hitting with a hand or implement, is contrary to the UN Convention on the Rights of the Child, which has been ratified by all states except the US. Yet only 47 countries have, like Ireland, introduced legislation to protect children from corporal punishment in all settings, including the home and school.

Corporal punishment excites strong points of view. Proponents argue that “mild” or “moderate” forms of corporal punishment are an effective and non-detrimental means of instilling discipline and obedience into children. When talking about my research on corporal punishment I often encounter the response: “I was hit and it never did me any harm”. Opponents stress the hypocrisy of laws that do not extend the same protection to children as is afforded to adults.

Negative impact on grades

When focusing on children’s school performance, we are not losing sight of the fact that children do on occasions die or are severely injured as a result of corporal punishment. But evidence on whether more “everyday” or “routinised” forms of corporal punishment have lasting effects on children’s development is limited.

Studies typically rely on cross-sectional data where child development measures are collected at the same time as reports of corporal punishment. It is then difficult to separate out what comes first: children may perform less well as school because they are hit, or children may be punished because of poor performance.

While we cannot prove causality, the Young Lives data allows us to analyse the links between earlier experience of corporal punishment and how children were performing four years later in school. The longitudinal data also allow us to control for a series of other possible explanations that might affect children’s school performance.

We found that children who reported experiencing corporal punishment at age eight had on average significantly lower maths scores at age 12 in India, Peru and Vietnam. The size of the negative effect was large.

To put our results into context, it is well-established that children with more highly educated parents have better educational outcomes. The associated negative effect of corporal punishment on children’s outcomes was equivalent to the child’s primary caregiver, usually the mother, having between three and six years less education, depending on the country.

Who is most at risk

Large numbers of children are also affected despite legal prohibition of corporal punishment in schools in India, Ethiopia and Vietnam, and a statement of norms discouraging its use in schools in Peru. Among children we surveyed who were eight-years-old, over half of those in Peru and Vietnam, three-quarters in Ethiopia, and nearly all children in India reported witnessing a teacher administering corporal punishment in the last week.

Younger children are at greater risk, with the incidence of corporal punishment at age eight more than double the rate reported by 15-year-olds, in all four countries. Boys are significantly more likely to report experiencing corporal punishment than girls across the four countries. This adds to the growing global picture on the greater vulnerability of boys to physical punishment. But it’s important to note that girls are often at greater risk of other forms of humiliating treatment and sexual violence.

We also found that children from more disadvantaged households were significantly more likely to be punished in India, Peru and Vietnam compared to children living in more advantaged households in the same community. When comparing children in the same school, disadvantaged children in India and Vietnam are significantly more likely to be punished than their more advantaged peers.

Other Young Lives research indicates a number of reasons why poor children experience more corporal punishment, including being punished for lacking school materials and frequent absence in order to undertake work for the household.

Corporal punishment not only violates children’s fundamental rights to dignity and bodily integrity, but by impacting upon their engagement with schooling it has the potential to have long-lasting implications for their life chances and can reinforce inequality.

Legislation is an important first step towards eradicating corporal punishment, but on its own is not sufficient. Greater attention is required to understand why bans are not implemented, to support positive teaching practices and to work to address social norms that sustain the myth that physical violence promotes children’s learning and development.

 

 

Por que precisamos de mais pesquisas sobre o uso das crianças da Internet

Setembro 1, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do blog http://blogs.unicef.org de 13 de agosto de 2015.

© UNICEF SUDA2014 XX488 Noorani

Why we need more research on children’s use of the Internet

By Jasmina Byrne

It is becoming difficult to imagine a day in a teenagers’ life – in all parts of the globe – without internet access: to socialize with peers, seek information, watch videos, post photos and news updates or play games. As the internet rapidly penetrates all regions, children’s experiences worldwide are increasingly informed by their use of information and communication technologies (ICTs).

The ITU estimates that by the end of 2015, 3.2 billion people will be using the internet, 2 billion of which will be in developing countries. This exponential growth is largely attributable to the rapid spread of mobile broadband technology with 3G mobile coverage reaching close to 70% of the total world population.

What implications does this have for children worldwide, particularly in the regions and countries where UNICEF works? We may see more and more children in lower income countries going online and more children accessing the internet through ‘mobile first’. We may see a digital divide growing not only between those who have access to the internet and those who do not, but also between generations: parents/grandparents/caregivers and children. We may see children’s educational experiences being hugely enhanced by access to the internet, but we may also see more children at risk of negative experiences (abuse, bullying, exploitation) because they lack guidance, support and mediation from their parents and educators who have not caught up yet with the fast pace of internet development.

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With this kind of advance in technology comes growing concern by child rights organizations, regulators, the private sector and other stakeholders that children’s rights need to be realised online as well as offline. The conditions that influence children’s access and behaviour online need to be recognised when internet technologies, services and policies are developed.

However, we are not yet in a position to say what implications the internet will have on children’s lives globally. There is little robust evidence coming from lower income countries that examines the whole spectrum of child rights in the digital age. Where research exists, there are major challenges related to comparability of different national data sets, capturing the speed of technological change, varying cultural and contextual realities that influence how children behave online.

