Portugal entre os 10 países mais seguros para recém-nascidos

Maio 20, 2014 às 2:23 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 20 de maio de 2014.

mais informações no link:

http://www.thelancet.com/series/everynewborn

por Lusa, texto publicado por Isaltina Padrão

 

Portugal está entre os 10 países mais seguros para os recém-nascidos, com uma das taxas de mortalidade neonatal mais baixas do mundo, revela um estudo hoje publicado na revista The Lancet.

Numa série especial sobre a mortalidade neonatal, que reúne o contributo de 54 especialistas de 28 instituições em 17 países, a revista científica diz apresentar o quadro mais claro de sempre sobre as hipóteses de sobrevivência de um recém-nascido e os passos que devem ser tomados para reduzir as mortes de bebés.

Já se sabia que Portugal estava entre os melhores na taxa de mortalidade infantil (crianças até aos cinco anos), mas o que a Lancet vem agora mostrar é que Portugal tem também uma das melhores taxas de mortalidade neonatal (crianças com menos de 28 dias).

Com 1,8 recém-nascidos mortos em cada mil nascimentos, Portugal surge no nono lugar dos países mais seguros para se nascer, em dados relativos a 2012.

No topo da lista, que inclui 162 países, surge o Japão, com 1,1 recém-nascidos mortos em mil nados vivos, ao qual se seguem Singapura, Chipre, Estónia, Finlândia, Coreia do Sul, Suécia, Noruega e Eslovénia, este último com uma taxa idêntica à portuguesa.

No extremo oposto surge a Serra Leoa, com uma taxa de mortalidade neonatal de 49,5 em cada mil nascimentos.

Ainda assim, em Portugal morreram 170 recém-nascidos em 2012, revelam os dados da Lancet.

Segundo a revista, o país teve uma redução de 74% na taxa de mortalidade neonatal entre 1990 e 2012 e é o sétimo país do mundo onde aquela taxa mais caiu anualmente.

No estudo, a Lancet recorda que a Suíça, o Canadá e os EUA são os países de alto rendimento que menos progressos têm feito na redução da mortalidade neonatal.

Na Suíça, por exemplo, a redução da taxa de mortalidade neonatal foi de apenas 16% entre 1990 e 2012, ano em que ainda morriam 3,2 recém-nascidos por mil nascimentos.

Isto apesar de a redução da taxa de mortalidade nas crianças com um mês a cinco anos ser de 76% (em Portugal é de 77%).

Com efeito, a Lancet sublinha que a nível global, na última década, a taxa de redução da mortalidade neonatal foi cerca de metade da redução alcançada na mortalidade infantil (crianças até cinco anos).

Como resultado disto, os recém-nascidos representam hoje uma maior proporção na mortalidade infantil (44% em 2012, contra 36% em 1990).

Em Portugal, esta percentagem é de 49%.

Outro dado analisado no estudo é a taxa de nados mortos, que em Portugal foi de 2,7 em cada mil nascimentos, colocando o país na 12.ª posição entre os 162 países considerados.

 

Malnutrição mata 3,1 milhões de crianças por ano

Junho 11, 2013 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 6 de Junho de 2013.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Maternal and child undernutrition and overweight in low-income and middle-income countries

por Lusa, texto publicado por Sofia Fonseca

A malnutrição é responsável pela morte de 3,1 milhões de crianças por ano, revela um estudo hoje publicado na revista ‘The Lancet’, segundo o qual os problemas nutricionais estão por detrás de 45% de toda a mortalidade infantil.

Liderado por Robert Black, da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, em Baltimore, EUA, o estudo resulta de uma análise exaustiva das diferentes causas e consequências da malnutrição, incluindo a baixa estatura para a idade, o baixo peso para a altura e o baixo peso para a idade, os quais resultam num maior risco de morte e doença para as grávidas e as crianças.

Embora a prevalência de baixa estatura esteja a diminuir há 20 anos, as taxas não estão a cair a um ritmo que permita cumprir as metas estabelecidas no ano passado na Assembleia Mundial de Saúde, que previam uma quebra de 40% no número de crianças com baixa estatura até 2025.

Os autores estimam que pelo menos 165 milhões de crianças em todo o mundo sofressem de raquitismo (baixa estatura para a idade) em 2011.

No mesmo ano, pelo menos 50 milhões de crianças sofriam de desnutrição (baixo peso para a altura) e 100 milhões tinham baixo peso para a idade.

