Crianças com ganho persistente de peso têm melhor qualidade óssea

Outubro 31, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://ispup.up.pt/ de 20 de outubro de 2017.

O aumento persistente de peso desde o nascimento até aos 7 anos de idade associou-se com uma melhor qualidade do osso das crianças, conclui um estudo desenvolvido por investigadores da Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit) do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP).

“A qualidade óssea é, em grande parte, conservada desde as primeiras décadas de vida. Por isso, a infância é hoje encarada como um período de oportunidade para intervir em fatores modificáveis que possam promover melhor saúde óssea, com a finalidade de prevenir fraturas de fragilidade (osteoporóticas) na vida adulta”, diz Teresa Monjardino, primeira autora do estudo, coordenado pela investigadora Raquel Lucas.

Contudo, pouco se sabe sobre o impacto das trajetórias do peso da criança ao longo do crescimento na qualidade do osso durante os primeiros 10 anos de vida. Por isso, a presente investigação estudou a influência da evolução do peso de 1889 crianças da coorte Geração XXI –  projeto iniciado em 2005, que acompanha o crescimento e o desenvolvimento de mais de oito mil crianças nascidas em hospitais públicos da Área Metropolitana do Porto – nas propriedades físicas do osso aos 7 anos de idade. As crianças foram avaliadas através de densitometria óssea, sendo extraídos dados sobre a sua densidade mineral óssea.

Os investigadores identificaram quatro trajetórias designadas “ganho normal de peso”, “maior ganho de peso no início da infância”, “maior ganho de peso mais tarde na infância” e “ganho persistente de peso”.

Concluiu-se que as crianças com uma trajetória de crescimento caracterizada por “ganho persistente de peso” apresentavam um osso mais forte aos 7 anos de idade. “Não é novidade que as crianças que têm mais peso num determinado momento necessitam de mais massa óssea para responderem às exigências mecânicas. O que este estudo acrescenta é que, para além do peso numa determinada idade, também a trajetória de crescimento até atingir esse peso é determinante das propriedades do osso na infância. Estes achados indicam que é possível observar diferenças na qualidade do osso logo desde a infância, e apoiam uma abordagem de ciclo de vida à saúde óssea e às políticas de saúde para a sua promoção”.

A investigação, publicada na revista “Journal of Pediatrics”, intitula-se “Weight Trajectories from Birth and Bone Mineralization at 7 Years of Age” e foi também assinada por Ana Cristina Santos e por Teresa Rodrigues, da EPIUnit do ISPUP, e por Hazel Inskip, Nicholas Harvey e Cyrus Cooper da Universidade de Southampton (Reino Unido).

Imagem: Pixabay/ benscherjon

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29033242

Cadeirinha e ovo não são lugares para dormir

Dezembro 19, 2015 às 6:09 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto da http://www.paisefilhos.pt de 23 de novembro de 2015.

O artigo citado na notícia é o seguinte:

Hazards Associated with Sitting and Carrying Devices for Children Two Years and Younger

little baby boy sleeping in safety car seat

little baby boy sleeping in safety car seat

As cadeirinhas de bebé que são usadas nos automóveis e os ovos que, nos primeiros meses, ajudam no transporte, são cada vez mais essenciais no quotidiano das famílias. Mas, de acordo com especialistas norte-americanos, não devem substituir o berço quando se trata de colocar a criança para dormir. Isto porque uma recente investigação publicada no “The Journal of Pediatrics” garante que aqueles equipamentos aumentam o chamado “risco de sufocação por mau posicionamento”, em especial nos primeiros dois anos de vida.

Tal não significa impedir o bebé de adormecer sempre que está no ovo ou na cadeirinha, ou mesmo nos assentos que balançam, mas sim garantir que se tratam de ocasiões passageiras e não um hábito enraizado. Para além dos problemas causados pelas posições adotadas durante o sono, no caso das cadeirinhas auto os investigadores do Penn State Medical Centre detetaram um outro risco relacionado com cordões e cintos de segurança mal instalados.

A sufocação por posicionamento acontece devido ao facto de as vias aéreas das crianças muito novas serem bastante maleáveis e os bebés não possuírem ainda força muscular para se moverem de forma autónoma. Quando a gravidade funciona, o sistema respiratório pode entrar em colapso num intervalo de poucos minutos.

“Muitos pais usam este tipo de equipamentos para fins diferentes dos que foram criados, sem se aperceberem de alguns riscos”, recorda Erich K. Batra, um dos especialistas envolvidos no trabalho, frisando que “podem passar muitas horas até que o bebé que está a dormir na cadeirinha ou no ovo seja novamente visto”. É por isso que, defende, “para prevenir situações graves, nenhuma criança deve ser deixada a dormir nestas condições sem uma supervisão constante”.

 

 

 

Ambiente pós-natal determinante para prematuros

Setembro 4, 2014 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto da Pais & Filhos de 4 de agosto de 2014.

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

Cognitive Abilities in Preterm and Term-Born Adolescents

pais & filhos

Quando chegam à adolescência, os bebés que nasceram prematuros têm um cérebro com as mesmas capacidades que os bebés que nasceram de termo, sugere um estudo publicado no “The Journal of Pediatrics”.

Um estudo da Universidade de Adelaide, na Austrália, avaliou as capacidades cognitivas de 145 crianças pré-termo e de termo quando tinham 12 anos, tendo em conta as desvantagens sociais de cada uma por altura do nascimento e atualmente.

Os cientistas verificaram que o ambiente pré-natal influenciava a capacidade de os bebés prematuros superarem ou não o risco inicial de um desenvolvimento cerebral reduzido.

Ou seja, à partida, os bebés que nascem de termo têm melhores capacidades cognitivas, mas os bebés prematuros podem “apanhá-los” na adolescência, se tiverem um ambiente pós-natal saudável.

“Não sabemos exatamente como é que os diferentes fatores do ambiente habitacional ditam aspetos específicos do desenvolvimento cerebral. Contudo, sabe-se que a nutrição e que o enriquecimento através da estimulação física e intelectual parecem ter papéis fundamentais”, explicou Julia Pitcher, uma das autoras do estudo.

 

 

 


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