In order to address this urgent need for evidence the UNICEF Office of Research – Innocenti in collaboration with the London School of Economics and EU Kids Online has supported the establishment of a global research consortium that involves key actors and universities from the Global North and the South. The first meeting of this research consortium took place in February 2015 when the group discussed:

  • What research should be conducted to understand how children’s rights are being enhanced or undermined in the digital age, especially on a global basis?
  • What data gathering and analytical tools do researchers need, and how can these best be designed and shared among different countries?
  • What standards for rigorous methods of cross-national comparison need to be in place?
  • What have we learned about how to compare findings across countries so as to share best practice, generalize knowledge where possible and anticipate future issues?
  • Experts attending this symposium agreed that a research toolkit to facilitate global research on child rights and the internet is urgently needed. It should also be robust yet flexible enough to take account of variations in national contexts and children’s diverse living experiences.

Moving ahead…

As a result, a new research partnership was formed. UNICEF Innocenti, four UNICEF Country Offices: Argentina, the Philippines, South Africa and Serbia, the London School of Economics and EU Kids Online agreed to collaboratively design a research toolkit to guide the research efforts worldwide. It will consist of a modular survey, qualitative research protocols and a survey administration toolkit that would include methodological guides and expert reports.

The results of this initiative will be shared globally through an open access web portal hosting the research toolkit, national reports, a synthesis report and other resources. We invite you to visit these special UNICEF and LSE web spaces which will help you take part in this important global research partnership. We hope that this work will inspire researchers and practitioners to generate more knowledge that will support the global policy efforts on child rights in the digital age.

Jasmina Byrne is a lead researcher on children’s rights in the digital age in UNICEF Office of Research – Innocenti, Florence, Italy.

 

 

The Best Interests of the Child in Intercountry Adoption – publicação da Unicef

Março 9, 2015 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Publications produced by the Office are contributions to a global debate on children and child rights issues and include a wide range of opinions. The views expressed in this report are those of the author and do not necessarily reflect UNICEF policies or approaches. There is universal agreement, embedded in international human rights law, that the best interests of the child should be a primary consideration in any decisions made about a child’s future. In the case of adoption, which represents one of the most far-reaching and definitive decisions that could be made about the future of any child – the selection of their parents – international law qualifies the best interests of the child as the paramount consideration. This study responds, in particular, to one key question: what is it that enables a policy, process, decision or practice to be qualified as either respectful or in violation of the best interests of the child in intercountry adoption?

Children of the Recession: The impact of the economic crisis on child well-being in rich countries – novo relatório da Unicef

Outubro 29, 2014 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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As the data in this new edition of the Innocenti Report Card series show, in the past five years, rising numbers of children and their families have experienced difficulty in satisfying their most basic material and educational needs. Most importantly, the Great Recession is about to trap a generation of educated and capable youth in a limbo of unmet expectations and lasting vulnerability. League Tables, the flagship tool of the Innocenti Report Card series, rank the change, since the onset of the crisis, in the poverty levels of children and the impact of the recession on youth. The Report also explores the effects of the recession on youth seeking to enter or remain in the labour force in the middle of a recession.

Children, ICT and Development: Capturing the potential, meeting the challenges – Novo relatório da Unicef

Maio 8, 2014 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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This report explores the ways in which information and communication technologies (ICTs) can contribute to efforts towards meeting child-focused development goals. The diffusion of ICTs has been highly uneven, and it is clear that digital divides not only trace but can also further deepen existing social divides, between income-rich and income-poor, between urban and rural dwellers, between women and men, and girls and boys. The report therefore supports UNICEF in efforts to further develop and disseminate good practice regarding ICT4D and children. UNICEF is committed to work for the most marginalized children in society and a focus on equity and technology runs throughout the research.

The pioneering research process consisted of a review of relevant literature and in-depth interviews with 35 experts in the field connecting ICT4D with child-focused development, thus providing one of the most comprehensive overviews of the subject to date. The literature review focuses on the topics of extreme poverty, maternal and child health, nutrition, access to education, governance and accountability, and eParticipation, children and the internet. This provides a foundation for the eight analytical themes, which are grounded in the expert interviews with practitioners, policy makers and academics.

Child well-being in rich countries : a comparative overview Innocenti Report Card 11 Unicef

Abril 11, 2013 às 10:00 am | Publicado em Divulgação, Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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State of children in rich countries

Report Card 11: Child well-being in rich countries, from UNICEF’s Office of Research, examines the state of children across the ‘rich’ world. As debates continue to generate strongly opposed views on the pros and cons of austerity measures and social spending cuts, Report Card 11 charts the achievements of 29 of the world’s advanced economies in ensuring the well-being of their children during the first decade of this century.

This international comparison, says the report, proves that child poverty in these countries is not inevitable, but policy susceptible – and that some countries are doing much better than others at protecting their most vulnerable children.


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