Mais de 90% destas crianças estavam na Ásia ou em África, sendo esta última a única região do mundo onde o número de crianças com raquitismo aumentou na última década.

Numa série especial dedicada à nutrição materna e infantil hoje publicada na ‘The Lancet’, os autores recordam que a subnutrição não afeta apenas as hipóteses de sobrevivência e as medidas das crianças, mas também tem efeitos negativos no seu desenvolvimento, com consequências no desempenho escolar e na suscetibilidade a doenças infeciosas, entre outras.

Num outro artigo incluído nesta edição especial, os autores apresentam 10 intervenções que, juntas, poderiam salvar 900.000 vidas de crianças por ano, com um custo estimado de 9,6 mil milhões de dólares.

Os autores sublinham que mais de metade deste custo seria suportado pela Índia e pela Indonésia, que têm recursos suficientes para suportar a luta contra a malnutrição, pelo que, retirados os contributos dos restantes países afetados, restaria aos doadores externos contribuir com três a quatro mil milhões de dólares, menos do que o que a Coca-Cola e a McDonald’s juntas gastam num ano em publicidade.

O resultado, estimam os autores, seria salvar quase um milhão de vidas, mas também uma redução de 20% na prevalência de crianças com raquitismo em crianças com menos de cinco anos e melhorias nas perspetivas de 33 milhões de crianças em todo o mundo.

Entre as dez intervenções apontadas pelos investigadores estão o fornecimento de ácido fólico, cálcio e suplementos nutricionais a mulheres grávidas; a promoção da amamentação e de alimentos complementares às crianças quando necessário; o fornecimento de suplementos de vitamina A e zinco a crianças até cinco anos, bem como a utilização de estratégias comprovadas para tratar a malnutrição moderada a severa nas crianças.

“As nossas estimativas conservadoras mostram que com um investimento num pequeno número de intervenções comprovadas, podemos salvar a vida de 900.000 crianças e melhorar as perspetivas de vida de milhões de outras. Os benefícios potenciais para os países afetados em termos de aumento da produtividade e redução dos gastos com saúde são substanciais e o investimento necessário estaria inteiramente dentro das capacidades dos países e doadores que querem salvar crianças e melhorar o seu futuro”, escreveu Zulfiqar Bhutta, o autor principal do estudo.

Menos 6 mil crianças morreriam na Europa a 15 se todos fossem como a Suécia

Março 28, 2013 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da SIC Notícias de 27 de Março de 2013.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Health services for children in western Europe

(Basta fazer o registo no site da Lancet de modo a ter acesso a todo o artigo)

Mais de 6.000 vidas de crianças poderiam ser poupadas anualmente se todos os países Europa ocidental tivessem a taxa de mortalidade infantil da Suécia, revela um artigo hoje publicado na revista ‘Lancet’.

Num artigo publicado no âmbito de uma série dedicada ao estado da Saúde  da Europa, os investigadores concluem que, embora a taxa de mortalidade  tenha melhorado muito nos últimos 30 anos nos 15 primeiros países da União  Europeia, ainda há grandes discrepâncias entre eles.

Os cientistas comparam as taxas de mortalidade entre os 15 países e  concluem que, se todos tivessem a melhor taxa de mortalidade infantil, como  a da Suécia, morreriam menos 6.198 crianças todos os anos.

A investigadora que coordenou o artigo, Igrid Wolfe, explicou, em conferência  de imprensa, que as diferenças entre os melhores e os piores se justificam,  porque alguns países não conseguiram adaptar-se às mudanças epidemiológicas.

As principais causas de morte entre as crianças com menos de 14 anos  deixaram de ser as doenças infecciosas e passaram a ser ferimentos, envenenamento,  cancro e doenças congénitas ou neurológicas.

“Os nossos sistemas não se adaptaram a esta mudança”, disse a cientista,  que falava em particular do Reino Unido, que, com uma das piores taxas de  mortalidade dos 15, contribui com quase 2.000 das 6.000 mortes em excesso.

Os autores alertam ainda para a dimensão da pobreza infantil e das desigualdades  na Europa, o que afeta diretamente a saúde, não só na infância, mas ao longo  da vida.

Segundo o artigo, enquanto na Suécia 1,3% das crianças vivem em situação  de pobreza, em Portugal a Unicef estima em 27,4% a percentagem de menores  a viver em lares que não garantem um mínimo de três refeições por dia.

Na sua primeira série sobre a Saúde na Europa, a ‘Lancet’ dedica ainda  um artigo ao envelhecimento da população, estimando que em 2060 haja duas  vezes mais idosos (com mais de 65 anos) do que crianças (com menos de 15).

Os investigadores alertam no entanto que uma sociedade envelhecida não  constitui em si mesma uma ameaça ao Estado social e sublinham que o envelhecimento  da sociedade não deve ser usado como argumento político para justificar  cortes na proteção social.

As estimativas de aumentos nos gastos com saúde devido ao envelhecimento  têm sido exagerados, enquanto outros fatores, como os desenvolvimentos tecnológicos,  têm mais impacto nos custos agregados com a saúde.

Mais de metade dos portugueses com mais de 15 anos são inactivos

Julho 26, 2012 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 19 de Julho de 2012.

Resumos dos estudos:

The Lancet publishes a Series on physical activity

Por Andrea Cunha Freitas

Em Portugal, 51% das pessoas com mais de 15 anos (homens e mulheres) não cumprem os critérios de actividade física recomendada pelos especialistas, segundo a revista científica The Lancet, que divulgou ontem uma série de trabalhos sobre a actividade física em todo o mundo.

A lista de 122 países analisados tem uma média de 31,1% neste indicador de saúde e é o resultado de um dos cinco projectos apresentados pela The Lancet. A revista quis aproveitar a realização dos Jogos Olímpicos, que arrancam dentro de poucos dias em Londres, para um alerta global sobre a importância da actividade física.

Os vários trabalhos e comentários publicados ontem na edição online da The Lancet fornecem uma série de dados sobre a actividade física e, entre outros objectivos, quer ajudar a tornar os programas de prevenção de doenças não transmissíveis mais eficazes. O projecto liderado por Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas, no Brasil, é o que apresenta dados facilmente comparáveis sobre os vários países estudados. Assim, segundo este artigo, 54,4% das mulheres e 47,5% dos homens portugueses com mais de 15 anos estão classificados como fisicamente inactivos. O critério usado para esta conclusão apoia-se nas “doses recomendadas” de actividade física que apontam para caminhadas de pelo menos 30 minutos num mínimo de cinco vezes por semana ou praticar exercício mais intenso durante 20 minutos e três vezes por semana.

Os especialistas avaliaram o mesmo campo nos rapazes e raparigas com idades entre 13 e 15 anos e chegaram a um resultado global que aponta para que quatro em cada cinco adolescentes não são suficientemente activos. E também aqui Portugal sai mal na fotografia, principalmente as raparigas. De acordo com o mapa apresentado, em Portugal entre 80% a 90% dos rapazes e mais de 90% das raparigas nestas idades não estão a conseguir cumprir 60 minutos de actividade física (moderada ou intensa) por dia.

Ainda assim, há mais sete países na Europa que estão pior do que Portugal no que se refere à actividade física recomendada para maiores de 15 anos. Assim, Malta é o pior no continente europeu, com 71,9% no grupo que tem indicadores piores do que Portugal e que inclui ainda a Sérvia (68,3%), Reino Unido (63,3%), Turquia (56%), Chipre (55,4%), Itália (54,7%) e Irlanda (53,2%). Com os melhores resultados europeus está a Grécia (15,6%) a Estónia (17%) e a Holanda (18%), mas ainda assim longe de um lugar no pódio à escala mundial onde se encontra, por exemplo, Bangladesh (4,7%) e Moçambique (7,1%). Numa leitura geral, confirma-se o padrão das mulheres como menos activas e percebe-se que os países mais ricos são os mais inactivos.

A série lançada ontem pela The Lancet foca-se acima de tudo no impacto positivo da actividade física na saúde, sublinhando, por exemplo, que a inactividade é a causa de entre 6% a 10% de doenças como problemas cardíacos, diabetes do tipo 2 e cancro colorrectal e da mama. Uma em cada dez mortes associadas a estas doenças pode ser relacionada com a pobre actividade física. Os investigadores acreditam que a população mundial tem de ser alertada para os benefícios da actividade física, mas também deve saber qual o prejuízo de não ter este lado activo nas suas vidas.

Os dados revelam ainda que 41,5% dos adultos em todo o mundo passam mais de quatro horas sentados por dia, mas o indicador varia entre as várias regiões: no Sudeste Asiático são 23,8% e na Europa 64%. Entre outras conclusões, os investigadores acreditam que um dos culpados por esta inactividade mundial foi e é a revolução tecnológica, que deixa o mundo cada vez mais sentado.

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